Perguntas do paciente (12)

  • Quais são os reflexos dos traumas da infância na vida adulta?

    Quais são os reflexos dos traumas da infância na vida adulta?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Marília Lima

    Olá, tudo bem?

    Os reflexos dos traumas da infância na vida adulta podem ser profundos e variados, afetando diferentes aspectos da vida emocional, social e até física de uma pessoa. Traumas como abuso emocional, físico, sexual, negligência ou separações dolorosas podem deixar marcas duradouras. Alguns reflexos comuns incluem dificuldades nos relacionamentos interpessoais, baixa autoestima, problemas de confiança, ansiedade, depressão, e até mesmo impactos na saúde física, como doenças crônicas.

    É importante ressaltar que cada pessoa responde aos traumas de maneira única, e o suporte psicológico pode ser fundamental para ajudar a pessoa a processar essas experiências e minimizar seus efeitos na vida adulta.


  • O que é a psicoterapia de trauma? .

    O que é a psicoterapia de trauma? .

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Marília Lima

    Olá, tudo bem?

    A psicoterapia de trauma é um processo terapêutico que ajuda a pessoa a compreender, acolher e ressignificar experiências difíceis e dolorosas vividas no passado, especialmente aquelas que deixaram marcas emocionais profundas.

    Esses traumas podem ter acontecido na infância ou em qualquer momento da vida e, muitas vezes, continuam impactando a forma como a pessoa se sente, se relaciona e encara o mundo. Na terapia, criamos um espaço seguro e de confiança, onde você pode falar no seu tempo, sem pressa ou julgamento.

    O objetivo não é reviver a dor, mas sim entender como ela atua hoje na sua vida e encontrar caminhos para que essas experiências não definam quem você é. Existem abordagens específicas para isso, como a Terapia Cognitivo-Comportamental focada em trauma, EMDR, entre outras, que podem ser utilizadas de acordo com as suas necessidades.


  • Quais são os tipos de transtornos mentais mais comuns e quais os sintomas?

    Quais são os tipos de transtornos mentais mais comuns e quais os sintomas?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Marília Lima

    Olá, tudo bem?

    Existem diversos tipos de transtornos mentais, alguns seguem alguns comuns abaixo:

    Transtornos de Ansiedade: Incluem transtorno de ansiedade generalizada, fobias específicas, transtorno do pânico e transtorno obsessivo-compulsivo (TOC). Os sintomas podem variar, mas geralmente envolvem preocupação excessiva, medos irracionais, ataques de pânico e comportamentos repetitivos.

    Transtornos do Humor: Como depressão e transtorno bipolar. A depressão se caracteriza por tristeza persistente, perda de interesse em atividades antes prazerosas, alterações no sono e apetite. O transtorno bipolar envolve episódios de mania (euforia intensa) e depressão.


  • Minha mãe pode ser psicóloga da minha sogra? Minha mãe há mais de 1 ano é psicóloga de uma senhora.

    Minha mãe pode ser psicóloga da minha sogra?
    Minha mãe há mais de 1 ano é psicóloga de uma senhora. No entanto, conheci uma mulher, onde acabamos nos envolvendo e assumindo namoro. Quando fui apresentá-la pra minha mãe, houve esse clima tenso ao descobrir que a mãe dela é paciente de minha mãe. Agora preciso saber o que o código de ética fala sobre isso.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Marília Lima

    Olá, tudo bem?

    Isso pode gerar conflito de interesses, comprometendo a imparcialidade e a neutralidade necessárias para o exercício da psicoterapia.
    Embora a relação terapêutica tenha se iniciado antes do relacionamento afetivo, a descoberta de que há um vínculo familiar altera a configuração do vínculo profissional.
    O mais prudente, nesse caso, é que a psicóloga avalie a situação com base em critérios éticos e, se identificar prejuízos na condução do processo terapêutico (como perda da neutralidade ou risco à confidencialidade), considere o encaminhamento da paciente para outro profissional. Essa é uma medida de cuidado tanto com a paciente quanto com o próprio exercício ético da psicologia.


  • O que são as explosões emocionais na autoproteção no Transtorno Da Personalidade Borderline ?

    O que são as explosões emocionais na autoproteção no Transtorno Da Personalidade Borderline ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Marília Lima

    Olá, tudo bem?

    Quando falamos em explosões emocionais como forma de autoproteção no Transtorno da Personalidade Borderline, estamos nos referindo a respostas emocionais muito intensas que surgem, muitas vezes, quando a pessoa se sente ameaçada, rejeitada, criticada ou em risco de ser abandonada — mesmo que, objetivamente, isso não esteja acontecendo. É como se o sistema emocional entrasse em “modo de emergência”.

    Essas explosões podem ser vistas como uma tentativa, muitas vezes inconsciente, de proteger algo muito sensível dentro da pessoa: o medo de se machucar emocionalmente, de ser rejeitada ou de se sentir sozinha. Então, por mais que externamente pareçam desproporcionais, elas geralmente têm por trás uma história de dor, vulnerabilidade e medo.

    Na terapia, a gente busca justamente compreender essas reações, acolher a dor que está por trás delas e desenvolver juntos estratégias para lidar com esses momentos de forma mais saudável, com mais autocompaixão e segurança emocional.

    Espero que tenha ajudado.


  • O Transtorno Da Personalidade Borderline é uma forma de bipolaridade?

    O Transtorno Da Personalidade Borderline é uma forma de bipolaridade?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Marília Lima

    Olá, tudo bem?

    Essa é uma dúvida bem comum. O Transtorno de Personalidade Borderline e o Transtorno Bipolar realmente têm algumas semelhanças, principalmente em relação às mudanças de humor, mas são condições diferentes.

    No Borderline, as emoções costumam mudar de forma muito rápida e intensa, geralmente em resposta a situações do dia a dia, especialmente nos relacionamentos. É como se a pessoa sentisse tudo “à flor da pele” e tivesse dificuldade para regular essas emoções, o que pode causar muita angústia.

    Já no Transtorno Bipolar, as mudanças de humor acontecem em episódios mais marcados e duradouros, como fases de muita energia ou euforia (o que chamamos de mania) e fases de tristeza profunda (depressão), que não necessariamente estão ligadas a algo que aconteceu no momento.

    Outra diferença é que o tratamento e o acompanhamento também costumam ser diferentes. No Borderline, a terapia é essencial e costuma ajudar bastante no manejo emocional e nos relacionamentos. No Bipolar, além da terapia, geralmente é necessário o uso de medicação para estabilizar o humor.

    Mas o mais importante é que, independentemente do diagnóstico, existe ajuda e caminhos para lidar com o que se sente. Por isso a ajuda profissional em ambos os casos é extremamente importante.

    Espero que tenha ajudado.


  • Estou casada a 3 anos e a um não venho descobrindo mentiras dele. Ele teve um relacionamento que nun

    Estou casada a 3 anos e a um não venho descobrindo mentiras dele. Ele teve um relacionamento que nunca mencionou, ele mentiu sobre ter sido policial e nunca foi, ele mentiu sobre prometer não mentir mais e pego ele conversando com a moça do serviço e apagando as mensagens deixando apenas o que se trata do serviço, as brincadeiras e piadas ele apaga. Não consigo mais confiar, já pedi pra parar de mentir, já conversei, já briguei e nada resolve.
    Devo insistir e talvez ele procurar ajuda ou devo ir embora?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Marília Lima

    Olá, tudo bem?

    Você está vivenciando uma situação que naturalmente gera muita dor, insegurança e confusão. É compreensível que esteja se sentindo sem rumo diante de tantas quebras de confiança. É imporante começar explorando como essas experiências têm impactado seus pensamentos, sentimentos e comportamentos. Na Terapia Cognitivo-Comportamental, buscamos entender justamente isso: o que você tem pensado sobre si mesma, sobre seu parceiro e sobre o relacionamento como um todo — e como isso está afetando sua saúde emocional e suas decisões."

    Não cabe a mim dizer o que você 'deve' fazer, mas posso te ajudar a olhar com mais clareza para suas necessidades, seus limites e o que você valoriza em um relacionamento. Podemos avaliar juntas o que está ao seu controle, o que já foi tentado, e se ainda há espaço para uma mudança real — inclusive com a possibilidade de envolver seu parceiro em um processo terapêutico, se esse for o caminho que fizer sentido para você.

    O mais importante é que você se sinta respeitada, segura e conectada com quem você é e com o que você espera de uma vida a dois.

    Espero ter ajudado


  • Meu pai faleceu a 2 anos e eu cuidei dele no período que ele estava doente. Eu levei ele pra tomar u

    Meu pai faleceu a 2 anos e eu cuidei dele no período que ele estava doente. Eu levei ele pra tomar uma medicação no hospital e o médico enternou ele, tentei tira- logo de lá pra levá-lo para um hospital melhor, mas por não ter um diagnóstico fechado os médicos não deixaram. Depois de algum tempo transferiram ele, mas o estado dele já era crítico e veio a falecer. Ao receber a notícia fiquei sem reação e não chorei, ajeitei tudo na funerária, escolhi o caixão e parecia que eu tava dopada, mas não tomei nenhuma medicação. Hoje quase 2 anos estou sentindo ansiedade e vende chorar, passo o.dia deitada e sem ânimo pra nada, sinto como se eu estivesse no dia do velório dopada e vontade de chorar. Não consigo ir trabalhar angustiada e meu corpo trêmula, não gosto de conversar com ninguém, pois tenho medo de chorar e as pessoas me perguntarem e não saber responder. Preciso de ajuda, pois não sei mais o que fazer.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Marília Lima

    Olá, tudo bem?

    Primeiramente, é importante reconhecer a coragem que você teve em compartilhar tudo isso aqui. Lidar com a perda de um ente querido, especialmente após um período tão intenso de cuidados, pode ser extremamente desafiador. Sua experiência de não ter chorado e se sentir "dopada" no momento do velório e agora enfrentar ansiedade e dificuldades no dia a dia são reações compreensíveis diante de um luto tão complexo.

    É importante você procurar ajuda para entender melhor esses sentimentos e encontrar maneiras de lidar com essa angústia.

    Na abordagem da Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC), nós exploramos como pensamentos, emoções e comportamentos estão interligados. Podemos começar identificando quais pensamentos automáticos podem estar contribuindo para sua ansiedade e tristeza. Além disso, podemos aprender estratégias para lidar com esses sentimentos, como técnicas de relaxamento e formas de enfrentar o medo de chorar ou falar sobre sua perda.

    Como você se sente em relação a começar esse processo? É importante respeitar seu tempo e suas emoções durante essa jornada de autocuidado.

    Espero ter ajudado.


  • Uma dúvida referente á abordagem TCC (relevem, obviamente sou leigo) tenho 22 anos, devo levar para

    Uma dúvida referente á abordagem TCC (relevem, obviamente sou leigo) tenho 22 anos, devo levar para a terapia algo que ouvi na minha infância (negativo) marcante, porém ao lembrar não sinto dor, nem nenhum tipo de ressentimento, mas que nunca esqueci e reflito as vezes e penso que isso possa ter algum impacto em circunstâncias na vida adulta?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Marília Lima

    Olá, tudo bem?

    Essa é uma pergunta muito válida, e fico feliz que você tenha trazido essa reflexão. Na Terapia Cognitivo-Comportamental, consideramos importante olhar para experiências marcantes, mesmo que, ao relembrá-las, você não sinta dor emocional evidente. Isso porque eventos passados, especialmente os da infância, podem ter influenciado na formação de pensamentos automáticos, crenças centrais ou padrões de comportamento que ainda se manifestam na vida adulta — mesmo que de forma sutil.

    Podemos, juntos, explorar esse acontecimento com cuidado e curiosidade, para entender se ele pode ter deixado alguma marca na forma como você vê a si mesmo, os outros ou o mundo. O objetivo não é “reviver” a dor, mas compreender se há alguma ligação que mereça nossa atenção no processo terapêutico.

    Espero ter ajudado


  • Olá, sou casada a 7 anos, temos um relacionamento de 11 anos. Sempre fomos muito felizes, nosso casa

    Olá, sou casada a 7 anos, temos um relacionamento de 11 anos. Sempre fomos muito felizes, nosso casamento sempre foi muito bom, de muito amor, respeito, cuidado, compreensão. A 5 dias descobri que estava grávida, realizando nosso sonho. Porém a 2 dias descobri, que ele havia me traído, foi antes da gravidez, mas aconteceu. Não consigo mais viver, meu mundo caiu. Não consigo contar pra ninguém, pois todos tem uma imagem muito boa dele, sempre foi um bom marido, e tenho muito vergonha do que aconteceu. Agora não sei o que faço mais, minha vontade é só por um fim no sofrimento. Preciso de ajuda.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Marília Lima

    Lamento muito que esteja passando por essa situação tão difícil. É normal se sentir triste e devastada quando descobre uma traição, especialmente em um momento tão significativo como a descoberta da gravidez.

    Primeiramente, é importante lembrar que seus sentimentos são válidos e compreensíveis. A traição pode abalar profundamente a confiança e a segurança que você tinha em seu relacionamento. É compreensível que esteja se sentindo perdida e sem saber o que fazer.

    É importante buscar apoio emocional neste momento. Embora possa sentir vergonha e dificuldade em compartilhar essa situação com outras pessoas, conversar é uma forma de aliviar a sua dor, pode ser com alguém que confie e ou/ com uma(um) profissional psicóloga(o). Ela(e) poderá ajudá-la a processar suas emoções, explorar suas opções e fornecer o suporte necessário para lidar com essa situação.

    Além disso, é importante falar com seu parceiro sobre o que descobriu e como se sente. Ter uma conversa honesta e aberta pode ser difícil, mas é um passo importante para entender a situação e decidir o que é melhor para você e para o seu relacionamento.

    Se você estiver se sentindo em perigo imediato ou pensando em causar dano a si mesma, é fundamental buscar ajuda imediatamente. Você pode ligar para linhas de apoio emocional (188 CVV - Centro de Valorização da Vida) ou procurar atendimento de emergência em um hospital.

    Lembre-se de que você não está sozinha e há apoio disponível para ajudá-la a lidar com esse momento difícil. Não deixe de buscar ajuda e cuidar de si mesma durante este período desafiador.


  • Devo levar o laudo do psiquiatra para a primeira sessão com psicólogo?

    Devo levar o laudo do psiquiatra para a primeira sessão com psicólogo?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Marília Lima

    Olá! Tudo bem?

    Sim, se você tiver um laudo ou qualquer outro documento do psiquiatra, pode ser interessante trazer na primeira sessão. Isso pode nos ajudar a ter uma visão mais ampla sobre seu cuidado e facilitar a continuidade do acompanhamento. Mas não se preocupe, se não tiver ou preferir conversar primeiro, tudo será acolhido com tranquilidade no nosso encontro.

    Espero ter ajudado


  • Estou com um problema. Quando estou próximo de várias pessoas, por exemplo, na sala de aula ou no cu

    Estou com um problema. Quando estou próximo de várias pessoas, por exemplo, na sala de aula ou no culto religioso, tento concentrar minha visão em um local de interesse, mas parece que as pessoas que estão ao meu redor pensam que estou olhando para elas. Tento focar o olhar, mas elas olham para mim de forma discreta, por se sentirem incomodadas. Isso está provocando muitos prejuízos, retirando minha atenção e me deixando cada vez mais isolado.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Marília Lima

    Olá, tudo bem?

    Obrigada por compartilhar isso com tanta honestidade. Imagino o quanto essa situação pode estar sendo difícil e desconfortável para você. É compreensível que, ao sentir que está sendo observado ou mal interpretado, você se sinta ansioso, distraído e até queira se afastar desses ambientes.

    Na Terapia Cognitivo-Comportamental, podemos olhar juntos para esses pensamentos que surgem (“eles acham que estou olhando para eles”, “estão incomodados comigo”) e entender de onde vêm, como afetam suas emoções e comportamentos, e se eles realmente correspondem à realidade ou podem estar sendo distorcidos pela ansiedade ou insegurança.

    Vamos explorar isso com cuidado, no seu tempo. A ideia não é julgar o que você sente, mas construir novas formas de interpretar essas situações e encontrar estratégias que te ajudem a se sentir mais seguro e confortável socialmente.

    Espero ter ajudado


Perguntas frequentes

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