Perguntas do paciente (38)

  • É normal mesmo namorando as vezes ter lembranças de outros sexos e sentir prazer nisso? as vezes est

    É normal mesmo namorando as vezes ter lembranças de outros sexos e sentir prazer nisso? as vezes estou sozinho me masturbando ou até mesmo com meu parceiro e um pensamento surge na minha mente do nada, ou uma posição, um local me fazem lembrar.... amo muito ele e apesar de serem boas lembranças de bons sexos sinto que me tira do momento de prazer atual que também é muito bom me fazendo sentir um pouco culpado

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Maria do Carmo Pimentel Rocha

    Olá! Normal ou errado?! O significado que você defini sobre epsódios vivenciados pode relacionar consequências sentindas em eventos da vida. Algumas perguntas importantes pode contribuir na compreensão desses pensamentos. Como: o que o sexo significa e quais os efeitos que é gerados a você? O amor que tens pelo namorado não invalida poder sentir emoções diferente das que sente por ele, também não significa dizer que seus sentimentos por ele são falsos. Eventos passados é parte da sua vida. A busca pelo entendimento de seus pensamentos, suas emoções e como se comporta iram trazer mais funcionalidade. A culpa é uma emoção onde gera uma responsabilidade daquilo que foi feito ou está fazendo, é uma pressão social e cultural que você mesma desenvolve. Isso pode desenvolver uma ansiedade, negatividade e até uma baixa autoestima. O controle de procurar não pensar em momentos vividos fortalece a ação de manter-se no pensamento repetitivo e indesejado. Aceitar que experiências foram boas alivia emoções disfuncionais e trás você para o presente momento.


  • Tive um evento com meu namorado(1 ano de namoro), fizemos um menage no começo estava tudo bem, mas,

    Tive um evento com meu namorado(1 ano de namoro), fizemos um menage no começo estava tudo bem, mas, chegou um momento em que passei mal(bebi mt) o namorado e o outro me ajudaram, cuidaram de mim, mas ao retornar a cama em um momento apaguei e meu namorado não percebeu(acredito nele) e ele e o outro deram um beijo, que foi interrompido pelo "nós vamos contar pra ele né?" só q meu namorado sem entender ficou "ue como assim? ele nao ta aqui?" e que logo ao continuar ele percebeu q eu não estava mais presente(nem em corpo e nem em alma kkkkk) e parou imediatamente, ambos me confessaram logo ao acordarmos. Desde então fico revisitando esse evento que me causa sentimentos mistos... traição? inveja? acredito que meu namorado não fez por mal só que ainda sinto q estou um pouco magoado revivendo obsessivamente esse evento achando q encontrarei uma resposta, ao ponto de me afetar e afetar o meu relacionamento. Conversamos sobre ele se sente extremamente culpado ao ponto de não se sentir mais confortável de fazer outro ménage, e acho que nem eu(talvez eu tenha descoberto que não sou tão liberal dentro de um relacionamento). Não sei mais oq fazer para virar essa pagina e seguir em frente com meu namorado que amo muito, temos uma relação bem saudável, com carinho, comunicação e parceria. Não sei se estou aumentando muito esse acontecimento na minha cabeça, não quero ficar afetado por algo q no fundo eu julgue como bobo, muito menos que esse relacionamento chegue ao fim.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Maria do Carmo Pimentel Rocha

    Olá! Diante do seu relato é importante enfatizar que somente um acompanhamento mais profundo pode-se contribuir para que esse evento venha ser compreendido e assim aceito. A parti daí você poderá co struir um pensamento mais funcional e adaptativa para ter um relacionamento mais saudável.


  • Qual a diferença entre avaliação psicológica e avaliação neuropsicológica?

    Qual a diferença entre avaliação psicológica e avaliação neuropsicológica?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Maria do Carmo Pimentel Rocha

    Boa noite! A avaliação psicológica faz pate da anamnesia, é uma das técnicas utilizada para colher dados do paciente. Pode ser estruturada, semi estruturada e aberta, ela trás a história de vida, visando assim uma melhor compreensão da demanda trazida pelo paciente e direciona para uma possível hipótese diagnostica.
    A avaliação neuropsicologia utiliza-se de testes psicológico com objetivo de mensurar funções cognitivas e comportamentais esperados dentro do desenvolvimento humano. É um exame que dá direcionamento mais preciso para chegada de um diagnóstico tipica ou atípico do paciente.


  • Como um psicólogo avalia um paciente? .

    Como um psicólogo avalia um paciente? .

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Maria do Carmo Pimentel Rocha

    Bom dia! Para uma avaliação psicológica é preciso ter base científica. Isso, faz com que o profissional siga etapas técnicas. Existe uma entrevista inicial para coletar dados da história de vida, informações médicas, caso necessário testes psicológico, observação, hipótese diagnóstica, objetivo e análise de resultados. Lembrado que, o processo não precisa necessariamente seguir todas essas etapas, isso vai depender da necessidade de cada paciente. A importância da avaliação de um psicólogo é direcionar o paciente de forma eficaz, preventiva de complicação e melhoria de vida.


  • Quais são as etapas da avaliação psicológica? .

    Quais são as etapas da avaliação psicológica? .

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Maria do Carmo Pimentel Rocha

    Bom dia! É um processo sistemático. Primeiro, tem objetivo identificar um propósito ( diagnóstico, tratamento etc) estabelecer questões específicas a serem respondidas. Inclui uma coleta de dados com intrevista inicial, visando fazer o levantamento da história de vida, história médica e comportamentais. Faz parte a aplicação de testes psicológico, aplicação de instrumentos, análise de resultados com interpretação e identificação de padrões. Baseado pela ética, confiabilidade e competência profissional. É uma ferramenta que analisa questões para um possível diagnóstico.


  • O que é perfil psicológico de uma pessoa? .

    O que é perfil psicológico de uma pessoa? .

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Maria do Carmo Pimentel Rocha

    Bom dia! O perfil psicológico descreve a personalidade do indivíduo, identifica habilidades cognitiva, comporta e padrões emocionais. É uma ferramenta sistemática profunda de compreensão motivação e potencial a desafios. É utilizada em avaliações clínicas, seleção de pessoas, desenvolvimento pessoal e pesquisa, levantamento diversas características significativa sobre o que está sendo investigado.


  • Qual diferença entre terapia do esquema e TCC para tratamento de ansiedade social?

    Qual diferença entre terapia do esquema e TCC para tratamento de ansiedade social?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Maria do Carmo Pimentel Rocha

    Bom dia! São abordagens comportamentais com direcionamento distintos
    A TCC foca em modificar padrões de pensamento disfuncionais no presente, busca ações mais adapitativas, tem o objetivo reduzir sintomas emocionais e comportamentais. É uma abordagem ativa e colaborativa. Em quadros depressivos, ansiosos leva o paciente desafiar crenças irracionais à construção de novos pensamentos.
    Enquanto a Terapia de Esquema é focada em disfunções enraizadas na infância e adolescência. Assim, esses esquemas afetam o presente em ambientes relacionados ao outro e à como se vê no mundo. O intuito da TE é modificar padrões mal-adaptativos para esquemas de enfrentamento mais duradouros no presente. Utiliza técnicas como "parentalidade limitada" entre outras.


  • olá, ultimamente tenho estado preocupada com minha irmã mais velha, de 26 anos, que sempre teve ansi

    olá, ultimamente tenho estado preocupada com minha irmã mais velha, de 26 anos, que sempre teve ansiedade forte, já passou e passa com psicólogos a anos e recebeu laudo de ansiedade "severa" que eu me lembre foi esse termo usado, não tenho certeza. Já foi indicada a passar com psiquiatra e nunca foi, se nega a ir, porem parece a única solução pra ajudar ela, já que sem ajuda de remédios ela esta tendo crises e sofrendo, estamos todos preocupados, mas ninguém consegue convencer ela a dar uma chance de passar com psiquiatra

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Maria do Carmo Pimentel Rocha

    Olá, bom dia! Sobre o seu relato posso afirmar que realmente faz necessário o acompanhamento com um psiquiatra, pois a melhora do quadro dependerá do auxílio medicamentoso. Para isso, o diagnóstico avaliado pelo especialista terá uma contribuição fundamental na evolução do tratamento psicológico.
    A ansiedade generalizada vem de fatores ambientais (história de vida, cuidado parental, relacionamento interpessoal, eventos estressantes, traumas, frustrações, vícios e estilo de vida) e fatores biológicos (características específicas do indivíduo, outras patologias, alterações fisiológicas, hormonais, bioquímicas, faixa etária, sexo biológico e um grande determinante genético.
    A medicação e a psicoeducação são componentes fundamentais para o alívio dos sintomas da ansiedade.


  • É possível tratar a ansiedade social em pessoas com problemas de cognição ou baixa velocidade de rac

    É possível tratar a ansiedade social em pessoas com problemas de cognição ou baixa velocidade de raciocínio?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Maria do Carmo Pimentel Rocha

    Olá, é possivel aliviar os sintomas sim, mas isso vai depender de um acompanhamento psicológico adequado, com uma uma colaboração ativa do paciente. É um processo que pode ser lento e gradativo. Dependendo do caso, um acompanhamento com outros especialistas, como: neurologista, psiquiatra entre outros, poderá contribuir no desenvolvimento da melhora do comportamento e dos sintomas.


  • Estou vivendo um relacionamento vai fazer 2 anos e sou muito feliz ao lado do meu marido. Porém ele

    Estou vivendo um relacionamento vai fazer 2 anos e sou muito feliz ao lado do meu marido. Porém ele não está feliz, me diz que sou apática e sem sentimentos pois não consigo expressar meus sentimentos, não sei demonstrar. Ele diz que não se sente amado, desejado e valorizado.
    Tenho muitos traumas e não sei me expressar , já tentei algumas vezes me esforçar pra mudar isso mas nunca consigo mudar realmente de verdade.
    As vezes realmente sinto que sou fria e sem sentimentos pois em muitas situações eu não consigo demonstrar o que tô sentindo, sou muito carinhosa fisicamente com ele mas falta conseguir me expressar em palavras, gestos e atitudes. Ele está sofrendo pois me valoriza muito e eu não consigo entregar essa reciprocidade. Eu não quero o perder mas me sinto perdida.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Maria do Carmo Pimentel Rocha

    O que você está vivendo não é falta de sentimento, é dificuldade de expressão emocional. É comum pessoas com experiências traumáticas, invalidação, também ter crescido em ambientes que não se falavam de sentimentos e emoções. Isso faz com que o aprendizado sobre sentir e comunicar sentimentos não fosse construído.
    A Teoria Cognitiva Comportamental entende isso como uma dificuldade em três níveis. Reconhecer a emoção “o que eu estou sentindo?”, "Permitir sentir sem bloquear ou evitar', "Expressar de forma clara com (palavras, atitudes, comunicação)
    Ponto positivo: Você é carinhosa fisicamente, isso mostra que o sentimento existe. Só está sendo comunicado em uma “linguagem” que talvez não seja a principal para ele.

    Agora, vamos organizar isso de forma prática:
    Existe alguns pensamentos automáticos em você
    “Eu não sei me expressar”
    “Eu sempre falho nisso”
    “Não adianta tentar, não muda”
    Esses pensamentos fazem você travar, evitar se expressar, reforçar a ideia de que “não consegue”
    É um ciclo, não uma característica fixa sua.
    Sobre o sofrimento dele não é necessariamente uma crítica à sua essência, mas uma necessidade emocional,
    sentir-se amado
    sentir-se desejado
    sentir-se importante
    Isso é legítimo. E também é legítimo você estar com dificuldade. Aqui não tem culpado tem descompasso emocional com falta de ferramenta.

    Você não precisa virar uma pessoa super expressiva de uma vez, comece aos poucos.
    nomear emoções (diariamente), uma vez por dia, pergunte:
    “O que eu senti hoje com ele?”
    Pode ser simples:
    gostei
    senti saudade
    fiquei confortável
    fiquei irritada
    Após dar esse passo você pode usar frases simples, mesmo que pareçam “mecânicas” no começo:
    “Eu gosto de estar com você”
    “Você é importante pra mim”
    “Eu sinto dificuldade de falar, mas eu sinto sim”
    “Eu tô tentando melhorar nisso”
    Combinar com ele um processo ajuda na construção.
    Você pode dizer:
    “Eu não sou apática, eu tenho dificuldade de expressar. Eu quero melhorar, mas isso é um processo. Se você puder ter um pouco de paciência, vai me ajudar muito.”
    Isso tira você do lugar de “fria” e coloca no lugar de alguém na evolução.


  • Descobri que tenho dependência emocional, e para reverter isso, estou buscando meios de acabar com essa dependência.

    Descobri que tenho dependência emocional, e para reverter isso, estou buscando meios de acabar com essa dependência. Eu coloco lógica, por um momento passa, mas depois volta, só que com uma espécie de dor inconsciente. Para não desgastar meu relacionamento, como lido com essa dor involuntária? E melhor, acabo com essa dependência de uma forma saudável?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Maria do Carmo Pimentel Rocha

    Primeiro o que você viveu não foi um relacionamento saudável e é importante entender com clareza.
    Você descreve um padrão muito consistente de controle sobre o que você veste, controle sobre o que você escuta, restrição da sua liberdade (ônibus, eventos, atividades), afastamento da sua rede de apoio (família e amigos), pressão para fazer coisas que você não queria, manipulação emocional (te fazer pedir desculpas sempre). Isso não é cuidado, isso é controle e abuso emocional.
    Quando alguém te ama de forma saudável, essa pessoa respeita sua individualidade, não te isola de quem você ama, não te obriga a nada, não te faz sentir medo de ser abandonada se você disser “não”
    Sobre a sua dúvida: “ele é tóxico?”
    Pelos comportamentos que você descreveu, sim — são atitudes claramente tóxicas e abusivas.
    Agora, sobre o que você está sentindo:
    O que você está vivendo não é fraqueza, é algo muito comum em relações assim, um vínculo de dependência emocional. Isso acontece porque ele alternava momentos bons (carinho, presentes, cuidado) com momentos de dor, controle e sofrimento
    Esse tipo de dinâmica confunde o cérebro e cria um apego muito forte. Você não sente falta dele como ele realmente era você sente falta da versão idealizada e dos momentos bons.
    Você percebeu algo muito importante “Eu chorei mais do que fui feliz” essa frase é extremamente significativa sobre esse pensamento:
    “Nunca vou encontrar alguém como ele”
    Aqui existe uma distorção emocional comum Você está comparando o melhor dele com um futuro desconhecido. Mas a verdade é: Você não precisa encontrar alguém “igual a ele”.
    Você precisa encontrar alguém melhor e saudável. Alguém que tenha qualidades sem te machucar.

    Agora, o mais importante, o que fazer para superar

    1. Pare de romantizar os momentos bons. Quando vier saudade, lembre-se do todo, não só das partes bonitas, pode até escrever tudo que te machucava, tudo que você teve que abrir mão. Isso ajuda seu cérebro a sair da ilusão.
    2. Retome quem você era. Você disse algo muito forte: “Eu larguei meu eu" agora é o momento de reconstruir isso, volte a se aproximar da sua família, reconecte com amigos, retome hábitos que você gostava, use as roupas que você gosta.
    Isso não é pequeno — isso é cura.
    3. Você não perdeu, você se libertou. Ele não te escolheu e isso dói, mas alguém que não te respeita, não te valoriza, te troca por pressão dos pais não seria um parceiro seguro pra vida.

    Dê tempo ao tempo (um mês ainda é muito recente)
    Chorar todos os dias, nesse momento, é esperado. Você está em processo de luto emocional.
    Mas isso não vai durar para sempre, mesmo que pareça, trabalhe sua autoestima, amor saudável não exige que você deixe de ser quem é.
    6. Se possível, procure terapia
    Principalmente na abordagem cognitivo-comportamental (TCC), que ajuda muito com:
    dependência emocional
    autoestima
    padrões de relacionamento
    Quero te deixar com uma reflexão importante:
    Você não está sofrendo porque ele era perfeito.
    Você está sofrendo porque se entregou de verdade.
    E isso fala mais sobre a sua capacidade de amar do que sobre o valor dele.
    Agora o caminho é aprender a amar alguém sem se abandonar começando por você mesma.


  • Como posso sentir prazer sensação de bem estar com depressão e ansiedade estou tomando as medicações

    Como posso sentir prazer sensação de bem estar com depressão e ansiedade? estou tomando as medicações e ainda não tenho melhorado

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Maria do Carmo Pimentel Rocha

    Na depressão e na ansiedade, existe uma redução da capacidade de sentir prazer (anedonia) e um aumento de pensamentos negativos e tensão constante. Mesmo com medicação o cérebro pode levar um tempo para “reaprender” a sentir bem-estar. E é aí que a terapia entra como peça fundamental.
    Na TCC, não esperamos “ter vontade” para agir. Você não precisa sentir vontade para começar, você começa mesmo sem vontade. Chamamos isso de ativação comportamental.
    Se eu ajo, mesmo sem vontade → aumento a chance de sentir bem depois. Tente isso de forma bem gradual.
    Faça lista de atividades mínimas, escolha coisas simples, como tomar banho mais demorado,
    ouvir uma música que você gostava, tomar um café em silêncio, dar uma volta curta mesmo que pareça “sem graça”, o objetivo não é sentir prazer imediato é reativar o sistema de recompensa do cérebro.
    Escala de esforço (0 a 10) Comece com atividades nível 2 ou 3, não 8 ou 9, como em vez de “ir à academia”, comece com “andar 5 minutos”.
    Registre pequenas melhoras depois de cada atividade, se pergunte “De 0 a 10, como me senti antes e depois?” Às vezes a melhora é pequena (tipo de 2 para 3), mas isso já é progresso real.
    Trabalhar os pensamentos automáticos
    A depressão e a ansiedade alimentam pensamentos como:
    “Nada vai melhorar”
    “Isso não funciona pra mim”
    “Eu sou assim mesmo”
    Na TCC, a gente aprende a questionar esses pensamentos
    “Qual a evidência real disso?”
    “Existe outra forma de ver essa situação?”
    Não é pensar positivo é pensar mais realista.

    Quando estamos deprimidos, o cérebro “anestesia” o prazer. Então, no começo, você pode fazer coisas e pensar “Não senti nada”. Isso não significa que não está funcionando? Não, significa que você está no início do processo.
    Resumindo na lógica da TCC, não espere sentir → aja primeiro. Comece pequeno, tenha consistência e intensidade.

    Questione pensamentos, não aceite tudo como verdade.


  • Lido com Transtorno de ansiedade, depressão e pânico. Como complemento, devo procurar um psicanalist

    Lido com Transtorno de ansiedade, depressão e pânico. Como complemento, devo procurar um psicanalista ou um psicólogo?
    Já fazia acompanhamento com um psiquiatra.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Maria do Carmo Pimentel Rocha

    Boa tarde!
    A psiquiatria tem um papel importante, responsável de cuidar da parte medicamentosa, além do acolhimento. A psicoterapia assume vem de maneira ativa sobre os sintomas do transtorno, baseada em evidência científica para esses quadros a Terapia Cognitivo-Comportamental trabalha de forma estruturada para ajudar a pessoa a identificar pensamentos automáticos negativos que alimentam a ansiedade e o pânico. Desenvolver estratégias práticas para lidar com crises modificar padrões de comportamento que mantêm o sofrimento, aprender habilidades de regulação emocional são métodos que reestrutura a cognição de maneira mais funcional.
    O psicólogo – é o profissional formado em psicologia e habilitado para realizar psicoterapia em diferentes abordagens (como TCC, psicanálise, humanista, entre outras).
    Psicanalista – pode ter formação em psicanálise, mas nem sempre é psicólogo ou profissional da saúde. A psicanálise costuma ser um processo mais profundo e de longo prazo, focado em conteúdos inconscientes.
    Para quadros de ansiedade, depressão e pânico, muitas pessoas se beneficiam bastante de psicoterapia com um psicólogo que trabalhe com TCC, porque é uma abordagem mais focada em sintomas atuais e estratégias de enfrentamento.
    Outro ponto muito positivo é manter o acompanhamento conjunto:
    psiquiatra → medicação e avaliação clínica
    psicólogo → psicoterapia e desenvolvimento de estratégias psicológicas
    Procurar um psicólogo "preferencialmente com abordagem em TCC" costuma ser uma escolha bastante indicada como complemento ao acompanhamento psiquiátrico.


  • Não sou gay mas tenho dificuldade em falar com mulheres, que tipo de ajuda vocês indicam?

    Não sou gay mas tenho dificuldade em falar com mulheres, que tipo de ajuda vocês indicam?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Maria do Carmo Pimentel Rocha

    É fundamental dizer que ter dificuldade para falar com mulheres não tem relação direta com orientação sexual, isso pode ser muito mais comum do que possa parece. Muitas vezes isso está ligado a ansiedade social, insegurança, medo de rejeição ou pensamentos de autoavaliação negativa. Na TCC, entendemos que existe um ciclo:
    * Pensamentos → “Vou parecer estranho”, “Ela vai me achar sem graça”, “Vou travar.”
    * Emoções → ansiedade, tensão, vergonha
    * Comportamento → evitar conversar ou falar pouco
    * Resultado → falta de prática → a dificuldade continua
    Não é falta de capacidade é um ciclo aprendido. O que você pode começar a fazer é identifique seus pensamentos automáticos
    Antes ou durante a conversa, observe o que passa na sua cabeça. Pergunte-se: Isso é um fato ou só um medo?
    Que prova eu tenho de que vai dar errado?
    Um erro comum é achar que precisa ser interessante o tempo todo. Na prática, boas conversas acontecem quando você demonstra curiosidade, não performance.
    * Exemplo simples:
    Perguntar opinião
    Exposição gradual (muito importante na TCC)
    Não comece tentando flertar, comece pequeno, pedir informação, conversar com colegas trocar comentários rápidos no dia a dia
    O cérebro aprende segurança pela repetição.
    Aceite um pouco de desconforto
    Ansiedade não significa que algo está errado significa apenas que você está treinando algo novo. Evitar mantém o medo; praticar diminui.
    Um ponto importante, habilidade social é treino, não talento nato. Pessoas que parecem naturais geralmente só tiveram mais experiências.


  • O que seria depressão especificamente ? queria muito saber Grata

    O que seria depressão especificamente ? queria muito saber
    Grata

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Maria do Carmo Pimentel Rocha

    A tristeza faz parte da vida e costuma passar com o tempo. A Depressão é um transtorno de saúde mental que vai muito além de sentir tristeza. É uma alteração mais profunda e persistente no humor, nos pensamentos e na forma como a pessoa percebe a si mesma, os outros e o mundo.

    Os sintomas envolve humor deprimido na maior parte do dia. Perda de interesse ou prazer em atividades que antes eram agradáveis. Cansaço ou falta de energia frequente. Alterações no sono (dormir demais ou ter muita dificuldade para dormir). Mudanças no apetite. Dificuldade de concentração. Sentimentos de culpa excessiva, inutilidade ou desvalorização. Sensação de desesperança em relação ao futuro.

    Na Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC), entendemos que a depressão costuma estar relacionada a um ciclo entre pensamentos, emoções e comportamentos. A pessoa pode começar a ter pensamentos muito negativos sobre si mesma ou sobre a vida, isso gera emoções de tristeza e desânimo, e como consequência ela passa a se afastar de atividades e pessoas. Esse afastamento acaba reforçando ainda mais o sentimento depressivo.

    É importante saber que a depressão tem tratamento. A psicoterapia como a TCC ajuda a identificar e modificar padrões de pensamento e comportamento que mantêm o sofrimento. Em alguns casos, o acompanhamento com psiquiatra e o uso de medicação também podem ser indicados.


  • Qual tipo de psicologo devo procurar para tratar timidez , insegurança.?

    Qual tipo de psicologo devo procurar para tratar timidez , insegurança.?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Maria do Carmo Pimentel Rocha

    O ideal é procurar um psicólogo clínico com experiência em abordagens que trabalham com mudança de comportamento, crenças e desenvolvimento de habilidades sociais. As mais recomendadas são:
    Psicólogo com abordagem Cognitivo-Comportamental (TCC). Trabalha diretamente com pensamentos disfuncionais, autocrítica, medo de julgamento e comportamentos de evitação. Ajuda a desenvolver autoconfiança e enfrentamento de situações sociais.
    Psicólogo com foco em Habilidades Sociais. Especialista em ajudar pessoas a se expressarem melhor, se posicionarem e lidarem com interações sociais.
    Outras abordagens que também podem ajudar:
    ACT (Terapia de Aceitação e Compromisso) – ajuda a lidar com autocrítica e vergonha.
    Psicodinâmica – trabalha a origem emocional da insegurança e timidez.
    Humanista – foca no fortalecimento da autoestima e autenticidade.


  • Eu sempre tento ajudar todo mundo, então estou escutando uma menina da minha escola, mais nova que e

    Eu sempre tento ajudar todo mundo, então estou escutando uma menina da minha escola, mais nova que eu, que é diagnosticada com depressão
    Tudo isso de escutar todo mundo está me deixando para baixo e eu acabo me sentindo confusa e choro muito ou me sentindo triste quase o tempo todo
    O que eu faço? Devo parar de ajudá-la?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Maria do Carmo Pimentel Rocha

    Olá!
    Quando você escuta alguém que está sofrendo, especialmente alguém com "Depressão" é natural que isso mexa com suas emoções. O que você descreve sentir-se triste, confusa e chorar com frequência pode ser um sinal de sobrecarga emocional. Isso acontece quando a pessoa assume um peso que é grande demais para carregar sozinha.
    O ato de ajudar os outros é um valor muito bonito, mas também precisamos cuidar dos nossos próprios limites emocionais.
    Você não precisa lidar com isso sozinha.
    Você não é responsável por “salvar” ninguém
    # Cuidar de si não é egoísmo, se você não estiver bem, fica muito mais difícil ajudar alguém. Seu bem-estar também precisa ser prioridade.
    # É saudável colocar limites
    Você pode continuar sendo gentil sem precisar assumir o papel de quem resolve tudo. Às vezes, o melhor apoio é incentivar a pessoa a buscar ajuda de um adulto de confiança, professor, orientador da escola ou psicólogo.
    # Observe seus sinais emocionais
    Chorar muito, sentir-se triste quase o tempo todo ou muito confusa são sinais de que você também precisa de apoio. Conversar com um adulto de confiança como seus pais, um professor ou um psicólogo da escola pode ajudar bastante.
    Você não precisa parar totalmente de se importar, mas pode mudar a forma de ajudar.
    ouvir por um tempo limitado não carregar os problemas sozinha, incentivar que ela procure ajuda profissional
    Uma frase simples que você pode usar com ela é algo como:
    “Eu me importo com você, mas acho que seria importante conversar também com um adulto ou psicólogo que possa te ajudar melhor.” Isso não é abandono. Na verdade, pode ser uma forma mais saudável de ajudar.
    E algo muito importante: você também merece ser cuidada. Se esses sentimentos estão muito intensos, procure conversar com um adulto de confiança ou um profissional.


  • Que especialista devo procurar para o sindrome de burnout e como me tratar?

    Que especialista devo procurar para o sindrome de burnout e como me tratar?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Maria do Carmo Pimentel Rocha

    Olá! O ideal é um acompanhamento multiprofissional, porque o burnout envolve aspectos emocionais, cognitivos e físicos.
    Psicólogo - ajuda a identificar padrões de pensamento, comportamentos e crenças ligados ao excesso de cobrança, perfeccionismo, dificuldade em colocar limites e sobrecarga emocional.
    Psiquiatra - avalia a necessidade (ou não) de medicação para estabilizar sintomas. Quando são mais intensos, como ansiedade elevada, insônia persistente, crises de choro, irritabilidade intensa ou sinais depressivos.
    Médico clínico ou médico do trabalho - avaliar impactos físicos, afastamento laboral quando necessário e orientar adaptações no ambiente de trabalho.
    Burnout não é fraqueza nem falta de resistência. Geralmente acontece justamente com pessoas muito responsáveis, engajadas e exigentes consigo mesmas.
    Na Terapia Cognitiva Comportamental, entendemos que o burnout não surge apenas pelo trabalho em si, mas pela interação entre ambiente + pensamentos + comportamentos.
    A psicoeducação é uma dentre as técnicas utilizadas no manejo terapêutico, ajuda entender o que é burnout e reconhece sinais como: exaustão constante, sensação de incapacidade distanciamento emocional do trabalho, queda de produtividade. Isso reduz culpa e autocrítica.


Perguntas frequentes

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