Perguntas do paciente (14)

  • Tenho muita dificuldade com foco, especialmente depois da pandemia. Até leitura, que era um dos meus

    Tenho muita dificuldade com foco, especialmente depois da pandemia. Até leitura, que era um dos meus maiores prazeres quando mais novo, agora parece mais um fardo do que qualquer outra coisa, mesmo tentando muito. Como lidar com isso? Como não me render a vontade de 'instagramar' e ser mais produtivo? Sinto que tem atrapalhado muito minha vida acadêmica.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Liz Teixeira dos Santos

    Entendo perfeitamente o quanto essa sensação de ver o foco se esvaziar pode ser angustiante e frustrante, especialmente quando a leitura já foi um lugar de tanto prazer e hoje parece uma montanha difícil de escalar. Quero que você tire de cima de si o peso da culpa: seu cérebro não está "estragado", ele apenas se acostumou ao ritmo acelerado e hiperestimulante do mundo digital pós-pandemia, onde o Instagram oferece recompensas imediatas com zero esforço, enquanto a leitura exige uma desaceleração que o seu corpo hoje interpreta como desconforto. Na Terapia Cognitivo-Comportamental, nós olhamos para isso como um hábito que pode ser gentilmente reeducado pela neuroplasticidade, e o segredo não é a força de vontade bruta, mas sim diminuir a cobrança e recomeçar bem pequeno. Experimente afastar o celular fisicamente no momento do estudo para poupar sua energia mental, comprometa-se a ler por apenas cinco minutos — permitindo-se parar logo em seguida se quiser — e acolha com paciência a ansiedade ou o tédio que surgirem nos primeiros instantes, lembrando que esse foco é como um músculo que está voltando a se exercitar e precisa de tempo, carinho e consistência para recuperar a sua força.


  • A 2 meses eu venho tendo lapsos de memória, não consigo me concentrar nas coisas, não consigo racion

    A 2 meses eu venho tendo lapsos de memória, não consigo me concentrar nas coisas, não consigo racionar direito e tô tendo muita ansiedade, não consigo conversar mais com as pessoas e também não sinto vontade, sinto que as pessoas não me querem por perto e que me odeiam, na escola eu só consigo chorar pelo jeito que eu estou porque tá afetando o meu relacionamento, eu não consigo conversar mais com o meu namorado, sinto que ele vai me deixar a qualquer momento e começo a ter muita ansiedade, e não tô conversando muito com ele mais por causa disso, eu me sinto vazia, não consigo achar graça de memes, entender vídeos, ter opinião própria, eu sinto que só estou vegetando, sinto que me perdi de mim mesma, e coisas que eu sabia antes eu esqueci, não consigo nem fazer contas fáceis de cabeça mais, e só sinto vontade de ficar deitada na minha cama pra sempre, choro o tempo todo, e tô muito sensível também, qualquer coisa que me falam eu choro, e não consigo mais discutir com ninguém, não tenho energia pra isso, só aceito tudo. Quero saber oque eu posso ter, eu posso estar com depressão?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Liz Teixeira dos Santos

    Sinto muito que você esteja passando por um sofrimento tão profundo, angustiante e solitário, e quero acolher sua dor de forma muito respeitosa, pois ver a própria mente mudar assim traz uma sensação assustadora de perda de identidade. Respondendo diretamente ao seu questionamento: sim, os sintomas que você descreve — como a perda da capacidade de sentir prazer ou achar graça nas coisas (anedonia), o cansaço extremo, os choros frequentes, a sensação de "vegetar" ou de estar vazia, somados aos lapsos de memória, dificuldade de raciocínio, pensamentos de incapacidade, ansiedade intensa e o medo constante de ser abandonada — são sinais muito característicos de um episódio depressivo, muitas vezes associado a um quadro de ansiedade elevada. Quando estamos atravessando um momento de depressão, nosso cérebro passa por alterações neuroquímicas que afetam diretamente o pré-frontal, a área responsável pela atenção, memória de trabalho e cálculo, o que explica perfeitamente o porquê de você não conseguir mais fazer contas simples, formular opiniões ou acompanhar vídeos, sem que isso signifique uma perda definitiva da sua inteligência. Além disso, a depressão atua como uma "lente escura" que distorce a forma como interpretamos a realidade, fazendo você acreditar falsamente que as pessoas a odeiam ou que seu namorado vai deixá-la, gerando uma esquiva social que aumenta ainda mais o seu isolamento e o desespero. Quero que você saiba que não ter energia e só querer ficar deitada não é preguiça ou fraqueza sua, mas sim o seu corpo e sua mente sinalizando um esgotamento limite que precisa de cuidados profissionais urgentes. Embora apenas uma consulta médica ou psicológica presencial possa fechar um diagnóstico formal, esse conjunto de sofrimentos tem tratamento, e você não precisa continuar carregando todo esse peso sozinha; por favor, busque a ajuda de um profissional de saúde, pois com o suporte psiquiátrico e psicoterápico adequado é plenamente possível recuperar sua energia, sua clareza mental e reencontrar a si mesma.


  • Tenho 20 anos e meu namorado mora cerca de 40 km de mim. Normalmente só conseguimos nos ver nos fins

    Tenho 20 anos e meu namorado mora cerca de 40 km de mim. Normalmente só conseguimos nos ver nos fins de semana. Nos últimos dias passamos quatro dias seguidos juntos: viajamos, cozinhamos, dormimos juntos e aproveitamos muito a companhia um do outro. Foi uma experiência muito especial, porque pudemos viver um pouco da rotina como casal.

    Hoje precisei voltar para casa e, desde que cheguei, estou com uma sensação de vazio e uma vontade de chorar. Não aconteceu nenhuma briga, não existe nenhum problema entre nós e também não tenho problemas em casa nem estou infeliz com a minha família. Pelo contrário, gosto muito de estar em casa e tenho uma boa convivência com a minha família.

    As despedidas dos fins de semana normalmente já me deixam um pouco tristinha e com saudade, mas a despedida de hoje foi diferente. Depois desses quatro dias juntos, senti uma tristeza muito maior, um vazio que eu não esperava sentir. Não é medo de perder o relacionamento, nem insegurança. É simplesmente uma saudade muito intensa da companhia dele. Sinto falta de dividir a rotina, acordar juntos, cozinhar, conversar e terminar o dia ao lado dele.

    Isso é normal? É comum sentir essa tristeza tão forte depois de passar vários dias tão felizes com a pessoa que amo, mesmo sabendo que nosso relacionamento está bem?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Liz Teixeira dos Santos

    É absolutamente normal e muito comum sentir essa tristeza profunda e esse vazio, e quero acolher o seu sentimento com muito carinho e sem qualquer julgamento. O que você está experimentando é o que chamamos de uma reação de contraste emocional ou "ressaca emocional" após um período de alta conexão e intimidade. Quando vocês passaram quatro dias dividindo a rotina, o seu cérebro e o seu corpo mergulharam em um estado de intensa presença de ocitocina, dopamina e serotonina — os neuroquímicos do vínculo, da segurança e do prazer —, e voltar para a sua rotina individual gera uma queda abrupta dessa ativação, que o seu organismo interpreta temporariamente como uma perda ou um "luto" momentâneo. Na Terapia Cognitivo-Comportamental, compreendemos que o seu sofrimento não vem de uma insegurança no namoro, mas sim do contraste doloroso entre o topo da montanha-russa emocional (a convivência diária) e o retorno à vida normal; você não está chorando porque algo está errado, mas exatamente porque foi maravilhoso e o seu cérebro sente falta daquela overdose de afeto. É perfeitamente saudável desejar a parceria cotidiana, acordar ao lado de quem se ama e dividir a vida leve que vocês construíram nesses dias. Acolha suas lágrimas sem se culpar ou achar que há algo "estranho" com você, entenda que esse vazio é o seu corpo se readaptando ao ritmo habitual, e lembre-se de que essa saudade doída, na verdade, é apenas a prova bonita da qualidade do amor e da conexão que vocês compartilham.


  • Como eu sei que estou rejeitando o bebê na barriga? Ou somente não aceitei a ideia de ter um bebê ?

    Como eu sei que estou rejeitando o bebê na barriga? Ou somente não aceitei a ideia de ter um bebê ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Liz Teixeira dos Santos

    Quero acolher sua dúvida com muito carinho, respeito e sem nenhum julgamento, pois sei o quanto pode ser assustador e solitário carregar pensamentos assim durante a gestação. A primeira coisa que você precisa saber é que existe uma diferença fundamental entre não ter aceitado totalmente a ideia da maternidade e rejeitar o bebê, e que sentir qualquer uma dessas coisas não faz de você uma pessoa ruim ou uma "mãe ruim".
    A não aceitação da ideia de ter um bebê é um processo cognitivo e adaptativo muito comum. A maternidade traz uma mudança radical de identidade, de corpo, de rotina, de finanças e de projetos de vida. Quando uma mulher sente que "não aceitou a ideia", os pensamentos e medos costumam estar voltados para as mudanças na própria vida: a sensação de luto pela vida que tinha antes, o receio da responsabilidade, o medo de não dar conta ou a falta de conexão imediata com a gravidez. Na Terapia Cognitivo-Comportamental, entendemos que o amor materno não é um botão mágico que se liga no momento do teste positivo; ele é um vínculo que se constrói aos poucos, e é perfeitamente natural levar tempo para assimilar uma transformação tão grande.
    Já a rejeição ao bebê costuma se manifestar por sentimentos mais profundos e persistentes de aversão ativa ou recusa em relação à existência da criança, onde a gestante pode sentir um bloqueio intenso para se cuidar, recusa sistemática em fazer o pré-natal ou pensamentos frequentes e invasivos de desejo de não ter aquela criança presente, muitas vezes acompanhados por um sofrimento emocional paralisante ou sintomas de depressão perinatal.
    Muitas vezes, a culpa por não sentir aquela "felicidade mágica" que a sociedade exige das gestantes faz a mulher acreditar que está rejeitando o bebê, quando na verdade ela está apenas assustada e tentando processar o impacto dessa nova realidade. Se você estiver sentindo essa angústia, choro frequente, desapego intenso ou ansiedade elevada, quero reforçar que é fundamental e urgente buscar a ajuda de profissionais de saúde mental, como uma psicóloga perinatal e um obstetra/psiquiatra. Esse sofrimento é real, tem acolhimento, tem tratamento e você não precisa carregar essa dúvida e essa culpa sozinha.


  • Eu estou gostando de uma pessoa a mais de 3 meses. A gente estava ficando, mas aí aconteceu muitas c

    Eu estou gostando de uma pessoa a mais de 3 meses. A gente estava ficando, mas aí aconteceu muitas coisas na minha vida, minha vó descobriu que estava com câncer de mama e minha mãe quebrou o pé. Comecei a ficar numa onda depressiva novamente, como eu já estive em um relacionamento no qual a pessoa não estava bem emocionante, sei o quanto isso é ruim. Então falei pra ele meio que me dar um tempo até às coisas melhorarem.
    Bom as coisas melhorarem, mas não sei como conversar com ele, só sei que gosto muito dele e quero fazer dar certo

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Liz Teixeira dos Santos

    É muito genuíno e bonito ver o cuidado que você teve, tanto com a sua família quanto com ele, ao decidir se retirar para não sobrecarregá-lo enquanto você atravessava esse período tão difícil. Essa sua sensibilidade, que vem de quem já viveu o outro lado de uma relação emocionalmente desgastante, mostra o quanto você preza pela responsabilidade afetiva. Agora que as coisas estão mais calmas e você se sente pronto para retomar esse laço, o segredo é apostar na transparência e na vulnerabilidade, sem a pressão de ter que ser perfeito.
    Não precisa de um discurso ensaiado; você pode simplesmente abrir o coração e dizer o quanto ele foi importante para você nesse tempo, mesmo à distância. Uma boa forma de começar é sendo honesto sobre o motivo do seu afastamento, explicando que aquela "onda" foi uma forma de proteção para ambos, e que o seu carinho por ele permaneceu intacto durante todo esse processo. Demonstrar que você quer fazer dar certo agora, com a clareza de quem cuidou de si primeiro, é um passo de muita maturidade e coragem.
    Eu estou aqui para te apoiar a organizar esses sentimentos e a construir essa conversa de um jeito leve, respeitando o seu tempo e o dele. Na nossa caminhada juntos, vamos trabalhar para que você se sinta seguro em expressar suas necessidades e em construir um relacionamento onde o apoio seja mútuo, sem que você precise carregar o mundo nas costas sozinho. Se você sentir que o medo de ser rejeitada ou a insegurança estão batendo à porta, vamos conversar e fortalecer essa sua base emocional para que você possa viver esse amor com a paz que merece. Me chama aqui e vamos planejar esse reencontro com todo o carinho.


  • Quais os motivos mais comuns levam um psicólogo (a) a terminar um processo psicoterapêutico de meses

    Quais os motivos mais comuns levam um psicólogo (a) a terminar um processo psicoterapêutico de meses de forma tão abrupta com o paciente? Não estou me referindo aos casos em que o psicólogo vai mudar de cidade ou trocar de profissão. E sim aos casos de término com um paciente de forma individual.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Liz Teixeira dos Santos

    Caso você tenha enfrentado essa situação recentemente, sinto muito que você tenha passado por isso; imagino o quanto deve ser doloroso e confuso sentir que o chão sumiu justamente no lugar onde você buscava segurança. Como psicóloga, entendo que o encerramento de um processo de meses deveria ser um adeus planejado, e não um corte seco que nos deixa cheios de perguntas e dúvidas sobre nós mesmos.
    Na verdade, um término abrupto geralmente diz respeito às limitações do próprio profissional e não ao seu valor. Pode ser que o terapeuta tenha percebido que não possuía as ferramentas técnicas específicas para o seu caso no momento, ou talvez estivesse enfrentando questões de saúde e dilemas pessoais que o impediam de oferecer a atenção que você merece. Em outros casos, o profissional pode sentir que o processo estagnou e, embora devesse ser mais cuidadoso na fala, optou pelo desligamento por entender que você precisa de uma nova perspectiva para avançar. Concordo que, diferente da maneira como ocorreu, o desligamento deveria ter sido feito de uma maneira empática, com respeito e ser também parte do processo de vocês, de maneira gradativa.
    Eu estou aqui para te oferecer uma nova chance com a terapia, focando em reconstruir sua segurança interna através de um vínculo baseado na transparência e no respeito ao seu tempo. Você não precisa carregar esse peso sozinho; vamos recomeçar de um jeito onde você se sinta realmente ouvido e acolhido. Agende sua conversa comigo e vamos transformar esse encerramento em um novo começo para o seu cuidado.


  • . Como a sobrecarga emocional se transforma em comportamentos impulsivos?

    . Como a sobrecarga emocional se transforma em comportamentos impulsivos?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Liz Teixeira dos Santos

    A sobrecarga emocional funciona como um sistema de alarme que, quando permanece ligado por muito tempo, acaba esgotando nossa capacidade de pensar com clareza. Quando estamos emocionalmente sobrecarregados, o cérebro entra em um estado de "luta ou fuga", onde a prioridade é aliviar o desconforto imediato a qualquer custo. É nesse momento que os comportamentos impulsivos aparecem: eles surgem como uma tentativa desesperada de fuga ou de alívio rápido para uma angústia que parece insuportável.
    Dentro da minha prática, utilizo as Terapias Cognitivas para ajudar você a identificar esses gatilhos antes que eles virem uma ação da qual você se arrependa. Trabalhamos com a Aceitação e o Compromisso para que você aprenda a observar essas emoções intensas sem precisar agir sobre elas imediatamente, e com a Compaixão para diminuir a autocrítica que geralmente vem após um momento de impulsividade.
    Estou aqui para te ajudar a construir uma segurança interna que permita pausar entre o que você sente e o que você faz, transformando essa reação automática em uma escolha consciente. Se você sente que está perdendo o controle por causa do estresse ou da ansiedade, vamos conversar e encontrar juntos caminhos mais leves para você lidar com essas pressões.


  • Perdi alguém recentemente por erros que cometi, não mudei atitudes que machucavam a pessoa. E agora

    Perdi alguém recentemente por erros que cometi, não mudei atitudes que machucavam a pessoa. E agora que perdi, estou mudando essas atitudes por mim mas a culpa do “e se eu tivesse mudado antes”, continua vindo a tona…. O que fazer?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Liz Teixeira dos Santos

    Sinto muito que você esteja carregando esse peso; a dor da perda somada ao arrependimento pode ser uma das experiências mais solitárias que existem. É importante entender que a culpa que você sente hoje é, na verdade, uma forma da sua mente tentar recuperar o controle sobre algo que já passou, mas o "e se" é um caminho que não oferece saída. Na terapia, trabalhamos para transformar esse remorso paralisante em um processo de aprendizado real, onde você entenda que a mudança que você está vivendo agora só foi possível justamente por causa do impacto dessa perda.
    Eu estou aqui para te ajudar a lidar com esse vazio e a processar a culpa com mais compaixão, ajudando você a se perdoar sem ignorar a responsabilidade pelas suas escolhas passadas. O objetivo não é apagar o que aconteceu, mas construir uma segurança interna que te permita seguir em frente de acordo com os valores que você acredita hoje. Vamos caminhar juntos para que essas novas atitudes deixem de ser um fardo e passem a ser o alicerce de uma vida com mais sentido e paz. Agende um horário comigo e vamos começar a cuidar desse seu coração agora mesmo.


  • É possível construir uma identidade autêntica através da psicoterapia?

    É possível construir uma identidade autêntica através da psicoterapia?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Liz Teixeira dos Santos

    Sim, é perfeitamente possível e, na verdade, esse é um dos caminhos mais bonitos que percorremos juntos na psicoterapia. Construir uma identidade autêntica não significa "inventar" quem você é, mas sim realizar um processo de descoberta e limpeza, retirando as camadas de expectativas dos outros, medos e traumas que acabaram escondendo sua verdadeira essência ao longo dos anos.
    Na minha prática, utilizo abordagens como a Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) e a Terapia Focada na Compaixão para ajudar você a entender como sua história moldou quem você acredita ser hoje. Muitas vezes, o que chamamos de "jeito de ser" é, na verdade, um conjunto de defesas que criamos para sobreviver a ambientes difíceis ou para sermos aceitos pelas pessoas ao nosso redor.


  • A identidade borderline pode ser considerada “emergente” em vez de estável?

    A identidade borderline pode ser considerada “emergente” em vez de estável?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Liz Teixeira dos Santos

    Essa é uma perspectiva muito sensível e interessante, que toca no cerne do sofrimento de quem convive com o transtorno de personalidade borderline (TPB). Na psicologia, especialmente sob a ótica das terapias contextuais e do desenvolvimento, a identidade no TPB costuma ser descrita como "instável", mas olhá-la como "emergente" traz uma camada de esperança e compaixão muito necessária.
    Diferente de uma identidade estável, que parece um "chão firme", a identidade no borderline muitas vezes parece fragmentada, mudando conforme o ambiente ou as pessoas ao redor para evitar o abandono ou a dor emocional. Quando dizemos que ela é emergente, estamos reconhecendo que o "eu" da pessoa ainda está em um processo de construção que foi interrompido por traumas, falta de validação na infância ou uma sensibilidade emocional muito alta.
    Eu estou aqui para te ajudar a entender que essa sensação de não saber direito quem você é, ou de mudar constantemente, não é um defeito de caráter, mas um reflexo de uma mente que aprendeu a se proteger demais.


  • Como lidar com o término do vínculo terapêutico? Minha psicóloga precisou me transferir por motiv

    Como lidar com o término do vínculo terapêutico?

    Minha psicóloga precisou me transferir por motivos pessoais dela, mas sinto que estou preso a ela. Tenho muitos pensamentos e sentimentos do quanto foi difícil essa transferência e parece que não consigo aceitar que isso aconteceu e seguir em frente. Já não faço terapia com ela tem meses e minha mente sempre fica voltando nisso com frequência.

    Gostaria de saber como posso aceitar que nosso vínculo acabou e seguir minha vida?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Liz Teixeira dos Santos

    Sinto muito que você esteja atravessando esse processo tão doloroso; é perfeitamente compreensível sentir-se "preso" a um vínculo que foi importante, especialmente quando a interrupção acontece por motivos alheios à sua vontade. Na psicologia, entendemos que o laço entre paciente e terapeuta é uma base de segurança e, quando ele se rompe de forma inesperada, o cérebro pode reagir com um processo de luto real, trazendo pensamentos repetitivos e uma dificuldade genuína de desapego.
    Esses pensamentos que insistem em voltar, mesmo após meses, são sinais de que seu sistema emocional ainda está tentando processar o que essa perda significou para você. Muitas vezes, a mente fica revendo o passado na tentativa de encontrar um fechamento que não aconteceu da forma que você precisava. Eu estou aqui para te ajudar a acolher essa saudade e esse incômodo com gentileza, utilizando estratégias para lidar com esses pensamentos automáticos que te paralisam.
    Meu objetivo é te apoiar na construção de uma nova segurança interna, transformando essa sensação de abandono em um aprendizado sobre como você se vincula às pessoas. Vamos trabalhar juntos para que você consiga honrar o que viveu com ela, mas ganhando a clareza necessária para seguir sua vida e investir em novos caminhos que façam sentido para quem você é hoje. Agende um horário comigo e vamos dar esse passo para que você volte a ser o protagonista da sua própria história.


  • Que tipo de profissional (terapeuta ou psicólogo ou psiquiatra) devo buscar? Tenho alta desconfiança

    Que tipo de profissional (terapeuta ou psicólogo ou psiquiatra) devo buscar? Tenho alta desconfiança de ter ansiedade desde a adolescência, tenho muitos traumas de infância que ainda me afetam (como agressão dos pais, problemas de atenção, bullying (psicológico) por colegas da escola e familiares, solidão, isolamento e muitas fugas da realidade por divagação), também sou bem paranoica desde criança, insegura, tenho crises de pânico e choro repentinas, estresses severos que me dão enxaqueca forte e vômito ou refluxo no estômago e trauma de chorar. Recentemente, finalmente estou criando coragem e juntando dinheiro para começar a me tratar e descobrir meus reais problemas, mas não faço ideia de qual profissional especifico eu deveria ir, já que tem tantas vertentes e tipos.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Liz Teixeira dos Santos

    É admirável que você esteja reunindo coragem e recursos para cuidar de si; esse é o passo mais importante para transformar a sobrevivência em uma vida com mais sentido. Pelo que você descreve — um histórico de traumas profundos, sintomas físicos severos e essa sensação constante de alerta e insegurança — o ideal é buscar um trabalho conjunto entre psicólogo e psiquiatra.

    O psiquiatra será o médico responsável por ajudar a acalmar os sintomas mais urgentes, como o pânico, o refluxo e as enxaquecas, trazendo um equilíbrio químico que permitirá que você consiga olhar para suas feridas sem se sentir tão sobrecarregada fisicamente. Já o psicólogo será o profissional que caminhará ao seu lado para processar os traumas de infância, entender essa necessidade de "fugir da realidade" e reconstruir sua segurança interna. Dentro da psicologia, busque por profissionais que trabalhem com abordagens focadas em trauma e regulação emocional, como as Terapias Cognitivas e Contextuais, que olham para o ser humano além dos diagnósticos.

    Eu estou aqui para te oferecer exatamente esse suporte. Minha prática é voltada para ajudar pessoas a processarem histórias difíceis e a encontrarem alívio para crises de pânico e inseguranças profundas, sempre com muito respeito ao seu tempo e ao seu sofrimento. Você não precisa mais carregar esse peso sozinha nem tentar decifrar tudo por conta própria. Vamos dar esse primeiro passo juntas para descobrir quem você é para além dos seus traumas? Agende sua consulta e vamos começar esse processo de cura.


  • Sempre que tenho um compromisso eu passo mal, só penso nisso e não durmo, quando durmo nao descanso

    Sempre que tenho um compromisso eu passo mal, só penso nisso e não durmo, quando durmo nao descanso apenas sonhando com isso. Recentemente consegui um emprego na minha área, tenho muito medo muito mesmo. Estou ha 3 dias sem dormir, sem comer, com ânsia de vomito e com o intestino desregulado. Não consigo me concentrar. Nem me sentir feliz. Não consigo pensar em mais nada, só sinto medo e passo mal e choro. Me dar falta de ar e piriri. Choro que falta o ar. Sinto angústia e me dói o peito. Me disseram que é frescura ou preguiça, mas não é. Eu sinto a mesma coisa quando penso que todo mundo consegue fazer coisas simples ou básicas (como arrumar um emprego) e eu não. E agora que consegui um emprego, me sinto ainda pior. Eu não sei o que fazer. Eu quero desistir e deixar o emprego, mas é muito difícil arrumar emprego na minha cidade e eu não cumpri nenhum dia de serviço ainda. Como lidar com isso?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Liz Teixeira dos Santos

    Entendo profundamente sua dor e quero que saiba, antes de tudo: o que você sente não é "frescura", mas seu corpo em alerta máximo tentando te proteger de um medo que parece gigante. Essa tempestade física de falta de ar e mal-estar é seu sistema nervoso reagindo ao novo emprego como se fosse uma ameaça real à sua vida.

    Para o agora, não pense nos meses que virão; foque apenas nos próximos dez minutos e use água bem gelada no rosto ou uma pedra de gelo nas mãos para ajudar a "resetar" essa angústia física imediata. Eu estou aqui para te oferecer o suporte e as ferramentas que você precisa para acalmar esse alarme interno e retomar sua segurança emocional. Não precisa carregar esse peso sozinha; vamos transformar esse medo paralisante em passos possíveis e gentis para você. Agende sua conversa comigo e vamos começar a cuidar disso juntos agora mesmo.


  • Preciso de orientação sobre como ajudar meu pai, que desenvolveu consumo excessivo de álcool nos últ

    Preciso de orientação sobre como ajudar meu pai, que desenvolveu consumo excessivo de álcool nos últimos anos. Ele passou a beber diariamente e, quando misturando bebida destilada, fica agressivo verbalmente e no dia seguinte não lembra do que aconteceu. Sempre que eu e meu irmão tentamos conversar com ele sobre diminuir ou buscar ajuda, ele reage com irritação. Existe alguma forma adequada de realizarmos uma intervenção familiar ou de abordar esse assunto sem piorar a situação? Qual seria o melhor caminho para incentivar que ele busque ajuda profissional?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Liz Teixeira dos Santos

    Lidar com o consumo excessivo de álcool de um pai é uma jornada exaustiva que exige, acima de tudo, a construção de uma base segura em vez de um tribunal. É importante compreender que a irritação e a agressividade dele funcionam como uma armadura para esconder sentimentos de vergonha, culpa ou uma dor emocional profunda que ele ainda não consegue nomear ou processar. A melhor forma de abordar esse assunto é escolher um momento de total sobriedade e calma, mudando o foco do julgamento para a conexão e para o vínculo que vocês compartilham.

    Em vez de apontar o comportamento dele como um erro, experimente falar sobre o impacto que isso causa em você, utilizando frases como "eu sinto falta da nossa convivência tranquila" ou "eu fico assustada quando as coisas saem do controle porque valorizo muito sua presença na minha vida". Esse tipo de fala, baseada na vulnerabilidade e no afeto, tende a baixar as barreiras defensivas dele com mais eficácia do que um confronto direto. Para incentivá-lo a buscar ajuda, você pode sugerir inicialmente uma consulta médica de rotina para avaliar a saúde física e o sono, o que geralmente é menos intimidador do que um diagnóstico de dependência. Por fim, lembre-se de que, para oferecer suporte, você e seu irmão também precisam de limites claros e cuidado emocional; a compaixão por ele não deve custar a saúde mental de vocês. O objetivo é mostrar que ele é amado e necessário, mas que o álcool está criando uma distância que vocês desejam, juntos, superar.


Perguntas frequentes

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