Perguntas do paciente (56)
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Tenho passado por problemas sérios devido à minha baixa autoestima. Recentemente, acabei traindo meu
Tenho passado por problemas sérios devido à minha baixa autoestima. Recentemente, acabei traindo meu namorado porque fui elogiada por outra pessoa; como isso nunca tinha acontecido antes, ouvir aquelas palavras foi maravilhoso para mim. Comecei a me relacionar com essa pessoa, mas logo percebi que tudo aconteceu porque busco incessantemente a aprovação alheia.
Meu namorado me elogia e sempre faz minhas vontades, mas parece que nada é suficiente para suprir o que carrego desde a infância. Sofri muito com críticas da família e de outras pessoas sobre o meu corpo. Agora, além desse trauma, enfrento outra crise: meu namorado descobriu a traição e me perdoou, mas sinto que o amor acabou e eu não consigo parar de pensar na outra pessoa.
Apesar disso, não consigo terminar por medo de ficar sozinha, já que sinto uma necessidade de 'atenção total'. Além disso, tenho medo de terminar meu curso e ficar ociosa, pois quando não estou ocupada, começo a ter pensamentos ruins. Para completar, sinto dificuldade em conseguir um emprego por ser excessivamente tímida. É um mix de emoções e não tenho ideia do que fazer para melhorar tudo isso..RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! Como vai? Essa situação parece estar trazendo muitas emoções ao mesmo tempo — culpa, confusão, medo de ficar sozinha e também uma percepção importante sobre como a busca por validação externa tem influenciado suas decisões. Só o fato de você conseguir olhar para isso com tanta honestidade já mostra um nível significativo de consciência sobre o que está acontecendo.
Quando a autoestima é muito afetada por experiências antigas — como críticas frequentes sobre o corpo ou desvalorização na infância — é comum que a pessoa cresça com uma necessidade intensa de aprovação externa. Nesses casos, elogios ou demonstrações de interesse podem ter um impacto emocional muito maior do que normalmente teriam, porque acabam funcionando como uma espécie de “alívio” momentâneo para feridas antigas. O problema é que, quando a autoestima depende principalmente da validação de outras pessoas, ela tende a oscilar muito e nunca parece suficiente.
Sobre o relacionamento: É compreensível que você esteja confusa. Depois de uma traição descoberta, muitas relações entram em um período de reavaliação — tanto para quem traiu quanto para quem foi traído. O fato de seu namorado ter perdoado não significa que tudo automaticamente volte a ser como antes, e também é natural que você esteja questionando seus sentimentos. Nesse momento, mais importante do que tomar decisões precipitadas é tentar entender o que realmente está acontecendo dentro de você: se o pensamento constante na outra pessoa tem relação com sentimentos reais ou se está mais ligado à sensação de validação que recebeu dela.
Outro ponto importante é o medo de ficar sozinha: Quando existe uma dependência muito forte de atenção ou aprovação, o término pode parecer ameaçador, porque ativa a sensação de vazio ou de desvalor. Mas relacionamentos mantidos apenas pelo medo da solidão costumam gerar ainda mais sofrimento no longo prazo.
Você também mencionou algo relevante: Quando não está ocupada, surgem pensamentos ruins. Isso pode indicar que a atividade constante funciona como uma forma de evitar entrar em contato com emoções difíceis. Trabalhar a autoestima envolve justamente aprender a lidar com esses pensamentos e sentimentos sem precisar fugir deles o tempo todo.
Alguns caminhos que podem ajudar nesse processo: 1. Buscar psicoterapia: trabalhar essas experiências da infância, as críticas sobre o corpo e a necessidade de aprovação pode ajudar a construir uma autoestima mais estável e interna; 2. Explorar sua identidade fora da validação alheia: hobbies, interesses, valores e metas pessoais ajudam a fortalecer o senso de quem você é além do olhar dos outros; 3. Trabalhar gradualmente a timidez e a autoconfiança, especialmente pensando em inserção profissional. Isso pode ser desenvolvido com treino de habilidades sociais e exposição gradual a situações sociais; 4. Refletir sobre o relacionamento com calma, tentando diferenciar medo de ficar sozinha de desejo real de estar com seu parceiro.
Nada disso precisa ser resolvido de uma vez. Você está lidando com questões profundas que se formaram ao longo de muitos anos, então o processo de mudança também tende a ser gradual. Mas sabe o que? Eu consigo te ajudar, adoraria te acompanhar nesse processo! Coloco-me à disposição, caso tenha interesse em iniciar um processo terapêutico. Boa ressignificação!
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Tenho 35 anos e perdi minha mãe de forma repentina há quase um ano. No começo, achei que a tristeza
Tenho 35 anos e perdi minha mãe de forma repentina há quase um ano. No começo, achei que a tristeza fosse diminuindo, mas sinto que estou cada vez mais 'travada'. Não sinto prazer nas coisas que amava, sinto uma culpa constante por não ter feito mais por ela e um vazio que parece não ter fim. Choro todos os dias e me sinto exausta, sem ânimo para trabalhar ou sair com amigos. Como saber se o que estou vivendo ainda é o processo natural do luto ou se isso já se transformou em uma depressão?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! Como vai? Antes de tudo, sinto muito pela sua perda. Perder a mãe de forma repentina costuma ser uma experiência extremamente dolorosa, porque além da saudade, muitas vezes ficam sentimentos de choque, perguntas sem resposta e a sensação de que não houve tempo para se preparar para a despedida.
O luto é um processo muito particular e não existe um “prazo correto” para que a dor diminua. Cada pessoa vivencia essa experiência de uma forma diferente, e é comum que, ao longo dos meses, emoções como tristeza profunda, saudade intensa, choro frequente e sensação de vazio apareçam ou se intensifiquem em determinados momentos.
No entanto, alguns sinais podem indicar que o sofrimento está se tornando mais persistente ou difícil de elaborar sozinho. Pelo que você descreve — perda de interesse nas atividades que antes traziam prazer, culpa constante, choro diário, exaustão emocional e dificuldade para trabalhar ou se relacionar — parece que o luto está trazendo um impacto significativo na sua rotina e no seu bem-estar.
Existe uma diferença importante entre o luto, que envolve a dor pela ausência da pessoa amada, e um quadro depressivo, que tende a trazer um sentimento mais generalizado de desânimo, vazio e perda de sentido nas várias áreas da vida. Em algumas situações, o luto pode se tornar mais prolongado ou se misturar com sintomas depressivos, o que torna o processo ainda mais pesado de carregar sozinho.
A culpa que você menciona também é muito comum no luto. Muitas pessoas revisitam mentalmente o passado pensando no que poderiam ter feito diferente, mas esses pensamentos raramente refletem a realidade completa do vínculo que existiu. Eles costumam surgir como parte da tentativa do cérebro de dar sentido a uma perda que foi muito abrupta.
Diante da intensidade e da duração do que você está sentindo, buscar acompanhamento psicológico pode ser um passo muito importante. A terapia pode ajudar a: 1. Elaborar a dor da perda de forma mais acolhedora; 2. Trabalhar os sentimentos de culpa que costumam aparecer no luto; 3. Reconstruir gradualmente o sentido da rotina e das relações; 4. Diferenciar e tratar possíveis sintomas depressivos, caso estejam presentes.
Isso não significa que você esteja “falhando” em lidar com o luto. Pelo contrário: pedir ajuda muitas vezes é uma forma de cuidar de si quando a dor se torna pesada demais para carregar sozinho.
Mesmo que agora pareça que esse vazio não tem fim, o luto não significa esquecer quem se foi, mas aprender, aos poucos, a viver com essa ausência de uma forma menos dolorosa. Com apoio e espaço para elaborar tudo isso, muitas pessoas conseguem transformar essa dor em uma memória mais integrada e menos paralisante ao longo do tempo. E sabe o que mais? Eu consigo te ajudar! Coloco-me à disposição, caso tenha interesse em iniciar um processo terapêutico. Boa ressignificação!
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Olá! Estou passando por dias difíceis. Estou trabalhando com atendimento ao público para ser preci
Olá!
Estou passando por dias difíceis.
Estou trabalhando com atendimento ao público para ser precisa como operadora de caixa. Não tenho diagnóstico, mas tudo me faz pensar que tenho ansiedade social não sei se chega a ser um transtorno. Na minha infância e adolescência sofri bastante bullying relacionado a minha aparência hoje estou melhor com isso a minha aparência me agrada mais, mais sofro as consequências sou insegura e me cobro demais. Me julgo ser estranha, mas não apenas eu me chamam de medida, séria quieta e até acham que estou com raiva, mas sou uma pessoa com um bom coração e essas vem de clientes e isso me faz desanimar sempre que sinto uma melhora esse comentário vem e não tenho controle para lidar com isso me faz querer parar parece que meu jeito de ser é está no mundo incomoda as pessoas e elas fazem questão de falar isso o que só piora a ansiedade e eu sei que posso sim está sendo estranha, mais só estou ansiosa. Eu sou uma boa pessoa, não sou metida e nem desinteressada não sei por se incomodam tanto comigo. Quero aprender a me acolhe, me aceitar de tal forma que esses comentários, mas é difícil quanto estou tentando me curar e só reforçam esse medo. Existe solução para isso ou sempre o meu jeito de ser vai incomoda é difícil conseguir melhorar assim e ainda tem os sintomas a mão tremendo e fico desajeitada. O caminho da cura é me aceitar como lidar com esse tratamento das pessoas. Isso me faz querer desistir do emprego.RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! Como vai? Obrigada por compartilhar algo tão sensível da sua experiência. Pelo que você descreve, parece que tem sido muito difícil lidar com esses comentários, principalmente porque eles tocam em feridas antigas relacionadas ao bullying que você sofreu no passado. É compreensível que isso reative inseguranças e aumente a ansiedade, especialmente em um trabalho que exige contato constante com o público.
Quando passamos por situações repetidas de críticas ou humilhações na infância e adolescência, nosso cérebro pode ficar mais sensível a sinais de julgamento dos outros. Assim, mesmo quando estamos apenas sendo nós mesmos, podemos sentir que estamos sendo avaliados o tempo todo. Isso pode gerar sintomas físicos de ansiedade — como tremor nas mãos, sensação de ficar desajeitada ou dificuldade de agir com naturalidade — que são reações comuns quando o corpo está em estado de alerta.
Algo importante de considerar é que ser mais quieta, séria ou reservada não é um defeito de personalidade. Muitas pessoas têm um estilo mais introspectivo, e isso não significa ser metida, mal-humorada ou antipática — embora algumas pessoas acabem interpretando dessa forma por expectativas sociais de que todos sejam muito expansivos. Esse tipo de interpretação diz mais sobre a percepção delas do que sobre quem você realmente é.
Também é muito significativo perceber que, mesmo com toda essa dificuldade, você continua trabalhando e buscando entender o que está acontecendo com você. Isso mostra força e vontade de cuidar de si.
Sobre a sua pergunta: sim, existe caminho para melhorar. Muitas pessoas que vivem algo parecido conseguem desenvolver mais segurança e reduzir bastante a ansiedade social com apoio adequado. A psicoterapia pode ajudar a trabalhar pontos importantes, como: 1. Ressignificar as experiências de bullying que ainda impactam sua autoestima; 2. Diminuir a autocrítica excessiva, que faz você se julgar de forma muito dura; 3. Aprender estratégias para lidar com a ansiedade no momento em que ela aparece, inclusive os sintomas físicos; 4. Desenvolver habilidades sociais e mais autoconfiança para situações de interação com outras pessoas.
Outro ponto importante é que aprender a se aceitar não significa simplesmente “aguentar” comentários ou acreditar que você precisa mudar quem você é para agradar os outros. Muitas vezes, o processo envolve fortalecer a sua própria percepção de valor para que a opinião alheia tenha menos peso sobre como você se vê.
Se os comentários de clientes têm sido muito frequentes e dolorosos, também pode ser útil conversar com alguém de confiança no ambiente de trabalho ou com a gestão, caso isso esteja ultrapassando limites de respeito. Nenhum trabalho deveria exigir que você tolere situações que afetem sua dignidade ou saúde emocional.
Você não é “estranha” por sentir ansiedade, nem por ser uma pessoa mais reservada. Você é alguém que passou por experiências difíceis e que está tentando se reconstruir. E isso já é um passo muito importante. Com apoio e cuidado adequado, é possível sim reduzir esse sofrimento e encontrar formas mais gentis de se relacionar consigo mesma e com os outros. E sabe o que mais? Eu consigo te ajudar! Coloco-me à disposição, caso tenha interesse em iniciar um processo terapêutico. Boa ressignificação!
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Como lidar com a sensação de fracasso profissional quando toda a minha identidade está ligada ao tra
Como lidar com a sensação de fracasso profissional quando toda a minha identidade está ligada ao trabalho?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! Como vai? Quando grande parte da nossa identidade está ligada ao trabalho, qualquer dificuldade profissional pode ser sentida de forma muito mais intensa. Nesses casos, não parece apenas um problema na carreira — pode surgir a sensação de que nós mesmos estamos falhando como pessoa, o que torna tudo muito mais pesado emocionalmente.
Isso acontece porque, ao longo do tempo, muitas pessoas acabam associando o próprio valor pessoal ao desempenho profissional, à produtividade ou ao reconhecimento que recebem. Quando algo não sai como esperado — uma meta não alcançada, uma mudança de carreira, uma demissão ou estagnação — a mente pode interpretar isso como prova de incapacidade, mesmo quando a realidade é muito mais complexa.
Um passo importante é tentar separar identidade de desempenho. O trabalho é uma parte relevante da vida, mas ele não define completamente quem você é. Suas relações, valores, interesses, história de vida e outras habilidades também compõem sua identidade. Quando todo o senso de valor fica concentrado em um único lugar, qualquer instabilidade nessa área tende a abalar toda a estrutura emocional.
Reflita sobre esses pontos: 1. Como você aprendeu a medir sucesso ou fracasso? (Muitas vezes essas ideias vêm de expectativas familiares, sociais ou culturais muito rígidas); 2. Existe autocrítica excessiva? (Pessoas muito comprometidas com o trabalho frequentemente se cobram além do que cobrariam de qualquer outra pessoa); 3. Há espaço na sua vida para outras fontes de significado? (Relações, hobbies, aprendizado, projetos pessoais ou causas importantes podem ampliar o senso de propósito).
Sentir frustração ou decepção profissional faz parte da experiência humana, mas quando a sensação de fracasso passa a definir a forma como você se vê, pode ser muito útil trabalhar isso em psicoterapia. O processo terapêutico ajuda a reconstruir uma percepção de valor pessoal mais ampla e menos dependente de resultados específicos.
Com o tempo, muitas pessoas conseguem transformar essas fases difíceis em momentos de revisão de prioridades e de construção de uma relação mais equilibrada com o trabalho — em que ele continua sendo importante, mas não o único lugar onde a identidade e o valor pessoal existem. E sabe o que mais? Eu consigo te ajudar! Coloco-me à disposição, caso tenha interesse em iniciar um processo terapêutico. Boa ressignificação!
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Amo meus filhos, mas me sinto exausta e às vezes arrependida da rotina da maternidade. É normal sent
Amo meus filhos, mas me sinto exausta e às vezes arrependida da rotina da maternidade. É normal sentir isso ou preciso de tratamento urgente?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! Como vai? O que você está sentindo é mais comum do que muitas pessoas imaginam, embora ainda seja pouco falado. A maternidade costuma ser socialmente idealizada como um lugar de amor constante e realização plena, mas na prática ela também envolve cansaço intenso, sobrecarga emocional, responsabilidade permanente e mudanças profundas na rotina e na identidade da mulher. Por isso, sentir exaustão ou até momentos de arrependimento em relação à rotina não significa que você ame menos seus filhos.
É possível amar profundamente os filhos e, ao mesmo tempo, sentir falta de momentos de descanso, de liberdade ou da vida que existia antes da maternidade. Essas emoções podem aparecer principalmente quando há sobrecarga, pouca rede de apoio, privação de descanso ou muitas responsabilidades concentradas em uma única pessoa.
O mais importante é observar a frequência e a intensidade desses sentimentos. Se a exaustão aparece em momentos específicos de maior cansaço ou estresse, isso costuma fazer parte da experiência real da maternidade. Porém, se a sensação de esgotamento, culpa ou arrependimento se torna constante, muito intensa ou começa a afetar significativamente seu humor, sua saúde ou o vínculo com as crianças, pode ser muito útil buscar apoio psicológico.
A psicoterapia pode ajudar a: 1. Elaborar sentimentos de culpa que muitas mães carregam por não corresponder ao ideal de “mãe perfeita”; 2. Encontrar formas mais saudáveis de lidar com a sobrecarga; 3. Reorganizar expectativas sobre a maternidade; 4. Fortalecer o autocuidado e a rede de apoio.
Importante lembrar que cuidar de si mesma não é egoísmo, é uma forma de preservar seu bem-estar para conseguir cuidar dos seus filhos com mais saúde emocional.
Você não precisa lidar com tudo isso sozinha. Falar sobre esses sentimentos — sem julgamento — já é um passo importante para que a maternidade possa ser vivida de forma mais humana e menos solitária. E sabe o que mais? Eu consigo te ajudar! Coloco-me à disposição, caso tenha interesse em iniciar um processo terapêutico. Boa ressignificação!
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Minha neta , perdeu a mãe e o padrasto em pouco dias , COVID, tinha 12 anos e meio, agora com dezess
Minha neta , perdeu a mãe e o padrasto em pouco dias , COVID, tinha 12 anos e meio, agora com dezessete anos teve uma mudança de comportamento radical , começou a mudar de comportamento depois dos quinze anos para cá , agora ao dezessete anos a mudança de comportamento ficou muito visível, até nas veste mudou , até então era tudo bem discreta , agora gosta de blusa curta , o relacionamento está muito ruim as vezes é legal , conversar gostoso com a gente ,outra hora é um tanto grossa, gostaria de saber como lidar ? Ou vai precisar de um acompanhamento de um profissional ? Talvez um psicólogo? O que vocês me aconselha ? Obrigada
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! Como vai? A situação que você descreve envolve duas questões muito importantes: um luto muito significativo e a fase da adolescência, que por si só já é um período de grandes mudanças. Perder a mãe e o padrasto em um intervalo tão curto, ainda tão jovem, é uma experiência extremamente impactante emocionalmente. Muitas vezes, os efeitos desse tipo de perda não aparecem imediatamente, podendo surgir ou se intensificar alguns anos depois, especialmente durante a adolescência.
Entre os 15 e 17 anos é comum que jovens passem por transformações no comportamento, no modo de se vestir, nas opiniões e na forma de se relacionar com a família. Isso faz parte do processo natural de construção da identidade. Porém, quando há um histórico de perdas importantes, essas mudanças podem vir acompanhadas de emoções mais intensas, como raiva, tristeza, confusão ou necessidade de afirmação.
Sobre a forma de se vestir ou agir: muitas vezes isso também faz parte da tentativa de se descobrir, experimentar estilos e afirmar a própria autonomia. Nem sempre significa que algo está “errado”, mas sim que ela está tentando entender quem é nesse novo momento da vida.
O fato de ela às vezes conversar bem e em outros momentos se mostrar mais grossa ou distante também é relativamente comum na adolescência. Ainda assim, considerando o luto que ela viveu, um acompanhamento psicológico pode ser muito benéfico. A terapia pode ajudá-la a: 1. Elaborar o luto pela perda da mãe e do padrasto; 2. Compreender e expressar melhor suas emoções; 3. Desenvolver formas mais saudáveis de lidar com conflitos e mudanças da adolescência.
Isso não significa necessariamente que há um “problema grave”, mas sim que ela passou por experiências muito difíceis e pode se beneficiar de um espaço seguro para falar sobre isso.
Enquanto família, algumas atitudes que costumam ajudar são: 1. Manter diálogo aberto e sem julgamentos, mostrando que ela pode conversar quando quiser; 2. Evitar críticas muito duras, principalmente sobre aparência ou comportamento, pois isso pode gerar mais afastamento; 3. Demonstrar interesse genuíno pela vida dela, pelos sentimentos e pelo que ela está vivendo; 4. Oferecer apoio, inclusive sugerindo a terapia como um espaço de cuidado e não como punição.
O mais importante é que ela sinta que não está sozinha e que tem adultos de confiança ao redor dela. Com acolhimento, paciência e, se possível, apoio profissional, há muitas chances de que ela consiga atravessar esse momento de forma mais saudável. E sabe o que mais? Eu consigo te ajudar! Coloco-me à disposição, caso tenha interesse em iniciar um processo terapêutico ou caso queira o acompanhamento para sua neta. Boa ressignificação!
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Eu fiz hoje o exame psicológico para a primeira habilitação e fui "aprovado" mas tenho que voltar em
Eu fiz hoje o exame psicológico para a primeira habilitação e fui "aprovado" mas tenho que voltar em um ano pra refazer o teste, a psicologa que aplicou o teste disse que ficou *bem preocupada* com o meu teste palográfico, que eu tenho uma personalidadee fechada mas que eu gosto de me impor. Eu realmente sou muito fechado, mas não entendi a segunda parte, do jeito que ela falou ficou parecendo que eu tenho algum problema de personalidade. Eu deveria solicitar a entrevista devolutiva pra receber uma explicação detalhada, ou, é só paranóia minha mesmo?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! Como vai? A sua dúvida é bastante compreensível. Quando recebemos um comentário mais sério durante uma avaliação psicológica, é natural ficar tentando entender exatamente o que aquilo significa.
Primeiro, é importante saber que, no processo de avaliação psicológica para habilitação, existem alguns resultados possíveis, e um deles é quando a pessoa é considerada apta temporariamente, com necessidade de reavaliação após um período (como um ano). Isso não significa necessariamente que exista um “problema de personalidade”, mas sim que o profissional identificou características que considera importante acompanhar novamente no futuro.
Sobre o teste palográfico: Ele é um instrumento que avalia alguns aspectos de funcionamento psicológico, como ritmo de trabalho, controle emocional, impulsividade, organização, entre outros indicadores de comportamento. Ele não serve, sozinho, para diagnosticar transtornos ou problemas de personalidade. Os resultados costumam ser interpretados em conjunto com outros testes e com a observação clínica.
Quando a psicóloga mencionou que você tem uma personalidade mais fechada, mas que gosta de se impor, isso pode indicar apenas um perfil mais reservado, porém assertivo — ou seja, alguém que não é muito expansivo socialmente, mas que consegue defender suas opiniões ou posições quando necessário. Isso não é, por si só, algo patológico.
Sobre solicitar a entrevista devolutiva: Sim, você pode pedir sem nenhum problema. Na verdade, é um direito da pessoa avaliada receber esclarecimentos sobre o resultado da avaliação psicológica. Essa conversa pode ajudar a entender melhor o que foi observado, como o resultado foi interpretado e por que foi indicada a reavaliação em um ano, inclusive, se você sentir que a fala da profissional ficou ambígua ou gerou insegurança, pedir essa devolutiva pode ser um caminho muito saudável para esclarecer tudo com mais tranquilidade.
Buscar essa explicação não significa paranoia — significa apenas que você quer compreender melhor um processo que envolve você diretamente. Muitas vezes, uma conversa mais detalhada ajuda a reduzir interpretações equivocadas ou preocupações desnecessárias.
Coloco-me à disposição, caso tenha interesse em iniciar um processo terapêutico. Boa ressignificação!
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Boa noite, tudo bem com vocês? Me ajudem, por favor. Meu filho tem 7 anos de idade é incrívelmente c
Boa noite, tudo bem com vocês? Me ajudem, por favor. Meu filho tem 7 anos de idade é incrívelmente carinhoso e inteligente. Porém, tem duas questões que vem me preocupando: o comportamento dele na escola e a fala dele dentro de casa.
Na escola, ele não consegue ficar quieto e nem obedecer as ordens da professora. Tem dias e dias... E agora, por motivos de saúde, ele precisou morar com minha mãe, porque me encontro internada por complicações de nefrite lúpica e sem previsão de alta. Aí, ele tem uns comportamentos estranhos lá. Tipo: furar sofá com o alicate, falar besteira... Hoje por exemplo, ele disse a tia dele que ele tem um lado bom e um lado ruim. E que o lado ruim mandou ele fazer aquilo (tiva estragado o lenço umedecido da avó dele). Estou preocupada! Não sei como agir. O que devemos fazer? Tendo em vista que estou em outra cidade.
Isso pode ser sinais de sociopatia? Autismo? TDAH?RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! Como vai? Antes de qualquer coisa: sinto muito que você esteja passando por tudo isso, especialmente estando internada por causa da Nefrite lúpica. Só essa mudança já é um evento grande demais para uma criança de 7 anos processar sozinha. Mas vamos lá: 1. Em crianças de 7 anos, falar que tem “um lado bom e um lado ruim”, culpar o “lado ruim” pelo que fez, testar limites, fazer algo escondido ou destrutivo... não é sinal direto de sociopatia - Crianças nessa idade ainda estão aprendendo a lidar com culpa, impulsos e frustração. Às vezes, criar essa ideia de “lado ruim” é uma forma infantil de tentar organizar algo que ele sente por dentro e não consegue explicar; 2. Nada do que você descreveu, isoladamente, fecha diagnóstico de Autismo e/ou TDAH. O que você relatou pode estar ligado a: Dificuldade de autorregulação emocional, impulsividade, ansiedade, mudança brusca na rotina, angústia pela sua internação... Diagnóstico não é feito apenas por comportamento pontual, mas por um conjunto de critérios consistentes em diferentes contextos e ao longo do tempo; 3. O ponto mais importante: ele foi separado da mãe - Você está internada, em outra cidade, sem previsão de alta. Para uma criança de 7 anos isso pode significar internamente: Medo de perder a mãe, insegurança, raiva pela situação, sensação de abandono (mesmo que ele saiba racionalmente o motivo). Criança raramente diz: “Estou angustiado porque minha mãe está doente”. Ela mostra isso no comportamento (Furar sofá com alicate pode ser descarga de tensão, falar besteira pode ser busca por validação, destruir algo pode ser expressão de raiva, etc), o me chama a atenção é essa frase: “Eu tenho um lado bom e um lado ruim” - Isso pode indicar conflito interno. Ele está percebendo que faz coisas erradas, mas ainda não sabe integrar isso. Isso não é psicopatia.
Isso é desenvolvimento moral em construção. → Quando devo me preocupar: Seria importante avaliar com um profissional se houver: Crueldade intencional com animais ou pessoas, falta total de culpa após machucar alguém, mentiras frequentes e frias, agressividade persistente e intensa, comportamentos destrutivos repetitivos sem remorso. → O que pode ser feito agora (mesmo você estando longe) - 1. Manter contato frequente por vídeo (Ele precisa ver você, ouvir sua voz, sentir que você continua sendo mãe dele). 2. Nomear emoções (Sua mãe pode dizer: “Você está com saudade da mamãe?”, “Você ficou bravo hoje?”, “Às vezes quando a gente está com medo faz coisas que não devia”). 3. Não reforçar a ideia de “lado ruim” (Em vez de: “Então foi seu lado ruim?”, responder: “Você fez uma escolha que não foi boa. Mas você continua sendo um menino bom” - Separar comportamento de identidade é essencial). 4. Rotina estruturada (Crianças ansiosas precisam de previsibilidade). 5. Avaliação psicológica infantil
(Quando possível, seria muito importante acompanhamento com psicólogo infantil, principalmente por causa do contexto de doença materna e mudança de casa). *Mas quero te perguntar algo delicado: Você está recebendo apoio emocional aí? (Porque sua internação também é um evento traumático para você) Coloco-me à disposição, caso tenha interesse em iniciar um processo terapêutico. Boa ressignificação!
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Conheci meu noivo há mais de 3 anos, mas pessoalmente tem poucos meses. Desde então, estou tendo dif
Conheci meu noivo há mais de 3 anos, mas pessoalmente tem poucos meses. Desde então, estou tendo dificuldade de lidar com o fato de ele ter sido casado e ter filhos. Os filhos não são um problema para mim, gosto deles — até porque eu também tenho uma filha que ele trata como dele, já que ela não tem presença do pai biológico.
Mas o fato de saber que ele sempre vai ter contato e uma ligação com a ex me machuca muito. Não estou sabendo lidar com isso. Na minha cabeça, nunca vou ter essa ligação forte com ele; ele sempre vai ter um sentimento forte pela mulher que deu a ele o papel de pai? Sem contar que a mãe dele não para de falar dela, e isso me incomoda muito.
Sou 18 anos mais nova q ele, sinto q não tenho maturidade ainda pra lidar com um relacionamento aonde a pessoa ja foi casada a tnts anos antes.
Mais não quero desistir desse relacionamento.RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! Como vai? O que você está sentindo faz sentido — e é mais comum do que parece. Quando nos relacionamos com alguém que já foi casado e tem filhos, não estamos lidando apenas com uma pessoa, mas com uma história construída antes de nós. E isso pode ativar insegurança, comparação e sentimento de não pertencimento, ou seja, medo de não “ter o mesmo lugar ou não pertencer a nenhum lugar”. Mas quero organizar alguns pontos importantes para você refletir: 1. O fato de ele sempre ter contato com a ex não significa que ele tenha sentimentos românticos por ela. O vínculo que permanece é o parental, não o conjugal. Ser pai é um papel permanente. Ser marido não é; 2. Quando você diz: “Na minha cabeça, nunca vou ter essa ligação forte com ele”, isso fala menos sobre ela… e mais sobre insegurança de pertencimento. Você está se perguntando: – Eu sou escolhida de verdade? – Eu sou suficiente? – Eu tenho um lugar único na vida dele? E isso é legítimo. Mas pense comigo: O fato de ele ter sido pai com outra mulher não impede que ele construa com você um vínculo profundo, íntimo e exclusivo — que é o vínculo conjugal atual; 3. O incômodo com a mãe dele tocar no assunto não é pequeno. Isso pode ativar comparação e sensação de desvalorização. Aqui entram dois pontos importantes: Seu noivo estabelece limites quando isso acontece? Você consegue comunicar a ele como isso te afeta, sem acusar? Relacionamentos maduros exigem conversas desconfortáveis; 4. Você mesma disse que sente não ter maturidade ainda para lidar com isso. Talvez não seja falta de maturidade — pode ser falta de repertório emocional para lidar com: Ex-esposa, Filhos de outro relacionamento, Dinâmicas familiares complexas. Isso não significa que você é imatura. Significa que é novo para você. Em resumo, talvez o caminho não seja desistir. Talvez seja fortalecer sua segurança interna e a comunicação entre vocês... E sabe o que mais? Eu consigo te ajudar! Coloco-me à disposição, caso tenha interesse em iniciar um processo terapêutico. Boa ressignificação!
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queria perguntar como melhorar o flatline, porque estou vivendo um pesado, me encontro sem motivação
queria perguntar como melhorar o flatline, porque estou vivendo um pesado, me encontro sem motivação, só acordo cansado, sem emoções, nem alegre e nem feliz, isso ta me prejudicando e tô preocupado com meu relacionamento tambem. estou lutando contra vicio do PMO e ta mega dificil.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! Como vai? Entendo sua preocupação, e é importante você ter trazido isso. O que você descreve se parece com o que muitas pessoas relatam como “flatline” — um período de queda de energia, motivação e prazer, comum quando a pessoa reduz ou para o uso de estímulos muito intensos como o PMO. Nesse período, pode haver uma queda significativa de motivação, energia e prazer, porque o cérebro está se readaptando a níveis mais naturais de estímulo. É comum aparecer: Cansaço ao acordar, sensação de apatia, diminuição das emoções, dúvidas em relação ao relacionamento. Isso não significa que você “perdeu sentimentos” ou que algo está errado de forma definitiva. Muitas vezes é um estado transitório de ajuste neuroemocional.
Ao mesmo tempo, precisamos observar a intensidade e a duração desses sintomas. Se essa falta de energia e prazer estiver muito persistente ou trazendo prejuízos importantes, também é importante avaliar a possibilidade de um quadro depressivo associado. Neste momento, eu te orientaria a: Manter uma rotina mínima estruturada, mesmo sem vontade, priorizar sono e exposição à luz natural, inserir atividade física regular, reduzir outros estímulos muito intensos (excesso de tela, por exemplo), comunicar sua parceira/ seu parceiro sobre o que você está vivendo, para que ela/ele compreenda que é um processo, e principalmente: Não trate isso como uma batalha solitária baseada apenas em força de vontade. O enfrentamento de vício exige estratégia, compreensão dos gatilhos e, muitas vezes, acompanhamento contínuo. E sabe o que mais? Eu consigo te ajudar! Coloco-me à disposição, caso tenha interesse em iniciar um processo terapêutico. Boa ressignificação!
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acho que estou vivendo um flatline. ultimamente estou lutando contra a pornografia e ja estou a 17 d
acho que estou vivendo um flatline. ultimamente estou lutando contra a pornografia e ja estou a 17 dias sem sentir nada com um esgotamento emocional que me aferta diretamente, atualmente me encontro em um relacionamento e fico muito preocupado de afertar pq nao quero perder ela. tem um tempo limete para o flatline ?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! Como vai? Entendo sua angústia, e é importante você estar falando sobre isso em vez de guardar. O que você descreve é compatível com o que muitas pessoas chamam de “flatline” durante a interrupção da pornografia: um período de queda de libido, redução de prazer, apatia e até esgotamento emocional. Com 17 dias, ainda é um tempo relativamente inicial dentro de um processo de readaptação do cérebro a níveis mais naturais de estímulo.
Sobre “tempo limite”: Não existe um prazo fixo. Para algumas pessoas dura semanas; para outras, pode oscilar ao longo de alguns meses. Depende de fatores como tempo de uso, frequência, intensidade e também do seu estado emocional geral. É importante diferenciar duas coisas: Um período transitório de ajuste neurobiológico; Um possível quadro diagnóstico que pode estar associado e precisa ser avaliado.
O fato de você estar preocupado com seu relacionamento mostra que há sentimento e vínculo. A redução momentânea de libido ou emoção não significa perda de amor. Porém, esconder isso e viver com medo pode aumentar ainda mais a ansiedade. Minha orientação seria: Manter constância no processo, sem testar compulsivamente se “já voltou ao normal”; Regular sono, atividade física e exposição a estímulos saudáveis; Conversar com sua parceira de forma madura, explicando que está passando por um processo de ajuste; Observar se o esgotamento é apenas sexual ou se está afetando todas as áreas da vida.
O mais importante agora não é o prazo, mas a consistência e o cuidado com sua saúde emocional como um todo. E com isso, eu consigo te ajudar! Coloco-me à disposição, caso tenha interesse em iniciar um processo terapêutico. Boa ressignificação!
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Como superar a dor de uma traição por pornografia? Descobri em Agosto do ano passado, mas há dias qu
Como superar a dor de uma traição por pornografia? Descobri em Agosto do ano passado, mas há dias que são mais e menos difíceis para mim, não consigo ter relação sem me sentir profundamente triste e decepcionada, e ele parece incomodado ou com raiva quando me ve chorando ou questionando. Não consigo me entender nesse momento. Desde já agradeço!
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! Como vai? Entendo a profundidade da sua dor, e é muito válido você nomear isso como traição. Para muitas pessoas, a descoberta do uso oculto de pornografia dentro de um relacionamento gera sentimentos reais de quebra de confiança, comparação, rejeição e desvalorização.
O que você descreve é compatível com um processo de luto relacional. Mesmo que ele não tenha havido contato físico com outra pessoa, houve uma ruptura na percepção de exclusividade, transparência e segurança. Por isso, é comum que surjam: Tristeza intensa durante a intimidade, pensamentos intrusivos e comparações, sensação de não ser suficiente, oscilação entre dias mais estáveis e dias muito difíceis.
O fato de, meses depois, ainda doer, não significa que você é fraca ou que “não superou”. Significa que a ferida não foi totalmente elaborada — especialmente se, ao demonstrar sua dor, você encontra irritação ou raiva da parte dele. → Um ponto importante: Quando a pessoa traída não encontra acolhimento, o trauma se prolonga. A reconstrução da confiança exige: Responsabilização genuína, transparência, espaço para você falar sem ser silenciada, paciência com o seu tempo emocional... Se ele reage com incômodo quando você chora ou questiona, isso pode estar intensificando sua sensação de solidão dentro da relação.
Importante você observar: 1. Sua tristeza vem do ato em si ou da forma como ele lidou depois?; 2. Você sente que houve mudança concreta de comportamento?; 3. Existe diálogo seguro entre vocês ou tensão constante?
Superar não é “apagar” o que aconteceu. É reconstruir segurança. E isso não depende só de você. Talvez, neste momento, o foco precise ser menos “como parar de sentir” e mais “o que eu preciso para me sentir segura novamente?”. Se essa resposta não estiver sendo atendida na relação, isso merece ser olhado com cuidado.
Se quiser, podemos organizar quais seriam limites e necessidades mínimas para você conseguir continuar nesse vínculo com mais estabilidade emocional. Eu consigo te ajudar! Coloco-me à disposição, caso tenha interesse em iniciar um processo terapêutico. Boa ressignificação!
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Porque quando vejo a pessoa que gosto me da forte crises de ansiedade.
Porque quando vejo a pessoa que gosto me da forte crises de ansiedade.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! Como vai? Essa pergunta é muito importante e a resposta pode ser mais profunda do que parece. Quando você vê a pessoa que gosta e sente crise de ansiedade, geralmente não é o amor em si que está causando isso — é o que essa pessoa ativa dentro de você. Vamos organizar algumas possibilidades: 1. Ativação intensa do sistema emocional (Gostar de alguém ativa: Expectativa, medo de rejeição, desejo de ser correspondido, vulnerabilidade... Seu corpo entende isso como “risco”. E quando o cérebro percebe risco emocional, ele pode disparar sintomas físicos: Coração acelerado, falta de ar, tremor, pensamentos catastróficos... Ansiedade é, biologicamente, um sistema de alerta); 2. Medo de perder ou não ser suficiente (Perguntas, como:
“E se eu não for bom o bastante?”, “E se ele/ela perder o interesse?”, “E se eu me entregar e me machucar?”... Às vezes, a crise não é sobre a pessoa — é sobre o medo do que pode acontecer); 3. Experiências passadas (Especialmente se você já viveu: Rejeição, abandono, traição, relações instáveis... Seu cérebro pode associar “gostar de alguém” com perigo emocional. Então, quando você vê essa pessoa, seu corpo reage antes mesmo de você pensar racionalmente); 4. Confusão entre paixão e ansiedade (Paixão e ansiedade têm sintomas físicos parecidos: Frio na barriga, taquicardia, agitação... Às vezes, o que começa como excitação vira ansiedade quando entra medo junto). → DICA: Tente observar o que o seu corpo está tentando dizer: A crise vem porque:
Você sente que precisa impressionar? Você sente que pode perder? Ou você sente que essa pessoa é instável com você?
Porque se a ansiedade é constante e intensa, pode ser que: Você esteja se sentindo inseguro nessa dinâmica ou esteja se colocando em posição de inferioridade. Um ponto essencial: Relacionamentos saudáveis tendem a trazer mais segurança do que ameaça. Se o contato está gerando sofrimento constante, vale refletir se o vínculo está equilibrado. Mas sabe o que? Eu consigo te ajudar, adoraria te acompanhar nesse processo! Coloco-me à disposição, caso tenha interesse em iniciar um processo terapêutico. Boa ressignificação!
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Tudo bem? Tenho muita sede e sinto minha boca muito seca, então bebo água o tempo todo. Já fiz exame
Tudo bem? Tenho muita sede e sinto minha boca muito seca, então bebo água o tempo todo. Já fiz exames e está tudo normal, mas essa sensação começou depois que fui diagnosticada com crise de ansiedade. Gostaria de saber se isso pode estar relacionado às crises ou se pode ser uma espécie de “vício” em beber água (já ouvi falar sobre isso).
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! Como vai? Sim, isso pode estar relacionado às crises de ansiedade, e pelo que você descreve, essa é uma explicação bastante comum — especialmente quando os exames já estão normais. Durante a ansiedade, o corpo entra em um estado de alerta. Nesse estado, é frequente ocorrer diminuição da salivação, tensão muscular e respiração mais acelerada (muitas vezes pela boca), o que gera a sensação real de boca seca. Para aliviar esse desconforto, beber água traz alívio imediato, e isso faz com que o comportamento de beber água seja repetido com frequência.
Dentro da minha área de atuação (a Análise do Comportamento), isso não é exatamente um “vício”, mas um comportamento que pode acabar sendo reforçado:
você sente desconforto → bebe água → sente alívio → passa a beber água sempre que a sensação aparece. Com o tempo, o corpo e a atenção ficam mais sensíveis a qualquer sinal mínimo de secura, mantendo o ciclo.
É diferente de quadros médicos como a polidipsia patológica, que costumam vir acompanhados de alterações importantes nos exames, aumento expressivo do volume de urina e outras mudanças fisiológicas — o que, no seu caso, já foi descartado.
O que pode ajudar: Observar se a sede aumenta em momentos de maior ansiedade ou antecipação de crises; Trabalhar estratégias para reduzir a ativação ansiosa (respiração mais lenta, aterramento, relaxamento). Testar pequenas pausas antes de beber água, para perceber se a sensação diminui sozinha; Usar alternativas como umedecer a boca, mascar chiclete sem açúcar ou respirar pelo nariz.
Se a sensação for muito intensa, gerar sofrimento significativo ou começar a interferir muito na rotina, vale trabalhar isso diretamente em psicoterapia, pois o foco não é “parar de beber água”, mas quebrar a associação automática entre ansiedade e alívio imediato. Em resumo: a sensação é real, é comum na ansiedade e não significa que você esteja “viciada”, mas sim que seu corpo aprendeu uma forma rápida de aliviar o desconforto. Com acompanhamento adequado, esse padrão pode ser flexibilizado. Boa ressignificação!
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Faz um tempo que venho tendo problemas com a questão de ter filhos, eu tenho 20 anos, e não tenho ne
Faz um tempo que venho tendo problemas com a questão de ter filhos, eu tenho 20 anos, e não tenho nenhuma vontade de ser pai, não curto, mas esse problema vem aumentando muito quando meu pai falou para mim que ele tinha engravidado uma namorada, e esse meu meio irmão já nasceu, ele tem meses, mas eu simplesmente nem quero conhecê-lo, venho enfrentando muitos problemas por causa disso, sempre quando vejo ou escuto falar de alguém que está grávida ou está tendo filhos é algo que me traumatiza, não sei porque, essa questão de eu não querer ter filhos não está sendo somente uma opção, e sim um medo patológico, que afeta minha vida, eu tenho vontade de ter namorada, mas tenho muito medo de ter uma, eu tenho vontade de viver um amor, mas eu não quero construir uma família, e não sei se vou achar alguém assim um dia nesse mundo.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! Como vai? O que você descreve não é estranho nem raro, e também não significa, automaticamente, que exista algo “errado” com você.
Dentro da minha área de atuação (a Análise do Comportamento), o que aparece com muita clareza é que a ideia de ter filhos deixou de ser apenas uma preferência pessoal e passou a funcionar como um estímulo altamente aversivo, capaz de gerar medo intenso, esquiva e sofrimento — especialmente após o acontecimento envolvendo seu pai. É importante diferenciar duas coisas: não querer ter filhos como escolha de vida é totalmente legítimo; o sofrimento surge quando essa escolha vira um medo patológico, que limita sua vida, seus relacionamentos e seus projetos. O fato de você desejar amar, ter uma namorada e viver um vínculo afetivo, mas sentir que isso é impossível por causa do medo de construir família, mostra que o problema não é falta de afeto ou incapacidade de se relacionar, e sim a associação automática entre relacionamento e obrigação de ter filhos.
Esse medo também pode estar ligado a conflitos mais profundos, como: Medo de repetir histórias familiares, medo de responsabilidade irreversível, sensação de perda de liberdade, raiva, confusão ou ambivalência em relação à figura paterna e ao novo meio-irmão, experiências internas que ainda não foram elaboradas emocionalmente.
Nada disso te torna uma pessoa fria ou insensível. O fato de você não querer conhecer seu meio-irmão, por exemplo, não indica falta de humanidade, mas uma tentativa de se proteger emocionalmente de algo que hoje é vivido como ameaçador.
O ponto central é: Quando o medo começa a organizar a sua vida, restringindo escolhas afetivas e gerando sofrimento constante, vale buscar ajuda. O profissional mais indicado é um psicólogo, especialmente alguém que trabalhe com Análise do Comportamento, ansiedade ou processos de esquiva emocional. A terapia pode ajudar a entender como esse medo se formou, o que exatamente ele protege e como flexibilizar essa resposta, para que você possa escolher seus caminhos a partir de valores — e não do pânico.
Por fim, algo muito importante: Existem, sim, pessoas que não desejam ter filhos e constroem relações amorosas satisfatórias assim. O mundo é mais diverso do que o medo faz parecer. Antes de tentar resolver todas essas respostas agora, o mais saudável é cuidar do impacto emocional que esse tema ganhou para você. Com acompanhamento adequado, é possível reduzir esse medo, recuperar liberdade de escolha e viver vínculos afetivos sem que a ideia de filhos funcione como uma ameaça constante. E sabe o que mais? Eu consigo te ajudar! Coloco-me à disposição, caso tenha interesse em iniciar um processo terapêutico. Boa ressignificação!
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Tem coisas minha que eu acho que não é normal. Tenho 21 anos não sei porque eu tenho essa necessidad
Tem coisas minha que eu acho que não é normal. Tenho 21 anos não sei porque eu tenho essa necessidade de que os homens gostem se apaixonem por mim principalmente a primeira vista, eu iria sentir melhora na auto estima, isso me faria sentir bonita, não queria ser assim mas n consigo mudar, pq o que uma mulher acha de mim eu não me importo. E como ninguém tmb gosta de mim, não sou boa em fazer amizade, amizade pra sempre sair falar pelo celular não tenho, dificuldade em socializar, nenhum homem gosta de mim. Já fui feita de segunda opção, humilhada. Homem só me aparece pra algo casual ali de uma vez, e isso piora mais minha auto estima.
Talvez não seja por não namorar e sim por não conseguir, nem ficante eu não consigo ainda mais q muita gente consegue. E como eu acho que pessoas bonitas conseguem fácil namorar isso faz eu pensar que não seja bonita pros outros, o que vejo que é errado esse pensamento mas msm assim minha auto estima baixa.
Já fiquei tempos de carência, já quase fiquei depressiva, muito medo de ficar só, de não arrumar ninguém. Corria atrás se alguém tivesse um mínimo de interesse, fazendo de tudo, sendo humilhada, mas mesmo assim não consegui namorado.Quando fiquei tempos sem nenhuma amizade fiquei muito triste, agressiva querendo me vingar dos colegas da faculdade por n ter amizade comigo. Eu melhorei bastante mas quando apareceu um falando comigo e pensei na possibilidade de namorar e depois descobri que era só casual fiquei triste. Não estou carente como antes, estou em celibato a um ano, mas ainda sinto que tenho que melhorar 100%. Tmb não entendo pq tenho vontade de chamar atenção, de impactar, mudo cabelo algumas vezes, mudei o estilo. Porque ao mesmo tempo sou tímida, ando de cabeça baixa acho q sla q estão me olhando como se eu fosse ser criticada onde eu ando. Ninguém gosta tmb de fazer amizade comigo, nunca tive uma amizade pra sempre falar comigo e sair e ir em casa, desabafar. Desde criança tive dificuldade de socialização não entendia o porque, agora adulta me senti mal várias vezes pq dessa dificuldade de fazer amizade de ficar muito tempo só, sem saber o pq qual é o problema. Quando acho aquela amizade msm que quase nunca pra sair já melhoro.
E eu quero mudar e não me importar com nada disso.
Isso é normal? Eu tenho alguma possibilidade de ter algum problema, algum transtorno?RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! Como vai? Sim, o que você descreve é compreensível do ponto de vista psicológico e não significa, por si só, que você “tenha algo errado” ou um transtorno fechado. O que aparece no seu relato é um padrão de funcionamento emocional e comportamental que se construiu ao longo da sua história — e isso pode ser trabalhado.
Dentro da minha área de atuação (a Análise do Comportamento), a necessidade intensa de ser desejada, especialmente por homens, costuma estar ligada a experiências repetidas de rejeição, desvalorização ou pouco reforço afetivo, fazendo com que ser escolhida passe a funcionar como uma prova de valor pessoal e um alívio temporário da dor emocional. As dificuldades de socialização e de manter amizades desde a infância apontam mais para um déficit de repertório social e para estratégias de proteção aprendidas (evitar contato, se retrair por medo de julgamento) do que para falta de valor ou defeito pessoal. O desejo de chamar atenção, mudar aparência e, ao mesmo tempo, sentir-se tímida e observada, reflete um conflito interno entre a necessidade legítima de vínculo e o medo aprendido de rejeição. Nada disso define quem você é de forma fixa nem indica que você “não consiga” se relacionar; são padrões que podem ser modificados. O fato de você já reconhecer esses ciclos, ter interrompido comportamentos que te machucavam e querer mudar mostra recursos importantes, e um acompanhamento psicológico pode ajudar a fortalecer a autoestima, desenvolver habilidades sociais e construir vínculos de forma mais segura, sem que seu valor dependa de ser escolhida pelo outro.
E sabe o que mais? Eu consigo te ajudar! Coloco-me à disposição, caso tenha interesse em iniciar um processo terapêutico. Boa ressignificação!
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Estou em uma luta contra a pornografia, achei muita motivação no meu relacionamento. Ultimamente est
Estou em uma luta contra a pornografia, achei muita motivação no meu relacionamento. Ultimamente estou quase um mês sem consumo e estou me sentindo sem emoções e estou preocupado em prejudicar meu relacionamento. Quando recebo beijo, toque, carinho, eu sinto tipo uma névoa ou choque no cérebro.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! Como vai? Dentro da minha área de atuação (a Análise do Comportamento), o consumo repetido de pornografia costuma funcionar como um comportamento fortemente reforçado, porque gera excitação intensa, imediata e previsível. Com o tempo, o organismo aprende a responder a estímulos muito específicos e de alta intensidade (novidade constante, imagens explícitas, controle total da situação). Quando esse padrão é interrompido, especialmente após uso frequente, é comum ocorrer um período chamado de redução temporária da responsividade emocional. Ou seja, o corpo e o cérebro ainda estão se ajustando a uma nova forma de obtenção de prazer e conexão.
Do ponto de vista científico da Sexualidade, estudos mostram que estímulos sexuais muito intensos e repetitivos podem gerar um tipo de Dessensibilização: experiências mais sutis e reais (toque, beijo, carinho) inicialmente podem parecer “apagadas”, estranhas ou até gerar sensações confusas, como essa “névoa” ou “choque” que você descreve. Isso não significa falta de desejo pela parceira, mas um sistema sexual e emocional que ainda está reaprendendo a responder a estímulos naturais, que são mais graduais e envolvem vínculo, presença e vulnerabilidade.
Além disso, a pornografia muitas vezes cumpre funções além do prazer sexual, como: Regulação emocional, fuga de ansiedade, alívio de tensão, sensação de controle. Quando você retira esse comportamento, é comum surgir uma sensação de vazio emocional, embotamento ou estranheza corporal, porque a função que ele exercia ainda não foi totalmente substituída por outras formas de regulação.
É importante falar também sobre os impactos e prejuízos associados ao uso frequente de pornografia, especialmente quando ela passa a ser a principal forma de regulação emocional ou sexual. Do ponto de vista científico da sexualidade humana, estudos associam o uso frequente de pornografia a alguns prejuízos possíveis, como: Dessensibilização sexual, em que estímulos reais parecem menos excitantes no início; Dificuldade de excitação ou manutenção do desejo em contextos reais; Aumento da busca por conteúdos cada vez mais intensos, para obter o mesmo efeito; Confusão entre fantasia e realidade, impactando expectativas sobre o corpo, o desempenho e a dinâmica sexual; Redução da sensibilidade ao vínculo emocional, quando a sexualidade passa a ser vivida de forma isolada; Uso da pornografia como estratégia de fuga emocional, dificultando o desenvolvimento de outras formas de lidar com ansiedade, estresse ou frustração.
No relacionamento, esses impactos podem aparecer como: Distanciamento emocional, dificuldade de presença durante o contato íntimo, comparação constante (mesmo que automática), medo de não sentir “o suficiente” ou de prejudicar a parceira.
É importante reforçar que esses efeitos não são permanentes, mas dependem da frequência, da função que a pornografia exercia na vida da pessoa e do contexto emocional. Quando o consumo é interrompido, como no seu caso, o que muitas vezes surge primeiro não é prazer imediato, mas um período de ajuste, com sensação de vazio, embotamento ou estranheza corporal — exatamente o que você descreveu. Em síntese, o uso frequente de pornografia pode, sim, gerar prejuízos emocionais, sexuais e relacionais, mas o que você está vivendo agora é compatível com um processo de reorganização, não com um dano definitivo. Com tempo, exposição gradual à intimidade real e, se possível, acompanhamento psicológico, a tendência é de recuperação da sensibilidade, do desejo e da conexão afetiva. Boa ressignificação!
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Eu sinto que só existo quando estou mal. Tenho medo de melhorar porque ninguém liga para quem está
Eu sinto que só existo quando estou mal.
Tenho medo de melhorar porque ninguém liga para quem está bem. Como posso melhorar esse pensamento (embora não sinta vontade)? Quem eu deveria buscar?RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! Como vai? O que você descreve é doloroso, mas compreensível, e não significa que exista algo “errado” com você.
Dentro da minha área de atuação (a Análise do Comportamento), esse pensamento costuma se formar quando, ao longo da vida, o sofrimento foi a principal (ou única) forma de receber atenção, cuidado, escuta ou validação. Nesses contextos, o cérebro aprende algo como: “quando estou mal, sou vista; quando estou bem, desapareço”. Isso não é uma escolha consciente — é um aprendizado emocional.
Com o tempo, o mal-estar passa a ter uma função relacional: ele garante vínculo, presença do outro ou sensação de existir. Por isso, a ideia de melhorar pode gerar medo, vazio ou até resistência, mesmo quando racionalmente você sabe que quer ficar bem. Não é que você queira sofrer; é que melhorar parece ameaçar a sua existência simbólica, o lugar que você ocupa nas relações.
A pergunta “como posso melhorar esse pensamento, mesmo sem vontade?” é muito importante. Pela Análise do Comportamento, a mudança não começa pela vontade, mas por pequenas experiências diferentes. Primeiro, é preciso reconstruir a ideia de valor pessoal, para que ele não dependa apenas do sofrimento. Isso acontece quando você começa a viver situações em que é vista, respeitada ou validada sem estar mal — mesmo que no início isso pareça estranho ou vazio.
É fundamental diferenciar duas coisas: Ser vista quando sofre não é o mesmo que ser amada de forma segura; Atenção baseada na dor tende a ser instável e não sustenta bem-estar no longo prazo.
Sobre quem buscar: o mais indicado é um psicólogo, especialmente alguém que trabalhe com Análise do Comportamento, esquemas emocionais ou abordagens focadas em vínculo. Esse profissional pode ajudar a identificar como esse padrão foi construído, quais comportamentos mantêm essa crença hoje e, principalmente, como criar novas formas de existir emocionalmente sem precisar adoecer para ser percebida.
É importante dizer algo com muito cuidado: o seu valor não está no seu sofrimento, mesmo que a sua história tenha te ensinado isso. O medo de melhorar não te faz fraca — ele mostra o quanto você precisou se agarrar ao sofrimento para não desaparecer. E isso pode ser transformado, passo a passo, com acompanhamento adequado e no seu ritmo.
Você não precisa querer melhorar agora para começar um processo. Às vezes, buscar ajuda é justamente o primeiro sinal de que uma parte sua quer existir para além da dor. E sabe o que mais? Eu consigo te ajudar! Coloco-me à disposição, caso tenha interesse em iniciar um processo terapêutico. Boa ressignificação!
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O consumo da pornografia gera falta de emoções? Eu estou em uma batalha com ela, eu percebi que me e
O consumo da pornografia gera falta de emoções? Eu estou em uma batalha com ela, eu percebi que me encontro sem, não me sinto nem feliz e nem triste. Ultimamente estou em um relacionamento e me encontro preocupado pq não sinto nenhum sentimento, ou seja, tenho medo de prejudicar. Já estou tentando vencer a anos e ganhei forças depois que comecei o meu relacionamento, mas queria saber se tem como melhorar essa falta de sentimentos, eu tô vivendo em uma névoa. Algum especialista pra me aconselhar? Estou me esforçando ao máximo por mim e pela minha parceira.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! Como vai? Essa é uma dúvida muito comum e legítima, e a resposta curta é: sim, o consumo frequente de pornografia pode estar relacionado a essa sensação de “falta de emoções”, mas isso não significa que você perdeu a capacidade de sentir nem que seu relacionamento está condenado.
Dentro da minha área de atuação (a Análise do Comportamento), a pornografia costuma funcionar como um estímulo de reforço muito intenso, rápido e previsível. Ao longo do tempo, o organismo aprende a responder principalmente a esse tipo de estímulo. Quando isso acontece, outras experiências — como afeto, intimidade, vínculo e emoções do dia a dia — podem parecer “apagadas”. Não porque não existam, mas porque passaram a competir com um padrão de estimulação muito mais forte. Isso pode gerar exatamente o que você descreve: uma sensação de vazio emocional, de não se sentir nem feliz nem triste, como se estivesse vivendo em uma névoa.
Do ponto de vista científico da Sexualidade Humana, há evidências de que a exposição repetida a estímulos sexuais intensos pode levar a um processo de Dessensibilização emocional e sexual. Nesse estado, o cérebro demora a responder a estímulos mais naturais e graduais, como o carinho, o toque, o beijo e a conexão emocional. Por isso, muitas pessoas relatam estranheza, embotamento ou até medo de não sentir nada pelo parceiro, mesmo desejando muito que a relação dê certo.
É importante destacar que isso não define seus sentimentos reais pela sua parceira. O fato de você estar preocupado em prejudicar o relacionamento, de estar se esforçando por você e por ela, e de buscar ajuda são sinais claros de valor, vínculo e compromisso — sentimentos que muitas vezes estão presentes mesmo quando a emoção “não aparece” de forma intensa.
Pela Análise do Comportamento, melhorar essa falta de sentimentos envolve mais do que apenas “lutar contra a pornografia”. Envolve: Dar tempo ao corpo e ao cérebro para se reorganizarem; Evitar se testar o tempo todo (“será que estou sentindo algo agora?”), pois isso aumenta a ansiedade e o afastamento emocional; Investir em experiências reais de intimidade, sem cobrança de emoção ou desempenho; Construir outras formas de regulação emocional, como atividades prazerosas, conexão social, exercício físico e expressão emocional; Manter constância, mesmo quando a emoção ainda não voltou.
Essa fase de “névoa” costuma ser temporária, especialmente quando há redução do consumo, mudança de hábitos e apoio adequado. A emoção tende a retornar de forma gradual, não como um “estalo”.
Sobre procurar um especialista: Siiim, é altamente recomendado buscar um psicólogo, preferencialmente com atuação em Análise do Comportamento e Sexualidade Humana (inclusive, coloco-me à disposição! Sou psicóloga, especialista em Psicologia da Saúde e em Sexologia). O acompanhamento ajuda a entender a função que a pornografia teve na sua vida, a lidar com a ansiedade desse período de ajuste e a fortalecer o vínculo no relacionamento sem que tudo dependa do “sentir”. Em resumo: o consumo de pornografia pode contribuir para essa sensação de vazio emocional, mas há, sim, caminho de melhora. O que você está vivendo não é falta de caráter, nem falta de amor. O seu esforço já é um passo muito importante nessa direção. Boa ressignificação!
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É possível viver bem e feliz sozinho? Não ter amigos, namoro, nada. Completamente só por opção...
É possível viver bem e feliz sozinho? Não ter amigos, namoro, nada. Completamente só por opção...
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! Como vai? Claro!! É possível viver bem e se sentir satisfeito estando sozinho, desde que essa escolha seja realmente uma escolha — e não uma forma de evitar dor, frustração, rejeição ou medo.
Dentro da minha área de atuação (a Análise do Comportamento), felicidade não é um estado fixo, mas o resultado de um conjunto de experiências que geram reforço positivo, senso de propósito e coerência com valores pessoais. Para algumas pessoas, isso pode acontecer com uma vida mais solitária, com foco em autonomia, rotina própria, interesses individuais, espiritualidade, estudo, trabalho ou projetos pessoais. Nesses casos, a solidão não é sofrimento.
Por outro lado, não há nada de errado em querer construir uma família e/ou ter um relacionamento saudável, se isso fizer sentido para você. O ponto central não é estar sozinho ou acompanhado, mas o que mantém essa escolha. Uma pergunta mais útil do que “é possível?” costuma ser: "Essa vida que escolhi amplia ou restringe quem eu sou?" → Se a vida solitária: te deixa mais inteiro,
mais coerente, mais vivo, mais em paz → Ela pode, sim, ser uma vida boa.
Se ela: anestesia emoções, diminui curiosidade, reduz desejo, evita contato por medo → Vale olhar com mais cuidado.
Em resumo: É possível viver bem sozinho, desde que haja uma avaliação de sua coerência. A saúde está menos no número de vínculos e mais na função que essa escolha tem na sua vida. Boa ressignificação!
Perguntas frequentes
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Toda vez que saio do banho fico me coçando, já tentei sabonete neutro, sabonete glicerinado, banho m
A coceira após o banho pode ter diferentes causas, mesmo quando você já utiliza…