Perguntas do paciente (4)

  • Estou com fio de Kirschner no 5° metatarso, posso substituir a tala por bota ortopédica?

    Estou com fio de Kirschner no 5° metatarso, posso substituir a tala por bota ortopédica?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Pedro Badim

    Imagino que tenha sido submetido a um tratamento cirúrgico de fratura deste osso. Não há problema em substituir a tala gessada por uma bota ortopédica, desde que mantenha uma restrição da carga (utilizar muletas para andar, sem distribuir o peso do corpo no pé operado), e principalmente, mantenha o curativo coberto com crepom, tomando cuidado para evitar puxar o fio junto com o curativo antigo. Lembre-se de manter o trajeto do pino limpo com álcool 70% e retorne na consulta com seu ortopedista na data preconizada para reavaliar.


  • Fiz cirurgia de LCA e sutura de menisco medial (10 pontos, lesão grande), o cirurgião orientou que e

    Fiz cirurgia de LCA e sutura de menisco medial (10 pontos, lesão grande), o cirurgião orientou que eu ficasse 1 mês e meio com o imobilizador, já podendo a partir da terceira semana colocar carga completa na perna esticada e sem carga nela dobrada. Tenho passado muito tempo deitado ou sentado com a perna esticada e quase não caminho. Qual o volume de caminhada que poderia fazer (quantos metros) para poder me movimentar um pouco.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Pedro Badim

    Em um pós-operatório de reconstrução do ligamento cruzado anterior associado a sutura meniscal, a imobilização tem o intuito de evitar um déficit de extensão durante a reabilitação, e principalmente, de evitar uma flexão excessiva que coloque em risco o reparo do menisco. Tanto é, que a indicação de sair do centro cirúrgico já de brace pode variar com a preferência do cirurgião e com o tipo de lesão/sutura realizada no procedimento.
    Em outras palavras, a maior preocupação é com relação a evitar as forças que podem romper a sutura antes da lesão conseguir cicatrizar, seja a distribuição total de peso do corpo ou a carga em um grau de flexão do joelho que concentre todo o peso do corpo no corno posterior do menisco.
    O protocolo de reabilitação pode variar por cirurgião, mas em geral, se já completou 2 semanas praticando a extensão ativa e flexão passiva do joelho, já pode pensar em largar o imobilizador e andar com apoio de órteses conforme o tolerado. Quando atingir 6 semanas da cirurgia, já deve começar a realizar fortalecimento com fisioterapeuta e progredir a marcha sem auxílio. Lembrando que o seu cirurgião é quem sabe melhor o status do seu joelho e deve ser sempre consultado durante as consultas de revisão.


  • Colo do fêmur após a cirurgia tem risco de necrose da cabeça femoral depois de quanto tempo após a c

    Colo do fêmur após a cirurgia tem risco de necrose da cabeça femoral depois de quanto tempo? após a cirurgia posso eliminar a possibilidade desta necrose? a minha cirurgia já está com 105 dias ,grato

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Pedro Badim

    As fraturas do colo femoral com desvio importante ou envelhecidas (decorrido muitos dias até a cirurgia) tem um prognóstico de necrose avascular ruim, e passam a ter indicação de substituição articular, a artroplastia (protese). A carga e a marcha já devem ser estimuladas no dia seguinte.
    As fraturas que tem pouco desvio são operadas através de fixação com parafusos, e no momento que a fratura é bem estabilizada, não existe risco de aumento do desvio ou necrose. Principalmente depois de 4-6 semanas do procedimento, quando já observamos sinais radiográficos de consolidação da fratura e êxito da cirurgia.


  • Boa tarde eu quebrei o tornozelo e tirei o gesso faz 1 semana eu gostaria de saber com quanto tempo

    Boa tarde eu quebrei o tornozelo e tirei o gesso faz 1 semana eu gostaria de saber com quanto tempo eu posso comer carne de porco

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Pedro Badim

    Esse é um questionamento sobre um conhecimento popular antigo que muitas pessoas tem.
    O mito de que a carne de porco, ou a ''comida remosa'', pode interferir na cicatrização de feridas ,ou no caso, de consolidação de fraturas, vem do fato de que as proteínas são digeridas no intestino.
    Quando ingerimos muito mais proteínas de origem animal do que a de origem vegetal, temos um desequilíbrio dos aminoácidos que protegem a mucosa, e as enzimas digestivas atacam nosso próprio intestino, causando uma inflamação local. Quando isso acontece de forma crônica, nosso sistema imune fica desregulado e podemos ter reações inflamatórias a alimentos ou substâncias que normalmente não causariam essa resposta. Se existe uma dificuldade de cicatrização de ferida, talvez os hábitos alimentares devam ser revistos.

    Mas pode ficar despreocupado, uma vez que o osso não depende desse mecanismo para ''colar''. Pelo contrário, a primeira etapa de consolidação óssea é a fase inflamatória. Por mais que a indução à inflamação não seja estimulada, o próprio uso de anti-inflamatórios no tratamento de fraturas já foi questionado, não existindo até hoje um consenso absoluto sobre esse uso da medicação.


Perguntas frequentes

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