Perguntas do paciente (4)
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Perdi alguém recentemente por erros que cometi, não mudei atitudes que machucavam a pessoa. E agora
Perdi alguém recentemente por erros que cometi, não mudei atitudes que machucavam a pessoa. E agora que perdi, estou mudando essas atitudes por mim mas a culpa do “e se eu tivesse mudado antes”, continua vindo a tona…. O que fazer?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O que você está fazendo mostra um movimento importante de maturidade emocional. Conseguir reconhecer erros, sustentar a responsabilidade por eles e, ainda assim, escolher mudar, não por medo de perder alguém, mas por coerência com seus valores, é um passo profundo de crescimento.
A culpa pode ter uma função no início, mas quando você já está se responsabilizando e mudando suas atitudes, ela precisa dar lugar ao aprendizado. Permanecer preso ao “e se…” tende a te manter no passado, enquanto essa mudança que você está construindo pertence ao presente e ao futuro.
O desafio agora é continuar alinhando suas atitudes com aquilo que você acredita, permitindo que essa experiência se transforme em direção, não em punição contínua.
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Como lidar com o término do vínculo terapêutico? Minha psicóloga precisou me transferir por motiv
Como lidar com o término do vínculo terapêutico?
Minha psicóloga precisou me transferir por motivos pessoais dela, mas sinto que estou preso a ela. Tenho muitos pensamentos e sentimentos do quanto foi difícil essa transferência e parece que não consigo aceitar que isso aconteceu e seguir em frente. Já não faço terapia com ela tem meses e minha mente sempre fica voltando nisso com frequência.
Gostaria de saber como posso aceitar que nosso vínculo acabou e seguir minha vida?RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O que você descreve é mais comum e mais significativo do que parece. Quando um vínculo terapêutico é interrompido, especialmente sem um fechamento que ajude a elaborar isso, é natural que fiquem sentimentos de apego, confusão, até uma sensação de “incompleto”.
Não se trata apenas de “aceitar e seguir em frente”, mas de processar o que esse vínculo representou para você. Muitas vezes, a relação terapêutica toca necessidades emocionais profundas, e a interrupção pode reativar sentimentos antigos de perda, abandono ou falta de controle. Alguns pontos que podem te ajudar: O fato de sua mente ainda voltar a isso não é um sinal de fraqueza, mas de que essa experiência ainda não foi integrada emocionalmente. Tentar “forçar” o esquecimento costuma intensificar o sofrimento. O caminho é dar significado ao que foi vivido.
Retomar a terapia com outro profissional pode ser um passo importante, não para substituir a terapeuta anterior, mas para elaborar essa ruptura com segurança.
Um bom processo terapêutico agora vai justamente te ajudar a entender por que esse vínculo foi tão marcante dar um lugar saudável a essa experiência construir novas formas de seguir, sem precisar apagar o que foi importante.
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Muitos pacientes com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) sentem uma falta de controle sobre
Muitos pacientes com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) sentem uma falta de controle sobre suas emoções e comportamentos. Como podemos trabalhar a percepção de controle no tratamento, especialmente se o paciente nega o diagnóstico?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A sensação de falta de controle emocional no Transtorno de Personalidade Borderline não deve ser abordada a partir do rótulo, especialmente quando há negação do diagnóstico, mas sim da experiência vivida pelo paciente.
Pela Terapia do Esquema e pela Teoria do Apego, compreendemos que essas reações intensas muitas vezes estão ligadas a histórias de invalidação emocional e insegurança nos vínculos, onde o paciente não aprendeu a reconhecer, nomear e regular suas emoções de forma segura.
Nesse contexto, o trabalho terapêutico envolve validar o sofrimento, ensinar gradualmente estratégias de regulação emocional e ampliar a consciência sobre os gatilhos e padrões de comportamento, sem julgamentos.
Além disso, fortalecer a relação terapêutica como um espaço seguro e previsível ajuda o paciente a desenvolver, aos poucos, maior senso de controle interno. Com o tempo, ele passa a perceber que, mesmo sentindo intensamente, pode aprender novas formas de lidar com suas emoções e escolhas.
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A sensação de abandono é um dos sintomas centrais do Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) .
A sensação de abandono é um dos sintomas centrais do Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) . Como podemos abordar o medo de abandono com pacientes que negam o diagnóstico e não reconhecem esse medo como parte do transtorno?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O medo de abandono, comum no Transtorno de Personalidade Borderline, nem sempre é reconhecido pelo próprio paciente e, nesses casos, o mais importante não é focar no diagnóstico, mas na experiência emocional.
Pela Terapia do Esquema e pela Teoria do Apego, entendemos que esse medo está ligado a vivências profundas de insegurança nos vínculos. Por isso, a abordagem mais eficaz envolve acolher a dor, validar os sentimentos e ajudar o paciente a identificar padrões nos relacionamentos, sem confronto direto.
Ao longo do processo, a construção de uma relação terapêutica segura e consistente permite que o paciente, gradualmente, reconheça suas emoções e necessidades, favorecendo o desenvolvimento de maior segurança emocional.
Perguntas frequentes
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Estou querendo tomar chá de unha de gato e uxi amarelo porem tomo sertralina. Posso tomar ?
Não existem estudos clínicos de boa qualidade que garantam a segurança da…