Perguntas do paciente (10)

  • Qual é o tratamento para o transtorno do déficit de atenção?

    Qual é o tratamento para o transtorno do déficit de atenção?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Paulo Crespolini

    Antes de prescrever o tratamento, é de fundamental importância a avaliação psicológica, inclusive para o diagnóstico diferencial do Transtorno do Déficit de Atenção (TDA) com outros adoecimentos psíquicos, como, por exemplo, o Transtorno da Ansiedade Generalizada (TAG). Há de se ter em conta também que, em determinados casos, faz-se necessário o manejo técnico para evitar a patologização de aspectos naturais do desenvolvimento humano, sobretudo, na infância e na adolescência. Em algum nível da vida todos nós passamos por momentos de desatenção, impulsividade e hiperatividade que "podem" ou "não" se configurar em um transtorno psíquico.


  • Meu filho de 2 anos e 8 meses começou a falar bem explicado desde 1 ano e 7 meses e há duas semanas

    Meu filho de 2 anos e 8 meses começou a falar bem explicado desde 1 ano e 7 meses e há duas semanas ele vem apresentando uma gagueira muito intensa. O que devo fazer?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Paulo Crespolini

    A disfluência, também conhecida como gagueira, costuma ocorrer em algumas crianças dos dois aos seis anos de idade. Isso porque o processamento da linguagem é intenso e atrelado aos constantes estímulos recebidos na infância. Com a devida cautela, em nível de hipótese, existem vivências de forte impacto emocional, nas quais uma situação inesperada se estendeu para além do limite do suportável pela criança. A elas dá-se o nome de trauma psíquico. Faz bem observar, portanto que:

    1. Havendo questões emocionais relacionadas, como, por exemplo, mudanças bruscas ou eventos traumáticos, é de fundamental importância a procura de um acompanhamento psicológico;
    3. Havendo problema linguístico ou hereditário, deve-se buscar o trabalho de um fonoaudiólogo, inclusive para atuar junto da família e favorecer a melhora do ambiente comunicativo e da interlocução na infância. É esse profissional que avaliará se o sintoma relatado é uma disfluência comum ou uma disfluência gaga.
    Forte abraço!


  • Sou uma pessoa tímida, com tendência a me isolar do mundo e tenho todos os sintomas de distimia, estou

    Sou uma pessoa tímida, com tendência a me isolar do mundo e tenho todos os sintomas de distimia, estou sempre indisposto, pra baixo e na maioria das vezes de mal humor, tenho vontade de mudar isso, mas me sinto inseguro em procurar ajuda, em me abrir com alguém, o que devo fazer?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Paulo Crespolini

    Olá. Além dos sintomas que você descreve, de modo tão honesto e bonito, é preciso compreender também a maneira como essa timidez foi construída ao longo da sua vida, principalmente, no sentido de descobrir a finalidade de tudo isso. Afinal, as constantes censuras, a exposição pública, a vivência vexatória, a sensação de envergonhamento podem ser tão intensas a ponto de gerar um transtorno distímico. Suponho que não lhe é nada fácil interagir com as pessoas. Mas, veja só! Você já está interagindo com os profissionais desta página. Eis um bom começo! Com o devido respeito, oriento que procure um psicólogo ou uma psicóloga. Em ambos os casos é possível que se faça um diagnóstico diferencial, inclusive para compreender se os sintomas relatados são condizentes com o Transtorno Distímico ou, do contrário, com um quadro clínico de Depressão Maior. Espero que a resposta tenha lhe esclarecido. Forte abraço!


  • Meu parceiro tem problemas de Compulsão Sexual que vem atrapalhando ele. Que pode fazer para melhor

    Meu parceiro tem problemas de Compulsão Sexual que vem atrapalhando ele. Que pode fazer para melhorar?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Paulo Crespolini

    Oi. Como vai? De muito bom grado espero que esta resposta possa lhe ajudar a compreender o que se passa com o seu parceiro. Tenho comigo que por detrás do excesso há uma ausência. Aquilo que excede por demais pode representar uma falta profunda. Isso serve para o sexo, as pessoas, os objetos, os alimentos, os jogos e as compras. A pessoa acometida por uma compulsão psíquica e sexual sente-se forçada a agir de um modo no qual os limites próprios e o dos outros são repetidamente desrespeitados, principalmente, na intimidade do casal. A partir daquele momento o sexo deixa de ser um ato satisfatório para se tornar um mecanismo agressivo. Um dos caminhos mais viáveis é que o seu parceiro recorra à terapia psicológica, passando por uma avaliação individual, inclusive para compreender a finalidade desse comportamento compulsivo e a maneira mais eficaz de ultrapassá-lo. No lugar de compelir, liberar. Em vez de forçar, cativar. Disso se faz o sexo e a sexualidade. Forte abraço!


  • TAG pode causar infarto ou problemas cardíacos ? essas consequências ocorrem após longos anos de

    TAG pode causar infarto ou
    problemas cardíacos ?
    essas consequências ocorrem após longos anos de TAG ou períodos curtos também podem causar esses e demais problemas orgânicos?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Paulo Crespolini

    Em nível de informação, o Transtorno da Ansiedade Generalizada (TAG) desencadeia um quadro clínico de preocupações exageradas, permanentes e intrusivas. Há bastante dificuldade para controlá-lo. Ainda mais quando associado à raiva excessiva e a irritação constante. Como a manutenção desse comportamento ansioso demanda muita energia psíquica o resultado é a sensação de cansaço físico e esgotamento mental, insônia ou sono irrequieto, bem como, dificuldade de concentração. Algo que acaba por comprometer as atividades do dia a dia. Mas, em hipótese alguma suscita um problema cardíaco em si. De qualquer forma, é importantíssimo recorrer ao cardiologista para verificar a possibilidade da incidência orgânica e recorrer ao psicólogo para tratar dos fatores psíquicos associados ao Transtorno da Ansiedade Generalizada.


  • gestação com TAG pode vir a causar abortos, partos prematuros devido às crises de ansiedade e pâ

    gestação com TAG pode vir a causar abortos, partos prematuros devido às crises de ansiedade e pânico?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Paulo Crespolini

    Oi. Tudo bem? Suas apreensões são válidas e devem ser levadas em consideração. Ainda assim, suponho que o medo de um parto prematuro ou de complicações no desenvolvimento do feto são cargas pesadas por demais, principalmente, em um momento no qual a gestante precisa ser cuidada, provida e amparada afetivamente, inclusive para que consiga ser inteira na relação mãe-bebê. Os sintomas só fazem intensificar o seu sofrimento psíquico, principalmente, pela antecipação de situações catastróficas, sejam elas reais ou imaginárias. Durante a gestação, os transtornos psíquicos solicitam tratamento médico e acompanhamento psicológico. Na gravidez a finalidade não é controlar os sintomas, nem mesmo do Transtorno da Ansiedade Generalizada (TAG), mas, sobretudo, promover e assegurar a integralidade da saúde do bebê, bem como, da mãe. Acima de tudo vem a avaliação individual da gestante, o diagnóstico da situação atual e o prognóstico que não prejudique os envolvidos diretos daquela gravidez.


  • A terapia de casal precisamos fazer juntos ou só eu na primeira consulta?

    A terapia de casal precisamos fazer juntos ou só eu na primeira consulta?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Paulo Crespolini

    Tudo dependerá da singularidade construída pelo casal e da sensibilidade do psicólogo ( a ) em compreender o sofrimento psíquico apresentado por eles. Desapontamentos profundos, complicações sexuais, distanciamento ressentido, grosserias constantes, críticas sarcásticas e destrutivas, agressões verbais, mágoas acumuladas e violências físicas: são sintomas de que a relação tem gerado profundas feridas no casal. Portanto, é a própria demanda, a partir do processo terapêutico, quem determinará a condução das sessões, em vista do bem-estar físico e psíquico dos pares.


  • Faço uso de clonazepam 0,5 mg há uns 5 anos e ando com a memória prejudicada, então coloquei cloridrato


    Faço uso de clonazepam 0,5 mg há uns 5 anos e ando com a memória prejudicada, então coloquei cloridrato de hidroxizina 50 mg para o sono e transtorno de ansiedade generalizada e fiz a retirada do clonazepam.
    Gostaria de saber se o cloridrato de hidroxizina pode ser usado a longo prazo?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Paulo Crespolini

    Oi. Sinto-me satisfeito pela oportunidade que você me concede de lhe responder. Com o devido respeito, convém ressaltar que toda introdução, alteração ou retirada de medicamentos para os transtornos psiquiátricos precisa ser feita pelo especialista médico da área que, nesse caso, é o psiquiatra. Posto isso, faz bem compreender a finalidade psíquica desse desejo de tomar um remédio a longo prazo. Inclusive pelo fato do cloridrato de hidroxizina ser mais indicado para os casos das psicodermatoses, como, por exemplo, a urticária e a dermatite atópica. Sugiro-lhe procurar a orientação de um profissional da Psicologia para compreender mais e melhor o que se passa contigo. Grande abraço!


  • Uma pessoa com.23 anos. Nunca teve crise de ansiedade e panico. De repente. Surge a primeira crise e

    Uma pessoa com.23 anos. Nunca teve crise de ansiedade e panico. De repente. Surge a primeira crise e muitas outras. Como pode? Será que o cerebro não pode se curar sozinho.?.sendo que vivi 23 anos sem qualquer vestigios dessa sindrome. Qual a opinião de vocês Doutores?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Paulo Crespolini

    O Transtorno do Pânico (TP) ocorre mediante crises inesperadas, acompanhadas de sensações catastróficas e da ansiedade antecipatória. O ápice desse acometimento psíquico é seguido de intenso medo, taquicardia, sudorese e vertigem, dentre outros sintomas físicos. A primeira crise de pânico, no seu caso aos 23 anos, costuma ser a mais terrível de todas, principalmente, porque os sintomas são desconhecidos dos pacientes. Mesmo jovens não somos infalíveis. Diante de algumas dificuldades na vida não dispomos de recursos psíquicos suficientes para enfrentá-las prontamente. Também há situações em que o sofrimento atingiu o limite do suportável. Sendo assim, faz bem procurar o acompanhamento psicológico para que esses recursos sejam, paulatinamente, despertados em você. Para lhe responder parto de uma premissa junguiana que diz: "Somente aquilo que somos tem o poder de curar-nos" (JUNG, C. G. O Eu e o inconsciente. Petrópolis: Vozes, 1971, p. 57). Forte abraço!


  • Sindrome do panico pode ser considerada uma crise nervosa? Os sintomas que tenho parece crise nervosa

    Sindrome do panico pode ser considerada uma crise nervosa?
    Os sintomas que tenho parece crise nervosa mas ao mesmo tempo sindrome do panico.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Paulo Crespolini

    Nem tudo o que gera nervosismo, repentina e violentamente, pode ser considerado como um Transtorno do Pânico (TP). Por isso, é de fundamental importância a avaliação psicológica e, de acordo com a necessidade do paciente, a recomendação para a psicoterapia. Não raras vezes, as pessoas acometidas pelo pânico vivem a percorrer as emergências dos hospitais, passando por procedimentos até mesmo desnecessários. Os sintomas costumam ser tão intensos que a sensação é de um infarto. Algo que não condiz com a crise nervosa em si. A aceleração dos batimentos cardíacos, acompanhada do excesso de suor e tremores, faz suscitar o sentimento de que a morte se aproxima. Nasce daí a ansiedade antecipatória, cuja intenção é evitar os locais, as pessoas e as situações nas quais a crise surgiu. O mais importante é não permanecer refém dessa avalanche de sintomas, buscando o tratamento psicológico adequado. Espero que a resposta lhe seja útil. Grande abraço!


Perguntas frequentes

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