Perguntas do paciente (23)

  • Eu já tentei fazer terapia com hipnose passei uns 6 meses tentando e eu simplesmente não sou capaz d

    Eu já tentei fazer terapia com hipnose passei uns 6 meses tentando e eu simplesmente não sou capaz de ser hipnotizado, não tenho medo nenhum acredito que o problema esteja diretamente ligado ao grau de déficit de atenção que eu tenho, eu não me concentro de forma alguma , simplesmente não consigo controlar minha mente, não consigo se quer seguir os comandos e morro de cansado com aquele troço de respiração. Existe uma forma diferente que seja capaz de me submeter a uma hipnoterapia?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Priscila de Melo

    Olá, como você está? Imagino que seja frustrante fazer tantas tentativas de hipnose e não alcançar o seu objetivo. De fato, esta técnica pode não ser adequada para todos os casos e há muitos pacientes que não são indicados ou não conseguem passar por essa experiência. Porém, fiquei pensando que talvez mais importante que a hipnose em si seja entender os motivos que te levam a desejar ela. Por quais razões você gostaria de ser hipnotizado? O que você busca neste tratamento? Qual é o seu objetivo? Compreender melhor estas perguntas pode ajudar (e muito) e desenrroscar isso que está te impedindo de ser hipnotizado, ou pode ajudar a buscar por outras técnicas que alcancem o mesmo objetivo e que sejam mais indicadas para você, se este for o caso. No fim, alcançar o objetivo terapêutico e amenizar as dores e o sofrimento do paciente é o foco do tratamento, independente de quais técnicas são necessárias em cada caso. Espero ter ajudado, e te desejo muita sorte na sua busca.


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  • reparei que minha filha de 13 anos não para de comer, Ela me pediu para chamar atençao dela ao ve-

    reparei que minha filha de 13 anos não para de comer,
    Ela me pediu para chamar atençao dela ao ve-la comento muito, mas depois se irritou ao ser chamada a atenção, acho que ela está ansiosa por algo e por isso come, que linha psicologica procuro?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Priscila de Melo

    Olá, eu lamento que estejas passando por esse período difícil de ver a sua filha em uma situação que talvez lhe cause também ansiedade e dúvidas sobre como proceder para a ajudar.

    Você está certa que a psicoterapia pode ajudar a sua filha e a você a entenderem melhor o que está ocorrendo, se há relação com a ansiedade e que outros elementos podem estar contribuindo para esse cenário. A adolescência é um período muito sensível e cheio de ansiedades e de angústias tanto para o adolescente quanto para os seus familires. Há tantos pontos que podem estar contribuindo para está situação que é difícil de supor a magnitude da situação sem realizar alguns atendimentos. Alguns dos mais comuns podem dizer respeito a questões que envolvem as mudanças corporais, as relações sociais com os seus amigos e colegas, cobranças em relação a si mesma e ao seu futuro (que podem ser externas ou internas), dúvidas sobre o seu ingresso na vida adulta, luto pela saída da infância e etc.

    Em relação a sua dúvida sobre a abordagem da psicologia, todas as abordagens são eficazes e comprovadas. Portanto, todas elas têm recursos para ajudar a sua filha e a sua família a atravessarem este período difícil. Particularmente, considero que a abordagem teórica do profissional é algo fundamental para o bom andamento do tratamento, mas é algo importante ao profissional. Isso porque é com base na sua abordagem que a sua formação foi feita e que os seus estudos seguem ocorrendo, ou seja, é isso que vai embasar o entendimento que o profissional fará do caso e o modo que o profissional vai agir. Porém, para o paciente o mais importante é que você encontre um profissional em quem você e sua filha confiem e que tenham desejo de conversar e de construir um caminho em conjunto. Diversos estudos já demonstraram que o relacionamento e a confiança entre o paciente e o profissional é muito mais importante para o sucesso do tratamento do que a abordagem do profissional. Por conta disso, eu te sugeriria ficar tranquila em relação a isso e focar em conversas com a sua filha para entender como ela se sente com essa situação alimentar e se ela gostaria de fazer algumas consultas com uma profissional para tentarem juntas entender o que está acontecendo e o que poderia ser feito para a ajudar. Estes atendimentos podem ocorrer de forma presencial na sua cidade ou de forma online. O importante é que a sua filha aceite fazer as sessões com a profissional, pois isso é um ponto essencial para que o tratamento tenha bons resultados. Eu espero sinceramente que essa resposta possa ter lhe acolhido e lhe ajudado de alguma forma, e fico a disposição para demais questões que possam surgir.


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  • É possível ter uma gravidez psicológica mesmo não querendo engravidar ?

    É possível ter uma gravidez psicológica mesmo não querendo engravidar ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Priscila de Melo

    Olá, boa tarde. Sim, é completamente possível que uma mulher sofra de uma gravidez psicológica mesmo que não deseje ser mãe. As razões que levam a essa situação não são completamente compreendidos ainda, e normalmente isso ocorre devido a uma sequência e soma de vários elementos. É possível e bem comum que hajam situações hormonais ou orgânicas que levem a sintomas semelhantes aos sintomas da gestação e, com isso, causam na mulher as dúvidas sobre o assunto. Além disso, é muito comum que a mulher tenha um desejo inconsciente de ser mãe e não tenha acesso a este desejo, mas o mesmo está ali e pode operar a partir desses sintomas físicos, reforçando a dúvida da pessoa sobre a gestação. Outra possibilidade, pode se tratar de pressões familiares ou sociais para uma gravidez, que pode desencadear em estresses, ansiedades e angústias e levarem a um quadro de gestação psicológica. A verdade é que a gravidez psicológica não diz respeito a um tipo de fingimento da mulher, mas sim, a um quadro bem sério que faz a mulher acreditar e ter todos os sintomas físicos de uma gestação, e este quadro pode ser promovido por um conjunto de elementos biológicos, culturais, sociais e psíquicos. Eu espero ter podido ajudar um pouco a esclarecer a dúvida, e fico disponível para combinarmos um horário, caso sinta que isso pode lhe ajudar. Possuo larga experiência em casos que envolvem maternidade e seus desafios, e será um prazer te conhecer.


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  • Meu filho tem 6 anos, tem muita vergonha de apresentar em publico, junto com os amigos da escola, el

    Meu filho tem 6 anos, tem muita vergonha de apresentar em publico, junto com os amigos da escola, ele chora muito e se culpa, da para perceber que é doloroso para ele, mesmo conversando com ele, e incentivando não consegue, o que fazer nesse caso?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Priscila de Melo

    Olá, boa tarde. Eu sinto muito que você e seu filho estejam atravessando esse momento difícil. O mais recomendado para esse tipo de demanda é o acompanhamento psicológico, como algumas colegas já mencionaram. É fundamental que o processo seja feito para que seja possível realizar uma investigação do que pode estar havendo que causa tanto sofrimento no seu filho e que coisas ocorreram que fizeram com que essa situação esteja sendo encarada por seu filho com tanta dor nesse momento. Certamente, há experiências que foram vividas pelo seu filho que tem relação com isso, mas somente através do acompanhamento será possível analisar de forma adequada e conduzir um tratamento que modifique a relação da criança com estas circunstâncias de ansiedade. É fundamental que além da criança, o tratamento também tenha espaço para consultas esporádicas com os responsáveis, de modo a garantir que a profissional e a família estejam em sintonia em relação as estratégias que vão ajudar a criança a atravessar estes traumas. Além disso, vale a pena tomar cuidado para aceitar o tempo e os recursos que a criança tem, pois é muito comum que os pais tenham grandes expectativas em relação aos seus filhos e que fiquem chateados ou frustrados quando a criança não alcança aqueles ideais. Isso é super natural e em alguma medida é até esperado, porém, é importante que os pais façam parte do tratamento da criança para que possam entender a separar as suas expectativas e desejos em relação ao filho daquilo que o filho consegue fazer em cada fase da vida, pois é muito comum que as crianças respondam de forma psicológica quando percebem que não estão sendo "o suficiente" para suprir os desejos e expectativas dos pais. Espero que essa resposta tenha podido ser útil de alguma forma, e me coloco a disposição se você sentir desejo de marcar um horário para conversarmos sobre a possibilidade de um processo de psicoterapia para o seu filho ou para você (inclusive, menciono sobre você porque muitas vezes ocorre da criança não responder bem a algum tratamento, mas ficar muito bem quando os pais começam a fazer - mesmo que a criança não esteja fazendo. Isso costuma ocorrer porque é normal que a forma da criança experimentar o mundo tem relação estreita com a maneira que ela vive os seus laços com os seus pais, desse modo é possível pensar em um tratamento para ela, mas também é uma alternativa que o adulto seja a pessoa atendida. O ideal é buscar experimentar para descobrir qual o caminho que funciona melhor em cada família).


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  • Por que quem é muito próximo e começa a ficar mais próximo, acaba afastando quem se é próximo e diz

    Por que quem é muito próximo e começa a ficar mais próximo, acaba afastando quem se é próximo e diz que não gosta de grude. Sendo que foi ela quem começou a se aproximar sem nenhum problema, tanto ficamos amigos. Mas começou a ficar um pouco mais, mas ela vai começa afastar?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Priscila de Melo

    Olá, boa noite. Nós não conseguimos saber o que se passa com o outro, o que a outra pessoa sente em alguma situação específica ou o que pensa sobre as formas de se aproximar e se relacionar com as pessoas. Tudo o que nós podemos fazer é irmos em um ritmo que não invada os espaços do outro e nos colocarmos a disposição para dialogarmos sobre o que estiver ocorrendo nas nossas relações. É possível que você tenha conhecido uma pessoa que tenha curiosidade ou vontade de criar laços próximos, mas que isso lhe cause mal-estar, medos, dúvidas ou tantos outros sentimentos e confusões. Manter uma comunicação aberta, transparente e honesta costuma ajudar a todos, uma vez que cada pessoa pode contar ao outro sobre como tem sido as interações e quais são os seus limites. Evidentemente, ninguém é responsável pela outra pessoa e nem tem obrigação de suportar mais do que sente que lhe é possível, então sempre vale a pena poder avaliar se o outro dá abertura para que as comunicações possam fluir de forma assertiva e honesta e se a maneira que as relações na sua vida estão colocadas estão dentro daquilo que você considera aceitável ou se há algo que talvez esteja o ferindo, machucando ou prejudicando de uma forma especial (se este for o caso, vale a pena você poder avaliar o que está nas suas mãos ser feito para que não se mantenha em uma situação de sofrimento). Criar laços e manter as relações é um desafio constante que nos requer trabalho e cuidado, mas costuma trazer como frutos a presença e permanência de pessoas importantes pra nós. Eu espero que esse breve texto possa lhe ter sido útil de alguma forma, e desejo que encontre e mantenha bons encontros e bons vínculos na sua jornada. Um abraço.


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  • A ansiedade permanente pode causar impacto no corpo? Por exemplo, batimento cardiaco acima dos 100,

    A ansiedade permanente pode causar impacto no corpo? Por exemplo, batimento cardiaco acima dos 100, formigamentos no corpo que vão e que voltam, fraqueza muscular nas pernas, palmas da mão suadas?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Priscila de Melo

    Olá, boa tarde. Sim, é possível que a ansiedade cause todos estes sintomas físicos. Isso pode ocorrer porque a ansiedade é uma forma do sujeito lidar com alguma situação (real ou imaginada) que considera assustadora. Durante esse episódio em que se enfrenta (ou imagina) algo ameaçador, é possível que o coração acelere seus batimentos, que haja suor excessivo, que os músculos enfraqueçam ou se contraiam demais e etc. Porém, para que o corpo reaja dessa forma é porque provavelmente estamos falando de uma situação de ansiedade muito intensa, muito além da ansiedade natural e saudável do cotidiano. Se este for o caso, é recomendado a procura de um psicólogo para acompanhamento, tendo vista que o quadro de ansiedade pode causar grande sofrimento e prejuízos enormes para as nossas vidas, em algumas situações podendo se associar ou ser o propulsor do desenvolvimento de outros quadros clínicos. Caso você sinta que a terapia é uma alternativa interessante para você, eu fico disponível para conversarmos melhor. Nesse caso, você pode acessar o meu perfil e marcar um horário diretamente pela agenda do site ou através do meu whatsapp. Um abraço, e lhe desejo boa sorte (:


  • Olá. Gostaria de saber se é possível uma crise de pânico bem grave provocar uma parada respiratória?

    Olá. Gostaria de saber se é possível uma crise de pânico bem grave provocar uma parada respiratória? Ou algo parecido?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Priscila de Melo

    Olá, boa tarde.

    As crises de pânico são experiências horríveis e que possuem uma gama ampla de sintomas como respostas ao que está acontecendo. Porém, é incomum associarmos paradas respiratórias nesse cenário. Será que o ocorrido não foi uma sensação muito forte de falta de ar ou de sufocamento associado com pensamentos sobre a morte ou medo de morrer? Isso, sim, é bem característico das crises de pânico. Todavia, também vale destacar que existem variações acerca de quais sintomas as pessoas podem experimentar durante um episódio de pânico. Se você ou alguém que você conhece está tendo crises de pânico, o mais aconselhável em um primeiro momento é buscar por atendimento com um profissional de saúde mental, como um psicólogo. Dentro do tratamento com o profissional, será mais fácil de vocês investigarem o que ocorre efetivamente nos episódios, pois é muito comum que o paciente se confunda em relação ao que experimentou, tendo vista o quanto intenso é uma crise de pânico. Além disso, é sempre prudente procurar também um clínico geral para fazer avaliações orgânicas e poder compreender se há algo fisiológico associado ao quadro psicológico, ou descartar essa hipótese e garantir que se trata de algo de cunho psicológico sem outras associações físicas. Eu sinto muito mesmo que você ou alguém que você conhece esteja vivendo estes episódios e esteja com essa dúvida sobre a parada respiratória, eu só posso imaginar o quanto assustador isso deve ser. Espero que a minha resposta tenha podido ajudá-lo em alguma medida, e desejo que essa situação seja tratada adequadamente e superada. Se você desejar experimentar um acompanhamento psicológico, pode entrar no meu perfil e marcar uma consulta de forma online ou através do meu whatsapp. Fico disponível, caso você sinta que isso pode o ajudar de alguma forma. Um abraço, e boa sorte!


  • Tenho transtorno de ansiedade. Sempre ouvi dizer que atividade física faz bem para ansiedade. Porém

    Tenho transtorno de ansiedade. Sempre ouvi dizer que atividade física faz bem para ansiedade. Porém comigo sempre foi ao contrário. A atividade física é o meu maior gatilho. Antes de começar, só de saber que vou fazer já fico com falta de ar. O abdômen trava e parece que não entra ar suficiente. São 20 anos assim, sofrendo para fazer atividade física. Sempre fico com muita falta de ar e conforme isso vai acontecendo vai piorando com os dias, até eu ter que parar. Toda vez que eu tento controlar ou interferir na respiração a falta de ar piora. O primeiro e principal sintoma de ansiedade que eu sinto é a falta de ar. E quando eu malho acho que as sensações corporais são o maior gatilho. É automático e não consigo controlar. Já tentei de tudo. Alguém saberia indicar alguma técnica ou o tratamento mais eficaz para o meu caso?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Priscila de Melo

    Olá, boa tarde. Eu lamento muito que tenha vivido essa experiência por tanto tempo, mas como é importante poder reconhecer a sua persistência em melhorar e buscar por novas estratégias para lidar com a ansiedade. A atividade física costuma ser muito importante e tende a trazer benefícios bem interessantes para as pessoas, incluindo melhora significativa na ansiedade. Porém, isso não é uma regra absoluta e não significa que vai funcionar de forma semelhante a todas as pessoas. Sinto que o mais indicado neste primeiro momento realmente seja a busca por uma psicóloga que atenda com base na psicanálise. Creio que essa recomendação possa lhe ser útil neste momento de vida porque a partir desta abordagem você conseguirá entender melhor qual é a sua relação não somente com as situações de ansiedade que tem vivido ao longo dos anos, mas também o que há na sua relação com o corpo e com a prática física que lhe sufoca. Fiquei pensando que talvez existam muitas coisas a serem trabalhadas ao longo de um tratamento para entender melhor esse sintoma do sufocamento. Que coisas na sua vida já lhe causaram sensação de sufocamento? O que ocorre nos seus pensamentos quando se imagina tendo exercícios físicos? Quais são os sentimentos que essa cena imaginada desperta? Que outros momentos da vida você já teve pensamentos e sentimentos parecidos com esses? Há um trabalho extenso que requer dedicação, mas que pode ajudar a desenosar estes e tantos outros enigmas, e que pode vir a ser fundamental para que você ressignifique a relação com o seu corpo, além de ajudá-lo a construir estratégias que sejam mais efetivas para você de lidar com a ansiedade, sempre visando aquilo que fará sentido e se encaixará na sua experiência de forma singular. Se você achar que isso faz sentido e se desejar conversar sobre a possibilidade de trabalharmos juntos nesse processo psicanalítico, fico disponível para agendamentos através do meu perfil - lá você poderá marcar um horário através do site ou através do whatsapp. Espero que fique bem, sinceramente. Um abraço!


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  • Os formigamentos provocados pela ansiedade podem passar para fraqueza no corpo?

    Os formigamentos provocados pela ansiedade podem passar para fraqueza no corpo?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Priscila de Melo

    Olá, boa tarde. A ansiedade pode gerar diversos sintomas físicos, entre eles estão os formigamentos e também a sensação de uma fraqueza muscular (que pode ou não ter relação com alteração na pressão). Porém, estes dois sintomas são independentes, de modo que um não necessariamente diz respeito ao outro, como se fosse uma espécie de evolução ou intensificação. É possível que ao viver repetidamente crises de ansiedade, os sintomas que você experimenta venham a se ampliar, de modo que é possível viver em uma crise recente sintomas que não foram vividos em crises anteriores. Isso pode causar a sensação no paciente de que é uma "evolução" de um sintoma já conhecido, mas normalmente diz respeito somente ao seu corpo estar precisando "chamar ainda mais a atenção" para a crise, demonstrando com maior intensidade que tem algo que não está indo bem e que precisa ser olhado e tratado com atenção. Todavia, é sempre recomendado que no caso da percepção de sintomas físicos novos ou que gerem dúvidas, um médico seja contatado para descartar possíveis quadros biológicos, caso você sinta que essa seja também uma possibilidade. O recomendado para o tratamento da ansiedade - em especial em intensidades fortes, como quando elas passam a gerar crises - é o acompanhamento psicológico. Se for necessário, o profissional pode indicar também a inclusão de um acompanhamento psiquiátrico. Se você sentir que a terapia pode te ajudar de alguma forma, eu fico a disposição para conversarmos sobre o assunto. Espero que a minha resposta tenha sido de alguma ajuda, e te desejo muita sorte (:


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  • A ansiedade crónica pode provocar fraqueza muscular? Se sim, pode persistir durante semanas pelo hip

    A ansiedade crónica pode provocar fraqueza muscular? Se sim, pode persistir durante semanas pelo hiperfoco no sintoma?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Priscila de Melo

    Olá, boa tarde. A ansiedade pode causar uma gama enorme de sintomas físicos, e a sensação de fraqueza muscular é um deles. Esta fraqueza pode ter relação com alterações na pressão, mas também pode ser consequência dos músculos terem se retraído devido a ansiedade. Porém, o mais comum é que estes sintomas físicos não persistam por períodos extensos. O que pode ocorrer nesse caso é uma repetição do sintoma devido a novas crises de ansiedade, de modo a causar no paciente a sensação de que é uma única fraqueza que se estende no tempo, em vez de ser vários momentos em que há essa fraqueza devido às novas crises que se repetem. Outra possibilidade é que esteja havendo algum problema de cunho orgânico, e para averiguar essa situação é necessário fazer exames médicos. Independente da fraqueza muscular ter origem na ansiedade ou em algum quadro fisiológico, é altamente recomendado que se faça a busca por um profissional da psicologia para acompanhamento, tendo vista que já houve um entendimento de que há uma ansiedade que lhe causa sofrimento e que é constante. Se você sentir que a terapia pode te ajudar de alguma forma, eu fico disponível de agendarmos um horário e conversarmos sobre o assunto. Espero que a minha resposta tenha podido o ajudar de alguma forma, e lhe desejo muita sorte (:


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  • Os formigamentos provocados pela ansiedade podem ter periodos em que desaparecem e depois voltam?

    Os formigamentos provocados pela ansiedade podem ter periodos em que desaparecem e depois voltam?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Priscila de Melo

    Oi, boa tarde. Sim, isso pode ocorrer e inclusive é muito comum que ocorra. É normal que os sintomas físicos de origem psicológica variem nas suas intensidades e nas suas formas de se expressarem com o passar do tempo, normalmente levando em conta que coisas estão ocorrendo na vida da pessoa. É comum, por exemplo, que em um determinado momento de vida uma pessoa tenha o sintoma de suor nas mãos e músculos fracos quando vive uma situação de ansiedade e em outro momento da vida os sintomas sejam substituídos por formigamentos e frequência cardíaca alterada; assim como também é normal que hajam períodos da vida onde a pessoa não desenvolve nenhum sintoma físico nos momentos ansiosos. Isso é natural, e sempre está relacionado ao universo interno da pessoa, como ela está, que coisas tem vivido, que emoções estão mais presentes e etc. A ansiedade é algo natural e que acompanha a todos por toda a vida. Porém, quando em exagero pode acarretar diversos problemas para o sujeito, incluindo o desenvolvimento de sintomas físicos desagradáveis. Se você sentir que precisa de ajudar para lidar com a sua ansiedade e se achar que a terapia pode ser um caminho para isso, fico disponível para agendarmos um horário através do meu perfil e conversarmos melhor. Espero que a minha resposta tenha o ajudado em alguma medida, e te desejo muita sorte (:


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  • Eu já estive em lugares públicos e em situação bem desafiador, exigia tranquilidade e consegui ficar

    Eu já estive em lugares públicos e em situação bem desafiador, exigia tranquilidade e consegui ficar tranquilo, mas estar performando e tiver alguém me observando não tenho esse controle e tenho tremedeira, sudorese etc etc se tiver sendo julgado é sofrimento en dobro, como e possível ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Priscila de Melo

    Olá, bom dia, como você está? É muito comum que situações diversas causem reações variadas nas pessoas. Desse modo, apesar de ser normal ouvirmos casos de pessoas que se sentem muito mal em público, isso não significa que esta situação em específico vai ativar níveis significativos de ansiedade em todas as pessoas. Deste modo, é natural que você tenha maior facilidade em fazer isso, por exemplo, e ainda assim tenha a ativação de uma ansiedade muito forte em outra situação, que pode ter semelhanças mas que é muito diferente, como quando você se vê em uma cena onde está sendo avaliado pelo outro. O olhar do outro faz parte do que nos constitui e nos organiza enquanto seres humanos e, portanto, é muito comum que situações onde nos vemos sob o olhar avaliador ou julgador das pessoas acabem nos causando as mais variadas emoções, pensamentos e reações (inclusive reações físicas, como você menciona que ocorre no seu caso). Se você percebe que o mal-estar vivido nestas situações lhe causa prejuízos ou lhe faz sofrer, é de suma importância que você possa buscar por um acompanhamento psicológico para investigar melhor o que pode estar ocorrendo e para construir junto com o profissional maneiras de superar este desafio, que talvez esteja atrapalhando coisas importantes da sua vida. Se este for o caso e se você avaliar que o processo de terapia pode ser uma experiência interessante para você, eu fico disponível para marcarmos um horário e conversarmos melhor sobre os detalhes do que lhe acontece. Deste modo, podemos juntos avaliar qual o melhor caminho a ser seguido, sempre visando o seu bem-estar. Se tiver interesse, pode acessar o meu perfil e marcar uma consulta através da minha agenda aqui do site ou por mensagem no whatsapp. Eu espero que a minha resposta tenha sido de alguma ajuda, e fico disponível. Um abraço e boa sorte (:


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  • Fiz vários exames do coração e pulmão e todos deram normais, fiz por conta da falta de ar que sinto.

    Fiz vários exames do coração e pulmão e todos deram normais, fiz por conta da falta de ar que sinto. Pode ser psicológico?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Priscila de Melo

    Olá, boa tarde. Não só é possível, como é muito comum que problemas psicológicos não tratados acabem gerando consequências físicas. Essa é uma forma que encontramos inconscientemente de lidarmos com aquilo que está causando problemas e não está sendo olhado e tratado adequadamente, é uma forma que encontramos de "chamar a atenção" de nós mesmos, de fazermos a gente perceber que tem alguma coisa que não vai bem conosco. Quando algo dessa natureza está ocorrendo, o mais indicado é buscar por acompanhamento com um profissional da psicologia, pois ao longo do tratamento pode ser realizado uma investigação para se entender o que pode estar havendo que está gerando os sintomas físicos percebidos. Eu lamento que isso esteja ocorrendo, e espero que a minha resposta tenha o ajudado em alguma medida. Caso você sinta que o atendimento psicológico pode te ajudar de alguma maneira, me coloco a disposição pra conversarmos melhor sobre o assunto. Um abraço, e lhe desejo boa sorte (:


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  • Uma adulta com transtornos como borderline, bipolaridade e depressão é alguém que necessita de tutel

    Uma adulta com transtornos como borderline, bipolaridade e depressão é alguém que necessita de tutela familiar?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Priscila de Melo

    A curatela ocorre através da via judicial e é aplica exclusivamente nas situações onde foi avaliado pelos profissionais envolvidos que a pessoa não tem condições de cuidar de si mesma e de decidir mesmo sobre coisas simples da sua vida. É extremamente incomum que isso ocorra nos transtornos mencionados, apesar de ser impossível. O mais comum é que uma pessoa com algum desses quadros psicológicos crie uma rede de pessoas da sua confiança que possam lhe ajudar em situações delicadas, mas mantenha a sua autonomia. É de suma importância que haja o acompanhamento profissional para tratamento destes transtornos, e normalmente isso ajuda a pessoa não somente a lidar com as dificuldades de sua vida, mas também a construir essas redes de apoio. Eu espero que a minha resposta possa ter lhe ajudado de alguma forma, e eu fico disponível se você desejar agendar um horário comigo para falarmos melhor sobre o que pode estar havendo. Um abraço, e boa sorte (:


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  • Eu sinto vontade de esfaquear alguma pessoa do sexo masculino (sou mulher tenho 26 anos) não tem nin

    Eu sinto vontade de esfaquear alguma pessoa do sexo masculino (sou mulher tenho 26 anos) não tem ninguém em específico.(a pesar de que quando sinto raiva de alguém, o foco vira ela.) Me imagino fazendo isso e olhando dentro dos olhos dela. (Não que eu vá fazer.) Mas eu posso ser uma sociopata? , ou será que de vez enquanto todo mundo pensa nisso?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Priscila de Melo

    Não é possível definir um diagnóstico com base em um pequeno relato. Porém, os casos popularmente conhecidos como psicopatias ou sociopatias tendem a dizer respeito a uma organização psíquica onde não há culpa ou mal-estar por seus pensamentos e desejos, uma vez que a empatia não faz parte do repertório dessas pessoas.Por conta disso, o seu relato me faz sentir inicialmente que estes pensamentos e desejos podem dizer respeito muito mais ao seu campo da imaginação e da fantasia.

    Como você relata que estas ideias estão sempre relacionadas a pessoas do sexo masculino, parece haver aí um fio que pode ser usado como uma espécie de dica para que se torne possível compreender melhor o que ocorre com você nos momentos de fúria.

    Caso você sinta que estes pensamentos são muito recorrentes ou se você avaliar que eles te fazem sofrer ou te trazem muitas dúvidas, mal-estar e medos, é recomendado que você busque por uma psicóloga para que possa avaliar junto com a profissional o que há na sua relação com os homens que te faz encontrar acalento nestas imagens agressivas.

    A agressividade faz parte da organização psicológica de todas as pessoas. Se ver tendo alguns pensamentos violentos em alguns momentos não é necessariamente um sinal de um transtorno psicológico e não precisa necessariamente ser tratado. Porém, quando é algo que interfere na vida e no bem-estar da pessoa, é sinal de que há algo que parece querer se revelar, mas que talvez não esteja encontrando outra via de fazer isso para além destes momentos de pensamentos.

    Na terapia você poderá fazer uso da relação de confiança com a profissional, do sigilo e da tranquilidade de que a profissional não está lá para fazer julgamentos morais e poderá avançar no entendimento sobre o que pode estar havendo, e que relações há entre essa agressividade que aparece nos seus pensamentos e na sua relação com o masculino.

    Eu espero ter podido ajudar um pouco.
    E espero que não se culpe por ter estes pensamentos, mas que avalie se você sente que é o caso de buscar por ajuda psicológica para desvendar esse enigma.

    Fico a disposição para conversarmos sobre a possibilidade de um tratamento, caso você avalie que isso pode ajudar.
    Um abraço, e boa sorte.


  • Quando o terapeuta de casal entende que a separação é o melhor caminho? E como ele aborda a sua conc

    Quando o terapeuta de casal entende que a separação é o melhor caminho? E como ele aborda a sua conclusão?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Priscila de Melo

    É possível que em algum caso específico o profissional sinta que a separação é o melhor caminho. Porém, a decisão sobre isso é do casal. Em relação ao modo que o terapeuta pode tocar no assunto, isso varia muito entre os casos. Assim como nos tratamentos individuais, o jeito que o profissional vai colocar uma questão depende do caso em si, das suas especificidades, do que o terapeuta compreende do caso e do momento que a pessoa está vivendo e etc. Não tem diferença fazer menção sobre uma separação no acompanhamento de casal e fazer menção sobre qualquer outro assunto na terapia de casal ou individual que também seja geradora de mal-estar, angústia e que movimente sentimentos fortes no(s) paciente(s). Em alguns casos, pode haver uma pergunta no sentido do que faz o casal seguir junto; ou então uma pergunta no sentido de entender se a separação é algo que o casal compreende como uma possibilidade; ou então uma pergunta no sentido de que coisas cada um pensa ou sente quando imaginam uma situação de separação; e etc. Enfim, as possibilidades de abordar o tema são muitas e elas variam de caso a caso. Inclusive, tocar no assunto no tratamento não necessariamente deve ser feito porque o profissional acredita que essa é a "melhor saída", uma vez que não sabe ao profissional avaliar o que ele considera bom ou ruim. A separação é um assunto que tende a fazer parte das fantasias, dúvidas e inseguranças dos casais com dificuldades e, portanto, é algo que pode ser tratado corriqueiramente no tratamento. Quando o profissional sente que o tema precisa ser abordado mas não sabe como fazer isso, ou quando tem dúvidas sobre abordar ou não o assunto, é comum também na psicologia que os profissionais façam uma prática que chamamos de "supervisão", que é justamente quando o profissional discute um caso específico com um outro profissional de sua confiança e com muito mais experiência que ele, pois juntos é possível entender melhor o caso e o terapeuta que conduz o tratamento terá ajuda de ver coisas que não estava percebendo sozinho e definir os melhores caminhos para os próximos atendimentos, assim como elaborar quais os melhores modos de abordar algo específico. Eu espero ter podido ajudar um pouco, e desejo boa sorte.


  • Boa tarde! Então, esses dias eu tava cm crise de ansiedade na minha aula de teatro, umas meninas cha

    Boa tarde! Então, esses dias eu tava cm crise de ansiedade na minha aula de teatro, umas meninas chamaram o professor, e ele foi até mim, eu tava chorando, cm medo e vergonha, esse professor foi um anjo comigo, ele me consolou, me deu um abraço forte por vários segundos, e tipo...eu fico emocionada só de lembrar...meu pai sempre foi mto estressado, n era mto afetivo comigo, mas o meu professor foi totalmente o contrário....eu chorei tanto dps pq eu nunca senti um abraço daquele jeito....nenhum homem adulto foi tão carinhoso comigo....e quando meu professor me olhou em meus olhos, sorriu e ainda me abraçou, mds....foi mágico...n sei mto bem oq senti...ninguém nunca me tratou daquela forma, principalmente em momentos de dor, ent oq ele fez foi MTO especial e mto importante pra mim, nunca vou esquecer...e apesar de q nos conhecemos a pouco tempo, pra mim ele já é meu pai, msm n sendo kkk....até hj choro só de lembrar do q ele fez..n sei pq, me afetou dms, no sentido bom....n sei o pq de eu estar assim...n sei oq houve comigo...podem me ajudar por favor...?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Priscila de Melo

    Parece que você já sabe o que houve que te impactou tanto no acolhimento que você recebeu. Uma vida sem essas experiências de acolhimento, de aconchego e de calmaria com um adulto de referência que se faça presente pode causar faltas muito significativas, de modo que seja avassalador quando você vive uma experiência que te coloca frente a algo que você se dá por conta que não teve, que te foi negado de alguma forma. Porém, para além da sensação de acolhimento que teve com o professor, você menciona que a cena iniciou porque tu estavas em um momento de crise e você finaliza contando da sensação de que sente neste professor o lugar de pai. Essas duas questões me parecem ser importantes de serem salientadas. Digo isso no sentido de que se tu estavas tendo um episódio de alguma crise é porque há algo que não vai bem e que precisa de atenção. Por outro lado, há também essa menção que tu faz de ver o professor como uma espécie de pai, e isso também merece atenção. É incrível e potente que você possa encontrar na vida pessoas que te façam se sentir segura e bem. Porém, se a falta que tu tens do acolhimento e amor de uma mãe ou pai não estiver bem resolvida pra ti, é possível que isso venha a se tornar um problema. Afinal, essa falta pode ser tão grande que pode acabar te fazendo topar certas situações de muito sofrimento, pois o que tu estaria em troca desse sofrimento seria algo como o acolhimento, o afeto ou o amor que tu sente que não teve. Agora não estou falando mais sobre a cena com o professor, mas sim, sobre a possibilidade de que hajam outras relações na vida onde você acabe ficando como que uma "refém" de algo que não está bem porque em troca haveria uma espécie de "ganho". É bem importante que tu possas avaliar se isso faz sentido pra ti, se já houveram situações onde talvez tu tenha sentido que estava aceitando algo que não era legal por sentir que a pessoa era "boa" pra ti de alguma forma e se essa falta de carinho da tua história pode te levar hoje a aceitar coisas não muito boas para poder viver o recebimento de carinho. Se for o caso, pode ser interessante que essa falta que houve na tua história seja trabalhada em um processo de terapia, para que você possa se permitir avaliar e definir os teus critérios e os teus limites nas relações com as pessoas, para que não corra o risco de "pagar qualquer preço" pelo recebimento de um pouco de atenção e afeto. Eu espero ter podido ajudar um pouco, e fico disponível pra conversarmos sobre a possibilidade de um processo de terapia, caso você julgue que isso pode ser positivo pra ti. Um abraço, e boa sorte.


  • meu namorado passou por um período de depressão, tomou remédio, teve alguns efeitos colaterais, como

    meu namorado passou por um período de depressão, tomou remédio, teve alguns efeitos colaterais, como falta de libido. Nesse período ficamos sem relação por uns meses, mas sempre envolvidos , companheiros. Porem ele começou a ficar diferente, frio, dizia q sentia um vazio, ausencia de sentimentos, e apos a retirada dos medicamentos ele perdeu a atração por mim. Diz que gosta porém não sente atração. Não sente nada. Agora esta fazendo terapia pois ele sente que criou um bloquei emocional , mental e ate sexual por mim. Isso existe, é possivel um bloqueio desse? Pois ele diz que me acha linda, que tenho um corpo lindo mas ele não sente o desejo, as vezes ele diz que parece um bloqueio ou uma maldição é a palavra q ele usa. Ele está ficando muito pressionado e sofre c isso, pois nos dávamos muito bem em tudo. Agora não sabemos o que fazer. Existe tratamento? terapia? tem solução ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Priscila de Melo

    Em relação a sua pergunta de uma forma mais direta: Sim, é possível que o uso de medicações, que a depressão ou que outros fatores da vida causem no seu namorado estes sintomas que você relata que ele chama de "bloqueios". A vida erótica sempre tem relação com diversos aspectos da vida de cada pessoa, de modo que outros fatores influenciam nela e podem a modificar drasticamente em determinados momentos. Porém, eu tive a sensação ao ler o seu relato que talvez o mais importante de você poder escutar/ler neste momento não seja apenas uma afirmativa de que é possível que o seu namorado realmente esteja passando e sentindo tudo isso que ele conta; mas sim, de poder te sugerir que você avalie como você tem se sentido nessa situação. Infelizmente, é comum que familiares, pares românticos e outras pessoas próximas a alguém com depressão acabem tendo algum tipo de sofrimento também. Afinal, não é nenhum pouco simples lidar com tudo isso. Se o desinteresse sexual do seu namorado por você estiver lhe afetando de uma forma que você perceba que é significativo, a busca por uma terapia pode te ajudar muito nesse momento. Eu digo isso porque nós todos somos constituídos a partir do olhar do outro sobre nós, e essa mudança que você relata no olhar do seu companheiro sobre você pode causar inseguranças, dúvidas e sofrimentos que você nem sabia que existiam e que não tem nenhuma relação com ele, na verdade, mas que dizem respeito a questões suas que podem ser elaboradas para que você atravesse esse momento com mais tranquilidade. Porém, se você não sente incômodos específicos por essa mudança no interesse por ti, mas tem questões acerca do relacionamento de forma geral, poderia ser uma saída interessante conversar com ele sobre a possibilidade de uma terapia de casal, para que vocês possam falar especificamente das questões do relacionamento. Espero ter podido ajudar um pouco, e fico a disposição se você avaliar que o tratamento de terapia pode ser útil de alguma forma pra ti. Um abraço, e boa sorte.


  • Oi, Sou menina e tenho 14 anos, ontem eu estava tomando banho e sem perceber comecei a me tocar, iss

    Oi, Sou menina e tenho 14 anos, ontem eu estava tomando banho e sem perceber comecei a me tocar, isso é errado? Eu gostei de fazer aquilo, mas queria saber se é errado, pois só tenho 14 anos

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Priscila de Melo

    Olá, bom dia.
    Sentir curiosidade e prazer ao tocar em si mesmo é algo natural, e é algo que está presente na vida das pessoas desde a infância. Fique tranquila que não há nada de errado nessa prática. Ao contrário, é uma ação importante para que você possa conhecer a si mesma e possa descobrir o que você gosta, o que você não gosta e quais são os teus limites.
    Porém, infelizmente qualquer coisa associada com a sexualidade tende a ser tomado por muitas pessoas como tabu, como pecado ou como algo a ser rejeitado ou mesmo punido. Essa maneira de lidar com a sexualidade humana (que é natural) pode acarretar este tipo de sentimento de culpa, sentindo que quem se toca ou tem qualquer outra ação erótica está fazendo algo errado, mesmo que não esteja.
    Se for o caso, converse com algum adulto da tua confiança e que você sinta que pode te abrir sobre o assunto para esclarecer mais dúvidas.


  • Fui vítima de abuso sexual na infância, e gostaria de saber informações sobre quais tratamentos devo

    Fui vítima de abuso sexual na infância, e gostaria de saber informações sobre quais tratamentos devo procurar. Grata

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Priscila de Melo

    Essa é uma pergunta delicada e requer atenção na resposta. O primeiro passo importante é tentar entender quais efeitos este trauma gerou na sua vida e de qual forma você é ainda hoje afetada por isso que te aconteceu.
    As pessoas vivem uma mesma experiência de formas diferentes: não há fórmulas mágicas. Seria muito interessante que você pudesse iniciar um processo de terapia com uma psicóloga, pois neste processo você poderá justamente elaborar esse trauma, entender os efeitos dele na sua vida e superar - em alguma medida - os "restos" deste trauma que se mantém presentes na tua vida (ainda que hoje você talvez não veja-os).
    No entanto, é importante que você tenha desejo de fazer terapia. Quando o paciente inicia a terapia sem desejar fazê-la, apenas porque alguém indicou ou porque se sente pressionado de alguma forma, o tratamento não anda. Para que a terapia funcione é necessário se colocar de forma ativa nela, e isso acontece somente na medida que você tenha interesse real de se tratar.
    Alguns colegas indicam que você procure uma psicóloga que trabalhe com "teoria A" ou com "teoria B", mas isso é besteira. O importante é você encontrar uma profissional que você se sinta acolhida e confortável para poder falar de sua vida, de seus medos, de seus traumas e de suas angústias. Todas as teorias psicológicas possuem arsenal suficientemente qualificado e rico para lidar com a sua questão. Aposte em uma boa profissional, e não em uma teoria.
    Se quiseres conversar sobre a possibilidade de iniciar um tratamento, eu me ponho a sua disposição.


Perguntas frequentes

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