Perguntas do paciente (7)
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Qual é o papel dos educadores no uso seguro das redes sociais por adolescentes?
Qual é o papel dos educadores no uso seguro das redes sociais por adolescentes?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Nós educadores temos um papel central — não de policiamento, mas de formação crítica e de cuidado. Por exemplo, promover alfabetização digital crítica. Mais do que ensinar a “mexer” nas redes, podemos ajudar adolescentes a identificar fake news e manipulações, compreender algoritmos, bolhas e impactos emocionais, analisar linguagem, intenção e ética nas interações online. Ensinar sobre segurança e privacidade. Podemos orientar sobre as configurações de privacidade e limites de exposição, riscos de compartilhamento excessivo, práticas de proteção de dados e senhas, assim como reconhecer golpes, perfis falsos e abordagens indevidas. Também podemos trabalhar regulação emocional e convivência. Como os adolescentes vivem intensamente as comparações e validações das redes, podemos discutir o impacto da “cultura da performance” e assim desenvolver competências socioemocionais, autoconhecimento, autocontrole e empatia. Outro ponto fundamental é promover reflexões sobre cyberbullying. Para criar espaços de diálogo seguro não precisamos saber tudo, nosso papel é ser alguém com quem o adolescente possa falar sem medo e isso envolve, acolher dúvidas sem julgamento, construir um clima de confiança, incentivar que busquem ajuda quando se sentirem vulneráveis online.
Como educadora parental trabalho junto com a família, em parceria, alinhando limites e combinados para uso saudável, acompanhamento sem vigilância invasiva, comunicação aberta sobre dificuldades e riscos.
Os adultos devem ser modelos, pois a forma como usamos influencia muito mais do que qualquer discurso.
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Meu filho tem 6 anos ele não para quieto na escola, principalmente em sala de aula ,já em casa e na
Meu filho tem 6 anos ele não para quieto na escola, principalmente em sala de aula ,já em casa e na igreja fica mas tranquilo não sei o ,que fazer
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Bom dia,
O comportamento das crianças é sempre uma forma de comunicação, não de afronta. O que seu filho expressa na escola é uma pista sobre suas necessidades emocionais e cognitivas naquele contexto. O fato de ele ficar mais tranquilo em casa e na igreja indica que esses ambientes, de alguma forma, oferecem mais segurança emocional, mais conexão ou talvez mais sentido para ele. A inquietação pode ser uma tentativa de sair daquela situação. Quando criança não vê sentido no que está sendo proposto, seu cérebro naturalmente busca outros estímulos. Ou seja, se o que está sendo ensinado não dialoga com sua curiosidade, seus interesses, sua forma de aprender, o corpo reage — se movimenta, dispersa ou busca outro foco.
É importante investigar como é o estilo de aprendizagem do seu filho. O conteúdo da escola está sendo apresentado de forma que faça sentido, que gere interesse nele? Ele sente segurança, pertencimento e conexão com os colegas e professores?
Você pode conversar com ele, perguntar como ele se sente na escola. O que gosta e o que não gosta. Quais são os momentos mais difíceis.
Busque uma parceria com a escola. Leve essas observações para uma conversa com a professora. Juntos, vocês podem pensar em estratégias. Valide os sentimentos do seu filho, diga a ele que percebe que está difícil e que vocês estão juntos. Evite rótulos como “não para quieto”, “bagunceiro”, “distraído”.
Busque um profissional e uma rede de apoio, isso fará toda a diferença. Você não precisa enfrentar isso sozinha.
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Oi gente, Minha filha tem 9 anos, e semana passada fez provas e saiu mal, conversando com ela, eu se
Oi gente, Minha filha tem 9 anos, e semana passada fez provas e saiu mal, conversando com ela, eu senti que ela tem
"insegurança: medo de errar" , e isso acabou prejudicando pq em casa ela soube refazer as provas, alguma dica pra fazer ela perder esse medo e fazer a prova com calma ?RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Bom dia,
A prova não é, necessariamente, um instrumento que revela verdadeiramente a aprendizagem. Ela revela, muitas vezes, o quanto a criança suporta emocionalmente aquele contexto avaliativo. Ou seja, mais do que medir conhecimento, a prova, muitas vezes, acaba medindo o grau de ansiedade, de medo, de insegurança e até da relação que a criança tem com o erro e com o próprio processo de aprender.
Em casa ela vai bem porque é um ambiente onde há mais segurança, menos pressão, mais afeto e menos julgamento. No ambiente da prova, se ela associa o erro ao fracasso, ao julgamento, isso ativa o sistema emocional, gera ansiedade, e o acesso aos conhecimentos fica bloqueado — isso é neurociência pura e também psicopedagogia.
Um profissional pode te ajudar a construir um prática ou um roteiro de conversa carinhosa e acolhedora para você ter com ela antes das próximas avaliações.
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Olá, minha filha tem 4 anos, mudou de cmei a uns 4 meses. Em outros cmeis sempre tivemos elogios del
Olá, minha filha tem 4 anos, mudou de cmei a uns 4 meses. Em outros cmeis sempre tivemos elogios dela, porém agora a professora nos informou que ela está com muita sonolência e não quer participar das atividades, fica deitada na mesa ou pede para ficar sentada. Vez ou outra participa,porém não foca, fica olhando as atividades dos colegas e esquece a dela. Em casa quando fazemos alguma atividade escolar ela também não demonstra interesse, perde o foco rapidamente. Começamos colocar ela dormir mais cedo, porém com a nossa rotina ela deita entre 21:30 e 22 hrs. Será que devo me preocupar com algum deficit? Ela é muito esperta, ligeira no raciocínio, gosta da escola nova e dos colegas. E também tem uma irmã de 4 meses, penso que isso também influencia ela estar assim.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Vamos lá...
Toda mudança na rotina de uma criança requer um olhar atento dos adultos cuidadores. Mundanças exigem movimento, adaptações. Mudança gera angústia e incertezas. É esperado que essa criança, que estava acostumada, estava confortável e se sentia segura em um determinado ambiente, vai estranhar quando perde tudo isso, ainda que ela goste e expresse satisfação. Também não podemos deixar de considerar que não é somente a criança que sofre essa mudança, o novo ambiente e as novas pessoas também vão sofrer mudanças com a sua chegada. Por isso, não se pode atribuir essa responsabilidade somente a ela. O novo ambiente também precisa se esforçar para recebê-la, respeitando seu tempo e sua individualidade. Se na escola anterior ela era elogiada, também é importante pensar que o que pode ter mudado é o olhar dos adultos sobre essa criança e não necessariamente ela.
Por fim, não há dúvidas que a chegada de uma irmã desencadeia emoções que a criança não compreende e precisa dos adultos para nomear essas emoções e assim aprender a lidar com elas. Muitas crianças são diagnosticadas por não serem compreendidas em suas necessidades e emoções.
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Boa noite! Tenho um filho diagnosticado com TDHA e a escola é ciente, tanto que estamos desde o ano
Boa noite! Tenho um filho diagnosticado com TDHA e a escola é ciente, tanto que estamos desde o ano passado tentando que elabore o PEI e faça as adaptações necessárias, mas sem sucesso. A escola alegou mau comportamento do meu filho e enviou uma advertência. Devo assinar esse documento? Tem algum órgão que possa me apoiar e me orientar?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Boa Noite,
Seu filho está sendo acompanhado por alguma profissional? Psicopedagoga, psicanalista, Educadora Parental? Se sim, essa pessoa poderia fazer essa mediação, bem como intervir e defender os direitos do seu filho. Nesses casos o diálogo entre família, escola e profissional é de suma importância. Todos trabalhando em favor de atender as necessidades dessa criança, que por conta do diagnóticos necessita de uma olhar cuidadoso. A partir disso fica mais fácil estabelecer um plano de ação e construir estratégias para que seu filho possa se desenvolver, aprender e se relacionar no espaço da escola. Ele precisa se sentir seguro e valorizado em suas potencialidades. O mau comportamento pode ser um sinal, uma forma de ele comunicar que não está sendo atendido da forma que precisa e merece.
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Olá tudo bem ? Minha bebe tem 1 ano e 4 meses anda de ponta de pé fica de ponta cabeça grita balanca
Olá tudo bem ? Minha bebe tem 1 ano e 4 meses anda de ponta de pé fica de ponta cabeça grita balanca as mãos só quer desenhos repetidos quando coloco outro ela n da atenção chamo o nome dela é ela n olha pode ser sinais de autismo ? N conheço muito sobre esse assunto...obg
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Pode ser muitas coisas, somente uma avaliação cuidadosa pode nos dar pistas do que esses comportamentos estão revelando. Todo comportamento é comunicação, mas para compreendermos o que essa criança quer nos contar precisamos compreender sobre desenvolvimento infantil e sobre a natureza humana e principalmente, precisamos nos conectar emocionalmente com essa criança. Ela é a bússula que vai nos guiar.
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Bom dia,tenho uma filha de 11 anos está no 6 ano do fundamental,ela estuda pras provas e atenciosa n
Bom dia,tenho uma filha de 11 anos está no 6 ano do fundamental,ela estuda pras provas e atenciosa nas aulas e na hora de fazer os testes e as provas não consegue responder,fica muito nervosa a mão começa suar,o que pode ser,aí resultado não consegue tirar notas boas o que faço.estou muito preocupada .obrigada!
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Esse nervosismo que aparece especificamente em situações de prova é muito comum em crianças e pré-adolescentes. Muitas crianças ficam tão preocupadas em acertar ou não decepcionar que o corpo reage. As mãos suando, o famoso “deu um branco”, coração acelerado. No entanto, isso não significa falta de estudo ou de inteligência. A situação da prova é um momento que intensifica o medo de errar, do fracasso. Algumas crianças são muito dedicadas e querem fazer tudo perfeito. Há também uma pressão externa nessas situações. Por isso mesmo avaliar o conhecimento apenas por meio de provas não é o mais indicado. Saber o conteúdo é uma coisa. Saber como fazer prova é outra.
Outra situação é que às vezes a própria criança cria uma expectativa muito alta. Outras vezes, ela percebe que notas são muito valorizadas e sente que não pode falhar.
O que pode ser feito é reforçar que ela é mais do que as notas. Por isso crianças precisam ouvir: “Eu confio em você. Uma nota não define quem você é”. Precisamos normalizar o nervosismo e ensinar técnicas simples de regulação antes da prova. Também é importante conversar com a escola e quem sabe, conforme a intensidade buscar uma psicopedagoga ou terapeuta infantil, não porque ela tem um problema, mas para aprender técnicas de autorregulação, enfrentamento da ansiedade, hábitos de estudo ajustados, estratégias de prova. Crianças que recebem esse apoio costumam destravar rapidamente.
Sua preocupação é um sinal de cuidado. Ela não está sozinha, e vocês podem trabalhar isso juntas.
Com apoio emocional e algumas estratégias, a maioria das crianças supera essa fase e passa a ir muito melhor nas provas.
Perguntas frequentes
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