Perguntas do paciente (7)

  • Quais são as consequências da falta de saúde mental?

    Quais são as consequências da falta de saúde mental?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Maria Clara Moteff

    A falta de cuidado com a saúde mental pode trazer consequências que vão além do emocional. Levando em conta a integração do organismo, ela pode se manifestar através de sintomas como ansiedade constante, tristeza profunda, dificuldade de concentração e problemas com o sono. Também pode impactar o corpo, favorecendo o aparecimento de dores físicas, cansaço excessivo e até a piora de doenças já existentes. Além disso, interfere nas relações, no desempenho profissional e na forma como a pessoa se relaciona consigo e com os outros.


  • Como os padrões de pensamento negativo impactam as emoções e o comportamento de uma pessoa ?

    Como os padrões de pensamento negativo impactam as emoções e o comportamento de uma pessoa ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Maria Clara Moteff

    Padrões de pensamento negativo afetam diretamente as emoções e o comportamento, criando um ciclo difícil de interromper. Quando a mente está presa a interpretações rígidas ou pessimistas, isso gera emoções como ansiedade, tristeza ou raiva. Referidos sentimentos, por sua vez, influenciam nossas escolhas e atitudes — podemos nos isolar, procrastinar ou reagir de forma impulsiva. Além disso, o corpo também sente os efeitos, com tensão muscular, fadiga e alterações no sono. A repetição desses padrões reforça ainda mais a percepção de que não há saída, mantendo a pessoa presa em um círculo de sofrimento. Reconhecer e trabalhar esses pensamentos no processo terapêutico é um passo essencial para recuperar equilíbrio e bem-estar.


  • Quais as barreiras comuns ao autocuidado e à atenção plena?

    Quais as barreiras comuns ao autocuidado e à atenção plena?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Maria Clara Moteff

    Muitas pessoas encontram barreiras ao praticar o autocuidado e a atenção plena no dia a dia. Entre as mais comuns estão a falta de tempo, a sensação de culpa por priorizar a si mesmo, a dificuldade em desacelerar em meio a tantas demandas e autocobrança.
    Além disso, crenças internas, como a ideia de que cuidar de si é egoísmo, ou a resistência em entrar em contato com emoções desconfortáveis, também podem dificultar o processo.
    A psicoterapia ajuda no reconhecimento desses obstáculos e em um primeiro passo para transformá-los em oportunidades de mudança, permitindo um contato mais presente e saudável consigo mesmo.


  • Quais são as técnicas de mindfulness em psicologia?

    Quais são as técnicas de mindfulness em psicologia?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Maria Clara Moteff

    O mindfulness envolve diferentes práticas que ajudam a desenvolver atenção plena e presença. Algumas técnicas comuns incluem:

    Atenção à respiração: focar na respiração, observando o ar que entra e sai, o ritmo e as sensações corporais associadas.

    Varredura corporal (body scan): perceber, pouco a pouco, as partes do corpo e suas sensações, favorecendo consciência e relaxamento.

    Meditação guiada: exercícios conduzidos por áudios ou pelo terapeuta, que ajudam a focar a atenção no presente.

    Observação dos pensamentos: notar pensamentos que surgem sem julgá-los ou tentar controlá-los, apenas reconhecendo e deixando passar.

    Práticas no cotidiano: trazer consciência para atividades simples, como caminhar, se alimentar ou ouvir alguém, com atenção plena.

    O mindfulness se conecta à ampliação da consciência do aqui-e-agora e ao contato com a experiência vivida, além de ajudar na qualidade das relações, tornando a pessoa mais disponível e consciente em seus vínculos.

    Referidas técnicas, quando praticadas regularmente, contribuem para reduzir a ansiedade, melhorar o foco, equilibrar emoções e ampliar a clareza diante das escolhas de vida.


  • Quais as consequências de praticar mindfulness regularmente?

    Quais as consequências de praticar mindfulness regularmente?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Maria Clara Moteff

    A prática regular do mindfulness favorece o contato com o momento presente, ajudando a ampliar a consciência sobre pensamentos, emoções e sensações corporais. Isso significa estar mais disponível para perceber “como” se vive a experiência, reconhecendo padrões e abrindo espaço para novas possibilidades de escolha. O mindfulness contribui, também, para melhorar a qualidade dos vínculos, visto que quando estamos mais atentos e presentes, conseguimos nos relacionar de forma mais autêntica e menos automática.
    Com o tempo, essa prática pode trazer mais clareza, equilíbrio emocional, redução da ansiedade e fortalecimento da autonomia diante das situações da vida.


  • As doenças crônicas mentais afetam o cérebro e também todo o corpo de um paciente ?

    As doenças crônicas mentais afetam o cérebro e também todo o corpo de um paciente ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Maria Clara Moteff

    Sim. Transtornos crônicos não se restringem apenas ao cérebro: influenciam todo o organismo. Isso acontece porque mente e corpo estão profundamente interligados.

    Do ponto de vista biológico, condições como ansiedade crônica, depressão ou transtornos de estresse prolongado alteram a produção de neurotransmissores e hormônios. Esse desequilíbrio impacta o sistema imunológico, cardiovascular, endócrino e digestivo, podendo gerar sintomas físicos como dores musculares, fadiga, alterações no sono, problemas gastrointestinais e até maior vulnerabilidade a outras doenças.

    Na Gestalt-terapia, entendemos o ser humano como um todo integrado: corpo, mente e ambiente em constante relação. Sintomas emocionais e corporais não aparecem isolados, mas como expressões de um mesmo processo, que inclui vínculos e contextos, mostrando como relações familiares e sociais também influenciam o adoecimento ou o fortalecimento da saúde.

    Nesse sentido, o tratamento de transtornos mentais deve ser integrativo, unindo psicoterapia, acompanhamento médico e práticas de autocuidado, visando tanto o equilíbrio emocional quanto o bem-estar físico.


  • O que acontece com o cérebro durante o luto patológico?

    O que acontece com o cérebro durante o luto patológico?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Maria Clara Moteff

    O luto é uma resposta natural à perda, mas quando se torna patológico — isto é, prolongado e incapacitante — pode provocar alterações significativas no funcionamento cerebral, em áreas relacionadas à memória, apego e dor emocional, como a amígdala, o córtex pré-frontal e o sistema límbico. Diferente do luto saudável, em que ocorre gradualmente uma reorganização neural que permite seguir adiante, no luto patológico essas áreas permanecem em hiperatividade, como se a perda fosse revivida constantemente, podendo gerar sintomas como dificuldades de concentração e memória, hipervigilância, ansiedade e tristeza intensas, alterações no sono, apetite e energia.

    Além do impacto cerebral e fisiológico, o luto precisa ser visto em sua dimensão emocional e relacional, através da psicoterapia e, em alguns casos, de acompanhamento psiquiátrico.


Perguntas frequentes

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