Perguntas do paciente (19)
-
Moro só há mais de 25 anos e não me vejo nem me relacionando nem dividindo espaço com ninguém. Detes
Moro só há mais de 25 anos e não me vejo nem me relacionando nem dividindo espaço com ninguém. Detesto receber pessoas em casa , adoro me divertir só - saio muito , vou para restaurantes , museus , trilhas. Isso tudo começo quando percebi que gostava de minha companhia e que levei muito tempo para ter meu espaço e viver a vida que queria . Ultimamente olhei para trás e percebi que meu último relacionamento foi em 2013, que não sinto falta e que estou bem . Que tipo de pessoa meu comportamento me faz em termos de sociabilidade ? Sou um heremita?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sua experiência de viver só por décadas e o prazer genuíno em desfrutar da própria companhia, sem sentir falta de relacionamentos ou compartilhar seu espaço, revela um perfil de alta autonomia, autoconhecimento e valorização profunda da individualidade. Esse comportamento não é, necessariamente, o de um “eremita” no sentido clássico, mas sim de alguém que se sente pleno na solitude escolhida, que é diferente do isolamento social compulsório ou da solidão geradora de sofrimento.
O que diz a psicanálise sobre seu perfil
Pessoas que optam por viver só e buscam prazer nas próprias atividades cultivam relações de respeito à própria individualidade e costumam ser autoconscientes — sabem quem são, suas necessidades e limites.
O psicanalista entende que o desejo de estar só não implica falta de sociabilidade ou dificuldades interpessoais, mas sim preferência por espaços onde sua essência se expressa com liberdade e autenticidade.
Atitudes como sair sozinho a lugares públicos, frequentar restaurantes e trilhas são indicativos de boa saúde relacional e emocional, pois envolvem contato social em dosagem satisfatória para seus valores e desejos.
“Eremita” é o termo correto?
O termo “eremita” costuma designar alguém que escolheu o isolamento extremo por motivos religiosos, espiritualidade ou para fugir da convivência humana, muitas vezes em locais despovoados e sem contato social.
Seu comportamento não corresponde ao de um eremita pleno, já que se mantém ativo socialmente — embora sem abrir mão da privacidade e do conforto de seu espaço individual.
O melhor termo seria “solitário funcional” ou pessoa com valorização da solitude — alguém que encontra plenitude em estar só, cultiva a própria companhia e não sofre com isso.
Sociabilidade no seu contexto
Não sentir falta de relacionamentos nem ter desejo de dividir seu lar não denota incapacidade de sociabilidade, apenas preferência por contato social menos intenso ou mediado por seus próprios termos.
Existem muitos modelos de vida saudável que envolvem moradia individual e redes de contato pontuais, sem prejuízo da saúde mental. O importante é observar se há sofrimento, vazio ou sensação de falta — o que claramente não acontece em seu caso.
Seu relato é típico de uma pessoa madura, autêntica e realizada em sua própria trajetória relacional e existencial, sem imposição de padrões externos.
Em termos psicanalíticos, sua experiência revela uma relação saudável com a própria individualidade, marcada por autoconhecimento, autonomia e prazer na solitude. Não há indicação de eremitismo clássico; há sim plena vivência de uma existência autossuficiente e socialmente funcional nos próprios termos.
-
Quero entender se existe uma duração comum de um processo psicanalítico.
Quero entender se existe uma duração comum de um processo psicanalítico.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A duração de um processo psicanalítico não é fixa e varia conforme a singularidade de cada pessoa e suas necessidades internas. Em geral, é comum que a psicanálise dure entre dois e cinco anos, mas pode ser mais breve ou se estender por um período maior dependendo do que cada analisando busca e do ritmo do tratamento.
Aspectos que influenciam a duração
O tempo necessário para o processo está relacionado a vários fatores:
A complexidade das questões emocionais e inconscientes que a pessoa traz para análise.
O objetivo do paciente, que pode querer tanto trabalhar dificuldades pontuais quanto buscar transformações mais profundas na vida.
A frequência das sessões, que tradicionalmente ocorrem uma vez por semana, na minha pratica tendo poucos que fazem duas ou mais sessões na semana.
A qualidade do vínculo estabelecido entre paciente e psicanalista, que deve garantir segurança e confiança para o aprofundamento do processo.
Reflexão sobre o tempo da análise
A psicanálise, como um caminho de autoconhecimento e transformação, respeita o tempo do sujeito e não busca soluções rápidas. Cada etapa tem seu valor e demanda um espaço para que o sujeito possa elaborar sofrimentos, conflitos e ampliar a compreensão sobre si mesmo. Por isso, sentir que o processo tem um tempo flexível e adaptado às necessidades pessoais é crucial para um percurso significativo e acolhido.
Assim, a duração do tratamento psicanalítico é sempre uma construção conjunta entre o paciente e o terapeuta, respeitando o tempo necessário para que cada pessoa possa encontrar seus próprios caminhos de cura e desenvolvimento.
-
Olá! Gostaria de saber como se desenrola uma sessão de psicanálise? O que esperar de uma primeira se
Olá! Gostaria de saber como se desenrola uma sessão de psicanálise? O que esperar de uma primeira sessão?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá; Uma sessão de psicanálise é um espaço acolhedor e seguro onde o paciente é incentivado a falar livremente sobre seus pensamentos, sentimentos e experiências, sem julgamentos.
Como se desenrola a sessão
O paciente pode escolher sentar-se ou deitar-se no divã, conforme sua preferência e conforme o andamento do processo. O psicanalista escuta atentamente, intervindo pontualmente para favorecer o autoconhecimento e o acesso ao inconsciente, em um processo de respeito à singularidade de cada pessoa. As sessões têm duração média de 50 minutos e acontecem em ritmo regular, definido entre paciente e analista, geralmente ocorrendo semanalmente.
Na primeira sessão, costuma-se abrir espaço para que o paciente fale sobre sua motivação para buscar análise, suas questões mais urgentes e dificuldades atuais. O foco é a construção de um vínculo inicial, apresentação do enquadre terapêutico (frequência, duração, valores, confidencialidade) e o estabelecimento de um ambiente seguro. O analista escuta com atenção e empatia, sem buscar diagnósticos imediatos ou soluções prontas, mas favorecendo que o paciente se aproprie do processo.
É comum sentir-se acolhido e, conforme a fala se desenvolve, experimentar alívio por estar sendo ouvido de forma cuidadosa e ética. Costumo dizer que análise (psicanalise) é uma experiencia única, quando se sentir segura para experienciar estou a sua disposição.
-
É necessário usar o divã no processo psicanalítico?
É necessário usar o divã no processo psicanalítico?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Não, o uso do divã não é obrigatório no processo psicanalítico. Originalmente, Freud adotou o divã como um recurso para facilitar que o paciente se relaxasse e falasse livremente, sem a interferência do olhar do analista, o que ajuda a diminuir a censura psíquica e a promover a associação livre do inconsciente.
No entanto, muitos psicanalistas hoje realizam atendimentos sentados frente a frente com seus pacientes, e isso não inviabiliza a profundidade do trabalho psicanalítico, inclusive é a maneira como rotineiramente atendo. O divã pode ser usado como uma estratégia quando o paciente já construiu um vínculo forte com o analista e se relaciona com ele como um objeto interno, pois ele favorece que o paciente se direcione mais para seu próprio fluxo de pensamentos sem se preocupar com reações do terapeuta.
Assim, o divã é uma ferramenta que pode facilitar a fala livre e as associações necessárias ao processo, mas o essencial é o vínculo de confiança e o trabalho interpretativo que o analista faz, que podem acontecer em diferentes formatos e contextos, por exemplo ao desligar a camera durante um atendimento on-line.
-
Como a psicanálise compreende e trabalha com a ansiedade/angústia?
Como a psicanálise compreende e trabalha com a ansiedade/angústia?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A psicanálise compreende a ansiedade e a angústia como experiências emocionais relacionadas a conflitos internos e à relação do sujeito com objetos desejados ou temidos. Freud distinguiu a ansiedade realística (resposta a perigos concretos externos), a ansiedade neurótica (medo inconsciente de perder controle sobre impulsos internos) e a ansiedade moralista (sentimento de culpa frente às expectativas sociais). A angústia, correlata, é um afeto mais difuso que sinaliza uma ameaça interna sem um objeto claramente identificado, podendo manifestar-se com sofrimento intenso, e está ligada a conflitos inconscientes profundos.
No trabalho psicanalítico, a ansiedade é vista tanto como um sinal de conflitos internos que solicitam atenção quanto como uma defesa que alerta para a necessidade de reorganizações psíquicas. A angústia, especialmente na teoria lacaniana, também pode ser uma força que impulsiona o autoconhecimento, ao abrir um espaço para reflexão sobre a própria existência e desejos mais profundos.
Assim, a psicanálise acolhe essas manifestações não apenas como sintomas a serem eliminados, mas como caminhos para a compreensão da singularidade de cada sujeito, trabalhando para que ele possa elaborar melhor suas angústias e ansiedades, possibilitando maior equilíbrio e qualidade de vida emocional.
-
Como posso identificar se o método da psicanálise é adequado para minha demanda?
Como posso identificar se o método da psicanálise é adequado para minha demanda?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A identificação de que o método da psicanálise é adequado para uma demanda passa, primeiramente, pela escuta das próprias necessidades e pelo desejo de compreender, em profundidade, os próprios conflitos, repetições e sintomas.
Sinais de que a psicanálise é adequada
A pessoa sente vontade de investigar questões emocionais, comportamentos repetitivos, traumas ou dificuldades que se manifestam há muito tempo.
Busca não apenas alívio rápido de sintomas, mas sim compreender o sentido e a origem do seu sofrimento.
Tem abertura para um processo de autoconhecimento, disposto ao compromisso com a escuta e à construção de um vínculo com o analista, sabendo que o tratamento pode ser mais longo e profundo.
O papel do processo psicanalítico
A psicanálise é especialmente indicada para demandas que envolvem conflitos familiares, relacionamentos, processos de luto, ansiedade persistente, baixa autoestima, traumas ou situações de repetição e autossabotagem.
Ela favorece o surgimento de interpretações e descobertas sobre si mesmo, promovendo novas possibilidades de viver e sentir. O paciente é convidado a falar livremente, num espaço ético, cuidadoso e livre de julgamentos.
Recomendação de investigação
Caso ainda restem dúvidas sobre a adequação da psicanálise para sua demanda, sugiro que agende uma consulta diretamente comigo, para que possamos conversar sobre suas questões de forma acolhedora e ética.
Durante nosso encontro, será possível analisar juntos se o método pode contribuir verdadeiramente para sua jornada de autoconhecimento e elaboração do sofrimento, sempre respeitando o seu tempo e singularidade.
-
O que é a psicanálise e como ela pode ajudar as pessoas?
O que é a psicanálise e como ela pode ajudar as pessoas?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A psicanálise é uma teoria sobre a mente humana e uma prática (método) clínica fundada por Freud, cujo principal foco está na investigação e no tratamento dos processos inconscientes que influenciam pensamentos, sentimentos e comportamentos.
O que é psicanálise
A psicanálise considera que muitos conflitos internos, sintomas e angústias que as pessoas vivenciam têm raízes em processos mentais inconscientes, ou seja, em desejos, memórias e experiências reprimidas que não chegam à consciência, mas influenciam a vida cotidiana. Este método trabalha principalmente através da fala, permitindo que o paciente expresse livremente suas emoções, pensamentos e fantasias a um analista.
Como a psicanálise pode ajudar
A psicanálise auxilia as pessoas a compreenderem profundamente suas dores, repetição de padrões, conflitos internos e dificuldades nos relacionamentos.
Ao tornar consciente o que está inconsciente, favorece o autoconhecimento, o alívio do sofrimento psíquico e o desenvolvimento pessoal, contribuindo para mudanças duradouras no modo de viver e se relacionar com o mundo e com os outros.
Pode ser indicada para pessoas que buscam compreender a origem de sintomas, lidar com ansiedade, depressão, traumas, questões de autoestima, comportamento autossabotador ou situações de sofrimento que parecem não ter explicação apenas racional.
-
Alguém pode me ajudar? Já tinha feito terapia antes e me sentia a vontade para me abrir, ultimamente
Alguém pode me ajudar? Já tinha feito terapia antes e me sentia a vontade para me abrir, ultimamente comecei a psicanálise com uma terapeuta, só que não tenho me sentido a vontade com ela , psicanálise pode gerar esse desconforto? quero ter certeza antes de desistir do meu tratamento com ela
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sim, é comum que a psicanálise gere algum grau de desconforto, especialmente no início ou durante fases de aprofundamento do processo. Sentir-se desconfortável ou até com dificuldade de se abrir pode ser parte natural desse percurso, pois temas sensíveis e aspectos inconscientes podem emergir, trazendo sentimentos novos ou até difíceis de lidar.
Desconforto na Psicanálise
O desconforto em sessões de psicanálise muitas vezes reflete o contato com conteúdos internos relevantes ao seu processo de autoconhecimento e transformação. Essas sensações não só são comuns, como, em alguns casos, indicam que você está se aproximando de algo importante para o seu desenvolvimento emocional. Alguns pacientes relatam inclusive reações físicas ou emocionais mais intensas após as sessões — isso se chama, informalmente, “ressaca pós-terapia” e pode ser produtivo.
Relação com o Terapeuta
É fundamental, no entanto, que exista um ambiente minimamente seguro, acolhedor e de confiança para que a análise aconteça de fato. Se o desconforto tem origem na relação com a terapeuta — por exemplo, dificuldade de se sentir ouvido, respeitado ou compreendido — é válido comunicar isso a ela, pois a própria conversa pode trazer clareza sobre o que está acontecendo no processo. O vínculo terapêutico é parte essencial da psicanálise e, caso a sensação de estranhamento persista ou impeça o avanço, pode ser necessário conversar sobre outras possibilidades.
Abrindo o Diálogo
Recomenda-se falar abertamente com sua terapeuta sobre as sensações de desconforto e dificuldade de se abrir. Muitas vezes, abordar este tema pode ajudar a compreender se isso faz parte de um movimento do próprio processo analítico (como resistência, defesa psíquica, medo de enfrentar questões profundas) ou se está ligado à dinâmica entre paciente e terapeuta. Esse diálogo é também uma oportunidade de fortalecer o processo terapêutico.
Pensando antes de desistir
Antes de interromper o tratamento, vale refletir sobre esses pontos e discutir com sua terapeuta. É uma etapa natural enfrentar desafios ao longo da análise, e, na maioria dos casos, atravessá-los pode ser essencial para que haja transformação genuína.
Se sentir, mesmo após conversar, que o ambiente não permite o que espera de uma psicanálise, buscar outro profissional é um direito e pode fazer toda diferença para a eficácia do tratamento.
-
Boa noite, eu acho que devo iniciar terapia online, mais não sei se devo, talvez psicanalista, tenho
Boa noite, eu acho que devo iniciar terapia online, mais não sei se devo, talvez psicanalista, tenho timidez, já tive episódios de ansiedade e alguns problemas na área sentimental, estresse em relação ao trabalho, não sei como iniciar ou em que focar para tratar primeiro
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A terapia online é comprovadamente eficaz e oferece privacidade, comodidade e conforto para iniciar o processo mesmo em casa. O primeiro passo é buscar um profissional especializado e confiável, como psicanalistas que já tenham experiência em temas de ansiedade, timidez e conflitos interpessoais; agendar a primeira sessão é suficiente para dar início, pois não é preciso ter todas as respostas prontas.
O Que Trazer Para a Primeira Sessão
Não existe um “assunto certo” para começar: pode-se falar sobre qualquer sentimento, situação ou preocupação que esteja incomodando, como ansiedade, suas experiências afetivas ou o estresse no trabalho. O terapeuta ajudará a organizar suas demandas e a construir, junto, o foco do tratamento. Relatar dúvidas e inseguranças sobre o processo é totalmente natural e também pode ser mencionado.
Definindo o Foco Inicial
Geralmente, na primeira sessão acolho todas as questões levantadas e auxilio na escolha do ponto de partida, seja timidez, ansiedade ou problemas sentimentais. O mais importante é estar aberto para o processo e confiar na condução do profissional, que irá adaptar as sessões conforme as necessidades, dando espaço para tratar cada tema com o tempo necessário.
Agendar uma primeira consulta é o melhor caminho para experimentar e sentir como é o atendimento; o processo será construído junto, respeitando o seu ritmo e suas prioridades.
-
Olá, tenho TOC com pensamentos repugnantes. Estudei bastante o TOC pela ótica da TCC, e ela sempre m
Olá, tenho TOC com pensamentos repugnantes. Estudei bastante o TOC pela ótica da TCC, e ela sempre me ajudou muito com meus conflitos. No entanto, comecei a estudar a teoria do TOC pela psicanálise (neurose obsessiva). A maioria dos psicanalistas que acompanho aborda os pensamentos intrusivos como manifestações de desejos inconscientes reprimidos que emergem à consciência. Em outras palavras, seria um processo de substituição: como o desejo reprimido é considerado imoral, ele é recalcado e depois retorna de forma distorcida como pensamento intrusivo. No entanto, achei essa explicação superficial e até desesperadora — dizer que aquilo que você mais repudia é, na verdade, um desejo inconsciente. Será que esses pensamentos não poderiam surgir de medos, traumas ou mecanismos que não envolvem, necessariamente, o desejo? Alguém poderia, por gentileza, me orientar sobre isso?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Na psicanálise, o TOC (neurose obsessiva) é frequentemente abordado como sintoma decorrente de conflitos inconscientes, onde os pensamentos intrusivos podem, sim, ser manifestações de desejos reprimidos, mas não se limitam apenas a essa explicação. Os pensamentos repugnantes também podem surgir de medos, traumas ou outros mecanismos internos que não necessariamente envolvem desejo—cada sujeito é único, e o conteúdo dos pensamentos intrusivos deve ser compreendido considerando toda sua história emocional.
Explicação Psicanalítica Ampliada
Para Freud, o TOC envolvia desejos reprimidos e conflitos do passado, frequentemente ligados a questões morais e afetivas, mas abordagens contemporâneas da psicanálise reconhecem que pensamentos intrusivos podem ser respostas a angústias, medos profundos, traumas e conflitos não resolvidos. A função desses pensamentos é aliviar ou neutralizar ansiedades internamente vividas pelo sujeito, e a origem pode ser múltipla—não apenas ligada a desejo reprimido, mas também a experiências traumáticas e medos existenciais.
Pensamentos Intrusivos: Medos, Traumas e Outros Mecanismos
Diversos psicanalistas e estudos recentes apontam que nem todo pensamento intrusivo indica um desejo; ele pode ser uma representação simbólica de algo temido, um alerta para riscos, resultado de traumas passados ou até mesmo reflexo de ansiedade sobre o futuro. Muitos reconhecem que o conteúdo desses pensamentos tem menos a ver com intenções reais e mais com a forma como o psiquismo lida com conflitos e emoções difíceis.
Orientação Profissional
O tratamento psicanalítico busca ampliar o entendimento dessas manifestações, sem julgamento, promovendo um espaço de escuta para que o paciente possa reconhecer seus próprios mecanismos internos e compreender o papel dos pensamentos repugnantes em sua vida. Ao articular e explorar esses conteúdos junto ao analista, é possível encontrar significados menos desesperadores e mais alinhados à história singular de cada pessoa, incluindo fatores como traumas e medos—não apenas o desejo inconsciente.
-
Olá! Sofri uma tentativa de assalto há algum tempo, mas fugi do mesmo. Desde então, não consigo sair
Olá! Sofri uma tentativa de assalto há algum tempo, mas fugi do mesmo. Desde então, não consigo sair de casa direito, pois tenho medo de encontrar com o assaltante novamente e ele querer fazer algum mal comigo. Acredito que estou com Estresse Pós-Traumático. Eu gostaria de mudar isso, pois quero sair de casa para caminhar/pedalar novamente, e até encontrar alguns amigos (coisa que não estou fazendo com medo de encontrar o assaltante). Há alguns dias, vi uma pessoa com a mesmas características dele, não sei se era ele, mas isso foi o suficiente para fazer minha ansiedade explodir e o medo de sair de casa aumentar, pois, novamente, tenho medo de me encontrar com ele e o mesmo querer fazer algum ruim comigo. Gostaria de saber o que realmente está acontecendo comigo e como posso mudar isso.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O que está acontecendo com você tem características do Transtorno de Estresse Pós-Traumático (TEPT), condição comum após exposições a situações traumáticas como tentativa de assalto. Os sintomas observados, como medo intenso de sair de casa, ansiedade ao ver pessoas semelhantes ao agressor, evitação de atividades antes prazerosas e sensação de ameaça constante – são típicos desse quadro.
Sinais e Sintomas de TEPT
Lembranças invasivas: flashbacks ou pensamentos constantes sobre o evento, mesmo sem querer.
Esquiva: evitar lugares, pessoas ou situações que lembrem o trauma (sair na rua, encontrar amigos).
Estado de alerta: sensação intensa de vigilância, como se algo ruim fosse acontecer a qualquer momento, dificuldade para relaxar ou dormir.
Mudanças de humor: tristeza, irritação, sensação de impotência ou fracasso frente ao ocorrido.
Esses sintomas surgem porque o cérebro tenta proteger de um novo perigo, ativando respostas de defesa que acabam limitando a vida, mesmo quando a ameaça real já passou.
Como é possível mudar isso
Procurar ajuda profissional: psicólogos, psiquiatras ou psicanalistas são capacitados para cuidar desse tipo de trauma, com técnicas comprovadas e tratamento eficiente. Terapias como TCC (Terapia Cognitivo-Comportamental) e EMDR são reconhecidas, e a abordagem psicanalítica pode ser usada para compreender as raízes emocionais do trauma e reprocessar o sofrimento.
Exposição gradual: comece a retomar suas atividades aos poucos, em horários mais seguros e, se possível, acompanhado de pessoas da sua confiança. Pequenas ações ajudam o cérebro a perceber que está seguro novamente.
Rede de apoio: conversar com amigos ou familiares sobre o que está sentindo traz conforto e pode tornar a recuperação menos solitária.
Autocuidado: seja gentil consigo, não se cobre mudanças rápidas. O trauma demanda tempo para se transformar.
Com cuidado especializado e suporte, é totalmente possível superar esse momento e retomar sua rotina, caminhando ou pedalando com segurança e prazer novamente. Buscar ajuda não é sinal de fraqueza, mas de autocompaixão. A recuperação existe e pode devolver o bem-estar e a liberdade.
-
Estou obcecado por um menino faz meses e não é recíproco. Isso tem me atrapalhado nos meus afazeres
Estou obcecado por um menino faz meses e não é recíproco. Isso tem me atrapalhado nos meus afazeres e dia a dia, não consigo pensar em mais nada a não ser nele e tenho crises de ansiedade direto por causa disso. Será que estou esquizofrênico ou algo do tipo?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
É compreensível que o sofrimento causado por uma obsessão não correspondida afete tanto as emoções quanto o cotidiano, podendo levar a ansiedade intensa e desconfortos significativos. A psicanálise entende que nossas paixões e fixações podem expressar conflitos internos, necessidades afetivas ou processos inconscientes que merecem atenção cuidadosa e escuta qualificada.
Diferença Entre Obsessão e Esquizofrenia
A obsessão por outra pessoa pode causar sofrimento, mas não corresponde, em geral, ao diagnóstico de esquizofrenia. Esquizofrenia é um transtorno psiquiátrico complexo, caracterizado por alterações profundas no pensamento, percepção, afetividade e relação com a realidade, geralmente incluindo sintomas psicóticos como delírios e alucinações. A obsessão amorosa é mais comum em quadros ansiosos ou obsessivos, e não indica, por si só, quadro psicótico.
A busca por entender seu sofrimento já demonstra autocuidado e coragem. Recomenda-se procurar uma escuta especializada, como a psicanálise, para explorar as raízes emocionais desse apego. O processo terapêutico pode ajudar a compreender melhor as motivações desse desejo intenso, seus impactos e oferecer suporte para lidar com a ansiedade e com o sofrimento da rejeição. Em casos de crise intensa de ansiedade, uma avaliação clínica pode ser necessária para descartar outros transtornos e indicar o tratamento mais adequado, sempre com acolhimento ético e respeito à singularidade de cada pessoa
-
Oie Eu sou um tipo de pessoa, não, na verdade eu me tornei assim depois de um tempo.eu sou extremam
Oie
Eu sou um tipo de pessoa, não, na verdade eu me tornei assim depois de um tempo.eu sou extremamente indecisa e realmente não consigo tomar nenhum tipo de decisão e se ninguém me ajudar a fazer uma escolha eu me desespero e começo a chorar e fico nervosa e muita das vezes acabo fazendo tudo errado,de um jeito que acabo tendo que escutar reclamações ou perdendo uma quantia de dinheiro. Nunca consigo tomar uma decisão e quando tomo faço qualquer escolha e acabo me sentindo frustada e as vezes choro e outras vezes não sei como deveria reagir a tal situaçãoRESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A extrema indecisão, acompanhada de nervosismo, choro e frustração ao tomar decisões, pode estar associada a ansiedade, medo de errar, baixa autoestima e até experiências passadas de críticas ou punições. Esses sentimentos costumam surgir quando há expectativas muito altas, necessidade de agradar os outros, perfeccionismo ou insegurança quanto às consequências das escolhas.
Por que isso acontece?
• O excesso de opções e o medo de errar potencializam o sofrimento ao escolher, levando ao chamado paradoxo da escolha ou FOBO (Fear Of Better Options).
• A ansiedade amplifica pensamentos negativos sobre as decisões, fazendo com que até situações rotineiras se tornem fontes de aflição e antecipação de problemas.
• Vivências anteriores de críticas, cobrança ou punição por erros contribuem para o medo de decidir e aumentam a dependência por validação de terceiros.
Consequências e reações
Essas dificuldades podem gerar prejuízo nas relações, perdas financeiras e sofrimento emocional, sendo até causas de doenças quando impedem o funcionamento saudável do cotidiano. A frustração ao perceber que não conseguiu decidir ou que a escolha não trouxe os resultados esperados é comum—lidar com ela requer autocompaixão e treinamento de habilidades emocionais.
Como buscar apoio
A terapia pode ser uma aliada para compreender as causas dessa indecisão, desenvolver estratégias para tomar decisões com mais segurança, aceitar que errar faz parte do processo e fortalecer a autoestima. Psicólogos e psicanalistas ajudam a identificar padrões de pensamentos, trabalhar o medo de errar e desenvolver autonomia emocional.
Reconhecer e falar sobre essa dificuldade é um passo importante; com acompanhamento, é possível aprender a decidir com mais leveza e confiança
-
Um psicanalista pode receitar ansiolíticos e/ou antidepressivos? Obrigado.
Um psicanalista pode receitar ansiolíticos e/ou antidepressivos?
Obrigado.RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Um psicanalista, por si só, não pode receitar ansiolíticos ou antidepressivos; essa é uma prerrogativa exclusiva de médicos, como psiquiatras.
Quem pode prescrever medicamentos?
No Brasil, apenas profissionais com formação médica — psiquiatras ou médicos de outras especialidades — têm autorização legal para prescrever medicamentos como ansiolíticos e antidepressivos. Psicólogos e psicanalistas (sem formação médica) não possuem essa permissão, e seu trabalho é voltado para intervenções terapêuticas não medicamentosa, como a escuta, análise e apoio emocional.
Situações especiais
Se o psicanalista também for médico e tiver seu registro profissional ativo, poderá prescrever medicamentos, mas estará fazendo isso na condição de médico, não como psicanalista. Na prática clínica, caso haja indicação ou necessidade de medicação, o paciente costuma ser encaminhado a um psiquiatra para avaliação e prescrição adequadas.
Portanto, para tratamento medicamentoso de quadros psíquicos, o profissional correto é sempre o médico, de preferência um psiquiatra
-
Estou agindo com muita agressividade com todos a minha volta. Eu me abro com meus amigos, mas ningué
Estou agindo com muita agressividade com todos a minha volta. Eu me abro com meus amigos, mas ninguém se importa e me tratam mal. Estou me isolando de todos. Pretendo me matar, pq não aguento mais ser infeliz. Como não me importar com a opinião dos outros? Como ter amigos que se importam? Como ser feliz sozinha?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Perceber-se reagindo com agressividade, sentindo isolamento e tristeza profunda são sinais de que há sofrimento intenso e necessidade de cuidado. Quando o desejo de desistir da vida surge, é fundamental buscar ajuda profissional imediatamente, psicólogos e psicanalistas podem oferecer escuta acolhedora e apoio para compreender e enfrentar essa dor. Sua vida é valiosa e, mesmo nos momentos mais difíceis, há pessoas e recursos preparados para dar suporte; não hesite em procurar um serviço de saúde mental ou conversar com alguém de confiança.
Opinão dos Outros e Relações
O desejo de não se importar com a opinião dos outros é legítimo, mas esse processo envolve autoconhecimento e reconstrução da autoestima, questões que podem ser trabalhadas no ambiente terapêutico. Muitas vezes, a agressividade e o isolamento surgem de frustrações profundas com as relações, onde a falta de acolhimento dos amigos potencializa ainda mais os sentimentos de rejeição e solidão. Cultivar amizades saudáveis acontece gradualmente, a partir do cuidado consigo, do desenvolvimento da autoestima e da reestruturação interna que a análise pode proporcionar.
Felicidade Sozinha na Perspectiva Psicanalítica
A felicidade, segundo a psicanálise, não é algo absoluto nem permanente, mas se constrói cotidianamente na busca pelo sentido, pelo desejo realizado e pela aceitação da própria história e singularidade. O acompanhamento terapêutico pode ajudar no processo de autodescoberta, favorecendo a construção de novos significados para a vida e promovendo autonomia emocional, mesmo diante da solidão. O sofrimento psíquico é parte do humano, mas pode ser enfrentado e transformado com apoio especializado, levando à possibilidade de viver com mais leveza e autenticidade.
Em casos de ideação suicida, a prioridade é buscar ajuda o mais rápido possível, existe espaço para escuta, acolhimento e reconstrução, e profissionais estão preparados para ajudar em todos os momentos do sofrimento
-
Ver outras pessoas estudando, produzindo ou até mesmo fazendo coisas aparentemente divertidas (por M
Ver outras pessoas estudando, produzindo ou até mesmo fazendo coisas aparentemente divertidas (por Midas sociais ou pessoalmente) me deixam nervosa e me fazem querer me isolar. Sinto que não consigo estudar, me divertir, ter uma vida legal, ou amigos. O que será isso?
Às vezes, coisas me remetem ao meu passado e a impressão que tenho sobre ele é que ele foi triste, mas eu sei que tiveram coisas boas mas até as coisas boas parecem tristes. Me sinto sozinha muito frequentemente.RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sentir desconforto ao ver outras pessoas estudando, se divertindo ou produzindo, especialmente pelas redes sociais, é cada vez mais comum e está relacionado à comparação social e à pressão para corresponder a padrões idealizados. Essas comparações podem despertar sentimentos de inadequação, nervosismo e até mesmo isolamento, além de aumentar a sensação de solidão e comprometer o bem-estar emocional.
Sobre comparação e isolamento
A exposição constante à vida aparentemente “perfeita” dos outros, seja nas mídias sociais ou pessoalmente, reforça a ideia de que é preciso corresponder a expectativas, levando ao ciclo de insatisfação e autocrítica. Com isso, algumas pessoas desenvolvem ansiedade, tristeza, vontade de evitar contatos e o sentimento de não serem capazes de viver de forma plena. O isolamento acaba aumentando a solidão e pode contribuir para o enfraquecimento da autoestima.
Memórias e tristeza
Sentir que o passado foi triste, mesmo reconhecendo momentos bons, é um fenômeno explicado pelo viés de negatividade: o cérebro tende a guardar e reforçar memórias negativas como mecanismo de proteção ou alerta. Essa tendência pode ser intensificada por experiências difíceis na infância, crenças negativas sobre si, ou por quadros de ansiedade e baixa autoestima. O olhar para o passado pode ser repleto de sentimentos ambíguos, mas o autoconhecimento e a terapia ajudam a ressignificar memórias, equilibrar a percepção e valorizar conquistas e alegrias vividas.
Caminhos para lidar
Buscar terapia pode ajudar a compreender esses sentimentos, formar estratégias para lidar com eles e promover mais autocompaixão e aceitação real. Reduzir o uso das redes sociais e focar em pequenas atividades prazerosas podem ser passos iniciais para reencontrar leveza e satisfação nas suas vivências. Existem formas de transformar o sentido do passado e criar novas relações mais saudáveis com o presente e consigo mesma, mesmo diante do sentimento de solidão.
Essas sensações são frequentes e você não está sozinha: o acompanhamento profissional pode ser um apoio importante para superar esse ciclo de insatisfação e isolamento
-
Após o parto tive uma crise de insônia forte q se estendeu por meses, hoje após 11 anos q tive minha
Após o parto tive uma crise de insônia forte q se estendeu por meses, hoje após 11 anos q tive minha filha começou outra vez, com os mesmos sintomas, pode ter alguma relação?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sim, é possível que sua crise de insônia atual tenha relação com aquela que ocorreu após o parto há 11 anos. A insônia pós-parto pode ser desencadeada por fatores hormonais, emocionais, estressantes ou psicológicos, que deixam marcas na psique e podem ser reativados mesmo anos depois, principalmente frente a eventos de estresse, mudanças de rotina, preocupações familiares ou novas fases da vida.
Principais Relações Entre Insônia Pós-Parto e Recorrência
Muitas mulheres passam por insônia logo após o parto por conta de intensas alterações hormonais, ansiedade com a maternidade, mudanças na rotina e estresse acumulado.
Mesmo depois de anos, sintomas semelhantes podem ressurgir em momentos em que o emocional está mais sensível ou quando situações de vida trazem à tona memórias e emoções não elaboradas do passado.
O corpo e a mente guardam "marcas" dessas experiências. Situações atuais de preocupação com a filha, transições de fase ou desafios pessoais podem acionar sintomas parecidos.
O que Fazer Diante da Reincidência
Buscar acolhimento profissional ajuda a identificar causas profundas e encontrar estratégias para lidar com a insônia de forma efetiva.
Fique atenta a fatores como estresse, mudanças hormonais, rotina, saúde emocional e necessidades atuais.
Práticas de higiene do sono, atividades relaxantes e apoio psicológico podem ser muito úteis para reequilibrar o bem-estar e a qualidade do sono.
A recorrência da insônia mostra que questões emocionais podem atravessar o tempo e se manifestar quando há vulnerabilidade ou mudanças. Procurar um psicanalista ou terapeuta pode ajudar a compreender essas ligações e promover uma melhora significativa no sono e na qualidade de vida.
-
É possível desenvolver autoestima após adulto (+40 anos)?
É possível desenvolver autoestima após adulto (+40 anos)?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sim, desenvolver autoestima após os 40 anos é totalmente possível; a autoestima é flexível, pode ser fortalecida em qualquer etapa da vida e o autoconhecimento é um dos pilares desse processo.
Autoestima em qualquer idade
O amadurecimento e as experiências acumuladas na vida adulta não impedem a construção de uma autoestima saudável. Mudanças profissionais, familiares ou físicas comuns após os 40 anos podem desafiar a autoconfiança, mas também abrem espaço para reflexões profundas e crescimento pessoal.
Estratégias para fortalecer a autoestima
• Praticar autoconhecimento, reconhecendo forças, conquistas e limites.
• Adotar autocuidado físico e emocional (atividade física, alimentação, hobbies, meditação).
• Estabelecer metas realistas e comemorar pequenas conquistas no cotidiano.
• Cultivar relações saudáveis, focando em ambientes de apoio e aceitação.
• Evitar comparações negativas e cobranças exageradas, rompendo crenças limitantes sobre o envelhecimento.
Abordagem terapêutica
A psicanálise e outras formas de terapia ajudam o indivíduo a entender a origem de seus sentimentos, revisar padrões antigos e criar estratégias de fortalecimento emocional. O olhar terapêutico permite ressignificar experiências e cultivar mais autocompaixão, autoconfiança e autonomia, em qualquer idade.
A maturidade pode até facilitar esse processo, pois favorece o autoconhecimento e permite abrir novos caminhos para crescimento emocional
-
Olá, tudo bem? Eu tenho crise de nervos. Estou quietinha de repente fico muito nervosa,choro,grito,d
Olá, tudo bem? Eu tenho crise de nervos. Estou quietinha de repente fico muito nervosa,choro,grito,dou murros nas coisas, dou murros em mim,puxo meus cabelos,e as vezes junta muita saliva na boca. Isso dura pouco tempo, depois passa e eu me sinto calma até demais. O que pode ser isso ?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Esses episódios descritos; nervosismo repentino, choro, gritos, agressividade contra objetos e contra si, puxar cabelos e sintomas físicos como saliva acumulada ; caracterizam uma crise nervosa aguda, também chamada de colapso nervoso ou descontrole emocional intenso. Podem aparecer em situações de estresse, ansiedade reprimida, dificuldades para lidar com frustrações ou emoções intensas, e em quadros psiquiátricos como transtornos de ansiedade, depressão, transtorno de personalidade ou transtorno de humor.
Características do quadro
Explosões de raiva, irritabilidade, choro e agressividade contra objetos ou o próprio corpo são sinais de que o organismo está enfrentando um curto-circuito emocional, não conseguindo lidar com sentimentos acumulados, frustração ou angústia.
Automutilação (bater em si, puxar os cabelos) pode surgir como forma de liberar ou controlar emoções intensas e é um sinal de alerta para o sofrimento psíquico.
Sintomas físicos como muita saliva, coração acelerado, suor, tremores ou sensação de sufocamento são comuns nas crises nervosas e nos ataques de ansiedade.
Possíveis causas
Transtornos ansiosos, depressivos e de personalidade podem causar esse quadro, mas também estresse acumulado, histórico de traumas ou dificuldades pessoais recentes.
Dificuldade para lidar com frustrações, impulsividade e pressão emocional acumulada favorecem o surgimento das crises.
O comportamento de automutilação pode estar ligado ao desejo de aliviar temporariamente a angústia ou sensação de vazio, com arrependimento e tristeza depois, o que reforça a necessidade de acolhimento especializado.
Orientação profissional
Buscar ajuda psicológica ou psicanalítica é fundamental. O tratamento pode envolver acolhimento, escuta, técnicas de manejo emocional e, se necessário, encaminhamento psiquiátrico.
Terapias ajudam a identificar gatilhos, promover estratégias para lidar com situações de tensão e diminuir o impacto das crises.
Se houver risco de lesões ou sofrimento intenso, o atendimento deve ser imediato e multidisciplinar.
Seja gentil consigo mesmo e procure acolhimento profissional o quanto antes. Crises nervosas podem ser tratadas com sucesso e o sofrimento pode ser aliviado de modo seguro e cuidadoso.
Autor
Perguntas frequentes
-
Faço uso de haldol decanoato duas ampolas de mês em mês e me sinto bem nos primeiros 15 dias, logo d
É possível usar o decanoato a cada 15 dias sim, mas seu médico tem que verificar…