Perguntas do paciente (31)
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Tenho 35 anos e enxaqueca forte. Aos 33 tive uma dor muito forte na nuca e uma tontura que não me deixava
Tenho 35 anos e enxaqueca forte. Aos 33 tive uma dor muito forte na nuca e uma tontura que não me deixava em pé. No PS me deram analgésicos. Fiz uma RM dias atrás e deu AVCi no cerebelo (gliose/malácia), porção posto inferior. Não tenho sequelas. A Neuro disse pra eu não me preocupar. O que eu faço?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Você não precisa se preocupar em relação às consequências desse AVC, uma vez que (por sorte) não ficou nenhuma sequela. Mas deve realizar sim uma ampla investigação do porquê teve esse AVC tão jovem, descobrir a causa. Isso para poder tratá-la e evitar ter um segundo AVC, que pode então não ter tanta sorte como da primeira vez. É necessário consultar um Neuro para solicitar uma bateria de exames. Boa sorte.
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Pressão forte na cabeça acompanhada com o lado do rosto direito totalmente dormente sensação de ouvido
Pressão forte na cabeça acompanhada com o lado do rosto direito totalmente dormente sensação de ouvido entupido
Lado esquerdo da cabeça dói entre fonte q desce até a nuca e olho esquerdo visão embaçada q a pálpebras cai e tremores nas mãos
São sintomas de angioma venoso?RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Geralmente o angioma venoso não dá sintoma algum. Também não traz nenhum perigo de vida, sequela neurológica ou quaisquer complicações. Tanto é que não há necessidade de fazer cirurgia ou outro tipo de tratamento. Ele provavelmente foi um diagnóstico por acaso durante a investigação de alguma outra coisa que você tem. Quanto ao angioma, pode ficar tranquilo.
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eu tive um avc vai fazer 4 meses foi operada e tenho uma valvula no pescoço será que eu posso viajar
eu tive um avc vai fazer 4 meses foi operada e tenho uma valvula no pescoço será que eu posso viajar de avião?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Se a válvula que mencionou se trata de derivação ventrículo peritoneal, que drena o líquor do cérebro para o abdômen, não há nenhum problema específico quanto ao sistema em relação a viagens aéreas. Verifique com o médico que te operou se por acaso não há restrições por algum outro motivo.
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Uma MAV cerebral na região motora, um aneurisma pequeno na região oftalmica e outro na região da hipófise.
Uma MAV cerebral na região motora, um aneurisma pequeno na região oftalmica e outro na região da hipófise. Paciente com 28 anos. Qual o concelho? Que tratamento é melhor? O que evitar?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Se encontrar um aneurisma e uma MAV no mesmo paciente, deve-se tratar primeiro o aneurisma. Esse tratamento pode ser por clipagem microcirúrgica (cirurgia aberta) ou por embolização (endovascular). É mandatário tratar esses aneurismas mesmo que não romperam, dados os riscos de uma alta morbimortalidade se ocorrer uma ruptura. Só o tipo do tratamento é que vai depender da morfologia e tamanho de cada aneurisma. Já a MAV só deve ser tratada se causou sintomas, como deficit motor ou epilepsia, em caso de sangramento. Se não, deve ser apenas acompanhada. O tratamento também vai depender das características da MAV, podendo ser por embolização, cirurgia ou radiocirurgia (ou uma combinação entre eles).
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Minha filha de 8 anos tem angioma venoso no lobo frontal. Qual o tratamento? Quais os cuidados que devemos
Minha filha de 8 anos tem angioma venoso no lobo frontal. Qual o tratamento? Quais os cuidados que devemos ter.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Angioma venoso ou também chamado anomalia do desenvolvimento venoso é uma malformação congênita em que algumas veias ficam mais dilatadas que o normal. O local mais comum é o lobo frontal mesmo, igual sua filha. Não precisa fazer absolutamente nada! Isso é um achado por acaso. Não tem consequência alguma. Não precisa se preocupar nem ficar fazendo exame de acompanhamento, pois isso não cresce nem se transforma em nada maligno. Em menos de 0,5% dos casos, o angioma venoso está acompanhado de alguma outra malformação cerebral, e daí sim essa outra malformação precisa de atenção. Mas se for um achado isolado, nada a fazer mesmo.
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meu irmao tem epilepsia e sei que a bebida alcoolica nao faz bem, mais ele nao para de beber ,e agora
meu irmao tem epilepsia e sei que a bebida alcoolica nao faz bem, mais ele nao para de beber ,e agora ta dando uma vez por semana crises nele, isso pode ser pela bebida?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O uso de álcool está totalmente relacionado a crises convulsivas, tanto em excesso quanto durante a fase de abstinência, quando o paciente já é dependente e pára de beber. O mais indicado é fazer um tratamento específico para o abandono do vício, acompanhado de anticonvulsivantes e medicamentos que o protegerão durante a fase de abstinência. Caso contrário, se mantiver o alcoolismo, mesmo tomando os anticonvulsivantes corretamente, seu irmão continuará a apresentar convulsões.
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Sofri um AVE devido ao excesso de anticoncepcional, passei no Neurologista e ele me disse que terei que
Sofri um AVE devido ao excesso de anticoncepcional, passei no Neurologista e ele me disse que terei que tomar anticoagulante para sempre isso esta certo ? Não tenho nenhuma doença crônica e não fiquei com sequelas.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Pela sua história, o AVC que você teve é de um tipo diferente do que acontece na maioria das pessoas. É causado por uma trombose em veias cerebrais. Geralmente acontece em mulher jovem que toma pílula e fuma (mas nem sempre). O tratamento é abandonar o anticoncepcional para sempre (tem que procurar outro método contraceptivo), o cigarro também, e tomar anticoagulante por geralmente 6 meses a 1 ano. O anticoagulante "afina o sangue", impedindo a formação de novos coágulos, e ajudando a dissolver os que já estão. Após esse período, antes de suspender o anticoagulante, é recomendável fazer um exame cerebral para saber se já está tudo bem. E toda pessoa que teve uma trombose venosa cerebral deve realizar uma bateria de exames para saber se não tem uma doença por trás (como infecção, trombofilia, entre outras). Nesse caso, o tratamento pode ser diferente, direcionado à doença que provocou a trombose.
Boa sorte!
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Tenho uma prima que nasceu com paralisia cerebral e hoje com 25 anos, continua tendo de 5 a 8 convulsoes
Tenho uma prima que nasceu com paralisia cerebral e hoje com 25 anos, continua tendo de 5 a 8 convulsoes dia, os remedios nao funcionam, o que fazer para parar a convulsao?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
1/3 de todos os pacientes epilépticos irão apresentar refratariedade à terapia medicamentosa ao longo de sua vida. Refratariedade é definida por falha do tratamento clínico em tornar o paciente sustentadamente livre de crises, com ao menos 2 drogas anticonvulsivantes toleradas e corretamente indicadas, tanto em combinação quanto como monoterapia. Então, primeiro de tudo se faz necessário verificar se os remédios que ela está usando estão corretos, pois existem muitas opções.
Se ela for considerada realmente refratária, procedimentos cirúrgicos podem ser indicados, a depender de uma bateria de exames recentes: ressonância encefálica, vídeo-eletroencefalograma, testes neuropsicológicos (e, se necessário, SPECT, PET-CT, teste de Wada, eletrodos invasivos, etc).
Para dizer se há essa indicação cirúrgica, e qual procedimento exatamente, precisaria conhecer o caso e avaliar esses exames. As opções (gerais) seriam: estimulação do nervo vago, calosotomia, hemisferectomia, ressecções focais..
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Gostaria de saber a vida útil da valvula?
Gostaria de saber a vida útil da valvula?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A válvula e todo o sistema de DVP (derivação ventriculoperitoneal) não possuem tempo limite de duração. Sobretudo as mais modernas (de 10 anos para cá), com bastante silicone em sua composição. Há pessoas que têm a sorte de colocarem sua DVP agora e nunca apresentarem nenhuma complicação, podendo permanecer com a mesma até o fim da vida. As possíveis necessidades de troca não são devido à vida útil do material, mas por obstrução (entupimento), infecção, ou outros motivos. Uma coisa que acontece, também, é que a cirurgia é feita em uma criança pequena com um tamanho de DVP. Quando ela cresce, mesmo que se deixe uma "sobra" no tamanho do cateter, ele fica pequeno para o agora adolescente / adulto. Então começa a apresentar sintomas de disfunção da DVP, e é necessária a troca para o tamanho de adulto.
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Sofri um AVC hemorrágico em out/14, mais não fiz ainda a cranioplastia, terei que utilizar uma prótese,
Sofri um AVC hemorrágico em out/14, mais não fiz ainda a cranioplastia, terei que utilizar uma prótese, pois o meu organismo rejeitou o osso do crânio retirado. ainda estou no aguardo da cirurgia, quanto tempo posso ficar sem a parte da calota da cabeça p/ ter a vida normal?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Teoricamente, mesmo sem a placa, você já poderia ter uma vida normal. Óbvio que não deve se expor a traumas na cabeça, como durante a realização de esportes, mas de resto não há necessidade de cuidado extremo 24 horas por dia. Inclusive o que tentamos encorajar nesses pacientes que estão aguardando a cranioplastia, é que percam o medo. Dormir sobre esse lado, lavar a cabeça, etc, tudo isso é permitido sem nenhuma restrição.
Existem alguns casos em que a falta da proteção ocasiona uma espécie de diferença de pressão intracerebral, ou mesmo uma diferença na hidrodinâmica dos líquidos cerebrais. Mas, nesses casos, o paciente evolui com sintomas graves como hidrocefalia e até coma.
Portanto se você está bem, e dentro da medida do possível consegue ter uma vida normal, relaxe e tente perder um pouco desse medo. Na grande maioria das vezes a cranioplastia é feita só por estética mesmo, então esperar um pouco mais ou pouco menos não fará diferença, para quem enfrentou um AVC hemorrágico.
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Existe possibilidade de operação para um bebê de 2 meses em coma com uma artéria rompida no cérebro
Existe possibilidade de operação para um bebê de 2 meses em coma com uma artéria rompida no cérebro devido a uma malformação arteriovenosa? No âmbito nacional, cite um centro referência nestes tipos de caso (neurocirurgias).
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Existe sim. Claro, tudo depende de um estudo criterioso quanto ao diagnóstico correto e as possibilidades de tratamento, que vão pesar os riscos e benefícios quanto ao prognóstico e chances da criança. Nesse caso é necessário uma avaliação por equipe multidisciplinar, composta principalmente por Neurorradiologistas Intervencionistas, Neurocirurgiões, Neonatologistas e Intensivistas Pediátricos. Em Curitiba trabalho para alguns hospitais que poderiam dispor desse tratamento.
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Perguntas frequentes
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É normal ter escapes e cólica usando anticoncepcional, após uma semana de diarreia infecciosa com vô
Sim. Diarreia intensa e vômitos podem reduzir a absorção do anticoncepcional…