Perguntas do paciente (4)

  • Gosto d um homem q tem todos os sintomas de TDAH, porém, parece q fala ele entende como ofensa. O qu

    Gosto d um homem q tem todos os sintomas de TDAH, porém, parece q fala ele entende como ofensa. O que devo fazer?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Mariana Campos

    Olha, é super compreensível você se sentir assim. Quando a gente gosta de alguém e percebe alguns sinais que lembram TDAH, dá vontade de ajudar, né? Mas tem gente que escuta isso como crítica, principalmente se já ouviu coisas negativas a vida toda, tipo ‘você é desligado’, ‘você nunca presta atenção’... então é meio automático se defender. O melhor caminho é conversar com carinho, sem usar rótulos. Em vez de falar ‘acho que você tem TDAH’, você pode falar sobre como certas atitudes te fazem se sentir. Tipo: ‘às vezes eu percebo que você se distrai muito fácil, e isso me deixa um pouco confusa, queria entender melhor’. Isso abre espaço pro diálogo sem parecer acusação. E se ele der abertura, você pode sugerir uma avaliação profissional, mas sempre com jeitinho, mostrando que é por cuidado e não por crítica. O importante é manter o respeito e o afeto nessa conversa!


  • Boa tarde! Tenho sofrido de uma ansiedade severa. Porém, não sei se é sobre só ansiedade ou estresse

    Boa tarde! Tenho sofrido de uma ansiedade severa. Porém, não sei se é sobre só ansiedade ou estresse. Como faço para fazer uma avaliação?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Mariana Campos

    Boa tarde! Sinto muito que você esteja passando por isso. É comum que ansiedade e estresse se confundam mesmo, porque os sintomas podem ser parecidos. O ideal é passar por uma avaliação com um profissional da saúde mental, como um psicólogo. Na avaliação, a gente escuta sua história com cuidado, entende o que você está sentindo, como isso afeta sua rotina e, a partir disso, traça um plano de cuidado. Se quiser, posso te ajudar com isso. Vamos agendar uma sessão online?


  • Eu sempre tento ajudar todo mundo, então estou escutando uma menina da minha escola, mais nova que e

    Eu sempre tento ajudar todo mundo, então estou escutando uma menina da minha escola, mais nova que eu, que é diagnosticada com depressão
    Tudo isso de escutar todo mundo está me deixando para baixo e eu acabo me sentindo confusa e choro muito ou me sentindo triste quase o tempo todo
    O que eu faço? Devo parar de ajudá-la?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Mariana Campos

    Você tem um coração muito generoso, e isso é lindo. Mas é importante lembrar que cuidar de alguém também exige que a gente cuide de si mesma. Quando você começa a se sentir mal, confusa ou triste o tempo todo, é um sinal de que está sobrecarregada emocionalmente. E isso não é egoísmo, é o seu corpo e sua mente pedindo cuidado. Você não precisa deixar de se importar com ela, mas talvez precise colocar alguns limites pra se proteger. Incentivar essa colega a procurar ajuda profissional pode ser uma forma de continuar ajudando, sem carregar tudo sozinha. Ou até conversar com um adulto de confiança na escola sobre o que está acontecendo.

    E, principalmente: você também merece ser ouvida. Conversar com um psicólogo pode te ajudar a entender melhor o que está sentindo e encontrar formas mais saudáveis de lidar com tudo isso


  • Tenho TOC, tenho um ritual que é difícil de fazer, tem várias regras nele e acabo quebrando as regra

    Tenho TOC, tenho um ritual que é difícil de fazer, tem várias regras nele e acabo quebrando as regras sem querer, minha mente diz que tenho que refazer esse ritual, já que não fiz corretamente, há problema em deixar de fazer esse ritual sem refazê-lo?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Mariana Campos

    Entendo como isso pode ser angustiante. O TOC faz exatamente isso: cria a sensação de que, se algo não for feito 'do jeito certo', algo ruim pode acontecer ou o alívio nunca vai vir. Mas, na verdade, o que mantém o TOC forte é justamente essa repetição dos rituais.. Então, sim, deixar de refazer o ritual, mesmo que pareça impossível é parte do processo de tratamento. É difícil, dá ansiedade no começo, mas é assim que o cérebro vai aprendendo que ele pode se acalmar mesmo sem repetir o ritual. Mas você não precisa fazer isso sozinho. Com acompanhamento psicológico, especialmente com terapia cognitivo-comportamental (TCC), dá pra aprender a lidar com isso de forma segura e gradual.

    Se você puder, busque esse apoio. Não é falta de força, é um passo corajoso de cuidado com você mesmo. Vamos agendar uma sessão online?


Perguntas frequentes

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