Perguntas do paciente (145)

  • Comecei um namoro a poucas semanas. Sabia desde o inicio que ela tinha um filho, no entanto, não era

    Comecei um namoro a poucas semanas. Sabia desde o inicio que ela tinha um filho, no entanto, não era um problema pra mim. Quando percebi que estava apaixonado e que iria pedi-la em namoro, um diabinho na minha cabeça fez procurar fotos dela com o ex. E achei. Aniversário, eventos escolares do filho, etc. Foi como se algo me mordesse, virou um pensamento obsessivo, as vezes insuportável. Falei com ela, aliviou um pouco. Quero pensar positivo: que é por que ainda não conheço a família, o filho, ou seja, que ainda não faço parte concretamente da vida dela, e que portanto minha cabeça trabalha livre, fantasiando.Mas tenho medo de não passar e, no desespero, jogar tudo isso fora.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Mariana Ozório

    Essa é uma excelente pergunta — e muito mais comum do que parece.
    Pela psicanálise, quando algo do passado do outro (como o ex, o filho, a história prévia) passa a ocupar tanto espaço psíquico, pode apontar para um movimento interno de rivalidade e de ferida narcísica — ou seja, não se trata apenas do outro, mas daquilo que esse outro desperta em nós.
    O “diabinho” fala justamente de um desejo de controle sobre o que te escapa: a vida anterior dela, o que não te pertence, o que existia antes de você. Esse tipo de curiosidade pode funcionar como uma tentativa inconsciente de reduzir a angústia de não ser o único — uma angústia ligada à falta, ao desejo e à impossibilidade de completude nas relações. Caso você, ainda, não faça terapia, sugiro que faça! Será um espaço para cuidar de você e, logo, de como cuidará do seu relacionamento. A terapia é um espaço importante para nomear essas repetições e incômodos, de forma a elaborar a meneira como você se vincula e se relaciona.


  • Qual a diferença entre um pensamento intrusivo normal e um obsessivo?

    Qual a diferença entre um pensamento intrusivo normal e um obsessivo?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Mariana Ozório

    Pensamentos intrusivos são ideias, imagens ou impulsos que surgem de forma involuntária, muitas vezes sem relação direta com o que estamos fazendo no momento. Eles podem ser estranhos, incômodos ou até absurdos — e todos nós os temos. O ponto central é que a pessoa consegue deixá-los ir, sem se prender a eles. Há incômodo, mas não há aprisionamento psíquico.

    Já o pensamento obsessivo é aquele que retorna de forma insistente, mesmo quando a pessoa tenta afastá-lo. Ele vem acompanhado de culpa, dúvida, necessidade de controle ou rituais mentais para tentar aliviar a angústia que provoca. Aqui, o sujeito fica refém da repetição, como se algo nele precisasse garantir certeza ou reparação — é o que Freud chamou de compulsão à repetição.


  • Os pensamentos obsessivos no Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC) parecem muito reais. Por quê?

    Os pensamentos obsessivos no Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC) parecem muito reais. Por quê?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Mariana Ozório


    Excelente pergunta — e muito profunda.
    Na verdade, essa sensação de realidade intensa nos pensamentos obsessivos é um dos aspectos mais marcantes do Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC).
    1. Porque envolvem afeto e não apenas pensamento
    2. Porque o pensamento funciona como defesa
    3. Porque há uma confusão entre pensar e fazer
    4. Porque o sujeito tenta resistir demais
    Os pensamentos obsessivos parecem reais porque não pertencem apenas ao campo da razão, mas também ao campo do desejo, da culpa e da angústia — são vividos com o corpo e com o afeto.
    Na terapia (especialmente na psicanálise), o trabalho é compreender o que esse pensamento tenta dizer, o que ele defende ou encobre, e permitir que o sujeito encontre outra forma de lidar com esse afeto — não pela repetição, mas pela elaboração.


  • As obsessões e compulsões se relacionam com a personalidade da pessoa?

    As obsessões e compulsões se relacionam com a personalidade da pessoa?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Mariana Ozório

    Na psicanálise entendemos que as obsessões e compulsões estão profundamente relacionadas à estrutura e à dinâmica da personalidade do sujeito.

    Freud foi um dos primeiros a descrever o quadro neurótico obsessivo, no qual os sintomas — como pensamentos repetitivos (obsessões) e rituais (compulsões) — surgem como uma forma inconsciente de lidar com conflitos internos, desejos reprimidos e sentimentos de culpa.

    Esses comportamentos expressam um modo de funcionamento psíquico: a tentativa de o sujeito manter o controle sobre algo que, em nível inconsciente, lhe escapa. Por isso, pessoas com traços obsessivos tendem a valorizar a ordem, a racionalidade e a previsibilidade, como formas de conter a angústia e o desamparo que emergem quando o inconsciente se faz presente.

    A psicanálise não se limita a eliminar o sintoma, mas procura escutar o que ele diz — o que está em jogo para aquele sujeito, o que ele tenta dominar ou evitar com esse modo de funcionamento.

    Espero que tenha elucidado melhor a questão para você!


  • Olá, bom dia, me chamo Luiz Fernando, tenho 26 anos, e moro no sul de Minas Gerais. Gostaria de faz

    Olá, bom dia, me chamo Luiz Fernando, tenho 26 anos, e moro no sul de Minas Gerais.
    Gostaria de fazer uma pergunta especificamente para um psicólogo.
    A minha dúvida é sobre o modo de pensar e agir(ou até, ser), das pessoas.
    Recentemente conheci uma pessoa em um aplicativo de relacionamentos, e marcamos de nós encontramos, e o que eu posso falar, sem revelar muitas informações pessoais, é que ela é do sexo masculino, e tem 19 anos.
    A minha dúvida sendo bem direto é que, eu não estou entendendo, por que de que, o modo padrão dele de comportamento por mensagens, é extremamente passivo-agressivo, até muitas vezes só agressivo mesmo, e ele diz que o problema é que, eu que o "estresso". Porém, quando nos encontramos pessoalmente, pelo menos até agora, as coisas já mudam, e o tratamento é melhor.
    Sendo mais direto ainda na minha dúvida, é que eu faço a comparação entre a grande maioria das pessoas que conheço, e até eu mesmo, versus ele. Por que o modo "padrão" dele, seria "tratar" desta forma?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Mariana Ozório

    Olá, obrigada por compartilhar sua experiência! Espero que eu possa elucidar melhor seus questionamentos e dúvidas.
    Em um processo terapêutico, Luiz, é difícil responder o que leva o outro a ser ou a agir de determinada forma. Isso porque, somente o sujeito pode falar sobre si mesmo. Nesse sentido, acredito que as perguntas que você faz sobre o outro, deveriam antes, ser voltadas para o eu (para si mesmo), tais como: Porque eu me comparo com a outras pessoas? Porque eu comparo relações e pessoas e não olho para constituição de cada uma delas? Porque estou aceitando ser tratado desta forma (falando em específico do rapaz que conheceu no app)? Pensar e refletir sobre si mesmo, poderá trazer elaborações mais significativas com potenciais mudanças. Caso você, ainda, não faça terapia sugiro que busque um profissional, para que possa refletir melhor sobre suas questões e como você se coloca diante de sua própria vida. Um abraço!


  • Olá boa noite!! sou carioca com 32 anos e diagnosticado com TEA desde 2001. Eu venho passando por um

    Olá boa noite!! sou carioca com 32 anos e diagnosticado com TEA desde 2001. Eu venho passando por uma fase meio difícil atualmente por conta da ansiedade há dois anos e lutando contra o vício da Internet. Queria perguntar quais soluções eficazes para eliminar meu vício e desacelerar minha mente?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Mariana Ozório

    Olá! Agradeço por compartilhar sua experiência — esse já é um passo importante no caminho de cuidar de si.

    Na psicanálise, não falamos exatamente em “eliminar” um vício, mas em compreender o lugar que ele ocupa na vida psíquica. O uso excessivo da internet, por exemplo, pode funcionar como uma forma de lidar com o vazio, a solidão ou a ansiedade — um modo de tentar silenciar algo que causa angústia. Por isso, o foco do tratamento não é apenas interromper o comportamento, mas escutar o que o sustenta, o que ele tenta tamponar ou compensar.

    O processo analítico oferece um espaço — um lugar de fala e escuta que permite ao sujeito compreender o sentido de suas repetições e encontrar outras formas de se relacionar com o próprio desejo.

    Buscar ajuda terapêutica é, portanto, o caminho mais eficaz para desacelerar a mente e compreender o que o leva a recorrer à internet como refúgio. Com o tempo e o trabalho de análise, é possível criar um modo mais livre e menos compulsivo de se relacionar consigo e com o mundo.

    Caso, ainda, não esteja no percurso terapêutico, sugiro que busque um para dar luz à essas e outras questões. Coloco-me à disposição! Um forte abraço


  • Como lidar com.filha de 4 anos que nao entende que eu e o pai estamos separados?ele nos fez mal e me

    Como lidar com.filha de 4 anos que nao entende que eu e o pai estamos separados?ele nos fez mal e mesmo assim ela chora muito ao vim embora da casa dele(ela presenciou violência dele comigo 2x)

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Mariana Ozório

    Sinto muito que você tenha vivenciado situações de violência doméstica! Ao mesmo tempo, fico feliz em saber que conseguiu interromper o ciclo da violência. Sugiro fortemente, que tanto você quanto a sua filha façam terapia. Você para lidar com os traumas deixados pela experiência e a sua filha, principalmente, para que consiga compreender a nova dinâmica familiar. Se cuide!


  • Tenho crises de ansiedade constantes, mas, durante elas, não sinto falta de ar nem taquicardia, para

    Tenho crises de ansiedade constantes, mas, durante elas, não sinto falta de ar nem taquicardia, para mim, os sintomas são mais emocionais: sinto uma angústia muito intensa e tenho crises frequentes de choro, junto com muitas preocupações, medos e uma sensação de agonia no corpo, também fico com uma grande confusão mental, isso seria também uma crise de ansiedade sem sintomas físicos, e mais relacionada emocional? Ou as crises de ansiedade tem que envolver os sintomas físicos?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Mariana Ozório

    A ansiedade não se manifesta de forma única — ela pode aparecer com sintomas físicos, emocionais ou uma combinação dos dois. Embora seja comum associar crises de ansiedade à falta de ar, taquicardia ou tensão muscular, há pessoas que vivenciam crises predominantemente no plano emocional: angústia intensa, choro, medo constante, sensação de agonia e confusão mental. Esses também são sinais legítimos de sofrimento ansioso.

    Portanto, sim, é possível ter crises de ansiedade ou de angústia que se manifestam principalmente no campo emocional. O mais importante é compreender o que está por trás dessas manifestações, e é justamente aí que a psicoterapia e a análise podem ajudar: investigando as causas, elaborando o que não foi dito e encontrando novas formas de lidar com essas sensações.

    Recomendo fortemente que busque um auxílio psicoterapêutico caso, ainda, não esteja em tratamento. No mais, espero que fique bem logo! Um forte abraço.


  • Quais são os desafios mais comuns após o diagnóstico de uma doença crônica mental ?

    Quais são os desafios mais comuns após o diagnóstico de uma doença crônica mental ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Mariana Ozório

    Após o diagnóstico de uma doença crônica mental são diversos os desafios que podem ser enfrentados pelo paciente. É importante ressaltar que, nem todos os pacientes vivenciarão esses desafios e nem da mesma forma, pois cada sujeito é único, seja nos desafios enfrentados, seja na forma de lidar com eles.
    Dentre esses desafios, podemos citar: a relação com a aceitação versus negação do diagnóstico, estigma social (seja pelo olhar externo das pessoas, seja pelo próprio paciente que pode passar a ver-se apenas a partir do olhar da doença), desafio na adesão ao tratamento (seja por resistência, dificuldade em seguir orientações médicas ou até questões financeiras) e impactos na autoestima e autoimagem.
    Bem, esses são alguns dos desafios e, para enfrentá-los a psicoterapia se mostra uma ferramenta importante no processo, de forma a promover e fortalecer a autoestima, bem como, ajudar o paciente enxergar-se para além da doença. Se você ou alguém que você conhece está passando por esses desafios, encorajo que busque auxílio terapêutico!
    Estou à disposição caso queira agendar uma primeira sessão! Forte abraço


  • Como as doenças mentais são classificadas? .

    Como as doenças mentais são classificadas? .

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Mariana Ozório

    As doenças mentais são classificadas de acordo com critérios clínicos padronizados, baseados em sintomas, duração, impacto funcional e curso da condição. As duas principais classificações utilizadas mundialmente são: DSM-5-TR (Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais) e CID-11 (Classificação Internacional de Doenças).
    O DSM-5 foi publicado pela Associação Americana de Psiquiatria (APA) e organiza os transtornos em categorias diagnósticas, com critérios específicos para cada um. É amplamente utilizado nos Estados Unidos e também como referência internacional em psicologia e psiquiatria. Já o CID-11 foi criado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e abrange todas doenças (mentais e físicas), sendo o sistema de classificação oficialmente utilizado no Sistema Único de Saúde do Brasil, o SUS.


  • A neuroplasticidade é um processo rápido ou lento? .

    A neuroplasticidade é um processo rápido ou lento? .

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Mariana Ozório

    A neuroplasticidade é a capacidade do cérebro de se reorganizar, criando novas conexões ou fortalecendo/enfraquecendo redes neurais existentes em resposta a experiências, aprendizados, lesões ou estímulos ambientais. Não há uma resposta correta para o tempo do processo, podendo assim, ser rápida ou lenta, uma vez que, ela depende do tipo de mudança envolvida e do contexto em que ela ocorre.


  • Como lidar com o medo excessivo da morte? .

    Como lidar com o medo excessivo da morte? .

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Mariana Ozório

    O medo excessivo da morte é mais comum do que parece e pode estar ligado à ansiedade, traumas ou sensação de falta de controle. Quando esse medo se torna paralisante ou até mesmo quando se pensa em demasiado sobre o assunto, é importante buscar apoio psicológico. A terapia oferece um espaço seguro para acolher essa angústia, explorar suas origens e construir uma nova relação com a finitude. Falar sobre o tema, por mais desconfortável que pareça, é um passo importante. Refletir sobre o sentido da vida pode transformar o medo em propósito. Com acolhimento e tempo, é possível viver com mais leveza! Indico que busque uma terapia caso ainda não esteja em um processo. Um forte abraço!


  • O que o medo da morte faz com os indivíduos? .

    O que o medo da morte faz com os indivíduos? .

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Mariana Ozório

    O medo da morte pode nos desconectar do presente e gerar uma ansiedade constante sobre o futuro. Muitas vezes, ele vem acompanhado de angústia, insônia ou pensamentos recorrentes sobre finitude e perdas. Esse medo pode limitar escolhas, relações e até a forma como vivemos o dia a dia. Em alguns casos, leva a crises existenciais ou sensação de falta de sentido. É como se a vida ficasse em pausa, sempre à sombra daquilo que um dia vai acabar. Mas, ao olhar para esse medo com cuidado e acolhimento, ele pode se transformar em impulso para viver com mais presença. É um processo, e a psicoterapia pode ajudar muito nisso! Sugiro que busque auxílio terapêutico caso ainda não esteja em terapia e persista no processo! Um abraço


  • Porque pessoas com ansiedade têm medo de morrer? .

    Porque pessoas com ansiedade têm medo de morrer? .

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Mariana Ozório

    Não necessariamente uma pessoa ansiosa tem medo de morrer. A ansiedade é diversa e se manifesta de diferentes formas para cada indivíduo. Se em seu caso, um dos sintomas esteja relacionado ao medo da morte, e importante que busque ajuda psicológica, para que possa falar sobre o tema (por mais difícil que possa ser inicialmente), de forma que consiga encarar a noção da finitude sobre outros primas/perspectivas! Quem sabe, inclusive, encontrar um desejo pulsante pela vida e em viver a vida?! Espero ter ajudado e que você tenha uma caminhada terapêutica. Forte abraço!


  • Estou me sentindo insegura em relação ao meu namorado ter muitas amigas. Principalmente uma em espec

    Estou me sentindo insegura em relação ao meu namorado ter muitas amigas. Principalmente uma em específico que ele já gostou e ficou com ela logo antes de ter começado a ficar comigo e mesmo depois de a gente ter começado a namorar entre nunca parou de falar com ela. Ele sempre me trata muito bem e faz muito por mim, mas eu tenho um trauma e me sinto insegura com isso.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Mariana Ozório

    Entendo que essa situação desperte insegurança e que seus sentimentos estejam atravessados por experiências anteriores que ainda reverberam. É importante diferenciar o que é do presente e o que é resquício de vivências passadas, mas isso nem sempre é simples — especialmente quando há um vínculo afetivo envolvido.
    Na terapia, podemos trabalhar para compreender de onde vem essa insegurança, como ela se sustenta e de que forma ela impacta suas escolhas e relações. Esse processo não é sobre “apagar” o que você sente, mas sim sobre elaborar, para que esses sentimentos não te aprisionem e você possa se posicionar de forma mais consciente e segura no relacionamento.


  • Fui abusada quando criança desde então só sinto atração por homens que lembrem meu abusador que tenh

    Fui abusada quando criança desde então só sinto atração por homens que lembrem meu abusador que tenham a mesma aparência que ele é normal isso tenho algum problema? Me sinto mal por isso :(

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Mariana Ozório

    Olá, espero que se encontre bem.
    Inicialmente, gostaria de dizer que sinto muito que tenha passado por uma situação como essa. Acredito que ainda resta algo desta experiência em você, que faça com que busque parceiros parecidos com a pessoa que te abusou. Você perceber que faz uma escolha já um passo importante! Talvez, seja menos importante a pergunta "isso é normal ou não?" e mais importante "porque eu faço essa escolha? o que do meu desejo e da minha experiência essa atração dá notícia?". Caso, ainda, não faça terapia recomendo fortemente que faça! Acredito que a terapia terá muito a te auxiliar. Mas caso já faça, leve esta demanda/assunto ao seu analista.

    Cuide-se!
    Um forte abraço


  • Tenho medo de fazer alguma coisa errada no trânsito, alguém se irritar, anotar a minha placa, descob

    Tenho medo de fazer alguma coisa errada no trânsito, alguém se irritar, anotar a minha placa, descobrir onde eu moro e me matar. Isso é possível ou é coisa da minha cabeça? Porque tenho esses pensamentos?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Mariana Ozório

    Sinto muito que o medo que sente seja tão forte a ponto de te levar ter esses pensamentos que pintam cenários tão horríveis. Caso, ainda, não faça terapia, recomendo que inicie o processo para que possam buscar quais são as raízes desse medo e dessa ansiedade. Talvez seja interessante tentar respondera pergunta "de onde vem esses pensamentos e fantasias?" e menos sobre serem possíveis ou não, porque acredito que respondendo a essa pergunta a sua pergunta (sobre ser possível ou não) será respondida também.
    Coloco-me à disposição caso queira agendar uma consulta!

    Cuide-se!
    Um abraço


  • Sofri um abuso na infância e isso fez com que eu parasse de sentir desejo por mulheres e começar a t

    Sofri um abuso na infância e isso fez com que eu parasse de sentir desejo por mulheres e começar a ter por homens e contra a minha vontade(mesmo sendo um homem que fez isso)

    Como voltar a ter desejo por mulheres novamente?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Mariana Ozório

    Como elaborar essa experiência traumática e conduzir a vida, as escolhas e os desejos a novas possibilidades? Talvez, voltar a ter desejo (seja por mulheres ou por homens ou por quem quer que seja) passe primeiro por elaborar essa vivência e descobrir qual é o seu desejo (o que te move).
    Deixo aqui, também, o meu forte abraço e sinto muito que tenha vivido isso. Caso queira agendar uma sessão, coloco-me à disposição! No mais, busque uma terapia e se cuide!


  • Já amava meu psicólogo antes mesmo de iniciar a terapia com ele e ele tbm demonstrava q gostava de m

    Já amava meu psicólogo antes mesmo de iniciar a terapia com ele e ele tbm demonstrava q gostava de mim. Penso em falar com ele na terapia sobre isso. Como os doutores sabem que não é fantasia, pq comigo não é fantasia, já gostava mto antes da terapia. Como vocês afirmam q realmente é amor e o q fazer após isso?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Mariana Ozório

    Quem pode dizer se é amor ou não, essa pessoa é você. Mas sugiro que leve sim essa temática para a sua terapia e converse com o seu psicólogo, onde será necessária uma decisão: continuar ou não com o processo terapêutico. Não é possível existir uma relação terapêutica e amorosa (amor no sentido de eros) ao mesmo tempo. Isso fere a relação terapêutica e o Código de Ética do Profissional Psicólogo. Caso não consiga conversar com o seu psicólogo, busque ajuda de um outro profissional.


  • Eu preciso de ajuda. Estou a Seis anos jogando sem parar, já perdi absolutamente tudo, não tenho mai

    Eu preciso de ajuda. Estou a Seis anos jogando sem parar, já perdi absolutamente tudo, não tenho mais nenhum recurso financeiro. Hoje, deve agiotas, família e amigos. Preciso de ajuda.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Mariana Ozório

    Entendo que você esteja vivendo uma situação muito difícil e que pedir ajuda já é um passo muito importante. O vício em jogos pode trazer impactos profundos na vida financeira, emocional e nas relações, mas é possível trabalhar essas questões no espaço terapêutico, compreendendo o que sustenta esse comportamento e buscando novas saídas.

    Se sentir que está em risco imediato ou que não consegue lidar sozinho até iniciar a terapia, procure também ajuda médica e apoio de grupos especializados em compulsão por jogos.

    Quando estiver pronto(a), podemos agendar uma sessão para começarmos esse processo juntos!


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Perguntas frequentes

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