Perguntas do paciente (10)

  • Meu filho tem três laudos de autismo! Apresentava estereotipias, ecolalia,hiperfoco,não gostava de s

    Meu filho tem três laudos de autismo! Apresentava estereotipias, ecolalia,hiperfoco,não gostava de sujar a mão, enfileirava tudo até biscoito,chorava em qualquer lugar público, se as pessoas falassem com ele ele chorava por mais de duas horas, muito rígido com a rotina desde hoje, apresentava seletividade alimentar também! Hoje ele tem apenas o hiperfoco dele, já interage bem melhor, ele teve atraso na fala, começou a falar com dois anos e com três já fala normal, mas as terapeutas dele acham que ele não é autista! Apesar de termos vários casos na família, inclusive o irmão dele também é! Estou sem saber o que fazer e qual caminho seguir, um ano atrás de um diagnóstico e faz três meses de terapia e elas acham que ele não tem nada
    Qual especialista em procuro para reavaliar isso?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Paulo Lobão

    Bom dia. O diagnóstico de TEA, assim como demais transtornos, é eminentemente clínico. Existem critérios diagnósticos que são descritos no Manual de Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais 5.ª edição (DSM-V) e que devemos avaliar os comportamentos e déficits em diferentes contextos, não atribuí-los a deficiência intelectual ou atraso global do desenvolvimento e considerar o impacto social dos sintomas.
    Os critérios envolvem déficits de comunicação e interação social (reciprocidade socioemocional, comunicação não verbal e interação social) e padrões restritos e repetitivos de comportamento (comportamentos repetitivos, hiperfocos, dificuldade com mudanças e transições e disfunções sensoriais).
    Primeiro ponto: o diagnóstico é para a vida toda! Segundo ponto: se ele melhorou parcialmente os comportamentos, que bom, pois significa que as terapias estão sendo efetivas.
    No geral, é muito comum essa discordância de opiniões, pois o conhecimento e experiência em torno do transtorno faz total diferença não somente no diagnóstico, mas principalmente no tratamento multidisciplinar, visto que as características pessoais de cada paciente que irão guiar o diagnóstico. Não existe check-list ou receita de bolo, nenhum paciente será considerado igual (por isso o tempo espectro).
    Espero que você mesma consiga responder a sua pergunta, após a minha resposta. Porque infelizmente, somente você saberá julgar se poderá confiar nas informações passadas pelos outros e se realmente compreendeu o que seu filho tem. Um abraço.


  • Meu filho tem três laudos de autismo! Apresentava estereotipias, ecolalia,hiperfoco,não gostava de s

    Meu filho tem três laudos de autismo! Apresentava estereotipias, ecolalia,hiperfoco,não gostava de sujar a mão, enfileirava tudo até biscoito,chorava em qualquer lugar público, se as pessoas falassem com ele ele chorava por mais de duas horas, muito rígido com a rotina desde hoje, apresentava seletividade alimentar também! Hoje ele tem apenas o hiperfoco dele, já interage bem melhor, ele teve atraso na fala, começou a falar com dois anos e com três já fala normal, mas as terapeutas dele acham que ele não é autista! Apesar de termos vários casos na família, inclusive o irmão dele também é! Estou sem saber o que fazer e qual caminho seguir, um ano atrás de um diagnóstico e faz três meses de terapia e elas acham que ele não tem nada
    Eu procuro outro neuropediatra especialista ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Paulo Lobão

    Bom dia. O diagnóstico de TEA, assim como demais transtornos, é eminentemente clínico. Existem critérios diagnósticos que são descritos no Manual de Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais 5.ª edição (DSM-V) e que devemos avaliar os comportamentos e déficits em diferentes contextos, não atribuí-los a deficiência intelectual ou atraso global do desenvolvimento e considerar o impacto social dos sintomas.
    Os critérios envolvem déficits de comunicação e interação social (reciprocidade socioemocional, comunicação não verbal e interação social) e padrões restritos e repetitivos de comportamento (comportamentos repetitivos, hiperfocos, dificuldade com mudanças e transições e disfunções sensoriais).
    Primeiro ponto: o diagnóstico é para a vida toda! Segundo ponto: se ele melhorou parcialmente os comportamentos, que bom, pois significa que as terapias estão sendo efetivas.
    No geral, é muito comum essa discordância de opiniões, pois o conhecimento e experiência em torno do transtorno faz total diferença não somente no diagnóstico, mas principalmente no tratamento multidisciplinar, visto que as características pessoais de cada paciente que irão guiar o diagnóstico. Não existe check-list ou receita de bolo, nenhum paciente será considerado igual (por isso o tempo espectro).
    Espero que você mesma consiga responder a sua pergunta, após a minha resposta. Porque infelizmente, somente você saberá julgar se poderá confiar nas informações passadas pelos outros e se realmente compreendeu o que seu filho tem. Um abraço.


  • Meu filho tem três laudos de autismo ! Mas as terapeutas deles acham que ele não é. Queria saber qua

    Meu filho tem três laudos de autismo ! Mas as terapeutas deles acham que ele não é. Queria saber qual passo devo seguir agora, pq pra mim ele é
    Ele já melhorou muito com as terapias, visto de uma criança que chorava por mais de duas horas quando alguém falava oi pra ele. Eu devo procurar outro neuro e levar em consideração os relatórios antigos e os novos?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Paulo Lobão

    Bom dia. O diagnóstico de TEA, assim como demais transtornos, é eminentemente clínico. Existem critérios diagnósticos que são descritos no Manual de Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais 5.ª edição (DSM-V) e que devemos avaliar os comportamentos e déficits em diferentes contextos, não atribuí-los a deficiência intelectual ou atraso global do desenvolvimento e considerar o impacto social dos sintomas.
    No geral, é muito comum essa discordância de opiniões, pois o conhecimento e experiência em torno do transtorno faz total diferença não somente no diagnóstico, mas principalmente no tratamento multidisciplinar, visto que as características pessoais de cada paciente que irão guiar o diagnóstico. Não existe check-list ou receita de bolo, nenhum paciente será considerado igual (por isso o tempo espectro).
    Espero que você mesma consiga responder a sua pergunta, após a minha resposta. Porque infelizmente, somente você saberá julgar se poderá confiar nas informações passadas pelos outros e se realmente compreendeu o que seu filho tem. Um abraço.


  • A Neuropediatra da minha filha prescreveu Ritalina de 10mg,para tomar 5mg pela manhã (antes de ir pr

    A Neuropediatra da minha filha prescreveu Ritalina de 10mg,para tomar 5mg pela manhã (antes de ir pra ecola) e os outros 5mg qdo fosse fazer atividades a tarde que demandasse atividades escolares. Minha dúvida é: Não ficou claro pra mim um horário fixo de tomar a medicação, ou seja,devo dar mesmo só quando antecedem as atividades escolares independente do horário? Pq geralmente ela já faz as atividades de casa poucas horas depois que chaga da escola ( em torno de 2h após que chega). E se tenho que dar a medicação aos finais de semana,mesmo que ela não vá realizar atividades escolares ?(um exemplo).

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Paulo Lobão

    A melhor resposta a senhora irá encontrar com a própria neurologista infantil da criança. O que posso lhe falar é que o TDAH é um transtorno que o paciente tem déficits de atenção e/ou comportamento hiperativo/impulsivo, com sintomas iniciados antes dos 12 anos de idade, com impacto clínico significativo em mais de um ambiente social e que tais comportamentos não são explicados por outro transtorno. No geral, o tratamento é individualizado, visto que cada paciente tem déficits variáveis e rotina individual.


  • Meu filho tem 9 anos, só anda com a ponta dos pés, quando chamo a atenção de para alguma coisa ele f

    Meu filho tem 9 anos, só anda com a ponta dos pés, quando chamo a atenção de para alguma coisa ele fica tão nervoso que dá soco na própria perna e chora muito...não gosta de lavar a cabeça com ela erguida, só lava com ela abaixada normal...

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Paulo Lobão

    A senhora deve procurar um especialista para avaliar seu filho. Independente do diagnóstico, seu filho precisa de um apoio para os comportamentos acima relatados.
    Um abraço.


  • Uma criança com leucomalacia pode ter uma vida normal? Ou fica com sequelas?

    Uma criança com leucomalacia pode ter uma vida normal? Ou fica com sequelas?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Paulo Lobão

    O diagnóstico de leucomalácia apresenta prognóstico variável. Depende do quadro clínico atual da criança, da correlação da imagem com a clínica, das terapias e reabilitações que serão instituídas, dentre outros fatores. O ideal é garantir um acompanhamento e reabilitação para a sua criança.


  • Meu filho tomou 5 gotas de neuleptil a noite e ficou chorando por horas, só foi conseguir dormir de

    Meu filho tomou 5 gotas de neuleptil a noite e ficou chorando por horas, só foi conseguir dormir de madrugada. O remédio parece ter deixado ele com um mal estar enorme. É normal no início do tratamento?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Paulo Lobão

    O mais comum é a ocorrência de sonolência. Mas reações de ansiedade, variação do estado de humor e agitação são efeitos colaterais possíveis. Acredito que antes de decidir optar por continuar ou suspender o tratamento, o médico da criança deverá ser acionado e juntos, vocês decidirão o que fazer.


  • Boa noite! Minha filha tem 14 anos, faz uso de oxcarbazepina desde os 8 anos. Nesse período teve 2 c

    Boa noite! Minha filha tem 14 anos, faz uso de oxcarbazepina desde os 8 anos. Nesse período teve 2 crises, porém, está há 3 anos sem crise. Mas essa semana está mto gripada e teve febre, com isso começou a ter fortes dores de cabeça com alucinação. Isso pode ser considerado um tipo de crise?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Paulo Lobão

    A epilepsia é uma doença que pode cursar com crises não-motoras, com sintomatologia diversa, seja com crises de parada comportamental, emocionais, sensoriais, autonômicas, dentre outras. Logo, a melhor conduta é questionar ao neurologista que acompanha a criança se tal tipo de evento, dentro do tipo de epilepsia e a sua etiologia, se poderá ser valorizado como de natureza epiléptica ou não.


  • Meu filho até 1 ano teve desenvolvimento normal agora está com 1 ano e 3 meses ,e a 2 meses apresent

    Meu filho até 1 ano teve desenvolvimento normal agora está com 1 ano e 3 meses ,e a 2 meses apresenta tremores leves ou rígidos, as vezes fica com constracoes musculares e fica bem molinho. Anda normal, mas as vezes perde totalmente o equilíbrio. Durante o sono, treme leve. A pele dele quando ele fica molinho ,fica diferente parece aparência de borracha ,e geralmente quando ocorre os episódios dos músculos dele enfraqueceram ele fica amarelinho.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Paulo Lobão

    Seu filho necessita de avaliação. Precisa ser realizada uma anamnese bem completa, como todos os antecedentes, em especial os neonatais e familiares, aliado a um exame neurológico minucioso para a partir dai, levantar as possíveis etiologia e iniciar o processo investigativo quanto ao diagnóstico do quadro.


  • Olá. É possível um bebê de 5 meses ter síndrome de pernas inquietas? Meu bebê mexe muito as pernas

    Olá.
    É possível um bebê de 5 meses ter síndrome de pernas inquietas?
    Meu bebê mexe muito as pernas enquanto dorme e, as vezes, por conta disso, acorda. As vezes tenho que conte-lo para não acordar.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Paulo Lobão

    Boa noite,

    A síndrome das pernas inquietas é bastante incomum em lactentes, mas a idade não seria um fator de exclusão para o diagnóstico. Trata-se de um distúrbio muito mais comum em adultos, com prevalência na população em geral de 6,4%, segundo estudos realizados no Brasil. Em crianças e adolescentes, em um estudo realizado nos Estados Unidos, Reino Unido e Turquia, a prevalência foi de 0,5 a 1%.
    Apesar de ser uma doença neurológica comum, que pode ocorrer em qualquer idade, que existe um fator de hereditariedade envolvido e que prejudica a qualidade do sono dos pacientes, seria necessário que seu bebê fosse avaliado por um especialista, que pode ser um neurologista infantil ou pediatra especializado em distúrbios do sono/medicina do sono.
    Caso resida em Brasília/DF, será um prazer avaliar o seu bebê.

    Atenciosamente,

    Dr Paulo Lobão - CRM/DF 19953


Autor

Neurologista pediátrico, Neurofisiologista

Perguntas frequentes

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