Perguntas do paciente (6)

  • Tenho uma tremenda dificuldade em conversar sobre sentimentos, olhar nos olhos, dizer te amo, sempre

    Tenho uma tremenda dificuldade em conversar sobre sentimentos, olhar nos olhos, dizer te amo, sempre tento fugir das situações, impulsividade. Tenho esses problemas em conversar desde criança, alguns me acham doente e retardada. Pode ser algum trauma ou estar relacionando à algo? Isso me causa problemas por não conseguir me comunicar.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Michele Freind

    Oi! Obrigada por compartilhar algo tão profundo. Falar sobre essas dificuldades já é um passo importante.

    Na Psicanálise, entendemos que ter dificuldade para expressar sentimentos, olhar nos olhos ou se comunicar pode estar ligado a vivências emocionais do passado — situações que deixaram marcas e fizeram com que sua mente criasse formas de se proteger, como fugir ou agir por impulso.

    Ser diferente e ter sua própria maneira de sentir e se relacionar não é algo ruim. Todos nós somos únicos. Só vale cuidar com mais atenção quando você sente que isso está te fazendo sofrer ou atrapalhando sua vida.

    Esses conflitos internos não significam que você está “errada” — apenas que tem algo aí dentro pedindo para ser escutado com carinho. Com o tempo e em um espaço de escuta terapêutica, é possível entender melhor o que você sente e encontrar formas mais leves de se relacionar consigo mesma e com os outros.

    Se sentir que precisa de apoio nesse caminho, estou aqui pra te escutar.


  • Comecei minha puberdade aos 7 anos. Tive meu primeiro ciclo menstrual ainda criança, com um corpo qu

    Comecei minha puberdade aos 7 anos. Tive meu primeiro ciclo menstrual ainda criança, com um corpo que se desenvolvia como o de uma mulher adulta, mas com uma mente que ainda era só de uma menina. Foi confuso, solitário e muitas vezes assustador. Enquanto outras crianças brincavam, eu estava tentando entender o que estava acontecendo comigo — sem preparo, sem instruções e com uma carga emocional muito grande para suportar sozinha. Hoje tenho 13 anos e tô começando a me acostumar com meu corpo. Compartilhando aqui para não guardar isso pra sempre comigo.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Michele Freind

    Entendo como deve ter sido difícil para você vivenciar tudo isso sozinha. Passar por tantas mudanças tão cedo, sem preparo e com tantos sentimentos misturados, realmente pode ser muito pesado.

    Fico feliz que tenha tido a coragem de compartilhar e tirar um pouco desse peso de dentro de si mesma. Falar ajuda muito — é um passo importante no caminho do cuidado com a gente mesma.

    Saiba que não está sozinha. Mesmo quando parece que ninguém entende, existem pessoas dispostas a escutar com carinho e acolher sua história com respeito. Você merece ser cuidada, compreendida e apoiada, especialmente por tudo o que já enfrentou.

    Se em algum momento quiser continuar falando sobre isso — ou sobre qualquer outra coisa — estou aqui para te ouvir.


  • TERMINEI UM RELACIONAMENTO E NÃO ESTOU SABENDO LIDAR COM AS EMOÇÕES Acabei um relacionamento há

    TERMINEI UM RELACIONAMENTO E NÃO ESTOU SABENDO LIDAR COM AS EMOÇÕES

    Acabei um relacionamento há um mês e não estou gerenciando bem as minhas emoções. A outra parte pôs fim ao relacionamento, eu não queria terminar.

    Eu considerava o relacionamento tóxico e nem tanto recíproco, mas continuava pelos meus sentimentos, que eram verdadeiros. Depois de mais uma briga por mensagens de texto, ofendi-o com um palavrão e, a partir daí, não fui mais respondida. Após alguns dias, quando tentei conversar, escutei que a culpa era minha, que era "homem" e não aceitaria que eu o ofendesse da forma que eu fiz. Não me respondia mais, me bloqueou do aplicativo de mensagens com que mais conversávamos, e, além disso, está namorando uma nova pessoa.

    Desde então, eu tenho vivido muitas emoções. Me sinto culpada, traída, injustiçada... Choro muito facilmente, tenho ido ao trabalho sem forças, as noites estão sendo mal-dormidas, tenho ânsia de vômito; Fui ignorada e silenciada em um momento onde eu mais precisava falar, me expressar.

    Não tenho amigos, sou uma pessoa bastante caseira, estou ausente de hobbies, etc. Estou em um luto. Não tenho expectativa de um novo relacionamento, receio de nunca mais encontrar alguém, de ficar sozinha nesta área da vida em que deposito muitas expectativas.

    Estou frustrada e cansada. No meu peito grita um misto de emoções com as quais não estou sabendo lidar.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Michele Freind

    Sinto muito por tudo que você está passando. Imagino o quanto essa dor tem sido difícil de carregar sozinha. Terminar um relacionamento, especialmente quando ainda existem sentimentos verdadeiros, pode ser um processo profundamente doloroso e confuso — ainda mais quando nos sentimos silenciados, rejeitados ou injustiçados.

    O que você descreve mostra o quanto está imersa em um luto afetivo, que não é apenas pela perda da relação, mas também pela frustração das expectativas, pela sensação de ter sido descartada, e pela falta de espaço para se expressar como precisava.

    Chorar, ter dificuldade para dormir, sentir náuseas e cansaço são formas do corpo expressar aquilo que as palavras nem sempre conseguem traduzir. E você está vivendo um misto de emoções que é totalmente compreensível diante da intensidade do que viveu.

    Nesse momento, o mais importante seria você poder contar com um espaço de escuta — seja com alguém de confiança, seja com um psicólogo. Um lugar onde possa se sentir ouvida, acolhida e amparada, sem julgamentos. Ter esse apoio pode te ajudar a dar nome ao que sente, a entender melhor sua dor e, pouco a pouco, reconstruir sua autoestima e seu senso de valor próprio.

    Você não precisa passar por isso sozinha. Existe ajuda possível — e você merece esse cuidado.


  • Olá! Tenho um relacionamento de 4 anos e no começo eu cogitei em terminar para “curtir a vida”(fest

    Olá!
    Tenho um relacionamento de 4 anos e no começo eu cogitei em terminar para “curtir a vida”(festas beijar várias bocas kk) só que entrei conflito por ele ser um cara que tinha grande potencial de dar certo, decidi continuar o namoro. Hoje em reflexão desse acontecimento(que meche comigo, por causa da ansiedade que senti) vejo que não terminei por medo de não dar certo esse desejo(de festas e tal), até pq não tenho amigas p isso e me sinto meio culpada por isso, por não terminar por causa desse medo. Meu relacionamento é muito bom, sou feliz e pensando nisso tudo sinto medo de no futuro não amar ele mais e ter que terminar. Como posso me afastar desse medo e eliminar esses pensamentos que me causam tanta ansiedade?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Michele Freind

    Oi! Obrigada por confiar e trazer esse conflito com tanta sinceridade. Na Psicanálise, entendemos que a ansiedade muitas vezes nasce de desejos conflitantes dentro de nós — como o desejo de viver novas experiências e, ao mesmo tempo, o de manter um relacionamento que te faz bem.

    Esse medo de “e se um dia eu não amar mais?” costuma aparecer quando tentamos prever o futuro como uma forma de lidar com inseguranças internas. Mas, na verdade, esses pensamentos falam mais sobre angústias presentes do que sobre o futuro em si.

    O importante não é tentar eliminar esses pensamentos, mas escutá-los com curiosidade: o que esse desejo de “curtir” representa para você? O que te fez sentir culpa? Quando você começa a se ouvir de forma mais profunda, o medo tende a diminuir — porque você passa a se reconhecer com mais clareza e autenticidade.

    Estar em um relacionamento bom não te impede de ter dúvidas. E falar sobre isso já é um passo valioso. Estou aqui para te ajudar a cuidar desses sentimentos com acolhimento e respeito ao seu tempo


  • Qual o papel da avaliação neuropsicológica no diagnóstico do transtorno do desenvolvimento intelectu

    Qual o papel da avaliação neuropsicológica no diagnóstico do transtorno do desenvolvimento intelectual?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Michele Freind

    A avaliação neuropsicológica é uma ferramenta muito importante quando há suspeita de Transtorno do Desenvolvimento Intelectual. Ela nos ajuda a compreender como a mente está funcionando em várias áreas — como atenção, memória, linguagem, raciocínio, aprendizagem e até no modo como a pessoa percebe e se relaciona com o mundo.

    Do ponto de vista da Terapia Cognitivo-Comportamental, essa avaliação é fundamental porque nos permite identificar quais funções cognitivas estão preservadas e quais precisam de mais suporte. Isso nos ajuda a traçar estratégias práticas para desenvolver habilidades, adaptar rotinas e melhorar a qualidade de vida. A TCC entende que, quando sabemos como a pessoa pensa e aprende, conseguimos ajudá-la a construir pensamentos mais funcionais e comportamentos mais adaptativos.

    Já pela Psicanálise, além do funcionamento cognitivo, olhamos também para a história subjetiva da pessoa — seus afetos, desejos, angústias e a forma como ela vive essas dificuldades no seu mundo interno. A avaliação, nesse caso, também nos dá pistas sobre como o sujeito se constitui, como lida com as frustrações, com os limites e com sua própria imagem diante do outro.

    Unindo esses dois olhares — o mais prático e estruturado da TCC com o mais profundo e subjetivo da Psicanálise — conseguimos compreender o indivíduo de maneira mais ampla e respeitosa. Isso nos permite não apenas dar um nome ao que está acontecendo, mas acolher a pessoa por inteiro, oferecendo caminhos de cuidado que façam sentido para ela.


  • Como posso transformar os obstáculos em um momento de aprendizagem e crescimento pessoal e profissio

    Como posso transformar os obstáculos em um momento de aprendizagem e crescimento pessoal e profissional?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Michele Freind

    Essa é uma pergunta muito valiosa, e só de você estar refletindo sobre isso já mostra um movimento de crescimento.

    Transformar obstáculos em aprendizado não é negar a dor, mas acolher o que se sente e perceber o que aquela situação pode ensinar. Cada desafio pode revelar forças que nem sempre percebemos em nós — como resiliência, flexibilidade e coragem.

    No caminho pessoal e profissional, os momentos difíceis nos convidam a crescer, a olhar para dentro e a desenvolver novas habilidades. E tudo isso começa com gentileza consigo mesma, sem cobranças excessivas.

    Se quiser, podemos pensar juntas em estratégias para tornar esse momento mais leve e construtivo. Estou aqui para te apoiar.


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Perguntas frequentes

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