Perguntas do paciente (7)

  • Oiii, boa tarde! Tem 2 anos que tive alta da terapia e no momento passo com outro psicólogo, esse at

    Oiii, boa tarde! Tem 2 anos que tive alta da terapia e no momento passo com outro psicólogo, esse atual tem uns 3 meses que estou passando. Posso iniciar uma amizade com meu antigo psicólogo?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Marina Ursini e Moreira

    Que bom saber que você segue cuidando da sua saúde emocional.

    Sua pergunta é muito válida e envolve nuances importantes. Psicólogos são, sim, seres humanos e podem construir relações. No entanto, é fundamental refletir sobre o momento e os sentimentos envolvidos. Às vezes, o desejo de aproximação pode estar relacionado a questões não resolvidas durante o processo terapêutico, à criação de vínculos de dependência ou a outras necessidades emocionais.

    Vale a pena avaliar com cuidado se esse desejo parte de um fechamento saudável ou de algo que ainda precisa ser elaborado. Também é importante considerar se há, de fato, um interesse mútuo e ético em transformar essa relação em outro tipo de vínculo, fora do contexto terapêutico.

    Trazer esse tema para a sua terapia atual pode te ajudar a compreender melhor esses sentimentos e tomar uma decisão consciente. Estou à disposição, se precisar conversar mais sobre isso!
    @psi.marinaursini


  • Bom dias,meu esposo gosta de sexo anal e eu não gosto,o que eu faço?

    Bom dias,meu esposo gosta de sexo anal e eu não gosto,o que eu faço?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Marina Ursini e Moreira

    Obrigada por confiar em trazer essa questão.

    Quando se trata da vida sexual do casal, o mais importante é que haja diálogo, respeito e consentimento mútuo. Cada pessoa tem suas preferências, limites e desejos, e tudo isso deve ser acolhido com empatia dentro da relação.

    Se seu esposo expressa esse desejo e você não se sente confortável, o ideal é que conversem de forma aberta e sincera, buscando entender o que esse tipo de prática representa para ele — e, ao mesmo tempo, que ele possa compreender e respeitar seus limites. Ninguém deve se sentir pressionado(a) a fazer algo que vá contra sua vontade ou bem-estar.

    Caso sintam dificuldade em lidar com isso sozinhos, a terapia de casal ou o acompanhamento individual pode ser um espaço importante para aprofundar esse diálogo e encontrar caminhos saudáveis de convivência com as diferenças.

    Fico à disposição caso queira conversar mais sobre o assunto!

    @psi.marinaursini


  • Oi, tudo bem? Amo meu psicólogo, mais isso sentia muito antes da terapia e antes trocávamos muitos o

    Oi, tudo bem? Amo meu psicólogo, mais isso sentia muito antes da terapia e antes trocávamos muitos olhares mais somos tímidos e nenhum chegou no outro e até que pedi pra ele ser meu terapeuta, ao mesmo tempo quero saber lidar com meus problemas e ele me conhecer, e quando ele me der alta, posso depois de uns 4 meses chamar ele e ver no que dá? Não vou criar expectativas, vou respeitar a decisão dele, mais quero tentar e nao quero levar isso ora terapia mesmo ele tendo essa noção dos meus sentimentos por ele. Observando esse contexto de eu me apaixonar bem antes da terapia começar, não é fantasia é real, e estou melhorando fazendo terapia eu estou separando as coisas e ele é bem ético mais sinto um carinho bem grande dele por mim também. Posso depois da alta chamar ele pra ter uma amizade e quem sabe algo a mais se ele desejar é claro?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Marina Ursini e Moreira

    Entendo que seus sentimentos são sinceros e que esse vínculo já existia antes mesmo do início da terapia. No entanto, buscar a terapia com a intenção de, futuramente, transformar essa relação em algo amoroso pode não ser o melhor caminho para o seu processo de desenvolvimento pessoal e emocional.

    O ideal seria considerar a possibilidade de iniciar um acompanhamento com outro terapeuta, alguém que esteja fora desse contexto afetivo. Isso permitirá um espaço mais seguro e neutro para que você possa trabalhar questões como a timidez, a forma como se conecta emocionalmente com os outros e como expressar seus sentimentos de maneira saudável.

    Na terapia, o vínculo com o profissional é essencial, mas ele precisa estar baseado em limites claros, para garantir que o foco permaneça no seu crescimento e bem-estar. Buscar compreender e elaborar esses sentimentos, sem alimentá-los como um objetivo futuro, pode te ajudar a lidar melhor com a situação e fortalecer sua autonomia emocional.

    Sei que não é fácil, mas dar esse passo pode ser um grande gesto de cuidado consigo mesma. Estou à disposição caso queira conversar mais sobre isso.


  • Meu filho tem 3 anos 8 meses é muito carinhoso e inteligente , gosta de montar quebra cabeças e pint

    Meu filho tem 3 anos 8 meses é muito carinhoso e inteligente , gosta de montar quebra cabeças e pintar.
    desde 1 ano e 6 meses ia para uma escolinha pequena que tinha 5 alunos na sala.
    Tirei ele dessa escolinha e colocamos ele em uma outra bem maior, ele ficou uns 3 meses em casa sem frequentar a escola ate eu conseguir a vaga.
    As duas primeiras semana ele estranhou um pouco, chorou uns dois dias quando eu deixava ele de manha, mas era bem tranquilo, mas fazem uns 5 dias que ele não quer ir para escola, chora muito quando eu deixo, e fica em casa falando que não quer ir para escola.
    Converso com ele para buscar entender o motivo e dar apoio para ele, mas ele apenas diz que não gosta da escola grande , que tem muitos alunos, que quer que eu coloque ele em uma escola menor, sinto ele ansioso a noite pois ele fica pensando no outro dia em ter que ir para escola.
    Como devo agir, devo esperar quanto tempo ate intervir com algum tipo de suporte profissional ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Marina Ursini e Moreira

    Obrigada por compartilhar com tanto cuidado o momento que vocês estão vivendo — é nítido o quanto você está atenta às emoções e necessidades do seu filho, o que é essencial nesse processo.

    O que você está observando é importante e merece atenção, mas também é comum em períodos de adaptação escolar, especialmente quando há uma mudança significativa de ambiente, como ocorreu agora: de uma escolinha menor, mais familiar, para uma escola maior, com mais alunos e estímulos. Para uma criança de 3 anos e 8 meses, isso pode ser bastante impactante — e o intervalo de 3 meses sem escola também pode ter contribuído para esse estranhamento.

    O que pode estar acontecendo?
    Seu filho demonstra um desconforto emocional real, não apenas “manha” ou resistência comum. Ao dizer que "não gosta da escola grande" e que "quer uma menor", ele está tentando verbalizar os sentimentos e nessa idade não conseguem ser mais específicos.

    O que você pode fazer agora:
    Valide os sentimentos dele. Evite forçar ou minimizar. Diga coisas como:
    “Eu entendo que você está achando difícil ir para essa escola. É normal sentir isso no começo."

    Converse com a escola
    Marque uma reunião com a professora e/ou coordenação para entender como está o comportamento dele lá dentro.
    Pergunte se houve algo específico (conflitos, sustos, falta de acolhimento) e como eles lidam com o processo de adaptação.
    Reforce a previsibilidade e segurança
    Crianças nessa idade se sentem mais seguras com rotinas estáveis e explicações claras. Antecipe o dia com frases como:
    “Hoje você vai brincar com seus amigos, pintar, e depois a mamãe/papai vem te buscar.”

    Inclua pequenos elementos de transição
    Um brinquedinho que ele goste ou um desenho feito por vocês pode ajudar como "ponte" emocional entre casa e escola.

    Quando buscar suporte profissional?
    Você está certa em observar com carinho, mas é importante saber quando isso ultrapassa a adaptação esperada.

    Considere procurar um psicólogo infantil se:

    - O sofrimento persistir por mais de 3 semanas, mesmo com apoio em casa e na escola;
    - A ansiedade estiver interferindo no sono, apetite ou humor de forma significativa;
    - A recusa escolar se intensificar, ou ele apresentar outros sinais de regressão (como controle do xixi/cocô, comportamento mais agressivo ou apático).

    Se tiver interesse e quiser conversar mais sobre isso, estou à disposição
    Você pode me chamar no Instagram: psi.marinaursini


  • Qual a diferença entre psicodiagnóstico e avaliação psicológica?

    Qual a diferença entre psicodiagnóstico e avaliação psicológica?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Marina Ursini e Moreira

    Oi! Essa é uma dúvida bem comum e super válida
    Embora os dois termos pareçam parecidos, psicodiagnóstico e avaliação psicológica têm algumas diferenças importantes:

    Avaliação psicológica é um processo mais amplo, usado para investigar diferentes aspectos da vida emocional, cognitiva e comportamental da pessoa. Pode ser feita para diversas finalidades: escolares, jurídicas, organizacionais, clínicas, entre outras.

    Já o psicodiagnóstico é um tipo específico de avaliação psicológica, voltado especialmente para entender se há ou não a presença de algum transtorno psicológico. Ele é geralmente usado no início de um processo terapêutico ou quando há necessidade de um diagnóstico mais claro para encaminhamento.

    Ambos os processos envolvem entrevistas, testes, questionários e observações — sempre conduzidos com muito cuidado e ética.

    Se tiver interesse em realizar uma avaliação ou quiser conversar mais sobre isso, estou à disposição
    Você pode me chamar no Instagram: @psi.marinaursini


  • O que são os temperamentos humanos? .

    O que são os temperamentos humanos? .

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Marina Ursini e Moreira

    Oi! Essa é uma dúvida muito comum — e super importante de entender

    Na terapia, especialmente na abordagem da Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC), a gente entende que o temperamento tem uma base biológica, ou seja, cada pessoa nasce com um jeito mais sensível, agitado, impulsivo ou calmo de reagir ao mundo.

    Mas o temperamento não determina tudo. Ele é influenciado pelas nossas experiências de vida, aprendizados, relações e, principalmente, pelas crenças que formamos sobre nós mesmos e sobre o mundo. Com o tempo, esses fatores moldam como a gente se comporta, sente e reage emocionalmente.

    A boa notícia é que, mesmo com essas tendências naturais, é possível desenvolver novas formas de lidar com as emoções e os desafios do dia a dia. E a terapia pode te ajudar muito nesse processo de autoconhecimento e mudança

    Se quiser conversar mais sobre isso ou iniciar um acompanhamento, estou à disposição.
    Me chama no Instagram: psi.marinaursini


  • Qual diferença entre terapia do esquema e TCC para tratamento de ansiedade social?

    Qual diferença entre terapia do esquema e TCC para tratamento de ansiedade social?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Marina Ursini e Moreira

    Ótima pergunta! Vou te explicar de forma acessível e profissional qual a diferença entre a Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) e a Terapia do Esquema, especialmente no tratamento da ansiedade social:

    TCC (Terapia Cognitivo-Comportamental)
    A TCC é uma abordagem mais direta e estruturada, focada em identificar e modificar pensamentos automáticos distorcidos, comportamentos de evitação e emoções desadaptativas.

    No caso da ansiedade social, a TCC trabalha com técnicas como:

    - Reestruturação cognitiva (questionar e modificar pensamentos como “vão me julgar” ou “vou passar vergonha”)
    - Exposição gradual a situações temidas
    - Treino de habilidades sociais
    - Técnicas de relaxamento e enfrentamento

    A TCC costuma trazer resultados mais rápidos e objetivos, sendo bastante eficaz em casos leves a moderados.

    Terapia do Esquema
    A Terapia do Esquema é uma abordagem mais profunda e integrativa, que busca entender as origens emocionais mais antigas da ansiedade social, ligadas a padrões formados na infância e adolescência — os chamados esquemas disfuncionais.

    Ela investiga, por exemplo:

    - Medos profundos de rejeição, humilhação ou abandono
    - Vivências de crítica, bullying ou invalidação emocional na infância
    - Estilos de enfrentamento (evitação, submissão, hipercompensação)

    A Terapia do Esquema usa técnicas cognitivas, comportamentais e emocionais, além de recursos como o diálogo com partes internas (modos) e imaginação guiada.

    É indicada especialmente quando há padrões crônicos ou quando a pessoa já passou por outras terapias sem tanto avanço.

    Resumindo:
    TCC: foca no aqui e agora, é mais breve, estruturada e orientada para solução.

    Terapia do Esquema: vai mais a fundo na história de vida, buscando curar feridas emocionais mais profundas e padrões enraizados.


Perguntas frequentes

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