Perguntas do paciente (5)

  • Estou fazendo a troca da desvenlafaxina 50mg para a fluoxetina 20mg. Tomando meio cp da desve e um i

    Estou fazendo a troca da desvenlafaxina 50mg para a fluoxetina 20mg. Tomando meio cp da desve e um inteiro da fluo. Estou me sentindo tonta e ansiosa. Isso é normal?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Ludmilla Ferreira de Aragão

    Os pacientes frequentemente sentem incômodo com o desmame da desvenlafaxina, podendo relatar tontura, dor ou sensação de choque na cabeça. Os primeiros dias de tratamento com a fluoxetina podem causar ansiedade. O que está sentindo provavelmente é efeito da troca e tende a melhorar com o passar dos dias. Se estiver com sintomas muito intensos ou caso piorem, converse com seu/sua psiquiatra para marcarem uma consulta e rever o esquema medicamentoso.


  • Tomo 150mg de sertralina às 09 da manhã há 3 meses e estou sentindo muita sonolência durante o dia,

    Tomo 150mg de sertralina às 09 da manhã há 3 meses e estou sentindo muita sonolência durante o dia, posso fazer uma mudança de horário?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Ludmilla Ferreira de Aragão

    Algumas pessoas relatam sonolência com o uso de Inibidores Seletivos da Recaptação de Serotonina (classe medicamentosa da sertralina), apesar de não ser o mais comum. É possível fazer uma mudança de horário da tomada nesses casos, mas antes disso, converse com seu/sua psiquiatra, pois outros fatores na sua rotina podem estar causando essa sonolência. A consulta permite uma investigação mais aprofundada.


  • Como saber se o que sinto é ansiedade normal do dia a dia ou um transtorno de ansiedade que precisa

    Como saber se o que sinto é ansiedade normal do dia a dia ou um transtorno de ansiedade que precisa de tratamento?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Ludmilla Ferreira de Aragão

    Excelente pergunta. Todos sentimos algum grau de ansiedade em resposta ao estresse ou situações desconhecidas que não podemos controlar. A ansiedade deixa de ser considerada normal ou adaptativa (termo que eu prefiro) a depender de sua duração, intensidade ou quando interfere na qualidade de vida da pessoa. Na prática, é difícil determinar esse limite. Caso a pessoa na maior parte dos dias se sinta ansiosa, tenha dificuldade de desviar os pensamentos das preocupações, deixe de ir a lugares por conta da ansiedade, tenha problemas para dormir, ou tenha crises (por exemplo palpitação, medo, choro) frequentes, é provável que se beneficie de um tratamento.


  • Estou a 7 dias sem tomar sertralina e 0com muita abstinência falta de ar drp de cábeca é normal?

    Estou a 7 dias sem tomar sertralina e com muita abstinência falta de ar drp de cábeca é normal?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Ludmilla Ferreira de Aragão

    É comum ocorrerem dor de cabeça, tontura, mal-estar, ansiedade, entre outros sintomas com a parada abrupta da sertralina. Chamamos de síndrome de descontinuação. Para evitar que isso ocorra, é importante sempre falar com seu/sua psiquiatra dias antes da medicação acabar.


  • Quais critérios clínicos orientam a avaliação psiquiátrica de pacientes com Transtorno da Personalid

    Quais critérios clínicos orientam a avaliação psiquiátrica de pacientes com Transtorno da Personalidade Borderline que manifestam comportamentos autolesivos ou ameaças de suicídio em resposta a situações de rejeição, abandono ou conflitos relacionais?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Ludmilla Ferreira de Aragão

    A pessoa com Transtorno de Personalidade Borderline pode apresentar comportamentos autolesivos ou ameaças de suicídio como forma de manifestação de um sofrimento emocional intenso.
    Para a avaliação clínica, é importante determinar os sinais de gravidade e risco. A história prévia de tais comportamentos deve ser coletada, o contexto em que ocorreram, se houve passagem ao ato de tentativa de autoextermínio, necessidade de internação clínica ou psiquiátrica, assim como a gravidade da situação atual. A presença de rede de apoio (amigos, familiares, terapeutas) é um forte fator de proteção para as atitudes autodestrutivas no TP Borderline, devendo também ser avaliada e estimulada.
    Entender o contexto que a pessoa se encontra que a leva a estes comportamentos, oferecendo escuta qualificada, ajuda a identificar as situações que funcionam como gatilho. Este último ponto é essencial para que o/a paciente e psiquiatra estejam atentos aos padrões individuais da pessoa e possam pensar em estratégias de enfrentamento.


Perguntas frequentes

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