Perguntas do paciente (10)
-
Queria saber se é normal nunca mais ter amigdalite mesmo sem cirurgia, sempre tive desde criança, e
Queria saber se é normal nunca mais ter amigdalite mesmo sem cirurgia, sempre tive desde criança, e aos 20 anos tive uma tão forte que precisei ficar internado, depois disso nunca mais tive, fico doente normalmente mas nunca mais tive dor de garganta, o que é bom mas me deixa curioso sobre o que aconteceu, e se acontece com outras pessoas.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sim, isso é relativamente comum. As amígdalas fazem parte do sistema imunológico e são mais ativas durante a infância e adolescência, período em que costumam ocorrer mais episódios de amigdalite... com o passar dos anos ocorre um processo natural chamado involução do tecido linfóide, no qual as amígdalas diminuem de tamanho e atividade, levando a uma redução importante das infecções. Além disso, episódios mais intensos de amigdalite podem alterar a estrutura do tecido amigdaliano, o que em alguns pacientes reduz a tendência a novas infecções recorrentes. Por isso não é raro que pessoas que tiveram muitas crises na infância ou juventude simplesmente deixem de ter amigdalite na vida adulta, mesmo sem cirurgia. Do ponto de vista médico, a amigdalectomia (cirurgia das amígdalas) é indicada apenas quando há critérios bem definidos, como infecções frequentes ou complicações. Apneia tambem.... se as crises voltarem ou se houver episódios repetidos de dor de garganta e febre, vale uma avaliação com otorrinolaringologista para analisar se existe indicação de tratamento definitivo, inclusive cirúrgico.
-
Tenho sinusite crônica. Há cerca de 6 meses tive uma crise forte, desde então fico com dor nos ouvid
Tenho sinusite crônica. Há cerca de 6 meses tive uma crise forte, desde então fico com dor nos ouvidos intermitente. Fui avaliada por duas otorrinos, uma prescreveu tratamento com Montelair e a outra prescreveu tratamento com Amoxicilina. nao sei qual tratamento devo seguir...me consultar novamente e apresentar essa dúvida com outro otorrino seria ideal?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Entendo sua dúvida... quando existem orientações diferentes para o mesmo quadro, é natural ficar insegura. Em pacientes com sinusite crônica, as diretrizes atuais de rinossinusite (como EPOS) mostram que o tratamento depende muito de avaliar se há inflamação crônica da mucosa, crise infecciosa aguda ou associação com alergia, e por isso algumas vezes são prescritas medicações diferentes, como anti-inflamatórios/alérgicos (ex.: montelucaste) ou antibióticos, dependendo do momento da doença...
A dor de ouvido intermitente que você descreve também pode ocorrer em quem tem rinossinusite, pois a inflamação nasal pode afetar a ventilação da tuba auditiva, gerando sensação de pressão ou dor otológica mesmo sem infecção no ouvido. Nesses casos, as guidelines recomendam avaliação detalhada do nariz e dos seios da face, geralmente com endoscopia nasal e, em alguns casos, tomografia, para entender exatamente o que está mantendo os sintomas.
Por isso, sim... uma reavaliação com otorrinolaringologista é o caminho mais adequado, levando todos os exames e prescrições anteriores. Quando identificamos corretamente a causa da sinusite crônica, muitas vezes conseguimos resolver o problema com tratamento direcionado e, em alguns pacientes selecionados, a cirurgia endoscópica dos seios da face pode ser a solução definitiva para eliminar as crises recorrentes e melhorar significativamente a qualidade de vida.
-
Meu filho tem 4 anos, fez cirurgia de adenoide e colocou carretel no dois ouvidos,após um ano,ele co
Meu filho tem 4 anos, fez cirurgia de adenoide e colocou carretel no dois ouvidos,após um ano,ele continua tendo otite de repetição nos dois ouvidos ,toma antibiótico oral e endovenoso, passa uma semana volta....o que fazer?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Entendo sua angústia ... quando uma criança passa por adenoidectomia e colocação de tubos de ventilação (carretel), o esperado pelas diretrizes de otite média da infância é justamente reduzir significativamente as infecções, então quando as otites continuam ocorrendo é importante investigar com mais cuidado o que está mantendo esse quadro.
Algumas situações podem explicar isso, como disfunção persistente da tuba auditiva, refluxo de secreção nasal para a orelha média, sinusite ou adenoide residual, além de casos em que o tubo já extruiu ou não está funcionando adequadamente. Nessas situações, muitas vezes é necessário realizar avaliação otorrinolaringológica detalhada com otoscopia e eventualmente endoscopia nasal, para entender exatamente por que as infecções continuam acontecendo.
Quando identificamos a causa, o tratamento pode envolver ajuste do tratamento clínico ou até nova abordagem cirúrgica, como revisão da adenoide ou recolocação de tubos de ventilação, que são procedimentos bastante eficazes para controlar otites recorrentes. Na minha experiência clínica, quando investigamos bem a origem do problema e tratamos de forma direcionada, é raro a criança permanecer com infecções frequentes por muito tempo.
-
Olá, bom dia! Eu tenho rinite alérgica, que ataca às vezes. E também tenho alergia a poeira e a mud
Olá, bom dia!
Eu tenho rinite alérgica, que ataca às vezes. E também tenho alergia a poeira e a mudança relativa do ar. Então tenho alergias e rinites com certa frequência. Meu nariz está quase sempre entupido e se eu não usar neoroso, não consigo respirar ou respiro pela boca. Ultimamente tenho usado muito, mais do que o normal e comecei a sentir extrassistoles, o que tem me incomodado bastante. Acontece poucas vezes, de uma a três vezes por dia, como um soluço/pulo repentino do coração. Isso pode estar sendo causado pelo uso do Neosoro ou pode ter alguma outra causa?RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Entendo sua preocupação! Essa situação é relativamente comum em pacientes com rinite alérgica crônica e obstrução nasal persistente. O uso frequente de descongestionantes nasais como o Neosoro (vasoconstritor tópico) pode causar um quadro chamado rinite medicamentosa, descrito nas diretrizes de rinite alérgica (ARIA), em que o medicamento passa a provocar dependência e piora progressiva da obstrução nasal. Além disso, esses vasoconstritores podem ser absorvidos pela mucosa nasal e, em algumas pessoas, desencadear efeitos cardiovasculares como palpitações. Outro ponto importante é que, quando o nariz permanece cronicamente obstruído, o paciente passa a respirar pela boca e pode desenvolver inflamação persistente da mucosa nasal e dos cornetos, mantendo o ciclo de obstrução. Nesses casos, o tratamento recomendado geralmente envolve controle adequado da rinite com medicações específicas e suspensão do vasoconstritor, além da avaliação da anatomia nasal para verificar se existem hipertrofia de cornetos, desvio de septo ou outras alterações estruturais que perpetuam o problema. Quando a obstrução nasal se torna crônica e dependente de vasoconstritor, muitas vezes a solução mais eficaz é corrigir a causa anatômica e funcional do nariz, frequentemente com procedimentos como turbinectomia ou septoplastia, que permitem restabelecer a respiração nasal adequada e reduzir significativamente a necessidade de medicações. Uma avaliação detalhada com exame endoscópico nasal costuma ser fundamental para definir o tratamento mais adequado no seu caso. Grande abraço
-
Eu fiz a cirurgia de desvio de septo e turbinectomia pelo sus, sinto meu lado direito a respiração p
Eu fiz a cirurgia de desvio de septo e turbinectomia pelo sus, sinto meu lado direito a respiração perfeitamente e ao lado esquerdo uma limitação, tem 1 mês de cirurgia, continuo fazendo lavagem nasal e sai bastante secreção mas não sangue, e vejo os buraquinhos do nariz um maior que o outro é normal? o que devo fazer?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Entendo sua preocupação ... após septoplastia associada à turbinectomia, é relativamente comum nas primeiras semanas existir assimetria da respiração entre os lados do nariz. Pelas diretrizes de rinologia, o processo de cicatrização da mucosa nasal pode levar 6 a 12 semanas, e nesse período ainda pode haver edema residual, crostas e secreção, o que explica a saída de secreção nas lavagens e a sensação de um lado respirar melhor que o outro..
Também é normal que os orifícios nasais pareçam diferentes entre si, porque o nariz naturalmente não é perfeitamente simétrico e a cirurgia tem como objetivo principal restabelecer a função respiratória, não deixar os dois lados idênticos visualmente. Quando ainda existe inflamação ou crostas, um dos lados pode parecer mais “aberto” que o outro temporariamente, até que a mucosa finalize a fase de cicatrização...
Na maioria dos casos isso melhora progressivamente com lavagem nasal adequada e revisões pós-operatórias, às vezes sendo necessário realizar limpezas endoscópicas no consultório para remover crostas e acelerar a recuperação. Na minha prática, quando a cirurgia e o acompanhamento pós-operatório são feitos de forma cuidadosa, é raro haver alguma limitação respiratória persistente, mas quando isso acontece vale uma avaliação detalhada com endoscopia nasal para verificar se existe edema residual, pequenas aderências ou necessidade de algum ajuste funcional, garantindo o melhor resultado respiratório possível.
-
Fiz uma cirurgia de retirada das amígdalas há um mês e ainda estou com episódios intensos de dor de
Fiz uma cirurgia de retirada das amígdalas há um mês e ainda estou com episódios intensos de dor de ouvido e garganta, é normal? Além disso, agora comecei a ter tosse.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Após amigdalectomia, é relativamente comum ocorrer dor irradiada para os ouvidos, chamada de otalgia reflexa, porque os nervos que inervam a garganta também participam da sensibilidade do ouvido. Essa dor pode persistir por algumas semanas durante a fase de cicatrização da fossa amigdalar, principalmente ao engolir ou falar. A tosse e a dor de garganta nesse período também podem ocorrer por ressecamento da mucosa, inflamação residual ou presença de secreção na garganta durante a cicatrização. Ainda assim, após cerca de 3 a 4 semanas, o esperado é que os sintomas estejam diminuindo progressivamente... quando a dor permanece intensa ou surgem novos sintomas, é importante avaliar se existe inflamação persistente, secreção acumulada ou alguma alteração na cicatrização. Por isso, o ideal é realizar reavaliação com otorrinolaringologista, preferencialmente com exame detalhado da orofaringe e eventualmente endoscopia. Na minha prática, quando a cirurgia é acompanhada de forma cuidadosa no pós-operatório, é incomum manter dor importante após a cicatrização completa, e quando identificamos a causa exata conseguimos instituir tratamento direcionado para resolver definitivamente o desconforto.
-
Fiz uma cirurgia de sinusectomia de todos os seios da face no dia 12/11 desse ano, e hoje sinto um c
Fiz uma cirurgia de sinusectomia de todos os seios da face no dia 12/11 desse ano, e hoje sinto um cheiro estranho no nariz, não é cheiro podre, mas é um cheiro que habitualmente não estou acostumada e algumas vezes sinto dor nos olhos (mesmo sintoma que já tinha antes da cirurgia), retornei no médico e ele receitou doxiciclina por 20 dias, perguntei se estava com infecção e ele falou que estava apenas inflamado, é possível isso? É normal?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Após cirurgia endoscópica dos seios da face (sinusectomia) é relativamente comum ocorrer um período prolongado de inflamação da mucosa durante a fase de cicatrização. Pelas diretrizes atuais de rinossinusite crônica (EPOS), essa fase de remodelação pode durar algumas semanas a poucos meses, e nesse período podem surgir sintomas como cheiro diferente no nariz (disosmia), secreção e sensação de pressão facial ou periocular, mesmo sem haver infecção ativa. Por isso, em alguns casos o médico pode prescrever antibióticos como a doxiciclina não apenas pelo efeito antibacteriano, mas também pelo efeito anti-inflamatório da medicação sobre a mucosa dos seios da face, algo descrito em protocolos de tratamento da rinossinusite crônica pós-operatória. Ou seja, é possível sim existir inflamação residual sem necessariamente haver uma infecção bacteriana ativa. Mesmo assim, após esse tipo de cirurgia é fundamental manter acompanhamento com endoscopia nasal no pós-operatório, pois o exame permite avaliar cicatrização, remover crostas e identificar precocemente situações como secreção retida, inflamação persistente ou aderências. Quando o acompanhamento é feito de forma cuidadosa, a grande maioria dos pacientes evolui com excelente resultado respiratório e controle definitivo da sinusite, mas sintomas persistentes merecem sempre avaliação especializada para garantir a melhor recuperação possível.
-
Fiz uma laringoscopia e deu laringite posterior depois q eu tive essa laringite eu não consigo mais
Fiz uma laringoscopia e deu laringite posterior depois q eu tive essa laringite eu não consigo mais praticar exercícios que a minha garganta fica latejando o que devo fazer?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A laringite posterior é um achado muito frequentemente relacionado ao refluxo laringofaríngeo, condição descrita nas diretrizes de laringologia em que o conteúdo ácido do estômago irrita a região posterior da laringe. Isso pode causar sensação de latejamento na garganta, ardor, pigarro e desconforto ao esforço físico, porque o exercício aumenta a pressão abdominal e pode favorecer o refluxo. Quando a mucosa da laringe fica inflamada, ela se torna hipersensível, e atividades como corrida ou exercícios intensos podem desencadear esse tipo de sintoma até que a inflamação esteja completamente controlada. Por isso, o tratamento recomendado pelas guidelines costuma envolver controle rigoroso do refluxo (medicações e medidas comportamentais) e acompanhamento para garantir a resolução completa da inflamação da laringe. Se os sintomas persistem mesmo após o diagnóstico inicial, o ideal é realizar reavaliação com otorrinolaringologista, muitas vezes com videolaringoscopia detalhada, para confirmar a causa da inflamação e ajustar o tratamento. Quando identificamos corretamente o fator desencadeante ... seja refluxo, inflamação persistente ou outra alteração funcional da laringe .. é possível tratar de forma direcionada e recuperar plenamente a função da garganta, inclusive para atividades físicas.
-
Estou fazendo o "desmame" de descongestionantes nasais, pois usei por muitos anos. Provavelmente em
Estou fazendo o "desmame" de descongestionantes nasais, pois usei por muitos anos. Provavelmente em consequência disso terei que fazer a septoplastia + turbinectomia. Em quanto tempo depois da cirurgia terei uma melhora significativa dos problemas na minha respiração causados pelo desvio de septo e dos cornetos?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O uso prolongado de descongestionantes nasais pode levar ao quadro chamado rinite medicamentosa em que ocorre inflamação crônica da mucosa e hipertrofia dos cornetos, causando obstrução nasal persistente. Nesses casos, quando existe também desvio de septo, a septoplastia associada à turbinectomia costuma ser o tratamento mais eficaz para restaurar a passagem adequada de ar pelo nariz. Após a cirurgia, é normal existir edema da mucosa e presença de secreções ou crostas nas primeiras semanas, o que pode fazer a respiração ainda não parecer perfeita no início. De forma geral, a maioria dos pacientes começa a perceber melhora significativa da respiração entre 1 e 3 semanas, com evolução progressiva conforme ocorre a cicatrização completa da mucosa nasal. Quando a cirurgia é bem indicada e acompanhada corretamente no pós-operatório ... com lavagens nasais e revisões endoscópicas para limpeza das crostas ... o resultado costuma ser muito satisfatório. Na minha experiência clínica, não vejo os pacientes quererem usar descongestionantes após a correção adequada do septo e dos cornetos, e o objetivo justamente é permitir que o paciente volte a respirar naturalmente pelo nariz sem precisar dessas medicações.
-
Estou com o ouvido entupido e sinto meu coracao pulsar dentro dele... oque pode ser?
Estou com o ouvido entupido e sinto meu coracao pulsar dentro dele... oque pode ser?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Essa sensação de ouvido entupido associada à percepção do próprio batimento cardíaco dentro do ouvido realmente incomoda bastante e é uma queixa relativamente comum no consultório de otorrinolaringologia. Em muitos casos isso acontece por alterações na ventilação do ouvido médio, geralmente relacionadas a disfunção da tuba auditiva, acúmulo de secreção ou inflamação nasal, situações que podem fazer o som da pulsação ficar mais perceptível dentro do ouvido. Outra possibilidade é o que chamamos de zumbido pulsátil, quando o paciente percebe um som sincronizado com o batimento cardíaco. Pelas diretrizes de otologia, esse sintoma pode estar associado a condições relativamente simples, como obstrução do ouvido, cera, inflamação nasal ou pressão alterada no ouvido médio, mas em alguns casos precisa ser investigado com mais cuidado para identificar exatamente a causa. O ideal nesses casos é realizar avaliação com otorrinolaringologista, com exame do ouvido e do nariz e, se necessário, exames complementares. Na maioria das vezes encontramos causas tratáveis e, quando diagnosticadas corretamente, é possível resolver o problema com tratamento direcionado e restaurar o funcionamento normal do ouvido.
Perguntas frequentes
-
Porque os profissionais de farmácia dizem que antibióticos interferem nas outras medicações? Se eu p
Nem todo antibiótico interfere no anticoncepcional. A maioria não reduz sua…