Perguntas do paciente (10)

  • Estou passando por uma fase de muita dúvida em relação aos meus sentimentos pelo meu namorado. Estam

    Estou passando por uma fase de muita dúvida em relação aos meus sentimentos pelo meu namorado. Estamos juntos há quase 3 anos e, ultimamente, sinto que não tenho mais aquela animação ou aquela sensação gostosa que sentia antes. Isso tem me deixado muito ansiosa, porque eu não quero machucá-lo e também não quero terminar. Ao mesmo tempo, não me sinto desconfortável ou presa ao lado dele. Quando conversamos, muitas vezes é bom e consigo ficar conversando até tarde. Eu reconheço que ele é uma pessoa que me ama, cuida de mim, se preocupa comigo e demonstra isso muito pelas atitudes.

    Tenho me perguntado se ainda o amo ou se estou confundindo amor com carência, rotina ou ansiedade. Quero entender meus sentimentos e, se for possível, quero recuperar o carinho e a conexão que sinto que perdi. Não quero fingir nem obrigar meus sentimentos, só queria entender o que está acontecendo comigo e saber se é possível voltar a sentir amor e entusiasmo pela pessoa que amo.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Lígia Moura

    É compreensível que essa mudança nos sentimentos gere dúvida, principalmente quando existe carinho, cuidado e uma relação que em tantos aspectos continua sendo boa. O amor também se transforma ao longo de uma relação. A intensidade, a novidade e aquela sensação de “frio na barriga” do início podem diminuir sem que isso necessariamente signifique que o amor acabou. Ao mesmo tempo, não é preciso desconsiderar esse incômodo: ele pode estar sinalizando alguma coisa que merece ser compreendida.
    Vale observar: o que exatamente você sente que perdeu? A admiração? O desejo? A vontade de compartilhar a vida? A curiosidade pelo outro? A conexão? Ou talvez você esteja sentindo falta de algo em você mesma que existia nessa relação no começo?
    Também é importante diferenciar amor de medo de perder, culpa, hábito ou medo de machucar alguém. Às vezes, permanecemos tentando recuperar um sentimento porque temos medo do que pode acontecer se aceitarmos que ele mudou.
    Em vez de se cobrar para “voltar a sentir” ou tomar uma decisão imediatamente, talvez o caminho seja permitir-se olhar com mais honestidade para essa relação e para si mesma. Se você não tivesse medo de machucá-lo e não precisasse tomar nenhuma decisão agora, o que você perceberia sobre o que sente por ele?

    Essa é uma questão que pode ser muito rica para ser explorada em psicoterapia, justamente porque nem sempre nossos sentimentos aparecem de forma tão simples quanto “amo” ou “não amo”. Antes de tomarmos uma decisão precisamos de um espaço para compreender o que estamos sentindo e o que esses sentimentos podem estar nos mostrando. Caso sinta que uma ajuda terapêutica possa contribuir nesse processo, fico à disposição! :)


  • Como eu sei que estou rejeitando o bebê na barriga? Ou somente não aceitei a ideia de ter um bebê ?

    Como eu sei que estou rejeitando o bebê na barriga? Ou somente não aceitei a ideia de ter um bebê ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Lígia Moura

    Talvez seja importante começar desconstruindo a ideia de que ter dificuldade para aceitar a gravidez significa necessariamente rejeitar o bebê. Uma gestação pode despertar sentimentos muito diferentes e, às vezes, até contraditórios: alegria, medo, insegurança, tristeza, culpa, ansiedade ou até vontade de voltar atrás. E sentir tudo isso não faz de você uma pessoa ruim ou significa que você não será capaz de amar seu filho.
    Muitas vezes, o que está sendo difícil de aceitar não é exatamente o bebê, mas tudo o que a chegada dele representa: as mudanças no corpo, na rotina, no relacionamento, na liberdade, nas responsabilidades e até na imagem que você tinha da própria vida.
    Por isso, talvez mais importante do que perguntar “estou rejeitando meu bebê?” seja se perguntar: “O que exatamente está sendo tão difícil para mim aceitar nessa gravidez?”
    Permitir-se reconhecer esses sentimentos, sem julgá-los ou se obrigar a sentir uma felicidade que ainda não apareceu, pode ser um primeiro passo para compreender o que está acontecendo.
    E, se esses sentimentos estiverem causando muito sofrimento, culpa ou dificuldade para vivenciar a gestação, buscar um espaço de psicoterapia pode ajudar a olhar para tudo isso com acolhimento e sem julgamentos.


  • Porque a depressão está sempre na espreita pra nós pegar de novo, após acontecimentos ruins?

    Porque a depressão está sempre na espreita pra nós pegar de novo, após acontecimentos ruins?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Lígia Moura

    Depois de vivenciar um episódio depressivo, é compreensível que acontecimentos difíceis despertem o medo de “voltar para aquele lugar”. Quando já conhecemos um sofrimento, qualquer sinal parecido pode fazer com que fiquemos mais atentos e até assustados com a possibilidade de passar por tudo novamente.

    Mas talvez seja importante lembrar que sentir tristeza, desânimo ou ser afetado por uma situação difícil não significa necessariamente estar entrando novamente em uma depressão. A vida continua tendo momentos de dor, perdas e frustrações, e poder sentir essas coisas também faz parte de estar vivo. O que pode ajudar é aprender a reconhecer os próprios sinais: perceber quando uma tristeza começa a se prolongar, quando o interesse pelas coisas diminui, quando o isolamento aumenta ou quando a rotina começa a ficar comprometida. Não para viver em constante vigilância, mas para desenvolver uma relação mais cuidadosa consigo mesmo.
    Você não precisa esperar estar novamente no seu limite para pedir ajuda. Se perceber que está difícil atravessar esse momento sozinho, a psicoterapia pode ser um espaço para compreender o que está acontecendo e cuidar disso com mais atenção.


  • Tenho muita dificuldade em concentração no trabalho, agitação, pensamento acelerado. O que posso faz

    Tenho muita dificuldade em concentração no trabalho, agitação, pensamento acelerado. O que posso fazer nessa situação?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Lígia Moura

    Dificuldade de concentração, agitação e pensamentos acelerados podem aparecer por diferentes motivos. Às vezes, não é simplesmente uma questão de “falta de foco”, mas uma mente que está tentando dar conta de muitas coisas ao mesmo tempo.
    Vale perceber em quais momentos essa dificuldade aparece, há quanto tempo acontece e o quanto ela interfere na sua rotina. Às vezes, mais do que aprender a “desligar” os pensamentos, precisamos entender por que a nossa mente está tão acelerada.
    Se sentir que precisa de um espaço para olhar para isso com mais calma e compreender o que está acontecendo, fico à disposição para te acompanhar nesse processo. :)


  • Fico lembrando o tempo todo, de pessoas conhecidas que já morreu, fico com sentimento de pena.

    Fico lembrando o tempo todo, de pessoas conhecidas que já morreu, fico com sentimento de pena.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Lígia Moura

    É compreensível que você se lembre de pessoas conhecidas que já faleceram e sinta tristeza ou pena. Cada perda pode despertar diferentes sentimentos e, às vezes, uma lembrança acaba trazendo outras perdas à nossa memória.

    Se esses pensamentos aparecem com muita frequência ou estão causando sofrimento, pode ser interessante olhar para o que essas lembranças representam para você e quais sentimentos elas despertam. A psicoterapia pode ajudar nesse processo de compreensão e elaboração dessas emoções.


  • Boatarde gostaria de tirar uma dúvida sobre o processo terapêutico. Sinto muita dificuldade em lidar

    Boatarde gostaria de tirar uma dúvida sobre o processo terapêutico. Sinto muita dificuldade em lidar com a ansiedade e angústia nos dias em que não tenho sessão. Queria saber se é uma prática comum na psicologia os profissionais entregarem algum tipo de material físico para o paciente levar para casa, como cartões com mensagens de apoio, blocos de exercícios rápidos ou lembretes para momentos difíceis? E isso realmente ajuda na eficácia do tratamento durante a semana?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Lígia Moura

    Sim, algumas abordagens e profissionais utilizam materiais ou atividades para serem realizados entre as sessões, mas isso não é uma regra da psicoterapia e pode variar de acordo com a abordagem e com as necessidades de cada paciente.

    O mais importante é que o processo terapêutico também possa ser levado para o cotidiano. Leituras indicadas pelo psicólogo, exercícios de reflexão, registros ou um diário de emoções, por exemplo, podem ajudar o paciente a observar e colocar em prática aquilo que está sendo trabalhado nas sessões.
    Essas atividades não substituem a terapia, mas podem contribuir para que o paciente desenvolva recursos para lidar com os momentos difíceis ao longo da semana. O ideal é conversar com o próprio psicólogo sobre quais estratégias podem fazer sentido para você.


  • Estou saindo de casa para morar com minha namorada, tenho uma mãe de 75 que vai ficar só . Estou com

    Estou saindo de casa para morar com minha namorada, tenho uma mãe de 75 que vai ficar só . Estou com muita dor no coração e ansiedade por deixa lá só. O que devo fazer?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Lígia Moura

    É compreensível sentir culpa, preocupação e ansiedade diante de uma mudança tão importante, principalmente quando envolve deixar a mãe sozinha. Mas construir a própria vida e iniciar uma nova etapa não significa abandonar quem você ama.

    Pode ser importante conversar com sua mãe sobre essa mudança, entender como ela se sente e juntos pensar em formas de manter a proximidade e uma rede de apoio no dia a dia. Também vale observar se essa culpa está fazendo você se sentir responsável por algo que não está totalmente sob seu controle.

    A psicoterapia pode ajudar a elaborar esses sentimentos, especialmente a culpa e o medo de se afastar, encontrando um equilíbrio entre cuidar do vínculo com sua mãe e também permitir-se viver a própria vida.


  • Perdi minha cachorra em janeiro e ainda não consigo aceitar,me conformar. Fico pensando que poderia

    Perdi minha cachorra em janeiro e ainda não consigo aceitar,me conformar. Fico pensando que poderia ter feito mais,cuidado mais e em como poderia ter evitado que ela partisse. Imaginava ela velhinha ao meu lado e ela se foi aos 9 anos. Até mesmo ver as pessoas com seus cachorrinhos na rua,nas redes sociais,tem me causado dor. Sempre penso que era pra eu ainda estar também com a minha.💔

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Lígia Moura

    Sinto muito pela sua perda!
    O vínculo com um animal pode ser muito profundo, e a perda de um companheiro tão presente na rotina pode desencadear um processo de luto intenso. A culpa e os pensamentos de “eu poderia ter feito mais” também podem aparecer no luto, especialmente quando a perda acontece antes do que imaginávamos. Mas é importante lembrar que, depois da perda, nossa mente tende a revisitar situações procurando algo que poderia ter sido diferente, mesmo quando não havia algo que estivesse sob nosso controle.
    Ver outros cachorros ou lembrar dos planos que você tinha com ela também pode reativar essa dor. Não significa que você esteja “presa” ou que esteja vivendo o luto de forma errada. Cada pessoa tem seu próprio tempo para elaborar uma perda.
    Se essa dor e a culpa continuam muito intensas, a psicoterapia pode oferecer um espaço seguro para elaborar esse luto, compreender esses sentimentos e, aos poucos, construir uma forma de manter o vínculo e as lembranças sem que elas sejam apenas fonte de sofrimento.


  • Como superar a dor de um término de relacionamento? Isso pode ser considerado um luto?

    Como superar a dor de um término de relacionamento? Isso pode ser considerado um luto?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Lígia Moura

    Sim, um término de relacionamento pode ser vivenciado como um processo de luto. Afinal, não se perde apenas a presença da pessoa, mas também uma rotina, planos, expectativas e uma parte da vida que foi construída em conjunto.
    Não existe um tempo determinado para superar um término. É natural passar por momentos de tristeza, saudade, raiva ou até dificuldade para aceitar a nova realidade. O importante é permitir-se vivenciar esses sentimentos, sem se cobrar para “ficar bem” rapidamente.
    Se essa dor estiver sendo muito intensa ou dificultando sua rotina, a psicoterapia pode ajudar a elaborar essa perda e compreender os sentimentos envolvidos.


  • Gostaria de tentar entender o que eu estou sentindo. Tem momentos que sinto uma tristeza a ponto de

    Gostaria de tentar entender o que eu estou sentindo. Tem momentos que sinto uma tristeza a ponto de querer me isolar e choro muito. Não consigo entender de onde vem esse sentimento de tristeza. Estou em um relacionamento que sinto que na hora de expressar meu ponto de vista não sou compreendida ou a sensação que tenho que tenho que pisar em ovos na hora de falar. Já ouve outro episodio de me sentir muita tristeza por meus sentimentos não serem validados. Isso é normal?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Lígia Moura

    O que você está sentindo merece ser acolhido e compreendido. Sentir tristeza, vontade de se isolar e chorar pode acontecer quando vivenciamos situações em que nos sentimos pouco compreendidos, ou quando temos a sensação de que nossos sentimentos não são validados.
    Mais do que tentar descobrir se essa tristeza é “normal”, pode ser importante compreender o que ela está comunicando sobre você, sobre suas necessidades e sobre a relação em que está inserida. A psicoterapia pode ajudar nesse processo de autoconhecimento e a encontrar formas mais saudáveis de lidar com esses sentimentos e se posicionar nas relações.


Perguntas frequentes

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