Perguntas do paciente (33)
-
Ultimamente tenho enfrentado muitas crises de ansiedade, eu me sinto uma pessoa péssima e eu simples
Ultimamente tenho enfrentado muitas crises de ansiedade, eu me sinto uma pessoa péssima e eu simplesmente me odeio tanto fisicamente quanto emocionalmente às vezes eu é horrível viver dentro de mim, eu me sinto constantemente angustiada, com uma sensação de agonia em relação à vida e às situações do dia a dia. Muitas vezes, as crises surgem do nada, e em outras percebo que vêm acompanhadas de algum gatilho específico.
O mais difícil durante as crises é que fico muito mal emocionalmente: extremamente triste, estressada e com uma forte confusão mental. Em alguns momentos me sinto perdida, como se estivesse distante da consciência das coisas ao meu redor, tomada pela dor, pela angústia e pelos pensamentos acelerados. Minha cabeça não para um minuto sequer.
Tudo acaba me deixando muito ansiosa, em um nível muito alto, até mesmo situações simples, que não deveriam causar esse tipo de reação. Qualquer coisa parece suficiente para me gerar uma ansiedade intensa. Em algumas crises, a sensação é ainda pior, porque parece que todo o bem-estar que eu estava sentindo simplesmente desaparece de repente, o que isso pode ser ?RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O que você descreve é um sofrimento psíquico real e muito desgastante. Viver com essa angústia constante, pensamentos acelerados, confusão mental e uma relação tão dura consigo mesma cansa profundamente — e não é fraqueza, exagero ou falta de esforço.
Pelos sinais que você relata, estamos falando de crises de ansiedade intensas, que podem vir acompanhadas de tristeza profunda, sensação de perda de controle, hiperalerta do corpo e, em alguns momentos, uma sensação de estar “desconectada” de si ou do ambiente. Quando a ansiedade se mantém elevada por muito tempo, até situações simples passam a ser vividas como ameaçadoras, não porque sejam, mas porque o sistema emocional já está sobrecarregado.
Esse “sumir repentino do bem-estar” também é comum: em estados intensos de ansiedade, o corpo entra em modo de emergência e o acesso às sensações de segurança e estabilidade fica temporariamente bloqueado — o que assusta e alimenta ainda mais o ciclo.
Nada disso define quem você é. Define o que você está atravessando.
A psicoterapia é o espaço para compreender esses gatilhos, interromper esse ciclo e reconstruir uma relação mais segura e gentil consigo mesma. Ansiedade intensa não é algo que se aprende a suportar — é algo que pode e merece cuidado.
-
Psicólogos tem pacientes favoritos ? Ou todos são iguais para ele ?
Psicólogos tem pacientes favoritos ? Ou todos são iguais para ele ?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Psicólogos não têm “pacientes favoritos” no sentido afetivo ou de preferência pessoal, como acontece em relações sociais. A relação terapêutica é ética, profissional e baseada no compromisso com o cuidado de quem está ali.
Ao mesmo tempo, nenhum psicólogo é uma máquina neutra. Cada vínculo é único. Algumas pessoas mobilizam mais identificação, outras despertam mais desafios, outras exigem mais atenção em determinados momentos — e tudo isso é observado, elaborado e cuidado pelo próprio psicólogo, inclusive em supervisão, para que não interfira no tratamento.
O ponto central é:
todos os pacientes merecem o mesmo respeito, dedicação, escuta e responsabilidade clínica, independentemente de afinidade, personalidade ou história.
Quando a terapia é bem conduzida, o foco não é “gostar mais” ou “menos” do paciente, mas estar disponível de forma ética, atenta e comprometida com o processo daquela pessoa.
E vale dizer algo importante:
se um paciente sente medo de ser “menos importante”, de não ser visto ou de não ser suficientemente valorizado, isso também é material terapêutico — algo que pode (e deve) ser acolhido e trabalhado na própria terapia.
Em um bom processo terapêutico, ninguém é “só mais um”. Cada história importa. Cada sofrimento é levado a sério.
-
Preciso de orientação sobre como ajudar meu pai, que desenvolveu consumo excessivo de álcool nos últ
Preciso de orientação sobre como ajudar meu pai, que desenvolveu consumo excessivo de álcool nos últimos anos. Ele passou a beber diariamente e, quando misturando bebida destilada, fica agressivo verbalmente e no dia seguinte não lembra do que aconteceu. Sempre que eu e meu irmão tentamos conversar com ele sobre diminuir ou buscar ajuda, ele reage com irritação. Existe alguma forma adequada de realizarmos uma intervenção familiar ou de abordar esse assunto sem piorar a situação? Qual seria o melhor caminho para incentivar que ele busque ajuda profissional?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sinto muito que você e sua família estejam vivendo essa situação — acompanhar alguém que está desenvolvendo um padrão de uso problemático de álcool é muito doloroso. E é compreensível que as tentativas de conversa acabem gerando irritação, porque o álcool, especialmente quando já faz parte da rotina, costuma ser usado como forma de regulação emocional. Qualquer convite para mudança pode soar como ameaça, mesmo quando vem de amor e preocupação.
De forma geral, intervenções familiares são possíveis, mas precisam ser conduzidas com bastante cuidado para não aumentar a resistência. Alguns pontos ajudam:
• Escolher o momento certo: nunca conversar logo após episódios de bebida ou ressaca. O ideal é um momento neutro, quando ele esteja sóbrio e com mais recursos emocionais.
• Falar a partir da experiência de vocês, não sobre o comportamento dele: por exemplo, em vez de “você precisa parar de beber”, algo como “quando isso acontece, eu fico muito preocupada e tenho medo do que pode te acontecer”.
• Evitar tom confrontativo: pessoas que já estão usando álcool para lidar com tensões tendem a reagir com defesa quando se sentem acusadas.
• Oferecer ajuda, não impor uma solução: às vezes funciona melhor dizer “se em algum momento você quiser conversar com um profissional, eu posso te ajudar a encontrar alguém” do que tentar convencê-lo diretamente.
• Trabalhar limites: família não controla o consumo, mas pode estabelecer limites sobre o que não é aceitável — como agressividade verbal — sempre de forma firme e respeitosa.
Sobre incentivá-lo a buscar ajuda profissional, é importante saber que a motivação para mudança geralmente nasce de dentro, e não de pressão externa. No entanto, a família pode criar condições para que essa motivação apareça: conversas cuidadosas, acolhimento, limites claros e a oferta de apoio prático quando ele demonstrar abertura.
Em alguns casos, um primeiro passo pode ser vocês próprios buscarem orientação com um profissional, para entender como lidar, se proteger emocionalmente e estruturar uma abordagem segura. Isso evita que vocês carreguem sozinhos uma responsabilidade que não é apenas familiar — é de saúde.
Ninguém muda porque é pressionado; as pessoas mudam quando percebem que não precisam enfrentar o processo sozinhas. E vocês já estão dando um passo importante ao buscar orientação.
-
Como saber quando devo me consultar com psiquiatra ou psicólogo?
Como saber quando devo me consultar com psiquiatra ou psicólogo?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Essa é uma dúvida muito comum, e fico feliz que você esteja buscando entender melhor. De forma simples: psicólogo e psiquiatra cuidam da saúde mental, mas cada um atua de maneiras diferentes.
O psicólogo é indicado quando você percebe sofrimento emocional, comportamentos que se repetem, dificuldade em lidar com sentimentos, sobrecarga, ansiedade no dia a dia, relacionamentos difíceis ou desejo de se conhecer melhor. A psicoterapia é o espaço de compreender sua história, elaborar o que dói e construir novas formas de viver.
O psiquiatra é um médico, e você deve procurá-lo quando os sintomas estão mais intensos ou persistentes — como crises de ansiedade, insônia importante, tristeza profunda, alterações de humor, dificuldade de concentração que traz prejuízo, ou quando existe a possibilidade de precisar de medicação para estabilizar o que está acontecendo.
Muitas vezes, o cuidado mais completo acontece com os dois profissionais juntos: a medicação ajuda a estabilizar, e a terapia te ajuda a entender, elaborar e transformar.
Se você ainda estiver em dúvida sobre qual caminho seguir, iniciar pela psicoterapia pode ajudar bastante — é muito comum que, no acompanhamento, a gente identifique juntas a necessidade (ou não) de uma avaliação psiquiátrica. O importante é que você não precise enfrentar isso sozinho(a).
-
Qual o motivo de não gostar de ser chamada de meiga ? De sentir vergonha, constrangimento e desconfo
Qual o motivo de não gostar de ser chamada de meiga ? De sentir vergonha, constrangimento e desconforto ao ser chamada assim?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Fico pesando se que essa palavra, embora pareça elogio, costuma carregar expectativas sociais sobre como uma mulher “deveria” ser: delicada, suave, sempre agradável, não confrontadora. Para muitas mulheres, especialmente as que passaram a vida tentando se ajustar a papéis impostos, esse adjetivo pode soar como uma forma de reduzir sua complexidade ou colocá-la em um lugar que não corresponde a quem ela realmente é.
O constrangimento pode vir justamente dessa sensação de ser encaixada em algo que não te representa — ou que já te cobrou demais no passado. Quando uma palavra toca em experiências antigas de cobrança, silenciamento ou necessidade de agradar, é natural que gere incômodo.
Também pode haver um conflito interno entre como você se percebe e como é nomeada pelo outro. Quando existe essa discrepância, o elogio não vem como reconhecimento, mas como uma espécie de “convite” para performar algo que você não sente como seu.
Em terapia, isso costuma abrir caminhos importantes: entender o que essa palavra ativa na sua história, quais expectativas aparecem, quais papéis você precisou assumir e como deseja ser vista hoje — de forma inteira, e não reduzida.
Sentir desconforto não significa que haja algo errado com você; significa que essa palavra toca um ponto sensível da sua construção enquanto mulher. E isso merece ser acolhido com respeito.
-
Durante minha vida, sempre tentei me forçar a gostar de homens porque assim exigia a sociedade, poré
Durante minha vida, sempre tentei me forçar a gostar de homens porque assim exigia a sociedade, porém conforme o tempo passou, descobri que gosto de mulheres. Não há em homens o que me interessa a não ser o genital. Não sei dizer também se é atração ou ansiedade que sinto por esse órgão. Desde minha infância tive uma obsessão por esse órgão que me levava a comportamentos de masturbação compulsiva, e conforme o tempo passava, pensamentos absurdos e impróprios também me causavam a mesma sensação. Não sei porque isso acontece, mas desde a infância me culpo muito por isso. Gostaria de uma análise sobre essa situação.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Obrigada por confiar e compartilhar algo tão sensível da sua história. Vou te responder com muito cuidado.
Antes de qualquer coisa, é importante nomear que nada do que você descreve sobre sua orientação afetiva ou sexual é “errado”. Muitas mulheres passam parte da vida tentando se adaptar ao que a sociedade espera — especialmente dentro de um contexto patriarcal que nos empurra para relações heterossexuais como se fosse a única possibilidade legítima. Descobrir-se e perceber interessada afetiva e sexualmente por mulheres pode ser, inclusive, um processo de libertação depois de anos de coerção social.
Sobre a questão da sua relação com o genital masculino: o que você descreve pode envolver diversos fatores — curiosidade infantil, ansiedade, hiperfocalização, culpa aprendida, experiências subjetivas que se repetiram sem que você tivesse espaço seguro para compreender o que estava acontecendo. Não significa, necessariamente, atração por homens. Na maior parte das vezes, essa fixação nasce muito mais da ansiedade, da tentativa de regular emoções e do silêncio em torno da sexualidade feminina do que de um desejo genuíno.
A sensação de culpa desde a infância também é muito comum, especialmente em meninas que crescem ouvindo que seu corpo é “pecado”, que sexualidade feminina deve ser controlada, vigiada, silenciada. Isso cria um ciclo: curiosidade + culpa + repetição como forma de aliviar tensão + mais culpa. Esse padrão não define quem você é e, sobretudo, não invalida sua orientação.
O que posso te dizer clinicamente é:
não existe nada de “errado” em você — existe uma história que merece ser compreendida com cuidado, sem julgamento, e que pode ser acolhida para que você consiga diferenciar o que é desejo, o que é ansiedade e o que é herança de expectativas externas sobre sua sexualidade.
Se você desejar, na terapia podemos aprofundar com calma:
como esses comportamentos surgiram e se repetiram;
como a culpa moldou sua forma de se relacionar consigo mesma;
como você vive hoje sua sexualidade e seus desejos;
e quais são, de fato, as experiências que fazem sentido para você como mulher adulta.
Esse processo costuma trazer muito alívio, clareza e liberdade — especialmente quando falamos de mulheres que passaram a infância e adolescência sem espaço seguro para explorar sua sexualidade e identidade.
Conte comigo para te acompanhar nisso, caso você queira.
Um grande abraço!
-
Como identificar o Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC) existencial no Transtorno de Personalidade
Como identificar o Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC) existencial no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) ?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá, como você está? Espero que se encontre bem. Vou tentar a ajudar e responder sua dúvida.
O Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC) existencial costuma se manifestar por pensamentos intrusivos ligados a questões filosóficas ou de sentido da vida, que geram angústia intensa e levam a ruminações constantes (por exemplo, dúvidas intermináveis sobre propósito, identidade ou “o que é real”). Já o Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) envolve padrões relacionais instáveis, medo intenso de abandono, impulsividade e grandes oscilações emocionais.
Quando os dois quadros se sobrepõem, pode ser difícil diferenciar os sintomas, mas alguns pontos ajudam:
No TOC, o sofrimento está mais ligado às obsessões e compulsões mentais (pensamentos repetitivos, tentativas de neutralizar ideias).
No TPB, o foco costuma estar nas relações interpessoais e na regulação emocional.
Muitas vezes, a pessoa pode apresentar características de ambos os quadros, o que exige uma avaliação clínica cuidadosa.
É importante lembrar que apenas um profissional de saúde mental pode realizar um diagnóstico adequado. Se você ou alguém próximo está enfrentando esse tipo de sofrimento, buscar psicoterapia pode ajudar a compreender melhor o que está acontecendo e encontrar caminhos de cuidado.
Espero ter ajudado! Se precisar de um acolhimento, estou a disposição.
-
agorafobia tem cura? ou tratamento? gostaria de saber sobre um pouco esse assunto. ele é pouco falad
agorafobia tem cura? ou tratamento? gostaria de saber sobre um pouco esse assunto. ele é pouco falado hj em dia mas algumas pessoas sofrem disso e eu tb descobri que tenho isso. há alguns anos, próximo de 2020 a pandemia tudo começou.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! Obrigada por confiar e trazer essa pergunta — sei que falar sobre isso pode não ser simples, especialmente quando envolve algo que você mesma está vivendo.
A agorafobia é sim uma condição que tem tratamento, e muitas pessoas conseguem melhorar significativamente sua qualidade de vida com o acompanhamento adequado. Ela costuma envolver um medo intenso de estar em situações das quais a pessoa acredita que seria difícil sair ou receber ajuda, caso se sinta mal — como em lugares muito cheios, transportes públicos, filas, ou até mesmo fora de casa. Não é raro que ela se desenvolva após episódios de ansiedade intensa, e muitas pessoas começaram a perceber esses sintomas, justamente, durante ou depois da pandemia, quando nosso mundo se tornou mais restrito e inseguro.
Na terapia, o mais importante é que você possa ser ouvido(a) com respeito, sem julgamento, no seu tempo. O tratamento pode envolver psicoterapia — especialmente abordagens que valorizem o seu sentir e a sua experiência subjetiva, como a Abordagem Centrada na Pessoa — e, em alguns casos, acompanhamento médico.
Cada trajetória é única. O que tem funcionado para muitas pessoas é encontrar um espaço de escuta segura, onde possam entender melhor seus medos, resgatar a confiança no próprio corpo e nas próprias escolhas, e ir, aos poucos, reconstruindo a liberdade de ir e vir. Isso é possível, sim.
Se quiser conversar mais sobre isso, fico à disposição.
-
Eu tenho um parente que não assume nenhum erro, empurra a culpa para os outros e até coisas pequenas
Eu tenho um parente que não assume nenhum erro, empurra a culpa para os outros e até coisas pequenas que não vão dar em nada não assume. O que passa na cabeça dessas pessoas? Existe terapia para tratar isso ou faz parte da personalidade?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Oi! Obrigada por compartilhar isso. Imagino que conviver com alguém assim gere bastante frustração, né? Especialmente quando a gente tenta manter relações mais honestas, abertas e cuidadosas.
Quando uma pessoa tem muita dificuldade de assumir erros e está sempre atribuindo a responsabilidade aos outros, isso pode estar ligado a vários fatores. Às vezes, pode ser uma defesa inconsciente — um modo que ela aprendeu, lá atrás, de lidar com culpa, vergonha ou medo de rejeição. Em outras situações, isso também pode se relacionar com traços da personalidade mais rígidos, com pouco espaço para autocrítica ou empatia.
Mas é importante lembrar que ninguém “é” só uma coisa. Somos muito mais complexas(os) do que isso — e é aí que a terapia pode ajudar. Não necessariamente para “mudar” quem a pessoa é, mas para que ela possa olhar para si com mais consciência, se permitir sentir, entender o impacto de suas atitudes nas relações... Isso, claro, se ela quiser.
A terapia funciona quando há um desejo interno de se compreender. E, quando não é possível mudar o outro, também pode ser importante olhar para como isso tudo tem te afetado, o que você sente nessa convivência e o que precisa para se proteger emocionalmente.
Se quiser conversar mais sobre isso, estou por aqui.
-
Sinto que procrastino demais, até para coisas que gosto de fazsr, mesmo que eu não queira. Isso tá
Sinto que procrastino demais, até para coisas que gosto de fazsr, mesmo que eu não queira.
Isso tá me atrapalhando bastante, principalmente porque deixo de fazer as coisas que preciso fazer e “deixo para depois”. Mesmo que eu quero parar eu não consigo. Faço tudo na ultima hora ou nem faço. Qual a melhor orientação?RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Oi! Obrigada por dividir isso — de verdade.
Falar sobre a procrastinação com honestidade já é um passo importante, porque por trás desse “deixar para depois” muitas vezes existem sentimentos que merecem ser escutados com mais cuidado.
Procrastinar não é preguiça ou falta de vontade. É, na maioria das vezes, um sintoma de algo mais profundo: medo de errar, perfeccionismo, sobrecarga, sensação de não dar conta, dificuldade em começar quando tudo parece demais. E, às vezes, até coisas que a gente gosta acabam ficando de lado porque existe um bloqueio emocional que precisa ser olhado.
Na terapia, é possível compreender esses padrões com mais profundidade, sem julgamento. O foco não é forçar produtividade, mas sim entender: o que está acontecendo dentro de mim quando eu travo? o que me paralisa? que cobranças existem em mim? que dor eu tenho tentado evitar?
Quando você começa a se escutar de verdade, novas possibilidades podem surgir — mais leves, mais possíveis, mais humanas.
Você não está sozinho(a) nisso. E não precisa enfrentar sozinho(a) também.
Se quiser conversar mais sobre isso, estou por aqui.
-
Se o sentimento de uma pessoa não é considerado certo e nem errado dentro da psicologia. O que leva
Se o sentimento de uma pessoa não é considerado certo e nem errado dentro da psicologia. O que leva o profissional à interromper o tratamento de um paciente que diz que está amando o psicoterapeuta? Não seria melhor explicar o que leva o paciente sentir tais sentimentos?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Essa é uma pergunta muito importante e sensível, e fico grata por você trazê-la. Na psicologia, de fato, nós compreendemos que os sentimentos não são certos ou errados — eles simplesmente são. Eles fazem parte da experiência única e legítima de cada pessoa, e merecem ser acolhidos com respeito e empatia.
Quando, em um processo terapêutico, uma pessoa percebe que está desenvolvendo sentimentos de amor pelo psicoterapeuta, isso é algo que pode e deve ser olhado com cuidado e compreensão, pois carrega significados profundos sobre as necessidades, as carências e as vivências dessa pessoa naquele momento.
O que pode levar à interrupção do tratamento, em alguns casos, não é o sentimento em si, mas sim o risco de que a relação terapêutica, que precisa ser um espaço seguro, ético e protegido, se confunda ou ultrapasse os limites que garantem esse cuidado. O papel do psicoterapeuta, nesses momentos, é avaliar se há condições de manter o vínculo terapêutico de forma saudável para a pessoa atendida e para a própria condução do processo.
O ideal, sim, seria conversar sobre esses sentimentos, ajudar a pessoa a compreender o que está por trás dessa vivência, e oferecer acolhimento e sentido a isso. No entanto, em situações onde o terapeuta percebe que, por qualquer motivo, não conseguirá sustentar esse espaço com a neutralidade, o respeito e a ética necessários, pode ser mais cuidadoso encaminhar a pessoa para outro profissional — sempre com a devida explicação, cuidado e respeito pelos sentimentos que surgiram.
Nada, absolutamente nada, invalida o sentimento da pessoa. Pelo contrário, ele é legítimo e merece ser entendido. O que se preserva é a integridade da relação terapêutica, para que ela continue sendo um espaço seguro e construtivo.
Espero de coração que você esteja bem e que tenha ajudado de alguma forma e me coloco à disposição para acolher o que você estiver sentindo ou pensando sobre isso.
-
Sofro de ciúmes retroativos, meu marido não dá motivos para desconfianças, porém as vezes sinto que
Sofro de ciúmes retroativos, meu marido não dá motivos para desconfianças, porém as vezes sinto que fico procurando. Como posso lidar melhor com isso ?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! Obrigada por compartilhar sua vivência com tanta honestidade. O ciúme retroativo pode ser bastante angustiante, pois mesmo sem motivos concretos ele gera insegurança e a sensação de estar sempre em alerta. Esse movimento de “ficar procurando” sinais é uma forma de tentar aliviar a ansiedade, mas na prática acaba aumentando ainda mais o sofrimento.
É importante compreender que esse tipo de ciúme geralmente está ligado a questões internas, como autoestima, inseguranças ou experiências anteriores, e não necessariamente ao comportamento atual do parceiro.
A psicoterapia pode ser um espaço muito valioso para entender de onde vêm esses sentimentos, trabalhar a confiança em si mesma e desenvolver estratégias para lidar com a ansiedade de maneira mais saudável. Se sentir vontade, será um prazer te acompanhar nesse processo e te ajudar a construir relações mais leves e seguras .
-
Gostaria de saber pq eu nunca consigo chegar lá mesmo que esteja sentindo prazer, sempre aconteceu i
Gostaria de saber pq eu nunca consigo chegar lá mesmo que esteja sentindo prazer, sempre aconteceu isso, com todos os meus parceiros sexuais, e quando tento me tocar me sinto suja de alguma forma...
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! Em primeiro lugar, gostaria de te agradecer por compartilhar algo tão íntimo e pessoal e dizer que sinto muito por você se sentir dessa forma. O que você está vivendo é algo que muitas mulheres experimentam, e eu gostaria de oferecer um apoio nesse momento, da forma que eu puder.
A dificuldade em alcançar o orgasmo, mesmo sentindo prazer, pode estar relacionada a uma série de fatores. Vale lembrar que a sexualidade é algo muito pessoal e pode ser influenciada por aspectos físicos, emocionais, culturais e até mesmo históricos. Quando você menciona que sente que algo está te impedindo, e que se sente "suja" ao tocar-se, isso pode indicar que há questões emocionais ou crenças enraizadas que merecem ser exploradas com carinho e sem pressa.
É importante considerar como você se sente em relação a você mesma e à sua sexualidade. Muitas vezes, julgamentos ou crenças plantados em nós por experiências passadas ou mensagens culturais podem afetar a maneira como interagimos com nosso próprio corpo e prazer. Criar um espaço mental onde você se sinta confortável e livre de julgamentos é um passo importante, e é totalmente válido buscar apoio terapêutico para explorar isso mais profundamente.
Lembre-se sempre de que você não está sozinha nesse caminho. A jornada para compreender e apreciar totalmente a sua sexualidade é única para cada pessoa, e merece ser trilhada com paciência e amor próprio. Se você sentir que explorar essas questões em um ambiente terapêutico seria benéfico, estou aqui para ajudar e apoiar seu processo, respeitando seu tempo e suas necessidades.
Em terapia você pode compartilhar, de maneira que ressoe melhor com você, no seu ritmo, com respeito e empatia. Se você tiver mais perguntas ou precisar de apoio adicional, por favor, sinta-se à vontade para falar sobre isso. Você merece se sentir plena e em sintonia consigo mesma.
-
É normal eu não ter vontade de estudar nada aos 22 anos? Sei q preciso fazer algo, para assim ser al
É normal eu não ter vontade de estudar nada aos 22 anos? Sei q preciso fazer algo, para assim ser alguém na vida, mais tudo q eu já pensei em fazer sempre tem um porém, acaba q n me vejo em nada, é como se eu n fosse boa para nada , e não servisse para nada, parece q me aperta o coração só de imaginar ter q estudar algo de novo. No começo do ano passado pensei em fazer TI, entrei na faculdade, porém tive crises fortíssimas e n consegui ficar, realmente n sei oq me acontece. E eu tenho recordações na escola, da qual eu chorava p fazer prova, sempre tendo ansiedade nas provas, não sei oq me causou tudo isso, e comecei a ter esse sentimento de novo depois de ter tentado TI e as crises terem voltado. Desde então me encontro sem fazer faculdade ou curso, e não consigo me ver em nada, e toda vez quando alguém fala sobre fazer algo dizendo q eu tenho q fazer, já me desanimo, só de pensar q n consigo ser normal igual as outras pessoas e fazer também.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! Quero acolher muito genuinamente o que você está sentindo e dizer você tem muita coragem em expressar essas preocupações e sentimentos. O que você está vivendo é profundamente válido e merece todo cuidado e atenção.
Parece que você está se sentindo presa em um ciclo de autocrítica e expectativas externas sobre o que "deveria" fazer, o que pode ser extremamente desgastante. Quero que saiba que é compreensível estar sem vontade de estudar ou se sentir desmotivada quando o sistema educacional talvez não tenha se ajustado às suas necessidades emocionais e psicológicas.
Você mencionou que teve crises de ansiedade e sentimentos perturbadores quando estava na faculdade e mesmo antes, na escola. Isso pode indicar que eu objetivo maior seja primeiro cuidar de si mesma e da sua saúde emocional, ao invés de forçar um caminho que não está te fazendo bem no momento. A ansiedade, especialmente em contextos de avaliação ou pressão, pode ser complicada e muitas vezes requer uma atenção especial e, possivelmente, técnicas específicas para gerenciá-la. Parece que você está precisando agora seja esse espaço onde pode explorar suas emoções com empatia, sem julgamentos ou pressões.
Talvez seja útil refletir sobre o que você realmente gosta de fazer, em que você se sente bem, mesmo que pequenos momentos do seu dia, e sentir-se autorizada a seguir essas pistas sem a obrigação de atribuí-las a uma carreira ou sucesso externos. O termo "ser alguém na vida" pode ser muito amplo e impessoal quando, na verdade, o mais importante é descobrir o que te faz sentir confortável e satisfeita consigo mesma, independentemente das normas sociais.
Por favor, seja gentil e paciente consigo mesma durante esse processo. Se a ansiedade continuar a ser um fardo, pode ser benéfico buscar apoio de um profissional que possa trabalhar com você em estratégias para reduzir esse impacto.
Estou aqui para oferecer esse apoio incondicional e ajudar a criar esse espaço seguro onde você possa se ouvir e se expressar livremente. Sua jornada é única e válida, e você merece todo o apoio e compreensão ao navegar por ela.
-
Estou casada a 34 anos, meu marido nunca me dava a devida atenção , não me valorizava, sempre me faz
Estou casada a 34 anos, meu marido nunca me dava a devida atenção , não me valorizava, sempre me fazendo cobrança, me deixando fora dos seus programas, tudo isso me bloqueou, a gente brigou muito, só que ele não quer a separação, me sinto mal com tudo isso, ele quer ter relação sexual comigo, mas eu não consigo, não sei o que fazer
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá, eu sinto muito por isso! É compreensível que você esteja se sentindo confusa e sobrecarregada com essa situação. Pelo que você compartilhou, parece que o seu casamento tem sido desafiador e você está lidando com sentimentos de desvalorização e frustração. É importante lembrar que seus sentimentos são válidos e você merece ser ouvida e respeitada.
Sugiro você pensar o que realmente gostaria em relação ao seu casamento. Pergunte a si mesma: o que mais desejo agora nessa relação? Existe um desejo de tentar melhorar as coisas ou talvez uma vontade de seguir para um caminho diferente? Às vezes, conversar abertamente com seu parceiro sobre como você se sente pode ser um ponto de partida, mas eu entendo que isso nem sempre é fácil.
Também é fundamental prestar atenção às suas necessidades e ao que o seu coração diz em relação à intimidade física. Você nunca deve se sentir pressionada a fazer algo que não quer. A sensação de segurança e conforto é essencial em qualquer relacionamento.
É importante lembrar que você não está sozinha nessa jornada. Buscar apoio, seja através da terapia individual ou de grupos de apoio, pode lhe ajudar a entender melhor seus sentimentos e a tomar decisões que sejam mais saudáveis para você.
Se precisar, estarei aqui para apoiá-la enquanto você navega por essas questões, oferecendo meu escuta atenta e apoio incondicional. Espero ter ajudado!
-
Boa noite, eu sou solteira e ultimamente eu tenho percebido que gosto de ficar sozinha, morar sozinh
Boa noite, eu sou solteira e ultimamente eu tenho percebido que gosto de ficar sozinha, morar sozinha, ter lazer sempre sozinha e me sinto feliz assim ,mas tenho uma dúvida, será que tenho algum distúrbio mental?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá, tudo bem? Obrigada por compartilhar suas preocupações e pensamentos. É muito importante você se sentir à vontade para explorar essas questões.
Gostar de passar tempo sozinha e apreciar a própria companhia é algo completamente normal e saudável. Muitas pessoas encontram felicidade e paz em momentos de solitude, e isso pode ser uma parte importante para o autoconhecimento e crescimento pessoal.
Na verdade, é um sinal muito positivo que você se sinta feliz estando consigo mesma, pois nem sempre precisamos da companhia dos outros para encontrar satisfação e contentamento na vida.
Lembre-se de que cada pessoa é única e tem suas próprias preferências e necessidades em relação à socialização. O mais importante é que você esteja realmente se sentindo bem e realizada na sua vida da forma que está.
Se, em algum momento, você sentir que essa preferência pela solitude está impactando negativamente outras áreas da sua vida ou se sentir qualquer desconforto emocional, talvez fosse útil explorar isso mais a fundo com uma profissional. Até lá, sinta-se livre para ser quem você é e apreciar o que te faz feliz.
Estou aqui para te apoiar no que você precisar. Espero ter ajudado.
-
Tive um relacionamento abusivo no passado, fui até noiva. Depois de algum tempo conheci uma pessoa e
Tive um relacionamento abusivo no passado, fui até noiva. Depois de algum tempo conheci uma pessoa excepcional, que me trata muito bem, tenho um relacionamento muito tranquilo e saudável, diferentemente do anterior, mas estou sempre com dúvidas sobre a relação, não me sinto digna dessa tranquilidade. Isso é normal?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá, tudo bem? Infelizmente é muito comum, depois de vivenciar um relacionamento abusivo, a mulher ter alguns traumas relacionados a esse relacionamento, pois foram vários tipos de abusos vividos, que geram muito sofrimento. Quando se encontra um novo relacionamento, mais tranquilo, parece que é até estranho, por não conseguir associar essa nova relação a uma forma de amor saudável, e sim, parece que não é algo natural, dando a sensação as vezes, que não merecemos vivenciar o amor dessa forma, pois aprendemos, por um período, que o amor precisa ser algo que doí, que causa confusão, trás culpa, sofrimento, então pode ser difícil lidar com uma relação saudável. Infelizmente sair de uma relação abusiva, não é algo fácil e pode gerar, durante muito tempo marcas profundas e gatilhos, por esses traumas vividos. A terapia pode ser uma importante ferramenta para te ajudar a superar esses traumas e que você se sinta livre para viver o amor que merece. Espero ter ajudado.
-
Existe a possiblidade de um paciente ter Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) e comportament
Existe a possiblidade de um paciente ter Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) e comportamento hostil ao mesmo tempo?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sim, é possível que uma pessoa com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) também apresente comportamentos hostis.
O TPB é caracterizado por padrões intensos de emoções, relacionamentos instáveis, e muitas vezes, uma autoimagem flutuante. Pessoas com esse transtorno podem ter dificuldade em regular suas emoções, o que pode levar a reações impulsivas ou, em algumas situações, hostis. Esses comportamentos hostis podem ser uma manifestação de medo de abandono, frustração intensa, ou desespero.
É importante notar que o comportamento hostil não define a pessoa, mas pode ser entendido como uma forma de expressão de sofrimento e tentativa de lidar com suas experiências internas. Tratar uma pessoa com TPB envolve proporcionar um espaço seguro onde ela possa se sentir aceita e compreendida, ajudando-a a encontrar maneiras mais adaptativas de expressar suas emoções e reduzir comportamentos que possam ser prejudiciais a si mesma ou a outros.
O respeito à experiência única de cada indivíduo é fundamental, e o papel do terapeuta é apoiar a pessoa em seu processo de autodescoberta e crescimento, oferecendo empatia e conexão genuína ao longo do caminho.
-
Gostaria de saber como se comporta uma pessoa que tem fobia social?
Gostaria de saber como se comporta uma pessoa que tem fobia social?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Como psicóloga centrada na pessoa, meu foco é sempre no indivíduo e em suas experiências pessoais. Cada pessoa é única, e suas vivências com a fobia social podem se manifestar de forma distinta. No entanto, posso compartilhar algumas características comuns que muitas pessoas com fobia social podem apresentar:
Geralmente, pessoas com fobia social podem sentir um intenso medo de serem julgadas negativamente por outras em situações sociais. Esse medo pode levar a comportamentos de evitação, onde a pessoa tenta evitar situações onde possa ser exposta a avaliações dos outros, como encontros sociais, apresentações, ou mesmo interações cotidianas.
Elas podem sentir sintomas físicos como sudorese, taquicardia, tremores, ou sensação de rubor, especialmente em situações que despertam ansiedade social. Além disso, cognitivamente, podem ter pensamentos de autoavaliação crítica, continuamente se preocupando com a maneira como os outros as percebem.
Essas experiências podem levar a um impacto significativo na vida diária, afetando relacionamentos, oportunidades de trabalho e o bem-estar pessoal. Entretanto, é essencial lembrar que por trás dos rótulos diagnósticos existem pessoas com grande potencial de crescimento e mudança.
Em um espaço seguro e empático, como o proporcionado pela abordagem centrada na pessoa, buscamos ajudar o indivíduo a se conectar profundamente com suas próprias vivências, facilitar sua autoaceitação e apoiar suas capacidades inatas para encontrar formas mais congruentes e satisfatórias de viver.
-
Quais os sintomas ou sinais que indicam um problema de saúde mental?
Quais os sintomas ou sinais que indicam um problema de saúde mental?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Como psicóloga centrada na pessoa, é importante ressaltar que cada indivíduo é único, e sua experiência é válida e significativa. A abordagem centrada na pessoa foca na compreensão empática e autêntica do que cada pessoa está vivenciando, ao invés de apenas categorizar sintomas. No entanto, existem alguns sinais gerais que podem indicar que uma pessoa está passando por dificuldades com a saúde mental. Esses sinais incluem:
1. Mudanças nos Sentimentos e Emoções: Você pode perceber uma tristeza persistente, desespero, falta de esperança, ou sentir-se ansioso, irritado ou com raiva com frequência.
2. Dificuldade em Gerenciar Atividades Diárias: Atividades que antes eram simples ou prazerosas podem começar a parecer extremamente difíceis ou inúteis.
3. Alterações nos Hábitos de Sono ou Alimentação: Dormir muito ou muito pouco, assim como mudanças significativas no apetite ou peso, podem ser indicativos de um problema.
4. Perda de Interesse ou Prazer: Uma diminuição no desejo de participar de atividades que antes eram prazerosas ou importantes.
5. Isolamento Social: Evitar amigos, familiares e situações sociais pode ser um sinal de que algo não está bem.
6. Dificuldade de Concentração: A dificuldade para se concentrar, tomar decisões ou lembrar de informações pode ser um indicativo.
7. Sensação de Cansaço ou Falta de Energia: Sentir-se constantemente exausto, mesmo sem razões físicas aparentes.
8. Comportamentos Autodestrutivos: Isso inclui o abuso de substâncias, autoagressão, ou pensamentos sobre machucar a si mesmo.
9. Sintomas Físicos Sem Causa Aparente: Dores de cabeça, dores de estômago e outras queixas físicas que não parecem ter uma explicação médica clara.
Estes são apenas alguns sinais, e sua presença não significa automaticamente que alguém tem um problema de saúde mental, mas pode ser útil como um convite para refletir sobre o próprio bem-estar e considerar a busca por apoio. Além disso, é fundamental lembrar que buscar ajuda é um ato de coragem e autoconhecimento. Um ambiente de aceitação, empatia e compreensão pode ser extremamente benéfico nesse processo. Se você ou alguém que você conhece está enfrentando essas dificuldades, buscar a orientação de um profissional especializado pode ser um importante passo para o cuidado e o crescimento pessoal.
Autor
Perguntas frequentes
-
Qual é o melhor tratamento para dermatite na região do períneo.
A dermatite na região do períneo pode ter diferentes causas, como irritação…