Perguntas do paciente (22)

  • Perdi um ente querido faz 4 meses, tem dias que as emoções estão muito afloradas, muito choro, senti

    Perdi um ente querido faz 4 meses, tem dias que as emoções estão muito afloradas, muito choro, sentimentos diversos como angústia, tristeza, melancolia, vazio profundo, culpa, raiva, muitos sentimentos misturados e no momento que escrevo me sinto entorpecido, anestesiado, sinto que uma barreira não deixa as emoções aflorarem. Coisas muito diversas ao mesmo tempo acontecendo.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Maria do Livramento Silva de Almeida

    Oi, meu coração sente muito pela sua dor.

    O que você está vivendo é parte do processo de luto — e ele vem mesmo em ondas, misturando emoções como tristeza, culpa, raiva, vazio… e às vezes um silêncio por dentro, como se tudo ficasse anestesiado. Isso não é fraqueza, nem confusão. É o seu jeito único de tentar processar algo muito profundo.

    Se permita sentir no seu tempo. E quando não conseguir, se permita também descansar da dor. O luto tem pausas.

    Você não está só. Se quiser conversar mais sobre isso ou sentir que precisa de ajuda, estou aqui.


  • Olá, tenho TOC com pensamentos repugnantes. Estudei bastante o TOC pela ótica da TCC, e ela sempre m

    Olá, tenho TOC com pensamentos repugnantes. Estudei bastante o TOC pela ótica da TCC, e ela sempre me ajudou muito com meus conflitos. No entanto, comecei a estudar a teoria do TOC pela psicanálise (neurose obsessiva). A maioria dos psicanalistas que acompanho aborda os pensamentos intrusivos como manifestações de desejos inconscientes reprimidos que emergem à consciência. Em outras palavras, seria um processo de substituição: como o desejo reprimido é considerado imoral, ele é recalcado e depois retorna de forma distorcida como pensamento intrusivo. No entanto, achei essa explicação superficial e até desesperadora — dizer que aquilo que você mais repudia é, na verdade, um desejo inconsciente. Será que esses pensamentos não poderiam surgir de medos, traumas ou mecanismos que não envolvem, necessariamente, o desejo? Alguém poderia, por gentileza, me orientar sobre isso?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Maria do Livramento Silva de Almeida

    Oi! Primeiro, quero reconhecer o quanto é corajoso da sua parte estudar e refletir sobre o que está sentindo. Nem sempre encontramos respostas fáceis quando se trata da mente, e você está fazendo um movimento valioso de autocompreensão.

    Sim, na psicanálise clássica, especialmente na visão freudiana, os pensamentos obsessivos podem ser compreendidos como uma “formação de compromisso” — uma tentativa do inconsciente de expressar desejos reprimidos, mas de forma distorcida e até angustiante.

    Mas vale lembrar: isso não significa que o pensamento intrusivo revela um desejo literal ou consciente. Pelo contrário! Ele causa sofrimento justamente porque vai contra o seu senso de identidade e moralidade. E mais: psicanalistas contemporâneos (como Winnicott, Lacan ou mesmo autores mais integrativos) já ampliaram muito esse olhar.

    Seus pensamentos podem, sim, ter origens em traumas, medos, vivências reprimidas, superidentificação com regras rígidas, ou mecanismos de defesa como a formação reativa (amar tanto algo que se defende atacando-o inconscientemente).

    Ou seja, não se resume a “você quer isso”. O que você sente é aversão, medo, culpa — e o próprio sofrimento mostra que isso não é um desejo verdadeiro, mas um sintoma. E todo sintoma tem um sentido simbólico, não literal.

    Se a TCC te ajudou, continue com ela, sem abandonar o olhar humano e simbólico da psicanálise — mas não absorva como verdade tudo que lê, principalmente se te desespera. Em qualquer abordagem séria, o mais importante é compreender o sofrimento psíquico com respeito, cuidado e sem julgamentos.

    Se quiser, posso te mandar textos mais claros sobre isso. Estou por aqui!


  • Como identificar relacionamento abusivo ?

    Como identificar relacionamento abusivo ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Maria do Livramento Silva de Almeida



    Olá, querida.
    Obrigada por confiar esse sentimento tão importante. Muitas mulheres se fazem exatamente essa pergunta em silêncio, e o fato de você estar buscando entender já é um sinal de força e consciência.

    Um relacionamento abusivo nem sempre começa com violência ou gritos. Muitas vezes, ele vai se construindo aos poucos, por meio de controle disfarçado de cuidado, críticas sutis, manipulação emocional ou isolamento. É como um veneno lento que vai enfraquecendo a autoestima da pessoa.

    Se você sente que precisa se justificar o tempo todo, tem medo de desagradar, se sente constantemente culpada ou confusa sobre o que está vivendo, vale a pena conversar sobre isso mais a fundo. Amor de verdade não prende, não fere, não humilha. Amor saudável promove paz e crescimento.

    Se desejar, posso te acompanhar nesse processo com muito respeito, sem julgamentos. Às vezes, só de conversar e ser ouvida com empatia, muita coisa já começa a se organizar por dentro.

    Estou aqui.


  • Como eu posso diferenciar a ansiedade de quando estou agitado?

    Como eu posso diferenciar a ansiedade de quando estou agitado?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Maria do Livramento Silva de Almeida

    Faça três perguntas rápidas a si mesmo:

    Estou com medo de algo específico? (se sim, pode ser ansiedade)

    Meu corpo está querendo se mexer ou fugir? (pode ser agitação ou ansiedade leve)

    Meus pensamentos estão mais acelerados ou mais negativos?

    Acelerados = agitação.

    Negativos e repetitivos = ansiedade.


  • Como fazer perguntas ao subconsciente com papel e caneta? Precisa entrar em um estado alterado de co

    Como fazer perguntas ao subconsciente com papel e caneta? Precisa entrar em um estado alterado de consciencia??

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Maria do Livramento Silva de Almeida

    Como acessar seu subconsciente com papel e caneta: passo a passo
    1. Encontre um lugar silencioso e separe o papel
    De preferência com privacidade, sem pressa.

    Pegue um caderno ou folha avulsa e uma caneta (evite o celular).

    2. Respire profundamente por 2 ou 3 minutos
    Inspire pelo nariz, solte pela boca devagar.

    Isso ajuda a silenciar o barulho mental e conectar com seu mundo interno.

    3. Escreva uma pergunta clara, em tom gentil e curioso
    Exemplos:

    “O que estou tentando evitar sentir?”

    “Por que essa situação me incomodou tanto?”

    “O que meu corpo está tentando me dizer?”

    “Qual é o medo por trás dessa raiva?”

    “Que parte de mim ainda está ferida?”

    4. Escreva tudo o que vier, sem censura
    Não se preocupe com ortografia, lógica ou coerência.

    Se nada vier, escreva: “Não sei. Mas talvez…” e deixe fluir.

    Pode parecer estranho no início, mas logo as palavras começam a vir.

    5. Evite julgar o que surgiu
    Confie que mesmo coisas aparentemente “bobas” ou desconexas podem ter sentido simbólico.

    Às vezes o subconsciente fala por metáforas, imagens ou frases soltas.

    6. Feche com acolhimento
    Agradeça a si mesma(o) pelo momento. Você acabou de ouvir algo que costuma ser abafado pela correria ou racionalização.


  • Olá, estou com uma dúvida. Recentemente tive ataques de pânico, dia 22 desse mês irá fazer 1 mês da

    Olá, estou com uma dúvida. Recentemente tive ataques de pânico, dia 22 desse mês irá fazer 1 mês da primeira vez. Desde então, tive crises outras 5 vezes. É normal, depois dos ataques, ficar um desconforto no peito esquerdo por alguns dias? Lembro que nos primeiros ataques, não ficou sintoma algum, mas depois desses últimos, tenho ficado com um desconforto do lado esquerdo. Não é dor e nem pontada, apenas desconforto. Confesso que depois das últimas vezes, fiquei muito pensativo, pesquisando coisas e etc. Diferente das primeiras vezes, que não coloquei nada na cabeça nem fiquei pensando. Tenho 20 anos.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Maria do Livramento Silva de Almeida

    Sim, é relativamente comum. Esse desconforto no lado esquerdo do peito que você descreve, sem dor ou pontada, pode ser:

    Tensão muscular residual
    Durante a crise de pânico, seu corpo entra em estado de “luta ou fuga” — isso contrai a musculatura, especialmente na região do tórax. Depois da crise, a musculatura pode ficar enrijecida ou sensível por dias.

    Respiração desregulada (hiperventilação)
    Respirar muito rápido ou de forma curta pode gerar acúmulo de tensão no peito, além de causar sensação de aperto ou desconforto mesmo horas ou dias depois da crise.

    Ansiedade antecipatória e hipervigilância corporal
    Quando você começa a prestar atenção demais no corpo com medo de uma nova crise, é comum “sentir mais” o peito, o coração, qualquer batida ou sensação. E isso alimenta o ciclo da ansiedade. Parece físico, mas é emocional — embora muito real.


  • Boa noite! Qual é o problema da superinterpretração dos sonhos?

    Boa noite! Qual é o problema da superinterpretração dos sonhos?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Maria do Livramento Silva de Almeida

    Problemas da superinterpretação dos sonhos:
    1. Desconexão com a realidade emocional
    Quando uma pessoa tenta forçar significados profundos em todo e qualquer detalhe do sonho, ela pode se afastar da emoção real que o sonho quer comunicar. Em vez de sentir e escutar o inconsciente, ela tenta "resolver um enigma", perdendo a escuta simbólica e afetiva.

    2. Ansiedade por controle
    A necessidade de interpretar tudo pode vir do medo de perder o controle. Assim, a pessoa tenta usar os sonhos como "alertas do futuro" ou "mensagens exatas", o que aumenta a ansiedade em vez de aliviar.

    3. Distanciamento da vivência onírica
    Sonhos são linguagem simbólica, poética, ambígua. Se eu tento decifrar demais, posso reduzir o símbolo a uma resposta lógica e racional, perdendo o valor criativo, afetivo e transformador que o sonho carrega.

    4. Fantasias equivocadas
    Muita superinterpretação leva a crenças erradas sobre si mesmo, sobre os outros ou sobre o futuro (“Sonhei com traição, então meu parceiro vai me trair”; “Sonhei com sangue, então algo ruim vai acontecer”). Isso gera medo, culpa ou atitudes baseadas em interpretações frágeis.

    5. Sobreposição do ego ao inconsciente
    Ao tentar dar sentido imediato, o ego “toma conta” do que deveria ser uma escuta humilde do inconsciente. O resultado? O sonho vira projeção dos próprios desejos conscientes, e não escuta simbólica.


  • Olá, sou mãe de uma recém nascida. Eu estava em um relacionamento abusivo extremo, o pai dela me des

    Olá, sou mãe de uma recém nascida. Eu estava em um relacionamento abusivo extremo, o pai dela me desrespeitava e humilhava durante toda minha gestação, chegando algumas vezes a ser agressivo verbal e fisicamente. Eu acabei me desvinculando dele depois de um ciclo vicioso de vai e volta e ele nunca fez nada por nós. Agora que ela nasceu eu me sinto distante dela, como se eu não conseguisse amá-la e me sinto muito mal por isso pois sei que ela não tem culpa. E agora ele me pressionando na justiça me deixa ainda mais irritada e distante dela, eu não queria me sentir assim, o que faço?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Maria do Livramento Silva de Almeida

    Olá, minha querida.
    Antes de tudo, quero te dizer que seus sentimentos não te tornam uma má mãe — eles revelam uma mulher ferida, exausta e sobrecarregada por tudo o que viveu. Estar em um relacionamento abusivo, ainda mais durante a gestação, afeta profundamente a saúde emocional e interfere diretamente no vínculo com o bebê. Isso não é falta de amor, é trauma não tratado.

    Esse distanciamento que você sente da sua filha pode ser uma resposta natural de proteção emocional, porque seu corpo e mente ainda estão tentando sobreviver à violência que sofreram. É possível que você esteja passando por um quadro de depressão pós-parto associada ao estresse traumático, e isso precisa de cuidado com urgência — mas também com muita compaixão.

    Você não está sozinha. Com apoio terapêutico certo, com escuta, acolhimento e reconstrução emocional, é possível se reconectar com sua filha e com você mesma. Deus conhece a sua dor e quer te restaurar. A maternidade pode ser leve, mas não quando estamos tentando sustentá-la com um coração quebrado.

    Se sentir paz, posso te ajudar nesse processo. E se for o momento certo, com muito respeito, podemos trabalhar tudo isso juntas.

    Você merece ser curada — e sua filha também merece te conhecer inteira. Estou aqui, tá bom?


  • eu fui abusada de uma forma especifica quando criança. Hoje sinto prazer em imaginar a mesma situaçã

    eu fui abusada de uma forma especifica quando criança. Hoje sinto prazer em imaginar a mesma situação acontecendo com outras pessoas. Que é o sexo "forçado" enquanto a pessoa dorme. Isso aconteceu comigo e eu repudio esse comportamente. Sofro muito por sentir prazer com isso. Pode ser considerado uma parafilia?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Maria do Livramento Silva de Almeida

    Parafilias são padrões de excitação sexual ligados a objetos, situações ou pessoas atípicas que geram sofrimento ou risco para si ou para outros. No seu caso, a fantasia em si não necessariamente é uma parafilia, mas um conteúdo simbólico carregado de dor e conflito. Sentir prazer em uma fantasia ligada a um trauma não te faz culpada nem "errada". O importante é o que você faz com esse sentimento na sua vida real e como você cuida de si mesma.


  • Porque a masturbação causa sentimento de culpa depressão após ejaculação?

    Porque a masturbação causa sentimento de culpa depressão após ejaculação?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Maria do Livramento Silva de Almeida

    Se você aprendeu, desde cedo, que a masturbação é errada, suja ou pecaminosa, mesmo que inconscientemente, seu cérebro pode ativar sentimentos de culpa e autojulgamento depois do ato, mesmo que racionalmente você não veja problema.

    “Por que eu fiz isso?”
    “Deus está triste comigo?”
    “Sou fraco, impuro, descontrolado…”

    Esse conflito interno entre desejo e moral gera culpa psíquica, que pode se transformar em sintomas depressivos recorrentes após a prática.


  • Estou em um relacionamento a 3 meses e ela me pediu relacionamento aberto, não entendo como uma pess

    Estou em um relacionamento a 3 meses e ela me pediu relacionamento aberto, não entendo como uma pessoa que diz que gosta de mim quer ficar com outras pessoas, principalmente na fase inicial do “namoro”!

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Maria do Livramento Silva de Almeida

    Olá! Obrigado por compartilhar seu sentimento, ele é muito legítimo. É natural que, no início de um relacionamento, a gente deseje exclusividade e segurança emocional, e quando a outra pessoa propõe algo diferente, como um relacionamento aberto, isso pode gerar dúvidas e inseguranças.

    Relacionamentos abertos são baseados em acordos diferentes, onde o que importa é o respeito e a honestidade entre os parceiros, mesmo que envolva contato com outras pessoas. Nem todo mundo tem a mesma forma de vivenciar o afeto e o compromisso.

    O importante é que vocês conversem muito, esclarecendo o que cada um espera, quais são os limites e o que ambos sentem confortável. Sem diálogo claro, pode ser difícil construir confiança e segurança.

    Se você não se sente à vontade com essa proposta, é fundamental dizer isso para que possam entender juntos o que é melhor para os dois.

    Quer que eu te ajude a montar uma conversa para expressar isso de forma clara e amorosa?


  • Eu sempre fui um homem hetero e durante minha vida sempre me relacionei com mulheres,hoje sou casado

    Eu sempre fui um homem hetero e durante minha vida sempre me relacionei com mulheres,hoje sou casado com filhos adultos,porém ultimamente,agora aos 60 anos,tenho desejos em sexo e uma relação homoafetiva.
    Como pode tais desejos e mudanças de orientação sexual aflorarem depois de tantos anos?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Maria do Livramento Silva de Almeida

    Às vezes, desejos que estavam guardados ou negados por décadas vêm à tona quando as circunstâncias mudam — por exemplo, após os filhos crescerem, mudanças na relação conjugal, ou processos internos de autoconhecimento.


  • Olá! Sempre tive problemas com meus pais. Cresci em um ambiente totalmente disfuncional, sofri bully

    Olá! Sempre tive problemas com meus pais. Cresci em um ambiente totalmente disfuncional, sofri bullying por ser gordinha e cresci tentando suprir as minhas necessidades nos outros, sempre precisei da aprovação do outro. Me relacionava e beijava meninos, sempre. Até que beijei uma mulher pela primeira vez aos meus 20 anos, depois aos meus 22 anos e namorei essa mulher. Achava que a última era o amor da minha vida, mas vi que o relacionamento era totalmente ruim. Eu era possessiva, tinha medo de perder sempre com desculpas. Hoje eu percebo, que não era amor, mas me questiono se sou lésbica, BI, ou simplesmente me relacionei por medo de estar só, me ajudem por favor!

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Maria do Livramento Silva de Almeida

    Olá, minha querida.
    Muito obrigada por confiar e compartilhar sua história com tanta verdade. Tudo o que você descreveu revela uma trajetória marcada por carência afetiva, busca por pertencimento e tentativas de suprir feridas emocionais muito antigas.

    Muitas vezes, quando crescemos em um ambiente disfuncional, com rejeição e falta de acolhimento, nosso afeto se organiza em torno do medo de ser abandonada. Isso pode nos levar a buscar relações, não por amor, mas por necessidade emocional — e isso vale para qualquer orientação sexual.

    O fato de você ter se relacionado com mulheres não precisa ser visto como uma sentença, mas como uma vivência. A sua dúvida é legítima, e ao invés de tentar se rotular agora, talvez o mais importante seja entender o que você buscava em cada relação: segurança, acolhimento, validação?

    Você não precisa ter todas as respostas neste momento. Mas com apoio terapêutico, é possível reconstruir sua história sem medo, com mais clareza sobre quem você é e o que realmente deseja.

    Você não está sozinha, e o processo de cura é um caminho seguro — mesmo quando nos sentimos confusas.

    Se você quiser, posso caminhar com você nisso.


  • Olá, faz alguns anos, que me sinto estranha, como se eu amasse apenas uma pessoa e ele não correspon

    Olá, faz alguns anos, que me sinto estranha, como se eu amasse apenas uma pessoa e ele não correspondesse, depois disso passei a me sentir vazia, isolada, todos se afastaram de mim, eu não tenho amigos exceto pelas amizades virtuais, mas na vida real eu não tenho amigas com quem sair .....e quando eu encontro alguém eu já não sei como me portar, eu ajo de forma estranha, me sinto uma alienígena na minha cidade, por isso quero me mudar de país, quero tentar recomeçar tudo do 0.....tudo isso me incomoda e me deixa sufocada com uma dor de cabeça dos infernos, eu apenas queria ter amigos e sei lá ser amada de verdade sem ser usada.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Maria do Livramento Silva de Almeida

    Olá! Obrigada por confiar em mim para dividir algo tão íntimo.
    O que você descreve é mais comum do que parece — esse sentimento de vazio, de inadequação, como se não houvesse mais lugar no mundo onde você se encaixasse. E quando a dor emocional se mistura com o desejo intenso de ser amada, compreendida e acolhida, o coração realmente se sente sufocado.

    O desejo de “recomeçar tudo do zero” pode até parecer uma solução, mas o que mais machuca muitas vezes não está no lugar onde estamos... e sim nas marcas emocionais que levamos conosco. É possível sim reconstruir sua história, mas o primeiro passo talvez seja começar a olhar com mais compaixão para tudo o que você sentiu, viveu e ainda sente.

    Você não está sozinha. Existe um caminho para sair desse lugar de dor e reencontrar conexão — com você mesma e com os outros. A terapia pode te ajudar a entender por que você se sente assim, a curar essas feridas e a desenvolver relações mais saudáveis e verdadeiras.

    Se você quiser, posso caminhar com você nesse processo.
    Estou aqui pra te ouvir, sem julgamentos. Só com cuidado e verdade.


  • Tenho muita dificuldade no relacionamento familiar. Sou gay e nasci em um lar totalmente cristão, se

    Tenho muita dificuldade no relacionamento familiar. Sou gay e nasci em um lar totalmente cristão, segui essa linha, até que completei meus 21 anos. Me assumi e desde então, o que não era bom, ficou pior. Minha mãe acaba me afastando por umas falas bem hostis, mas ela sempre cuidou muito de mim, mas sinto que não somos uma família, eu não tenho vontade de estar com eles, e acabo me sentindo mal, pois eu os amo, mas por conta disso e muito mais, acabei desenvolvendo ansiedade e fobia social, não consigo estar em família, por receio de ser julgado. Nesse natal mesmo, fui para casa do meu namorado, pois sei que virão indagações religiosas sobre caráter e ‘vida com Deus’. Isso me deixa muito frustrado e chateado. É coerente me afastar?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Maria do Livramento Silva de Almeida

    Olá! Obrigada por compartilhar tão abertamente sua história e sentimentos. O que você está vivendo é realmente muito desafiador, e é importante reconhecer o impacto que isso tem em sua saúde emocional.

    É totalmente compreensível que, diante de rejeição, hostilidade e sofrimento, você sinta necessidade de se afastar para proteger seu bem-estar. Amar sua família não significa que você precise aceitar situações que machucam você.

    O afastamento, especialmente quando o ambiente é tóxico ou gera ansiedade e fobia social, pode ser uma forma saudável de cuidado consigo mesmo. Construir uma rede de apoio que acolha e respeite quem você é é fundamental para sua saúde emocional.

    Se sentir preparado, buscar um espaço terapêutico pode ajudar a trabalhar esses sentimentos, fortalecer sua autoestima e encontrar caminhos para lidar com essas relações familiares.

    Estou aqui para apoiar você nesse processo, e podemos conversar sobre estratégias de autocuidado, formas de comunicação ou qualquer outra coisa que precisar.

    Conte comigo!


  • Casada há 7 anos, tenho 28 anos, recentemente tenho sentido desejo de ter uma relação extra conjugal

    Casada há 7 anos, tenho 28 anos, recentemente tenho sentido desejo de ter uma relação extra conjugal, não sei o que fazer, não pretendo em hipótese alguma trair meu marido, sinto atração por outros homens com o físico muito parecido com meu marido. E temos uma vida sexual boa e ativa.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Maria do Livramento Silva de Almeida

    Olá! Obrigada por compartilhar seus sentimentos com tanta sinceridade. É muito natural que, mesmo em relacionamentos saudáveis e estáveis, apareçam desejos ou atração por outras pessoas — o que importa é como escolhemos lidar com isso.

    Sentir atração, especialmente por pessoas que se parecem com seu marido, pode indicar que você valoriza certas qualidades nele e que seu desejo está conectado a essa admiração. Isso não significa que você precise agir sobre esses impulsos, e é muito positivo que você tenha clareza sobre não querer trair.

    Se quiser, podemos conversar sobre formas de fortalecer ainda mais a intimidade no seu casamento, além de explorar esses desejos de maneira segura e consciente, para que eles não causem angústia ou conflito interno.

    Lembre-se: desejos fazem parte da natureza humana, e é possível conviver com eles sem culpa, desde que respeitemos nossos valores e escolhas.

    Estou à disposição para te ajudar a navegar esse momento.


  • Olá. Estou tomando 9 remédios diferentes para depressão há alguns anos. Porém, ainda me é muito difí

    Olá. Estou tomando 9 remédios diferentes para depressão há alguns anos. Porém, ainda me é muito difícil fazer a higiene corporal. Já fiz psicanálise por 7 anos e sou psicóloga e psicanalista. Existe alguma coisa que posso fazer?
    Obrigada

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Maria do Livramento Silva de Almeida

    Olá! Obrigada por compartilhar sua experiência com tanta transparência. Sei que lidar com a depressão, mesmo com medicação e acompanhamento, pode ser muito desafiador, especialmente em aspectos do dia a dia como a higiene corporal.

    É importante reconhecer seu esforço até aqui — fazer psicanálise por 7 anos e ser profissional da área mostra sua busca por cuidado e autoconhecimento.

    Algumas sugestões que podem ajudar:

    Pequenos passos: tente dividir a tarefa em etapas menores (por exemplo, primeiro só escovar os dentes, depois lavar o rosto, depois tomar banho).

    Rotinas estruturadas: criar um horário fixo para a higiene pode ajudar a tornar o ato menos pesado.

    Apoio externo: se possível, conte com ajuda de alguém de confiança, mesmo que temporariamente.

    Atividades que tragam prazer: colocar músicas, usar produtos que goste ou associar o momento a algo que te agrade.

    Avaliação médica: converse com seu psiquiatra sobre a medicação, pois pode haver ajuste necessário ou complementação com outras abordagens.

    Terapias complementares: além da psicanálise, terapias corporais, mindfulness e atividades físicas podem auxiliar a lidar com o corpo e a motivação.

    Se quiser, podemos explorar juntos um plano prático personalizado para facilitar essas tarefas diárias.

    Você não está sozinha nessa, e cuidar de si mesma merece toda a atenção e paciência.


  • olÁ! Como vai? Estou me relacionando há 3 meses com um estrangeiro que veio ao Brasil por motivo d

    olÁ! Como vai?
    Estou me relacionando há 3 meses com um estrangeiro que veio ao Brasil por motivo de um namoro no ano passado, porém, não deu certo e ele ficou muito deprimido a ponto de recorrer à terapia. após 6 meses nos conhecemos e estamos nos dando muito bem, há sintonia mental e valores mjuito parecidos.
    O que me aflige são referencias recorrentes a lugares ou experiências que teve no antigo relacionamento quando esteve no Brasil.
    Já comentei que não gosto de comparações pois me sinto mal e me afasto, porem ele responde que são apenas referências..
    O que devo fazer?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Maria do Livramento Silva de Almeida

    Olá! Que bom que você compartilhou esse momento — ele é realmente delicado e merece atenção.
    É natural que, em um novo relacionamento, certas referências do passado ainda apareçam, principalmente quando envolvem experiências marcantes. No entanto, a forma como isso afeta você também é importante e precisa ser validada.

    Você já se posicionou com clareza e respeito, e isso é muito positivo. Agora, o ponto essencial é observar como ele lida com esse seu desconforto. Ele apenas justifica? Ou demonstra esforço em ajustar sua fala para que o relacionamento de vocês não seja contaminado por memórias que te ferem?

    Relacionamentos saudáveis pedem escuta ativa, empatia e ajustes mútuos. Se você sente que, apesar do carinho e afinidades, está ficando insegura ou frustrada com essas comparações, talvez seja hora de conversar com mais profundidade — não para acusar, mas para alinhar expectativas e limites.

    Se quiser, posso te ajudar a refletir sobre isso em um acompanhamento terapêutico. Às vezes, pequenas dores não cuidadas no início se tornam grandes feridas depois.

    Conte comigo!


  • Estou com crise de choro, perdi a vontade de fazer coisas que amava fazer, e estou muito dependente

    Estou com crise de choro, perdi a vontade de fazer coisas que amava fazer, e estou muito dependente emocionalmente, tomo venlafaxina e clonazepam há 7 dias para fobia social, obtive piora dos sintomas e ainda muita fraqueza, tremor... é normal?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Maria do Livramento Silva de Almeida

    Olá, querida.
    Obrigada por compartilhar o que está sentindo. O início do tratamento medicamentoso pode, sim, causar uma piora temporária dos sintomas em algumas pessoas — especialmente com antidepressivos como a venlafaxina. Sensações como fraqueza, tremores, aumento da ansiedade e crises de choro nos primeiros dias não são incomuns. O organismo está se adaptando.

    Porém, é essencial que você retorne ao seu médico o quanto antes para relatar essas reações. Nenhum sintoma deve ser ignorado. O acompanhamento médico contínuo, junto com o suporte psicoterapêutico, é fundamental nessa fase.

    Sobre a dependência emocional e a perda de interesse nas coisas que você amava: tudo isso faz parte de um sofrimento que precisa de cuidado, acolhimento e reconstrução. Com o tempo, você vai reencontrar forças. Isso não é o fim — é o começo de um processo de cura.

    Você não está sozinha. Se quiser, posso te acompanhar nesse caminho.


  • Olá,eu sempre achava que sou louca por me sentir assim,tenho duas filhas,uma de 23 e uma de dezoito

    Olá,eu sempre achava que sou louca por me sentir assim,tenho duas filhas,uma de 23 e uma de dezoito nunca consegui sentir esse arrebatamento de mãe,sou bem fria com elas,inclusive elas reclamam que não abraço ou beijo constantemente.Não consigo sentir falta delas quando viajam,e mais velha quando casou,todos ficaram esperando que eu fosse chorar,ou algo assim.Mas não senti nada.Tenho muita culpa por isso e sempre pesquiso pra saber se mais pessoas tem esse problema.Devo fazer psicanálise pra descobrir o motivo desse desapego?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Maria do Livramento Silva de Almeida

    Olá! Obrigada por compartilhar com tanta sinceridade seus sentimentos e dúvidas. Quero dizer que você não está sozinha — muitas pessoas têm experiências diferentes na relação com os filhos, e nem sempre o que a sociedade espera corresponde ao que sentimos de verdade.

    O fato de você se sentir “fria” ou distante não significa que você não ame suas filhas, mas pode ser sinal de algo mais profundo, que merece ser compreendido com cuidado e carinho.

    A psicanálise é uma excelente ferramenta para explorar essas questões, ajudando a entender suas emoções, sua história e as razões por trás desse desapego que você sente. É um caminho para se conhecer melhor e, se quiser, transformar essa relação com mais leveza e autenticidade.

    Se desejar, posso ajudar a encontrar um profissional ou orientar como iniciar esse processo.

    Estou aqui para apoiar você.


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