Perguntas do paciente (25)
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Como parar de duvidar de mim mesmo na vida adulta quando recebi descrédito em momentos muito delicad
Como parar de duvidar de mim mesmo na vida adulta quando recebi descrédito em momentos muito delicados nas fases iniciais da minha vida?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Duvidar de si mesmo na vida adulta pode ser relacionado a experiências antigas, nas quais a resposta recebida em momentos de vulnerabilidade acabou sendo levado como uma verdade sobre a própria capacidade. Quando a criança ou o jovem não encontra validação no início da vida, é natural que a mente adulta continue buscando fora a confirmação ou antecipe a falha para se proteger da rejeição. Superar esse padrão não é rápido, mas um processo contínuo de observar de onde vem essa voz crítica, reconhecendo que as experiências antigas não definem o seu potencial presente. O acompanhamento psicoterapêutico pode ajuda-lo a identificar recursos para compreender e se acolher diante esse processo. Fico a disposição caso tenha dúvidas ou interesse em psicoterapia.
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Oi eu costumo pensar coisas que eu quero,como ser parecida com as pessoas das revistas ou ter as coi
Oi eu costumo pensar coisas que eu quero,como ser parecida com as pessoas das revistas ou ter as coisas das revistas que tive ou tenho e costumo anotar num papel, antes eu guardava mas agora jogo fora,e isso está me deixando ansiosa,pois eu esqueço das coisas importantes, mesmo sabendo que essas coisas não são reais eu sinto tipo um impulso pra isso, isso é normal?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Escrever e depois jogar fora é um movimento quase automático para tentar colocar essa ansiedade "para fora" do corpo, mas a questão é que esse hábito acaba ocupando tanto espaço que acaba afetando o seu foco e a sua memória para o que é realmente importante no dia a dia.
Na psicoterapia, a gente não olha para isso como algo "errado", mas sim como um sinal de que o seu organismo está buscando um suporte que ainda não encontrou. A gente trabalha para entender a necessidade de registrar e descartar, ajudando você a organizar os seus pensamentos e recuperar o foco na sua vida.
Fico a disposição caso tenha alguma dúvida ou busque aprofundar mais sobre isso em um acompanhamento psicoterapêutico.
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É possível mudar qualquer crença central e qualquer crença intermediária disfuncional? E mesmo após
É possível mudar qualquer crença central e qualquer crença intermediária disfuncional? E mesmo após conseguir mudar essas crenças, depois de um tempo elas voltam fazendo com que o paciente tenha recaídas? Se o paciente tem recaídas por conta de que a crença disfuncional antiga voltou, então não é possível mudar crenças disfuncionais para sempre ou por algum tempo?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sim, é plenamente possível transformar a forma como você se enxerga e como lê o mundo, mas a questão central não é "apagar" uma ideia antiga da mente para sempre. Na psicoterapia sob a ótica da Gestalt, a gente entende que essas crenças ou visões rígidas sobre si mesmo foram a forma como o seu organismo aprendeu a se proteger em algum momento do passado. Mudar uma crença não significa deletar um arquivo da memória, mas sim construir um suporte interno tão firme que aquela velha forma de pensar deixa de ser a sua única verdade e perde o comando sobre as suas ações.
A mudança sustentável e de longo prazo pode existir e ela acontece porque o que se transforma é a sua relação consigo mesmo. Na psicoterapia, mais do que tentar "trocar uma crença ruim por uma boa", o nosso foco é te ajudar a desenvolver essa presença.
Caso tenha alguma dúvida ou queira aprofundar mais sobre isso no processo psicoterpêutico, fico a disposição.
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Tenho 23 anos, trabalho a 3 anos, sou introvertido e não tenho habilidade social, não vivi muita coi
Tenho 23 anos, trabalho a 3 anos, sou introvertido e não tenho habilidade social, não vivi muita coisa e não costumo sair de casa. Estou grávida de 4 meses, e por ver que tava horrível pra mim psicologicamente resolvi me mudar pro bem do bebe, ainda em processo de mudança sem dizer a minha mãe. Fiquei desesperada com a gravidez e agora mesmo tentando gostar e ver algo novo na minha vida, minha cabeça está me fazendo pensar que ele é amado e eu não, e que a viva que eu finalmente poderia começar não é minha, mas sim será pro bebe. O que fazer? Como é possível não ter planos e objetivos na vida, e ao mesmo tempo acreditar que um filho a caminho roubará a minha vida?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O que você está sentindo não precisar significar que você não ama seu filho, mas sim que pode estar assustada por sentir que precisa se apagar antes mesmo de ter a chance de descobrir quem é. A sensação de que o bebê vai "roubar" a sua vida pode estar surgindo porque você estava justamente começando a buscar seu próprio espaço.
Na psicoterapia, o nosso foco é justamente resgatar a sua existência, mostrando que você não precisa se anular para cuidar de um filho, mas sim aprender a construir a sua vida junto com a dele. Um processo terapêutico acolhedor te ajuda a criar esse chão seguro para que você não se perca de si mesma. Fico a disposição caso tenha dúvidas ou necessite iniciar o acompanhamento terapêutico.
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Eu queria entender tenho um filho de 4 anos meu filho fica falando o tempo inteiro que ele quer ir e
Eu queria entender tenho um filho de 4 anos meu filho fica falando o tempo inteiro que ele quer ir embora não sei pra onde se ele esta na casa dele
Ai as vezes eu pergunto pra ele quer ir embora pra onde ? Ele me diz pra casa da minha vó lá é a minha casa
E ele fala isso que quer ir embora
Sem eu tá brigando com ele
Não tô entendendo essa atitude dele
Será que eu devo de levar ele a um psicólogo?RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
É super compreensível que você fique confusa e com o coração apertado ouvindo isso, podemos adicionar um outro olhar. Nessa idade, por volta dos 4 anos, as crianças ainda não sabem traduzir sentimentos complexos em palavras exatas. Quando ele diz que quer "ir embora" para a casa da avó, ele provavelmente não está rejeitando você ou o lar de vcs, mas sim buscando uma sensação que ele associa àquele lugar. Na casa dos avós, o ritmo costuma ser diferente, o que para ele pode funcionar como um refúgio.
Levar a um psicólogo infantil seria uma excelente ideia, sim, não porque seu filho tenha um problema grave, mas para ajuda-lo também. No consultório, a gente usa o brincar para entender o que a criança está tentando comunicar e, principalmente, faz um trabalho de orientação com os pais para compreender esses comportamentos. Muitas vezes, algumas sessões focadas em entender a dinâmica da família já são suficientes para ajudar nas preocupações e para a criança se sentir mais segura na própria rotina.
Como costuma ser a rotina dele na casa da vovó em comparação com o dia a dia na sua casa? Podemos marcar uma conversa e esclarecer se o acompanhamento de psicoterapia infantil será válido para esse momento. Fico à disposição :)
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Dificuldade para tomar decisões, e medo de sair da zona de conforto, tem haver com timidez excessiva
Dificuldade para tomar decisões, e medo de sair da zona de conforto, tem haver com timidez excessiva?
Preciso de ajuda, pois estou cada vez mais pra baixo com essas situações. Tenho uma dificuldade mt grande em sair da zona de conforto, principalmente relacionado à algo social ( conversar com quem Nao conheço, abordar uma mulher na rua, na minha cabeça é impossível). O que posso fazer, qual especialista procurar?RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
É muito pesado sentir que a vida está passando e você continua "preso" em um lugar que já não te faz bem, mas que parece ser o único onde você está seguro. Essa dificuldade em tomar decisões pode ter a ver com a timidez. Quando você diz que falar com alguém desconhecido parece "impossível", é porque o seu sistema de defesa está tão alto que qualquer movimento fora do que você já conhece é lido pelo seu cérebro como uma ameaça enorme. O especialista que você deve procurar é o psicólogo. No consultório, o nosso trabalho não é te "empurrar" para situações desesperadoras ou te forçar a ser quem você não é, mas sim entender como você se trava e, aos poucos, ir construindo essa segurança que falta. Sair da zona de conforto não precisa ser um salto no escuro; pode ser um passo de cada vez, ganhando confiança no seu próprio ritmo. Caso tenha alguma dúvida amais, pode me notificar. Fico a disposição :)
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Quais os motivos mais comuns levam um psicólogo (a) a terminar um processo psicoterapêutico de meses
Quais os motivos mais comuns levam um psicólogo (a) a terminar um processo psicoterapêutico de meses de forma tão abrupta com o paciente? Não estou me referindo aos casos em que o psicólogo vai mudar de cidade ou trocar de profissão. E sim aos casos de término com um paciente de forma individual.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Entendo perfeitamente o quanto isso pode ser doloroso e até confuso. Quando um processo que dura meses é interrompido de forma repentina, é natural que o paciente se sinta abandonado ou culpado. No entanto, na maioria das vezes, essa decisão parte de um cuidado ético e técnico da psicóloga, e não de um julgamento pessoal sobre você.
Outra questão frequente é o que chamamos de questões de manejo clínico, como quando surgem situações que ferem o código de ética ou quando a terapeuta percebe que a sua própria história pessoal está interferindo na neutralidade necessária para o atendimento. O grande erro, a meu ver, não é o término em si, mas a forma como ele é feito; mesmo um encerramento individual precisa de cuidado, clareza e, acima de tudo, um fechamento que faça sentido para quem fica.
Espero ter ajudado com a respostas e reflexão. Fico à disposição :)
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Qual a diferença entre "Mecanismo de Defesa" e "Falta de Autenticidade"?
Qual a diferença entre "Mecanismo de Defesa" e "Falta de Autenticidade"?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Muito importante essa pergunta! Costumo dizer que o mecanismo de defesa é como uma armadura que você precisou vestir em algum momento da vida para não se machucar. Ele surge de uma necessidade real de proteção, como um escudo de forma automática para você sobreviver. O problema é que, com o tempo, essa armadura fica pesada e você acaba esquecendo como é viver sem ela.
Já a falta de autenticidade acaba sendo uma consequência disso. Quando você passa muito tempo escondido atrás dessa proteção ou tentando agradar para evitar conflitos, você acaba perdendo o contato com o que realmente sente e deseja. Não é que você seja uma pessoa "falsa", é que você se desconectou de si mesmo para caber no molde do outro. Na psicoterapia, o meu papel não é arrancar essa sua proteção à força, mas ajudar você a perceber que, hoje, talvez o ambiente já seja seguro o suficiente para você começar a tirar o capacete, respirar fundo e descobrir quem você é de verdade por baixo de tudo isso.
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A crise de identidade no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) pode desaparecer completamente
A crise de identidade no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) pode desaparecer completamente com tratamento psicoterápico ?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sua pergunta é muito importante. Vamos pensar juntos:
Mais do que "sumir", o que acontece é que essa crise para de dominar a sua vida. No Borderline, a sensação é de ser uma "colcha de retalhos" ou de mudar de cor o tempo todo gera um vazio enorme. Na psicoterapia a gente não tenta "apagar" quem você é, mas sim te ajudar a construir uma base firme. Sentir que, mesmo mudando de humor, você ainda é a mesma pessoa. É um processo de ganhar contorno. A crise deixa de ser um furacão e vira apenas um vento passageiro que você já sabe como lidar.
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Que tipo de profissional (terapeuta ou psicólogo ou psiquiatra) devo buscar? Tenho alta desconfiança
Que tipo de profissional (terapeuta ou psicólogo ou psiquiatra) devo buscar? Tenho alta desconfiança de ter ansiedade desde a adolescência, tenho muitos traumas de infância que ainda me afetam (como agressão dos pais, problemas de atenção, bullying (psicológico) por colegas da escola e familiares, solidão, isolamento e muitas fugas da realidade por divagação), também sou bem paranoica desde criança, insegura, tenho crises de pânico e choro repentinas, estresses severos que me dão enxaqueca forte e vômito ou refluxo no estômago e trauma de chorar. Recentemente, finalmente estou criando coragem e juntando dinheiro para começar a me tratar e descobrir meus reais problemas, mas não faço ideia de qual profissional especifico eu deveria ir, já que tem tantas vertentes e tipos.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A psicoterapia seria um caminho importante pra isso, por ser um lugar onde você começa a entender como essas experiências te marcaram, como aparecem hoje e ir construindo outras formas de se relacionar com tudo isso. Não é só sobre reduzir sintomas, mas sobre conseguir se sentir mais segura dentro de si. Pelo nível de intensidade que você descreve, principalmente as crises de pânico e as reações físicas, pode fazer uma avaliação com psiquiatra. Com relação a especialidade da psicoterapia, eu diria que o principal é você encontrar um profissional com quem consiga te ajudar. O processo começa muito mais pelo vínculo do que por uma escolha técnica perfeita.
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Como o terapeuta pode lidar com a insegurança de seu paciente sobre o processo terapêutico?
Como o terapeuta pode lidar com a insegurança de seu paciente sobre o processo terapêutico?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A insegurança do paciente em relação ao processo terapêutico não precisa ser evitada ou corrigida, porque pode fazer parte do vínculo que está sendo construído. O mais importante é acolher essa insegurança, dando espaço para que ela possa ser falada.
Também pode ser importante trazer clareza sobre o processo: explicar como a terapia funciona, alinhar expectativas e, principalmente, ir ajustando o caminho junto com o paciente. Espero ter ajudado com minha resposta :)
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Como o terapeuta pode lidar com a sensação de sobrecarga emocional durante a terapia com pacientes c
Como o terapeuta pode lidar com a sensação de sobrecarga emocional durante a terapia com pacientes com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) ?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Podemos pensar que lidar com a sobrecarga emocional no atendimento de pacientes com TPB passa por reconhecer que isso faz parte do processo, não como um erro do terapeuta, mas como algo que emerge do próprio campo relacional. São atendimentos que mobilizam, e ignorar isso costuma aumentar a possibilidade de desgaste. Além disso, supervisão e cuidado pessoal são parte da prática. Ter um espaço para elaborar o que foi mobilizado ajuda na clareza e na presença clínica. Espero ter ajudado com meu retorno :)
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Como funciona a avaliação neuropsicológica para Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC) e Transtorno d
Como funciona a avaliação neuropsicológica para Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC) e Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) ?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A avaliação neuropsicológica é um processo que ajuda a entender como a pessoa está funcionando em diferentes aspectos, como atenção, memória, raciocínio e controle emocional, e como tudo isso se relaciona com o jeito dela de viver, sentir e reagir ao que acontece ao redor.
No caso do TOC e do Transtorno de Personalidade Borderline, essa avaliação serve pra compreender melhor como cada um desses quadros afeta o dia a dia. No TOC, por exemplo, às vezes a pessoa tem mais dificuldade em mudar o foco dos pensamentos ou lidar com incertezas, o que faz com que os rituais e as obsessões fiquem mais intensos. Já no TPB, as emoções costumam ser muito intensas e rápidas, o que pode interferir na concentração, nas decisões e nas relações.
A avaliação é feita por meio de entrevistas e testes padronizados, mas não se resume aos resultados numéricos. O mais importante é a compreensão integrada do que aparece. A partir daí, é possível traçar estratégias mais precisas de acompanhamento e cuidado.
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Qual o papel da psicoterapia especializada no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) ?
Qual o papel da psicoterapia especializada no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) ?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A psicoterapia oferece um espaço seguro onde a pessoa pode, pouco a pouco, compreender melhor o que sente, reconhecer seus padrões de relação e encontrar formas mais saudáveis de lidar com as próprias emoções e com o outro.
O TPB costuma envolver emoções muito intensas, medo de rejeição, impulsividade e uma sensação constante de instabilidade. A psicoterapia ajuda justamente a construir um campo de confiança onde essas experiências possam ser exploradas sem julgamento.
Com o tempo, o processo terapêutico permite que a pessoa vá desenvolvendo mais consciência sobre si, reconhecendo gatilhos, aprendendo a nomear o que sente e a se posicionar de modo mais saudável para si.
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Como as comorbidades psiquiátricas afetam o prognóstico de um paciente com transtornos mentais crôni
Como as comorbidades psiquiátricas afetam o prognóstico de um paciente com transtornos mentais crônicos ?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
As comorbidades psiquiátricas costumam tornar o quadro mais complexo, mas isso não significa que o prognóstico seja necessariamente ruim. Quando uma pessoa tem mais de um transtorno mental, os sintomas podem se sobrepor, influenciar uns aos outros e dificultar tanto o diagnóstico quanto o tratamento. Por exemplo, a presença de ansiedade ou depressão junto de um transtorno crônico pode intensificar o sofrimento, reduzir a motivação e dificultar a adesão ao cuidado.
Ao mesmo tempo, compreender essas sobreposições é justamente o que permite construir um plano terapêutico mais ajustado à realidade da pessoa. Quando o tratamento leva em conta todas as dimensões do sofrimento — e não apenas o diagnóstico principal — há mais chances de melhora.
O mais importante é que o acompanhamento seja contínuo, com uma equipe que acolha a complexidade do caso, sem reduzir a pessoa aos seus sintomas. Com o tempo e o suporte certo, mesmo quadros com múltiplas comorbidades podem se tornar mais estáveis e manejáveis.
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O prognóstico psiquiátrico pode mudar ao longo do tempo?
O prognóstico psiquiátrico pode mudar ao longo do tempo?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sim, o prognóstico pode mudar — e isso acontece com frequência. Ele é sempre uma estimativa feita a partir do momento atual, considerando como a pessoa está, o que tem disponível em termos de tratamento, apoio e condições de vida. Mas à medida que o tempo passa, muitas coisas podem se transformar: o modo de se relacionar com o próprio sofrimento, o acesso a cuidados adequados, a rede de apoio, e até o próprio entendimento sobre o que se vive.
Por isso, um prognóstico não é uma sentença. É um ponto de partida que pode ser revisado conforme a pessoa encontra novos recursos e caminhos de enfrentamento. Com o cuidado certo e uma relação terapêutica consistente, é totalmente possível que o quadro evolua de uma forma mais favorável do que se imaginava no início.
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Posso esperar uma recuperação completa de um transtorno mental crônico ?
Posso esperar uma recuperação completa de um transtorno mental crônico ?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Cada pessoa tem seu próprio ritmo e caminho. Há momentos de avanço, de estabilidade e, às vezes, de recaídas, o que faz parte do processo. O mais importante é que, com o tratamento adequado, apoio e autoconhecimento, é possível construir uma vida com sentido, mesmo diante de um diagnóstico crônico. Em vez de pensar em “cura” como um ponto final, a gente pode pensar em um movimento contínuo de cuidado e crescimento, que permite à pessoa se sentir mais inteira, autônoma e em paz consigo mesma.
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O prognóstico é o mesmo para todos os Transtornos mentais crônicos ?
O prognóstico é o mesmo para todos os Transtornos mentais crônicos ?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Não, o prognóstico varia bastante entre os diferentes transtornos mentais crônicos — e também de pessoa pra pessoa. Cada quadro tem suas particularidades, mas o mais importante é que o desfecho nunca depende só do diagnóstico em si. Ele está muito ligado a fatores como o acesso ao tratamento, o vínculo com os profissionais, o apoio emocional disponível, o contexto de vida e o quanto a pessoa consegue se engajar no próprio processo de cuidado.
Há pessoas com diagnósticos considerados “graves” que conseguem levar uma vida estável e significativa, e outras com quadros aparentemente leves que enfrentam mais dificuldade. Por isso, o prognóstico deve ser entendido como algo dinâmico, que pode mudar com o tempo. O que faz diferença é o acompanhamento contínuo, o acolhimento e o fortalecimento da autonomia da pessoa ao longo do processo.
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O prognóstico psiquiátrico é definitivo ou pode mudar?
O prognóstico psiquiátrico é definitivo ou pode mudar?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O prognóstico não é algo fixo. Ele é uma previsão feita a partir do que se observa em determinado momento, mas os contextos mudam, e o modo de lidar com a própria experiência também pode se transformar muito ao longo do tempo.
Quando alguém recebe um diagnóstico ou um prognóstico, isso não define quem ela é nem o que está por vir. Com acompanhamento adequado, autoconhecimento e suporte, é possível que sintomas diminuam, que novas formas de enfrentamento surjam e que a pessoa passe a viver de um jeito mais coerente com o que deseja pra si.
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As obsessões do Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC) são baseadas em perigos reais?
As obsessões do Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC) são baseadas em perigos reais?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Na maioria das vezes, não. As obsessões no TOC costumam estar ligadas a medos ou possibilidades extremas, que a pessoa reconhece, em algum nível, como exageradas mas que mesmo assim provocam uma ansiedade muito real. O perigo, em si, geralmente não é concreto.
Em um trabalho clínico de psicoterapia, não é provar que o perigo não existe, mas ajudar a pessoa a se relacionar de outro modo com o que sente e pensa, sem precisar lutar contra isso o tempo todo. Portanto, fico à disposição caso tenha outra dúvida.
Perguntas frequentes
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Estou querendo tomar chá de unha de gato e uxi amarelo porem tomo sertralina. Posso tomar ?
Não existem estudos clínicos de boa qualidade que garantam a segurança da…