Perguntas do paciente (11)

  • Bom dia, estou tomando venlafaxina a 6 meses , me sentia ótima, tive vontade de viver novamente,

    Bom dia, estou tomando venlafaxina a 6 meses , me sentia ótima, tive vontade de viver novamente, mais faz três dias que minhas crises voltaram, a angústia, coração acelerado , a cabeça dói, o entalo , oque fazer ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Patrícia  Rocha

    Não interrompa, nem aumente a dosagem da medicação sem a orientação do seu psiquiatra, pois a volta de alguns sintomas não significa que o tratamento não está dando certo. É importante nesse momento entender o que essa angustia está querendo dizer. Nem sempre conseguimos entender imediatamente o que desencadeia uma angustia. Às vezes o corpo manifesta algo que ainda não conseguimos por em palavras. Talvez seja importante se perguntar: "O que estava acontecendo comigo antes de eu voltar a me sentir assim?" O objetivo não é simplesmente eliminar a angustia, mas começar a compreender o que ela representa pra você e porque ela reapareceu justamente agora. Sugiro que busque orientações do seu psiquiatra e se ainda não estiver fazendo psicoterapia, busque um psicólogo para que possa te auxiliar nesse processo.


  • Por que investir em relacionamentos com amigos se a maioria das pessoas com quem tento vínculo e apr

    Por que investir em relacionamentos com amigos se a maioria das pessoas com quem tento vínculo e aprofundo vão embora ou por questões profissionais o por namoro? Penso que é melhor ser sozinho, o máximo autossuficiente possível e desapegado do que tentar investir em relacionamento com as pessoas que vem e vão embora das nossas vidas e ter que procurando outros amigos pra preencher lacunas.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Patrícia  Rocha

    O fato de uma amizade terminar ou um relacionamento acabar não significa que aquilo que foi vivido perdeu o valor. A experiência que tivemos com elas permanece em nós, carregamos um pouco de cada relação que foi significativa. Talvez valha a pena se perguntar por que a possibilidade de perder alguém, precisa levar a conclusão de que é melhor não investir em ninguém. A ideia de que é melhor ser autossuficiente para não sofrer pode ser apenas uma tentativa de se proteger do medo de depender, de ser abandonado, decepcionado ou de sentir novamente a dor de uma perda. Talvez deva se perguntar o que teme verdadeiramente quando se envolve com alguém? Buscar ser autossuficiente porque gosta da própria companhia e escolheu estar só, é diferente de escolher a solidão como forma de se proteger do sofrimento, pois a angustia irá permanecer. É necessário entender o porquê do medo de se vincular. Talvez seja importante pensar sobre o que a presença do outro desperta em você e sobre o quanto consegue suportar amar, depender e eventualmente perder.


  • Como trabalhar com uma criança de 3 anos a morte do pai que nunca conheceu, sendo que a partir dos 2

    Como trabalhar com uma criança de 3 anos a morte do pai que nunca conheceu, sendo que a partir dos 2 anos tem como figura paterna o padastro.

    Há uma idade adequada para para iniciar o assunto?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Patrícia  Rocha

    Para responder sua pergunta precisaria entender algumas questões, por exemplo, a criança sabe que o padrasto não é o seu pai biológico? O que ela sabia do pai biológico? Independente da idade é importante a criança construir uma narrativa verdadeira sobre sua história de vida. Entender que houve um pai que a gerou e que tem um pai que a cria (padrasto). A criança de 3 anos já é capaz de ter uma compreensão sobre o significado da morte. A forma como a criança vai reagir vai depender de como esse pai se representava para ela. Se nunca havia sido falado sobre sua existência, talvez não tenha nesse momento, uma verdadeira compreensão sobre o significado da sua morte. Sugiro que a conversa com a criança não seja transformada em uma grande revelação, mas que seja aberto um espaço para se falar de forma natural sobre sua verdadeira história, respondendo os questionamentos que surgirão a medida que for amadurecendo e tendo uma melhor compreensão. A questão principal não é simplesmente contar que o pai morreu, mas permitir que ao longo do seu desenvolvimento, possa construir uma representação da sua origem, da perda e das relações que efetivamente teve.


  • Como eu sei que estou rejeitando o bebê na barriga? Ou somente não aceitei a ideia de ter um bebê ?

    Como eu sei que estou rejeitando o bebê na barriga? Ou somente não aceitei a ideia de ter um bebê ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Patrícia  Rocha

    A gravidez não produz necessariamente um sentimento imediato de amor e felicidade, pois implica uma mudança muito grande na vida psíquica da mulher, a medida em que muda sua relação com o próprio corpo, com sua história, identidade e com a ideia de futuro. Por isso, é possível desejar o bebê e ao mesmo tempo sentir medo, tristeza, irritação, arrependimento. Talvez mais do que pensar se está rejeitando o bebê, seria importante pensar sobre o que está sendo difícil, quais medos estão sendo despertados com a gravidez. Não censure seus sentimentos, tente compreende-los. No entanto se perceber que está lhe trazendo muita angustia e sofrimento, talvez seja importante a busca de um profissional para lhe ajudar a lidar com esses questionamentos e sentimentos decorrentes da gestação.


  • Quando procurar ajuda psicológica em casos de doenças mentais crônicas?

    Quando procurar ajuda psicológica em casos de doenças mentais crônicas?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Patrícia  Rocha

    A procura por ajuda psicologica deve ocorrer sempre que houver um grande sofrimento e prejuizo na qualidade de vida. A psicoterapia possibilita um espaço de escuta para melhor compreensão do sofrimento e de suas causas, buscando novas formas de lidar com os conflitos. Embora alguns sofrimentos não desapareçam completamente, eles podem ser tranformados, dando um novo sentido e uma nova forma de lidar.


  • Como a psicologia clínica contribui para doenças crônicas mentais?

    Como a psicologia clínica contribui para doenças crônicas mentais?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Patrícia  Rocha

    A psicologia clinica pode ajudar a pessoa com transtornos mentais a compreender melhor o sofrimento, entendendo as causas e buscando novas formas de lidar com os conflitos. Pode ajudar a melhorar as relaçoes familiares, promovendo uma melhora na qualidade de vida.


  • Quais são as consequências de não conhecer a si mesmo?

    Quais são as consequências de não conhecer a si mesmo?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Patrícia  Rocha

    O autoconhecimento através da psicoterapia possibilita que a pessoa amplie a consciência sobre si, tornando-se menos refem de repetições inconscientes. Isso pode aparecer por exemplo, na escolha recorrente de relações frustrantes, situações que geram o mesmo tipo de dor. Sem consciência, o sujeito age em vez de compreender e acaba se mantendo nos mesmos conflitos.


  • Por favor algum médico me ajuda.Estou grávida e estou com depressão e com muito medo por favor.

    Estou grávida e estou com depressão. Devo procurar algum especialista para obter alguma ajuda?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Patrícia  Rocha

    A gravidez, embora muitas vezes idealizada como um período apenas de felicidade, também pode mobilizar angústias, medos, inseguranças e conflitos emocionais profundos. Quando esses sentimentos se manifestam de forma intensa ou persistente merecem cuidado e atenção. Procurar apoio profissional é um gesto de cuidado com você e com o bebê. Além do acompanhamento médico, a psicoterapia pode oferecer um espaço de escuta e acolhimento para que você possa compreender melhor seus sentimentos, elaborar suas angústias e encontrar recursos emocionais para viver esse momento com mais suporte e segurança.


  • Por que eu tenho ansiedade se eu não tenho motivos pra estar ansiosa? Isso é um defeito da pessoa me

    Por que eu tenho ansiedade se eu não tenho motivos pra estar ansiosa? Isso é um defeito da pessoa mesmo? Pelo o que ela pode ser causada?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Patrícia  Rocha

    A ansiedade não depende do que está acontecendo do "lado de fora", mas principalmente do que está acontecendo dentro de você, muitas vezes sem que você perceba. Ela pode surgir mesmo quando "tudo está bem", porque ela não vem só da realidade atual, mas também de conteúdos inconscientes. É como se o seu corpo dissesse que tem alguma coisa que precisa ser olhada. A psicoterapia psicanalítica ajuda justamente porque ela não tenta só tirar a ansiedade, mas entender de onde ela vem, buscando uma melhor compreensão dos conflitos e a possibilidade de um novo olhar.


  • Dúvidas, insegurança, medos na terceira idade a quem recorrer?

    Dúvidas, insegurança, medos na terceira idade a quem recorrer?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Patrícia  Rocha

    Esses questionamentos na terceira idade podem surgir por diversos motivos como mudanças no corpo, perdas, aposentadoria, solidão ou questionamentos sobre o próprio papel na vida. Nessas situaçoes é importante recorrer a uma rede de apoio que inclua familiares, amigos, profissionais de saúde e especialmente acompanhamento psicológico. Na psicanálise, entendemos que esses sentimentos não devem ser apenas eliminados, mas escutados e compreendidos, pois muitas vezes expressam conflitos internos, angústias e questões emocionais profundas que merecem atenção.


  • Tive uma crise de ansiedade em novembro e procurei um psiquiatra que desde então me passou Sertralin

    Tive uma crise de ansiedade em novembro e procurei um psiquiatra que desde então me passou Sertralina pela manha e Rivotril à noite. Me dei bem logo de início, sem efeitos colaterais. Mas, em dezembro a minha mãe tentou suicídio e eu consegui evitar. Lidei bem com a situação até duas semanas atrás. De duas semanas para cá, não tenho ânimo para fazer nada, estou muito para baixo e confusa. Voltei ao Psiquiatra e ele me indicou fazer terapia...confesso que não tenho vontade alguma. Não tive experiências boas com terapeutas passados...então, não sei o que fazer, porque a medicação não está me ajudando mais...

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Patrícia  Rocha

    Passar por uma experiência tão delicada como a que viveu com sua mãe pode gerar impactos emocionais profundos, mesmo quando inicialmente sentimos que podemos lidar bem. Muitas vezes, o sofrimento aparece apenas depois, quando já não estamos mais focados em dar conta da situação. A medicação é uma aliada importante, mas não consegue sozinha dar conta de dores emocionais e experiências tão traumáticas. A psicoterapia pode ser um espaço essencial para compreender o que está sentindo e poder atravessar esse momento com mais suporte. Apesar das suas experiências anteriores não terem sido positivas, cada vínculo terapêutico é único e você pode encontrar um profissional com quem se sinta acolhida e não precise enfrentar tudo isso sozinha.


Perguntas frequentes

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