Perguntas do paciente (16)

  • Boatarde gostaria de tirar uma dúvida sobre o processo terapêutico. Sinto muita dificuldade em lidar

    Boatarde gostaria de tirar uma dúvida sobre o processo terapêutico. Sinto muita dificuldade em lidar com a ansiedade e angústia nos dias em que não tenho sessão. Queria saber se é uma prática comum na psicologia os profissionais entregarem algum tipo de material físico para o paciente levar para casa, como cartões com mensagens de apoio, blocos de exercícios rápidos ou lembretes para momentos difíceis? E isso realmente ajuda na eficácia do tratamento durante a semana?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Monique de Oliveira Carvalho

    Esta pergunta é muito comum e pertinente.
    De fato, é bastante frequente sentir ansiedade ou angústia nos intervalos entre uma sessão e outra — esse desejo de suporte contínuo é natural no processo terapêutico.
    Na abordagem corporal, que é como gosto de trabalhar, o foco não está apenas nos encontros em si, mas em oferecer ferramentas terapêuticas para que a pessoa se torne cada vez mais ativa e autônoma no seu próprio processo. Isso pode incluir sim recursos práticos para levar para o dia a dia, mas o mais importante é o que eles representam: um convite para o cliente aliviar os sintomas por conta própria e, aos poucos, substituir hábitos antigos por comportamentos mais saudáveis.
    Acredito profundamente que o cliente precisa estar "com seu próprio bastão nas mãos" durante o processo. Isso evita que a terapia se torne uma relação de dependência — algo que, infelizmente, é comum em vínculos externos, onde às vezes até abusos podem ocorrer justamente por essa dependência.
    Meu trabalho é, acima de tudo, ajudar a despertar o cuidador interno que já existe em cada pessoa. Esse, para mim, é o caminho: dar autonomia, não criar dependência.
    Fico à disposição para conversarmos mais, se fizer sentido para você.


  • Estou saindo de casa para morar com minha namorada, tenho uma mãe de 75 que vai ficar só . Estou com

    Estou saindo de casa para morar com minha namorada, tenho uma mãe de 75 que vai ficar só . Estou com muita dor no coração e ansiedade por deixa lá só. O que devo fazer?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Monique de Oliveira Carvalho

    Isso que você está sentindo faz muito sentido. Dar esse passo — construir uma vida com sua namorada — é importante e legítimo, e ao mesmo tempo, se preocupar com sua mãe de 75 anos ficando sozinha também é. As duas coisas podem ser verdadeiras ao mesmo tempo, sem que uma anule a outra.
    Algumas coisas que podem ajudar a organizar esse momento:
    Converse abertamente com sua mãe. Pergunte como ela está se sentindo em relação a isso, o que ela imagina que vai precisar, e o que a deixaria mais tranquila. Às vezes o medo que a gente carrega é maior do que o que a pessoa realmente está sentindo — e às vezes não é, mas só conversando você descobre.
    Pense na rede de apoio dela. Ela tem vizinhos próximos, outros familiares, amigos que passam por lá com frequência? Existe alguém que possa checar nela regularmente, mesmo que não more junto?
    Defina uma rotina de contato e visitas. Sair de casa não precisa significar se afastar. Ligações diárias, visitas semanais fixas, almoços de domingo — ter uma estrutura combinada (não só "vou passar lá quando der") costuma aliviar a ansiedade dos dois lados.
    Avalie a segurança prática. Dependendo da mobilidade e saúde dela, vale pensar em coisas como um dispositivo de emergência (tipo botão de pânico), ajuda doméstica, ou até um aplicativo que avise se ela ficar muito tempo sem se mexer em casa.
    Cuide da culpa, não só da logística. Uma parte dessa dor pode ser resolvida com planejamento prático, mas outra parte é só o peso emocional de crescer, de sair, de não conseguir estar em dois lugares ao mesmo tempo. Isso não se resolve com uma solução — se resolve com tempo e autocompaixão.


  • Parece que tudo depende de mim. Como eu faço para parar de sentir isso?

    Parece que tudo depende de mim. Como eu faço para parar de sentir isso?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Monique de Oliveira Carvalho

    Essa sensação é mais comum do que parece — e mais exaustiva do que as pessoas ao redor conseguem enxergar.
    Você resolve, organiza, antecipa, cuida. E quando para pra respirar, percebe que está carregando um peso que nunca parece diminuir.
    Mas aqui vai uma pergunta que vale se fazer: isso começou a acontecer, ou você sempre se colocou nesse lugar?
    Porque muitas vezes, sem perceber, aprendemos a nos tornar indispensáveis nas relações. A ocupar o espaço de quem resolve, de quem cuida, de quem está sempre disponível. Ser útil virou uma forma de pertencer, de ser amada, de garantir que as pessoas ficam.
    E funciona — até o dia em que não funciona mais.
    O corpo avisa antes: o cansaço que o descanso não resolve, a irritação que aparece sem motivo aparente, a sensação de vazio mesmo estando cercada de gente.
    Parar de sentir que tudo depende de você não é sobre delegar tarefas. É sobre entender por que você assumiu esse papel — e o que você teme que aconteça se deixar de ocupá-lo.
    Esse é um trabalho que vai fundo. E que vale cada passo.


  • Como superar a dor de um término de relacionamento? Isso pode ser considerado um luto?

    Como superar a dor de um término de relacionamento? Isso pode ser considerado um luto?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Monique de Oliveira Carvalho

    Sim. Um término de relacionamento é luto — e dos mais complexos que existem.
    Não houve uma morte, então muitas pessoas ao redor não compreendem a dimensão dessa dor. Mas o corpo sabe o que perdeu.
    O aperto no peito quando uma música toca. A cama que parece grande demais. A saudade que aparece sem avisar.
    Isso não é fraqueza. É luto.
    Num término, várias perdas acontecem ao mesmo tempo: a pessoa, a rotina compartilhada, e o futuro que foi sendo imaginado. Mas existe uma perda que quase ninguém nomeia — uma versão sua também morre junto com essa relação.
    E talvez o maior desafio não seja superar o outro. É descobrir quem você é depois disso. O que sobra quando a relação vai embora. Quem você é, só com você mesma.
    Esse reencontro consigo não acontece só pensando sobre ele — ele precisa ser sentido, atravessado, vivido no corpo também.
    Na terapia, criamos esse espaço: para nomear o que dói, deixar morrer o que precisa ir, e descobrir, com cuidado, quem você é agora.
    Se você sente que está girando em volta da mesma dor sem conseguir avançar, talvez seja hora de ter alguém caminhando ao seu lado nessa descoberta.
    Estou aqui.


  • Eu já tive umas conversas com o irmão do meu namorado antes de conhecer meu namorado (2 anos antes)

    Eu já tive umas conversas com o irmão do meu namorado antes de conhecer meu namorado (2 anos antes) e eu descobri ontem com um ano juntos q eles são irmãos, e meu namorado pediu um tempo. Estou com medo de terminarmos, eu me sinto muito culpada. E ele é o único apoio que tenho (eu tenho autismo e depressão) e sem ele sinto que tudo vai desmoronar

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Monique de Oliveira Carvalho

    Obrigada por compartilhar algo tão delicado e doloroso.
    O que você está sentindo agora — o medo, a culpa, a sensação de que tudo pode desmoronar — é muito pesado de carregar, especialmente sozinha.
    E tem algo no que você trouxe que merece atenção especial: sentir que uma única pessoa é todo o seu apoio. Não porque isso seja errado da sua parte — é humano se apegar a quem nos faz sentir seguros. Mas porque quando isso acontece, qualquer ameaça a esse vínculo vira uma ameaça a tudo.
    Esse peso não é seu para carregar sem ajuda.
    Independente do que aconteça com o relacionamento, você merece ter uma rede de apoio que não dependa de uma única pessoa. E construir isso — com cuidado, no seu ritmo — é possível.
    Se quiser, posso te ajudar nesse processo. Um espaço seguro, sem julgamento, onde você possa ser exatamente quem você é.


  • Tenho dificuldade em entender quando eu cismo de estar certo,me defendendo em opiniões, sempre dando

    Tenho dificuldade em entender quando eu cismo de estar certo,me defendendo em opiniões, sempre dando razão pra mim,acho que já perdi até empregos por não mudar minha opinião em tudo,sinto que isso está me atrapalhando, como posso melhorar isso?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Monique de Oliveira Carvalho

    Primeiro: o fato de você estar fazendo essa pergunta já diz muito. Reconhecer um padrão que atrapalha exige uma honestidade que poucas pessoas têm coragem de ter consigo mesmas.
    O que você descreve — a necessidade de estar certo, de defender sua posição a qualquer custo, mesmo quando isso cobra um preço alto — raramente é sobre teimosia. É sobre proteção.
    Em algum momento da sua história, ceder significou perder. Talvez perder espaço, respeito, ou uma versão de si mesmo que precisava se firmar no mundo. E o corpo aprendeu isso antes da mente: ficar rígido é seguro. Manter a posição é sobreviver. O trabalho terapêutico não é sobre te tornar alguém que concorda com tudo — flexibilidade não é fraqueza, e ter opinião própria é saudável. É sobre ampliar sua capacidade de escolher: quando faz sentido manter sua posição, e quando faz sentido abrir espaço pro outro sem sentir que está se perdendo.
    Quando o corpo aprende que ceder não é perigo, a mente segue.
    Se esse padrão está custando relacionamentos e oportunidades, talvez seja hora de entender de onde ele veio — e o que ele ainda está tentando proteger em você.
    Estou aqui para caminhar nesse processo com você.


  • Sinto me um pouco frustrado por conseguir minhas conquistas mais tardiamente do que os outros e muit

    Sinto me um pouco frustrado por conseguir minhas conquistas mais tardiamente do que os outros e muito provavelmente minha vida só melhore mesmo entre 35 e 40 anos. Às vezes fico com raiva de mim mesmo por isso mesmo que eu vá atrás das minhas metas porém só de pensar nessa idade que minha vida melhore me deixa desmotivado pois sinto que minha vida começaria quando metade dela já passou. Como lidar com essa sensação e manter motivado mesmo com esse cenário em mente?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Monique de Oliveira Carvalho

    O que você está sentindo tem um nome: é a dor da comparação. E ela é real — mas o que você está comparando merece ser questionado.
    Porque quando olhamos pro lado e medimos nosso ritmo pelo ritmo do outro, estamos comparando nossa história inteira — com todas as suas particularidades, desafios e aprendizados — com a vitrine de alguém. Nunca com a história completa dele.
    Mas tem algo mais profundo no que você trouxe: a sensação de que sua vida só começa quando chegar em algum lugar. Que o que está vivendo agora é uma espera, não uma vida.
    Esse é o ponto que mais importa trabalhar.
    Porque o tempo não começa aos 35 ou 40. Ele já está correndo — e você está dentro dele, agora, construindo algo. O fato de você ir atrás das suas metas mesmo sentindo tudo isso não é pouco. É muito.
    Na psicologia corporal, a raiva que você sente de si mesmo merece atenção especial. Raiva não é o problema — ela é energia. O problema é quando ela se volta contra você mesmo, virando combustível pra autossabotagem em vez de movimento.
    Quando o corpo carrega essa raiva represada, ela pesa. Trava. E paradoxalmente, pode ser exatamente o que está tornando o caminho mais longo do que precisaria ser.
    Trabalhar essa raiva — sentindo ela, expressando ela de forma saudável, entendendo o que ela está tentando te dizer — pode liberar uma energia que você nem sabe que tem.
    Sua vida não começa quando chegar. Ela já está acontecendo agora.
    A questão é: você consegue estar inteiro dentro dela enquanto ela passa?
    Se quiser explorar isso com mais profundidade, estou aqui.


  • Quando um casal perde completamente o respeito um pelo outro após anos de conflitos e ofensas, ainda

    Quando um casal perde completamente o respeito um pelo outro após anos de conflitos e ofensas, ainda é possível reconstruir esse respeito do ponto de vista da psicologia?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Monique de Oliveira Carvalho

    Sim. É possível. Mas depende de uma condição fundamental: que os dois queiram.
    O respeito não desaparece de uma vez. Ele vai sendo erodido aos poucos — numa palavra dita no calor da discussão, num silêncio que dura dias demais, numa mágoa que não foi reparada e foi se acumulando até virar um muro.
    E quando chega num ponto de ofensas repetidas e conflitos constantes, o que o casal está vivendo geralmente não é falta de amor. É dois sistemas de defesa em guerra.
    Porque na psicologia corporal, o que acontece numa briga de casal raramente é sobre o que parece ser. Por baixo da raiva, quase sempre existe medo — de não ser suficiente, de não ser visto, de ser abandonado. E quando duas pessoas com medos antigos se encontram num conflito, o corpo entra em modo de sobrevivência: ataca, se fecha, ou desaparece.
    Nesse estado, ninguém consegue realmente ouvir o outro. Porque não está ouvindo o outro — está reagindo a algo muito mais antigo.
    Reconstruir o respeito exige ir fundo nesse lugar: entender o que cada um está protegendo, o que cada conflito está tentando dizer, e como criar novamente um espaço seguro entre os dois.
    Não é um caminho rápido. Mas é possível — quando existe disposição real de ambos para olhar não só pro outro, mas para si mesmo.
    Se você está vivendo isso e sente que ainda há algo worth salvando, a terapia pode ser o espaço onde esse processo começa.
    Estou aqui.


  • Gostaria de tentar entender o que eu estou sentindo. Tem momentos que sinto uma tristeza a ponto de

    Gostaria de tentar entender o que eu estou sentindo. Tem momentos que sinto uma tristeza a ponto de querer me isolar e choro muito. Não consigo entender de onde vem esse sentimento de tristeza. Estou em um relacionamento que sinto que na hora de expressar meu ponto de vista não sou compreendida ou a sensação que tenho que tenho que pisar em ovos na hora de falar. Já ouve outro episodio de me sentir muita tristeza por meus sentimentos não serem validados. Isso é normal?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Monique de Oliveira Carvalho

    O que você descreveu — a tristeza que aparece sem aviso, o choro, a vontade de se isolar — merece ser levado a sério. Não é frescura, não é fraqueza. É o seu corpo sinalizando que algo precisa de atenção.
    E tem um detalhe importante no que você trouxe: essa tristeza aparece num contexto de não se sentir compreendida, de precisar "pisar em ovos" pra falar o que pensa, de ter seus sentimentos ignorados.
    Isso não é coincidência.
    Quando vivemos em relações onde não podemos nos expressar livremente — onde sentimos que precisamos nos diminuir, nos calar, nos adaptar pra evitar conflito — o corpo acumula essa tensão. E ela aparece exatamente assim: como tristeza sem nome, como um peso que não consegue explicar de onde vem.
    Porque na verdade, ele vem de um lugar muito claro: de uma parte sua que está pedindo pra ser vista e ouvida, e não está encontrando esse espaço.
    Uma relação saudável não precisa de "ovos no chão". Você tem o direito de expressar o que sente sem medir cada palavra com medo da reação do outro.
    Investigar de onde vem essa tristeza — e o que ela está tentando te dizer sobre a sua vida e sobre a relação que você está vivendo — é exatamente o trabalho que fazemos juntas na terapia.
    Você não precisa entender tudo sozinha antes de pedir ajuda. Às vezes, entender é o que acontece quando finalmente existe alguém ao lado.
    Estou aqui.


  • Estou passando por um casamento muito desgastado. As discussões são frequentes, há ofensas de ambos

    Estou passando por um casamento muito desgastado. As discussões são frequentes, há ofensas de ambos os lados e isso acontece, infelizmente, na frente dos nossos filhos. Percebo que isso está afetando meu bem-estar emocional.

    O que mais me angustia é que sinto muita dificuldade em conversar com minha esposa sobre os problemas, pois tenho a impressão de que ela nunca reconhece a própria participação nos conflitos. Isso me faz perder a esperança de que a relação possa melhorar.

    Também reconheço que eu erro e que, durante as discussões, acabo respondendo de forma inadequada. Hoje me sinto emocionalmente exausto, com baixa autoestima e muito confuso sobre como lidar com essa situação.

    Minha dúvida é: do ponto de vista psicológico, como saber quando um relacionamento ainda tem possibilidade de ser reconstruído e quando o desgaste já é tão grande que um afastamento temporário pode ser uma alternativa saudável para preservar a saúde emocional e o bem-estar dos filhos?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Monique de Oliveira Carvalho

    Primeiro: o fato de você estar fazendo essa pergunta, reconhecendo seus próprios erros e pensando no bem-estar dos filhos, já diz muito sobre quem você é. Isso exige honestidade e coragem.
    O que você descreve — exaustão emocional, baixa autoestima, discussões frequentes com ofensas, filhos expostos a esses conflitos — é sério. E merece ser tratado com a mesma seriedade com que você está trazendo.
    Não existe uma resposta universal para "fica ou vai". Mas existe uma pergunta mais honesta: o que está acontecendo dentro de cada um, que faz esse ciclo continuar se repetindo?
    Porque quando dois sistemas de defesa entram em conflito — e o corpo de cada um já está em modo de sobrevivência — ninguém consegue realmente ouvir o outro. A discussão passa a ser sobre ganhar, não sobre resolver. E a comunicação, que já era difícil, vai ficando impossível.
    O desgaste que você sente não é só sobre o casamento. É sobre o que esse ciclo está fazendo com você — com sua autoestima, com sua energia, com a sua capacidade de ser o pai que quer ser.
    Sobre afastamento temporário: em alguns casos, ele pode criar o espaço necessário para que cada um se reorganize internamente antes de tentar reconstruir algo juntos. Mas ele só funciona quando acompanhado de um processo terapêutico — individual e, se possível, conjunto. Sem isso, o afastamento costuma ser só uma pausa antes do mesmo ciclo recomeçar.
    O que posso te dizer com clareza é isso: você não precisa decidir tudo agora. Mas precisa de um espaço seguro para se reorganizar, entender o que está sentindo, e tomar decisões a partir de um lugar mais inteiro — não no meio da exaustão.
    Esse espaço existe. Estou aqui.


  • Como é possível diferenciar a sensação de ansiedade/mente agitada que não consegue relaxar e sensaçã

    Como é possível diferenciar a sensação de ansiedade/mente agitada que não consegue relaxar e sensação de que a qualquer momento pode acontecer algo consigo de um real problema que pode colocar em perigo? Tem uma maneira de diferenciar a ansiedade de algo fisiológico?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Monique de Oliveira Carvalho

    Como diferenciar ansiedade de um problema físico real?
    Essa é uma das perguntas mais frequentes — e uma das mais importantes de responder, porque a confusão entre os dois pode ser, em si mesma, uma fonte enorme de sofrimento.
    Primeiro: sim, existe diferença. E sim, é possível aprender a diferenciar.
    A ansiedade é real. Os sintomas que ela produz no corpo — coração acelerado, falta de ar, tontura, sensação de que algo ruim está prestes a acontecer — são físicos, concretos, e podem ser assustadores. O corpo não está "inventando". Ele está respondendo a um estado interno de alerta, como se um perigo estivesse presente, mesmo quando não está.
    O problema é que esses mesmos sintomas podem se parecer muito com sinais de algo fisiológico. E aí começa o ciclo: a pessoa sente o sintoma, fica com medo de que seja algo grave, o medo intensifica o sintoma, e a ansiedade aumenta.
    Alguns sinais que podem ajudar a diferenciar:
    A ansiedade tende a aparecer em contextos de estresse, antecipação ou pensamentos acelerados — e costuma diminuir quando a situação passa ou quando a pessoa se distrai ou respira conscientemente. Sintomas fisiológicos geralmente persistem independente do estado emocional, e não respondem a técnicas de relaxamento.
    Mas — e isso é importante — essa diferenciação não deve ser feita sozinha, especialmente no início. Descartar causas físicas com um médico é sempre o primeiro passo. Não porque a ansiedade seja menos séria, mas porque ter essa certeza já reduz parte do medo, o que por si só já alivia os sintomas.
    O que a psicologia corporal observa nesse processo:
    O corpo de quem vive com ansiedade crônica aprende a ficar em estado de alerta permanente — respiração curta, musculatura tensa, sistema nervoso sempre ligado. Com o tempo, esse estado vira o "normal", e qualquer sensação diferente é interpretada como ameaça.
    Trabalhar a ansiedade pelo corpo — regulando a respiração, reconhecendo as sensações sem entrar em pânico diante delas, criando um novo padrão de resposta — é o que diferencia tratar o sintoma de transformar o padrão.
    Aprender a habitar o próprio corpo sem medo dele é possível. E faz toda a diferença.
    Se você se reconheceu aqui, estou disponível para caminhar nesse processo com você.


  • Olá, estou a dias sem comer n qro ver as pessoas n qro falar c ninguém nem sair de casa só vivo chor

    Olá, estou a dias sem comer n qro ver as pessoas n qro falar c ninguém nem sair de casa só vivo chorando n sinto sono nem vontade de nada já passou várias vezes pela cabeça vontade de tirar a própria vida.
    Me ajudem c essa situação?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Monique de Oliveira Carvalho

    Buscar ajuda especializada será fundamental para atravessar este processo. Apesar dos pensamentos intrusivos de morte, você está (através desta pergunta) buscando vida… e isso vem de sua força vital, que está aí contigo, pulsando em você, apesar de todo o cenário “de não vida” que descreve.
    Geralmente quando desejamos morrer não necessariamente é a morte do corpo, mas sim de um aspecto em nós que hoje nos limita de sermos mais inteiros. Existem técnicas de “morte e renascimento” do ego que são usadas para a desindentificação que temos dos papéis sociais que desempenhamos na vida para aproximarmos mais de quem realmente somos.
    Peter Levine, um grande autor da área dizia: “trauma é o inferno na terra. Trauma resolvido é um presente dos Deuses”. O que quero dizer pra você é:
    O que você vivência são seus sintomas, eles não você. Existe saída para você se conectar com uma vida viva.


  • Sou gay (nao assumido), sempre fui isolado e em partes relacionado a minha sexualidade (minha mãe é

    Sou gay (nao assumido), sempre fui isolado e em partes relacionado a minha sexualidade (minha mãe é homofóbica e não sabe). Mas recentemente isso tem piorado e tenho desenvolvido ansiedade e insonia. Seria sinais de depressao? Devo procurar um psicológo ou psiquiatra inicialmente?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Monique de Oliveira Carvalho

    Olá, é importante verificar como está seu nível de ansiedade e insônia, como vem lhe afetando e até mesmo prejudicando sua rotina. Dependendo do grau de prejuízo, talvez seja necessário uma intervenção mais rápida e pontual que algum Psiquiatra pode lhe oferecer, através dos fármacos . É igualmente importante você buscar auxílio psicológico para compreender os fatores que te levam à ansiedade. De fato não poder ser você mesmo em sua plenitude demanda um alto nível de contenção. É provável que esteja vivenciando um estado de tensão crônica em seu corpo o que a longo prazo pode ser muito prejudicial. Busque ajuda. Espero ter lhe ajudado.


  • Boa noite, estou em um relacionamento a 3 meses. Minha namorada saiu de um relacionamento de 2 anos

    Boa noite, estou em um relacionamento a 3 meses.
    Minha namorada saiu de um relacionamento de 2 anos a 5 meses (logo já se relacionou comigo).
    Somos felizes e estamos bem, porém ela ainda "guarda" fotos com o ex. Ela cortou todo o contato com ele, porém isso me incomoda muito. Como devo agir?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Monique de Oliveira Carvalho

    Olá, as fotos dizem sobre um passado, faz parte da história de vida de sua namorada. É provável que você também tenha tido seus amores, seu passado. É importante reconhecermos que todos nós temos um passado o que não significa que ela não esteja presente e inteira na relação atual que divide contigo. Nossa cultura não nos ajuda a perceber isso de forma simples, carregamos muitas crenças.
    Perceba como você se sente, o que talvez possa estar te afligindo faz referência a você e não o como ela se comporta...
    busque auxílio psicológico para se conhecer mais e se empoderar...
    Você pode também comunicar a ela como você se sente diante desta situação. Mas falar a partir de você (de um lugar de reconhecimento de suas características, limitações) e não com acusações.
    O fato dela possuir estas fotos e como você se sente em relação a elas diz mais sobre você do que dela, entendi...
    Espero ter ajudado
    O caminho do autoconhecimento pode ser muito libertador.


  • Tomo Reconter 15 mg para tag há um ano, mas os sintomas físicos de ansiedade ainda continuam. O que

    Tomo Reconter 15 mg para tag há um ano, mas os sintomas físicos de ansiedade ainda continuam. O que é indicado nesse caso?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Monique de Oliveira Carvalho

    Olá, os remédios podem ser um excelente aliado, busque uma nova avaliação psiquiátrica...mas é importante você buscar uma psicoterapia que o ajude a entender a causa que te leva a essa ansiedade. E não somente entender, mas que te possibilite recursos de autorregulação.
    A ansiedade está ligada à fatores de impedimento de descarga dos impulsos (a níveis biológicos). Sugiro terapias corporais.
    Existe uma técnica “Tension Realising Exercises-TRE” que foi criada por David Bercelli e que têm tido excelentes resultados, pesquise sobre e avalie. Existe profissionais habilitados, busque ajuda você pode ter uma vida muito mais plena.


  • Tenho vaginismo,estou na 6° sessão de fisioterapia e no último dilatador,já até faço os exercicios

    Tenho vaginismo,estou na 6° sessão de fisioterapia e no último dilatador,já até faço os exercicios em casa com facilidade.mas quando penso em ter relação com meu marido,penso que não conseguirei ir até o fim.o que posso fazer?fiz terapia,mas não me ajudou.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Monique de Oliveira Carvalho

    A fisioterapia é muito pertinente para que sua musculatura retorne ao estado natural de relaxamento. Mas a psicoterapia vai te auxiliar a entender a causa que te levou e que ainda pode te levar a está contração intensa que constitui o vaginismo.
    Não desista de buscar uma ajuda terapêutica por não ter “dado certo” com este primeiro profissional. São muitos fatores que podem influenciar na desistência dos clientes. É importante ter uma empatia com o profissional que estiver te atendendo. Também existem diversas técnicas e abordagens que podem ser mais pertinentes para sua queixa. Não desista.


Perguntas frequentes

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