Perguntas do paciente (12)
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Quais as diferenças entre a ciclotimia e os transtornos bipolares ?
Quais as diferenças entre a ciclotimia e os transtornos bipolares ?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá!
A ciclotimia e os transtornos bipolares (tipos I e II) são condições que envolvem oscilações de humor, mas diferem em intensidade, duração e impacto na vida da do sujeito.
A ciclotimia é caracterizada por variações crônicas e persistentes entre sintomas mais brandos de hipomania e depressão, sem atingir a gravidade dos transtornos bipolares. Os altos (hipomania) envolvem aumento de energia, sociabilidade, otimismo, aumento da autoestima ..., mas sem comportamentos extremamente impulsivos ou prejudiciais. Os baixos (depressão) incluem como exemplo: desânimo, falta de motivação, interesse... mas não incapacitam completamente a pessoa. Essas oscilações ocorrem por anos, muitas vezes sendo percebidas como um traço de personalidade instável, mas sem episódios graves que justifiquem hospitalização.
Já os transtornos bipolares (especialmente o tipo I e II) apresentam episódios mais intensos e bem definidos. No bipolar tipo II, há períodos de depressão maior, com profunda tristeza e perda de funcionalidade, intercalados com hipomania mais perceptível do que na ciclotimia – ainda assim sem chegar à mania plena. No bipolar tipo I, ocorrem episódios maníacos graves, com euforia extrema, impulsividade perigosa, delírios de grandeza e, em alguns casos, sintomas psicóticos. Essas crises podem levar a hospitalizações e causar danos significativos à vida pessoal e profissional.
Enquanto a ciclotimia é marcada por uma instabilidade constante, porém menos severa, os transtornos bipolares envolvem fases agudas de humor que demandam tratamento medicamentoso e acompanhamento especializado. A ciclotimia, se não tratada, pode evoluir para um transtorno bipolar em alguns casos, se fazendo necessário acompanhamento psicológico e avaliação psiquiátrica.
Ambas as condições têm tratamento, e o manejo correto pode trazer significativa melhora na qualidade de vida.
Espero ter ajudado :)
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É verdade que uma pessoa para ser diagnosticada com o Transtorno Afetivo (TAB), ela tem que passar p
É verdade que uma pessoa para ser diagnosticada com o Transtorno Afetivo (TAB), ela tem que passar por um período de mania ou hipomania?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá, O DSM-5 (Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais) estabelece critérios claros para diagnosticar o TAB, isso inclui 1 ou mais episódio maníaco (com ou sem depressão maior). Que se carateriza por alguns sintomas como grandiosidade, redução do sono, fala excessiva/pensamento acelerado, distração, agitação/atividade excessiva, comportamentos de risco (ex.: gastos impulsivos). É uma manifestação de um "pico de energia".
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Gostaria de perguntar quais as mudanças no estilo de vida que ajudarão a melhorar sua qualidade de v
Gostaria de perguntar quais as mudanças no estilo de vida que ajudarão a melhorar sua qualidade de vida de uma pessoa com o Transtorno Afetivo Bipolar (TAB)?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
olá!
Adesão ao tratamento psicológico (Identificando Gatilhos e Padrões, Gerenciando Sintomas de Mania/Hipomania,Enfrentando a Depressão Bipolar,Prevenindo Recaídas...).
Mudanças importantes:
1. Rotina de Sono – O Alicerce da Estabilidade
2. Atividade Física
3. Alimentação
4. Gestão do Estresse
5. Monitoramento do Humor
6. Rede de Apoio
7. Evitando Comportamentos de Risco
Essas mudanças não precisam acontecer todas de uma vez. Vamos começar com 1 ou 2 ajustes por vez, no seu ritmo. Lembre-se: cada passo é uma vitória contra o transtorno bipolar.
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O que posso fazer para prevenir um episódio de Transtorno Bipolar?
O que posso fazer para prevenir um episódio de Transtorno Bipolar?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
olá! Adesão ao tratamento psicológico (Identificando Gatilhos e Padrões, Gerenciando Sintomas de Mania/Hipomania,Enfrentando a Depressão Bipolar,Prevenindo Recaídas...) e psiquiátrico. Mudanças importantes: 1. Rotina de Sono – O Alicerce da Estabilidade 2. Atividade Física 3. Alimentação 4. Gestão do Estresse 5. Monitoramento do Humor 6. Rede de Apoio 7. Evitando Comportamentos de Risco Essas mudanças não precisam acontecer todas de uma vez. Vamos começar com 1 ou 2 ajustes por vez, no seu ritmo. Lembre-se: cada passo é uma vitória contra o transtorno bipolar.
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Como é a transição entre mania e depressão no Transtorno Bipolar?
Como é a transição entre mania e depressão no Transtorno Bipolar?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
olá!
A Transição Pode Ser Brusca ou Gradual. No transtorno bipolar, a passagem da mania/hipomania para a depressão varia. Algumas pessoas têm uma queda repentina (em dias), outras levam semanas. Pode acontecer: Diretamente: Da euforia para a tristeza profunda, quase sem intervalo.
Com uma fase 'mista': Sintomas de mania e depressão juntos (ex.: agitação + pensamentos de morte). Com um período de 'normalidade' (eutimia) entre os episódios.
A Terapia Ajuda na Transição, como: Antecipação: Identificamos seus padrões pessoais,
Plano de crise: O que fazer quando a depressão começar, Aceitação: Ajudar a lidar com a frustração de 'sair do alto', prevenção, rotinas que estabilizam o humor.
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Todos os pacientes bipolares precisam de psicoterapia? Ou pode acontecer de o portador ser tratado a
Todos os pacientes bipolares precisam de psicoterapia? Ou pode acontecer de o portador ser tratado apenas com medicamentos?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O tratamento do transtorno bipolar não se resume apenas à medicação. A terapia (especialmente a Terapia Cognitivo-Comportamental – TCC) é essencial para te ajudar a entender, controlar e conviver melhor com a doença. Na terapia, compreender melhor como é o transtorno e como ele afeta a vida da pessoa, vamos mapear esses gatilhos e criar um plano de ação para evitar recaídas, ensina a Gerenciar Pensamentos Extremos, melhora a Adesão ao Tratamento (Inclusive aos Remédio, ajuda a Lidar com Consequências das Crises, oferece Apoio Emocional Sem Julgamento... O acompanhamento psicológico é essencial ao tranamento para melhor qualidade de vida do paciente.
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Qual é a importância do apoio familiar e das redes de suporte para adultos autistas?
Qual é a importância do apoio familiar e das redes de suporte para adultos autistas?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá!
O apoio familiar e as redes de suporte social desempenham um papel fundamental no bem-estar, na autonomia e na qualidade de vida das pessoas com TEA.
Apoio Familiar: Base Segura para Desenvolvimento e Autonomia: A família é, muitas vezes, a primeira e mais constante fonte de suporte para o adulto autista. Seu papel inclui:
• Compreensão e aceitação – Os benefícios são: Um ambiente familiar acolhedor, que reconhece as particularidades do TEA, reduz o estresse e a ansiedade, ajudando no desenvolvimento da autoestima.
• Mediação social – Muitos adultos autistas têm dificuldades em interpretar normas sociais ou se comunicar de forma convencional. A família pode atuar como facilitadora em interações sociais e profissionais.
• Apoio na organização e rotina – Estrutura e previsibilidade são essenciais para muitos autistas. A família pode auxiliar na organização de tarefas, horários e transições, reduzindo a sobrecarga executiva.
Redes de Suporte Ampliadas (amigos, cônjuges, colegas de trabalho ...): Inclusão Social e Independência
Além da família, outras redes de apoio são cruciais:
• Grupos de pares e comunidades autistas – A conexão com outras pessoas no espectro proporciona identificação, troca de experiências e redução do isolamento. Movimentos como o neurodiversidade fortalecem a autoaceitação.
• Suporte profissional – Psicólogos, terapeutas ocupacionais e fonoaudiólogos especializados em TEA podem ajudar no desenvolvimento de habilidades sociais, emocionais e funcionais.
• Ambientes de trabalho e estudo adaptados – Empregadores e instituições de ensino que oferecem flexibilidade (como horários ajustados, comunicação clara e ambientes sensoriais adequados) favorecem a produtividade e permanência do adulto autista.
Consequências da Falta de Suporte
Adultos autistas sem apoio adequado estão mais vulneráveis a:
• Isolamento social e solidão
• Dificuldades em manter emprego ou estudos
• Problemas de saúde mental (ansiedade, depressão e burnout autístico)
• Dependência excessiva de cuidadores, quando poderiam desenvolver maior autonomia com os recursos certos.
O apoio familiar e as redes de suporte não só melhoram a qualidade de vida do adulto autista, mas também potencializam suas habilidades e independência. É importante que essas redes sejam informadas sobre o TEA, respeitem as individualidades e promovam um ambiente que valorize a neurodiversidade
Espero ter ajudado!
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Minha mãe foi diagnosticada com Transtorno Bipolar Afetivo, com episódios psicóticos. Eu sempre fui
Minha mãe foi diagnosticada com Transtorno Bipolar Afetivo, com episódios psicóticos. Eu sempre fui bastante melancólica e passo por sintomas depressivos faz anos. É possível eu ter herdado geneticamente dela esse transtorno, mesmo com sintomas diferentes dos manifestados por ela?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
olá, tudo bem?
Sim, a bipolaridade possui carga genético, porém, o ambiente é crucial para o desenvolvimento e características do transtorno em cada pessoas, além dos critérios diagnósticos. Muitos bipolares são diagnosticados inicialmente como depressivos antes do diagnóstico correto, justamente por muitos passarem longo tempo com humor rebaixado.
Fico à disposição para realizar psicoterapia.
Abraços.
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Olá estou fazendo terapia na linha humanista, mas não estou vendo melhoras. Já fiz 11 sessões. Já
Olá
estou fazendo terapia na linha humanista, mas não estou vendo melhoras. Já fiz 11 sessões.
Já fiz a cognitivo comportamental antes e acredito que pro meu caso funciona melhor. Devo trocar de psicólogo ou ainda é cedo?RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá!
A relação terapêutica (vínculo paciente e psicóloga) é de grande importância para o desenvolvimento e evolução do paciente, muitas vezes superando a abordagem da profissional. Seria bacana que você pudesse discutir essa observação com a profissional e alinhar melhor o trabalho. Você pontuou que já fez tcc e teve mais sucesso, o que pode indicar que a forma que essa abordagem trabalha faça mais sentido para ti. Acredito que o diálogo com a profissional e reflexão pode lhe ajudar a tomada de decisão mais adequada para você, alinhando expectativas,o processo terapêutico é muito singular e cada pessoa tem seu tempo, é importante respeitá-lo.
:)
Abraços!
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Oi TD bem ? quando estou dormindo da uma crise parecendo que viu morrer da uma pressão muito forte n
Oi TD bem ? quando estou dormindo da uma crise parecendo que viu morrer da uma pressão muito forte na cabeça amortece as mão eu fico tremendo ,e palinda tenho de jogar água no rosto para poder voltar ou ficar na frente do ventilador , para poder
voltar às vezes tenho de correr de madrugada p o pronto socorro, será que é trastorno do Pânico ?
Mari de santo AndréRESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá Mari!
Tudo bem?
Para fechar o diagnóstico, se faz necessário uma avaliação psicológica e psiquiátrica. Porém, os sintomas citados são muito comuns em casos presente na crise de pânico. Com uma avaliação podemos levantar outros possíveis sintomas e prejuízos, para a elaboração de um processo terapêutico mais direcionado e individualizado. Tendo em vista que cada sujeito é singular, apresentando particularidades mesmos em alguns transtornos.
Espero ter ajudado.
Abraços :)
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Existe oscilação de autoestima? Ou seja, um dia a pessoa está com a autoestima boa e outros dias ou
Existe oscilação de autoestima? Ou seja, um dia a pessoa está com a autoestima boa e outros dias ou horas com a autoestima em baixo. Isto pode significar transtorno bipolar?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
olá, tudo bem?
Sim, a oscilação de autoestima é um fenômeno comum e pode ocorrer em qualquer pessoa, variando ao longo do dia ou em diferentes contextos. Fatores como estresse, cansaço, eventos externos ou mesmo flutuações hormonais podem influenciar temporariamente a forma como uma pessoa se avalia.
No entanto, quando essas oscilações são muito intensas, frequentes e desproporcionais em relação às circunstâncias, pode ser importante investigar possíveis transtornos psicológicos. O transtorno bipolar, por exemplo, é caracterizado por episódios de mania/hipomania (com autoestima elevada, às vezes grandiosidade) e depressão (com autoestima muito baixa), mas essas mudanças geralmente duram dias, semanas ou meses, não horas.
Em resumo, oscilações leves e situacionais de autoestima são normais, mas se forem excessivas, prolongadas ou acompanhadas de outros sintomas (como impulsividade, ideação suicida, alterações de sono ou energia), é importante buscar avaliação psicológica ou psiquiátrica para um diagnóstico preciso.
Fico à disposição para iniciarmos psicoterapia.
Abraços.
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Que especialista devo procurar para o sindrome de burnout e como me tratar?
Que especialista devo procurar para o sindrome de burnout e como me tratar?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
olá!
Para a síndrome se faz necessário acompanhamento psicológico e psiquiátrico.
No tratamento psicológico com abordagem cognitivo-comportamental (TCC) será feito uma Avaliação Inicial: Identificando os "Pilares do Esgotamento", posteriormente no processo terapêutico a Reestruturação Cognitiva, Ativação Comportamental Gradual, Treino de Limites, Recuperação Fisiológica: Sono e Alimentação e Prevenção de Recaídas.
Burnout não é fraqueza – é o resultado de muita resistência por muito tempo. A terapia é um espaço para você reaprender a ouvir seu corpo e reconstruir uma relação saudável com o trabalho.
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Perguntas frequentes
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roacutan pode ser tomado juntamente com o litio, usado para tratamento da bipolaridade?
A associação entre isotretinoína (Roacutan) e lítio não deve ser feita sem…