Perguntas do paciente (20)

  • Estava fazendo uso do Valproato de sódio, porém o meu cabelo começou a cair muito. Não estou mais f

    Estava fazendo uso do Valproato de sódio, porém o meu cabelo começou a cair muito.
    Não estou mais fazendo uso do medicamento,
    quanto tempo após a suspensão do medicamento o cabelo para de cair?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Lúcio Botelho

    A queda de cabelo associada ao valproato de sódio, tecnicamente chamada de eflúvio telógeno, é um efeito colateral reversível, mas a recuperação não acontece do dia para a noite. Geralmente, o cabelo para de cair de forma acentuada entre três a seis meses após a suspensão total do medicamento.

    Esse intervalo ocorre porque o ciclo de vida do fio de cabelo é lento; os fios que caem hoje foram afetados pela medicação semanas ou meses atrás. Após a interrupção, o folículo capilar precisa desse tempo para "resetar" e iniciar um novo ciclo de crescimento saudável. Na grande maioria dos casos, o volume e a espessura do cabelo retornam ao normal espontaneamente.

    É fundamental que essa interrupção tenha sido validada pelo seu psiquiatra, pois o valproato é um estabilizador de humor essencial, e a suspensão sem uma alternativa adequada pode causar recaídas no quadro emocional. Se após seis meses a queda persistir, é recomendável investigar outros fatores, como níveis de zinco, ferritina ou questões hormonais, que também podem ter sido afetados.


  • Qual o melhor horário para tomar a sertralina?

    Qual o melhor horário para tomar a sertralina?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Lúcio Botelho

    O melhor horário para tomar a sertralina depende, fundamentalmente, de como o seu corpo reage ao medicamento nas primeiras semanas, pois ela pode ter efeitos distintos em cada pessoa. De forma geral, a psiquiatria recomenda que ela seja ingerida sempre no mesmo horário para manter o nível do remédio constante no sangue, preferencialmente logo após uma refeição, como o café da manhã ou o jantar. Comer antes de tomar o comprimido é crucial porque a sertralina pode irritar a parede do estômago, causando náuseas ou queimação, e a presença de alimento ajuda muito a reduzir esses desconfortos e até melhora a absorção da medicação pelo organismo.

    Se você perceber que a sertralina te deixa mais desperto, agitado ou com dificuldade para pegar no sono, o horário ideal é pela manhã. Assim, o efeito estimulante ocorre durante o dia e não atrapalha o seu descanso noturno. Por outro lado, se você sentir sonolência, cansaço ou uma sensação de lentidão após o uso, o mais indicado é passar a dose para o período da noite, antes de dormir, transformando esse efeito colateral em um aliado para o seu sono.

    O ponto principal é a observação: nos primeiros dias, note se o remédio te "ativa" ou te "derruba". Caso você ainda não tenha iniciado ou não sinta nenhum desses efeitos, começar pela manhã costuma ser a conduta mais comum. O mais importante é nunca interromper o uso por conta própria e, caso decida trocar o horário de manhã para a noite (ou vice-versa), informe seu médico para que ele oriente como fazer essa transição de forma segura, garantindo que o tratamento mantenha a eficácia desejada.


  • Tomo Desvenfalexina 100mg esqueci de tomar um dia e fiquei com sintomas, de ansiedade , enjoo, treme

    Tomo Desvenfalexina 100mg esqueci de tomar um dia e fiquei com sintomas, de ansiedade , enjoo, tremedeira e coração acelerado passou 2 semanas e ainda estou com queimação no estômago e fome , tremedeira e coração acelerado, voltei no medico e ele acrescentou ansitec 10 mg uma vez ao dia , mais fiquei com dúvida e medo de tomar, pq eu li q tem q tomar o ansitec 2 ou 3 vezes ao dia, se eu não tomar o ansitec é só manter o desvelafaxina 100 não vou voltar ao normal depois de 30 dias? Se tomar o ansitec com desvelafaxina 1 x ao dia vai funcionar? Ou melhor esperar normalizar somente com desvelafaxina?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Lúcio Botelho

    A desvenlafaxina possui uma meia-vida curta (cerca de 11 horas). Ao esquecer a dose de 100mg, ocorre uma queda abrupta na concentração plasmática, disparando uma síndrome de descontinuação. Os sintomas iniciais que você sentiu — náuseas, tremores e taquicardia — são reações neurovegetativas esperadas diante dessa flutuação.

    O fato de os sintomas persistirem por duas semanas indica que o esquecimento da dose funcionou como um gatilho para a recrudescência da ansiedade. A queimação epigástrica, a fome e a aceleração cardíaca são manifestações de um sistema nervoso autonômico que ainda não retomou a homeostase (o equilíbrio).

    O seu médico optou por uma estratégia de potencialização.Mecanismo:

    A buspirona é um agonista parcial de receptores 5HT1A. Ela ajuda a modular a ansiedade sem o risco de dependência dos benzodiazepínicos (tarjas pretas).

    Posologia de 10mg/dia: Embora a farmacocinética da droga geralmente exija doses fracionadas, iniciar com 10mg ao dia é uma conduta padrão para testar a tolerabilidade gástrica e evitar efeitos adversos iniciais.

    Sinergia: A combinação com a desvenlafaxina é segura e visa "fechar a lacuna" que o antidepressivo sozinho não está conseguindo cobrir neste momento de crise.

    A queimação gástrica é um sintoma somático comum da ansiedade. Ao tratar a base ansiosa com o reforço do Ansitec, a tendência é que esse desconforto estomacal regrida junto com os tremores.


  • O que é considerado um quadro depressivo? Quanto tempo ele pode durar? Se a pessoa apresentar sintom

    O que é considerado um quadro depressivo? Quanto tempo ele pode durar? Se a pessoa apresentar sintomas em momentos espaçados, durante dois anos, como contar quantos quadros a pessoa tece nesse período?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Lúcio Botelho

    Um quadro depressivo, dentro da psiquiatria clínica, é definido por um conjunto de sintomas que persistem por quase todos os dias, durante a maior parte do dia, por um período mínimo de duas semanas. Não se trata apenas de uma tristeza passageira, mas de uma alteração profunda no funcionamento do indivíduo. Os pilares centrais são o humor deprimido e a perda de interesse ou prazer em quase todas as atividades (anedonia), frequentemente acompanhados de alterações no sono, apetite, energia e capacidade de concentração.

    A duração de um episódio depressivo é variável. Se não for tratado, um quadro de depressão maior pode durar de seis a doze meses, embora em muitos casos ele se torne crônico se não houver intervenção terapêutica adequada. Com o tratamento correto, espera-se uma remissão dos sintomas em alguns meses, mas o tempo total depende da gravidade e da resposta individual de cada organismo.

    Para contar quantos episódios uma pessoa teve em um período de dois anos, utilizamos o critério do intervalo de recuperação. Na Psiquiatria, consideramos um novo episódio quando os sintomas desaparecem completamente por pelo menos dois meses consecutivos e depois retornam. Se os sintomas aparecem de forma espaçada, mas o intervalo entre eles é menor que dois meses, geralmente entendemos que a pessoa ainda está dentro do mesmo quadro clínico que oscilou, e não que teve múltiplos episódios diferentes. Se o intervalo de bem-estar for superior a dois meses, cada retorno dos sintomas é contado como um novo episódio depressivo.


  • Um médico famoso (mas não é psiquiatra) disse que a hipomania pode ocorrer em várias outras doenças

    Um médico famoso (mas não é psiquiatra) disse que a hipomania pode ocorrer em várias outras doenças psiquiátricas, é verdade? Se sim, quais são?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Lúcio Botelho

    Sua pergunta é bem importante e merece um texto mais longo. Muitos médicos confudem esse tema.

    De acordo com a Psiquiatria e os critérios do DSM-5-TR, a hipomania não é uma doença isolada, mas um tipo de episódio que define o diagnóstico de Transtorno Bipolar. No entanto, a confusão mencionada por esse médico ocorre porque os sintomas de "aceleração" física e mental estão presentes em diversos outros quadros, o que exige um diagnóstico diferencial rigoroso.

    Embora a hipomania espontânea aponte para o espectro bipolar (tanto no Tipo I quanto no Tipo II), as condições que mais mimetizam esse estado são:

    Transtorno de Personalidade Borderline: É o que mais gera confusão. O paciente apresenta picos de euforia e impulsividade que lembram a hipomania, mas essas oscilações costumam durar horas e são reativas a eventos externos. Na hipomania, o estado é sustentado por dias e independe de fatos externos.

    TDAH (Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade): A inquietude, a fala acelerada e a busca por estímulos podem ser confundidas com hipomania. A diferença é que no TDAH esses traços são crônicos (desde a infância), enquanto na hipomania eles representam uma ruptura clara com o comportamento normal da pessoa.

    Transtorno Esquizoafetivo: Neste quadro, o paciente apresenta episódios de humor (como a hipomania ou mania) simultaneamente a sintomas psicóticos (como delírios e alucinações) que ocorrem mesmo na ausência de alteração de humor.

    Uso de Substâncias e Medicamentos: O uso de estimulantes (anfetaminas, cocaína) ou até a "virada" causada por antidepressivos em pacientes predispostos pode criar um quadro idêntico à hipomania, mas tecnicamente classificado como induzido por substância.

    Ciclotimia: Uma forma crônica e mais leve do espectro bipolar, onde o paciente oscila entre sintomas hipomaníacos e depressivos que não têm intensidade suficiente para fechar o diagnóstico de um episódio maior.

    Causas Médicas Orgânicas: Alterações endócrinas, como o hipertireoidismo, podem acelerar o metabolismo a ponto de o paciente apresentar agitação, insônia e fala acelerada, simulando perfeitamente um estado hipomaníaco.

    Em resumo: a hipomania "verdadeira" pertence ao espectro bipolar, mas a "aceleração" é um sintoma comum a várias patologias que o psiquiatra precisa separar com precisão.


  • A ação do escitalopram pode ser prejudicada em quem usa vape (cigarro eletrônico?), a curto prazo? T

    A ação do escitalopram pode ser prejudicada em quem usa vape (cigarro eletrônico?), a curto prazo? Tipo, demorar mais tempo pra fazer efeito?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Lúcio Botelho

    Sim, o uso de cigarro eletrônico (vape) pode interferir no tratamento com escitalopram, inclusive a curto prazo, embora o mecanismo seja diferente do cigarro comum. Enquanto o cigarro de papel acelera o metabolismo do fígado devido à queima do tabaco, no vape o problema central é a nicotina e seu efeito direto no sistema nervoso.

    A nicotina é um estimulante que aumenta a liberação de adrenalina e cortisol, elevando a frequência cardíaca e a ansiedade física. Como o escitalopram precisa de algumas semanas para equilibrar a serotonina e acalmar o cérebro, a entrada constante de um estimulante potente como a nicotina cria uma espécie de "cabo de guerra". Na prática, você está tentando frear a ansiedade com o remédio enquanto acelera o organismo com o vape.

    Isso pode, sim, dar a sensação de que o remédio está demorando mais para fazer efeito ou que a dose é insuficiente, pois os sintomas físicos causados pela nicotina (palpitação, inquietação e irritabilidade) se confundem com os sintomas da própria ansiedade que o escitalopram deveria tratar. Além disso, nos primeiros dias de uso do antidepressivo, o corpo já passa por uma fase de adaptação natural; o uso do vape nesse período pode intensificar colaterais como insônia e agitação, tornando o início do tratamento muito mais desconfortável.

    Portanto, embora não ocorra uma "anulação" química do comprimido, o vape pode mascarar os benefícios iniciais e retardar a percepção de melhora clínica, dificultando a estabilização que o médico busca alcançar nas primeiras semanas.


  • Bom dia. Quanto tempo demora o socian a ser eliminado do organismo?

    Bom dia.
    Quanto tempo demora o socian a ser eliminado do organismo?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Lúcio Botelho

    A amisulprida é um medicamento antipsicótico que é utilizado no tratamento de diversos transtornos psiquiátricos, como esquizofrenia, transtorno bipolar e depressão. A meia-vida da amissulprida é de aproximadamente 12 horas, dependendo de diversos fatores individuais, como idade, função hepática, metabolismo e outras condições de saúde.

    A meia-vida de um medicamento é o tempo que leva para a concentração do medicamento no corpo ser reduzida pela metade. Para estimar quando o medicamento desaparece completamente do corpo, você pode considerar aproximadamente cinco meias-vidas. Portanto, um medicamento com meia-vida de 12 horas levaria cerca de 60 horas (2,5 dias) para ser eliminado do corpo.

    Como sempre, é importante seguir as orientações do seu médico em relação à utilização e interrupção de qualquer medicação. Se tiver dúvidas específicas sobre a sulpirida ou a sua eliminação do organismo, recomendo que consulte o seu médico ou profissional de saúde para obter informações mais precisas e adequadas ao seu caso individual.


  • Quanto tempo leva para a carbomazepina sair do organismo?

    Quanto tempo leva para a carbomazepina sair do organismo?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Lúcio Botelho

    Prezado (a),

    A carbamazepina tem uma meia-vida de eliminação que geralmente varia entre 12 a 17 horas em adultos saudáveis. Isso significa que pode levar vários dias para que a substância seja completamente eliminada do organismo, dependendo de fatores como a dosagem, a frequência de uso, o metabolismo individual e a função hepática e renal da pessoa.

    Em geral, pode-se estimar que a carbamazepina pode permanecer no corpo por cerca de 5 a 7 dias após a suspensão do uso, mas isso pode variar de pessoa para pessoa. Para informações mais específicas e aconselhamento sobre o uso de medicamentos, é sempre melhor consultar um profissional de saúde.


  • Boa noite. Tomava o sertralina de 50mg mas parei por motivos mais. Retornei com o de 100 por indicaç

    Boa noite. Tomava o sertralina de 50mg mas parei por motivos mais. Retornei com o de 100 por indicação do psiquiatra. No primeiro dia já apareceu alguns efeitos como: Boca seca, sensação de tontura e enjôo. É normal? Posso continuar?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Lúcio Botelho

    Os antidepressivos podem ser muito eficazes no tratamento da depressão, mas, como qualquer medicamento, podem causar efeitos colaterais. Esses efeitos podem variar dependendo do tipo de antidepressivo e do indivíduo que o está tomando. Aqui estão alguns dos efeitos colaterais comuns e algumas estratégias para minimizar sua incidência:

    Efeitos Colaterais Comuns:
    1- Náusea: Frequente no início do tratamento, mas geralmente diminui com o tempo.
    2- Aumento de Peso: Especialmente comum com alguns antidepressivos mais antigos como os tricíclicos.
    3- Sonolência ou Insônia: Alguns antidepressivos podem causar sedação, enquanto outros podem causar insônia.
    4- Boca Seca: Um efeito colateral comum que pode ser desconfortável.
    5- Alterações Sexuais: Redução da libido, dificuldades em alcançar o orgasmo, entre outros.
    6- Ansiedade ou Agitação: Algumas pessoas podem sentir-se mais ansiosas ou agitadas, especialmente no início do tratamento.
    7- Constipação ou Diarreia: Problemas gastrointestinais podem ocorrer.
    8- Dores de cabeça: Podem ocorrer, mas frequentemente são transitórias.

    Como Diminuir a Incidência de Efeitos Colaterais:

    1- Iniciar com Doses Baixas: Começar com uma dose baixa e aumentar gradualmente conforme necessário pode ajudar a minimizar efeitos colaterais.
    2- Tomar com Alimentos: Alguns antidepressivos são melhor tolerados quando tomados com alimentos para minimizar a náusea.
    3- Tomar à Noite: Se o medicamento causa sonolência, tomá-lo antes de dormir pode ser útil.
    4- Hidratação e Higiene Bucal: Mascar chiclete sem açúcar, beber água frequentemente e manter uma boa higiene oral podem ajudar a combater a boca seca.
    5- Atividade Física: Exercícios regulares podem ajudar a combater o ganho de peso e melhorar a qualidade do sono.
    Informar ao Médico: É importante comunicar todos os efeitos colaterais ao médico, que pode ajustar a dose ou trocar o medicamento.
    6- Não Descontinuar Subitamente: Parar o uso do antidepressivo abruptamente pode causar sintomas de abstinência. A descontinuação deve ser feita sob supervisão médica.
    7- Acompanhamento Psicológico: Terapia concomitante pode ajudar a gerenciar efeitos colaterais e aumentar a eficácia do tratamento.

    Lembrando que cada pessoa reage de forma diferente aos medicamentos, e o acompanhamento constante do médico é fundamental para ajustar o tratamento conforme necessário.


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  • Eu estou tomando também a bupropiona e naltrexona, e estou com muita ansia de vomito. Isso é normal?

    Os medicamentos bupropiona e naltrexona pode causar muita ansia de vomito? Eles podem ser tomados em jejum?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Lúcio Botelho

    A bupropiona e a naltrexona são medicamentos que podem ter efeitos colaterais, e alguns pacientes podem relatar náuseas ou vômitos ao usá-los. No entanto, a intensidade e a ocorrência desses efeitos colaterais podem variar de pessoa para pessoa.

    Dentre os efeitos colaterais comnus da Bupropiona podemos observar boca seca, insônia, ansiedade e, em alguns casos, náuseas. Estudos clínicos indicam que cerca de 10% a 20% das pessoas que usam bupropiona relatam náuseas. As náuseas costumam ser leves a moderadas e podem melhorar com o tempo à medida que o corpo se ajusta ao medicamento.

    A náusea com o uso de naltrexona também é comum. Estudos mostram que cerca de 20% a 30% dos pacientes podem relatar náuseas durante o tratamento com naltrexona. Assim como com outros medicamentos, a intensidade das náuseas pode variar entre os indivíduos, e em muitos casos, esse efeito colateral tende a melhorar com o tempo.

    Quanto à administração em jejum, em geral, a bupropiona pode ser tomada com ou sem alimentos, mas tomar com alimentos pode ajudar a reduzir o potencial de efeitos colaterais gastrointestinal. A naltrexona também pode ser tomada em jejum, mas alguns pacientes acham que tomar com alimentos ajuda a prevenir náuseas.

    É essencial conversar com seu médico(a), especialmente se você estiver preocupado com efeitos colaterais ou a melhor forma de administrá-los. Ele (a) poderá fornecer recomendações baseadas na sua situação específica.


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  • O cloridrato de venlafaxina tomado para combater TAG, sem depressão, pode causar disfunção sexual? Q

    O cloridrato de venlafaxina tomado para combater TAG, sem depressão, pode causar disfunção sexual? Quais as soluções possíveis?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Lúcio Botelho

    Sim, o cloridrato de venlafaxina, utilizado no tratamento de Transtorno de Ansiedade Generalizada (TAG), pode, em alguns casos, causar disfunção sexual como efeito colateral. Essa é uma preocupação comum para muitas pessoas que tomam antidepressivos, incluindo a venlafaxina.

    Existem algumas soluções possíveis para lidar com a disfunção sexual associada ao uso de venlafaxina ou outros antidepressivos:

    1. Comunicação com o médico: É fundamental relatar quaisquer efeitos colaterais, incluindo disfunção sexual, ao médico que prescreveu a medicação. Eles podem ajustar a dose, trocar para outro medicamento ou sugerir estratégias adicionais para lidar com esse efeito colateral.

    2. Combinação com outras abordagens: Em alguns casos, o médico pode recomendar a combinação de tratamentos, como terapia cognitivo-comportamental para a ansiedade, juntamente com a venlafaxina, para abordar os sintomas de TAG sem comprometer tanto a função sexual.

    3. Discussão sobre alternativas: Em certos casos, pode ser que seu médico opte por mudar para um medicamento diferente que tenha menos probabilidade de causar disfunção sexual.

    É essencial ter uma conversa aberta e franca com seu médico sobre quaisquer preocupações que você tenha em relação à disfunção sexual ou outros efeitos colaterais que esteja experimentando. Juntos, vocês podem encontrar a melhor abordagem para tratar sua TAG sem comprometer significativamente sua qualidade de vida e bem-estar sexual.


  • Olá. Passei no psiquiatra que me deu sertralina 50 mg, passei muito mal voltei lá e ele aumentou a d

    Olá. Passei no psiquiatra que me deu sertralina 50 mg, passei muito mal voltei lá e ele aumentou a dosagem para 100 mg e me deu mais um remédio para dormi, continuei passando muito mal. Consultei uma neurologista que mudou a medicação para nortriptilina de 25mg. Continuei passando muito mal, parei a medicação por contra própria em 19/09. Os sintomas diminuiram, mas continuo sentindo palpitação, vômito, dores no peito, formigamento, é normal?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Lúcio Botelho

    Sinto muito ouvir sobre sua experiência desconfortável com as medicações prescritas. É essencial sempre comunicar quaisquer efeitos colaterais ou reações adversas ao seu médico para que possam ajustar o tratamento conforme necessário.

    Quanto aos sintomas que você está sentindo, como palpitações, vômitos, dores no peito e formigamentos, é importante destacar que esses sintomas não devem ser ignorados. Eles podem ser reações adversas às medicações, mas também podem indicar outras questões de saúde que requerem atenção médica imediata.

    Para contornar os efeitos colaterais dos psicofárcamos é importante comecar com doses baixas e a depender da sensibilidade do paciente com doses ainda mais baixas, para diminuir as chances desses efeitos indesejados. Normalmente essa fase da adaptação ao medicamento não costuma durar mais de que uam semana.

    É crucial não interromper ou ajustar medicamentos por conta própria, pois isso pode ter consequências sérias para sua saúde. Busque ajuda médica o mais rápido possível para uma avaliação adequada e um plano de ação apropriado para lidar com seus sintomas. Sua saúde e bem-estar são prioridade.


  • tomei clonazepan gotas(4 gotas) por uma semana e me deu labirintite fui levantar e sorte que cai na

    Clonazepam gotas pode causar labirintite?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Lúcio Botelho

    O clonazepam é um medicamento da classe dos benzodiazepínicos, utilizado principalmente para tratar transtornos de ansiedade, convulsões e outros distúrbios. Ele não é tipicamente associado à labirintite, que é uma inflamação do labirinto, parte do ouvido interno responsável pelo equilíbrio. No entanto, alguns pacientes podem experimentar efeitos colaterais que incluem tontura ou problemas de equilíbrio, que poderiam mimetizar sintomas de labirintite.

    Se você suspeita que o uso de clonazepam está afetando seu equilíbrio ou causando sintomas similares à labirintite, é importante consultar um profissional de saúde para discutir seus sintomas e a medicação que está utilizando. Fico a disposição.


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  • Estou amamentando posso tomar Ritmoneuran meu bebe tem 1 ano e 4 meses?

    Estou amamentando posso tomar Ritmoneuran meu bebe tem 1 ano e 4 meses?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Lúcio Botelho


    ChatGPT
    A Passiflora incarnata, comumente conhecida como flor-da-passi, é uma planta frequentemente utilizada por suas propriedades calmantes e ansiolíticas. No entanto, seu uso durante a amamentação deve ser abordado com cautela.

    Considerações sobre o uso de Passiflora incarnata durante a amamentação:
    Falta de Estudos: Há uma escassez de estudos específicos que avaliem a segurança da Passiflora incarnata em mulheres que estão amamentando. Por isso, não se pode afirmar com certeza que é completamente segura.

    Potencial de Efeitos Sedativos: A planta tem propriedades sedativas, o que pode afetar tanto a mãe quanto o bebê. É importante considerar como essas propriedades podem influenciar a amamentação e os padrões de sono do lactente.

    Consulta Profissional: É sempre recomendável que mulheres grávidas ou amamentando consultem um médico ou um profissional de saúde antes de usar qualquer suplemento ou erva, incluindo Passiflora incarnata.

    Alternativas Seguras: Para lidar com a ansiedade ou dificuldades de sono durante a amamentação, é aconselhável buscar alternativas comprovadas e seguras, como técnicas de relaxamento, exercícios leves, ou outras opções que um profissional de saúde possa sugerir.

    Se você está considerando o uso da Passiflora incarnata ou tem preocupações sobre a amamentação, falar com um profissional de saúde é a melhor abordagem.


  • Uso Cloridrato de Venlafaxina, posso ingerir cerveja?

    Uso Cloridrato de Venlafaxina, posso ingerir cerveja?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Lúcio Botelho

    O uso de cerveja ou outras bebidas alcoólicas por pacientes em tratamento com cloridrato de venlafaxina (um antidepressivo utilizado para tratar depressão e transtornos de ansiedade) deve ser abordado com cautela. Aqui estão algumas considerações:

    Interações com Álcool: O álcool pode potencialmente aumentar os efeitos colaterais da venlafaxina, como sonolência, tontura e problemas de concentração. Isso pode aumentar o risco de acidentes ou quedas.

    Efeitos sobre a Saúde Mental: O álcool pode interferir na eficácia do tratamento para a depressão e ansiedade, possivelmente agravando os sintomas.

    Recomendações Médicas: Geralmente, é recomendado que os pacientes que usam antidepressivos, incluindo venlafaxina, evitem o consumo de álcool. Cada caso é único, e a decisão deve ser sempre discutida com um médico.

    Variabilidade Individual: A tolerância ao álcool pode variar entre os indivíduos. Algumas pessoas podem apresentar reações mais severas ao combinar álcool e venlafaxina.

    Se você ou alguém em tratamento com venlafaxina está considerando consumir cerveja ou álcool, é crucial consultar um profissional de saúde para obter orientação específica com base na situação clínica e na história médica.


  • Faco uso de LEXAPRO. Posso tomar DORIL DC para dor de cabeça? Obrigada!

    Faco uso de LEXAPRO. Posso tomar DORIL DC para dor de cabeça? Obrigada!

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Lúcio Botelho

    O escitalopram, um antidepressivo da classe dos inibidores seletivos da recaptação de serotonina (ISRS), pode ter interações com diferentes substâncias, mas suas interações com dipirona (um analgésico e antitérmico) e cafeína (um estimulante do sistema nervoso central) são geralmente consideradas mínimas.

    Dipirona:
    Interação: Não há interações significativas conhecidas entre escitalopram e dipirona. A dipirona é amplamente utilizada como analgésico e antitérmico, e em geral pode ser usada juntamente com escitalopram, mas é sempre importante consultar um médico, especialmente se estiver usando outros medicamentos.
    Cafeína:
    Interação: A cafeína também não apresenta interações significativas com o escitalopram. No entanto, como a cafeína é um estimulante, seu uso excessivo pode potencialmente aumentar a ansiedade ou a agitação em algumas pessoas, que pode ser um efeito colateral do escitalopram.
    Considerações Finais:
    Embora não haja interações relevantes, é sempre aconselhável que pacientes sob tratamento com escitalopram discutam o uso de qualquer medicação adicional, incluindo medicamentos de venda livre e suplementos, com seu médico. Cada caso pode apresentar variáveis que precisam ser consideradas, como condições de saúde individuais e outros medicamentos em uso.

    Se houver dúvidas específicas ou sintomas relacionados ao uso desses medicamentos, é sempre recomendável consultar um profissional de saúde.


  • Tomo quetiapina e estou querendo tomar anticoncepcional... tem algum problema ? O uso desse medicame

    Tomo quetiapina e estou querendo tomar anticoncepcional... tem algum problema ? O uso desse medicamento com anticoncepcional?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Lúcio Botelho

    O fumarato de quetiapina é um antipsicótico utilizado no tratamento de transtornos psiquiátricos, como esquizofrenia e transtorno bipolar. Em relação à sua interação com anticoncepcionais orais, não há evidências fortes que indiquem que a quetiapina reduza a eficácia dos anticoncepcionais orais.

    Considerações sobre a interação:
    Metabolismo: A quetiapina não é conhecida por afetar o metabolismo dos hormônios presentes nos anticoncepcionais orais.

    Evidências Clínicas: Estudos têm mostrado que a quetiapina não interfere significativamente com a eficácia dos anticoncepcionais orais em termos de alterações nas taxas de gravidez.

    Outros Fatores: O que pode afetar a eficácia dos anticoncepcionais é o uso de outros medicamentos que induzem enzimas hepáticas, como alguns antibióticos e anticonvulsivantes, mas a quetiapina não se enquadra nessa categoria.


  • A combinação de Depakote mais Desvenlafaxina é uma boa opção para o tratamento de transtorno de pers

    A combinação de Depakote mais Desvenlafaxina é uma boa opção para o tratamento de transtorno de personalidade Borderline?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Lúcio Botelho

    Não há medicações específicas para o tratamento do Transtorno de personalidade borderline. As medicações tem por objetivo atenuar determinados sintomas como a instabilidade do humor, mudanças rápidas de humor, a hiperreativiade (pávio curto, se incomodar com coisas pequenas ou irrevelantes) impulsividade, agressividade, etc. É muito frequente a coexistência de outras transtornos psiquiátricos com a personalidade borderline. Depressão, ansiedade, abuso de substâncias, transtorno bipolar tem alta prevalência com a personalidade Borderline. Tratá-los é imperativo. A psicoterapia é o tratamento de primeira linha, os medicamentos devem ser encarados como terapêutica complementar. Os resultados são alcançados com o trabalho conjunto da equipe de saúde mental (Psiquitra, Psicológo), paciente e familiares.


  • Meu psiquiatra passou o zolpiden pra dormir e o depakene pra eu tomar de 12 em 12 horas, mas não me

    Meu psiquiatra passou o zolpiden pra dormir e o depakene pra eu tomar de 12 em 12 horas, mas não me falou se eu posso ou não tomar o zolpidem junto com o depakene, minha dúvida é se posso tomar o depakene junto com o zolpidem.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Lúcio Botelho

    O Zolpidem é uma medicação indutora do sono e deve ser tomado a noite, cerca de 10 a 20 minutos antes do horário pretendido para dormir . Não há impedimento para tomar ambas as medicações (Depakene e Zolpidem) juntas no mesmo horário.


  • Qual a melhor maneira de tratar o trastorno do pânico?

    Qual a melhor maneira de tratar o trastorno do pânico?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Lúcio Botelho

    Olá! A abordagem do Transtorno de Pânico depreende da gravidade dos sintomas. Quadros leves e eventualmente moderados podem ser abordados apenas com psicoterapia. Quadros em que há comprometimento funcional (trabalho, relações sociais, lazer estão prejudicados pelo ataques de ansiedade ou pelo medo de novos ataques) em virtude da intensidade dos sintomas panicosos mais intensos, mais graves, o uso de psicofármacos, a exemplo os ISRS (inibidores da receptação de serotonina) é necessário. Cada caso precisa ser individualizado e a necessidade de uma avaliação presencial com o médico psiquiatra é fundamental.


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