Perguntas do paciente (10)
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Meu filho vai fazer 6 anos e não consegue falar sapato , ele fala papato é normal?
Meu filho vai fazer 6 anos e não consegue falar sapato , ele fala papato é normal?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A troca de “sapato” por “papato” mostra uma modificação na produção dos sons da palavra. Algumas trocas fazem parte do desenvolvimento da fala, mas, próximo aos 6 anos, espera-se que a maior parte dos sons e padrões fonológicos já esteja adquirida.
Uma palavra isolada não é suficiente para determinar se existe uma alteração. É importante observar se ele realiza trocas semelhantes em outras palavras, quais sons estão envolvidos e o quanto sua fala é compreendida pelas pessoas. Recomendo uma avaliação fonoaudiológica para analisar o sistema de sons da fala e verificar se há necessidade de intervenção.
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Pode fazer audiometria quando o ouvido está com secreção? O caso é de otite crônica, que persiste me
Pode fazer audiometria quando o ouvido está com secreção? O caso é de otite crônica, que persiste mesmo com remédios.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A presença de secreção e de otite pode interferir nos resultados da avaliação auditiva, especialmente porque alterações da orelha média podem produzir uma redução temporária da audição. A avaliação audiológica, entretanto, pode ser importante justamente para verificar o impacto dessa condição sobre a audição.
Nesse caso, é fundamental informar ao fonoaudiólogo sobre a secreção e o histórico de otite antes do exame. O profissional poderá realizar a inspeção do ouvido e definir quais procedimentos audiológicos são adequados naquele momento. Como você relata uma otite crônica que persiste apesar do tratamento, também é importante manter acompanhamento com o otorrinolaringologista.
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Meu filho de 1 ano e 5 meses, fala várias palavras. Mas de uns dias pra cá percebi que no lugar de "
Meu filho de 1 ano e 5 meses, fala várias palavras. Mas de uns dias pra cá percebi que no lugar de "mama" ele fala "ma" e no lugar de Pepe ele fala "pe". Alguém para me dar uma luz e dizer se isso é normal para a idade?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Com 1 ano e 5 meses, a fala ainda está em pleno desenvolvimento e simplificações na produção das palavras podem acontecer. Nessa faixa etária, é mais importante observar o desenvolvimento da comunicação como um todo: se ele continua aprendendo palavras, compreendendo o que é dito, utilizando gestos, apontando, interagindo e tentando se comunicar.
Como você percebeu uma mudança em palavras que ele já produzia de outra maneira, vale acompanhar a evolução. Se houver perda progressiva de outras palavras ou habilidades que já estavam adquiridas, redução importante da comunicação ou se novas habilidades deixarem de surgir, recomendo conversar com o pediatra e realizar uma avaliação fonoaudiológica. A perda de habilidades previamente adquiridas merece atenção.
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Minha filha tem 1 ano e 9 meses , ouve muito bem atende todos os comandos olha nos olhos brinca inte
Minha filha tem 1 ano e 9 meses , ouve muito bem atende todos os comandos olha nos olhos brinca interage normal , nasceu de 36 semanas no entanto não está falando nada agora q fala dá e muuu e só mais nada ainda. É normal?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A compreensão, a interação, o brincar e a intenção de se comunicar que você descreve são informações muito importantes e positivas. Entretanto, aos 21 meses, esperamos também uma progressão do repertório de palavras. Entre 19 e 24 meses, ocorre geralmente uma expansão importante do vocabulário e começam a aparecer combinações de palavras.
Ter apenas uma palavra e uma vocalização com significado aos 21 meses é, portanto, um motivo adequado para investigar o desenvolvimento da linguagem, mesmo quando a criança compreende bem e interage.
Eu recomendo uma avaliação fonoaudiológica, incluindo uma análise da linguagem compreensiva e expressiva, gestos, intenção comunicativa, imitação, brincar e repertório de sons. Também é recomendável avaliar formalmente a audição, perceber que a criança ouve e responde aos comandos é muito importante, mas não substitui uma avaliação auditiva quando estamos investigando atraso de linguagem.
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Meu filho completa 3 anos em 2 meses e desde sempre a comunicação dele é baseada em apontar, ele fal
Meu filho completa 3 anos em 2 meses e desde sempre a comunicação dele é baseada em apontar, ele fala algumas palavras poucas corretamente, na maior parte do tempo entendo oque ele quer dizer mas as vezes não consigo.
Alem da fala, tem alguns comportamentos que eu gostaria que fossem avaliados para saber se é normal para idade dele.
Já ouvi dizerem que quando a criança começa a ir a escola, a fala desenvolve, MAS, ele frequenta a creche desde os 7 meses e a fala não desenvolveu.
Por favor, quais são os profissionais que eu devo procurar, como começar, oque devo fazer?RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O que você descreve merece uma avaliação, e não é necessário esperar a entrada na escola ou aguardar para ver se a fala irá se desenvolver sozinha. Próximo aos 3 anos, espera-se um repertório verbal mais amplo, uso frequente de combinações de palavras e uma comunicação que não dependa predominantemente do apontar.
O primeiro profissional que eu procuraria é um fonoaudiólogo com experiência em desenvolvimento infantil, para uma avaliação abrangente da comunicação e da linguagem. Além da quantidade de palavras, é importante avaliar compreensão, intenção comunicativa, gestos, imitação, brincadeira, interação, funções comunicativas e os sons da fala. Também é recomendável realizar uma avaliação da audição, mesmo que aparentemente ele escute bem.
Como você também percebe alguns comportamentos que gostaria de compreender melhor, converse com o pediatra que acompanha seu filho e relate essas observações. A partir de uma avaliação do desenvolvimento, ele poderá indicar outros profissionais, caso seja necessário.
A creche oferece muitas oportunidades de interação e pode favorecer o desenvolvimento da linguagem, mas frequentar a escola, por si só, não é uma intervenção para uma possível dificuldade de comunicação. Diante do que você relata, eu começaria a investigação agora.
Quanto mais cedo compreendermos o perfil de desenvolvimento da criança, mais cedo podemos definir se ela precisa apenas de acompanhamento e orientação ou de uma intervenção específica.
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Meu filho tem 1 ano e 8 meses e fala apenas mama, papa, bobo(vovô) bingue (bola) água e Dade( David)
Meu filho tem 1 ano e 8 meses e fala apenas mama, papa, bobo(vovô) bingue (bola) água e Dade( David) a maioria do tempo se ele quer algo ele grita eu preciso parar e prestar atenção para saber o que ele quer, poucas vezes ele aponta quando quer algo, ele grita muito quando quer se expressar em coisas simples. Odeia barulho alto de tudo desde som alto a ruídos de qualquer coisa ele assusta, chora ou grita insatisfeito.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Aos 20 meses, já esperamos uma progressão importante da comunicação, não apenas pelo número de palavras, mas também pela utilização de gestos, apontar, vocalizações e palavras para diferentes funções comunicativas. O fato de seu filho já utilizar algumas palavras é uma habilidade importante; entretanto, pelo seu relato, ele ainda depende muito do grito para comunicar desejos e necessidades e utiliza pouco o apontar. Por isso, considero indicado avaliar seu desenvolvimento da comunicação e da linguagem.
A reação intensa a sons também merece ser investigada. Algumas crianças podem apresentar maior sensibilidade a determinados sons, mas é importante compreender quais sons provocam essas respostas, com que frequência e quanto isso interfere em sua rotina. Uma avaliação auditiva também é recomendada, pois observar que a criança responde aos sons no cotidiano não substitui a avaliação formal da audição.
Eu sugiro procurar um fonoaudiólogo com experiência em desenvolvimento infantil e conversar com o pediatra que acompanha a criança sobre essas observações. Na avaliação fonoaudiológica, além das palavras, devem ser analisados compreensão da linguagem, gestos, intenção e funções comunicativas, interação, imitação, brincadeira e formas utilizadas para se expressar.
Não é necessário esperar para ver se ele começa a falar mais sozinho: avaliar precocemente permite compreender seu perfil de desenvolvimento e decidir se é necessário intervir ou apenas acompanhar e orientar a família.
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Um lado do masseter mais hipertrofiado do que outro causando assimetria. Teria como amenizar essa as
Um lado do masseter mais hipertrofiado do que outro causando assimetria. Teria como amenizar essa assimetria?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sim, em alguns casos é possível reduzir a assimetria, mas primeiro é necessário identificar por que um masseter apresenta maior volume ou atividade que o outro.
A avaliação deve investigar não apenas a aparência dos músculos, mas também como ocorre a mastigação, a mobilidade da mandíbula e o funcionamento das estruturas orofaciais. Dependendo da causa, pode ser necessária uma abordagem conjunta entre fonoaudiólogo e cirurgião-dentista, especialmente quando existem alterações oclusais ou sinais de disfunção temporomandibular.
Quando há um componente funcional, a terapia fonoaudiológica em Motricidade Orofacial pode trabalhar a adequação do padrão mastigatório e o equilíbrio funcional da musculatura.
Entretanto, não é indicado simplesmente realizar exercícios para “fortalecer o lado menor” sem avaliação, pois a conduta depende da origem da assimetria.
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Por que a motricidade orofacial é importante para funções como mastigação e fala?
Por que a motricidade orofacial é importante para funções como mastigação e fala?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A motricidade orofacial está relacionada ao funcionamento e à coordenação de estruturas como lábios, língua, bochechas e mandíbula, que participam de funções essenciais como respiração, sucção, mastigação, deglutição e fala.
Na mastigação, por exemplo, é necessário coordenar os movimentos da mandíbula, língua e bochechas para morder, triturar e organizar o alimento dentro da boca antes de engolir. Já na fala, essas mesmas estruturas precisam realizar movimentos rápidos, precisos e coordenados para produzir os diferentes sons.
Por isso, quando existem dificuldades nessas funções, o fonoaudiólogo pode avaliar não apenas força ou mobilidade isoladamente, mas principalmente como essas estruturas funcionam durante atividades reais, como comer, mastigar, engolir e falar. A partir dessa avaliação é possível identificar se há alterações e definir quando uma intervenção fonoaudiológica é necessária.
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Apenas crianças têm problemas de motricidade orofacial ligados à mastigação?
Apenas crianças têm problemas de motricidade orofacial ligados à mastigação?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Não. Alterações de motricidade orofacial relacionadas à mastigação podem ocorrer em qualquer fase da vida, desde a infância até a velhice.
Em crianças, podem estar associadas ao desenvolvimento das funções orais, alterações estruturais, hábitos orais, condições neurológicas ou dificuldades alimentares. Em adultos e idosos, podem surgir, por exemplo, após alterações neurológicas, cirurgias, traumas, mudanças dentárias ou do envelhecimento.
O fonoaudiólogo avalia como lábios, língua, bochechas e mandíbula funcionam e se coordenam durante a mastigação, além de aspectos como trituração do alimento, organização do bolo alimentar e eficiência e segurança das funções orais. A partir dessa avaliação, é possível identificar se existe uma alteração e se há indicação de acompanhamento fonoaudiológico.
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O que é a Motricidade Orofacial e qual sua importância para a mastigação?
O que é a Motricidade Orofacial e qual sua importância para a mastigação?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A Motricidade Orofacial é a área da Fonoaudiologia que estuda, avalia e trata o funcionamento dos músculos e estruturas da face e da boca, como lábios, língua, bochechas e mandíbula, envolvidos em funções como respirar, sugar, mastigar, engolir e falar.
Na mastigação, essas estruturas precisam trabalhar de maneira coordenada para morder, triturar e organizar o alimento na boca, preparando-o para a deglutição. Alterações de força, mobilidade ou coordenação podem tornar a mastigação menos eficiente e interferir na alimentação.
A avaliação fonoaudiológica permite compreender como a pessoa mastiga e quais fatores estão interferindo nessa função, possibilitando definir estratégias terapêuticas individualizadas quando necessário.
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Perguntas frequentes
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