Perguntas do paciente (9)

  • Olá. Tenho TDAH e falo uso de Venvanse 50 mg. Como venho tendo insônia pós menopausa tentei vários r

    Olá. Tenho TDAH e falo uso de Venvanse 50 mg. Como venho tendo insônia pós menopausa tentei vários remédios para dormir que não fizeram efeito. Tentei retirar o venvanse mas além de não surtir efeito sobre a insônia ainda fez com que ne sentisse muito cansada e aumentasse o peso. Resolvi experimentar o CDB com baixa dosagem de THC. No primeiro dia de uso mesmo usando meia dose tive efeitos colaterais. Senti uma espécie de ressaca pela manhã, tive taquicardia e sudorese. O sono melhorou. Fiquei preocupada se foi interação medicamentosa e se tem algum risco em usar o CDb com o Venvanse. O médico disse que não havia problema mas pesquisei na internet e vi que há riscos cardiovasculares. Alguém pode me passar mais informações? Obrigada

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Lorenna Aquino

    Olá, na pós-menopausa, é comum haver distúrbios do sono por conta de alterações hormonais, especialmente pela queda do estrogênio. Muitas mulheres tentam alternativas como: Melatonina, antidepressivos sedativos, benzodiazepínicos (com cautela), fitoterápicos e canabinoides (como você). Você usou um composto com CBD e baixa dose de THC. Isso pode ajudar no sono, mas o THC (mesmo em baixa dose) pode causar efeitos como taquicardia, sudorese, ansiedade ou sensação de “ressaca” no dia seguinte esses efeitos podem ser potencializados quando combinados com estimulantes como o Venvanse, mesmo que o médico diga que “não há interação direta grave”. O CBD isolado tende a ser mais seguro, com poucos riscos de interação com o Venvanse. Já o THC pode sobrecarregar o sistema cardiovascular, aumentando os riscos de: taquicardia, aumento da pressão arterial, ansiedade exacerbada.
    Embora não haja contraindicação absoluta documentada, o uso concomitante de Venvanse (estimulante) e THC (psicoativo) deve ser feito com muita cautela, especialmente se você já tem efeitos cardíacos ou sensibilidade.


  • existe algum medicamento no mercado para o alcoolismo

    existe algum medicamento no mercado para o alcoolismo

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Lorenna Aquino

    Sim, existem alguns medicamentos aprovados para o tratamento do alcoolismo. Eles ajudam a reduzir o desejo pelo álcool, os efeitos do álcool no organismo ou a evitar recaídas. Alguns dos principais são:
    1. Disulfiram (Antabuse) – Causa reações desagradáveis (náuseas, vômitos, dor de cabeça) se a pessoa beber álcool, funcionando como um desestímulo.
    2. Naltrexona (Revia, Vivitrol) – Reduz o prazer associado ao consumo de álcool, ajudando a diminuir o desejo.
    3. Acamprosato (Campral) – Ajuda a restaurar o equilíbrio químico do cérebro afetado pelo consumo prolongado de álcool, reduzindo a vontade de beber.
    4. Topiramato e Baclofeno – São usados off-label (fora da indicação oficial), mas têm mostrado eficácia em alguns casos.

    Esses medicamentos devem ser usados sob orientação médica, geralmente combinados com psicoterapia e apoio social (como grupos de apoio tipo AA).


  • Podem existir casos de transtorno bipolar sem outros casos na família do paciente?

    Podem existir casos de transtorno bipolar sem outros casos na família do paciente?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Lorenna Aquino

    Sim, é possível que uma pessoa desenvolva transtorno bipolar mesmo sem histórico familiar da doença. Embora a genética tenha um papel importante no transtorno bipolar, fatores ambientais, neurobiológicos e psicológicos também podem contribuir para seu desenvolvimento.

    Alguns fatores que podem estar envolvidos incluem:
    • Estresse intenso ou traumas (como perdas significativas, abuso ou eventos traumáticos)
    • Uso de substâncias (álcool, drogas psicoativas)
    • Alterações neuroquímicas e hormonais
    • Distúrbios do sono

    Embora a predisposição genética aumente o risco, o transtorno bipolar pode surgir mesmo em pessoas sem parentes diagnosticados.


  • cloridrato de sertralina corta o efeito do anticoncepicional noretisterona ?

    cloridrato de sertralina corta o efeito do anticoncepicional noretisterona ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Lorenna Aquino

    Não, o cloridrato de sertralina não corta o efeito do anticoncepcional à base de noretisterona. No entanto, alguns antidepressivos podem, em raros casos, afetar o metabolismo dos hormônios, mas isso não é comum com a sertralina.

    Se você tiver dúvidas ou perceber qualquer alteração no seu ciclo menstrual, o ideal é conversar com um médico para garantir que o método contraceptivo esteja funcionando corretamente.


  • Há algum indício de que a Paroxetina pode ser responsável por processos alérgicos do tipo psoríases?

    Há algum indício de que a Paroxetina pode ser responsável por processos alérgicos do tipo psoríases?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Lorenna Aquino

    A Paroxetina é um inibidor seletivo da recaptação de serotonina (ISRS) amplamente utilizado no tratamento da depressão, transtornos de ansiedade e outros distúrbios psiquiátricos. No entanto, embora reações alérgicas à Paroxetina possam ocorrer, a relação direta entre seu uso e o desenvolvimento de psoríase ainda não está bem estabelecida.

    Possíveis ligações entre Paroxetina e Psoríase:
    1. Reações cutâneas induzidas por ISRS – Há relatos de reações dermatológicas associadas a ISRSs, incluindo erupções cutâneas, urticária e dermatite esfoliativa. Contudo, esses efeitos são raros.
    2. Efeito sobre o sistema imunológico – A serotonina desempenha um papel na regulação da resposta imune, e alguns estudos sugerem que ISRSs podem modular a inflamação, potencialmente exacerbando condições autoimunes como a psoríase em indivíduos predispostos.
    3. Casos relatados – Existem relatos de casos individuais sugerindo uma possível associação entre o uso de Paroxetina e o desenvolvimento ou agravamento de psoríase, mas não há estudos clínicos robustos comprovando essa ligação.
    4. Fatores individuais – Se um paciente tem histórico de psoríase ou predisposição genética, o uso de Paroxetina pode ser um fator desencadeante ou agravante.

    O que fazer?

    Se houver suspeita de que a Paroxetina esteja causando ou piorando a psoríase, é essencial conversar com um médico. Ele pode sugerir:
    • Substituir o medicamento por outro antidepressivo com menor risco de reações cutâneas.
    • Investigar outros gatilhos para a psoríase, como estresse, infecções ou outros medicamentos.
    • Uso de tratamentos tópicos ou sistêmicos para controle da psoríase.

    Se o quadro for recente e coincidir com o início da Paroxetina, pode valer a pena discutir com o médico a possibilidade de um teste suspensivo para avaliar a relação.


  • Tomo Rivotril 0.5 toda noite.e tenho que fazer exame toxicológicos vai da alteração no exame?

    Tomo Rivotril 0.5 toda noite.e tenho que fazer exame toxicológicos vai da alteração no exame?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Lorenna Aquino

    O Rivotril (Clonazepam) é um benzodiazepínico e pode aparecer em exames toxicológicos, dependendo do tipo do teste realizado.

    O que pode acontecer no exame toxicológico?
    1. Exames de urina e sangue (curto prazo):
    • O Clonazepam e seus metabólitos podem ser detectados por 5 a 14 dias após o uso, dependendo do seu metabolismo, frequência de uso e sensibilidade do teste.
    2. Exames de cabelo (longo prazo):
    • Se o exame for de fio de cabelo, a substância pode ser detectada por até 90 dias ou mais.

    O que fazer se tiver prescrição médica?

    Se você tem receita médica para o Rivotril, não deve ser um problema. Você pode apresentar o laudo médico ou a prescrição para justificar a presença da substância no exame.

    Caso o exame seja exigido por motivos profissionais ou legais, vale a pena confirmar com o laboratório quais substâncias ele busca e se inclui benzodiazepínicos.


  • Gostaria de saber se há alguma contra indicação, do uso de Valdoxan e o consumo de cafeína durante o

    Gostaria de saber se há alguma contra indicação, do uso de Valdoxan e o consumo de cafeína durante o dia? e qual a quantidade máxima em mg de cafeína seria bom não ultrapassar? A noite eu já não tomo café, pra não atrapalhar no meu sono. Obrigado.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Lorenna Aquino

    O Valdoxan (Agomelatina) não tem uma contraindicação direta com o consumo de cafeína, mas é bom ter alguns cuidados.

    Interação entre Valdoxan e Cafeína
    • A Agomelatina atua na regulação do sono e do humor, enquanto a cafeína é um estimulante do sistema nervoso central.
    • O consumo excessivo de cafeína pode reduzir a eficácia do Valdoxan, dificultando seu efeito na regulação do ritmo circadiano.
    • Além disso, altas doses de cafeína podem aumentar sintomas de ansiedade, irritabilidade e insônia, o que pode contrariar os benefícios do medicamento.

    Qual quantidade de cafeína seria segura?
    • Para evitar possíveis interferências, o ideal é não ultrapassar 200 a 300 mg de cafeína por dia (equivalente a cerca de 2 a 3 xícaras de café).
    • Evite cafeína após as 16h, pois mesmo que você não tome café à noite, a cafeína pode ter efeitos prolongados no organismo.

    Se você perceber qualquer alteração no sono, ansiedade aumentada ou menor eficácia do Valdoxan, pode ser útil reduzir ainda mais a cafeína.


  • Estou com muitas palpitações começou agora com um mês de uso de Fluoxetina, devo parar?

    Estou com muitas palpitações começou agora com um mês de uso de Fluoxetina, devo parar?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Lorenna Aquino

    A Fluoxetina é um inibidor seletivo da recaptação de serotonina (ISRS) e, embora muitos pacientes tolerem bem o medicamento, algumas pessoas podem experimentar efeitos colaterais, como palpitações, especialmente no início do tratamento ou após ajustes na dose.

    O que considerar:
    • Avaliação da gravidade dos sintomas:
    Se as palpitações forem intensas, acompanhadas de dor no peito, falta de ar ou outros sintomas preocupantes, é importante procurar atendimento médico imediatamente, pois pode ser necessário avaliar a função cardiovascular.
    • Efeitos colaterais comuns:
    Palpitações podem ocorrer como efeito colateral dos ISRSs, mas nem todos os pacientes apresentam esse sintoma. Em muitos casos, esses efeitos podem diminuir com o tempo, à medida que o organismo se adapta ao medicamento.
    • Não interrompa o tratamento abruptamente:
    Parar o medicamento por conta própria pode levar a sintomas de abstinência e piora do quadro clínico. É fundamental conversar com o médico que prescreveu a medicação antes de fazer qualquer alteração na dosagem ou interromper o uso.
    • Ajuste da dose ou troca de medicação:
    Seu médico pode avaliar se as palpitações estão relacionadas à Fluoxetina e, se for o caso, pode optar por ajustar a dose ou considerar uma alternativa terapêutica.

    Recomendações:
    1. Contate seu médico ou psiquiatra: Explique os sintomas e o desconforto que está sentindo. Ele poderá avaliar a situação e, se necessário, solicitar exames para descartar outras causas de palpitações.
    2. Monitoramento: Anote a frequência, intensidade e duração das palpitações, além de quaisquer outros sintomas associados. Essas informações podem ser úteis para o seu médico.
    3. Não suspenda o medicamento sem orientação: Alterações no tratamento devem ser sempre feitas sob supervisão médica.

    Lembre-se de que cada paciente reage de maneira diferente aos medicamentos, e somente um profissional de saúde pode determinar a melhor conduta para o seu caso.


  • Comecei a tomar sertralina e estou com muita náuseas suor sensação de desmaio e um pouco de dor de c

    Comecei a tomar sertralina e estou com muita náuseas suor sensação de desmaio e um pouco de dor de cabeça. É normal?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Lorenna Aquino

    Sim, esses sintomas podem ser efeitos colaterais iniciais comuns da Sertralina, especialmente nas primeiras semanas de uso. Muitos pacientes relatam:
    • Náuseas (um dos efeitos mais comuns)
    • Suor excessivo
    • Sensação de fraqueza ou desmaio (pode ser devido a queda de pressão ou adaptação do organismo)
    • Dor de cabeça

    Por que isso acontece?

    A Sertralina altera os níveis de serotonina no cérebro, e o corpo precisa de um tempo para se adaptar. Esses sintomas costumam diminuir dentro de 1 a 2 semanas.

    O que fazer?
    • Tomar com alimentos pode ajudar a reduzir as náuseas.
    • Beber bastante água e evitar longos períodos sem comer.
    • Levantar-se devagar se sentir tontura ou fraqueza.
    • Evitar cafeína e álcool, que podem piorar os sintomas.

    Se os efeitos forem muito intensos ou não melhorarem após algumas semanas, converse com seu médico. Ele pode ajustar a dose ou sugerir outra abordagem.


Autor

Psiquiatra, Especialista em Medicina Preventiva, Médico clínico geral

Perguntas frequentes

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