Perguntas do paciente (7)

  • Sou uma pessoa extremamente fechada, minha comunicação é péssima. Definitivamente não gosto de conve

    Sou uma pessoa extremamente fechada, minha comunicação é péssima. Definitivamente não gosto de conversar. Acho que tenho fobia social e também acho que sou dependente emocional. Qual tipo de profissional devo buscar? Obrigada.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Marcos Antunes

    Boa tarde! Nesse caso recomendo buscar um psicólogo para te ajudar a entender as origens do seu comportamento de evitar interações e para desenvolver novas habilidades sociais. Não para te transformar numa pessoa extrovertida, mas sim pra você ter um repertório comportamental mais enriquecido para não ficar excessivamente angustiada em situações sociais. Um psiquiatra também seria uma boa busca para te ajudar com o diagnóstico e tratamento medicamentoso


  • Eu tenho uma amizade com uma pessoa que sinto que ela não tem vontade de falar comigo. Isso me faz f

    Eu tenho uma amizade com uma pessoa que sinto que ela não tem vontade de falar comigo. Isso me faz ficar chateada, pois sinto que ela não se importa tanto assim e eu queria que ela fosse mais minha amiga, pois não sinto isso dela. Entretanto, eu não quero cortar laços com ela, pois ela é alguém importante para mim. O que eu poderia fazer nessa situação? Penso em procurar ajuda com psicólogo para tentar ficar bem mentalmente.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Marcos Antunes

    Nessa situação creio que a solução não se encontra em alguma atitude externa que você possa tomar, mas sim em mudanças internas como no desenvolvimento do autoconhecimento, da autoestima e da autorregulação emocional. De fato a psicoterapia lhe ajudaria a entender o porque que você reage dessa forma à atitude de sua amiga. Além de desenvolver sua independência emocional e não ficar mais refém de como os outros te tratam :)


  • Eu gostaria de saber se os pensamentos intrusivos sexuais podem trazer prazer sexual. Por exemplo,

    Eu gostaria de saber se os pensamentos intrusivos sexuais podem trazer prazer sexual.
    Por exemplo, sei que existe o TOC sexual, normalmente os pensamentos são incontroláveis e são contra aos princípios da pessoa. Eu tenho tudo isso, e isso me causa muito nojo e tristeza, porém eu realmente sinto prazer sexual com esses pensamentos. Traz muita culpa e dor, e eu sofro com isso desde criança. Eu não tenho nenhum comportamento obsessivo quanto a isso também. Mas me causa muito sofrimento.
    Já fui diagnosticada com TOC por outras coisas há anos atrás, mas nunca contei essa questão sexual para ninguém. Na minha família também tem histórico de ansiedade e TOC.
    Isso que eu tenho seria um toc sexual, mesmo que eu realmente sinta prazer quanto a isso e justamente o prazer me cause muita culpa ? Ou seria só pensamentos sexuais intrusivos ?.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Marcos Antunes

    Boa tarde. Tendo em vista que você já foi diagnosticada anteriormente, tem histórico na família e traz esses sintomas específicos pode-se dizer que parece muito sim um TOC sexual. Entretanto o mais importante não é o diagnostico em si, mas sim como ele impacta na sua vida. No seu caso, recomendo que busque um psicólogo para te ajudar a entender como esse seu padrão de pensamentos funciona, quais os grandes e pequenos estímulos que os eliciam, como isso se estabeleceu na sua vida e como você pode supera-los e o acompanhamento de um psiquiatra também é essencial.

    Não temos controle sobre a emoção que vamos sentir frente a determinado acontecimento/pensamento nem se sentimos prazer ou não com algum estimulo físico ou mental (ex.: ao ser agredido ninguém escolhe ficar triste ou com raiva. A emoção simplesmente vem, é uma reação). É natural que cobremos muito mais de nós mesmos do que cobraríamos de outra pessoa, o desenvolvimento da autocompaixão e autocompreensão podem te ajudar na dimensão emocional e cognitiva (pensamentos).

    Fico à sua disposição para mais informações e desejo sua melhora!


  • O que fazer para um paciente com pensamentos negativos constantes se veja livre deles?

    O que fazer para um paciente com pensamentos negativos constantes se veja livre deles?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Marcos Antunes

    Olá, boa tarde. Pensamentos negativos estão sempre baseados em uma crença inconsciente que você tem a respeito de si, do mundo ou das outras pessoas.
    Por exemplo, se acredito que sou uma pessoa desinteressante e me encontro numa festa com muitas pessoas, naturalmente posso pensar que não sou bom o suficiente para estar naquele lugar ou que não sou bem-vindo ali e me fechar às possíveis interações antes mesmo delas acontecerem. Uma estratégia que uso com meus pacientes nessas situações é analisar as evidencias que você tem que apontem que esse pensamento seja verdadeiro ou apenas uma catastrofização (distorção), e se cada evidencia identificada se baseia na realidade ou em suas emoções. Caso perceba que é apenas uma distorção de sua mente, que pensamento seria mais realista para substitui-lo? Caso seja real, quais habilidades você precisa desenvolver para superar a situação? Considere registrar seus pensamentos, anotar as interpretações alternativas pois seu pensamento inicial não é necessariamente a realidade. Na terapia cognitivo comportamental você pode encontrar as crenças que originam esses pensamentos negativos e desenvolver as suas próprias ferramentas para enfrenta-los efetivamente.


  • um adolescente de 15 anos que tem suspeitas de borderline pode possivelmente receber diagnóstico com

    um adolescente de 15 anos que tem suspeitas de borderline pode possivelmente receber diagnóstico com essa idade ou só quando adulto?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Marcos Antunes

    Não, pois se trata de um transtorno de personalidade e basicamente esse tipo transtorno só pode ser diagnosticado pelo menos no inicio da fase adulta (salvo raríssimas exceções). Porque na adolescência a personalidade ainda está sendo desenvolvida.


  • é normal evitar o centro dos pensamentos do gatilho quando se tem pensamentos obsessivos? por exempl

    é normal evitar o centro dos pensamentos do gatilho quando se tem pensamentos obsessivos? por exemplo, evitar ver vídeos relacionados a doenças, ou chegar perto de pessoas doentes, pq isso provoca mais pensamentos obsessivos?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Marcos Antunes

    Sim, é super normal. Nossa mente tende a evitar o que nos causa desconforto. Esse é o mesmo principio que faz a gente convenientemente esquecer de fazer aquela pequena tarefinha chata que não gostamos. Entretanto fugir do problema não o resolve, apenas adia o mesmo podendo até aumentar a angustia e causar sentimentos de que algo de ruim pode acontecer a qualquer momento. Sei que pode ser desconfortável, mas nesses casos eu gostaria de convida-lo(a) a se permitir conhecer mais a fundo a angustia e enfrentar as raízes desse problema com ajuda especializada. Para que assim você diversifique seu repertório de respostas a situações semelhantes.


  • é normal que pensamentos obsessivos tenham picos? por exemplo, eles se acentuam drasticamente durant

    é normal que pensamentos obsessivos tenham picos? por exemplo, eles se acentuam drasticamente durantes alguns dias, e do nada diminuem até níveis "normais" ou seja, que não são fortes ou frequentes o suficiente para causar sofrimento intenso, apenas desconforto?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Marcos Antunes

    Sim é relativamente normal que alguns pensamentos obsessivos tenham seu pico durante um período (de horas ou até um dia inteiro) enquanto no dia seguinte tudo esteja de volta ao seu normal. Isso pode acontecer por incontáveis motivos seja uma ansiedade, uma angustia ou algum gatilho que você pode até nem ter percebido que encostou em alguma crença ou medo inconsciente.

    Através da terapia é possível chegar na origem desses pensamentos e identificar quais as suas crenças que influenciam esse tipo de reação e a partir disso, desenvolver uma forma mais resiliente e realisticamente otimista de enfrentar as situações em que esses pensamentos obsessivos surgem.


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Perguntas frequentes

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