Perguntas do paciente (9)

  • Estou a 7 dias sem tomar Sinvastatina qual o prejuízo?

    Estou a 7 dias sem tomar Sinvastatina qual o prejuízo?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Luiz Frederico Bornickel Alvarenga

    Ficar 7 dias sem tomar sinvastatina geralmente não causa um prejuízo imediato ou grave para a maioria das pessoas. A sinvastatina é um medicamento usado para controlar o colesterol e proteger o coração e as artérias ao longo do tempo. Quando você interrompe o uso por alguns dias, o efeito do medicamento no fígado diminui e o colesterol pode começar a subir novamente, mas isso costuma acontecer de forma gradual.

    Em apenas uma semana sem o remédio, normalmente não aparecem sintomas e também não ocorre um aumento súbito e perigoso do colesterol. Mesmo assim, o efeito protetor do medicamento vai diminuindo enquanto ele não é tomado, principalmente em pessoas que usam a sinvastatina porque já tiveram problemas cardíacos ou têm risco elevado de infarto ou AVC.

    Se você apenas esqueceu ou ficou alguns dias sem tomar, o mais indicado é retomar a medicação normalmente no horário habitual, sem tomar dose dupla para compensar. Caso a interrupção tenha sido por efeitos colaterais, como dores musculares ou fraqueza, ou se você ficou um período maior sem usar, é importante conversar com o médico para avaliar a situação


  • Qual a periodicidade da realização de exames cardíacos (sangue, MAPA, Holter, USG carótidas e Esteir

    Qual a periodicidade da realização de exames cardíacos (sangue, MAPA, Holter, USG carótidas e Esteira) quando todos estes deram normais mas o paciente possui RCU e está tratando com o Simponi /Golimumabe com o seu gastro ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Luiz Frederico Bornickel Alvarenga

    Em resumo, quando todos os exames estão normais e a RCU está controlada, o acompanhamento cardíaco tende a ser periódico e preventivo: exames de sangue anuais, MAPA a cada 1–2 anos, teste ergométrico e Holter a cada 2–3 anos (ou conforme sintomas), e ultrassom de carótidas a cada 3–5 anos. A periodicidade exata pode variar conforme a avaliação do cardiologista e do gastroenterologista que acompanha o caso.


  • Meu holter deu BAV grau 1 intermitente. É preocupante? Ecocardiograma e teste ergometrico normais.

    Meu holter deu BAV grau 1 intermitente. É preocupante? Ecocardiograma e teste ergometrico normais.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Luiz Frederico Bornickel Alvarenga

    O resultado de BAV de 1º grau intermitente no Holter significa que, em alguns momentos, houve um pequeno atraso na condução do impulso elétrico entre os átrios e os ventrículos do coração, condição chamada Bloqueio Atrioventricular de Primeiro Grau. Nesse tipo de bloqueio, o sinal elétrico não é interrompido; ele apenas demora um pouco mais para passar, e o coração continua batendo normalmente.

    Quando o laudo diz “intermitente”, quer dizer que essa alteração apareceu apenas em determinados momentos do exame e que em outros momentos o ritmo estava normal. Isso pode acontecer por fatores naturais, como aumento do tônus do sistema nervoso (principalmente durante o sono ou relaxamento), boa condição física, estresse ou algumas variações do organismo.

    No seu caso, o fato de o ecocardiograma e o teste ergométrico estarem normais é um ponto muito positivo. O Ecocardiograma avalia a estrutura e o funcionamento do coração, enquanto o Teste Ergométrico verifica como o coração se comporta durante atividade física. Quando esses exames estão normais, geralmente indica que o coração é estruturalmente saudável e responde bem ao esforço.

    De forma geral, em pessoas sem sintomas importantes, o BAV de 1º grau costuma ser considerado uma alteração benigna, que muitas vezes não precisa de tratamento, apenas acompanhamento médico de rotina.

    Ele costuma se tornar mais preocupante apenas se estiver associado a sintomas como desmaios, tonturas frequentes, falta de ar ou se evoluir para bloqueios mais avançados, como o Bloqueio Atrioventricular de Segundo Grau ou o Bloqueio Atrioventricular de Terceiro Grau, o que não é o que você descreveu.

    Em resumo: BAV de 1º grau intermitente, com ecocardiograma e teste ergométrico normais, geralmente não é considerado algo preocupante, mas deve ser acompanhado pelo cardiologista ao longo do tempo.


  • Eu tomo remédio pra pressão as vezes tomo água com limão após o remédio tira o efeito e os males que

    Eu tomo remédio pra pressão as vezes tomo água com limão após o remédio tira o efeito e os males que faz?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Luiz Frederico Bornickel Alvarenga

    Tomar água com limão depois do remédio para pressão geralmente não tira o efeito do medicamento e também não anula os possíveis efeitos colaterais. Na maioria dos casos, essa combinação é considerada segura.
    . O limão é apenas uma fruta rica em vitamina C e ácidos naturais, e não costuma alterar a absorção da maioria dos medicamentos usados para tratar Hipertensão Arterial.

    Diferente de algumas frutas específicas (como a toranja/grapefruit), o limão não é conhecido por bloquear ou alterar o metabolismo dos remédios anti-hipertensivos.


  • Olá. Me trato para hipertensão há 14 anos, sendo que nestes 14 anos tomei atenolol de 50 1x ao dia.

    Olá. Me trato para hipertensão há 14 anos, sendo que nestes 14 anos tomei atenolol de 50 1x ao dia. Este ano voltei ao cardiologista após uma crise de enxaqueca com aura e ele trocou minha medicação para Propanolol 40mg (20 manhã e 20 noite), além de Losartana Potássica (100mg, 50 manhã e 50 noite). Aferindo a pressão arterial em aparelho digital percebo que a pressão segue alterada, por vezes até bem alta, sem eu ter qualquer sintoma. Mas ao aferir logo depois os valores começam a cair. Comecei também com sintoma de zumbido no ouvido esquerdo que vai e volta. Já medi a pressão sentindo este sintoma e ela já deu tanto resultados alterados quanto comuns. Gostaria de saber se esse zumbido é um sinal de que minha pressão está alta?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Luiz Frederico Bornickel Alvarenga

    O zumbido no ouvido pode acontecer em algumas pessoas quando a Hipertensão Arterial está elevada. Isso ocorre porque a pressão alta pode aumentar a força do fluxo de sangue nos vasos próximos ao ouvido interno, o que às vezes gera a sensação de chiado, apito ou até um som pulsando.

    No entanto, o zumbido não é um sinal específico de pressão alta, e muitas pessoas com hipertensão não apresentam esse sintoma. Além disso, o zumbido é mais frequentemente causado por outros fatores, como acúmulo de cera no ouvido, exposição a ruídos muito altos, estresse, ansiedade, perda auditiva ou alguns medicamentos.

    Por isso, quando aparece zumbido, não significa automaticamente que a pressão está alta. A única forma de saber com certeza é medindo a pressão arterial. É mais importante investigar a pressão se o zumbido vier acompanhado de sintomas como dor de cabeça forte, tontura, visão embaçada ou palpitações.


  • Tomei o succinato de metoprolol 25 mg por 10 dias cabei n tomando mais só q agora ao deita sinto meu

    Tomei o succinato de metoprolol 25 mg por 10 dias cabei n tomando mais só q agora ao deita sinto meu batimentos um pouquinho mais rápido devo volta a toma d novo

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Luiz Frederico Bornickel Alvarenga

    O que você está sentindo ao deitar, com os batimentos um pouco mais rápidos, provavelmente está relacionado à interrupção do metoprolol. O metoprolol é um β-bloqueador que ajuda a controlar a frequência cardíaca e a pressão arterial. Quando se toma regularmente, ele mantém o coração mais calmo; ao parar de forma abrupta, mesmo depois de apenas 10 dias, é comum notar batimentos mais rápidos, palpitações leves ou sensação de coração “saltando”.

    Embora o risco de complicações graves seja menor após um uso curto, não é seguro retomar o medicamento por conta própria. O ideal é conversar com seu médico, que poderá avaliar se você precisa reiniciar o metoprolol e indicar a forma e a dose segura para evitar efeitos indesejados.

    Enquanto isso, observe sua pressão e frequência cardíaca, e fique atento a sintomas de alerta, como palpitações fortes, dor no peito, falta de ar, tontura intensa ou desmaios, que exigem atenção médica imediata.


  • O que uma Deficiência de vitamina D causa no corpo ?

    O que uma Deficiência de vitamina D causa no corpo ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Luiz Frederico Bornickel Alvarenga

    A vitamina D ajuda o corpo a absorver cálcio e fósforo, que são fundamentais para o fortalecimento dos ossos.

    Quando falta vitamina D, pode ocorrer:
    Osteoporose (ossos frágeis e com risco de fraturas)
    Osteomalácia em adultos (ossos amolecidos)
    Raquitismo em crianças (deformidades ósseas)

    A falta de vitamina D também afeta os músculos.
    Pode causar:
    Fraqueza muscular
    Cansaço constante
    Dores musculares
    Maior risco de quedas, principalmente em idosos

    Baixos níveis de vitamina D estão associados a:
    Desânimo ou tristeza
    Maior risco de Depressão
    Dificuldade de concentração
    Sensação de “mente lenta” (brain fog)

    A vitamina D ajuda a regular a imunidade.
    Quando está baixa:
    Você pode ficar doente com mais frequência
    Maior risco de gripes e infecções
    Recuperação mais lenta de doenças


  • Minha pressão arterial está medindo 130/90 quando estou em pé e deitada fica 112/77 é normal essa di

    Minha pressão arterial está medindo 130/90 quando estou em pé e deitada fica 112/77 é normal essa diferença em medir deitado ou em pé? E a pressão 130/90 é considerada alta?


    Desdes já agradeço

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Luiz Frederico Bornickel Alvarenga

    A diferença que você percebe entre a pressão medida deitada e em pé é normal. Quando estamos deitados, o coração precisa bombear menos contra a gravidade, então a pressão tende a ser mais baixa (como os seus 112/77 mmHg). Ao ficar em pé, o coração trabalha um pouco mais para levar sangue ao cérebro, fazendo a pressão subir (como os 130/90 mmHg que você mediu).

    Quanto ao valor de 130/90 mmHg, ele é considerado hipertensão estágio 1, principalmente pelo valor da diastólica (90). Isso não significa perigo imediato, mas indica que é importante acompanhar regularmente a pressão, manter hábitos saudáveis e conversar com um médico sobre acompanhamento ou necessidade de tratamento.

    Em resumo: a variação entre deitado e em pé é normal, mas 130/90 mmHg já merece atenção e monitoramento regular.


  • O AMENDOIM FAZ ALMENTAR O COLESTEROL RUIM? EU GOSTARIA DE SABER SE ALMENTA OU NÃO?

    O amendoim faz almentar o colesterol ruim? eu gostaria de saber se almenta ou não?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Luiz Frederico Bornickel Alvarenga

    O amendoim, quando consumido em quantidades moderadas, não costuma aumentar o colesterol ruim. Na verdade, em muitos casos ele pode até ajudar a melhorar o perfil de colesterol.

    O amendoim é rico em gorduras insaturadas (gorduras boas), semelhantes às encontradas no azeite de oliva. Essas gorduras podem ajudar a reduzir o Colesterol LDL e, ao mesmo tempo, favorecer o aumento do Colesterol HDL quando fazem parte de uma alimentação equilibrada.

    Além disso, o amendoim contém fibras, proteínas, vitamina E e antioxidantes, nutrientes que podem contribuir para a saúde cardiovascular.

    Por outro lado, alguns fatores podem fazer o consumo de amendoim se tornar menos saudável. Amendoim muito salgado, frito ou em grande quantidade pode aumentar a ingestão de calorias, sódio e gorduras adicionais, o que pode prejudicar o controle do colesterol e da pressão arterial.

    De forma geral, para a maioria das pessoas, consumir uma pequena porção por dia (cerca de um punhado, aproximadamente 30 gramas) de amendoim natural ou torrado sem excesso de sal não costuma aumentar o colesterol ruim e pode até fazer parte de uma dieta saudável para o coração.


Todos os conteúdos publicados no doctoralia.com.br, principalmente perguntas e respostas na área da medicina, têm caráter meramente informativo e não devem ser, em nenhuma circunstância, considerados como substitutos de aconselhamento médico.