Perguntas do paciente (11)
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Qual é o autocuidado para quem sofre com o Transtorno Da Personalidade Borderline (TPB) ?
Qual é o autocuidado para quem sofre com o Transtorno Da Personalidade Borderline (TPB) ?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Oi!
O principal é não se resumir a um diagnóstico. Você é uma pessoa com trajetória, decisões, relações e sentimentos, a psicoterapia pode ser um espaço onde você pode contar tua história, algo que vai muito além de uma sigla, um CID, um diagnóstico.
Claro, também é importante falar e pensar sobre a tua relação com o transtorno, como ele aparece na tua vida, como se sente a respeito.
É válido ter um momento teu, onde você possa falar sobre os sentimentos e comportamentos que tem e, na maioria das vezes, são automáticos.
Autocuidado é refletir sobre pensamentos (muitas vezes inconscientes) que precedem crises, com sensação de culpa que pode aparecer, lidar com as variações de humor.
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Olá, os pensamentos intensivos estão ligados à ansiedade? É possível diminuir os pensamentos intensi
Olá, os pensamentos intensivos estão ligados à ansiedade? É possível diminuir os pensamentos intensivos?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá!
Pensamentos intensos e intrusivos podem estar relacionados a ansiedade. Não há um botão de liga e desliga, vale a pena refletir sobre isso que se passa contigo e te incomoda.
É importante olhar para, que pensamentos são esses, a respeito do que, que sentimentos e sensações que geram, em que momentos eles são mais frequentes, a que podem estar ligados e tantas outras questões que podem vir à tona.
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Quais as consequências do ciúme patológico ? .
Quais as consequências do ciúme patológico ? .
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Oi!
É válido entender aqui, na posição de quem responde à tua pergunta, se você é a pessoa que sente o ciúme ou a que lida com alguém que tem o ciúme.
Vale refletir sobre algumas questões:
Para ambas as partes:
- Qual história? - Histórico de relações, familiar e afetiva? O que esse ciúme gera? Como afeta a relação? Quais sentimentos envolvidos?
- Como esse ciúme é entendido? - Como amor, posse, controle, falta de confiança, falta de amor, excesso de amor, ...
O que leva uma pessoa a sentir tanto ciúme? O que leva uma pessoa que lida com alguém que sente ciúme, a ficar na relação?
- Medo, insegurança, considerar como prova de amor e cuidado, posse, falta de opção, carência, ...
Coloco as reticências pois há um leque enorme de variáveis e questões que não cabem aqui em um levantamento de hipóteses feito de maneira tão breve.
O importante, para ambas as partes, é se cuidar e olhar para o ciúme em si e todos os sentimentos envolvidos pois ele pode gerar angústia e sofrimento.
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Gosto de cuidar das pessoas. Tenho uma facilidade em compreender como elas se sentem, de lidar com
Gosto de cuidar das pessoas.
Tenho uma facilidade em compreender como elas se sentem, de lidar com isso, falar e fazer o que elas estão precisando.
Porem, lá no fundo, acho que os meus sentimentos de protetora são ligados minha criação, algo automático, porque no geral não sinto que eu realmente me importe, já que a fraqueza dos outros me estressa, já que a solução as vezes é tão obtivia.
Outra questão, algo que me deixa incomodada é a facilidade em bloquear sentimentos, as vezes eu faço algo errado, eu reconheço o erro, sou bem racional, mas não tenho sentimentos nenhum sobre, como se nada tivesse acontecido, fico neutra internamente. Sem contar o costume que tenho em ler as pessoas a minha volta, é algo que reconheço que sou boa, mas isso acaba minando meus relacionamentos, como se a confiança nunca fosse uma opção. Isso acaba me deixando esgotada, a sensação que eu tenho que minha mente não para nunca.
Não sei exatamente o tratamento que procuro, talvez uma psicóloga!?RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá!
Vou fazer um recorte de partes de um trecho da tua fala: "facilidade em bloquear sentimentos (...) sou bem racional, (...) sem sentimentos (...) fico neutra".
Entendi que, em determinados momentos, você se reconhece assim, como se fosse uma chave de liga / desliga de sentimentos, mas será que essa chave não está sempre desligada?
Olha só! Me chamou atenção o trecho "o costume em ler as pessoas a minha volta" e me fez pensar o quanto você está em um constante estado de alerta para perceber tudo a sua volta como, o sentimentos das pessoas, o que elas precisam e demandam e, com isso, é possível compreender seu esgotamento e a sensação de que sua mente não para nunca!
Será que esse estado de vigília não tem a ver com uma forma de estar sempre racional (algo para além do reconhecimento que você tem de si mesma) e se blindar da suas emoções, fraquezas e, por isso, essa fala de bloquear sentimentos? - Tanto aqueles ligados aos outros quanto aos teus próprios, já que você age como se nada tivesse acontecido.
Interessante, também, refletir a respeito da sua criação e sentimentos de protetora e, ao mesmo tempo, a certeza de que confiar não é uma opção.
A psicoterapia é um momento para você falar, refletir e se ouvir sobre essas questões e tantas outras que podem estar relacionadas e vir à tona em um espaço só teu, para ser você mesma sem as travas da moralidade, certo e errado.
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Sou portadora de Lúpus Eritematoso Sistêmico (LES), Transtorno obsessivo-compulsivo (TOC) , Transtor
Sou portadora de Lúpus Eritematoso Sistêmico (LES), Transtorno obsessivo-compulsivo (TOC) , Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) e Ansiedade. Tenho experiências ruins do passado, ressentimentos...Por isso que gostaria que me explicassem a Terapia Positiva para que possa melhorar os meus pensamentos e minhas atitudes no meu dia-a-dia.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Oi!
Tomo aqui licença e a liberdade, sem ser convidada, pois não sou da Teoria Positiva.
Me chamou atenção a quantidade de diagnóstico que você usou para se apresentar e, praticamente, se definir.
Em segundo plano vem a tua fala de que teve experiências ruins no passado e ressentimentos. E me fez pensar. Parece que tem a expectativa de ter um botão de ativar e desativar traumas gerados por experiências ruins.
Diante de uma trajetória com essas dificuldades, por que se cobrar ter pensamentos e atitudes melhores? Por que não considerar que é válido que tais vivências te deixaram marcas e é por isso que tem pensamentos e atitudes que não gosta? Será que não é importante olhar para como essas experiências te afetaram para então, considerar uma mudança de atitude e sentimento?
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Preocupo-me em fazer algo bem feito ou faço o que é certo?
Preocupo-me em fazer algo bem feito ou faço o que é certo?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Oie!
Como achei tua pergunta interessante, vou tomar a licença e liberdade de responder sem ser convidada, pois foi indicado aqui que a tua pergunta é direcionada para a abordagem cognitivo comportamental e eu sou psicanalista.
Tua questão me fez pensar outras tantas questões e vou compartilhar aqui contigo.
Parece então que o que você considera em fazer bem feito não é o que você considera o certo. Entendi corretamente?
Se eu entendi certo, por que você quer fazer corretamente algo que não acha certo?
Quem estabeleceu, aí nesse caso, o que é certo e errado?
Tem uma preocupação aí. Para além dessa pergunta que você compartilhou, mais alguma coisa te preocupa?
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Como identificar transferência, projeção e contratransferência na psicologia ?
Como identificar transferência, projeção e contratransferência na psicologia ?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Oi! Que interessante a tua pergunta!
Esses termos vem da Psicanálise, criada por Freud.
A transferência é o que ocorre do paciente (analisante, aquele que recebe a análise) para o profissional (analista). A contratransferência é o que ocorre do profissional para o paciente. São processos inconscientes, na transferência o analisante vai repetir com o analista alguma relação que já teve em sua vida. Já a contratransferência é um processo trabalhado na análise pessoal do analista e na supervisão do caso.
A primeira tem a ver, a grosso modo, com o lugar que o analisante coloca o analista, e esse lugar é a repetição de alguma relação anterior que o analisante já teve anteriormente em sua vida. Dá para pensar na transferência no porquê da escolha por esse profissional, e a partir do vínculo, o que "se espera" dele. E não é um processo racional.
A contratransferência é aquilo que é despertado no analista na relação com aquele analisante em específico. Cabe ao profissional não responder de acordo com o lugar que o analisante o coloca e, por isso, é fundamental que o analista faça sua própria análise pois só assim vai poder identificar o que é do paciente e o que é dele e então separar os lugares.
Projeção! Esse termo foi criado pelo Freud em 1980. É um mecanismo inconsciente, então não é feito na má fé, nem propositalmente, muitas vezes a pessoa nem percebe que o faz e, por isso, é importante fazer análise, para que reconheça esses e outros comportamentos.
Ela é um mecanismo de defesa no qual a pessoa atribui a outra seus próprios sentimentos, desejos e comportamentos. Duas situações:, ela transfere a outra pessoa seus próprios pensamentos e sentimentos indesejados. Ela atribui a outra pessoa características que são suas.
Faz sentido para você?!
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Como tratar pessoas com deficiência intelectual que é infantilizada ?
Como tratar pessoas com deficiência intelectual que é infantilizada ?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá!
Tua pergunta abre o leque para outras questões. Vou compartilhar contigo o que pensei.
Quando você diz tratar, é um questionamento sobre como lidar com a pessoa ou há a expectativa de "cura"/ "mudar" esse comportamento infantilizado?
Onde está o teu incomodo em lidar com a pessoa infantilizada?
Você tem um espaço só teu (psicoterapia/análise) onde possa falar sobre as questões que te afetam e incomodam? É importante que pessoas que lidam com outras com qualquer tipo de déficit, tenham um momento para falar sobre si, sobre as dificuldades e desafios desse convívio sem o peso da moralidade e julgamento de certo e errado.
A pessoa em questão, com déficit cognitivo, é verbal? É possível alguma troca, diálogo com ela?
Essa pessoa, é tratada de forma infantilizada pelas outras que convivem com ela? Se for possível um diálogo, há abertura para uma conversa e questionar como essa pessoa quer ser tratada, se de maneira infantilizada está bom para ela, ou se ela deseja que seja tratada de forma diferente?
Faz algum sentido para você esses questionamentos?
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Boa tarde. Minha irma tem 43 anos e desde de sempre foi bastante pavio curto. Ela sempre aparentou n
Boa tarde. Minha irma tem 43 anos e desde de sempre foi bastante pavio curto. Ela sempre aparentou na minha opiniao uma nao vontade de enfrentar a vida adulta. Mora com meus pais ainda, mas nao por falta de oportunidades mas sim por questoes de ela achar isso normal e nem se quer congita em sair. Gasta boa parte do dinheiro com coisas futeis e esta sempre dependendo dos meus pais financeiramente. Nao consegue focar e desenvolver uma carreira nos trabalhos que passou e por isso acaba sendo mandada embora ou pede as contas sem nem mesmo ter outro trabalho.
Quando tentamos conversar ou tentar ajudar, seja com uma conversa de irmao ou alguma critica, ela sempre usa uma auto-defesa que estamos somente a criticar e nunca ajudamos. Muito pelo contrario, sempre ajudamos quando podemos tanto ela quanto o filho. Somos em 3 irmaos e ela sempre se queixou da minha mae nunca dar atencao sufuciente para ela. O que nao seria verdade. Acredito que isso afete bastante esse comportamento que ela tem. Por mais que ela tente demonstrar uma casca dura, ela é uma pessoa bastante emocional. Meu pais ja quase desistiram porque acaba ficando muito desgastante para eles. Ja teve 2 episodios de auto-mutilamento. O primeiro foi na Adolescencia (entre 15/16 anos) o feedback que minha mae teve foi que minha irma nao tinha atencao dela. Ja com 42 anos, apos uma discussao com meus pais e minha outra irma, ela acabou se auto-multilano e com isso marquei 4 sessoes de terapia para ela. Ela nao se importava muito com as sessoes, ate nao indo na ultima. Esta ficando cada vez mais dificil ter uma conversa com ela. Nao podemos falar quase nada que ela acha que estamos apontando o dedo mesmo ela nao ajudanto quase nada em casa. Nao sabemos o que fazer. Apesar de sempre falar que ela é uma pessoa independente, ela nao consegue dar um passo sem a ajuda de alguem.RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá!
Ler o teu relato me fez pensar o quanto o comportamento da tua irmã mexe com toda a família.
Pelos episódios de automutilação podemos pensar que ela pode estar em sofrimento, mas também, não deu muita atenção para a terapia, que é algo que poderia acolhê-la e ajudá-la. A psicoterapia/ análise, só funciona se a pessoa procura e faz por vontade própria e se compromete com esse processo.
Ela pode ter algum comportamento incômodo que afeta a todos, mas os afetados e sobrecarregados também precisam de atenção e cuidado. Percebi também que, com razão, tudo isso mexe contigo e te afeta e é você que está procurando um espaço teu para poder falar sobre tudo isso!
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Me relacionei com uma pessoa durante 3 anos e meio. Foi sempre marcado por muitas brigas, idas e vin
Me relacionei com uma pessoa durante 3 anos e meio. Foi sempre marcado por muitas brigas, idas e vindas, e ele sempre disse que não gostava dele ou que estava o traindo. Sempre brigava por querer sair com minhas amigas (que ele conhecia) etc. Depois de 3 anos ele me contou que usava cocaina para subrir a suposta ausencia que fazia questão de ter na vida dele (mas, ele mesmo confessou que usava a muito tempo de forma recreativa). Não sei se foi um pedido de ajuda ou um sinal para eu "melhorar" naquilo que ele reclamava (mas eu não concordava). Ele prometeu que iria parar, mas depois voltou e brigamos muito, ao ponto de terminar.
As brigas constantes no relacionamento, de alguma forma, poderiam ter sido provocadas como "motivo" para usar a droga? já que sempre foi usada também como valvula de escape em relação aos nossos problemas no relacionamentoRESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá!
Teu relato me fez questionar se, de alguma forma, você se responsabiliza ou se culpa pela instabilidade e brigas do teu relacionamento.
Você citou algumas coisas que parece que vão além de você e da relação, pois comenta os comportamentos da pessoa como insegurança e não gostar que você saísse. Também diz que a pessoa faz uso da droga para momentos recreativos e há muito tempo (pelo que entendi da tua fala, parece que usa antes mesmo de vocês começarem a se relacionar).
Uma relação marcada por tantos altos e baixos deixa marcas, dúvidas e pode mexer com teu emocional. Fique atenta a como você está e lida com tudo isso!
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Ao ver shows de música, batalhas de dança meio que me imagino. Mas só no momento que estou vendo. Se
Ao ver shows de música, batalhas de dança meio que me imagino. Mas só no momento que estou vendo. Será pela autoestima baixa ou falta de socialização? A muitos anos não tenho uma vida social ativa. Também tenho muitos sintomas de TOC.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá!
Pelo que entendi, você diz que se imagina em locais e momentos que tem shows de música e batalhas de dança. Queria entender melhor, como você se imagina, em que sentido.
Pelo que entendi, você sofre por questões de baixa autoestima e falta de socialização. Seria interessante entender melhor como está a sua vida, seu emocional e como tem se sentido! Importante cuidar da sua saúde mental e você ter um espaço só seu para falar sobre essas questões.
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