Perguntas do paciente (5)

  • Estou em fase de negação? Não sei exatamente se é isto, mas eu ainda vejo meu ex todos os dias, mesm

    Estou em fase de negação? Não sei exatamente se é isto, mas eu ainda vejo meu ex todos os dias, mesmo tendo inúmeras brigas diárias
    O pior, sou eu quem procuro e ainda ele me humilha por isso, mas eu não sei como agir e nem como sair desse ciclo que já se repetiu por várias vezes, ele também sempre volta
    Eu reconheço, que estou errado, que isso não pode continuar, mas não consigo sair disso
    É muito dolorido e vergonhoso, muitas vezes eu acho que nunca vou sair disso e que parece o novo jeito de estar neste relacionamento
    Ninguém nem imagina que vivemos isso

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Mônica Andrea Da Silva

    É compreensível a forma como você se sente diante dessa situação. Relações marcadas por conflitos constantes, rupturas e retornos frequentes podem criar um padrão emocional muito difícil de romper. Não se trata de estar certo ou errado, e nem nesta ou naquela fase, e sim de reconhecer que você está vivendo algo doloroso, que fragiliza sua saúde mental de diversas maneiras. É importante o acompanhamento psicológico e o apoio de sua rede de amigos e familiares.


  • Minha sobrinha disse numa rede social que acha q gosta de mulher. Acontece q ela tem 18 anos e nunca

    Minha sobrinha disse numa rede social que acha q gosta de mulher. Acontece q ela tem 18 anos e nunca apresentou comportamento ou preferencias q sugerisse homossexualidade. Tudo se deu recentemente quando ela estreitou laços com uma colega de aula e começou a frequentar academia com a mesma. Falei pra minha cunhada procurar ajuda esoecializada para saber como agir nesse caso. Fiz o certo?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Mônica Andrea Da Silva

    Olá! Sua sobrinha é uma menina maior de idade, com autonomia para assumir responsabilidades e fazer as escolhas romanticas dela. Porém, como ela está apresentando orientação homoafetiva, possivelmente estará enfrentando preconceitos ou dificuldades de aceitação com a família e pessoas próximas. Nesse caso, seria interessante, sim, ela recorrer à ajuda profissional. Assim como os parentes, em caso de resistência ou preconceito com a natureza de sua sobrinha, para que possam desenvolver melhor entendimento sobre a questão.


  • O que pode ser feito para estimular a neuroplasticidade no processo de luto?

    O que pode ser feito para estimular a neuroplasticidade no processo de luto?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Mônica Andrea Da Silva

    O cérebro humano possui a capacidade de se reorganizar e formar novas conexões, o que significa formar novas respostas aos estímulos e situações da vida. A neuroplasticidade leva às transformações que acontecem com o tempo na relação da pessoa com o luto, amenizando e dando lugar para essa dor tão difícil que é a perda de alguém importante.


    Existem algumas formas de favorecer a neuroplasticidade durante o luto, e a principal delas é o acompanhamento psicológico para elaboração da perda, somado ao apoio de sua rede de amigos e familiares. É importante também, ter momentos ao longo do dia para a respiração consciente, que fortalece as redes neurais ligadas à calma e à autorregulação. Ainda, outra possibilidade é a realização de atividades criativas de expressão e movimento do corpo. Além de práticas espirituais que tragam mais sentido à experiência. Mas, lembro que cada pessoa vai viver a experiência da dor de maneira muito singular, e vai possuir necessidades específicas, que devem ser respeitadas, com paciência e acolhimento.


  • Qual a diferença entre luto normal e patológico? .

    Qual a diferença entre luto normal e patológico? .

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Mônica Andrea Da Silva

    Tendo em vista que cada ser humano experimenta o processo de dor de modos bastante singulares, a denominação de luto patológico vem sendo atualizada para luto complicado, entre os profissionais da saúde. A diferença mais significativa entre o chamado luto normal e o luto complicado, é que neste último, a dor não encontra lugar com o passar do tempo,e permanece como se a perda tivesse acabado de ocorrer. Muitas vezes, pode até mesmo se intensificar, levando a quadros graves de depressão, ansiedade e pânico.
    No luto complicado, as redes emocionais associadas à perda permanecem hiperativas e desreguladas, a neuroplasticidade não se completa, e o cérebro mantém o circuito do trauma em repetição. É algo muito difícil para quem vive e também para os amigos e familiares que se preocupam com o/a enlutado/a. Por isso, é tão importante buscar acompanhamento profissional em saúde mental, informação e orientação.


  • Situações promíscuas sofridas no relacionamento contribuem para o quadro? Sofro dia e noite com pens

    Situações promíscuas sofridas no relacionamento contribuem para o quadro? Sofro dia e noite com pensamentos negativos e diminutivos sem falar na baixa auto-estima e já se tornou um estado crônico, sempre que busco ajuda com amigos/familiares acaba tudo em 'frescura'. Me sinto cansado e não consigo tirar esses pensamentos da cabeça.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Mônica Andrea Da Silva

    Olha, primeiro de tudo, essa é uma situação muito difícil e delicada, de antemão deixo o contato da Central de Atendimento à Mulher: 180.
    O que você está sentindo é real, importa sim e não deve ser tratado como frescura. Quando alguém vive situações promíscuas, desrespeitosas, humilhantes em que há quebras de confiança dentro de um relacionamento, isso pode sim contribuir e muito, para um quadro de sofrimento emocional persistente, pensamentos negativos e diminuição da autoestima. Acredito que seria muito importante pra você vir para o acompanhamento psicológico.


Perguntas frequentes

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