Perguntas do paciente (19)

  • É possível desenvolver transtorno de estresse pós-traumático em decorrência de bullying e ambientes

    É possível desenvolver transtorno de estresse pós-traumático em decorrência de bullying e ambientes inóspitos?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Miguel  Gaia

    Sim, é totalmente possível desenvolver Transtorno de Estresse Pós-Traumático (TEPT) por causa de bullying ou da convivência em ambientes hostis. Muita gente ainda pensa que o TEPT só aparece depois de algo muito extremo, como um acidente grave ou uma situação de violência, mas não é bem assim. Às vezes, o trauma acontece no dia a dia, aos poucos, em situações que se repetem e nos machucam profundamente.

    O bullying, por exemplo, é um tipo de trauma cotidiano. Quando alguém passa por humilhações frequentes, é excluído, intimidado ou vive com medo constante, isso pode deixar marcas emocionais muito sérias — especialmente durante a infância e a adolescência, que são fases em que estamos formando nossa autoestima e identidade.

    Nesses casos, além do TEPT, também podem surgir outros problemas, como ansiedade social, baixa autoestima e dificuldades para confiar nas pessoas ou se sentir seguro(a) nos próprios espaços. Isso acontece porque o cérebro e o corpo aprendem a viver em alerta, como se o perigo estivesse sempre por perto — mesmo que hoje essa situação já tenha passado.

    Se você está passando por algo assim agora, é importante se proteger. E se isso está acontecendo em uma escola, trabalho, faculdade ou qualquer outro ambiente, essas instituições têm o dever de cuidar do seu bem-estar emocional. Você tem o direito de estar em um lugar onde se sinta respeitado(a) e seguro(a).

    E se isso já aconteceu no passado, mas ainda te afeta hoje — com lembranças dolorosas, pensamentos negativos sobre si mesmo(a) ou sentimentos que parecem difíceis de controlar — buscar ajuda pode fazer uma grande diferença. Terapias voltadas para o tratamento de traumas, como a Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) ou o EMDR, podem te ajudar a ressignificar essas experiências e recuperar sua confiança, seu valor e sua força.

    Ninguém merece viver se sentindo inferior ou machucado por conta de humilhações e abusos. Você não é o que fizeram com você. A vida pode — e deve — te proporcionar muito mais do que dor. E com apoio certo, é totalmente possível reescrever essa história.


  • Devido a problemas com diabetes tardiamente detectada tornei-me um impotente sexual. Estou em tratam

    Devido a problemas com diabetes tardiamente detectada tornei-me um impotente sexual. Estou em tratamento com remédios, dieta, e exercícios, mas até agora não obtive resultado algum e devido a essa situação minha esposa pediu para abrir o casamento. Acabei concordando e agora ela frequentemente encontra-se com outros homens. Aceitei essa situação confiando na minha recuperação, mas o problema é que constantemente tenho pensamentos negativos de vergonha e raiva que estão afetando minha vida. Perdi bastante a auto estima e não estou conseguindo lidar com tudo isso, às vezes penso em me separar mas sempre volto atrás, outras vezes penso em aceitar de vez e deixar rolar pois a amo de verdade e não quero perdê-la. Estou muito confuso com tudo isso.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Miguel  Gaia

    Sinto muito por tudo o que você está passando. O que você descreve é profundamente humano — você está vivendo uma combinação muito intensa de dor física, emocional e afetiva. É totalmente compreensível que se sinta confuso, dividido, e com a autoestima abalada.

    A impotência sexual causada pela diabetes é uma realidade difícil, e muitas vezes pouco falada. Para muitos homens, ela toca em pontos profundos da identidade, da masculinidade e do vínculo no relacionamento. E ainda por cima, você está enfrentando isso dentro de uma situação que exige um esforço diário — tratamento, mudanças de hábitos — e agora também o peso emocional de lidar com a abertura do casamento, algo que não partiu de você.

    Você aceitou essa proposta com esperança de recuperar a saúde e retomar a intimidade no relacionamento, mas está claro que essa escolha também está te ferindo. Os pensamentos de vergonha, raiva, confusão, e essa queda na autoestima são respostas emocionais legítimas, e não sinal de fraqueza. Você está tentando lidar com uma situação que rompeu com a forma como você costumava viver, amar e se reconhecer como homem e parceiro.
    Leve algumas coisas em consideração! Amar não é aceitar tudo, se você chegar a conclusão que relacionamento aberto não é para você, estipule esse limite! Divórcio não é sinônimo de fracasso, apesar de ser difícil de pensar sobre isso agora, ás vezes é importante, mesmo quando se ama a outra pessoa, entender que se não vão existir meios-termos, escolhas devem ser tomadas, e cuidar de si pode ser a melhor escolha.


  • Acho que eu estou com dependência emocional. Meu ex é tóxico? O que eu devo fazer para superar esse

    Acho que eu estou com dependência emocional. Meu ex é tóxico? O que eu devo fazer para superar esse término? Nós namoramos por 10 meses, ele é mais novo do que eu. Eu sempre orei a Deus pedindo um homem de tal aparência, de tal jeito, de tal pensamento, e foi quando ele apareceu. Do jeito que eu sempre pedi. Na verdade, era o que eu achava. Começamos a namorar rápido demais, ele não me pediu em namoro de forma formal, em menos de um mês conversando ele já queria namorar e pediu pra eu escolher uma data. Estranhei, mas escolhi. Infelizmente, escolhi a data do meu aniversário. Traumático. Ele sempre foi muito carinhoso, cuidadoso, cuidava de mim nos mínimos detalhes, se preocupava comigo, se esforçava pra me deixar na parada todos os dias e buscar, mesmo tão tarde da noite. Me dava flores e presentes quase todos os dias. Sonhávamos em nos casar formar uma família, crescer juntos. Eu amo muito ele, foi meu primeiro namorado. Acho que eu tenho uma visão distorcida de relacionamento porque eu sinto que as coisas que ele fazia, por mais que sejam raras, é o mínimo. Eu mais chorei nesse relacionamento do que fiquei feliz, mas nesse pós término eu estou muito apegada aos momentos bons, esquecendo os momentos ruins, porque: Ele não deixava eu usar biquíni; Ele não deixava eu usar calça skinny, saias coladas (mesmo que sejam saias longas), short, e eu só podia usar blusa de gola alta; Ele me proibiu de escutar certas músicas; Ele não deixava eu ir para eventos cristãos porque tinha muita gente; Ele não deixava eu levantar a perna porque, de acordo com ele, era antiético; Ele não deixava eu tomar refrigerante; Ele não deixava eu ficar de costas para ninguém; Ele não deixava eu andar em pé no ônibus, mesmo o próximo demorando muito, ele ainda queria que eu esperasse, sabendo que eu moro longe e que estava ficando tarde; Ele não deixava quase ninguém chegar perto de mim: Ele não ligava para minha família e para os meus amigos, me fez me afastar de todos eles; Ele não deixava eu correr ou fazer academia; Ele nunca me compreendeu, sabendo das minhas limitações emocionais e mesmo assim me forçava a fazer coisas que não me resumia como pessoa; Eu implorava pra ele parar e ele nunca parou, me forçando a mandar fotos e coisas que eu nunca quis. Eu fazia por ele, com medo dele terminar comigo; Ele sempre manipulou as situações pra eu sempre pedir desculpas e ceder, sempre foi assim. Eu sempre cedi. Meu relacionamento foi baseado mais nisso, em ceder, com medo dele ficar triste. Teve momentos que eu me exaltava e falava coisas horríveis, mas é porque ele me colocava naquela situação, naquela humilhação, eu chorando e implorando, eu recorria a defensiva. E ele terminou comigo do nada, dizendo que não me amava mais, que tínhamos divergências familiares (sou de família humilde e ele de família rica). Ele disse que os pais queriam que ele ficasse ao lado de alguém de boa família, porque meus pais nao tem profissão. Além disso, disse que ele obedece os pais e se os pais pedissem pra ele terminar comigo, ele terminaria sem pensar duas vezes. Foi quando eu percebi que ele nunca me colocou na posição de prioridade, de escolha. Nunca lutou por mim, nunca teve consideração. Ele não me escolheu. E eu larguei meu eu, minha família, meus amigos, meus hábitos, cedi em tudo, obedeci ele em tudo, pra no final ele me largar como se eu fosse nada. Acho que ele nunca me amou. Isso não é amor. E é tão difícil essa situação porque eu quero superar ele mas sinto que nunca vou achar alguém como ele. Mesmo que ele tenha errado com essas exigências, ele também tinha qualidades que eu sempre busquei em alguém. E eu sinto que nunca mais vou achar. Faz um mês que ele terminou e eu choro todos os dias. O que eu faço?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Miguel  Gaia

    Se sentir descartada após um longo relacionamento, em que houve muita entrega, dedicação e sentimento, é algo muito doloroso e difícil de passar. Seus sentimentos são muito válidos, e eu sinto muito por você estar passando por isso. Mas eu gostaria que você entendesse que não está sozinha e existe um caminho para essa dor.
    Primeiro sobre seu ex-namorado ser tóxico. Sim, ele era extremamente controlador e manipulador. Não faz parte do amor entre namorados exigir que a pessoa abandone sua essência, dite como você pode se vestir, lugares que pode frequentar, não goste de sua família, e te prive de sua liberdade. O comportamento dele de te proibir de usar certas roupas, frequentar eventos, escutar músicas e até mesmo tomar refrigerante (!) são sinais claros de controle e possessividade. Ele usava o "cuidado" e os gestos carinhosos como forma de te manter presa a ele, mas, na verdade, te limitava e manipulava suas escolhas. E, no final, quando quis, ele simplesmente te descartou, sem considerar tudo o que você sacrificou por ele.
    É tão difícil de superar devido ao espaço imenso que ele ocupou na sua vida. Você se entregou completamente ao relacionamento, e até abriu mão de parte de sua personalidade por ele. Além disso, o nosso cérebro tende a focar nos momentos bons depois do término, deixando de lado os ruins. Mas quando você olha para a realidade do que esse relacionamento foi—dor, humilhação, manipulação e falta de respeito—você percebe que não perdeu um grande amor. Você se libertou de uma prisão emocional.
    E o que fazer agora? É importante que você entenda que o processo de superação vai ser difícil por um tempo, mas não para sempre! Reconstrua seus vínculos, sua identidade, e evite contato com ele. Se necessário busque ajuda profissional para ajudar em questões de autoestima.
    Fico a disposição e espero que as coisas melhorem!


  • Como lidar com sentimentos intensos de culpa, vergonha e sensação de sujidade após um contato sexual

    Como lidar com sentimentos intensos de culpa, vergonha e sensação de sujidade após um contato sexual com uma pessoa mais velha e que não corresponde ao tipo físico que me atrai? O que pode estar causando esses pensamentos recorrentes e como encontrar formas de superá-los?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Miguel  Gaia

    Primeiro, quero te dizer que seus sentimentos são totalmente válidos, e o fato de você estar refletindo sobre isso já demonstra um grande nível de autoconhecimento. Arrependimento é algo que todos vivenciamos em algum momento da vida, e entender a origem desses sentimentos pode te ajudar a lidar com eles de forma mais leve.

    Uma boa maneira de começar é observando as emoções que você mencionou. Culpa e vergonha geralmente surgem quando sentimos que agimos contra nossos próprios valores. Isso pode indicar algo importante para você em relação à intimidade e aos relacionamentos. Talvez essa experiência tenha envolvido uma dinâmica de poder desconfortável, expectativas frustradas ou até uma falta de conexão emocional.

    Uma forma de aliviar esse peso é através da autocompaixão. Pergunte-se: "Se um amigo passasse por isso, eu o julgaria com tanta dureza?" Muitas vezes, somos muito mais críticos conosco do que seríamos com qualquer outra pessoa.

    Além disso, lembre-se de que o tempo ajuda a colocar as emoções no lugar. Às vezes, é preciso deixar a poeira baixar antes de conseguirmos olhar para uma situação com mais clareza. Permita-se sentir sem pressa para encontrar todas as respostas de imediato.

    Compreender essa experiência pode te ajudar a se conhecer melhor e a tomar decisões mais alinhadas com o que você realmente deseja no futuro. Você não está sozinho(a) nisso.


  • Estou vivendo um relacionamento vai fazer 2 anos e sou muito feliz ao lado do meu marido. Porém ele

    Estou vivendo um relacionamento vai fazer 2 anos e sou muito feliz ao lado do meu marido. Porém ele não está feliz, me diz que sou apática e sem sentimentos pois não consigo expressar meus sentimentos, não sei demonstrar. Ele diz que não se sente amado, desejado e valorizado.
    Tenho muitos traumas e não sei me expressar , já tentei algumas vezes me esforçar pra mudar isso mas nunca consigo mudar realmente de verdade.
    As vezes realmente sinto que sou fria e sem sentimentos pois em muitas situações eu não consigo demonstrar o que tô sentindo, sou muito carinhosa fisicamente com ele mas falta conseguir me expressar em palavras, gestos e atitudes. Ele está sofrendo pois me valoriza muito e eu não consigo entregar essa reciprocidade. Eu não quero o perder mas me sinto perdida.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Miguel  Gaia

    Boa tarde! Imagino o quanto essa situação pode estar sendo difícil tanto para você quanto para seu parceiro. Nossa forma de nos expressar, nos enxergar e sentir é profundamente influenciada pelas experiências do nosso passado. Se alguém cresceu em um ambiente onde demonstrar sentimentos era algo difícil, doloroso ou invalidado, é natural que hoje tenha dificuldades para expressar afeto, simplesmente porque não teve a oportunidade de aprender isso de forma segura. Isso pode impactar a construção de um relacionamento saudável, mas a boa notícia é que isso pode ser trabalhado e desenvolvido.

    O fato de você se preocupar com os sentimentos do seu marido já mostra que você se importa profundamente com ele. O problema não é a falta de amor, mas sim a dificuldade em demonstrá-lo de um jeito que ele compreenda. Muitas vezes, casais falam "linguagens do amor" diferentes – enquanto você expressa carinho através do toque físico, ele pode precisar mais de palavras, gestos ou atitudes específicas. Isso não significa que você não o ama, apenas que vocês demonstram amor de formas diferentes.

    Se abrir pode ser uma das coisas mais desafiadoras da vida de alguém, mas existem formas de tornar isso mais fácil! O acompanhamento terapêutico pode te ajudar a entender suas dificuldades, ressignificar experiências do passado e desenvolver maneiras mais naturais de expressar o que sente. Pequenas mudanças no dia a dia também podem fazer diferença – mandar uma mensagem inesperada, escrever um bilhete carinhoso ou simplesmente tentar verbalizar pequenos gestos de admiração.

    O importante é lembrar que mudar não significa deixar de ser quem você é. O processo deve ser gradual e respeitar seu tempo, sem pressão ou culpa. Você não está sozinha nisso, e o simples fato de você estar buscando melhorar já é um grande passo. Com paciência, autoconhecimento e as estratégias certas, é possível fortalecer essa conexão e criar um relacionamento mais equilibrado para ambos.

    Você já tentou alguma abordagem que tenha funcionado para você? Talvez possamos pensar juntos em formas mais naturais de tornar essa expressão emocional mais fácil.


  • Pessoas com TDAH podem tem maior dificuldade em lembrar de avisar outras pessoas de eventos ou acont

    Pessoas com TDAH podem tem maior dificuldade em lembrar de avisar outras pessoas de eventos ou acontecimentos importantes? Se sim o que pode se fazer para melhorar isso?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Miguel  Gaia

    Sim! Esse é um desafio muito comum para pessoas com TDAH. Lembrar de eventos importantes, onde deixou um objeto ou até um recado que precisa dar depende das funções executivas, que funções cognitivas responsáveis por planejar, organizar e regular nosso comportamento. Pesquisas desde os anos 90 mostram que pessoas com TDAH costumam ter dificuldades nessas funções, o que também impacta outras áreas, como a atenção e o controle de impulsos – por exemplo, interromper alguém durante uma conversa, ou ter dificuldade de se concentrar enquanto lê algo.

    Mas a boa notícia é que há muitas estratégias para melhorar isso! O TDAH é um transtorno neurobiológico, e seus sintomas podem ser tratados com intervenções tanto farmacológicas quanto comportamentais. Um dos primeiros passos em tratamentos estruturados para TDAH em adultos costuma ser aprender técnicas para organizar melhor suas tarefas e compromissos, o que não só ajuda na memória, mas também melhora o desempenho nos estudos, no trabalho e na vida pessoal.
    Se isso tem te afetado no dia a dia, saiba que não é culpa sua, e existem formas eficazes de lidar com essas dificuldades. Você já pensou em buscar estratégias específicas ou algum acompanhamento para isso?


  • Como lidar com arrependimento após terminar um relacionamento?

    Como lidar com arrependimento após terminar um relacionamento?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Miguel  Gaia

    Lidar com arrependimento após o fim de uma relação tende a ser um processo bem difícil. Algumas coisas podem ajudar a lidar com esse momento com mais clareza e autocompaixão. Refletir com honestidade os motivos do término pode ajudar. É comum após o fim de uma relação que a gente idealize os momentos bons e não se lembre dos ruins. Pense em coisas como: Porque esse relacionamento chegou ao fim? Os problemas podiam ser resolvidos, ou eram incompatibilidades profundas? Estou sentindo falta da pessoa ou do que o relacionamento significava para mim? O que essa relação me mostrou sobre meus limites e necessidades? E por aí vai. Além disso, também é importante que você valide seus sentimentos. Fins de relacionamento, mesmo quando necessários, implicam em perdas e o luto é parte natural desse processo. É necessário tempo para processar as emoções e perceber se a falta continua persistindo! Além disso, você pode buscar ajuda de amigos de confiança e terapeutas caso o processo esteja prejudicando demais outras áreas da sua vida.
    Espero ter ajudado!


  • Olá! Queria saber se uma pessoa que tem fatores genéticos (ou algo do tipo) para transtorno de perso

    Olá! Queria saber se uma pessoa que tem fatores genéticos (ou algo do tipo) para transtorno de personalidade antissocial, mas passou por traumas na infância que fizeram o transtorno borderline se desenvolver, pode ter uma amígdala hipoativa ao invés de hiperativa. E queria saber também caso se isso for possível, como funcionaria as emoções, impulsos etc dessa pessoa.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Miguel  Gaia

    Boa noite! Muito interessante sua pergunta. Existe evidência de que os transtornos de personalidade do complexo B ou externalizantes (Transtorno de personalidade narcisista, transtorno de personalidade antissocial, transtorno de personalidade borderline e transtorno de personalidade histriônico) possuem fatores de desenvolvimento genéticos e ambientais em comum. O que pode gera maior incidência de pessoas diagnosticadas com borderline em famílias que já apresentam algum dos outros diagnósticos, antissocial inclusive! Aliás, algo em comum entre esses dois tipos de personalidade é justamente a dificuldade de regulação emocional, ambos os quadros são caracterizados pela impulsividade e intensidade nas emoções. Embora não seja possível generalizar em absoluto achados de pesquisas neurológicas para quadros individuais sem uma análise profissional minuciosa, geralmente o funcionamento da desregulação emocional gira em torno de baixa atividade do córtex pré-frontal dorsolateral, responsável pela organização do comportamento, e por ligações anormais entre a amigdala e áreas do cérebro relacionadas à atenção e à processamento social. Dito isso, uma das emoções que podem ser experienciadas com muita intensidade pelos borderlines é o tédio, e estar em tédio intenso pode transparecer ausência emocional e frieza. Isso via de regra pode gerar a sensação de baixo funcionamento emocional, mas é justamente o contrário!
    Espero ter ajudado! Fico a disposição para mais dúvidas!
    Se precisar é só entrar em contato ;)


  • É possível ter ereção do pênis para assuntos ou coisas sexuais sem que eu concordei ou goste disso?

    É possível ter ereção do pênis para assuntos ou coisas sexuais sem que eu concordei ou goste disso?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Miguel  Gaia

    Infelizmente sim! A ereção é uma resposta automática do corpo, podendo acontecer até mesmo durante o sono. Quando acordado ela é causada por algum estímulo, que pode ser desde toque físico, ou um pensamento, uma memória, algo que você viu e por aí vai. É importante notar que desses que falei, uma coisa vale para todos, não é necessário que você goste do estímulo para que ele gere a reação de ereção. Pode acontecer, especialmente para o toque físico, reações completamente automáticas do corpo, reações do mesmo tipo de quando esfria e o corpo começa a tremes. É automático e não é culpa sua, nem indica que você gostou, é só como o corpo funciona!
    Espero ter ajudado!


  • Tive uma consulta hoje com uma psicóloga. Levei o meu problema com TOC. Achei que ela iria querer ou

    Tive uma consulta hoje com uma psicóloga. Levei o meu problema com TOC. Achei que ela iria querer ouvir sobre o meu histórico com a doença, mas ela me cortava e, de forma muito impositiva, dizia que eu deveria mudar minha rotina, por exemplo, indo para a academia de manhã ao invés de ir a noite.

    Eu questionei isso e ela perguntou se eu ia fazer o que eu quero ou o que ela quer.

    Sei que existe psicologia breve ou estratégica, mas achei ir longe demais escolher, por mim, o horário que eu devo ou não fazer minhas atividades.

    Além disso, ela mencionou ajustar o meu remédio para dormir, ou que ela me mandaria ir para uma psiquiatra paga.

    Esse tipo de atendimento é assim mesmo?

    Foi minha primeira vez com ela. Meu TOC atrapalha muito minha vida e eu fui achando que seria escutado, e não fui.

    Gostaria da opinião dos profissionais, porque estou muito decidido a procurar outro profissional.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Miguel  Gaia

    Sinto muito pelo que você passou nessa consulta. A postura que você descreveu não é comum nem terapêutica. A terapia deve ser um espaço onde você se sinta acolhido e respeitado, e a cooperação e a autonomia do paciente são fundamentais para um tratamento eficaz – algo amplamente comprovado por pesquisas. Algo que sempre gosto de lembrar é: o psicólogo pode ser especialista em psicologia, mas você é o especialista da sua própria vida. O processo terapêutico só funciona quando há uma troca verdadeira entre esses dois conhecimentos. O psicólogo não deve impor decisões, e sim trabalhar junto com você para encontrar caminhos que façam sentido dentro da sua realidade. Seu TOC já tem um impacto significativo no seu dia a dia, e é essencial que você tenha um acompanhamento respeitoso, embasado na ciência e voltado para o seu bem-estar. Já pensou em procurar um profissional que trabalhe com Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC)? Essa abordagem tem ótimos resultados no tratamento do TOC.
    Espero ter ajudado! Se tiver mais dúvidas ou quiser conversar mais sobre isso, estou à disposição.


  • Sintomas de Desrealização de qual transtorno faz parte ?????

    Sintomas de Desrealização de qual transtorno faz parte ?????

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Miguel  Gaia

    O sintoma de desrealização é associado tanto a transtornos de ansiedade quanto ao próprio transtorno dissociativos, também entram transtornos por uso de substâncias alucinógenas, e transtornos de personalidade borderline. Nos transtornos de ansiedade, esse sintoma é causado por momentos de estresse intenso, sendo um dos possíveis critérios de diagnóstico para transtorno do pânico, transtorno do estresse pós-traumático e transtorno do estresse agudo. Além disso, episódios isolados de ataque de pânico também podem gerar desrealização. Já nos transtornos dissociativos, os episódios são associados a um histórico de trauma psicológico intenso. O transtorno por uso de alucinógenos tem a desrealização como parte do quadro de efeito da droga. Por fim o transtorno de personalidade borderline pode experienciar esses episódios em virtude da intensidade emocional característica do quadro, que pode levar a situações de estresse intenso capazes de desencadear a desrealização.


  • Não sinto mais vontade de fazer nada, Nem mesmo trabalhar, estudar, ir à academia e nem de fazer as

    Não sinto mais vontade de fazer nada, Nem mesmo trabalhar, estudar, ir à academia e nem de fazer as coisas que eu gosto. Todo dia me xingo mentalmente me amaldiçoando com palavras fortes constantemente, sentindo diversas vezes sentimentos de inveja, raiva e tristeza. Me estressou com qualquer coisa besta e fico agressivo com as pessoas ao meu redor desejando o mal delas. Não tenho sonhos, metas e nem vontade de sair da cama, todo dia que acordo sinto um aperto no peito e uma vontade de chorar. Baixa autoestima não fica de fora também.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Miguel  Gaia

    Boa tarde! Sinto muito pelo o que esteja passando. A falta de vontade de fazer coisas que antes te davam prazer, a autocrítica intensa, os sentimentos de raiva, tristeza e o aperto no peito são sinais de que algo dentro de você precisa de atenção e cuidado. Sentimento constante de tristeza tende a ser acompanhado pela perda de prazer e vontade de fazer as coisas, e esses são os dois principais critérios para o diagnóstico de transtorno depressivo maior, apesar de que somente um processo psicoterapêutico e psiquiátrico vai poder afirmar isso com certeza. Mas é importante que você saiba que você não precisa passar por isso sozinho. Você pode buscar ajuda em suas redes de apoio, com um psicólogo ou psiquiatra e isso pode aliviar seu sofrimento. Imagino também que na sua história pode não ter sido sempre assim! É comum que no curso de vida as coisas se tornem mais difíceis em algum momento e isso leve a situações complicadas como a sua. É um cenário reversível. Terapia Cognitivo Comportamental, e Terapia de Ativação Comportamental dispõem ferramentas que podem ajudar na sua situação. Essas terapias vão conectando aos poucos a pessoa de volta com as coisas que antigamente faziam sentido e que a pessoa gosta, ao mesmo tempo em que incentivam o combate da depressão por meio de ações específicas. Existe saída e você merece se sentir melhor. Você não é esse momento difícil que você está passando.


  • Olá boa noite, eu fui uma criança criada trancada em casa, minha mãe não deixava me socializar direi

    Olá boa noite, eu fui uma criança criada trancada em casa, minha mãe não deixava me socializar direito, hoje eu tenho muita dificuldade de conversar ou manter um papo por muito tempo, não consigo conversar com as pessoas, e quando consigo logo vem aquele silêncio embaraçoso.
    Eu queria saber se o fato de minha mãe ter me criado recluso de certa forma teria me trazido algum transtorno social, por que hoje isso está me incomodando demais.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Miguel  Gaia

    Boa tarde! Espero que as coisas estejam bem por aí. A sua pergunta tem muita pertinência, e eu sinto muito pelo o que relata ter acontecido em sua infância. Muitos pais e mães na tentativa de proteger seus filhos de eventuais perigos do mundo, acabam privando o contato com o mundo como um todo. Do contato com o mundo surge nossa capacidade de lidar com ele, se sentir com baixa habilidade social dentro de um contexto de história de privação de contato com outras pessoas faz muito sentido! E é uma das queixas mais comuns que emergem desses históricos. A boa notícia é que você não está sozinho nisso, muita gente passou por coisa similar e conseguiu encontrar formas de ter mais habilidade social e confiança. É um problema que sem dúvida tem solução. Uma metáfora que exemplifica isso é a comparação entre a capacidade de socializar e a capacidade física ou atlética dentro de algum esporte. Requer prática para ser capaz, e o começo sempre é o mais difícil. Assim como um histórico de privação te gerou a falta de algumas habilidades, se expor vai aos poucos construir essas capacidades de novo! Fico a disposição para mais dúvidas!


  • Boa tarde! Eu tenho dificuldades de comunicação e expressão, no meu serviço se alguém discorda de mi

    Boa tarde! Eu tenho dificuldades de comunicação e expressão, no meu serviço se alguém discorda de mim eu não sei expor meu ponto de vista e fico quieta. Quando tenho interações sociais, converso apenas com pessoas com quem tenho intimidade na roda , me sinto muito inferior a todos. Não consigo manter muito contato visual, só falo se perguntarem ( me acho desinteressante) e tenho auto estima muitooooo baixa. Tentei iniciar a faculdade (que era meu sonho: psicologia ) e agora acho que já não condiz com minha realidade (quero trancar já). Principalmente pela minha comunicação, acho que talvez na minha cabeça se eu fizesse o curso conseguira me entender e hoje vejo que é completamente o oposto.( hoje vejo que eu tenho potencial como paciente e não psicóloga rs) Me comparo muito com tudo e todos, me sinto atrasada por ter 22 anos e já não saber mais o que quero da minha vida enquanto todos que estudaram comigo estão se formando já. Se fico nervosa durante interações sociais e algo me deixa nervosa minha mão começa tremer muito a ponto de não dar para disfarçar ( em situações rotineiras) e as pessoas sempre dizem que pareço tensa e que não falo nada. Não sei qual curso escolher( tenho medo de decepcionar meus pais) não sei como pedir ajuda neste momento, ou a quem recorrer. Tem algum calmante que possa tomar por conta?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Miguel  Gaia

    Boa tarde! Sinto muito pela sua situação e seu sofrimento. Às vezes a soma dos problemas e dificuldades podem parecer muito pesadas e gerar paralisia, de um jeito que é até difícil de imaginar maneiras de sair dessa situação. Mas quero te lembrar de algo muito importante: você não está sozinha nisso. Muitas pessoas passam por dificuldades semelhantes e conseguem, aos poucos, encontrar caminhos para lidar melhor com a comunicação, a autoestima e a ansiedade. E você também pode!

    O primeiro passo é reconhecer que seus sentimentos são válidos e que pedir ajuda não é sinal de fraqueza – pelo contrário, é um sinal de coragem. Um profissional, como um psicólogo ou psiquiatra, pode te ajudar a entender melhor esses sentimentos e encontrar formas saudáveis de lidar com eles. Sobre o calmante, é essencial que um médico avalie sua situação antes de você tomar qualquer coisa por conta própria.

    Quanto à faculdade, eu entendo como pode ser frustrante sentir que um sonho não se encaixa mais na sua realidade. Mas será que isso significa que você deve desistir de vez? Ou será que talvez precise dar um tempo para se entender melhor? Você não está atrasada, e sua jornada não precisa ser igual à dos outros. Cada pessoa tem seu próprio tempo, e o seu ainda está em construção.

    Se for difícil falar com seus pais sobre isso, talvez você possa começar escrevendo o que sente. Ou buscar alguém de confiança para te apoiar nessa conversa. O mais importante agora é você se priorizar e encontrar formas de se sentir melhor, sem carregar tanto peso sozinha. Você tem muito valor, mesmo que agora não consiga enxergar isso.


  • Transtorno de ansiedade com um pouco de toc e Desrealização tem solução ainda ?????

    Transtorno de ansiedade com um pouco de toc e Desrealização tem solução ainda ?????

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Miguel  Gaia

    Boa tarde!

    Muitas pessoas já passaram por essas dificuldades e conseguiram encontrar alívio e desenvolvimento ao longo do tempo. Existem amplas pesquisas sobre transtorno de ansiedade, transtorno obsessivo-compulsivo (TOC) e desrealização, além de estudos que ajudam a guiar o tratamento mesmo quando há uma interação complexa entre diferentes sintomas.

    A boa notícia é que a tendência é a melhora significativa com o tratamento adequado, seja por meio da psicoterapia, do acompanhamento psiquiátrico ou de uma combinação dos dois. É fundamental ter paciência com seu processo e, acima de tudo, manter a esperança!

    A desrealização, embora seja um sintoma assustador, costuma estar diretamente ligada a altos níveis de ansiedade. Felizmente, existem estratégias que ajudam a trazer o foco para o momento presente, como técnicas de grounding (uso dos sentidos para se reconectar com a realidade), exercícios de respiração e mindfulness.

    O fato de você reconhecer o que está sentindo já é um passo muito importante. Buscar ajuda e cuidar de si mesmo pode transformar sua experiência e trazer mais leveza ao seu dia a dia. Você não está sozinho nisso!


  • Como um paciente adulto pode superar uma Crise Existencial ?

    Como um paciente adulto pode superar uma Crise Existencial ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Miguel  Gaia

    Antes de tudo é importante saber como a Crise Existencial se construiu na sua história! Para isso é necessário autoconhecimento a partir de uma análise guiada de momentos que te levaram a esse lugar. A partir disso, partindo do entendimento da Crise Existencial como uma crise de sentido, é possível construir novas relações e percepções da realidade, para acomodar tanto o sentido de vida antigo que foi abalado, quanto a construção de novos sentidos de vida.

    Esse é um processo que expliquei de maneira simplificada, mas que pode ser muito difícil para quem vivencia. Crises Existenciais podem ser acompanhadas de ansiedade e perda de motivação para muitas coisas, além de situações estressoras que estão parcialmente ou totalmente fora do controle da pessoa. Portanto, o processo em si tem de ser acompanhado de acolhimento e atendimento de outras questões que podem fazer parte do problema.

    Espero ter respondido a sua pergunta! Caso tenha mais dúvidas é só entrar em contato.


  • O que pode desencadear uma crise existencial de uma pessoa adulta ?

    O que pode desencadear uma crise existencial de uma pessoa adulta ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Miguel  Gaia

    O termo "crise existencial" pode ter vários significados a depender de pessoa para pessoa. Entretanto, uma coisa em comum que as pessoas que passam por isso dizem a respeito é a perda de sentido da vida e dificuldade de entender seu lugar no mundo. Uma grande diversidade de situações pode estar envolvidas nesse sentimentos, para listar alguns exemplos: Lutos, mudança de estrutura familiar, mudança de cidade, envelhecimento (sair da infância para adolescência, adolescência para a vida adulta, etc...), fim de ciclos, fim de relacionamentos, e por ai vai. É importante notar que é comum entre todas essas situações a quebra de padrões de entendimento sobre si mesmo e sobre o mundo. Para ilustrar, imagine uma pessoa que está há algum tempo em um relacionamento estável, é comum que essa pessoa passe a ter dificuldade de se ver fora desse namoro/casamento. Portanto, caso venha a acontecer uma separação, em alguns casos como esse situar sua existência no mundo pode envolver um período de crise. Processos como esse podem ser difíceis de perceber para quem os passa! Para muitas pessoas que estão nessa situação processos psicoterapêuticos podem ser benéficos. Fica à disposição para mais dúvidas.


  • Boa tarde! Então eu cresci em Pernambuco e morei lá até os meus 7 anos de idade, e agora moro na cid

    Boa tarde! Então eu cresci em Pernambuco e morei lá até os meus 7 anos de idade, e agora moro na cidade a 14 anos, recentemente fiz uma viagem pro lugar onde nasci porque minha família toda é de lá, aqui na cidade só mora eu minha e meu irmão somentes, e desde que eu voltei de viagem pra cidade eu me sinto muito abatido e solitario, as vezes sinto meu coração acelerar e fico pensando no lugar onde nasci, aqui na cidade não saio pra nenhum lugar e me sinto esquecido!

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Miguel  Gaia

    Boa tarde! Sinto muito em saber do seu sofrimento, ao que parece o contato com sua cidade natal e sua família te fazem muita falta. Esse é um sofrimento muito compreensível. Também percebo sua solidão no novo lugar em que você vive. É importante pensar a respeito de como isso pode impactar negativamente sua vida, pesquisas mostram que se sentir sozinho é um fator associado ao desenvolvimento de diversas condições de piora de saúde, como depressão e ansiedade. Mas sempre é possível traçar novos rumos e construir novas histórias! Tenho certeza de que se você realizar atividades importantes, você poderá se sentir melhor aos poucos. Se precisar de ajuda nisso pode contar comigo.


  • Estresse, ansiedade ou depressão podem causar lúpus?

    Estresse, ansiedade ou depressão podem causar lúpus?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Miguel  Gaia

    A relação entre ansiedade, depressão e doenças autoimunes é bem complexa. Por um lado, uma doença como Lupus pode em si gerar agravamento em quadros de ansiedade e depressão. Por outro lado, segundo um estudo de 2013, até 80% dos pacientes de doença autoimune relatam sofrimento emocional em nível incomum antes do desenvolvimento da doença. O que pode acontecer diante disso é um ciclo vicioso, onde a depressão e a ansiedade geram estresse que acentua o sofrimento pela doença autoimune, e a doença autoimune gera estresse que acentua os sofrimentos emocionais.


Perguntas frequentes

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