Perguntas do paciente (43)

  • Tenho um relacionamento há 5 anos e, às vezes, quando vejo alguém que já foi um paquera antigo, fico

    Tenho um relacionamento há 5 anos e, às vezes, quando vejo alguém que já foi um paquera antigo, fico preocupada com a forma como essa pessoa vai me enxergar. Penso que preciso parecer bonita, legal e mostrar que estou bem, e por isso acabo agindo de forma estranha. Não tenho intenção de chamar atenção ou de ficar com essas pessoas, mas sinto culpa por esses pensamentos e atitudes, como se fossem uma forma de traição.

    Gostaria de saber se isso pode ser considerado traição ou se pode estar relacionado à ansiedade, ao TOC ou simplesmente à baixa autoestima e à preocupação excessiva com a opinião dos outros.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Lilian Gutierrez Rodriguez

    O que você descreve, por si só, não caracteriza traição. Pensamentos, preocupações ou o desejo de causar uma boa impressão não significam necessariamente que exista uma intenção de se envolver com outra pessoa ou de desrespeitar o relacionamento.

    É bastante comum que situações envolvendo alguém que já foi um interesse despertem preocupação sobre “como estou sendo vista”, comparação ou necessidade de mostrar que está bem. Isso pode estar relacionado à autoestima, à necessidade de aprovação, à ansiedade ou a uma preocupação excessiva com a própria imagem. Em algumas situações, também pode haver pensamentos intrusivos e um ciclo de culpa e dúvida, que merece ser compreendido com mais cuidado antes de se pensar em TOC.

    O ponto importante é observar o quanto esses pensamentos geram sofrimento, culpa e necessidade de controlar ou verificar o próprio comportamento. Ter um pensamento não significa desejá-lo, assim como sentir-se insegura em uma situação não significa estar traindo.

    Uma avaliação psicológica pode ajudar a entender de onde vem essa necessidade de aprovação e por que esses encontros despertam tanta culpa, diferenciando uma insegurança pontual de um padrão de ansiedade ou de pensamentos intrusivos.

    Você não precisa se culpar simplesmente por aquilo que passa pela sua cabeça. O mais importante é compreender esses pensamentos, em vez de julgá-los.


  • como se livrar do vicio em pornografia teleguiada?

    como se livrar do vicio em pornografia teleguiada?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Lilian Gutierrez Rodriguez

    Quando o consumo de pornografia se torna difícil de controlar e começa a causar sofrimento ou prejuízos na vida pessoal e afetiva, é importante buscar ajuda.

    Mais do que simplesmente tentar parar, é fundamental compreender os gatilhos desse comportamento, como ansiedade, solidão, tédio ou estresse. A psicoterapia pode ajudar a identificar esses padrões e desenvolver estratégias para recuperar o controle, sem culpa ou julgamentos.


  • Contar números mentalmente faz mesmo descer as ondas cerebrais? Como acontece?? Mas aí contar de um

    Contar números mentalmente faz mesmo descer as ondas cerebrais? Como acontece?? Mas aí contar de um número bem grande um números que leva vários minutos pra terminar? Isso faz mesmo diminuir ondas Rápidas e descer pra Alfa Profundo???

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Lilian Gutierrez Rodriguez

    Ao contar lentamente e de maneira repetitiva, você direciona a atenção para uma tarefa simples e reduz a quantidade de pensamentos espontâneos.
    Isso pode diminuir a ativação mental e fisiológica, principalmente se a contagem estiver associada a respiração lenta e relaxamento.
    Em algumas pessoas, durante um estado de relaxamento, pode haver aumento relativo da atividade alfa (8–12 Hz), principalmente em regiões posteriores do cérebro.
    Mas alfa não significa necessariamente “profundamente relaxado”. O EEG possui diferentes ritmos (delta, teta, alfa, beta etc.), e eles não funcionam simplesmente como uma escada em que você “desce” de ondas rápidas para ondas lentas.
    E contar a partir de um número muito grande?

    Pode funcionar como uma forma de ocupação cognitiva. Por exemplo, contar regressivamente de 10.000 de 3 em 3 exige atenção suficiente para dificultar que a pessoa fique ruminando outros pensamentos.

    Mas há um detalhe: se a pessoa precisar fazer contas difíceis para conseguir contar, isso pode aumentar a atividade cognitiva, em vez de relaxá-la.

    Para relaxamento ou preparação para o sono, geralmente faz mais sentido uma contagem lenta, monótona e acompanhada de respiração tranquila, em vez de uma tarefa matemática complexa.

    Se você estiver pensando nisso para usar em terapia ou indução de relaxamento,
    posso explicar um exercício de contagem + respiração de 5 minutos e o que acontece no cérebro em cada etapa.


  • Como trabalhar com uma criança de 3 anos a morte do pai que nunca conheceu, sendo que a partir dos 2

    Como trabalhar com uma criança de 3 anos a morte do pai que nunca conheceu, sendo que a partir dos 2 anos tem como figura paterna o padastro.

    Há uma idade adequada para para iniciar o assunto?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Lilian Gutierrez Rodriguez

    Sim. Não é necessário esperar uma idade específica para falar sobre a morte do pai. Aos 3 anos, a criança já pode receber a informação, mas de maneira simples, concreta e gradual, respeitando aquilo que ela pergunta e consegue compreender.

    Como ela nunca conheceu o pai biológico e tem no padrasto uma figura paterna desde os 2 anos, eu evitaria transformar isso em uma “grande revelação”. Primeiro investigaria o que ela já sabe, o que a família fala sobre o pai e como o padrasto é nomeado.

    Se surgir a pergunta, pode-se dizer algo como:

    “Você tinha um papai chamado ____. Ele morreu quando você era pequena. Quando uma pessoa morre, o corpo para de funcionar e ela não volta. Você não teve nenhuma culpa. E você tem o ____, que cuida de você e está presente na sua vida.”

    Na terapia, aos 3 anos, eu trabalharia principalmente por meio do brincar, histórias, desenhos e bonecos, permitindo que a criança vá construindo essa compreensão aos poucos.

    O mais importante é não criar segredo, mas também não antecipar informações que ela ainda não está buscando. A compreensão da morte será ampliada conforme ela crescer.


  • Estou passando por uma fase de muita dúvida em relação aos meus sentimentos pelo meu namorado. Estam

    Estou passando por uma fase de muita dúvida em relação aos meus sentimentos pelo meu namorado. Estamos juntos há quase 3 anos e, ultimamente, sinto que não tenho mais aquela animação ou aquela sensação gostosa que sentia antes. Isso tem me deixado muito ansiosa, porque eu não quero machucá-lo e também não quero terminar. Ao mesmo tempo, não me sinto desconfortável ou presa ao lado dele. Quando conversamos, muitas vezes é bom e consigo ficar conversando até tarde. Eu reconheço que ele é uma pessoa que me ama, cuida de mim, se preocupa comigo e demonstra isso muito pelas atitudes.

    Tenho me perguntado se ainda o amo ou se estou confundindo amor com carência, rotina ou ansiedade. Quero entender meus sentimentos e, se for possível, quero recuperar o carinho e a conexão que sinto que perdi. Não quero fingir nem obrigar meus sentimentos, só queria entender o que está acontecendo comigo e saber se é possível voltar a sentir amor e entusiasmo pela pessoa que amo.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Lilian Gutierrez Rodriguez

    O que você está sentindo não significa necessariamente que deixou de amar. Ao longo de um relacionamento, é natural que a intensidade e a “euforia” do início diminuam e deem lugar a um vínculo mais tranquilo, baseado em intimidade, companheirismo e cuidado.

    O fato de você ainda gostar da companhia dele, sentir-se bem nas conversas e reconhecer o carinho e o cuidado que ele demonstra são aspectos importantes a serem considerados. A ansiedade, a rotina e a própria cobrança para “sentir como antes” também podem aumentar a dúvida e dificultar o contato com os sentimentos.

    Em vez de tentar descobrir imediatamente se ainda ama ou não, pode ser mais útil observar como você se sente quando está com ele, quando estão afastados, o que ainda admira nele e o que sente falta na relação.

    A psicoterapia pode ajudá-la a diferenciar uma mudança natural da fase do relacionamento de questões emocionais que estejam interferindo nessa conexão, sem que você precise tomar uma decisão precipitada.


  • Olá! Eu sou timida e sinto uma certa ansiedade social eu não sei se chega a ser o transtorno. Atualm

    Olá!
    Eu sou timida e sinto uma certa ansiedade social eu não sei se chega a ser o transtorno. Atualmente eu sou operadora de caixa e quando comecei foi bem difícil estava me sentindo muito ansiosa e travada foi muito difícil mesmo, eu cresci sendo muito timida eu quase não enteragia com as pessoas na escola sofria bullying o que me fez me fechar cada vez mais. Hoje depois de 6 meses nesse trabalho eu sei que estou bem melhor mesmo nas interações a ansiedade diminuiu, mas ainda sinto uma cobrança muito grande quando falam que sou séria, quieta e que não falo. Eu acredito que tenho falado o que quero falar, mas esses comentários me fazem duvidar da minha evolução. O que posso fazer para lidar com esses comentários? Eu sentir isso significa que não estou me curando? Me curando da ansiedade social eu vou parar de ouvir esses comentários e de ser quieta ou apenas aprender a conviver com eles?
    Eu também tenho a sensação de não pertencimento
    O que de fato é está se curando?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Lilian Gutierrez Rodriguez

    Olá! Eu sou timida e sinto uma certa ansiedade social eu não sei se chega a ser o transtorno. Atualmente eu sou operadora de caixa e quando comecei foi bem difícil estava me sentindo muito ansiosa e travada foi muito difícil mesmo, eu cresci sendo muito timida eu quase não enteragia com as pessoas na escola sofria bullying o que me fez me fechar cada vez mais. Hoje depois de 6 meses nesse trabalho eu sei que estou bem melhor mesmo nas interações a ansiedade diminuiu, mas ainda sinto uma cobrança muito grande quando falam que sou séria, quieta e que não falo. Eu acredito que tenho falado o que quero falar, mas esses comentários me fazem duvidar da minha evolução. O que posso fazer para lidar com esses comentários? Eu sentir isso significa que não estou me curando? Me curando da ansiedade social eu vou parar de ouvir esses comentários e de ser quieta ou apenas aprender a conviver com eles? Eu também tenho a sensação de não pertencimento O que de fato é está se curando?


  • Estou passando por um momento muito difícil,tenho depressão e pesquisei muito sobre crises de pânico

    Estou passando por um momento muito difícil,tenho depressão e pesquisei muito sobre crises de pânico e fobia social,não estou conseguindo sair de casa sozinho mais,e não consigo fazer terapia online já comecei a tomar os medicamentos mais as pesquisas sobre os sintomas agravaram meu caso,está muito difícil pra mim,as pesquisas excessivas acabaram com meu psicológico, preciso sair dessa e voltar a ter uma vida normal,como reverter as ideias negativas lidas nas pesquisas?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Lilian Gutierrez Rodriguez

    creio que se voce buscar um terapeuta que voce se sinta conectado e confortavel, ito sera possivel e muito mais facil.Tente outros profissionais


  • Tenho depressão e toda vez que estou passando por um momento difícil começo a pesquisar sobre sintom

    Tenho depressão e toda vez que estou passando por um momento difícil começo a pesquisar sobre sintomas de doenças,dessa vez foi sobre fobia social,já tinha dificuldade de ter interações sociais mais depois que comecei a pesquisar começei a dar crises quando saio de casa,daí me isolei, começei a tomar escitalopram mais ainda não deu resultados,ainda tenho medo de ter crises se eu for sair de casa, pesquisar sintomas atrapalha no meu tratamento?
    A terapia pode me ajudar?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Lilian Gutierrez Rodriguez

    Sim, pesquisar sintomas repetidamente pode acabar alimentando a ansiedade, principalmente quando a pesquisa vira uma tentativa de descobrir “o que eu tenho” ou de obter certeza. Isso pode aumentar a vigilância sobre sensações do corpo e comportamentos e fazer com que sinais de ansiedade sejam interpretados como prova de uma doença.

    No seu caso, também é importante perceber que evitar sair de casa por medo de ter uma crise pode manter o ciclo da ansiedade. A evitação costuma trazer alívio no momento, mas pode reforçar o medo posteriormente.

    A terapia pode ajudar bastante, inclusive a compreender se estamos diante de ansiedade social, crises de pânico, ansiedade relacionada à saúde ou uma combinação de fatores. A psicoterapia, especialmente abordagens como a terapia cognitivo-comportamental e técnicas de exposição gradual, é utilizada no tratamento desses quadros.

    Quanto ao escitalopram, não é recomendável avaliar sua eficácia por conta própria ou interrompê-lo sem conversar com o médico. Antidepressivos podem levar algumas semanas para apresentar efeito e o médico pode precisar acompanhar dose, tempo de


  • A 2 meses eu venho tendo lapsos de memória, não consigo me concentrar nas coisas, não consigo racion

    A 2 meses eu venho tendo lapsos de memória, não consigo me concentrar nas coisas, não consigo racionar direito e tô tendo muita ansiedade, não consigo conversar mais com as pessoas e também não sinto vontade, sinto que as pessoas não me querem por perto e que me odeiam, na escola eu só consigo chorar pelo jeito que eu estou porque tá afetando o meu relacionamento, eu não consigo conversar mais com o meu namorado, sinto que ele vai me deixar a qualquer momento e começo a ter muita ansiedade, e não tô conversando muito com ele mais por causa disso, eu me sinto vazia, não consigo achar graça de memes, entender vídeos, ter opinião própria, eu sinto que só estou vegetando, sinto que me perdi de mim mesma, e coisas que eu sabia antes eu esqueci, não consigo nem fazer contas fáceis de cabeça mais, e só sinto vontade de ficar deitada na minha cama pra sempre, choro o tempo todo, e tô muito sensível também, qualquer coisa que me falam eu choro, e não consigo mais discutir com ninguém, não tenho energia pra isso, só aceito tudo. Quero saber oque eu posso ter, eu posso estar com depressão?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Lilian Gutierrez Rodriguez

    Pelo que você descreve, é possível que exista um quadro depressivo, especialmente pela tristeza intensa, sensação de vazio, perda de interesse, falta de energia, isolamento, dificuldade de concentração e alterações na forma de pensar. A ansiedade também pode estar bastante presente.

    Mas esses sintomas não permitem afirmar um diagnóstico pela internet. Dificuldades de memória, raciocínio e concentração podem aparecer em depressão e ansiedade, mas também podem ter outras causas e precisam ser avaliadas.

    Como isso já dura cerca de dois meses e está afetando sua escola, seu relacionamento e sua vida cotidiana, eu recomendaria procurar um psicólogo e também uma avaliação médica/psiquiátrica. Quanto antes você buscar ajuda, melhor.

    E há uma parte do seu relato que merece atenção especial: quando você diz que sente vontade de “ficar deitada na cama para sempre”. Se isso significar vontade de morrer, desaparecer, se machucar ou se você sentir que não consegue garantir sua própria segurança, não fique sozinha e procure atendimento de urgência imediatamente.

    Você não precisa descobrir sozinha “o que tem”. O que está sentindo é importante e merece ser cuidado.


  • Tenho 20 anos e meu namorado mora cerca de 40 km de mim. Normalmente só conseguimos nos ver nos fins

    Tenho 20 anos e meu namorado mora cerca de 40 km de mim. Normalmente só conseguimos nos ver nos fins de semana. Nos últimos dias passamos quatro dias seguidos juntos: viajamos, cozinhamos, dormimos juntos e aproveitamos muito a companhia um do outro. Foi uma experiência muito especial, porque pudemos viver um pouco da rotina como casal.

    Hoje precisei voltar para casa e, desde que cheguei, estou com uma sensação de vazio e uma vontade de chorar. Não aconteceu nenhuma briga, não existe nenhum problema entre nós e também não tenho problemas em casa nem estou infeliz com a minha família. Pelo contrário, gosto muito de estar em casa e tenho uma boa convivência com a minha família.

    As despedidas dos fins de semana normalmente já me deixam um pouco tristinha e com saudade, mas a despedida de hoje foi diferente. Depois desses quatro dias juntos, senti uma tristeza muito maior, um vazio que eu não esperava sentir. Não é medo de perder o relacionamento, nem insegurança. É simplesmente uma saudade muito intensa da companhia dele. Sinto falta de dividir a rotina, acordar juntos, cozinhar, conversar e terminar o dia ao lado dele.

    Isso é normal? É comum sentir essa tristeza tão forte depois de passar vários dias tão felizes com a pessoa que amo, mesmo sabendo que nosso relacionamento está bem?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Lilian Gutierrez Rodriguez

    Sim, isso pode ser completamente normal, especialmente depois de uma experiência de proximidade e convivência tão intensa.

    Quando vocês passam quatro dias juntos, o cérebro e as emoções se acostumam temporariamente à presença, à rotina compartilhada, ao contato físico e à sensação de companhia. Ao voltar para uma rotina em que ele não está presente, pode existir um contraste emocional muito grande. A saudade pode aparecer como vazio, vontade de chorar e sensação de que “está faltando alguma coisa”.

    Isso não significa necessariamente dependência emocional, insegurança ou que exista algum problema no relacionamento. Pelo contrário: você relata que se sente bem em casa, tem uma boa relação com sua família e não está com medo de perder o namorado. Parece estar descrevendo principalmente saudade e o impacto da mudança brusca de uma rotina de muita proximidade para uma rotina de distância.

    Também é comum que, depois de momentos muito felizes, a volta à rotina provoque uma espécie de “queda” emocional. Isso tende a diminuir conforme você retoma suas atividades habituais.

    Talvez seja interessante não lutar contra a tristeza nem interpretá-la como algo errado. Você pode simplesmente reconhecer: “Eu estou triste porque gostei muito de estar com ele e estou sentindo saudade.”

    Se, porém, esse vazio permanecer por muitos dias, tornar-se frequente ou começar a interferir significativamente na sua vida, aí seria interessante conversar com um psicólogo para compreender melhor o que está acontecendo.


  • Tenho 19 anos e, há cerca de 1 mês e meio, comecei a ter episódios diários (cerca de 4–5 vezes por d

    Tenho 19 anos e, há cerca de 1 mês e meio, comecei a ter episódios diários (cerca de 4–5 vezes por dia) em que surgem “flashes” muito rápidos e involuntários de tragédias, acidentes, assassinatos ou mortes envolvendo pessoas ao meu redor ou, às vezes, eu mesmo. Eles aparecem do nada, em qualquer lugar (rua, trabalho, casa), duram apenas alguns segundos e, enquanto acontecem, fico totalmente focado neles, como se estivesse vendo mentalmente a cena. Só percebo que foi um pensamento depois que acaba. Às vezes paro o que estou fazendo e, em algumas situações, acabo conferindo ou fazendo algo simples para evitar que aquilo possa acontecer (por exemplo, trancar a porta antes de dormir), porque fico com a sensação de “e se acontecer?”.

    Além disso, quando eu era criança (menos de 10 anos), tive episódios em que, acordado, via uma “bola gigante”, via espinhos na parede e sentia uma sensação muito estranha de estar preso ou pressionado, como se meu corpo estivesse sem espaço. Às vezes eu levantava desesperado, andava em círculos e chamava minha mãe porque aquilo parecia muito real. Esses episódios desapareceram. Por volta dos 12–14 anos, passei por uma fase em que tinha uma sensação constante de que seria morto ou assassinado a qualquer momento. Isso também passou. Há cerca de 6 meses, a sensação de pressão e a “bola gigante” voltaram 1 a 3 vezes e desapareceram novamente.

    Recentemente também tive um sonho extremamente realista em que levei um tiro na região do pescoço/cabeça, caí no chão, minha visão ficou muito prejudicada (como um clarão), tentei pedir socorro e acordei muito assustado.

    Gostaria de saber que tipo de condição ou investigação poderia explicar esse conjunto de sintomas e qual profissional seria o mais indicado para avaliar esse caso.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Lilian Gutierrez Rodriguez

    O conjunto de sintomas que você descreve merece uma avaliação profissional, mas não é possível concluir por esse relato se se trata de TOC, ansiedade, fenômeno relacionado ao sono, alterações perceptivas ou outra condição.

    Os “flashes” involuntários de acidentes e mortes podem ocorrer como pensamentos intrusivos, especialmente quando vêm acompanhados do “e se acontecer?” e de comportamentos para tentar prevenir o acontecimento. Isso pode aparecer em quadros de ansiedade ou TOC, mas também existem outras possibilidades que precisam ser consideradas.

    Já as experiências que você teve na infância, como perceber uma bola ou espinhos e sentir uma forte alteração da percepção corporal, e os episódios mais recentes, são informações importantes para o profissional. Elas não devem ser interpretadas isoladamente como alucinações ou como um diagnóstico específico.

    Como os episódios atuais são frequentes e começaram recentemente, eu recomendaria inicialmente uma avaliação com psiquiatra, que poderá investigar aspectos emocionais, cognitivos, perceptivos e relacionados ao sono e decidir se há necessidade de avaliação neurológica ou de outros exames. Um psicólogo também pode ser muito importante para avaliar os pensamentos intrusivos, a ansiedade e os comportamentos de checagem.

    Até a avaliação, procure observar e anotar quando os episódios acontecem, duração, o que estava fazendo, qualidade do sono, uso de medicamentos/substâncias e se há alteração de consciência ou memória. Essas informações podem ajudar bastante na investigação.

    Se ocorrer perda de consciência, confusão importante, convulsão, alteração neurológica, percepção de coisas que outras pessoas não percebem de forma persistente, ou risco de machucar a si mesmo ou outra pessoa, é importante procurar atendimento médico com urgência.


  • Como lidar com o medo de abandono, que é comum em pacientes com Transtorno de Personalidade Borderli

    Como lidar com o medo de abandono, que é comum em pacientes com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB), dentro do vínculo terapêutico?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Lilian Gutierrez Rodriguez

    acompnhamento psicologico


  • Como o terapeuta pode ajudar o paciente com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) a desenvolv

    Como o terapeuta pode ajudar o paciente com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) a desenvolver melhores habilidades de enfrentamento durante episódios de crise?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Lilian Gutierrez Rodriguez

    sim


  • Quais são as dificuldades enfrentadas pelo terapeuta ao lidar com a manipulação emocional de pacient

    Quais são as dificuldades enfrentadas pelo terapeuta ao lidar com a manipulação emocional de pacientes com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Lilian Gutierrez Rodriguez

    lidar com mentiras e ocultaçoes


  • Como o Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) afeta a autoimagem e autoestima do paciente?

    Como o Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) afeta a autoimagem e autoestima do paciente?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Lilian Gutierrez Rodriguez

    O transtorno de personalidade borderline, também conhecido como Transtorno de Personalidade Borderline, pode envolver dificuldades na percepção de si mesmo e das próprias emoções.

    A negação do diagnóstico pode ocorrer por diferentes motivos, como medo do estigma, dificuldade em lidar com sentimentos intensos, ou até por não se reconhecer na descrição do transtorno naquele momento. Além disso, oscilações emocionais e mecanismos de defesa psicológicos podem influenciar essa percepção.

    É importante destacar que o processo de aceitação é individual e pode levar tempo. Um acompanhamento profissional acolhedor e sem julgamentos é fundamental para ajudar a pessoa a compreender melhor suas experiências e construir estratégias de cuidado.


  • Escrever afirmações positivas coisas sobre lei da atração escrever antes de dormir perto do adormeci

    Escrever afirmações positivas coisas sobre lei da atração escrever antes de dormir perto do adormecimento é verdade que se não repetir o que escreví mentalmente até apagar o efeito não funciona pra mim ganhar a crença?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Lilian Gutierrez Rodriguez

    Como afirmações funcionam de verdade
    Afirmações não são mágicas; elas funcionam porque influenciam sua mente e comportamento.
    Repeti-las ajuda a reforçar crenças positivas, reduzir pensamentos autocríticos e orientar sua atenção para metas.
    A repetição constante é útil, mas não precisa ser obsessiva. Uma vez que você internalize a ideia e ela faça sentido pra você, o efeito continua mesmo que você não fique repetindo mentalmente até apagar a “afirmação”.
    2. Timing: antes de dormir
    O período próximo ao adormecimento é eficiente porque a mente está mais relaxada e receptiva.
    Porém, não é obrigatório; qualquer hora do dia em que você esteja focado, calmo e concentrado pode funcionar.
    3. “Se não repetir, não funciona”?
    Essa é uma crença comum, mas não é verdade absoluta.
    O que realmente importa é sentir a afirmação como verdadeira, criar imagens mentais vívidas, emoção positiva e consistência ao longo do tempo.
    Repetir 1–3 vezes com atenção plena por dia pode ser tão eficaz quanto repetir obsessivamente até “apagar” a frase.
    4. Dicas práticas para ganhar crença na afirmação
    Use frases positivas e no presente:
    Ex.: “Eu sou confiante e atraio oportunidades positivas.”
    Visualize enquanto diz: imagine a cena, como se já estivesse acontecendo.
    Associe emoção: sinta gratidão ou alegria ao dizer a afirmação.
    Consistência > quantidade: poucos minutos todos os dias funcionam melhor que repetir até “desmaiar”.
    Anote ou fale em voz alta: escrever ou falar fortalece a crença mais rápido que apenas pensar.

    Resumo prático:
    Não precisa repetir infinitamente até apagar a frase. O que faz diferença é foco, emoção, consistência e visualização. Repetir antes de dormir ajuda, mas não é mágico — o cérebro aprende a acreditar com prática regular e consciente.

    Se você quiser, posso te montar uma rotina de 5 minutos antes de dormir para usar afirmações da lei da atração de forma eficaz, sem precisar repetir obsessivamente.


  • O que causa o Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) ?

    O que causa o Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Lilian Gutierrez Rodriguez

    O Transtorno de Personalidade Borderline não tem uma causa única. Ele é geralmente resultado de uma interação complexa entre fatores biológicos, psicológicos e sociais, que podem incluir:

    Genética e fatores biológicos: predisposição familiar, diferenças na regulação emocional e funcionamento cerebral.
    Experiências na infância: traumas, abuso, negligência ou vínculos instáveis podem aumentar a vulnerabilidade.
    Fatores ambientais e relacionais: dificuldades nos relacionamentos ou ambientes familiares instáveis podem contribuir para padrões de comportamento intensos e instáveis.

    É importante destacar que a presença desses fatores não determina que alguém terá TPB, apenas aumenta o risco. Cada pessoa desenvolve o transtorno de forma única, e o acompanhamento psicológico é essencial para compreender e manejar os sintomas.


  • Quais são os critérios diagnósticos do Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) ?

    Quais são os critérios diagnósticos do Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Lilian Gutierrez Rodriguez

    O diagnóstico de Transtorno de Personalidade Borderline é feito por um profissional de saúde mental qualificado, com base em padrões comportamentais e emocionais observados ao longo do tempo.

    Segundo manuais clínicos reconhecidos (como o DSM-5), alguns critérios incluem:

    Instabilidade nas relações interpessoais, com mudanças intensas entre idealização e desvalorização.
    Dificuldade em manter a própria identidade ou autoimagem consistente.
    Impulsividade em áreas potencialmente prejudiciais (como gastos, sexo, abuso de substâncias).
    Comportamentos autolesivos ou pensamentos recorrentes de suicídio.
    Oscilações emocionais intensas e rápidas, com sentimentos de vazio.
    Raiva intensa e dificuldade em controlá-la.
    Sentimentos transitórios de desconexão da realidade em situações de estresse.

    É importante destacar que nem todos os critérios precisam estar presentes simultaneamente, e o diagnóstico envolve avaliação detalhada do histórico da pessoa, considerando contexto, duração e impacto dos sintomas na vida diária.


  • Por que o diagnóstico de Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) é tão complexo?

    Por que o diagnóstico de Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) é tão complexo?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Lilian Gutierrez Rodriguez

    O diagnóstico de Transtorno de Personalidade Borderline é complexo porque envolve múltiplos aspectos emocionais, comportamentais e interpessoais que variam muito de pessoa para pessoa.

    Alguns fatores que tornam o diagnóstico desafiador incluem:

    Sintomas que podem se sobrepor a outros transtornos (como depressão, ansiedade ou transtornos de humor).
    Oscilações intensas de humor e de percepção de si mesmo e dos outros.
    Diferenças na forma como cada pessoa lida com emoções e relacionamentos.
    A presença de mecanismos de defesa e comportamentos impulsivos que podem mascarar o quadro clínico.

    Por esses motivos, o diagnóstico requer avaliação cuidadosa e contínua por um profissional de saúde mental qualificado, observando padrões de comportamento e experiências emocionais ao longo do tempo, e nunca se baseando apenas em sintomas isolados.


  • Por que alguém com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) nega o transtorno?

    Por que alguém com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) nega o transtorno?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Lilian Gutierrez Rodriguez

    O transtorno de personalidade borderline, também conhecido como Transtorno de Personalidade Borderline, pode envolver dificuldades na percepção de si mesmo e das próprias emoções.

    A negação do diagnóstico pode ocorrer por diferentes motivos, como medo do estigma, dificuldade em lidar com sentimentos intensos, ou até por não se reconhecer na descrição do transtorno naquele momento. Além disso, oscilações emocionais e mecanismos de defesa psicológicos podem influenciar essa percepção.

    É importante destacar que o processo de aceitação é individual e pode levar tempo. Um acompanhamento profissional acolhedor e sem julgamentos é fundamental para ajudar a pessoa a compreender melhor suas experiências e construir estratégias de cuidado.


Perguntas frequentes

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