Perguntas do paciente (4)

  • Boa noite. Meu marido tem Osteoma osteóide no joelho. Ainda não passamos com um especialista. Ele t

    Boa noite.
    Meu marido tem Osteoma osteóide no joelho. Ainda não passamos com um especialista. Ele tem sentido fortes dores e enquanto não achamos uma solução, tenho pesquisado muito sobre o assunto, admito ter ficado um pouco mais tranquila.
    Mas, na opinião de um especialista, o quanto devemos nos preocupar?
    O fato dele ter familiares com histórico de tumores malignos altera em algo o caso dele?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Otto Beckedorff

    O osteoma osteóide é um tumor ósseo benigno; não vira câncer e, em regra, não se relaciona a histórico familiar de tumores malignos. Costuma causar dor intensa, pior à noite, com alívio por anti-inflamatórios; no joelho, pode haver sinovite e limitação.
    O diagnóstico é feito por imagem (TC/RM). Nem todos precisam de procedimento: alguns casos melhoram com anti-inflamatórios e acompanhamento. Quando a dor é persistente/limitante ou a localização é desfavorável, considera-se ablação percutânea (ex.: radiofrequência/laser), técnica minimamente invasiva com alta taxa de sucesso.
    Para definir a melhor conduta no caso dele, é importante passar por avaliação com ortopedista, preferencialmente com experiência em tumores ósseos.


  • Tenho esporao no tendao de Aquiles, tem cura? Posso voltar a correr?

    Tenho esporao no tendao de Aquiles, tem cura? Posso voltar a correr?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Otto Beckedorff

    “‘Esporão’ no calcâneo junto ao tendão de Aquiles geralmente indica entesopatia de inserção (irritação/degeneração do tendão na sua fixação). A dor costuma vir do tendão e dos tecidos ao redor, não do osso em si.

    Tem cura? Na prática, falamos em controle: muita gente melhora muito com fisioterapia estruturada (exercícios de carga progressiva do Aquiles e alongamento da panturrilha), ajuste de treino/calçado e, às vezes, palmilhas/elevação do calcanhar.
    Posso voltar a correr? Geralmente sim, com retorno gradual quando a dor estiver controlada.

    Se a dor persistir, podemos considerar opções minimamente invasivas da minha área, como infiltrações guiadas ao redor do tendão (peri-tendíneas) e bloqueios para analgesia, sempre caso a caso. Em quadros refratários ou quando o “bico ósseo” gera conflito mecânico, pode-se discutir cirurgia.

    Recomendo avaliação com ortopedista presencial para confirmar a origem da dor e definir o melhor plano para você. Esta orientação é geral e não substitui consulta médica.


  • Boa tarde, rompi o tendão do quadriceps a 8 meses, a cirurgia ainda será eficaz?

    Boa tarde, rompi o tendão do quadriceps a 8 meses, a cirurgia ainda será eficaz?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Otto Beckedorff

    Com 8 meses, a ruptura do quadríceps é considerada crônica. A cirurgia ainda pode ser eficaz, mas costuma ser mais complexa (frequentemente com reconstrução e enxertos) e a reabilitação é mais longa do que nos casos recentes. Recomendo avaliação com ortopedista especialista em joelho para discutir a melhor opção no seu caso.


  • Por favor poderia me dar uma luz sobre esse diagnóstico? Hipertrofia capsuloligmentar acromioclavic

    Por favor poderia me dar uma luz sobre esse diagnóstico?
    Hipertrofia capsuloligmentar acromioclavicular. Rotura completa do tendão do supraespinhal. Tendinopatia do infraespinhal e do subescapular. Tendinopatia intra-articular do cabo longo do bíceps. Discreta subacromial/subsetoidea.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Otto Beckedorff

    Seu laudo mostra ruptura completa do supraespinhal (um dos tendões do manguito) e tendinopatia nos demais, o que indica um processo inflamatório/degenerativo na região. Há também bursite leve e alterações na articulação acromioclavicular. Isso costuma causar dor e fraqueza para atividades do dia a dia, como pentear o cabelo, alcançar objetos no alto ou vestir uma camiseta.
    A decisão entre cirurgia ou tratamento conservador depende da sua idade, do quanto você usa o ombro nas atividades/trabalho/esporte e dos seus objetivos funcionais. Recomendo avaliação com ortopedista para definir a melhor conduta no seu caso.


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