Perguntas do paciente (10)
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Tenho receio de mostrar certas qualidades minhas por medo da rejeição e por elas serem facilmente b
Tenho receio de mostrar certas qualidades minhas por medo da rejeição e por elas serem facilmente bem invejadas no contexto brasileiro como dedicação ao que me proponho a fazer, inteligência, detalhista, pragmático, direto e me preocupar em vestir bem e cuidar de aparência que é um tabu entre os homens. Como diminuir esse medo de rejeição e zombaria social que pode me acometer?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Uma coisa que pode ajudar é perceber que esconder suas qualidades também é uma forma de buscar aprovação.
Você pode ser inteligente, dedicado, cuidadoso com sua aparência, direto e detalhista sem que isso signifique ser arrogante.
Na terapia, eu trabalharia principalmente o medo por trás disso: “se eu mostrar quem sou, vão me rejeitar ou zombar de mim?”.
O objetivo não é fazer você deixar de se importar com os outros. É conseguir ser você mesmo sem precisar diminuir suas qualidades para ser aceito.
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Como ser uma pessoa interessante e atraente pra mim mesmo e por consequência pros outros?
Como ser uma pessoa interessante e atraente pra mim mesmo e por consequência pros outros?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Eu começaria mudando um pouco a pergunta: em vez de “como ser interessante para os outros?”, pensar em “como me tornar uma pessoa que eu gosto de ser?”.
Isso passa por autoconhecimento, autoestima, interesses próprios, valores e pela liberdade de não precisar da aprovação de todo mundo.
Na terapia, eu trabalharia justamente essa relação com você mesmo. Quando você se sente mais seguro de quem é, naturalmente fica mais fácil se relacionar com os outros sem precisar performar ou agradar o tempo todo.
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Tenho problemas com ansiedade, mas minha ansiedade parece estar ligada ao meu perfeccionismo (traço
Tenho problemas com ansiedade, mas minha ansiedade parece estar ligada ao meu perfeccionismo (traço de personalidade que tenho desde muito tempo). Geralmente quando não consigo ter certeza absoluta de tudo, sinto desconforto e ansiedade. Mas... como já tenho comportamentos obsessivos por causa do perfeccionismo e percebi que também sou impulsivo em meio a incerteza, gostaria de saber: quando devo começar a suspeitar de TOC?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Perfeccionismo e TOC podem se parecer, mas não são a mesma coisa.
Eu começaria a investigar TOC quando a necessidade de certeza, os pensamentos indesejados ou os comportamentos repetitivos começam a ocupar muito tempo, gerar sofrimento ou atrapalhar a vida.
Um ponto importante é observar se você faz algo repetidamente para aliviar a ansiedade: conferir, perguntar, pesquisar, buscar garantias ou tentar ter certeza absoluta.
Nesse caso, vale fazer uma avaliação adequada em vez de tentar descobrir sozinho se é TOC.
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É possível mudar qualquer crença central e qualquer crença intermediária disfuncional? E mesmo após
É possível mudar qualquer crença central e qualquer crença intermediária disfuncional? E mesmo após conseguir mudar essas crenças, depois de um tempo elas voltam fazendo com que o paciente tenha recaídas? Se o paciente tem recaídas por conta de que a crença disfuncional antiga voltou, então não é possível mudar crenças disfuncionais para sempre ou por algum tempo?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sim, é possível mudar crenças disfuncionais.
Mas mudar uma crença não significa que o pensamento antigo nunca mais vai aparecer. Em momentos de estresse, por exemplo, padrões antigos podem voltar.
A diferença é que, depois do trabalho terapêutico, você aprende a reconhecer esse padrão e responder a ele de outra maneira.
Por isso, uma recaída não significa que todo o tratamento foi perdido. Muitas vezes, significa que você precisa voltar a utilizar ferramentas que já aprendeu.
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Bom dia, estou tomando venlafaxina a 6 meses , me sentia ótima, tive vontade de viver novamente,
Bom dia, estou tomando venlafaxina a 6 meses , me sentia ótima, tive vontade de viver novamente, mais faz três dias que minhas crises voltaram, a angústia, coração acelerado , a cabeça dói, o entalo , oque fazer ?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Como você já estava bem e percebeu uma mudança importante nos últimos dias, eu não tentaria interpretar isso sozinho como “a medicação parou de funcionar”.
Converse com o psiquiatra que acompanha você antes de alterar ou suspender a venlafaxina.
Também vale observar o que mudou nos últimos dias: sono, rotina, estresse, alimentação, uso de outras substâncias ou alguma situação específica.
A psicoterapia pode entrar junto para entender o que está desencadeando ou mantendo essas crises.
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Por que investir em relacionamentos com amigos se a maioria das pessoas com quem tento vínculo e apr
Por que investir em relacionamentos com amigos se a maioria das pessoas com quem tento vínculo e aprofundo vão embora ou por questões profissionais o por namoro? Penso que é melhor ser sozinho, o máximo autossuficiente possível e desapegado do que tentar investir em relacionamento com as pessoas que vem e vão embora das nossas vidas e ter que procurando outros amigos pra preencher lacunas.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Eu entendo a lógica: se as pessoas podem ir embora, por que investir?
Mas existe uma diferença entre ser independente e se proteger de qualquer vínculo para não correr o risco de perder alguém.
As pessoas realmente entram e saem das nossas vidas. Isso não significa que os vínculos não tenham valor.
Na terapia, eu investigaria principalmente o que está por trás desse desejo de ser completamente autossuficiente: é uma escolha que combina com você ou uma forma de evitar a frustração e o abandono?
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Tenho um relacionamento aberto com meu esposo e vem funcionando bem para ambos por alguns anos, poré
Tenho um relacionamento aberto com meu esposo e vem funcionando bem para ambos por alguns anos, porém por vezes surgem dúvidas e dilemas que nos motivaram a querer fazer terapia de casal.
Estou com receio de marcar com um profissional e não nos sentirmos acolhidos ou compreendidos em nossa dinâmica por sermos abertos.
A pergunta é: em geral, os terapeutas de casal estão preparados pra acolher essa demanda, ou preciso procurar indicações de quem trabalhe especificamente com esse nicho?RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sim, é possível fazer terapia de casal em relacionamentos abertos.
O mais importante é encontrar um profissional que não parta da ideia de que existe apenas um modelo correto de relacionamento.
Vocês não precisam mudar a dinâmica do relacionamento para fazer terapia. O trabalho pode ser justamente entender o que está funcionando, quais acordos precisam ser ajustados e como lidar com ciúmes, inseguranças, limites e comunicação.
Eu perguntaria ao profissional, antes de marcar, se ele tem experiência ou disponibilidade para trabalhar com relacionamentos não monogâmicos.
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Como a terapia cognitivo comportamental (TCC) trabalha a baixa autoestima, ansiedade social e depres
Como a terapia cognitivo comportamental (TCC) trabalha a baixa autoestima, ansiedade social e depressão juntos? Crenças da baixa autoestima como: "eu sou feio", "ninguém vai me amar e me achar atraente". Crenças da depressão como: "Sou inútil", "ninguém gosta de mim", "não sou bom o suficiente", "todos são melhores do que eu". E crenças e pensamentos da ansiedade social como: "Estão me julgando", "Eu tenho que agradar todo mundo", "se me criticarem, significa que sou ruim".
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A TCC consegue trabalhar essas questões juntas porque elas muitas vezes fazem parte do mesmo ciclo.
Por exemplo: “não sou bom o suficiente” pode gerar insegurança, fazer você evitar situações sociais e, depois, aumentar o isolamento e a sensação de fracasso.
Na terapia, eu trabalharia esse ciclo como um todo: pensamentos, crenças, emoções e comportamentos.
E não é simplesmente trocar “sou feio” por “sou lindo”. É construir uma forma mais realista e saudável de enxergar você mesmo e aprender a se comportar de maneira diferente, mesmo quando a insegurança aparece.
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Como a terapia cognitivo comportamental (TCC) trabalha a baixa autoestima, ansiedade social e depres
Como a terapia cognitivo comportamental (TCC) trabalha a baixa autoestima, ansiedade social e depressão juntos?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Na depressão, é comum esperar voltar a ter energia e motivação para depois começar a fazer as coisas.
Na prática, muitas vezes precisamos fazer o caminho inverso.
Na TCC, trabalhamos a retomada gradual de atividades, organização da rotina, pensamentos negativos e crenças como “não consigo”, “não adianta” ou “sou inútil”.
A ideia não é obrigar a pessoa a pensar positivo. É ajudá-la a voltar a se movimentar, recuperar experiências positivas e construir novas formas de lidar com aquilo que está acontecendo.
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Como lidar com país narcisistas que ficam fazendo um jogo psicológico pesado baseado nas minhas cris
Como lidar com país narcisistas que ficam fazendo um jogo psicológico pesado baseado nas minhas crises psicóticas (esquizofrenia em questionamento)?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Se seus pais usam suas crises ou dificuldades psicológicas para controlar, humilhar ou desqualificar você, isso merece ser trabalhado com cuidado.
Eu começaria ajudando você a entender essa dinâmica, reconhecer o que está sob seu controle e construir limites mais claros.
Se existem crises psicóticas ou uma hipótese diagnóstica de esquizofrenia, também é importante manter acompanhamento psiquiátrico. Nesse caso, a psicoterapia e a avaliação médica podem caminhar juntas.
O objetivo não é simplesmente “enfrentar seus pais”, mas encontrar uma forma mais segura de lidar com essa relação.
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Perguntas frequentes
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Extraí 3 dentes e agora no 6 dia estou com secreção nasal com odor forte no lado direito lado das ex
Pelo fato de a secreção nasal estar ocorrendo apenas de um lado, com odor…