Perguntas do paciente (3)

  • Conheci meu noivo há mais de 3 anos, mas pessoalmente tem poucos meses. Desde então, estou tendo dif

    Conheci meu noivo há mais de 3 anos, mas pessoalmente tem poucos meses. Desde então, estou tendo dificuldade de lidar com o fato de ele ter sido casado e ter filhos. Os filhos não são um problema para mim, gosto deles — até porque eu também tenho uma filha que ele trata como dele, já que ela não tem presença do pai biológico.
    Mas o fato de saber que ele sempre vai ter contato e uma ligação com a ex me machuca muito. Não estou sabendo lidar com isso. Na minha cabeça, nunca vou ter essa ligação forte com ele; ele sempre vai ter um sentimento forte pela mulher que deu a ele o papel de pai? Sem contar que a mãe dele não para de falar dela, e isso me incomoda muito.
    Sou 18 anos mais nova q ele, sinto q não tenho maturidade ainda pra lidar com um relacionamento aonde a pessoa ja foi casada a tnts anos antes.
    Mais não quero desistir desse relacionamento.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Maria Eduarda Ferreira

    Olá! O que você está sentindo é mais comum do que parece, e não significa que você seja imatura ou fraca. Quando a gente entra na vida de alguém que já foi casado e tem filhos, é natural que apareçam comparações e inseguranças.

    Mas existe uma diferença importante: o vínculo conjugal acaba, mas o parental não pode acabar. O contato com a ex tende a continuar por causa dos filhos, não porque ainda exista amor romântico! Coparentalidade saudável é uma responsabilidade, não necessariamente sentimento.

    O que realmente está doendo em você provavelmente não é a ex em si, mas o medo de não ser suficiente ou de não ser escolhida plenamente. Então, talvez a pergunta mais importante seja: no presente, ele te faz se sentir segura? Ele valida o que você sente? Ele estabelece limites respeitosos?


  • Quais são as estratégia de tratamento psicológico transdiagnóstica para o Transtorno Obsessivo-Compu

    Quais são as estratégia de tratamento psicológico transdiagnóstica para o Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC) ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Maria Eduarda Ferreira

    Na abordagem transdiagnóstica do TOC, o foco não é apenas o diagnóstico em si, mas os processos que mantêm o sofrimento, que também aparecem em outros transtornos de ansiedade. A principal estratégia é a Exposição com Prevenção de Resposta, ajudando a pessoa a entrar em contato com o gatilho da obsessão sem realizar a compulsão, favorecendo um novo aprendizado emocional

    Também trabalho, em clínica, com a redução de evitação e comportamentos de segurança, a flexibilização de crenças como necessidade excessiva de certeza e responsabilidade inflada, além do treino de tolerância à incerteza

    O nosso objetivo é aumentar flexibilidade psicológica e reduzir o ciclo obsessão ansiedade compulsão, promovendo mudanças mais amplas e sustentáveis!


  • Qual é o principal objetivo da neurociência comportamental?

    Qual é o principal objetivo da neurociência comportamental?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Maria Eduarda Ferreira

    Na psicoterapia, a neurociência comportamental nos ajuda a entender como o cérebro participa dos padrões emocionais e comportamentais que o paciente vive, porque ela explica o motivo de certos medos, ansiedade, fobias e comportamentos, de modo geral!

    Gosto muito da neurociência em sessão porque conseguimos observar, com muito embasamento que não é falta de força ou caráter, e sim circuitos aprendidos que podem ser modificados

    E a boa notícia é essa: o cérebro é plástico, ele aprende novos caminhos! A terapia justamente favorece esse reaprendizado emocional e comportamental!


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