Perguntas do paciente (26)

  • bom sou canhota e tem muita dificuldade em fazer o teste palograficos retos , em todos teste eu re

    bom sou canhota e tem muita dificuldade em fazer o teste palograficos retos , em todos teste eu reprovo , o que posso fazer para melhorar.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Lucas de Lima Serena

    Ser canhota, por si só, não significa que exista algum problema ou que você esteja fazendo o teste de maneira inadequada. A lateralidade pode influenciar a execução de algumas tarefas motoras, mas a avaliação psicológica não deve ser interpretada apenas pela aparência dos traços.

    O Palográfico possui critérios específicos de aplicação e interpretação, e tentar aprender uma maneira de fazer os traços apenas para obter um determinado resultado não é o mais adequado.

    Se isso está acontecendo repetidamente em processos seletivos, pode ser interessante conversar com um psicólogo que trabalhe com avaliação psicológica para entender melhor o que está acontecendo e verificar se existe alguma dificuldade específica que possa ser trabalhada.


  • Tenho um relacionamento há 5 anos e, às vezes, quando vejo alguém que já foi um paquera antigo, fico

    Tenho um relacionamento há 5 anos e, às vezes, quando vejo alguém que já foi um paquera antigo, fico preocupada com a forma como essa pessoa vai me enxergar. Penso que preciso parecer bonita, legal e mostrar que estou bem, e por isso acabo agindo de forma estranha. Não tenho intenção de chamar atenção ou de ficar com essas pessoas, mas sinto culpa por esses pensamentos e atitudes, como se fossem uma forma de traição.

    Gostaria de saber se isso pode ser considerado traição ou se pode estar relacionado à ansiedade, ao TOC ou simplesmente à baixa autoestima e à preocupação excessiva com a opinião dos outros.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Lucas de Lima Serena

    Ter pensamentos sobre alguém do passado ou se preocupar com a forma como essa pessoa vai enxergá-la não significa, por si só, que exista uma intenção de trair. Pensamentos não são escolhas e não representam necessariamente aquilo que queremos fazer.

    O que parece estar causando sofrimento no seu caso é a preocupação excessiva com a imagem que você transmite, acompanhada de culpa e necessidade de controlar seu comportamento para ter certeza de que não está fazendo algo errado.

    Isso pode aparecer em quadros de ansiedade, baixa autoestima ou até em padrões obsessivos, mas não é possível definir a causa sem uma avaliação mais cuidadosa.

    Na terapia, é possível trabalhar justamente essa diferença entre pensamento, intenção e comportamento, além de reduzir a necessidade de aprovação e a culpa associada a pensamentos que surgem involuntariamente.


  • Como o Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) afeta a capacidade de antecipação de consequênci

    Como o Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) afeta a capacidade de antecipação de consequências?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Lucas de Lima Serena

    No Transtorno de Personalidade Borderline (TPB), a dificuldade em antecipar consequências pode estar relacionada principalmente à impulsividade e à intensidade das emoções.

    Em momentos de grande sofrimento emocional, a pessoa pode ter mais dificuldade para considerar consequências futuras e acabar tomando decisões com o objetivo de aliviar imediatamente aquilo que está sentindo. Isso não significa que ela seja incapaz de compreender as consequências, mas que, durante uma crise emocional, essa capacidade pode ficar prejudicada.

    Na psicoterapia, é possível trabalhar estratégias para reconhecer esses momentos de maior vulnerabilidade, aumentar o espaço entre o impulso e a ação e desenvolver formas mais seguras de lidar com emoções intensas.


  • Qual a importância da memória emocional implícita no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) ?

    Qual a importância da memória emocional implícita no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Lucas de Lima Serena

    A memória emocional implícita pode ajudar a compreender por que determinadas situações aparentemente pequenas despertam reações emocionais muito intensas no TPB.

    Experiências passadas podem deixar associações emocionais que são ativadas diante de situações que, de alguma forma, lembram experiências anteriores de rejeição, abandono, crítica ou insegurança. A pessoa pode não estar conscientemente pensando em uma experiência passada, mas seu organismo reage como se aquela ameaça estivesse acontecendo novamente.

    Na terapia, compreender essas associações pode ajudar o paciente a diferenciar o que pertence à situação atual daquilo que está sendo reativado por experiências anteriores, favorecendo respostas mais conscientes e menos automáticas.


  • Como a teoria do processamento emocional explica a autoagressão no Transtorno de Personalidade Borde

    Como a teoria do processamento emocional explica a autoagressão no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Lucas de Lima Serena

    A autoagressão no TPB pode, em alguns casos, funcionar como uma tentativa inadequada de regular emoções que se tornaram intensas demais. Algumas pessoas relatam que, após se machucar, sentem uma redução momentânea da tensão, do vazio ou da angústia.

    Isso ajuda a entender por que o comportamento pode acabar se repetindo: existe um sofrimento intenso, ocorre a autoagressão e, posteriormente, há um alívio temporário. Esse alívio pode reforçar o comportamento, mesmo que ele traga consequências negativas depois.

    Compreender essa função não significa justificar ou incentivar a autoagressão. O objetivo da psicoterapia é ajudar a pessoa a desenvolver estratégias alternativas e mais seguras para regular emoções intensas e interromper esse ciclo.


  • Qual a relação entre autoconceito instável e risco autoagressivo no Transtorno de Personalidade Bord

    Qual a relação entre autoconceito instável e risco autoagressivo no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Lucas de Lima Serena

    No TPB, algumas pessoas apresentam uma percepção de si bastante instável, que pode mudar de acordo com o contexto ou com as experiências nos relacionamentos. Em determinados momentos, podem se perceber como valiosas e capazes; em outros, podem sentir-se completamente inadequadas, rejeitadas ou sem valor.

    Quando essa mudança ocorre junto a emoções muito intensas, sentimentos de vazio, rejeição ou abandono podem se tornar especialmente difíceis de tolerar. Em algumas pessoas, isso pode aumentar o risco de comportamentos impulsivos ou autoagressivos.

    Por isso, o tratamento busca não apenas reduzir comportamentos de risco, mas também ajudar na construção de uma percepção de si mais estável, desenvolver habilidades de regulação emocional e melhorar a forma de lidar com conflitos e relacionamentos.


Perguntas frequentes

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