Perguntas do paciente (5)
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Como identificar relacionamento abusivo ?
Como identificar relacionamento abusivo ?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Identificar um relacionamento abusivo pode começar com uma pergunta sincera: "Como me sinto nesse relacionamento?"
Se você se sente constantemente diminuída(o), com medo, culpada(o) sem motivo claro, ou como se estivesse sempre "pisando em ovos", isso pode ser um sinal.
Abuso não é só físico — pode ser emocional, psicológico, financeiro ou até silencioso, como o controle disfarçado de “preocupação”.
Em um relacionamento saudável, há espaço para o respeito, o diálogo e o crescimento de ambos.
Se você sente que está perdendo sua liberdade, sua autoestima ou sua voz, vale a pena olhar com carinho para isso.
E lembrar: pedir ajuda é um ato de coragem, não de fraqueza.
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O transtorno de ansiedade generalizada (TAG) tem cura?
O transtorno de ansiedade generalizada (TAG) tem cura?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O Transtorno de Ansiedade Generalizada (TAG) não tem uma “cura” no sentido tradicional da palavra, mas tem tratamento eficaz — e muitas pessoas conseguem levar uma vida plena, com os sintomas sob controle ou até ausentes por longos períodos.
A combinação de psicoterapia (especialmente a terapia cognitivo-comportamental), eventualmente medicação, e mudanças no estilo de vida (como exercícios, sono regulado e práticas de respiração ou mindfulness) costuma trazer grandes benefícios.
É importante lembrar:
ansiedade não define quem você é, e sim o que está acontecendo com você. Com apoio adequado, é totalmente possível recuperar o equilíbrio emocional.
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O que e depressão afinal? Vocês poderiam me explicar melhor?
O que e depressão afinal? Vocês poderiam me explicar melhor?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Do ponto de vista da psicanálise, a depressão é um sofrimento psíquico que vai muito além da tristeza comum. Ela pode surgir quando há uma perda — real ou simbólica — que o sujeito não consegue elaborar. Às vezes, essa perda nem é clara conscientemente: pode ser um ideal frustrado, uma relação esvaziada, ou até um conflito interno que se repete silenciosamente.
Freud descreveu a depressão (ou melancolia) como um luto que não se sabe por quem ou por quê. Algo se perdeu, mas o sujeito não consegue nomear ou aceitar essa perda. Em vez de direcionar essa dor para o mundo externo, ela é voltada contra si: a culpa, o autojulgamento e a desvalorização pessoal se intensificam.
Na escuta psicanalítica, buscamos abrir espaço para que essa dor fale, para que o sujeito possa simbolizar o que está por trás do sofrimento: o que foi perdido? o que está em jogo nesse vazio?
Não oferecemos respostas prontas, mas acompanhamos o processo de dar sentido à dor.
Porque, na psicanálise, entendemos que falar é já um modo de elaborar — e elaborar é um passo importante para transformar.
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Tenho pensamentos como se eu fosse parar de respirar...então fico prestando atenção na respiração to
Tenho pensamentos como se eu fosse parar de respirar...então fico prestando atenção na respiração toda hora achando que vou parar ...fico puxando o ar de vez em quando e isso me dá pânico...devo fazer terapia?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sim, fazer terapia pode te ajudar muito com isso que você está vivendo. O que você descreve é angustiante — e não precisa passar por isso sozinha(o).
Essa sensação de “vou parar de respirar” e o foco constante na respiração são comuns em quadros de ansiedade intensa ou síndrome do pânico. É como se sua mente estivesse sempre em estado de alerta, monitorando algo vital como a respiração, mesmo sem haver real perigo. Isso, por si só, já alimenta o medo — e o medo gera mais sintomas físicos, criando um ciclo difícil de quebrar sozinho.
A terapia, especialmente com um olhar psicanalítico, pode te ajudar a entender o que essa angústia quer dizer, de onde ela vem e o que está tentando se expressar através do corpo. Já uma abordagem como a terapia cognitivo-comportamental pode te ajudar a identificar padrões de pensamento e desenvolver formas de se acalmar no momento da crise.
Importante também: esses sintomas não significam que você está enlouquecendo ou que algo “grave” vai acontecer. São manifestações do seu sistema nervoso sob tensão, e isso tem tratamento e melhora, com o tempo e apoio certo.
Você já está dando um passo muito importante só por colocar isso em palavras. Que tal conversar com um terapeuta para continuar esse movimento de cuidado com você?
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Ver outras pessoas estudando, produzindo ou até mesmo fazendo coisas aparentemente divertidas (por M
Ver outras pessoas estudando, produzindo ou até mesmo fazendo coisas aparentemente divertidas (por Midas sociais ou pessoalmente) me deixam nervosa e me fazem querer me isolar. Sinto que não consigo estudar, me divertir, ter uma vida legal, ou amigos. O que será isso?
Às vezes, coisas me remetem ao meu passado e a impressão que tenho sobre ele é que ele foi triste, mas eu sei que tiveram coisas boas mas até as coisas boas parecem tristes. Me sinto sozinha muito frequentemente.RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O que você descreve é muito profundo — e, infelizmente, também muito comum em silêncios que muitas pessoas carregam. Obrigado por confiar isso em palavras.
Ver os outros vivendo, estudando, rindo, produzindo, e sentir que você não consegue acompanhar pode despertar uma dor silenciosa, uma comparação que machuca. Mas o que mais chama atenção no que você diz é essa sensação de distância da própria vida: como se tudo estivesse meio desfocado, como se até as lembranças boas viessem revestidas de uma certa tristeza. Isso é um sinal de que há algo dentro de você que está pedindo escuta, não julgamento.
Pela psicanálise, poderíamos pensar que algo do seu passado — talvez não totalmente elaborado — ainda vive em você, atuando no presente sem se mostrar de forma clara, apenas através dessas sensações: solidão, inadequação, tristeza encoberta.
Esses sentimentos não são frescura nem fraqueza. Eles são rastros de uma história que talvez precise ser contada, sentida, pensada com alguém que escute sem pressa.
Quando até as coisas boas do passado parecem tristes, pode haver uma ferida emocional que ainda não cicatrizou — e a mente tenta proteger você, desconectando do prazer para evitar a dor.
A vontade de se isolar é compreensível — é como se o contato com o mundo reforçasse algo que dói dentro. Mas justamente por isso, procurar um espaço terapêutico pode ser um ato de acolhimento profundo. Não para apagar o que foi vivido, mas para dar novo sentido a tudo isso.
Você não está sozinha por sentir isso. Mas pode começar a não estar sozinha com isso — se puder dividir com um terapeuta, no seu tempo, do seu jeito.
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Perguntas frequentes
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