Perguntas do paciente (976)

  • A escola está me pressionando/sugerindo levar meu filho a terapia familiar devido a mal comportament

    A escola está me pressionando/sugerindo levar meu filho a terapia familiar devido a mal comportamento escolar (agitação, desobediência, impulsividade). Sou pai solteiro completamente, sem avós, tios, ninguém comigo. Já acompanhei outras pessoas e me senti hiper mal nas terapias, péssimo, é pertubador para mim, como se tivesse jogando minha vida fora. Eu aceito pagar para meu filho ir e colocar uma baba para levá-lo. Mas insistem que devo ir. A família materna tem histórico de transtorno de personalidade, Vivi horrores com essa mulher, não há vejo ha anos e fiquei ótimo assim. Agora novamente a vida quer me por para acompanhar alguém... Sinto que se eu for, vou ser péssimo participante, podendo até confrontar o terapeuta. Meu filho toma medicação e quando se trata de psiquiatra acompanho com gosto. Terapia familiar tenho vontade de sair correndo... O que fazer diante disso?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Luiz Henrique Bezerra

    Olá, como vai?
    Saiba que nem todos os encontros entre paciente e terapeuta dão certo, muitas vezes trocamos de profissional até encontrarmos um que faça sentido para a demanda do momento. Lendo seu relato, vejo muita resistência de você mesmo se ouvir, seja sobre o seu passado ou tudo o que tem acontecido. O que ocorre com as crianças são reflexos da criação dos pais, e como adultos que somos, precisamos compreender o momento de pedir ajuda. Não tem problema você confrontar seu psicóogo, pois isso vai falar mais sobre como você lida com as suas relações. Se dê uma chance, se escute, enfrente seus demônios interiores para ser uma pessoa e pai melhor. Não é fácil fazer terapia, e quanto mais resistência mais necessidade se tem de fazer o tratamento. Fico à disposição.


  • Bom dia, todas vez que vou dormir sinto um medo muito grande como se eu fosse morrer ou como se algo

    Bom dia, todas vez que vou dormir sinto um medo muito grande como se eu fosse morrer ou como se algo tivesse pra acontecer e um Pânico muito grande as vezes fico horas sem conseguir dormir por causa desse medo, como eu posso fazer pra isso passa?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Luiz Henrique Bezerra

    Olá, como vai?
    Sugiro que você procure por um psiquiatra e mantenha o tratamento com psicólogo.
    Fico à disposição.


  • Minha esposa diz que tenho sonhos sexuais, de falar coisas e fazer gestos na cama, mas não me lembro

    Minha esposa diz que tenho sonhos sexuais, de falar coisas e fazer gestos na cama, mas não me lembro de nada. Normalmente quando sonho eu me lembro o que sonhei. O que pode ser isso?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Luiz Henrique Bezerra

    Olá, como vai?
    Nesse caso, eu sugiro você procurar por um psicólogo analítico ou psicanalista, para te ajudar a elaborar a simbologia dos seus sonhos e demais questões subjetivas, pois esse gesto pode siginificar muitas coisas que não foram elavoradas. Espero ter te ajudado.


  • Como o juízo crítico se relaciona com a saúde mental?

    Como o juízo crítico se relaciona com a saúde mental?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Luiz Henrique Bezerra

    Olá, como vai?

    O juízo crítico, entendido como a capacidade de avaliar situações, reconhecer limites, refletir sobre si mesmo e tomar decisões coerentes com a realidade, é um dos pilares do funcionamento psíquico saudável. Sua presença ou ausência tem impacto direto na saúde mental, pois está relacionado ao grau de consciência que o sujeito tem sobre seus pensamentos, emoções e comportamentos, bem como à sua capacidade de autopercepção e autorregulação. Quando o juízo crítico está preservado, a pessoa consegue lidar com conflitos internos e externos de maneira mais elaborada, diferenciando fantasia e realidade, reconhecendo os próprios limites e buscando ajuda quando necessário.

    Do ponto de vista das neurociências, o juízo crítico envolve o funcionamento de áreas cerebrais como o córtex pré-frontal, que é responsável por funções executivas como planejamento, controle inibitório, tomada de decisão e insight. Alterações nesse funcionamento — como ocorre em alguns quadros psiquiátricos, como a esquizofrenia, os transtornos neurocognitivos e certos episódios maníacos — podem comprometer a capacidade de julgamento e de autocrítica, levando a comportamentos impulsivos, delírios ou negação da própria condição de sofrimento.

    Já sob o olhar da psicanálise, o juízo crítico é parte da constituição do eu e de seu processo de subjetivação. Ele se forma a partir das primeiras experiências de mediação com o outro, especialmente nas relações parentais, e reflete o modo como o sujeito lida com as exigências da realidade e com os conflitos inconscientes. Em situações de intenso sofrimento psíquico, como nos estados psicóticos ou em momentos de desorganização emocional, o juízo crítico pode se fragilizar, revelando a dificuldade do sujeito em sustentar uma posição diante da realidade ou de elaborar simbolicamente as experiências vividas.

    Promover a saúde mental, portanto, inclui favorecer espaços de escuta, simbolização e reflexão que ajudem o sujeito a sustentar seu juízo crítico, reconhecer seus limites e encontrar formas mais criativas de lidar com o sofrimento. Em contextos clínicos, escolares ou familiares, é essencial validar a subjetividade do indivíduo e oferecer suporte para que ele desenvolva autonomia e capacidade de julgamento, em vez de apenas controlar comportamentos de forma externa.

    Espero ter ajudado, fico à disposição.


  • Quais são os desafios na avaliação do julgamento crítico em pessoas com deficiência intelectual?

    Quais são os desafios na avaliação do julgamento crítico em pessoas com deficiência intelectual?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Luiz Henrique Bezerra

    Olá, como vai? A avaliação do julgamento crítico em pessoas com deficiência intelectual (DI) envolve desafios importantes, pois essa habilidade está diretamente ligada à capacidade de analisar situações, prever consequências, tomar decisões com autonomia e adaptar-se às demandas da vida cotidiana — funções frequentemente comprometidas nesse grupo.

    Um dos principais desafios é que o julgamento crítico depende não apenas do quociente intelectual, mas também das habilidades adaptativas, da linguagem, da experiência de vida e da inserção social da pessoa. Muitas vezes, o sujeito com DI pode responder de forma concreta ou automatizada às perguntas dos testes, sem conseguir elaborar reflexões mais complexas sobre dilemas, normas ou situações abstratas, o que exige do avaliador uma escuta qualificada e sensível às limitações simbólicas e comunicativas envolvidas.

    Do ponto de vista das neurociências, a dificuldade no julgamento crítico está associada a um funcionamento menos eficiente do córtex pré-frontal, região cerebral ligada à tomada de decisões, planejamento, inibição de impulsos e raciocínio moral. Já pela psicanálise, essa avaliação precisa considerar a posição subjetiva do sujeito frente ao saber e à lei — ou seja, como ele se constitui como sujeito do desejo e da linguagem, e em que medida pôde se apropriar dos limites simbólicos que organizam a convivência social.

    Outro desafio importante está na própria construção dos instrumentos avaliativos, que muitas vezes não são sensíveis às particularidades das pessoas com DI. Por isso, é essencial utilizar recursos adaptados, contextualizar as respostas dentro da realidade do sujeito e articular os resultados com entrevistas, observações e análise clínica. A colaboração da família ou dos cuidadores também é indispensável para compreender como o julgamento se expressa na vida cotidiana.

    Assim, avaliar o julgamento crítico na deficiência intelectual exige um olhar integrador e ético, que vá além do número do QI e considere a singularidade do sujeito, suas experiências e as possibilidades de desenvolvimento dentro de seu contexto. Fico à disposição.


  • Quais são os condicionamentos e influências que enfraquecem o juízo crítico de uma pessoa ?

    Quais são os condicionamentos e influências que enfraquecem o juízo crítico de uma pessoa ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Luiz Henrique Bezerra

    Olá, como vai? O juízo crítico — ou a capacidade de avaliar informações, refletir sobre ideias e tomar decisões com autonomia — pode ser enfraquecido por diversos condicionamentos e influências, tanto de ordem interna quanto externa. Entre os principais estão os fatores emocionais, como medo, insegurança, baixa autoestima e necessidade de aprovação, que podem levar a pessoa a adotar posições alheias sem questionamento. Os aspectos ambientais e sociais também exercem grande influência: quando o sujeito é exposto desde cedo a contextos autoritários, com pouco espaço para o diálogo ou para a elaboração simbólica das experiências, ele pode ter mais dificuldade em desenvolver pensamento crítico.

    A exposição constante a discursos prontos, como os veiculados por redes sociais ou meios de comunicação que não favorecem o pensamento reflexivo, também contribui para a formação de opiniões superficiais e frágeis. Do ponto de vista das neurociências, sabe-se que funções como julgamento, raciocínio e autorregulação dependem da maturação do córtex pré-frontal, que pode ser impactado por estresse crônico, uso abusivo de substâncias ou privação de estímulos cognitivos adequados.

    Já pela psicanálise, o enfraquecimento do juízo crítico está frequentemente ligado à forma como o sujeito se constituiu no desejo do outro. Quando há um excesso de idealização, identificação passiva ou ausência de elaboração simbólica da castração (no sentido freudiano), a tendência é repetir discursos do entorno sem espaço para posicionamento próprio.

    Ambientes que valorizam a escuta, a dúvida, o debate e a simbolização fortalecem o pensamento crítico, enquanto contextos baseados na repetição, censura e dependência emocional tendem a enfraquecê-lo. Fico à disposição.


  • Quais os Sinais e sintomas comuns de alterações do pensamento de uma pessoa?

    Quais os Sinais e sintomas comuns de alterações do pensamento de uma pessoa?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Luiz Henrique Bezerra

    Olá, como vai?

    As alterações do pensamento podem se manifestar de diversas formas e estão frequentemente associadas a quadros psiquiátricos ou neurológicos, afetando diretamente a forma como o sujeito organiza suas ideias, percebe a realidade e se comunica. Entre os sinais e sintomas mais comuns, destacam-se: o pensamento desorganizado (em que as ideias se apresentam sem lógica ou conexão clara), a fuga de ideias (característica de estados maníacos), o pensamento perseverante (repetição insistente de um mesmo conteúdo), a prolixidade (fala excessiva com dificuldade de chegar ao ponto central), além das ideias delirantes, que envolvem convicções firmes e irreais, não compartilhadas socialmente, como acreditar estar sendo perseguido ou possuir poderes especiais.

    Do ponto de vista das neurociências, essas alterações podem estar relacionadas a disfunções em áreas específicas do cérebro, como o córtex pré-frontal, responsável pelas funções executivas e pelo raciocínio lógico. Transtornos como esquizofrenia, transtorno bipolar, demência e lesões neurológicas podem interferir no funcionamento cognitivo e gerar distorções do pensamento, muitas vezes acompanhadas por alterações da linguagem e da percepção. A avaliação neuropsicológica é fundamental para identificar esses padrões e orientar o tratamento.

    Já na perspectiva psicanalítica, as alterações do pensamento são compreendidas não apenas como falhas orgânicas, mas como manifestações de conflitos psíquicos e modos específicos de funcionamento subjetivo. Um delírio, por exemplo, pode ser entendido como uma tentativa de reorganizar simbolicamente uma realidade psíquica insuportável, enquanto a prolixidade ou a fuga de ideias podem expressar defesas contra conteúdos inconscientes ameaçadores. O modo como o sujeito fala, associa ideias e se posiciona frente ao saber revela elementos importantes sobre sua constituição e estrutura psíquica.

    É importante lembrar que o reconhecimento desses sinais exige escuta qualificada e que, ao menor sinal de prejuízo funcional, sofrimento emocional ou risco à integridade do sujeito, é fundamental procurar avaliação psicológica ou psiquiátrica. Serviços públicos como os CAPS (Centros de Atenção Psicossocial) podem oferecer suporte gratuito e multidisciplinar nesses casos.

    Espero ter ajudado, fico à disposição.


  • Quais são os transtornos emocionais e comportamentais?

    Quais são os transtornos emocionais e comportamentais?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Luiz Henrique Bezerra

    Olá, como vai?

    Os transtornos emocionais e comportamentais englobam condições que afetam de forma significativa o modo como a criança ou o adolescente regula suas emoções, comportamentos e relacionamentos sociais. Esses quadros costumam surgir na infância ou adolescência e podem interferir intensamente na vida escolar, familiar e social, exigindo uma escuta atenta, diagnóstico cuidadoso e intervenções específicas. São exemplos importantes o Transtorno de Ansiedade de Separação, o Transtorno de Ansiedade Generalizada, os Transtornos Depressivos, o Transtorno Desafiador Opositivo (TDO), o Transtorno de Conduta e os Transtornos Disruptivos, do Controle de Impulsos e da Conduta.

    Do ponto de vista das neurociências, essas manifestações podem estar associadas a alterações no funcionamento de áreas cerebrais ligadas ao controle das emoções, como o córtex pré-frontal e a amígdala, além de envolverem fatores genéticos, ambientais e experiências precoces adversas. A convivência com violência doméstica, negligência afetiva ou instabilidade nos vínculos familiares, por exemplo, pode impactar significativamente o desenvolvimento emocional e comportamental, favorecendo a emergência desses quadros.

    Já pela psicanálise, os transtornos emocionais e comportamentais não são vistos como falhas isoladas, mas como expressões subjetivas de um sofrimento psíquico. A forma como a criança se comporta, desafia limites ou se retrai pode ser compreendida como um modo de se posicionar no laço com o outro, sinalizando conflitos internos, demandas de reconhecimento ou dificuldades na constituição do eu. Por isso, mais do que apenas controlar sintomas, o tratamento deve considerar o contexto relacional da criança, seus modos de se expressar e as funções que o sintoma ocupa em sua economia psíquica.

    É fundamental que o diagnóstico não se reduza a rótulos, mas abra caminhos para a construção de vínculos terapêuticos e estratégias de cuidado que incluam a família, a escola e, sempre que necessário, serviços públicos como o CAPS infantil. O acompanhamento clínico contínuo, a escuta sensível e o investimento em ambientes acolhedores fazem toda a diferença para que a criança possa elaborar seu sofrimento e desenvolver recursos mais saudáveis de enfrentamento.

    Espero ter ajudado, fico à disposição.


  • Quais os efeitos do juízo crítico no campo mental e nas emoções em uma pessoa adulta ?

    Quais os efeitos do juízo crítico no campo mental e nas emoções em uma pessoa adulta ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Luiz Henrique Bezerra

    Olá, como vai?

    O juízo crítico é uma função psíquica e cognitiva essencial para o modo como uma pessoa compreende a si mesma, os outros e o mundo à sua volta. No campo mental, ele está diretamente ligado à capacidade de avaliar a realidade, reconhecer limites, ponderar consequências e fazer escolhas coerentes com as normas sociais e com a lógica interna do sujeito. Seu bom funcionamento é central para a autonomia, para o exercício da liberdade e para o amadurecimento emocional. Quando o juízo crítico está preservado, o indivíduo é capaz de refletir sobre suas ações, revisar crenças e se responsabilizar pelos próprios atos, o que tem impacto direto na qualidade das relações interpessoais e no bem-estar psíquico.

    Do ponto de vista das neurociências, o juízo crítico depende do bom funcionamento das funções executivas — como o raciocínio, a inibição de impulsos e a tomada de decisão —, majoritariamente reguladas pelo córtex pré-frontal. Alterações nessa área, como ocorre em quadros demenciais, transtornos do neurodesenvolvimento ou uso abusivo de substâncias, podem comprometer o juízo crítico e levar a atitudes impulsivas, desorganização do pensamento e dificuldade em avaliar riscos. Em termos emocionais, isso pode se manifestar como maior vulnerabilidade a conflitos, baixa tolerância à frustração, dificuldade para lidar com críticas e uma tendência à rigidez ou à negação da realidade.

    Na perspectiva da psicanálise, o juízo crítico é mais do que um processo lógico; ele está profundamente enraizado na história do sujeito, em sua constituição psíquica e nas relações que estabeleceu com as figuras parentais e com a linguagem. A formação do juízo crítico envolve a internalização das normas, da alteridade e do supereu. Quando o supereu se torna excessivamente rígido ou punitivo, por exemplo, o juízo crítico pode se transformar em autocrítica destrutiva, alimentando sentimentos de culpa, vergonha e angústia. Por outro lado, em estruturas psicóticas ou estados maníacos, pode haver perda ou enfraquecimento do juízo crítico, o que expõe o sujeito a rupturas com a realidade e compromete sua capacidade de discernimento.

    É importante destacar que o juízo crítico não é algo fixo ou meramente cognitivo: ele se desenvolve ao longo da vida, especialmente através da escuta, do reconhecimento e da experiência de alteridade. Em contextos terapêuticos, trabalhar o juízo crítico pode significar ajudar o sujeito a refletir sobre suas escolhas, compreender suas contradições e desenvolver uma relação mais ética consigo mesmo e com o outro.

    Espero ter ajudado, fico à disposição.


  • Quais alterações do pensamento podemos ter? .

    Quais alterações do pensamento podemos ter? .

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Luiz Henrique Bezerra

    Olá, como vai?

    As alterações do pensamento podem ser classificadas em dois grandes grupos: alterações da forma e alterações do conteúdo. Ambas impactam profundamente a maneira como o sujeito organiza suas ideias, se comunica e interpreta a realidade, e são frequentemente observadas em diferentes quadros psicopatológicos. Compreender essas alterações é essencial tanto para o diagnóstico clínico quanto para uma escuta sensível do sofrimento psíquico.

    Do ponto de vista das neurociências e da psiquiatria, as alterações da forma do pensamento dizem respeito à maneira como as ideias são encadeadas e organizadas. Entre elas, destacam-se a fuga de ideias, em que os pensamentos se sucedem rapidamente, com perda de coesão; o desvio do curso do pensamento, em que o sujeito perde o fio da conversa e responde de maneira indireta; a incoerência (ou "salada de palavras"), típica de quadros psicóticos, onde as frases se tornam incompreensíveis; e a perseveração, que é a repetição insistente de uma mesma ideia. Já as alterações do conteúdo do pensamento dizem respeito ao "o que" se pensa, como os delírios (crenças falsas e inabaláveis, como ideias de perseguição ou grandeza), as ideias obsessivas (pensamentos recorrentes, intrusivos, acompanhados de ansiedade) e as ideias supervalorizadas (crenças rígidas, embora não delirantes, que dominam a vida psíquica do sujeito).

    Sob a perspectiva da psicanálise, essas alterações não são apenas sintomas isolados, mas expressões de conflitos psíquicos profundos e modos singulares de o sujeito lidar com o desejo, a angústia e a realidade. Por exemplo, os delírios podem ser compreendidos como uma tentativa do sujeito de reorganizar simbolicamente uma realidade insuportável, especialmente nas estruturas psicóticas. Já a inibição do pensamento, comum em estados depressivos, pode estar ligada ao recalque severo ou ao excesso de censura do supereu, que impede o livre fluxo associativo. A psicanálise também observa como o pensamento está relacionado ao lugar do Outro: a forma como a criança é escutada, nomeada e reconhecida influencia o desenvolvimento da capacidade de pensar simbolicamente e de sustentar um discurso.

    Identificar e compreender essas alterações exige escuta qualificada e sensibilidade clínica. O trabalho interdisciplinar, especialmente quando há psicose ou quadros complexos, pode envolver desde o uso de medicamentos até intervenções terapêuticas que favoreçam a simbolização, a contenção da angústia e a reconstrução do laço com o outro e com a realidade.

    Espero ter ajudado, fico à disposição.


  • Qual é a relação entre neuropsiquiátricos e transtornos de pensamento ?

    Qual é a relação entre neuropsiquiátricos e transtornos de pensamento ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Luiz Henrique Bezerra

    Olá, como vai? A relação entre os quadros neuropsiquiátricos e os transtornos do pensamento é bastante próxima, já que muitos transtornos neuropsiquiátricos — como a esquizofrenia, o transtorno esquizoafetivo, alguns tipos de transtornos do neurodesenvolvimento e até quadros neurológicos com base orgânica — podem afetar diretamente a forma como o pensamento é organizado, expresso e percebido.

    Do ponto de vista clínico, os transtornos de pensamento se manifestam principalmente por alterações na coerência, no encadeamento e no conteúdo das ideias. Isso pode aparecer como pensamento desorganizado, fuga de ideias, bloqueios, perseverações ou delírios. Essas alterações são comuns, por exemplo, em quadros psicóticos, que fazem parte do espectro das condições neuropsiquiátricas.

    As neurociências mostram que essas alterações costumam estar associadas a disfunções em circuitos cerebrais que envolvem o córtex pré-frontal, os sistemas dopaminérgicos e as redes responsáveis pela linguagem, atenção e julgamento da realidade. Alterações estruturais ou funcionais nessas regiões podem comprometer a capacidade de organizar o pensamento de forma lógica, coesa e compartilhável.

    Já pela psicanálise, os transtornos de pensamento são entendidos como manifestações do modo como o sujeito está estruturado em relação à linguagem e ao desejo do Outro. Em estruturas como a psicose, por exemplo, há uma falha na constituição simbólica do sujeito, o que leva a rupturas na lógica do discurso e à entrada do delírio como tentativa de reorganizar um mundo que se tornou caótico.

    Portanto, os transtornos do pensamento são manifestações clínicas que tanto as neurociências quanto a psicanálise buscam compreender em suas causas e modos de expressão, cada uma com seu olhar. Em ambos os campos, o tratamento passa por uma escuta cuidadosa e, frequentemente, pela atuação conjunta de psiquiatras, psicólogos e neurologistas. Fico à disposição.


  • Quais os Transtornos Mentais associados a alterações do pensamento ?

    Quais os Transtornos Mentais associados a alterações do pensamento ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Luiz Henrique Bezerra

    Os transtornos mentais associados a alterações do pensamento costumam afetar significativamente a forma como o sujeito organiza, expressa e vivencia suas ideias. Dentre os principais transtornos, destaca-se a esquizofrenia, cuja característica central é a presença de delírios, alucinações e um pensamento desorganizado, com rupturas na lógica e na comunicação. Além dela, os transtornos do espectro esquizofreniforme, como o transtorno esquizoafetivo e o transtorno delirante persistente, também apresentam distorções do pensamento, geralmente centradas em ideias fixas e irreais.

    O transtorno bipolar, especialmente em episódios maníacos, pode envolver fuga de ideias, aceleração do pensamento e juízo crítico prejudicado. Em fases depressivas graves, por outro lado, pode haver empobrecimento do pensamento, lentificação cognitiva e ideias fixas de culpa ou ruína. Já em quadros de demência, como o Alzheimer, é comum observar alterações na fluência e na coerência do pensamento, refletindo a deterioração progressiva das funções cognitivas.
    Por fim, é importante destacar que alterações do pensamento, quando persistentes ou associadas a sofrimento psíquico, devem ser avaliadas por profissionais de saúde mental. Serviços como o CAPS estão disponíveis para acolher gratuitamente pessoas com esse tipo de queixa e oferecer atendimento clínico especializado e multidisciplinar.

    Espero ter ajudado, fico à disposição.


  • Diferenças entre problemas neuropsiquiátricos e transtornos de pensamento ?

    Diferenças entre problemas neuropsiquiátricos e transtornos de pensamento ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Luiz Henrique Bezerra

    Olá, como vai? Embora os termos “problemas neuropsiquiátricos” e “transtornos de pensamento” estejam relacionados, eles não são sinônimos e se referem a níveis diferentes de classificação clínica. Os problemas neuropsiquiátricos são um grupo amplo de condições que envolvem alterações no funcionamento do cérebro e manifestações emocionais, cognitivas ou comportamentais — como esquizofrenia, transtorno bipolar, epilepsias com sintomas psiquiátricos, demências, TDAH, entre outros. Esses quadros podem ter origem em alterações estruturais ou funcionais do sistema nervoso e costumam demandar uma abordagem interdisciplinar, envolvendo neurologia, psiquiatria e psicologia.

    Já os transtornos de pensamento são manifestações clínicas específicas, que podem estar presentes em alguns desses problemas neuropsiquiátricos, especialmente nos transtornos psicóticos. Eles envolvem alterações na forma como o sujeito organiza, expressa e associa ideias — como pensamento desorganizado, incoerente, bloqueado, com neologismos ou com conteúdo delirante. Ou seja, os transtornos de pensamento são sintomas ou manifestações dentro de certos quadros neuropsiquiátricos, e não diagnósticos à parte.

    Do ponto de vista das neurociências, esses transtornos envolvem disfunções em áreas cerebrais responsáveis pela linguagem, memória de trabalho e controle da realidade, como o córtex pré-frontal e os circuitos dopaminérgicos. Pela psicanálise, os transtornos de pensamento apontam para um distúrbio na relação com o significante e com o Outro, sendo muitas vezes expressão de uma estrutura psicótica, onde há falha na simbolização que organiza o discurso.

    Em resumo: os problemas neuropsiquiátricos formam um grupo de transtornos mais abrangente; os transtornos de pensamento são manifestações que podem compor esses quadros, especialmente nas psicoses. Fico à disposição.


  • Quais são os tipos de Alterações do Pensamento que uma pessoa pode ter ?

    Quais são os tipos de Alterações do Pensamento que uma pessoa pode ter ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Luiz Henrique Bezerra

    Olá, como vai?

    As alterações do pensamento se referem a distorções ou disfunções na forma como as ideias são organizadas, expressas ou compreendidas, e costumam estar presentes em diversos quadros psicopatológicos. Essas alterações podem se manifestar tanto na forma quanto no conteúdo do pensamento, afetando diretamente a comunicação, o juízo crítico e o contato com a realidade. Reconhecer esses tipos de alterações é fundamental para o diagnóstico clínico e para o planejamento terapêutico adequado.

    Do ponto de vista psiquiátrico e neurocientífico, as alterações formais do pensamento envolvem a desorganização do raciocínio lógico, como ocorre na fuga de ideias (um pensamento acelera e salta de um tema a outro), na incoerência (as frases não fazem sentido lógico), na tangencialidade (o paciente responde de forma indireta, sem chegar ao ponto) ou na perseveração (repetição insistente de um mesmo conteúdo). Já no conteúdo do pensamento, podem ocorrer delírios (crenças falsas, firmemente sustentadas, mesmo diante de evidências contrárias), ideias obsessivas (pensamentos intrusivos, indesejados e recorrentes) e ideias supervalorizadas (pensamentos que dominam o psiquismo de forma rígida, embora não delirantes). Esses fenômenos estão frequentemente associados a transtornos como esquizofrenia, transtornos do humor, transtornos obsessivo-compulsivos e quadros demenciais.

    Sob o olhar da psicanálise, o pensamento é compreendido como um produto do inconsciente, e suas alterações revelam o modo como o sujeito lida com seus conflitos internos, seus afetos recalcados e com a realidade simbólica. A fragmentação do pensamento, por exemplo, pode ser expressão de um eu que está desorganizado ou em sofrimento psíquico intenso. Já os delírios podem ser vistos como uma tentativa de reorganização subjetiva frente a uma realidade insuportável, funcionando como uma espécie de “costura” simbólica que dá sentido ao mundo interno caótico. Alterações no pensamento também podem estar ligadas a estruturas psíquicas específicas (neurose, psicose, perversão), o que orienta a escuta clínica e a forma de manejo.

    Compreender os diferentes tipos de alterações do pensamento permite ao profissional de saúde mental não apenas classificar sintomas, mas escutar o sujeito em sua singularidade. Além disso, pode orientar intervenções psicoterapêuticas, pedagógicas e sociais que favoreçam a reorganização do psiquismo e o fortalecimento do vínculo com a realidade.

    Espero ter ajudado, fico à disposição.


  • Os distúrbios psiquiátricos e doenças neurológicas têm mesma base genética ?

    Os distúrbios psiquiátricos e doenças neurológicas têm mesma base genética ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Luiz Henrique Bezerra

    Olá, como vai?

    Distúrbios psiquiátricos e doenças neurológicas compartilham, em muitos casos, mecanismos biológicos e genéticos comuns, mas não são equivalentes nem têm necessariamente a mesma base genética. A genética das condições mentais e neurológicas é complexa, multifatorial e ainda em constante investigação, mas as pesquisas mais recentes mostram que há sobreposição entre os genes envolvidos em diferentes transtornos, sugerindo que determinadas variantes genéticas podem aumentar a vulnerabilidade tanto para doenças neurológicas quanto para transtornos psiquiátricos, ainda que se expressem de formas distintas.

    Do ponto de vista das neurociências, muitos genes relacionados à formação e ao funcionamento das sinapses, ao desenvolvimento do cérebro e à regulação de neurotransmissores estão implicados em transtornos como esquizofrenia, transtorno bipolar, depressão e também em condições neurológicas como epilepsia, doença de Alzheimer e até esclerose múltipla. Além disso, fatores epigenéticos — ou seja, a forma como o ambiente influencia a expressão dos genes — desempenham um papel fundamental em ambos os grupos de doenças. Isso significa que a mesma predisposição genética pode se manifestar de formas distintas dependendo das experiências, do ambiente e do momento do desenvolvimento em que ocorrem as alterações.

    Pela ótica psicanalítica, embora não se reduza a uma leitura biológica, reconhece-se que há uma base corporal e constitucional que sustenta a formação psíquica. A estrutura do sujeito se constitui a partir do modo como ele simboliza suas experiências e organiza seu mundo interno, mas a condição biológica, incluindo a genética, é um ponto de partida que precisa ser escutado em sua singularidade. O sofrimento mental não é apenas produto de alterações genéticas, mas do modo como o sujeito lida com essas marcas em sua história, o que torna a escuta clínica insubstituível, mesmo quando há um diagnóstico biomédico em jogo.

    Por fim, é importante lembrar que, apesar das possíveis sobreposições genéticas, há diferenças importantes entre os dois campos: doenças neurológicas costumam ter um substrato anatômico ou lesão estrutural identificável no cérebro, enquanto os transtornos psiquiátricos são definidos sobretudo por alterações no funcionamento psíquico e comportamental, muitas vezes sem uma lesão cerebral evidente. No entanto, a integração entre neurociência, genética e psicodinâmica tem permitido avanços significativos na compreensão dessas condições, promovendo intervenções mais eficazes e humanas.

    Espero ter ajudado, fico à disposição.


  • Quais são as principais especialidades médicas para o tratamento da paralisia cerebral infantil?

    Quais são as principais especialidades médicas para o tratamento da paralisia cerebral infantil?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Luiz Henrique Bezerra

    Olá, como vai? O tratamento da paralisia cerebral infantil exige uma abordagem multidisciplinar e algumas especialidades médicas desempenham um papel fundamental nesse cuidado. A neurologia pediátrica é uma das principais, sendo responsável pelo diagnóstico clínico e por acompanhar as alterações neurológicas ao longo do tempo. Esse profissional também costuma prescrever medicações para o controle de espasticidade, crises convulsivas e dor, além de orientar a família quanto ao prognóstico da criança. A ortopedia pediátrica também é essencial, especialmente no manejo de deformidades musculoesqueléticas que podem surgir com o crescimento, como contraturas, alterações posturais, luxações de quadril e escoliose. Já a fisiatria, ou medicina física e reabilitação, tem como foco a funcionalidade, acompanhando a evolução da motricidade e indicando recursos como órteses, equipamentos de apoio e intervenções específicas que favoreçam a autonomia. Em muitos casos, outras especialidades também podem estar envolvidas, como a gastroenterologia, quando há dificuldades alimentares ou refluxo, e a oftalmologia, devido a alterações visuais associadas. Além da atuação médica, é fundamental o trabalho conjunto com profissionais da fisioterapia, fonoaudiologia, terapia ocupacional e psicologia, compondo uma equipe que pense a criança de forma integral. Fico à disposição.


  • Existe a possibilidade de fazer avaliação neuropsicológica em uma criança de 2 anos que não fala?

    Existe a possibilidade de fazer avaliação neuropsicológica em uma criança de 2 anos que não fala?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Luiz Henrique Bezerra

    Olá, como vai?

    Sim, é possível realizar uma avaliação neuropsicológica em uma criança de 2 anos que ainda não fala, embora o processo seja bastante específico e adaptado às possibilidades da idade. Nessa faixa etária, o desenvolvimento está em franca construção, e o silêncio verbal não impede a observação clínica cuidadosa, tampouco a aplicação de instrumentos adequados ao nível de desenvolvimento global da criança. A avaliação busca compreender não apenas a linguagem, mas também o funcionamento cognitivo, motor, sensorial, emocional e relacional da criança, por meio de atividades lúdicas, observações do comportamento e entrevistas com os cuidadores.

    Do ponto de vista das neurociências, há instrumentos validados para essa faixa etária, como as escalas Bayley (Bayley Scales of Infant and Toddler Development), que avaliam áreas como cognição, comunicação receptiva e expressiva, motricidade e comportamento adaptativo. Mesmo diante da ausência de fala, é possível identificar respostas não-verbais, capacidades de atenção compartilhada, intenção comunicativa, exploração do ambiente e capacidade de solucionar problemas simples — tudo isso revela aspectos importantes do desenvolvimento neuropsicológico.

    Por fim, é importante lembrar que serviços públicos como os ambulatórios especializados em desenvolvimento infantil podem oferecer essa avaliação de forma gratuita, muitas vezes por meio de equipes interdisciplinares que incluem neuropsicólogos, psiquiatras, psicopedagogos e fonoaudiólogos. Avaliar precocemente uma criança com atraso na linguagem é fundamental para construir estratégias que favoreçam seu desenvolvimento e inclusão.

    Espero ter ajudado, fico à disposição.


  • Gostaria de saber se toda avaliação neuropsicológica acompanha um plano de reabilitação neuropsicoló

    Gostaria de saber se toda avaliação neuropsicológica acompanha um plano de reabilitação neuropsicológica?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Luiz Henrique Bezerra

    Olá, como vai? Nem toda avaliação neuropsicológica vem automaticamente acompanhada de um plano de reabilitação, mas ela deve oferecer diretrizes claras de intervenção com base nos achados avaliativos. A finalidade principal da avaliação é mapear o perfil cognitivo, emocional e comportamental do paciente, identificando pontos fortes, dificuldades e hipóteses diagnósticas. A partir disso, o profissional pode indicar a necessidade de reabilitação neuropsicológica ou de outros acompanhamentos especializados, como psicoterapia, fonoaudiologia, psicopedagogia ou terapias integrativas.

    Quando há indicação, o plano de reabilitação neuropsicológica deve ser individualizado, ou seja, construído com base nas particularidades do caso, considerando não apenas as funções cognitivas alteradas, mas também o contexto familiar, escolar e afetivo da pessoa. A reabilitação busca promover estratégias compensatórias, estimular o desenvolvimento de habilidades e melhorar a autonomia funcional do paciente no dia a dia.

    Do ponto de vista das neurociências, esse tipo de intervenção é especialmente eficaz quando iniciado precocemente, aproveitando a plasticidade cerebral para reorganizar circuitos ou desenvolver vias compensatórias. Já sob o olhar da psicanálise, qualquer proposta de reabilitação precisa respeitar a subjetividade do sujeito, seus modos de simbolizar e seus tempos psíquicos — não se trata apenas de treinar funções, mas de criar condições para que o saber faça sentido para quem aprende.

    Portanto, embora a avaliação neuropsicológica não inclua, por padrão, um plano formal de reabilitação, ela é o primeiro passo essencial para que isso possa ser construído de forma ética e eficaz. Fico à disposição.


  • Conheci uma pessoa incrível e estamos vivendo algo intenso e muito bom. Mas antes de assumir um rela

    Conheci uma pessoa incrível e estamos vivendo algo intenso e muito bom. Mas antes de assumir um relacionamento sério, ela quer saber se eu quero ter filhos um dia.

    Eu realmente não sei responder e não quis mentir para ela, fui sincero e disse que tenho dúvidas.

    Como devo refletir sobre esse assunto? Como atingir o auto conhecimento necessário para saber se quero ter filhos um dia? Qual tipo de ajuda profissional eu posso precisar?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Luiz Henrique Bezerra

    Olá, como vai?
    Nesse caso eu sugiro que você procure por um psicólogo para te ajudar a elaborar essa questão e outras relacioandas. Além disso, mudar de opinião é esperado durante a vida e você pode hoje não querer e num futuro, seja com ou sem ela, querer ser pai. Espero ter ajudado, fico à disposição.


  • Por favor me ajudem, minha filha de 10 anos, só chora, não come bem, não que ir para escola, não faz

    Por favor me ajudem, minha filha de 10 anos, só chora, não come bem, não que ir para escola, não faz mais suas atividades, antes era uma criança feliz a mais inteligente da turma. Não sei o que fazer.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Luiz Henrique Bezerra

    Olá, como vai?
    Eu sugiro que você a leve a um psicólogo de sua cidade. Aparentemente houve uma quebra muito brusca no desenvolvimento dela o que a faz estar nessa posição. Se for difícil de levá-la a um psicólogo particular, procure o CAPS infantil da cidade. Enquanto isso, tente manter uma rotina estável e previsível para ela, evite de deixá-la sem supervisão de pessoas confiáveis.
    Para se tirar uma conclusão do que houve com ela, será necessário tempo para ela poder elaborar e em algum momento falar ou desenhar o que ocorreu, sem forçá-la.
    Espero ter ajudado. Fico à disposição.


Perguntas frequentes

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