Perguntas do paciente (5)
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Tomo metotrexato à 5 meses...posso pintar o cabelo?
Tomo metotrexato à 5 meses...posso pintar o cabelo?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Não é proibido pintar o cabelo em uso da medicação, mas recomendo cautela. Embora não haja contraindicações absolutas, existem alguns pontos importantes a considerar com base em evidências, como:
1- Produtos capilares podem conter químicos (como amônia ou parafenilenodiamina - PPD) que podem irritar ou lesionar o couro cabeludo. Evite tinturas se houver feridas ou dermatite no couro cabeludo.
2- Toxicidade Hepática e Renal: como o metotrexato é metabolizado no fígado e excretado pelos rins, e algumas tinturas contêm compostos potencialmente hepatotóxicos (como resorcinol), o uso concomitante pode aumentar a carga sobre esses órgãos. Se seus exames de função hepática/renal estiverem alterados, adie a tintura.
Dito isso, aqui vão algumas recomendações práticas:
- Opte, se possível, por tinturas sem amônia ou PPD (ex.: fórmulas veganas ou hena).
- Faça um teste de alergia 48h antes.
- Evite contato prolongado com o couro cabeludo e lave bem após a aplicação.
- Hidrate o cabelo previamente para minimizar danos.
Monitoramento: se pintar o cabelo, observe sintomas como coceira intensa, queda anormal de cabelo ou alterações em exames de rotina (hemograma, AST/ALT, creatinina).
De toda forma, sempre consulte seu reumatologista/dermatologista para avaliação individualizada. Espero que tenha te ajudado!
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Boa noite! Tomo metotrexato há dois anos e agora a reumatologista suspendeu, preciso continuar toma
Boa noite!
Tomo metotrexato há dois anos e agora a reumatologista suspendeu, preciso continuar tomando o ácido fólico?RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sim, embora não haja uma resposta exata e em alguns casos pode-se suspender ambas em conjunto, pelas diretrizes, é recomendado continuar tomando ácido fólico por algum tempo (1-3 meses) mesmo após a suspensão do metotrexato. A recomendação geral é:
1. Por quanto tempo manter o ácido fólico? Pelo menos 1 a 3 meses após parar o metotrexato.
Isso ajuda a repor os estoques de folato e reduzir possíveis efeitos residuais (como fadiga ou alterações hematológicas).
2. Por que não parar imediatamente? O metotrexato interfere no metabolismo do folato, e seu corpo pode levar semanas para se reequilibrar. A suplementação previne:
- Anemia (por deficiência de folato).
- Sintomas como fraqueza ou aftas.
3. Dose Recomendada: mantenha a mesma dose que usava durante o tratamento (geralmente 5-10 mg por semana ou conforme orientação médica).
4. Quando interromper definitivamente? Consulte sua reumatologista para reavaliação em 1 a 3 meses. Se seus exames (como hemograma) estiverem normais e não houver sintomas, ela poderá suspender o ácido fólico.
Exceções: se você já tinha deficiência de folato antes do metotrexato ou alguma outra patologia cuja já fazia o uso, pode precisar de suplementação por mais tempo.
Em resumo, continue com o ácido fólico por 1 a 3 meses após suspender o metotrexato e discuta com sua ou seu reumatologista o momento ideal para parar. Espero ter ajudado!
Referências: Diretrizes EULAR (2023), UpToDate.
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Quais os Tratamentos medicamentosos para Osteopenia ?
Quais os Tratamentos medicamentosos para Osteopenia ?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O tratamento para Osteopenia se divide em medicamentoso e não medicamentoso.
A osteopenia (T-score entre -1,0 e -2,5 na densitometria óssea) nem sempre requer medicação, mas deve ser abordada com medidas não farmacológicas e, em alguns casos, com uso de medicações, dependendo do risco de fraturas, segue abaixo um esquema descritivo:
1. Medidas Não Farmacológicas (Base do Tratamento)
a) Cálcio: recomendação de 1.000–1.200 mg/dia (via dieta ou suplementação). Fontes principais: leites e derivados (com ou sem lactose), vegetais verde-escuros, sardinha, suplementos (se necessário).
b) Vitamina D, com recomendação: Manter níveis séricos entre 30 e 60 ng/mL, com suplementação baseada nos níveis séricos.
c) Atividade Física: exercícios de impacto (caminhada rápida, corrida, dança) e treino de resistência (musculação) ajudam a aumentar a densidade óssea. Evitar sedentarismo.
d) Prevenção de Quedas: correção de déficits visuais - como miopia, catarata, uso de calçados adequados, adaptação do ambiente doméstico, remoção de tapetes ou obstáculos para andar.
2. Quanto a avaliação de tratamento de fraturas, utilizamos a ferramenta de Avaliação de Risco de Fraturas (FRAX®), que é uma ferramenta da OMS que estima o risco de fratura em 10 anos (principalmente quadril e fraturas maiores). Se o FRAX® ou outros fatores de risco justificarem, as opções incluem: Bifosfonatos orais ou injetáveis (Alendronato, Risedronado, Ácido zoledrônico), Moduladores Seletivos do Receptor de Estrogênio, Denosumabe, Anabólicos (Romosozumabe ou Teriparatida, em casos selecionados)
3. Monitoramento (fundamental!): repetir Densitometria cada 2–5 anos (dependendo do risco), realização de radiografia de coluna torácica e lombar, além de avaliar adesão ao cálcio/vitamina D e estilo de vida.
Ou seja, a osteopenia nem sempre requer remédios, mas deve ser manejada com otimização de cálcio, vitamina D e exercícios. O FRAX® define a necessidade de medicação, mas a conduta será sempre individualizada para o perfil do paciente. É fundamental o seguimento com um Reumatologista para adequação e individualização do tratamento.
Espero que tenha esclarecido suas dúvidas!
Referências utilizadas: Diretrizes da ISCD (2023), NOF (National Osteoporosis Foundation), UpToDate.
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Para quem é portador de osteoporose, o estresse pode prejudicar a absorção do cálcio e da vitamina D
Para quem é portador de osteoporose, o estresse pode prejudicar a absorção do cálcio e da vitamina D no organismo ?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sim, embora não seja o principal fator, o estresse crônico (atentar que é o crônico) pode prejudicar indiretamente a absorção de cálcio e o metabolismo da vitamina D em pacientes com osteoporose, principalmente por meio de mecanismos hormonais e inflamatórios. Seguem os principais pontos apoiados por estudos:
1. Cortisol e Perda Óssea: estresse eleva a produção de cortisol (hormônio adrenal), que em excesso, pode inibir os osteoblastos (células formadoras de osso) e estimular os osteoclastos (células que reabsorvem osso), ajudando a agravar a osteoporose (Reid, 2018)., Além de reduzir a absorção intestinal de cálcio ao interferir na ação da vitamina D (Hussain et al., 2019).
Um segundo ponto é a Vitamina D e Estresse - o cortisol elevado pode diminuir a expressão de receptores de vitamina D nas células, reduzindo sua eficácia (Juruena et al., 2020). Estudos associam estresse crônico a níveis mais baixos de vitamina D sérica, possivelmente por alterações no metabolismo ou menor síntese cutânea (Black et al., 2017), mas ainda são necessários mais dados sobre. Houve também um estudo em mulheres pós-menopáusicas (grupo de risco para osteoporose) mostrou que aquelas com altos níveis de estresse tinham maior perda óssea e menores níveis de vitamina D (Ebrecht et al., 2004).
Ou seja, de recomendações práticas para minimizar esses efeitos, é importante: o controle do estresse, com técnicas como meditação, yoga e exercícios moderados (que também beneficiam os ossos), dosar regularmente vitamina D sérica e cálcio (ajustando suplementação se necessário). Na nutrição, consumir alimentos ricos em cálcio (laticínios, folhas verdes) e vitamina D (peixes, ovos). Se precisar de ajustes na medicação ou suplementação, consulte seu reumatologista para avaliação individualizada. Espero ter ajudado!
Fontes:
Reid, I. R. (2018). Cortisol and Bone. Endocrine Reviews.
Juruena, M. F., et al. (2020). Vitamin D and Stress. Frontiers in Endocrinology.
Black, L. J., et al. (2017). Stress and Vitamin D Deficiency. Nutrients.
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Qual o tempo necessário para tomar o Reuquinol no tratamento da Artrite reumatóide? Qual o prazo lim
Qual o tempo necessário para tomar o Reuquinol no tratamento da Artrite reumatóide? Qual o prazo limite para o uso desse medicamento?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O Reuquinol (hidroxicloroquina) é um medicamento antirreumático modificador de doença (DMARD) usado no tratamento da artrite reumatoide (AR), geralmente em combinação com outros fármacos. Abaixo estão as recomendações baseadas em evidências sobre seu tempo de uso:
1. Tempo Necessário para Efeito Terapêutico
- Início da ação: 4 a 12 semanas (pode variar entre pacientes).
- Efeito máximo: Pode levar 3 a 6 meses para observar melhora significativa.
2. Prazo Limite de Uso
Não há um prazo rígido para interromper a hidroxicloroquina (ou seja, pode ser utilizado por muitos anos), mas alguns fatores devem ser considerados:
a) Eficácia Contínua: se o paciente responde bem e mantém controle da doença, o uso pode ser prolongado por anos (sob monitoramento).
b) Riscos de Uso Prolongado
- Retinopatia: o maior risco é o acúmulo do fármaco na retina, por isso, importante o seguimento com Reumatologista e Oftalmologista. Falarei sobre abaixo.
Recomendação de rastreamento:
- Exame oftalmológico anual após 5 anos de uso (ou antes, se dose alta ou fatores de risco). Algumas diretrizes sugerem triagem após 1 ano em pacientes com alto risco (ex.: dose > 5 mg/kg/dia, doença renal).
c) Alternativas Terapêuticas
Se houver perda de eficácia ou efeitos adversos, outros DMARDs (como metotrexato, leflunomida, sulfassalazina ou agentes biológicos) podem ser considerados.
3. Quando parar o Reuquinol? Aqui vão algumas possibilidades:
- Controle sustentado da AR: Se a doença estiver em remissão por longo período, pode-se discutir redução gradual.
Efeitos colaterais:
- Retinopatia;
- Alergia à medicação;
- Miocardiopatia (rara);
- Intolerância gastrointestinal ou cutânea.
4. Monitoramento Obrigatório
- Exames oftalmológicos regulares (fundoscopia, campimetria, OCT).
- Avaliação de função renal e hepática (ajuste de dose em casos de insuficiência).
Em resumo, o Reuquinol pode ser usado por anos se eficaz e seguro, mas requer monitoramento oftalmológico anual após 5 anos (ou antes, se houver risco aumentado). Não há um "prazo máximo" fixo, mas a relação risco-benefício deve ser reavaliada periodicamente com o reumatologista. As informações relacionadas à possibilidade de suspensão estão relacionadas a pacientes com Artrite Reumatoide, mas o texto acima NÃO se encaixa a pacientes com Lupus.
Espero ter ajudado!
Referências: Diretrizes ACR (American College of Rheumatology), EULAR (2022), UpToDate.
Perguntas frequentes
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Existe a possibilidade de contrair raiva ou seria uma exposição de risco após comer alimento que um
A situação descrita não é considerada uma exposição habitual de risco para…