Perguntas do paciente (100)

  • Eu tenho uma filha que acabou de fazer 18 anos, aos 16 ela conheceu um menino dois anos mais velho q

    Eu tenho uma filha que acabou de fazer 18 anos, aos 16 ela conheceu um menino dois anos mais velho que ela , que sempre estava a me desrespeitar e desafiar no sentido de manipular minha filha contra mim, indo em minha casa na minha ausência enquanto trabalhava,
    Falei com a família dele, e proibi ele de entrar em minha casa de novo, informei a família dele,
    O que estava acontecendo e não queria minha filha com ele , minha filha continuou se encontrando escondido com ele , ele continuiu indo na minha casa até que um dia bom mais cedo e peguei ele dentro de casa. Expulsei ele de la e informei a família dele pessoalmente o que estava acontecendo,andei minha filha pro pai , por um tempo pra se afasta dele duas horas de viagem , passaram dois anos ela voltou morar comigo, e ele de alguma forma soube. Na pressão de não perder minha filha aceitei o namoro , em novembro do ano passado 2025.
    Essa semana ele desrespeitou meu esposo chamando ele de babaca e a mim também , fui tomar satisfações e ele saiu andando .
    Continua manipulando minha filha contra mim.
    O que eu poderia fazer pra que ela pudesse enxergar que esse menino não é futuro pra ela , que um homem que desrespeita família pode respeitar ela agora mas que no futuro pode fazer pior com ela . Meu esposo proibiu ele em casa.
    E eu não quero ele mas com ela . Só não falei isso a minha filha com medo de perde lá pra sempre.
    Ela está cega por ele. E não escuta .
    O qué posso fazer ?
    Ele tem espectro autista.e uma família totalmente desistruturada .
    E eu criei minha filha em uma bolha, na igreja, com todos valores familiares, respeito. E valores morais .o que posso fazer?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Nayane Garcia

    Entendo o quanto isso deve estar sendo doloroso e angustiante para você. Quando um filho chega à vida adulta, mesmo que ainda seja muito jovem, a tendência é que ele queira afirmar a própria autonomia, e quanto mais pressão ou proibição sente, mais pode se aproximar justamente daquilo que os pais temem.
    Como mãe, você pode continuar colocando limites claros dentro da sua casa, como já fez, porque respeito é algo essencial. Ao mesmo tempo, pode tentar mudar um pouco a forma de conversar com sua filha, saindo do confronto direto com o namorado e focando mais em ajudá-la a refletir sobre como ela se sente nas situações, sobre o que é um relacionamento saudável e sobre o tipo de respeito que ela merece receber. Perguntas abertas costumam ajudar mais do que afirmações duras.
    Também é importante preservar o vínculo com ela. Quando a filha sente que pode falar sem ser julgada ou pressionada, há mais chance de ela mesma começar a perceber incoerências ou comportamentos que não fazem bem. Muitas vezes esse “enxergar” não vem pela proibição dos pais, mas pela experiência e pela reflexão ao longo do tempo.
    Você pode manter seus valores, seus limites e sua posição, mas ao mesmo tempo mostrar que seu amor e seu apoio por ela continuam, independentemente das escolhas que ela esteja fazendo agora. Esse vínculo costuma ser o caminho mais forte para que ela volte a ouvir você.


  • Olá. Gostaria de tirar uma dúvida e compartilhar uma situação que tem me consumido muito ultimamente

    Olá. Gostaria de tirar uma dúvida e compartilhar uma situação que tem me consumido muito ultimamente.

    Estou lutando contra a pornografia e, por enquanto, está relativamente controlável. Porém, me encontro em um estado de grande preocupação porque não estou me sentindo emocionalmente bem. Sinto-me sem motivação e com as emoções neutras — não me sinto feliz, nem triste. Isso tem afetado principalmente a parte romântica da minha vida.

    Tenho ansiedade e, alguns anos atrás, tive uma crise muito forte. Desde então, sinto que nunca mais voltei a ser exatamente como antes. Ultimamente estou muito preocupado porque parece que apenas estou vivendo no automático. Não sinto prazer nas coisas, e isso está afetando todas as áreas da minha vida.

    O que mais me preocupa é o meu relacionamento. Sei que a pornografia pode estar relacionada a isso, pois pode diminuir a sensibilidade do cérebro. Sinto como se estivesse vivendo uma batalha interna constante.

    Mesmo assim, continuo me fazendo presente no meu relacionamento, com meus pais, na faculdade e nas minhas responsabilidades. Mas, por dentro, sinto como se estivesse vivendo como um robô, sem emoções.

    Estou fazendo acompanhamento psicológico, mas ainda tenho dificuldade de falar sobre essa parte da minha vida. Muitas vezes, quando chega o dia da consulta, perco a vontade de ir, mas mesmo assim compareço.

    O que me chama atenção é que comecei a perceber esses sentimentos com mais intensidade quando cortei completamente a pornografia. Já faz algum tempo que estou tentando vencer esse vício. Mesmo quando eu consumia com frequência, já sentia que o mundo tinha perdido um pouco da cor. Hoje percebo que esse vício parece ter roubado parte da minha identidade. Qual a melhor orientação nesse caso?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Nayane Garcia

    O que você descreve é algo que muitas pessoas vivem quando estão enfrentando um vício e passando por um processo de mudança. Quando a pornografia é retirada, o cérebro pode levar um tempo para se reajustar, e durante esse período é comum sentir uma espécie de “vazio emocional”, falta de prazer ou sensação de estar no automático. Isso não significa que você perdeu quem você é, mas que seu sistema emocional ainda está se reorganizando.
    O mais importante é que você já está fazendo algo muito valioso: está buscando ajuda e continuando presente na sua vida, mesmo com dificuldade. Na psicoterapia, pode ser muito importante conseguir falar também sobre essa parte que ainda parece difícil de compartilhar, porque muitas vezes é justamente ali que existe um grande potencial de compreensão e reconstrução de sentido.
    Tente olhar para esse momento com um pouco de gentileza consigo mesmo. Processos de recuperação e de reconexão emocional costumam ser graduais. Aos poucos, com apoio, autoconhecimento e novas formas de se relacionar com o prazer, com o corpo e com as emoções, a tendência é que a sensibilidade emocional vá retornando. O fato de você estar refletindo sobre isso já mostra que existe em você um movimento saudável de cuidado consigo mesmo.


  • Olá boa noite gostaria saber quando agente sonha pensando alguém no sonho significa o que?

    Olá boa noite gostaria saber quando agente sonha pensando alguém no sonho significa o que?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Nayane Garcia

    Sonhar com alguém geralmente não significa algo literal sobre a outra pessoa, mas pode refletir sentimentos, lembranças ou pensamentos que estão vivos dentro de você. Às vezes a mente usa os sonhos para elaborar emoções, saudade, preocupações ou questões que ficaram pendentes no dia a dia.
    Na psicologia humanista, o sonho costuma ser visto como uma forma do nosso mundo interno se expressar. A pessoa que aparece no sonho pode representar tanto algo que você sente por ela quanto aspectos seus que se conectam com o que ela simboliza para você.
    Por isso, mais importante do que “o que significa” de forma geral é perceber como você se sentiu no sonho e o que essa pessoa representa na sua vida neste momento. Essas pistas costumam dizer mais sobre o sentido do sonho.


  • Boa noite, tudo bem com vocês? Me ajudem, por favor. Meu filho tem 7 anos de idade é incrívelmente c

    Boa noite, tudo bem com vocês? Me ajudem, por favor. Meu filho tem 7 anos de idade é incrívelmente carinhoso e inteligente. Porém, tem duas questões que vem me preocupando: o comportamento dele na escola e a fala dele dentro de casa.
    Na escola, ele não consegue ficar quieto e nem obedecer as ordens da professora. Tem dias e dias... E agora, por motivos de saúde, ele precisou morar com minha mãe, porque me encontro internada por complicações de nefrite lúpica e sem previsão de alta. Aí, ele tem uns comportamentos estranhos lá. Tipo: furar sofá com o alicate, falar besteira... Hoje por exemplo, ele disse a tia dele que ele tem um lado bom e um lado ruim. E que o lado ruim mandou ele fazer aquilo (tiva estragado o lenço umedecido da avó dele). Estou preocupada! Não sei como agir. O que devemos fazer? Tendo em vista que estou em outra cidade.
    Isso pode ser sinais de sociopatia? Autismo? TDAH?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Nayane Garcia

    Imagino o quanto isso te angustia, ainda mais você longe dele por estar tratando a nefrite lúpica. Essa mudança e a sua ausência podem estar mexendo muito com as emoções dele.
    Falar em “lado bom e lado ruim” é algo comum na infância, uma forma de tentar entender sentimentos difíceis como raiva, culpa ou saudade. Não é, por si só, sinal de sociopatia. Agitação e desobediência também podem estar ligadas a ansiedade e insegurança, não necessariamente a autismo ou TDAH.
    O mais importante agora é acolhimento, manter vínculo com você mesmo à distância e, quando possível, buscar avaliação com psicólogo infantil para compreender o que ele está expressando através do comportamento.


  • Conheci meu noivo há mais de 3 anos, mas pessoalmente tem poucos meses. Desde então, estou tendo dif

    Conheci meu noivo há mais de 3 anos, mas pessoalmente tem poucos meses. Desde então, estou tendo dificuldade de lidar com o fato de ele ter sido casado e ter filhos. Os filhos não são um problema para mim, gosto deles — até porque eu também tenho uma filha que ele trata como dele, já que ela não tem presença do pai biológico.
    Mas o fato de saber que ele sempre vai ter contato e uma ligação com a ex me machuca muito. Não estou sabendo lidar com isso. Na minha cabeça, nunca vou ter essa ligação forte com ele; ele sempre vai ter um sentimento forte pela mulher que deu a ele o papel de pai? Sem contar que a mãe dele não para de falar dela, e isso me incomoda muito.
    Sou 18 anos mais nova q ele, sinto q não tenho maturidade ainda pra lidar com um relacionamento aonde a pessoa ja foi casada a tnts anos antes.
    Mais não quero desistir desse relacionamento.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Nayane Garcia

    O que você está sentindo é muito humano. Não é sobre os filhos, é sobre o medo de não ocupar um lugar único, de sempre existir uma história antes de você que parece grande demais para competir.
    Mas o vínculo que ele teve com a ex é conjugal e ficou no passado. O que permanece é o vínculo parental, que é diferente. Ter filhos com alguém não significa manter amor romântico, significa manter responsabilidade.
    Sua dor fala mais das suas inseguranças e do seu medo de não ser suficiente do que de uma ameaça real. E o fato de você ser mais nova pode intensificar essa sensação de comparação. Em vez de tentar apagar o passado dele, talvez o caminho seja fortalecer o presente de vocês e conversar abertamente sobre seus sentimentos. Amar alguém que já viveu outras histórias exige maturidade, mas também pode ser uma oportunidade profunda de crescimento emocional.


  • Como as habilidades conceituais são interpretadas na avaliação neuropsicológica ?

    Como as habilidades conceituais são interpretadas na avaliação neuropsicológica ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Nayane Garcia

    Na avaliação neuropsicológica, as habilidades conceituais dizem respeito à capacidade de pensar de forma abstrata, compreender ideias, fazer relações entre conceitos e resolver problemas que exigem raciocínio. Observamos não só o resultado, mas como a pessoa organiza o pensamento e constrói sentido.
    Numa visão humanista, isso é entendido dentro da história, das emoções e do contexto de vida da pessoa, valorizando suas potencialidades e não apenas possíveis limitações.


  • . Ser canhoto é considerado um "problema" de neurodesenvolvimento?

    . Ser canhoto é considerado um "problema" de neurodesenvolvimento?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Nayane Garcia

    Não, ser canhoto não é um problema de neurodesenvolvimento. É apenas uma variação natural da lateralidade, uma forma diferente e saudável de organização cerebral. Durante muito tempo houve preconceito cultural, mas do ponto de vista psicológico e neurológico, não é algo patológico. É simplesmente uma característica individual, como tantas outras formas de diversidade humana.


  • Bom dia, eu sou uma pessoa que tem ansiedade generalizada e ontem senti a crise de ansiedade mais fo

    Bom dia, eu sou uma pessoa que tem ansiedade generalizada e ontem senti a crise de ansiedade mais forte da minha vida. Eu estou com febre, aperto no peito, dor de cabeça e calafrios que passam um pouco quando me acalmo e quando eu choro passa muito. Só que já voltou denovo, eu nunca senti algo tão forte assim na minha vida

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Nayane Garcia

    Bom dia… eu sinto muito que você esteja passando por algo tão intenso. Uma crise de ansiedade muito forte pode provocar aperto no peito, dor de cabeça, calafrios e até alteração na temperatura, porque o corpo entra em estado de alerta extremo. O fato de melhorar quando você chora e consegue se acalmar mostra que existe uma descarga emocional acontecendo, e isso faz sentido dentro da ansiedade.
    Ao mesmo tempo, é importante cuidar do seu corpo com responsabilidade. Se a febre for alta, se o aperto no peito for diferente do que você já sentiu ou se os sintomas não melhorarem, procure avaliação médica para descartar qualquer causa física.
    Agora, tente diminuir o ritmo. Respire mais devagar do que o normal, solte o ar lentamente, sinta seus pés tocando o chão. Seu corpo está reagindo, mas você não está em perigo imediato. O que você está sentindo é muito difícil, e você não precisa atravessar isso sozinha.


  • O que é Processamento Figurativo (Linguagem Figurada)?

    O que é Processamento Figurativo (Linguagem Figurada)?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Nayane Garcia

    Processamento figurativo é a capacidade de compreender linguagem que não é literal, como metáforas, ironias, expressões populares e duplos sentidos. É quando entendemos o que a pessoa quis dizer além das palavras exatas. Por exemplo, ao ouvir “estou com o coração pesado”, percebemos que não se trata do órgão físico, mas de um sentimento. Essa habilidade envolve sensibilidade ao contexto, à emoção e à intenção do outro, e faz parte da comunicação social e afetiva.


  • Sempre fui uma pessoa tímida e reservada, ao entrar para o mundo corporativo me deparei com situaçõe

    Sempre fui uma pessoa tímida e reservada, ao entrar para o mundo corporativo me deparei com situações desconfortáveis. Um simples almoço em grupo me deixava nervosa e tensa, eu sentia meu rosto queimar, mal conseguia pegar na colher sem tremer, muitas das minhas interações sociais me dão nervoso, não consigo ficar em um ambiente com muita gente me causa desconforto, quando o assunto não sou eu eu fico tranquila, mas quando se direcionam a mim eu fico nervosa, sem graça e envergonhada e estranhamente sinto vontade de chorar e sair correndo, queria saber se isso seria um possível quadro de ansiedade social e porque quando estou interagindo com alguém e eles brincam comigo e eu fico sem graça e sinto vontade de chorar? Fico mal com isso por que não entendo o porquê....

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Nayane Garcia

    O que você descreve se parece, sim, com um possível quadro de ansiedade social. Não é apenas timidez; é um nível de ativação muito alto quando você se sente exposta, observada ou avaliada. Seu corpo reage como se estivesse em risco, mesmo que racionalmente você saiba que é “só” um almoço ou uma brincadeira.
    Quando a atenção se volta para você, pode ativar medo de julgamento, de não corresponder, de ser inadequada. A vontade de chorar não é fraqueza, é uma resposta emocional de sobrecarga. É como se seu sistema interno dissesse “isso é demais pra mim agora”.
    Nada disso significa que há algo errado com você. Significa que, em situações sociais onde você se sente foco, algo toca em uma parte sensível sua. Com acolhimento e, se possível, acompanhamento terapêutico, isso pode ser compreendido e trabalhado com cuidado.


  • Cometi um erro leve no trabalho, corrigi e deu tudo "certo" porém minha mente ficou pensando muito n

    Cometi um erro leve no trabalho, corrigi e deu tudo "certo" porém minha mente ficou pensando muito no erro que cometi e como eu iria me explicar mais tarde, tentei me acalmar mentalmente porem sem sucesso. Nesse momento fiquei muito tensa, senti primeiro uma vontade de chorar, depois veio a tremedeira, fui ao banheiro e meu coração estava acelerado.
    Isso seria ansiedade?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Nayane Garcia

    Sim, isso tem muita característica de uma crise de ansiedade. Você cometeu um erro leve, resolveu, mas sua mente ficou presa na possibilidade de julgamento e na necessidade de se explicar. O corpo então entrou em estado de alerta, como se houvesse um perigo real, e vieram a tensão, a vontade de chorar, a tremedeira e o coração acelerado.
    Perceba que a reação não foi ao erro em si, mas ao significado que ele ganhou dentro de você. Isso é muito comum em quem já vive com ansiedade. Não é fraqueza, é um sistema nervoso sensível tentando te proteger.
    Seria importante você se perguntar com gentileza: o que esse erro ativou em mim? Medo de crítica, de rejeição, de perder algo? Entender isso ajuda a diminuir a força da próxima crise.


  • Quando eu era criança (por volta dos 3 anos), eu sofri um abuso sexual no qual eu recebi toda a culp

    Quando eu era criança (por volta dos 3 anos), eu sofri um abuso sexual no qual eu recebi toda a culpa do que havia ocorrido. Eu apanhei em casa e a minha família e a sociedade onde eu vivia me viram como o culpado disso ter ocorrido. Eu mesmo cresci com esse sentimento de culpa, pois, apesar de isso ter ocorrido quando eu tinha 3 anos e eu não ter contribuído em nada para isso, eu gostei do que aconteceu. Fiquei muito tempo sem contato sexual nenhum com ninguém.
    Anos mais tarde, quando eu já estava mais velho, fiquei com um menino na faculdade. Não teve penetração, foi mais uma ficada mesmo. No dia seguinte eu entrei em crise, senti que havia um buraco enorme no meu peito, sentia vontade de gritar, de chorar, mas não podia fazer nada disso, pois não queria que ninguém soubesse do que eu havia feito.
    Essa experiência me deixou bem assustado, de modo que eu passei a evitar esses contatos sexuais.
    Apesar disso, ainda ocorreram contatos sexuais com outros homens, mas, depois de todos eles, eu me sinto imundo, um lixo, fico lavando as mãos o tempo todo, várias vezes ao dia, passo alcool em gel, fico pensando que peguei alguma doença (mesmo quando o contato não é de risco).
    Essa situação me deixa confuso, pois, ao mesmo tempo em que entendo que há algo de errado, e que merece ser tratado, não gostaria de tratar e passar a ter relações com homens.
    Me sinto confuso com tudo isso.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Nayane Garcia

    Eu sinto muito que você tenha vivido algo tão doloroso e injusto. Você era uma criança de três anos. Não houve culpa sua em nada do que aconteceu. E o fato de ter sentido alguma sensação de prazer não significa consentimento nem responsabilidade. O corpo pode reagir fisiologicamente mesmo em situações de abuso, e isso não transforma a vítima em culpada.
    O que você descreve depois, a crise, o vazio no peito, a sensação de sujeira, a necessidade de se limpar, parece muito ligado ao trauma e à culpa que foi colocada em você lá atrás. Não soa como algo simplesmente sobre se relacionar com homens, mas sobre vergonha e medo que ficaram profundamente associados à sexualidade.
    A confusão que você sente é compreensível. Uma parte sua busca contato e afeto, outra reage com pânico e autodepreciação porque aprendeu que isso era errado e merecia punição. Isso pode ser cuidado em terapia, no seu ritmo. Buscar ajuda não significa que você será direcionado a viver algo que não queira, mas sim que poderá se libertar da culpa e da sensação de ser sujo, que não pertencem a você. Você merece paz com a sua própria história.


  • Sou uma mulher sentimental (no sentido de ser sensível, romântica, etc). Estou num relacionamento há

    Sou uma mulher sentimental (no sentido de ser sensível, romântica, etc). Estou num relacionamento há 19 anos, e meu companheiro é frio e distante. Fizemos 15 anos de casados e ele simplesmente esqueceu, sendo que nos outros anos também nunca houve comemoração, cuidado, consideração, enfim. Só que dessa vez eu fiquei arrasada, 15 anos é um marco, e eu me senti rejeitada e desvalorizada. É exagero de minha parte me sentir assim? Sinto uma grande solidão no casamento e sensação de que sirvo apenas pra ser útil.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Nayane Garcia

    Não é exagero. O que você está sentindo faz sentido para quem valoriza vínculo, cuidado e significado nas datas que marcam a história do casal. Quinze anos representam construção, entrega, permanência. Quando isso passa em branco, pode tocar fundo na sensação de ser vista, escolhida e valorizada.
    A dor não é só pela data esquecida, é pelo que ela simboliza para você. A solidão dentro do casamento costuma doer mais do que a solidão estando só, porque existe alguém ao lado, mas falta conexão emocional. E quando você começa a se sentir apenas útil, e não querida, algo importante está pedindo atenção.
    Seus sentimentos não são dramáticos, são humanos. Você merece se sentir importante na relação que ajudou a construir.


  • Como é o comportamento adaptativo (vida diária) de quem tem "Inteligência Limítrofe" ?

    Como é o comportamento adaptativo (vida diária) de quem tem "Inteligência Limítrofe" ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Nayane Garcia

    Pessoas com inteligência limítrofe costumam ter autonomia parcial na vida dbia. Em geral, conseguem cuidar de si, trabalhar e se relacionar, mas apresentam dificuldades em situações mais complexas, como planejamento, organização financeira, tomada de decisões, resolução de problemas novos e manutenção de rotinas sem apoio. Com estrutura, orientação e suporte, costumam funcionar bem no cotidiano.


  • Quais as características clínicas/comportamentais "Social e Emocional" no "Funcionamento Intelectual

    Quais as características clínicas/comportamentais "Social e Emocional" no "Funcionamento Intelectual Limítrofe" (FIL)?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Nayane Garcia

    No funcionamento intelectual limítrofe, no aspecto social e emocional, é comum haver imaturidade emocional, baixa autoestima, maior sugestionabilidade, dificuldade para compreender normas sociais implícitas, problemas na regulação emocional, ansiedade elevada e vulnerabilidade a estresse, frustrações e relações interpessoais assimétricas ou de dependência.


  • Sexo em FAMÍLIA Pode ser patologia ou é uma experiência apenas passageira com CONSENTIMENTO e sem gr

    Sexo em FAMÍLIA Pode ser patologia ou é uma experiência apenas passageira com CONSENTIMENTO e sem gravidez indesejada só para MAIORES ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Nayane Garcia

    Como psicóloga humanista, eu diria de forma direta e cuidadosa: relações sexuais dentro da família não são vistas apenas como “uma experiência passageira”, mesmo com consentimento.
    Elas costumam envolver dinâmicas de poder, vulnerabilidade emocional e conflitos internos que podem gerar sofrimento psíquico.
    Mais do que uma “patologia”, é uma situação que merece olhar clínico, proteção emocional e reflexão profunda, porque dificilmente ocorre sem impactos na autoestima, nos vínculos e na saúde mental de todos envolvidos.
    Se isso está acontecendo ou sendo considerado, buscar um espaço terapêutico seguro pode ajudar a entender os sentidos, limites e necessidades por trás dessa vivência.


  • Eu namoro há oito meses uma outra funcionária da empresa, ninguém da empresa sabe. Semana passada po

    Eu namoro há oito meses uma outra funcionária da empresa, ninguém da empresa sabe. Semana passada por motivos familiares ela pediu um tempo até o fim de Dezembro: a irmã surtou e a mãe está em briga constante com o padrasto dela. Estou tendo crises na empresa, muita falta de ar e choro e uma das crises sem querer acabei me abrindo com a gerente que eu estava namorando alguém da empresa, sem citar o nome. Minha namorada agora está chateada comigo. Eu a amo muito tenho medo de ter destruído a chance de recomeçar com ela. Como posso recuperar a confiança dela? Será que o relacionamento não tem mais salvação?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Nayane Garcia

    O que aconteceu não foi uma traição, foi um transbordamento de dor. Você estava sobrecarregada, sozinha com tudo isso, e buscou ar, não intenção de expor.
    Para recuperar a confiança dela, o mais importante é acolher o que ela sentiu, reconhecer que entende o medo dela e mostrar que você não queria colocá-la em risco. E, ao mesmo tempo, explicar com sinceridade que você estava em crise e precisou de ajuda.
    Conexões verdadeiras não se quebram por um momento de fragilidade.
    Se houver espaço, o relacionamento pode, sim, ser reconstruído, principalmente se vocês conseguirem conversar com calma, cada uma dizendo o que doeu e o que precisa.


  • Não me sinto plenamente amada, quando tenho alguma discussão em casa, ou minha mãe briga comigo e di

    Não me sinto plenamente amada, quando tenho alguma discussão em casa, ou minha mãe briga comigo e discutimos, o primeiro pensamento que passa na minha cabeça é que não sou tô amada por ela, ela só briga comigo, ela só faz isso comigo. Com outras pessoas tenho a sensação de estar incomodando, me chamam de dramática mas esses sentimentos são difíceis de sair da minha mente. Isso é comum?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Nayane Garcia

    Sim, isso é mais comum do que parece.
    Quando somos sensíveis emocionalmente, discussões podem ativar feridas antigas e fazer o amor parecer condicional, mesmo que não seja. O seu pensamento “ela não me ama” funciona como uma defesa contra a dor, não como um retrato fiel da relação. Você não é dramática, você está sentindo intensamente e sentimentos intensos merecem cuidado, não julgamento.
    Com apoio e espaço para expressar o que dói, esses pensamentos podem se suavizar, e você pode começar a perceber que o amor continua ali, mesmo quando há conflito.


  • Qual a "pontuação de corte" para o Transtorno do Desenvolvimento Intelectual (Deficiência Intelectua

    Qual a "pontuação de corte" para o Transtorno do Desenvolvimento Intelectual (Deficiência Intelectual) no WAIS-IV (Escala de Inteligência Wechsler para Adultos) ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Nayane Garcia

    No WAIS-IV, costuma-se considerar QI abaixo de 70, junto com prejuízos adaptativos significativos, como indicativo de Transtorno do Desenvolvimento Intelectual. Como psicóloga humanista, sempre reforço: o número não define a pessoa, ele é apenas um ponto de partida para compreender necessidades, potencialidades e caminhos de apoio.


  • A pessoa com Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC) percebe que está com "visão de túnel"?

    A pessoa com Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC) percebe que está com "visão de túnel"?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Nayane Garcia

    Geralmente, não no momento da obsessão, a pessoa percebe depois, quando o foco extremo já passou e nota que perdeu a noção do entorno.


Perguntas frequentes

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