Perguntas do paciente (12)

  • Como lidar com os sentimentos e com as emoções? .

    Como lidar com os sentimentos e com as emoções? .

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Mariane Diaz

    Lidar com sentimentos e emoções não significa controlá-los ou eliminá-los, mas reconhecer, compreender e responder a eles de maneira saudável.


  • O que fazer quando o medo é avassalador ? .

    O que fazer quando o medo é avassalador ? .

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Mariane Diaz

    Quando o medo parece avassalador, é importante lidar em dois níveis: primeiros socorros emocionais para o momento de crise e em um segundo momento, onde a TCC pode ser valiosa como abordagem, é na criação de estratégias de longo prazo para que ele (medo) perca força com o tempo.


  • Um diagnóstico de Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) pode ser, na verdade, Transtorno do e

    Um diagnóstico de Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) pode ser, na verdade, Transtorno do espectro autista (TEA) ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Mariane Diaz

    Sim, é possível que os sintomas de um Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) se confundam com os do Transtorno do Espectro Autista (TEA), especialmente em adultos, por isso uma avaliação cuidadosa é fundamental. Uma das diferenças fundamentais para compreensão dessas diferenças está na origem e desenvolvimento, onde no TEA é um transtorno do neurodesenvolvimento, com sinais desde a infância e o TPB é classificado como transtorno de personalidade, geralmente se manifesta mais claramente na adolescência/vida adulta. Como sintomas semelhantes em ambos os casos temos: sensibilidade intensa, reações emocionais intensas, dificuldades nas relações interpessoais...


  • TERMINEI UM RELACIONAMENTO E NÃO ESTOU SABENDO LIDAR COM AS EMOÇÕES Acabei um relacionamento há

    TERMINEI UM RELACIONAMENTO E NÃO ESTOU SABENDO LIDAR COM AS EMOÇÕES

    Acabei um relacionamento há um mês e não estou gerenciando bem as minhas emoções. A outra parte pôs fim ao relacionamento, eu não queria terminar.

    Eu considerava o relacionamento tóxico e nem tanto recíproco, mas continuava pelos meus sentimentos, que eram verdadeiros. Depois de mais uma briga por mensagens de texto, ofendi-o com um palavrão e, a partir daí, não fui mais respondida. Após alguns dias, quando tentei conversar, escutei que a culpa era minha, que era "homem" e não aceitaria que eu o ofendesse da forma que eu fiz. Não me respondia mais, me bloqueou do aplicativo de mensagens com que mais conversávamos, e, além disso, está namorando uma nova pessoa.

    Desde então, eu tenho vivido muitas emoções. Me sinto culpada, traída, injustiçada... Choro muito facilmente, tenho ido ao trabalho sem forças, as noites estão sendo mal-dormidas, tenho ânsia de vômito; Fui ignorada e silenciada em um momento onde eu mais precisava falar, me expressar.

    Não tenho amigos, sou uma pessoa bastante caseira, estou ausente de hobbies, etc. Estou em um luto. Não tenho expectativa de um novo relacionamento, receio de nunca mais encontrar alguém, de ficar sozinha nesta área da vida em que deposito muitas expectativas.

    Estou frustrada e cansada. No meu peito grita um misto de emoções com as quais não estou sabendo lidar.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Mariane Diaz

    Olá, sinto muito por tudo que você está vivendo. O fim de um relacionamento, especialmente quando não é uma escolha sua, pode ser devastado, ainda mais quando envolve sentimentos verdadeiros e a sensação de não ter tido espaço para se expressar. Seu relato mostra um luto legítimo, e é muito importante que você esteja reconhecendo isso.
    É natural que, diante dessa dor, surjam sintomas físicos e emocionais intensos, como dificuldade para dormir, choro frequente, ânsia, tristeza profunda, sentimento de culpa e até desesperança. Tudo isso precisa e merece cuidado.
    A terapia pode ser um espaço seguro onde você poderá acolher suas emoções, ressignificar essa experiência e, aos poucos, reconstruir sua autoestima, seus vínculos e seu senso de valor pessoal. Numa abordagem como a Terapia Cognitiva Comportamental, por exemplo, trabalhamos com técnicas que ajudam a identificar os pensamentos negativos que intensificam o sofrimento, e construímos, juntos, formas mais saudáveis de enfrentamento.
    Você não precisa passar por tudo isso sozinha. Sua dor é real e merece atenção. Estou à disposição para te acompanhar nesse processo com respeito, acolhimento e cuidado.


  • Eu ultimamente tenho sentido que o tempo tem passado muito rápido, de uma forma emocional. Sinto uma

    Eu ultimamente tenho sentido que o tempo tem passado muito rápido, de uma forma emocional. Sinto uma angústia quando paro pra pensar, reconheço que a minha família tá envelhecendo (o que é completamente normal, eu tenho essa compreensão) meus pais, minha irmã e até minha cadelinha. Começo a ver os sinais físicos neles, não consigo parar de pensar que eu cresci, que aquele tempo em que eu era criança não volta mais, que eu sinto falta da sensação que eu sentia, em como eu era, como eu via a vida, as vezes penso que sinto como se fosse um luto, sabe? A saudade de algo que não volta mais, algo que me dava conforto. Como se eu tivesse perdido alguma coisa. Não sei se pode ser algum sinal de ansiedade, mas isso tem me deixado bem emocional, com o peito pesado, refletindo muito e não necessariamente de uma forma positiva. Sei que preciso de ajuda profissional mas infelizmente não estou em um momento aonde eu consiga financeiramente e tenho medo disso piorar mais ainda.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Mariane Diaz

    Olá! O que você está sentindo é mais comum do que parece e muito legítimo. Essa sensação de que o tempo está passando rápido, o reconhecimento das mudanças nas pessoas que amamos e a saudade da infância podem mesmo gerar uma espécie de luto simbólico, como você descreveu. É o luto por um tempo que não volta mais, por uma sensação de segurança e simplicidade que muitas vezes associamos à infância.
    Esses sentimentos podem estar ligados à ansiedade, sim, especialmente quando vêm acompanhados de angústia constante, sensação de peito apertado e pensamentos difíceis de controlar. Mas mais do que um “problema”, eles são um sinal de que algo dentro de você está pedindo cuidado, escuta, presença.
    Mesmo que neste momento você não possa investir em um acompanhamento particular, existem formas de buscar ajuda: clínicas-escola de psicologia (ligadas a universidades), atendimentos sociais com valor acessível ou até grupos de apoio podem ser caminhos possíveis. O importante é não se calar diante dessa dor.
    Você merece acolhimento e cuidado. Seu sentimento é válido e importante. Se e quando sentir que posso ajudar, estarei aqui.


  • Eu realmente não sei o que quero pra minha vida . Forma muitas graduações , cursos e mesmo assim me

    Eu realmente não sei o que quero pra minha vida . Forma muitas graduações , cursos e mesmo assim me sinto sempre num vazio . Todos meus dons e habilidades onde tentei investir deram muito errado . E aí da minha mente, talvez lá do inconsciente me surge a pergunta : PRA QUE eu sirvo ? ou sej a, qual minha utilidade aqui..... é muito frustrante . é só um desabafo

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Mariane Diaz

    Olá... Primeiramente, quero te agradecer por compartilhar sua dor, não é fácil colocar em palavras algo tão profundo. Esse sentimento de vazio, de frustração com os caminhos já trilhados e as dúvidas sobre propósito e utilidade são muito mais comuns do que parecem… e é muito importante olhar pra isso com cuidado e carinho. A terapia pode ser um espaço seguro pra investigar essas questões, entender as raízes desse vazio e construir, aos poucos, um sentido que venha de dentro, não de fora. Você não precisa enfrentar tudo isso sozinho (a). Às vezes, o que a gente sente como fracasso ou confusão é, na verdade, um convite interno pra se conhecer melhor e se reconectar com o que faz sentido de verdade.
    Se em algum momento você sentir que pode ser o momento de começar essa jornada, estarei aqui.


  • Há chances de um relacionamento que já passou por agressões física e verbais ser reconstruído com am

    Há chances de um relacionamento que já passou por agressões física e verbais ser reconstruído com amor e sem mágoas?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Mariane Diaz

    Essa é uma pergunta que toca em algo muito delicado. Relacionamentos que passaram por agressões físicas e verbais deixam marcas no corpo, na mente e na confiança. Reconstruir algo assim é possível? Em alguns casos, com muito trabalho terapêutico individual e de casal, mudança de comportamento sustentada no tempo… sim, há quem consiga reconstruir. Mas isso exige um comprometimento profundo de ambas as partes — e principalmente de quem agrediu.
    Agora, é importante dizer: reconstruir não significa esquecer ou apagar o que aconteceu. E nem sempre é possível viver esse novo amor sem mágoas.
    A pergunta mais importante talvez não seja “há chance?”, mas sim: vale a pena para você? Você se sente segura? Respeitada? Livre? Se a resposta for não, talvez o caminho da reconstrução precise começar com você, por você — e a terapia pode te ajudar a enxergar isso com mais clareza e sem julgamento.


  • Olá, tudo bem? O pai do meu namorado está com cancer e meu namorado anda muito triste, tento animar

    Olá, tudo bem? O pai do meu namorado está com cancer e meu namorado anda muito triste, tento animar ele sem sucesso. Ele é uma pessoa fechada, me sinto de mãos atadas e inutil. Ele precisa de ajuda psicologica ou apenas é da fase?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Mariane Diaz

    Olá! Obrigada por dividir esse momento com tanto carinho e cuidado. Imagino o quanto deve ser difícil ver quem você ama sofrendo, sem conseguir “alcançá-lo”. Essa sensação de estar de mãos atadas é muito comum, mas não significa que você esteja sendo inútil. Só o fato de estar presente, se importando, tentando, já é muito valioso.
    Sobre seu namorado: perder ou ver alguém que amamos adoecer é uma dor profunda, e o luto pode começar muito antes da despedida. Cada pessoa vive isso de um jeito, e algumas se fecham mesmo, como uma forma de proteção. Mas isso não quer dizer que ele não esteja sentindo ou que não precise de ajuda.
    A terapia pode ser um espaço seguro pra ele expressar esse sofrimento, entender o que está sentindo e aprender a lidar com essa fase tão difícil. Não é fraqueza procurar ajuda, é um ato de cuidado. Espero que ele consiga compreender melhor essa fase de sofrimento.

    Se sentir que pode ser o momento certo, você pode conversar com ele sobre isso com carinho. E se quiser, posso te ajudar a encontrar as palavras pra isso também.


  • Meu marido não me beija mais e principalmente na hora da relação não tem beijos. Pra mim é um balde

    Meu marido não me beija mais e principalmente na hora da relação não tem beijos.
    Pra mim é um balde de água fria.
    O tesão não é o mesmo …..
    O que faço?
    As vezes cobro coisas básicas e me sinto mal

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Mariane Diaz

    Olá! Obrigada por compartilhar isso com tanta honestidade. O que você está sentindo é importante e merece ser olhado com carinho. A falta de conexão física e afetiva como o beijo, que é algo tão íntimo realmente pode esfriar a relação e afetar muito a autoestima e o desejo. E se sentir mal por "cobrar" algo que parece básico só reforça a dor.
    Essas questões costumam ter raízes mais profundas, que vão além do momento da relação. Às vezes é rotina, comunicação que se perdeu, feridas não ditas… E tudo isso pode ser trabalhado no espaço da terapia de casal. Um lugar onde os dois possam conversar com segurança, entender o que está acontecendo e reencontrar caminhos de reconexão.
    Você não está sozinha nisso, e sim: é possível resgatar o desejo, a intimidade e o afeto mas isso começa com esse passo corajoso de olhar para o que está doendo.
    Quando você sentir que é hora de cuidar disso de forma mais profunda, estarei aqui pra ajudar vocês nesse processo.


  • Uma pessoa reservada pode ter ansiedade ou ansiedade social?

    Uma pessoa reservada pode ter ansiedade ou ansiedade social?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Mariane Diaz

    Sim, uma pessoa reservada pode, sim, ter ansiedade ou até ansiedade social, mas também pode não ter.
    Ser reservado é um traço de personalidade. A pessoa simplesmente prefere observar mais do que falar, gosta de estar com poucas pessoas, precisa de mais tempo pra se abrir. E tá tudo bem com isso!
    Já a ansiedade social é diferente: é quando a pessoa sofre por medo intenso de ser julgada, de parecer inadequada ou de fazer algo "errado" em situações sociais. Esse medo pode causar sintomas físicos (como tremores, suor, taquicardia), mentais (pensamentos autocríticos, antecipação negativa) e fazer com que ela evite interações.
    Então: uma pessoa pode ser reservada e estar super bem com isso. Mas se ela quer se conectar, mas sente medo ou bloqueios que atrapalham, aí vale a pena investigar melhor, porque pode, sim, ser ansiedade social, e ela tem tratamento! Na TCC, minha abordagem de trabalho, existem técnicas excelentes que podem ajudar nesses casos.


  • Ola! Ha nove meses tive parto cesária do meu segundo filho e me sinto estranha tive dores de cabeça

    Ola! Ha nove meses tive parto cesária do meu segundo filho e me sinto estranha tive dores de cabeça tontura e náuseas achei que fosse sinusite fiz tratamento e não ajudou então achei que era enxaqueca fiz tratamento alívio ainda me sinto estranha não sei explicar é como se eu não tivesse emoção em nada tenho insônia e quando consigo durmi acordo no outro dia como se não tivesse dormido nada um peso na cabeça não tenho vontade pra nada quero a entender o que está acontecendo.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Mariane Diaz

    Olá! Muito obrigada por confiar em compartilhar tudo isso. O que você está sentindo é muito real e não, você não está exagerando. Depois do parto, especialmente nos primeiros meses (e mesmo após), é comum que o corpo e a mente passem por muitas mudanças. Mas o que você descreve, essa sensação de estranheza, falta de emoção, insônia, cansaço extremo, sem vontade pra nada pode ser sinal de algo que merece um olhar cuidadoso, como a depressão pós-parto, por exemplo.
    Você não está sozinha. Muitas mulheres passam por isso em silêncio, achando que é "normal", ou que vai passar. Mas você merece se sentir bem, merece entender o que está acontecendo e receber apoio pra se recuperar.
    A terapia pode ser um espaço pra te ajudar a compreender tudo isso, acolher seus sentimentos e te apoiar nesse momento tão delicado. Quando você sentir que pode ser o momento, estarei aqui pra caminhar com você, lembrando que também sou mulher, mãe e também passei por algo parecido!


  • Não aguento mais.. Meu esposo não aceita ajuda médica p parar de beber esta destruindo nossa família

    Não aguento mais.. Meu esposo não aceita ajuda médica p parar de beber esta destruindo nossa família e está c a saúde debilitada o que faço ja que está perdendo tudo o que tem e só resta eu e os filhos dele p ajudar? Sem contar que tudo que ganha vai p bebida?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Mariane Diaz

    Olá, sinto muito por tudo que você está passando. Conviver com alguém que tem problemas com o uso de álcool é extremamente doloroso e desgastante, especialmente quando essa pessoa não aceita ajuda. Seu sentimento de exaustão é totalmente compreensível.

    É importante lembrar que, embora o desejo de ajudar seja grande, a mudança só acontece quando a própria pessoa reconhece que precisa de ajuda. Enquanto isso não acontece, você e seus filhos também precisam de apoio e proteção. Existem grupos de apoio para familiares, que ajudam a lidar com os impactos emocionais dessa convivência e oferecem suporte para que você não enfrente isso sozinha.
    A psicoterapia, também pode ser uma aliada importante para você neste momento, ajudando a fortalecer seus limites, compreender seu papel nessa dinâmica e proteger sua saúde mental e emocional.
    Você não está sozinha, e buscar ajuda para você é também uma forma de cuidar da sua família. Estou à disposição caso sinta que posso contribuir com esse processo.


Autor

Psicólogo

Perguntas frequentes

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