Perguntas do paciente (23)
-
O que acontece após a avaliação neuropsicológica ?
O que acontece após a avaliação neuropsicológica ?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! Após uma avaliação neuropsicológica, o ideal é que o profissional marque uma sessão para discutir os resultados diante da apresentação do relatório e se necessário, encaminhamento para terapias que poderão auxiliar em caso de resulltados que necessitem de intervenção especializada.
-
Qual a diferença entre a Síndrome de Asperger e o autismo de alto funcionamento?
Qual a diferença entre a Síndrome de Asperger e o autismo de alto funcionamento?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá!
Houve uma mudança no DSM-5 onde foi realizada a unificação da Síndrome de Asperger e outros transtornos relacionados sob uma única categoria. O Transtorno do Espectro Autista (TEA), eliminando o termo Asperger e o "autismo de alto funcionamento" como diagnósticos separados, integrando-os com níveis de suporte (Leve, Moderado, Grave) para descrever a intensidade das dificuldades, mantendo foco na comunicação social e padrões restritos/repetitivos, visando maior precisão e abrangência diagnóstica.
O termo Síndrome de Asperger, foi descontinuado por não ter critérios diagnósticos claros e confiáveis que o separassem do autismo leve. Já o "autismo de alto funcionamento", referia-se, na prática, a pessoas com TEA Nível 1 de suporte, com pouca ou nenhuma dificuldade na linguagem e inteligência, mas com desafios sociais, mantendo as características que antes definiam Asperger.
-
Qual é a importância da rotina para pessoas no Transtorno do Espectro Autista (TEA) ?
Qual é a importância da rotina para pessoas no Transtorno do Espectro Autista (TEA) ?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá!
Pessoas dentro do espectro podem apresentar mais rigidez cognitiva, o que significa que mudanças de rotina ou imprevistos, podem ocasionar desconfortos ou crises. O ideal é sempre dar previsilidade, estabelecendo rotinas.
No mais, com terapia adequada, a pessoa com autismo deve fazer terapia para que possa trabalhar flexibilidade cognitiva, uma vez que nem sempre, a rotina poderá ser seguida a risca e imprevistos podem acontecer.
Terapias comportamentais são muito eficazes para a intervenção nesse tipo de demanda.
-
Estereotipias podem existir fora do Transtorno do Espectro Autista (TEA) ?
Estereotipias podem existir fora do Transtorno do Espectro Autista (TEA) ?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá!
Sim! Qualquer pessoa sem diagnóstico de autismo, pode apresentar esteriotipias. Um exemplo, que muitas pessoas fazem, é o de balançar os pés ou pernas quando estão sentadas realizando outras atividades.
A função da esteriotopia é a autoregulação e ela pode ocorrer com movimentos repetitivos sem que a pessoa que está fazendo, perceba.
-
É possível ter estereotipias e não ser autista? .
É possível ter estereotipias e não ser autista? .
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá!
Sim! todos nós estamos passíveis a ter esteriotipias e não ter diagnóstico de TEA, um exemplo disso é balançar as pernas quando está ansioso, por exemplo. Balançar as pernas repetitivamente caracteriza-se como uma esteriotipia e é um comportamento comum a todas as pessoas e sem ligação com nenhu transtorno.
-
Quem tem autismo pode ter fobia social? .
Quem tem autismo pode ter fobia social? .
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá!
Sim! Uma pessoa que tem autismo, pode ter outros transtornos psicólogicos. É muito comum, principalmente em pessoas com autismo de nível de suporte 1.
É importante a psicoterapia para desenvolvimento de repertório social adequado.
-
O que é troca de turno no Transtorno do Espectro Autista (TEA) ?
O que é troca de turno no Transtorno do Espectro Autista (TEA) ?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá!
A troca de turno é a habilidade de alternar ações, falas ou respostas durante uma interação social, respeitando o momento de falar, agir e ouvir o outro. Ela ocorre em situações como conversas, brincadeiras e atividades em grupo, nas quais cada pessoa espera sua vez e responde de forma adequada ao que o outro fez ou disse. Essa habilidade é essencial para a comunicação e para a convivência social, pois organiza as interações e permite que elas aconteçam de maneira equilibrada e compreensível.
-
O que é atenção compartilhada no Transtorno do Espectro Autista (TEA) ?
O que é atenção compartilhada no Transtorno do Espectro Autista (TEA) ?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá!
A atenção compartilhada é a habilidade de duas ou mais pessoas direcionarem a atenção para o mesmo objeto, evento ou situação, de forma consciente e conjunta, com a intenção de compartilhar a experiência. Ela envolve comportamentos como apontar, seguir o olhar do outro, alternar o olhar entre um objeto e uma pessoa e demonstrar interesse em dividir o foco da atenção. Essa habilidade é fundamental para o desenvolvimento da comunicação, da linguagem e das interações sociais, pois permite que as pessoas aprendam umas com as outras e construam vínculos sociais
-
Existem níveis de gravidade para o Transtorno do Espectro Autista (TEA) ?
Existem níveis de gravidade para o Transtorno do Espectro Autista (TEA) ?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá!
Sim, o TEA é dividido em níveis de suporte (1, 2 e 3), sendo nível de suporte um, uma pessoa que precisa de menos suporte, mas ainda sim necessita de mediação para realizar algumas tarefas. Nível de suporte dois, uma pessoa que necessita de mais suporte, de apoio em algumas ou em todas as tarefas da vida cotidiana e nível de suporte três, uma pessoa que precisa de suporte mais intrusivo, ou seja, a pessoa necessita de muito suporte e não consegue muitas vezes fazer nenhuma atividade sem depender de um terceiro.
-
Como o Transtorno do Espectro Autista (TEA) pode afetar a capacidade de fazer amigos?
Como o Transtorno do Espectro Autista (TEA) pode afetar a capacidade de fazer amigos?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá!
O autismo afeta as habilidades sociais porque envolve diferenças no desenvolvimento e no funcionamento do cérebro, especialmente nas áreas responsáveis pela comunicação, pela percepção social e pelo processamento de informações. Pessoas autistas costumam interpretar sinais sociais de maneira mais literal, o que pode dificultar a compreensão de expressões faciais, tom de voz, gestos, ironias e regras sociais implícitas. Também podem surgir desafios na comunicação verbal, como iniciar ou manter conversas, e na comunicação não verbal, como o uso do contato visual e da linguagem corporal. Além disso, muitas pessoas autistas sentem empatia emocional, mas podem ter dificuldade com a empatia cognitiva, que é a capacidade de compreender o ponto de vista, as intenções ou os pensamentos do outro durante uma interação. A sobrecarga sensorial causada por sons, luzes ou ambientes muito estimulantes pode gerar estresse e tornar a interação social mais difícil. A preferência por rotinas e previsibilidade também influencia, já que as interações sociais são frequentemente imprevisíveis e podem causar ansiedade. Como o autismo é uma condição do neurodesenvolvimento, essas diferenças não representam falta de interesse pelas pessoas, mas sim uma forma distinta de processar o mundo social. É importante lembrar que o autismo é um espectro, e cada pessoa apresenta características e necessidades diferentes, podendo desenvolver habilidades sociais com apoio, compreensão e ambientes inclusivos.
-
Pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA) podem ter uma vida social e profissional plena?
Pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA) podem ter uma vida social e profissional plena?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá!
Sim! Desde que façam terapia e tenham rede de apoio para possíveis dificuldades.
-
Todos os autistas têm as mesmas dificuldades de cognição social?
Todos os autistas têm as mesmas dificuldades de cognição social?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá!
Não, pois cada pessoa autisma é única e existem níveis diferentes de suporte para cada autista (de um a três).
O que pode ser igual ou similar, são os critérios diagnósticos que dão a base para o diagnóstico.
-
Existe tratamento para o ciúme no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) ?
Existe tratamento para o ciúme no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) ?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá!
Sim! o tratamento é realizado através de psicoterapia, com psicoeducação e não existe uma "receita de bolo" para a intervenção. O caso precisa ser analisado pelo psicólogo para que seja escolhida a melhor estratégia para lidar com o ciúmes e qualquer outro comportamento que acarrete sofrimento no individuo e em terceiros, sendo possível promover qualidade de vida.
-
Como o hiperfoco se conecta com a socialização no Transtorno do Espectro Autista (TEA) ?
Como o hiperfoco se conecta com a socialização no Transtorno do Espectro Autista (TEA) ?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá!
Pode haver essa possibilidade, pois uma pessoa com hiperfoco, pode deixar de falar ou se interessar por coisas e/ou assuntos que outras pessoas tem interesse, para interagir com o hiperfoco, o que pode ocasionar o afastamento social de terceiros. O hiperfoco pode tornar a pessoa com TEA repetitiva e se não houver intervenção adequada, pode não adquirir repertório social o suficiente para engajar outras pessoas, ou só conseguir socializar se o assunto for de seu interesse. Por isso é de extrema importância a terapia para aumento ou aperfeiçoamento das habilidades sociais.
-
É possível que o hiperfoco de um autista mude com o tempo?
É possível que o hiperfoco de um autista mude com o tempo?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! Sim!
No decorrer da vida a pessoa autista pode mudar de hiperfoco, mostrando interesse por outras coisas que antes não causavam os comportamentos de hiperfoco.
-
Relacionamentos com pessoas com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) são sempre abusivos?
Relacionamentos com pessoas com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) são sempre abusivos?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá!
Nem sempre. As pessoas com borderline, podem, quando identificarem o transtorno, fazer acompanhemento psicológico e tomar algum medicamento, que amenizam os sintomas do transtorno e consequentemente a pessoa com bordeline, consigue ter uma vida funcional/ normal sem apresentar comportamentos abusivos.
-
É possível ter um relacionamento saudável com uma pessoa com Transtorno de Personalidade Borderline
É possível ter um relacionamento saudável com uma pessoa com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) ?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sim!
Desde que o parceiro saiba manejar os momentos de crise e a pessoa com bordeline faça tratamento, seja psicoterápico ou medicamentoso.
-
O hiperfoco é exclusivo do Transtorno de Personalidade Borderline (TPB ?
O hiperfoco é exclusivo do Transtorno de Personalidade Borderline (TPB ?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Não.
Outras condições médicas/psicológicas podem ter como comportamento, o hiperfoco.
-
Onde buscar ajuda para lidar com o hiperfoco no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) ?
Onde buscar ajuda para lidar com o hiperfoco no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) ?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá!
Com psicoterapia e se necessário, a inserção de medicamentos (indicados pelo psiquiatra).
-
Como gerenciar a relação entre hiperfoco e ansiedade ?
Como gerenciar a relação entre hiperfoco e ansiedade ?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá!
Com psicoterapia!
Condições como ansiedade generalizada e hiperfoco devem ser tratados em ambiente psicoterapeutico para manejo e psicoeducação do indíviduo.
Perguntas frequentes
-
roacutan pode ser tomado juntamente com o litio, usado para tratamento da bipolaridade?
A associação entre isotretinoína (Roacutan) e lítio não deve ser feita sem…