Perguntas do paciente (19)

  • O que é “colapso da mentalização” no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB)?

    O que é “colapso da mentalização” no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB)?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Loyana Almeida

    A instabilidade representacional é a dificuldade profunda que a pessoa com Borderline tem de manter uma imagem constante e inteira sobre si mesma e sobre os outros. Na prática, é como se a percepção da realidade fosse fragmentada em cenas isoladas, sem uma linha que conecte o passado ao presente.

    Isso explica por que o sentimento de "quem eu sou" muda tão drasticamente e por que as relações oscilam tanto. Quando surge uma pequena frustração, a imagem positiva que a pessoa tinha de alguém pode desaparecer instantaneamente, sendo substituída por uma visão totalmente negativa. Não existe um meio-termo ou a capacidade de entender que alguém pode ser bom mesmo cometendo erros.

    Entender esse conceito ajuda a perceber que o caos emocional não é uma escolha, mas o resultado de um mundo interno que ainda não conseguiu integrar as partes boas e ruins em uma identidade única e segura. O caminho na terapia é justamente ajudar a construir essa continuidade, criando um sentido de eu mais sólido e menos dependente do momento atual.


  • Por que o Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) envolve alta instabilidade entre sistemas mot

    Por que o Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) envolve alta instabilidade entre sistemas motivacionais?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Loyana Almeida

    Essa instabilidade acontece porque o sistema emocional de quem tem Borderline funciona como um alarme extremamente sensível. Existe uma oscilação constante entre a busca desesperada por afeto e o medo paralisante de ser ferido.

    Na prática, os sistemas que deveriam nos dar equilíbrio, aquele que busca conexão e prazer e aquele que nos protege de perigos, não conversam bem entre si. Em um momento, a motivação é de entrega total e busca por cuidado; no instante seguinte, ao menor sinal de rejeição, o sistema de defesa assume o controle absoluto, gerando raiva ou afastamento.

    É como se a pessoa vivesse em um cabo de guerra interno, onde os impulsos mudam de direção com uma intensidade avassaladora. O comportamento instável que vemos por fora é, na verdade, o reflexo de um cérebro tentando desesperadamente encontrar segurança e alívio em meio a tempestades emocionais que ele ainda não consegue regular sozinho.


  • Vim aqui pela terceira vez, sempre contando um pensamento que sempre vem na cabeça, primeiro começou

    Vim aqui pela terceira vez, sempre contando um pensamento que sempre vem na cabeça, primeiro começou que pensei que não amava mais meu namorado pq era tranquilo de mais, depois sonhei que estava apaixonada pelo meu amigo (senti nojo depois que acordei), agora depois que eu fui ver um filme com a minha amiga veio no meu pensamento "e se eu gostasse dela?", eu não sou nem bi e nem lésbica, achei isso estranho, pois ela sempre foi atenciosa, e ninguém pode ser atencioso que eu acho que já é algo pra ficar alerta, tentei deixar pra lá, mas sempre vem pra eu analisar esse pensamento, isso é tão exaustivo, sempre esses pensamentos nunca me deixam em paz e nem consigo me sentir melhor para meu namorado, ele é uma pessoa incrível, legal, leal e maravilhosa, não vejo uma vida sem ele. Esses pensamentos me parecem toc, mas não quero me autodiagnosticar, me ajudem por favor, esses pensamentos não param e nem se dissipam.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Loyana Almeida

    Querida, temos milhões de pensamentos por dia e alguns não gostaríamos de ter, outros nem percebemos que temos. Esses pensamentos nos trazem emoções, algumas agradáveis e outra desagradáveis, como o nojo. A grande questão é: Não controlamos o que pensamos!
    Ao que me parece sua maior angústia é derivada de tentar controlar o que pensa e realmente isso é exaustivo e pode desencadear mais emoções desagradáveis como medo, culpa, angústia.
    O ideal seria buscar psicoterapia para entender a frequência e intensidade desses pensamentos e acima de tudo o que realmente te traz angustia e impacta a sua vida. Mas entender que pensamentos são só pensamentos e não necessariamente uma verdade absoluta ou um problema, pode te ajudar a pegar mais leve com você e ficar menos "obcecada" por esses pensamentos.

    Em relação a diagnóstico, só com essas informações é impossível chegar a uma conclusão. Precisa passar em consulta com psicólogo ou psiquiatra.


  • Namoro uma amiga de anos e conheço o passado dela que envolve inclusive amigos meus e não estou cons

    Namoro uma amiga de anos e conheço o passado dela que envolve inclusive amigos meus e não estou conseguindo lidar direito, como proceder?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Loyana Almeida

    Sentir incômodo com o passado de quem a gente ama não é raro, mas quando isso começa a atrapalhar a relação, é importante olhar pra dentro: o que exatamente te incomoda? É ciúme? Insegurança? Vergonha? Comparação?

    Se esse desconforto persiste, pode ser sinal de inseguranças suas que estão pedindo atenção.

    Fazer terapia pode te ajudar a entender de onde vêm esses sentimentos e como lidar com eles sem machucar você nem ela. Amar alguém também é aprender a separar o que é dela do que é seu.

    Se quiser, posso te ajudar nesse processo.


  • Boa noite. Desde 2017, quando decidi mudar de cidade e morar na capital venho notando que algumas

    Boa noite.

    Desde 2017, quando decidi mudar de cidade e morar na capital venho notando que algumas manias e sentimentos vieram aos poucos tomando conta do meu ser, e hoje, me sinto com uma sensação de vazio e o desejo constante de recomeçar a minha vida do zero.

    Passei por muitas perdas dos 11 anos de idade em diante. De pessoas que me amaram e me protegiam e por outro lado, de quem me humilhou e me maltratou em vez de ter me acolhido no momento em que mais precisava.

    Hoje, com 26 anos, eu me sinto completamente perdido. Nada faz muito sentido na minha vida, não gosto muito de ter contato com familiares e amigos, sinto que já passou da hora de sair do relacionamento amoroso que tenho, mas tenho medo, pois tenho a impressão de que não serei capaz de me cuidar sozinho.

    Como faço para romper esses ciclos viciosos na minha vida e me encontrar verdadeiramente?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Loyana Almeida

    Antes de tudo, quero dizer que o que você está sentindo faz sentido. Quando a gente passa por muitas perdas, rejeições e relações marcadas por dor, é comum se sentir assim: perdido, esgotado, com vontade de recomeçar, mas sem saber por onde.

    Esse vazio que você sente pode estar ligado a padrões que foram se repetindo e que acabaram virando um modo automático de viver, mesmo que doa. Mas isso não significa que você está “condenado” a viver assim.

    Romper ciclos começa por reconhecer que algo precisa mudar e isso você já fez. O próximo passo pode ser buscar um espaço seguro pra olhar pra sua história com mais gentileza e clareza. Você não precisa dar conta de tudo sozinho. E recomeçar não precisa ser do zero. Pode ser a partir de você.


  • Existe uma diferença entre a euforia do TPB e hipomania?

    Existe uma diferença entre a euforia do TPB e hipomania?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Loyana Almeida

    Sim, existe e essa é uma dúvida bem comum! Tanto o Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) quanto o Transtorno Bipolar podem envolver oscilações de humor intensas, mas são diferentes em vários aspectos.

    A euforia no TPB costuma estar ligada a fatores externos e à instabilidade nas relações. É uma sensação intensa, mas passageira, muitas vezes seguida de sentimentos de vazio, raiva ou impulsividade. Já a hipomania, que faz parte do espectro do transtorno bipolar, é um estado de humor elevado ou irritável que dura pelo menos 4 dias e vem acompanhado de aumento de energia, autoestima inflada, menor necessidade de sono e comportamento impulsivo, mas com prejuízo funcional mais claro.

    Enquanto no TPB as oscilações podem ocorrer várias vezes no mesmo dia, no transtorno bipolar elas costumam durar mais tempo e têm uma natureza mais “episódica”.

    Por isso, o olhar clínico é essencial para diferenciar. E mais importante do que o rótulo, é entender o que está por trás do sofrimento e a psicoterapia pode ajudar.


  • É normal está com a mente sempre pensar,sim ou não ?????

    É normal está com a mente sempre pensar,sim ou não ?????

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Loyana Almeida

    Sim! A mente pensa o tempo todo, e isso é absolutamente normal. A questão é como a gente se relaciona com esses pensamentos.

    Tem dia em que a cabeça parece uma rádio ligada sem pausa, né? Mas pensar muito não significa, necessariamente, que algo está “errado”. O problema aparece quando esses pensamentos se tornam invasivos, acelerados ou carregados de medo, culpa ou autocrítica, a ponto de afetar o sono, o humor ou o funcionamento do dia a dia.

    Na terapia, a gente aprende que não dá pra desligar os pensamentos com um botão, mas dá pra mudar a forma como lidamos com eles.


  • As vezes sinto que meu eu não está em primeira pessoa isso já algum tempo. E como se visse o mundo e

    As vezes sinto que meu eu não está em primeira pessoa isso já algum tempo. E como se visse o mundo em terceira pessoa, parece que coisas importantes não tem valor como datas, conquistas etc... sinto visualizar o mundo como apenas um telespectador da minha própria vida.
    Como vence isso? Só quero viver de maneira certa.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Loyana Almeida

    O que você descreve é mais comum do que parece e pode estar ligado a algo chamado despersonalização, uma sensação de estar distante de si, como se a vida fosse algo que você assiste, e não vive de verdade. Isso costuma surgir em momentos de sobrecarga emocional ou quando a gente passa muito tempo desconectada de quem é e do que sente.

    Na terapia, é possível entender de onde vem essa sensação e trabalhar para que você volte a se sentir presente, dono da sua história e conectada com suas escolhas. É um processo de reencontro com você mesma, com seu valor e com o que realmente importa.

    Você não precisa enfrentar isso sozinho. Se quiser conversar, estou por aqui.


  • Olá tenho 17 anos, ultimamente/sempre minha vida foi bastante confusa estou sentindo um vazio, trist

    Olá tenho 17 anos, ultimamente/sempre minha vida foi bastante confusa estou sentindo um vazio, tristeza extrema , apatia e solidão, isso se inicia desde minha infância, eu sempre tive dificuldades sociais, eu era bastante tímido e introvertido, eu era bastante inteligente na escola e bem os anos foram se passando e eu ainda me sentia confuso e solitário isso tudo indo até 2020, apartir de lá minha vida degradou brutalmente, a pandemia me deixou mais solitário e depressivo do que eu havia percebido, 2022 eu perdi muitas oportunidades, me isolei, decepcionei pessoas "amorosamente", também depois desse ano me senti bastante com desrealização e isso tudo indo até 2024, onde tive despersonalização, e de fato depressão, onde os sintomas já estão mais que óbvios, resumo desde a infância tenho dificuldade de entender a vida em si, sempre me isolei e me senti triste, eu talvez suspeite de autismo grau 1 também e se eu fosse resumir tudo que suspeito ter é Toc, tdah, depressão, hipocondría e bipolaridade, só queria entender o que de fato sou eu e o que acontece, me sinto triste e não consigo entender o por quê, apenas quero me isolar, não ser amado e não amar e morrer..

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Loyana Almeida

    Sinto muito por toda a dor que você está sentindo. Quando crescemos nos sentindo sozinhos, confusos ou não compreendidos, é comum carregarmos esses sentimentos por muito tempo. Na Terapia dos Esquemas, olhamos para essas vivências de infância que moldam nossas emoções e a forma como nos relacionamos com o mundo. Às vezes, a gente se protege do sofrimento se isolando ou tentando entender o que está errado com a gente, mas no fundo o que existe é uma parte sua machucada que precisa de cuidado.

    É possível sim entender o que está por trás de tudo isso, reconstruir esse caminho e encontrar sentido na sua história. Você não precisa enfrentar isso sozinho. Buscar ajuda é um passo muito importante e corajoso.

    Se estiver com pensamentos de morte, por favor, fale com alguém de confiança ou procure apoio profissional. A sua vida tem valor. E você merece ser cuidado com respeito e carinho.


  • É normal ficar hiperfocado numa área de interesse, por cerca de 6 meses, a ponto de ficar eufórico e

    É normal ficar hiperfocado numa área de interesse, por cerca de 6 meses, a ponto de ficar eufórico e ansioso?
    Consigo trabalhar, mas meu sono fica desregulado, o coração fica acelerado, fico sem energia p mais nada, além do foco. Na maioria das vezes o foco é numa pessoa, num artista, numa preocupação ou num hobbie. Tenho 40 anos e notei q tive diversos períodos meio obsessivos. Mas só tenho laudo de TAG.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Loyana Almeida

    A sua descrição de sintomas, como hiperfoco, euforia, ansiedade intensa, sono desregulado e aceleração física e mental, pode, sim, ser compatível com episódios de hipomania, que são característicos do transtorno bipolar tipo 2. No entanto, é importante lembrar que esses sintomas também podem estar relacionados a outros quadros, como transtorno de ansiedade generalizada, TDAH ou até formas de lidar com emoções difíceis, como um jeito de buscar controle ou evitar sentimentos dolorosos.

    Na Terapia dos Esquemas, a gente analisa esses padrões de comportamento com um olhar mais profundo, tentando entender o que está por trás deles. Muitas vezes, esses períodos de intensa ativação aparecem quando estamos tentando preencher um vazio emocional ou evitar um sofrimento mais profundo. O ideal é passar por uma avaliação cuidadosa, com acompanhamento especializado, para garantir que você tenha o diagnóstico correto.

    Lembre-se de que um diagnóstico é importante para entender o que você está vivenciando e para buscar o tratamento adequado, mas ele não define quem você é. A busca por respostas já é um grande passo, e é importante continuar esse processo de autocompreensão com apoio profissional. Estou à disposição para ajudar no que for necessário.


  • realmente não sei ate onde consigo ser forte sempre, já vinha de conturbações no ambiente do trabalh

    realmente não sei ate onde consigo ser forte sempre, já vinha de conturbações no ambiente do trabalho, logo fiquei gravida e isso piorou muito, mas a gestação tinha me obrigado passar com psicólogo e psiquiatra e com isso perceber que meu ambiente de trabalho me adoecia a cada dia, logo após tive uma cesárea de emergência e tive meu filho na uti, ate que nesta véspera de natal descobri que meu filho era um caso paliativo e que possuía uma síndrome incompatível com a vida, pouco tempo meu filho faleceu e no mesmo mês me descobri gravida foi difícil e intenso passar por aquilo tão rápido, mas logo veio a bomba estava gravida, porem não possuía feto
    Por fim agora estou tendo problema de saúde física após curetagem.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Loyana Almeida

    Sinto muito por tudo que você viveu. Nenhuma pessoa deveria passar por tantas dores em tão pouco tempo, e é compreensível que você se sinta sem forças. Carregar a sobrecarga do trabalho, a gestação difícil, a cesárea de emergência, o tempo do seu filho na UTI, a perda, o luto e, logo depois, uma nova gravidez sem feto, tudo isso seguido de complicações físicas... é muita coisa para um só coração suportar.

    Não é fraqueza sentir que não dá mais. É só o reflexo de alguém que já enfrentou demais, por tempo demais. E o seu sofrimento merece ser olhado com cuidado, sem pressa, com espaço para sentir e se reconstruir aos poucos.

    Você não precisa estar forte o tempo todo. Você precisa ser cuidada. E isso começa com acolhimento, escuta e apoio emocional verdadeiro. Quando estiver pronta, a terapia pode ser um caminho seguro para te ajudar a fazer sentido de tudo isso e reencontrar o seu ritmo.

    Estou aqui, com respeito e empatia, se quiser conversar.


  • O que é a terapia dos afetos positivos e como ela impacta na depressão com anedonia?

    O que é a terapia dos afetos positivos e como ela impacta na depressão com anedonia?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Loyana Almeida

    A Terapia dos Afetos Positivos é uma abordagem que ajuda a pessoa a se reconectar com aquilo que dá sentido e prazer à vida. Ela é especialmente indicada quando a depressão vem acompanhada da anedonia, que é essa sensação de não conseguir sentir alegria, vontade ou motivação para as coisas que antes faziam bem.

    Na prática, ela convida a olhar com mais carinho para os pequenos momentos agradáveis do dia a dia, resgatar memórias boas, praticar gratidão e se abrir, aos poucos, para experiências que despertam emoções positivas. É um processo gentil, mas muito potente, principalmente quando a pessoa sente que perdeu o brilho da vida.

    Se você está vivendo algo assim, saiba que existe caminho e que, com apoio, é possível voltar a sentir prazer e leveza novamente.


  • Terminei um relacionamento de forma inesperada e estou me sentindo desolada, sem vontade de comer, s

    Terminei um relacionamento de forma inesperada e estou me sentindo desolada, sem vontade de comer, só choro, perdi até a vontade de terminar a minha faculdade, me sinto rejeitada e descartada, e o que me deixa mais triste é que meu ex terminou e está seguindo muitas mulheres, isso está me deixando mais triste ainda, parece que a vida perdeu o sentido. Devo procurar ajuda de um profissional?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Loyana Almeida

    Olá! Sinto muito por você estar passando por esse momento tão doloroso. O fim inesperado de um relacionamento pode despertar sentimentos intensos de rejeição, abandono e perda de sentido, especialmente quando há expectativas e planos envolvidos. É natural se sentir desmotivada, com dificuldade de focar nos estudos e até mesmo de cuidar de si.

    Mas é importante saber: você não está sozinha. A psicoterapia pode te ajudar a elaborar esse luto amoroso, entender melhor suas emoções e fortalecer sua autoestima, para que essa experiência não defina o seu valor. Quando nos sentimos descartadas, é comum que surjam pensamentos muito autocríticos e até distorcidos sobre quem somos e é justamente aí que um acompanhamento psicológico pode fazer toda a diferença.

    Buscar ajuda é um ato de coragem e de cuidado com você mesma. Com apoio profissional, é possível sair desse lugar de dor, reconstruir sua autoconfiança e retomar sua trajetória com mais leveza e clareza.


  • Boa noite. Tenho um filho de 16 anos que começou um namoro na escola com uma amiga da mesma classe.

    Boa noite. Tenho um filho de 16 anos que começou um namoro na escola com uma amiga da mesma classe. Começaram com um namoro há 2 anos, um namoro tranquilo bem infantil mesmo , eram da mesma sala, mandavam cartinha um para o outro nossas famílias se conheciam e até aí estava tudo bem. Com o passar do tempo esse namoro foi ficando cada vez mais tóxico, excessivo e doentio, meu filho já não tinha amigos, já não queria estar perto da família ( coisas que ele amava fazer) e a namorada disse que não gostava da família dele ( sem qualquer motivo) e se ele quisesse continuar o namoro teria que ser seguindo suas regras. A partir desse momento ele passou a se afastar cada vez mais de mim e do seu pai. Somos bons pais, orientamos, conversamos, aconselhamos e acolhemos quando por diversas vezes ela o deixa na pior (o que é cada vez mais frequente. Tenho a impressão que a menina tenha traços de narcisismo, o que tem deixado meu filho extremamente depressivo, ansioso, irreconhecível… Busquei ajuda, conversei com vários psicólogos, psiquiatras que me orientaram não intervir no namoro, deixar que ele consiga resolver. Tenho muito medo do término também, por ver que com certeza ele não está preparado. A única vez que isso ocorreu me deixou muito assustada. Medo de auto-extermínio. Não sei mais o que posso fazer. Vejo que existe a obsessão de ambos os lados e que realmente não está normal! Fico arrasada pois ele sempre foi um menino educado, alegre, amável e todos que o conhecem me perguntam o que está acontecendo.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Loyana Almeida

    Oi, sinto muito por tudo o que vocês estão vivendo. Ver um filho mudar tanto por conta de um relacionamento é algo que realmente angustia e deixa qualquer mãe em alerta. Quando um vínculo começa a trazer sofrimento, isolamento e medo, é sinal de que precisa ser olhado com muito cuidado.

    Um psicólogo que tenha experiência com relacionamentos abusivos pode ajudar seu filho a compreender o que está vivendo, fortalecer sua autoestima e lidar com tudo isso de forma mais segura e saudável. Ele não precisa enfrentar isso sozinho e vocês, como família, também podem encontrar apoio nesse processo.


  • Estou fazendo tratamento com nortriptilina 75mg a 1 ano e 6 meses pra ansiedade, e estava correndo t

    Estou fazendo tratamento com nortriptilina 75mg a 1 ano e 6 meses pra ansiedade, e estava correndo td bem eu estava tranquila no tratamento mais feliz e mais de boa, mais a três dias venho sentindo novamente alguns dos sintomas de ansiedade como pensamentos acelerados, medos e atraque cárdia é uma queimação leve no peito, isso é uma recaída ou o medicamento não está fazendo mais efeito?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Loyana Almeida

    Oi, sinto muito que esses sintomas tenham voltado depois de tanto tempo de estabilidade. Quando isso acontece, é natural que venha a dúvida se o remédio parou de fazer efeito ou se é uma recaída. Mas saiba que oscilações podem acontecer, mesmo com o tratamento medicamentoso funcionando bem.

    A psicoterapia pode ser uma aliada importante nesse momento. Ela te ajuda a entender o que pode estar por trás desses sintomas, a lidar com os pensamentos acelerados, os medos e a ansiedade de forma mais leve e consciente. Muitas vezes, o que está voltando não é só a ansiedade, mas algo que precisa ser cuidado com mais profundidade.
    Com o suporte certo, é possível retomar o equilíbrio emocional e voltar a se sentir bem.


  • O auxiliar diagnóstico (depressão, ansiedade,etc) já seria suficiente ou válido para ser mostrado ca

    O auxiliar diagnóstico (depressão, ansiedade,etc) já seria suficiente ou válido para ser mostrado caso a pessoa precise provar suas dificuldade,seja no ambiente de trabalho ou até no ambiente estudantil (faculdade,escola)?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Loyana Almeida

    Oi! O auxiliar diagnóstico pode ajudar a identificar e compreender melhor os sintomas, mas, para fins formais, como justificativas no ambiente de trabalho, escola ou faculdade, o mais indicado é um laudo ou relatório elaborado por um profissional habilitado, como psicólogo ou psiquiatra. Esse documento pode descrever não só o diagnóstico, mas também como isso impacta a rotina da pessoa, e quais adaptações ou cuidados podem ser necessários.

    Se você está enfrentando dificuldades e precisa de apoio nesse sentido, buscar ajuda profissional é um passo importante, tanto para o cuidado da saúde mental quanto para garantir seus direito


  • Quando se diz que depressão causa atrofia no hipocampo, eu pergunto, essa atrofia é o mesmo que alzh

    Quando se diz que depressão causa atrofia no hipocampo, eu pergunto, essa atrofia é o mesmo que alzheimer, é degenerativa, é irreversível, é progressiva, é a longo prazo, afeta adultos jovens?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Loyana Almeida

    Quando se fala em atrofia do hipocampo na depressão, não significa que seja algo como o Alzheimer. São processos bem diferentes. Na depressão, especialmente quando ela é mais prolongada ou intensa, o estresse emocional pode afetar o hipocampo, que é uma área do cérebro ligada à memória e às emoções.

    Mas diferente do que acontece em doenças neurodegenerativas, essas alterações na depressão não são necessariamente irreversíveis. Com o tratamento certo, como psicoterapia, cuidados com o sono, alimentação, exercícios e, em alguns casos, medicação, o cérebro pode se recuperar.

    Sim, isso pode acontecer também em adultos jovens. Por isso, quanto antes a pessoa buscar apoio, melhor para reduzir os impactos e cuidar da saúde emocional com mais leveza e clareza.


  • Prezados profissionais, boa tarde. Quando escrevo manualmente; acabo trocando as letras de ordem, fa

    Prezados profissionais, boa tarde. Quando escrevo manualmente; acabo trocando as letras de ordem, faço mesclas de uma palavra com a seguinte; criando algumas palavras "híbridas", escrever faltando; pois já pulo para a próxima sem finalizar a anterior, ou acabo pulando palavras. Isso tem se agravado ainda mais nos últimos anos. As vezes até pronuncio errado; invertendo, coisa que eu não fazia. Não tem uma única folha, quando escrevo no caderno, que não tenha usado corretivo.

    Então, venho pedir orientação sobre essa situação. Alguma hipótese da causa desse problema que me atrapalha bastante, já que preciso revisar inúmeras vezes para encontrar os erros. E, após isso, saberei os profissionais adequados para uma investigação mais acurada.

    Agradeço-lhes pela atenção!

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Loyana Almeida

    O que você descreve pode estar relacionado a diferentes fatores, desde questões de atenção e processamento da linguagem até alterações cognitivas mais específicas. Como tem percebido uma piora ao longo dos anos, é mesmo importante investigar com calma e sensibilidade.

    Um bom caminho seria procurar uma avaliação neuropsicológica, que pode ajudar a entender com mais clareza o que está acontecendo e quais áreas estão sendo mais impactadas. A partir disso, é possível direcionar melhor o acompanhamento, seja com psicólogo, fonoaudiólogo ou neurologista, dependendo do caso.


  • Olá!, necessidade de fazer tudo acompanhado de alguém.. E se não tiver alguma pessoa para estar junt

    Olá!, necessidade de fazer tudo acompanhado de alguém.. E se não tiver alguma pessoa para estar junto me sinto frustrado e que estou fazendo tudo errado. Não conseguir tomar iniciativa por medo e vergonha de estar errando, como posso chamar isso?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Loyana Almeida

    Oi, entendo como isso pode ser difícil. Na Terapia do Esquema, esse tipo de sensação pode estar ligado a esquemas de dependência ou autocrítica, que geralmente se formam quando nossas necessidades emocionais não foram bem atendidas no passado.

    Isso pode fazer com que você sinta que só consegue fazer algo com alguém por perto ou que está sempre errando. Mas esses padrões podem ser trabalhados e transformados na psicoterapia. Com o tempo, é possível se sentir mais seguro e confiante para agir mesmo quando estiver sozinho.

    Buscar entender isso já é um passo importante. Estou por aqui se quiser conversar mais.


Perguntas frequentes

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