Perguntas do paciente (11)

  • Qual o impacto da tecnologia digital na educação acadêmica ?

    Qual o impacto da tecnologia digital na educação acadêmica ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Ramayana Mello

    A pesquisa científica revela um panorama complexo, com benefícios significativos e desafios importantes que afetam diretamente os processos cognitivos fundamentais da aprendizagem. Um aspecto crítico que emerge dos estudos é a diferença entre engajamento e real aquisição de conhecimento. Pesquisas mostram que, embora ferramentas tecnológicas possam substituir satisfatoriamente aulas presenciais durante emergências, elas não o fazem de forma equivalente. Há pouco interesse em continuar na mesma modalidade após situações de emergência, sugerindo limitações na eficácia do ensino exclusivamente digital.
    Para muitos estudantes, cerca de 81% ainda preferem o ensino presencial, mesmo após adaptação ao modelo remoto. Isso sugere que, apesar da adaptação técnica, existe uma percepção de que o ensino digital não oferece a mesma qualidade de experiência de aprendizagem.
    O desenvolvimento de habilidades metacognitivas e para a aprendizagem autorregulada apresenta desafios específicos no ambiente digital. Pesquisas indicam que o feedback aliado às tecnologias digitais pode contribuir para o desenvolvimento da regulação metacognitiva, mas requer estratégias pedagógicas específicas e bem estruturadas.

    Os estudos, de uma forma geral, indicam que a tecnologia é mais eficaz quando utilizada como ferramenta complementar dentro de uma abordagem pedagógica complexa, que considera tanto os benefícios quanto os riscos potenciais para o desenvolvimento cognitivo dos estudantes. A formação adequada de professores e o desenvolvimento de políticas educacionais que orientem o uso consciente da tecnologia emergem como elementos essenciais para maximizar os benefícios e minimizar os impactos negativos no processo de aprendizagem.


  • Como a internet e as as redes sociais podem ser usadas positivamente pelos adolescentes?

    Como a internet e as as redes sociais podem ser usadas positivamente pelos adolescentes?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Ramayana Mello

    Pesquisas em psicologia do desenvolvimento mostram que adolescentes respondem melhor quando sentem que suas experiências são validadas. Em vez de iniciar com regras ou proibições, os pais podem demonstrar curiosidade genuína: "me conta sobre as redes que você mais usa" ou "O que você mais gosta de fazer online?" Essa abordagem constrói pontes em vez de muros.

    É fundamental entender que o cérebro adolescente está em pleno desenvolvimento, especialmente o córtex pré-frontal, responsável pelo controle de impulsos e tomada de decisões. Estudos neurocientíficos explicam por que os jovens são particularmente suscetíveis aos mecanismos de recompensa das redes sociais

    Os estudos são claros sobre a importância de estabelecer limites saudáveis, mas estes funcionam melhor quando são co-criados. Estudos mostram que adolescentes que participam da criação de regras familiares têm maior probabilidade de respeitá-las. Os pais podem propor conversas colaborativas: "Vamos pensar juntos em como usar as redes de forma que não atrapalhe seu sono/estudos/tempo em família?"

    É essencial abordar temas como cyberbullying, exposição excessiva, comparação social e privacidade, mas sem transformar a conversa em uma lista de horrores.

    As crianças aprendem mais observando do que ouvindo. Estudos sobre educação mostram que pais que demonstram uso equilibrado de tecnologia têm filhos com hábitos digitais mais saudáveis. Isso pode incluir ter momentos livres de telas durante as refeições, não usar o celular enquanto conversa com os filhos, e compartilhar quando vocês mesmos sentem que precisam de uma pausa digital.

    ## Mantendo-se atualizado sem ser invasivo

    Os pais não precisam dominar todas as plataformas, mas demonstrar interesse genuíno em aprender fortalece a conexão.

    Se os pais notarem sinais de uso problemático, por exemplo, isolamento social significativo, mudanças drásticas de humor relacionadas ao uso de redes, queda no desempenho escolar, ou sinais de cyberbullying… é importante buscar apoio profissional. Psicólogos especializados em saúde mental & adolescência podem oferecer estratégias específicas para cada família.

    O objetivo final não é controlar cada clique, mas possibilitar aos jovens que possam tomar decisões conscientes sobre seu uso de tecnologia. Isso envolve conversas contínuas, ajustes conforme as crianças crescem, e a criação de uma cultura familiar onde o bem-estar digital é valorizado tanto quanto outros aspectos da saúde.

    Não existe uma abordagem única que funcione para todas as famílias. O importante é manter o diálogo aberto, liderar com empatia e curiosidade, e estar disposto a aprender e adaptar-se junto com seus filhos nesta jornada que estamos todos navegando juntos.​​​​​​​​​​​​​​​​


  • Como os pais podem abordar o tema das redes sociais com seus filhos?

    Como os pais podem abordar o tema das redes sociais com seus filhos?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Ramayana Mello


    Como psicóloga que trabalha com adolescentes, tenho observado uma crescente preocupação dos pais sobre o impacto das redes sociais na vida de seus filhos.

    Uma das descobertas mais importantes da neurociência moderna é que o cérebro adolescente ainda está em desenvolvimento até aproximadamente os 25 anos. O córtex pré-frontal, o grande responsável pelo controle de impulsos, planejamento e tomada de decisões é a última região a amadurecer.

    Isso significa que, durante a adolescência, seus filhos dependem mais da amígdala para tomar decisões. Por isso, comportamentos que podem parecer "irracionais" para nós, adultos, são na verdade reflexo dessa imaturidade neurológica natural.

    Quando seu filho de 15 anos posta algo sem pensar nas consequências ou fica irritado quando você questiona seu tempo online, lembre-se de que isso não é "rebeldia”. Ele não tem muito controle inibitório sobre isso ainda.
    Existe aí um solo fértil para dificuldades relacionais e problemas de saúde mental nesses sujeitos em desenvolvimento.


    Em minha prática, tenho visto como esses padrões se manifestam: jovens que sentem que "todo mundo está se divertindo menos eles", que comparam constantemente suas vidas com as "vidas perfeitas" que veem online, ou que perdem horas de sono rolando o feed.

    Em vez de simplesmente proibir ou criticar, talvez possamos investir em conversas abertas. Comunicação e laço costumam ser mais eficazes que proibição, especialmente em um momento da vida em que se torna tão importante demonstrar posicionamentos e firmar uma identidade.

    Uma reflexão que sempre compartilho com os pais: os filhos aprendem mais pelo que veem do que pelo que falamos. Se estamos constantemente no celular durante as refeições, conversas ou momentos em família, que mensagem estamos transmitindo?

    As redes sociais não são vilãs. São as múltiplas relações que o seu filho estabelece com elas que podem ser adversas. O papel dos adultos não é eliminar a tecnologia da vida dos jovens (isso seria impossível e contraproducente), mas sim estimular o uso consciente, e não dependente.

    Cada família é singular, e um acompanhamento que leve em conta as especificidades de cada jovem em sua complexidade pode ser bastante surpreendente e frutífero.


  • Quais tipos de intervenções podem promover a neuroplasticidade em doenças crônicas mentais?

    Quais tipos de intervenções podem promover a neuroplasticidade em doenças crônicas mentais?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Ramayana Mello

    A neuroplasticidade é fascinante. Imagine o cérebro como um jardim que responde aos cuidados que oferecemos.

    Quando combinamos meditação com psicoterapia, os resultados têm sido bem interessantes. O cérebro vai criando caminhos alternativos para lidar com as emoções.

    Sobre exercícios, os aeróbicos em particular têm um efeito poderoso na neuroplasticidade. Há muitos estudos que falam de caminhadas como tratamento para depressão, por exemplo.

    A regulação do sono é essencial. Durante o descanso acontecem processos importantes de reorganização cerebral.

    Essas estratégias funcionam ainda melhor quando combinadas. Terapia, exercício, alimentação adequada e sono de qualidade formam uma base sólida para

    O cérebro tem essa capacidade de mudança e adaptação. Como o filósofo Heráclito dizia: “Nada é permanente, exceto a mudança”. A frase do filósofo pré-socrático se aplica perfeitamente ao cérebro. :)


  • Qual é o tipo de psicólogo que devo procurar para tratar o desânimo o choro e a falta de vontade faz

    Qual é o tipo de psicólogo que devo procurar para tratar o desânimo o choro e a falta de vontade fazer nada ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Ramayana Mello

    Você está passando por um momento difícil, e é importante reconhecer a coragem que foi necessária para expressar o que está sentindo. Desânimo, choro frequente e perda de interesse nas atividades são sinais de que você pode se beneficiar de cuidados profissionais.

    É fundamental que o primeiro profissional que você procurar faça uma escuta cuidadosa para alinhar como será construído com você esse trabalho e possível necessidade de acompanhamento médico conjunto. O profissional pode acolher seus sentimentos sem julgamento, ajudar você a compreender o que está acontecendo e, gradualmente, trabalhar estratégias singulares para recuperar o conexão com a vida.

    Você não precisa carregar esse peso sozinho. Procurar ajuda é um ato de bravura. Intervenções psicossociais parecem ser promissoras, pela sua escrita.


  • Seria proveitoso para uma pessoa de 75 anos de idade iniciar psicoterapia?

    Seria proveitoso para uma pessoa de 75 anos de idade iniciar psicoterapia?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Ramayana Mello

    Pesquisas recentes em neuroplasticidade revelam que o cérebro mantém capacidade de mudança e adaptação mesmo em idades avançadas. A neuroplasticidade não cessa aos 75 anos. Há ainda formação de novas conexões neurais e modificação de padrões estabelecidos. Estudos de neuroimagem mostram que intervenções psicoterapêuticas podem produzir mudanças mensuráveis na atividade cerebral de idosos, particularmente em áreas relacionadas à regulação emocional e processamento cognitivo.


  • Tenho medo de perder e por mais que vigio,cuido e confiro Vivo perdendo as coisas e sofrendo com is

    Tenho medo de perder e por mais que vigio,cuido e confiro
    Vivo perdendo as coisas e sofrendo com isso
    O que posso fazer para melhorar e diminuir esta angústia?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Ramayana Mello

    Compreendo perfeitamente sua angústia. Perder objetos constantemente quando se tem TDAH é uma experiência muito frustrante e pode gerar um ciclo de ansiedade que intensifica ainda mais as dificuldades de atenção e organização.

    Primeiro, é importante validar que essa dificuldade não é falha de caráter ou falta de cuidado da sua parte. No TDAH, as funções executivas responsáveis pela organização, planejamento e memória de trabalho funcionam de forma diferente, tornando mais desafiador manter o controle sobre objetos pessoais.

    Estabeleça locais específicos e sempre os mesmos para itens essenciais (chaves, carteira, celular, óculos). A repetição cria automatismo, compensando as dificuldades atencionais.

    Tenha um sistema de rotinas. Desenvolva sequências padronizadas, por exemplo, sempre colocar as chaves no mesmo gancho ao entrar em casa, verificar os bolsos antes de sair de qualquer ambiente.



    Agora vamos falar de sua angústia.

    O sofrimento que você sente é compreensível e merece atenção. Essa ansiedade antecipatória ("medo de perder") pode paradoxalmente piorar a atenção, criando um ciclo negativo. Técnicas de mindfulness e aceitação podem ajudar a reduzir essa tensão.

    É fundamental buscar acompanhamento em saúde mental. Você não precisa vivenciar tanto sofrimento sozinho.

    Com as estratégias adequadas e adaptadas à sua realidade, o que envolve uma escuta e um projeto terapêutico singular cuidadoso, é possível manejar significativamente tanto as perdas quanto a angústia paralisante que você relata.


  • Tenho dificuldades em comunicação não-verbal, não olho nos olhos de outras pessoas, não consigo segu

    Tenho dificuldades em comunicação não-verbal, não olho nos olhos de outras pessoas, não consigo seguir várias instruções ao mesmo tempo, tenho dificuldade em concluir tarefas que não gosto de fazer ou procrastino, e lembrar de acontecimentos recentes, fora outros sintomas. Seria correto suspeitar de estar no Espectro autista ou seria caso de Transtorno de Déficit de Atenção? Qual especialista procurar?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Ramayana Mello

    Profissionais de saúde mental que tenham experiência com ambas as condições, já que podem coexistir e há muitas semelhanças entre ambas e que façam uma avaliação clínica ampla, sem pressa e cuidadosa.

    Buscar compreensão sobre seu funcionamento é um ato de cuidado de si. Independentemente do resultado, você merece suporte e estratégias que respeitem sua forma única de estar no mundo.​​​​​​​​​​​​​​​​


  • Uma mulher que prefere vestir roupas masculinas é trans ?

    Uma mulher que prefere vestir roupas masculinas é trans ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Ramayana Mello

    Acredito, como psicóloga, que esta é uma pergunta que merece ser acolhida com cuidado, não com pressa de responder. Vivemos em um mundo que tenta organizar a experiência humana em categorias rígidas, como se isso desse conta de quem somos. Mas a verdade é que nossas formas de ser, de sentir e de nos expressar escapam com frequência dessas classificações. Por isso, questionar é não apenas compreensível, mas também sinal de uma escuta atenta de si.

    Muitas pessoas sentem confusão quando tentam entender suas experiências de gênero. Isso não é falha. Gênero não é um conjunto de caixas prontas esperando que alguém se encaixe. É uma vivência que se constrói, se experimenta, se refaz. Vestir-se com roupas consideradas “masculinas” não define, por si só, uma identidade trans. Pode ser uma forma de expressão, uma busca de conforto, uma afirmação de quem se pode ser ou simplesmente uma escolha estética. Pode também ser parte de um processo mais profundo de descoberta identitária, mas não necessariamente. Tudo isso é possível. O que importa é entender o que essa escolha significa para aquela pessoa, naquele momento.

    Na clínica, o nosso papel não é dar nomes para o outro, nem apressar respostas. É caminhar junto na construção de sentidos. Cada sujeito tem o seu tempo, sua linguagem, seus laços e sua trajetória.

    Nenhuma dessas possibilidades é melhor ou mais legítima que outra. Nenhuma está determinada apenas pela aparência. E nenhuma precisa ser fixada com pressa. O espaço clínico precisa estar aberto para a ambivalência, para o inacabado, para as dúvidas necessárias. Não se trata de abolir a questão, nem de simplificá-la para caber em definições.
    Além disso, é importante lembrar que essas vivências não ocorrem fora do mundo. O modo como uma pessoa pode (ou não) se vestir, expressar-se, experimentar, depende de inúmeros atravessamentos: classe social, acesso a roupas, segurança física, raça, cultura, geração, lugar onde se vive. A clínica precisa estar atenta a essas camadas. É uma escuta que precisa ser política e situada.

    Trabalhar com essas questões exige do profissional uma postura ética e informada. Implica reconhecer o lugar do paciente como especialista da sua própria experiência, evitar a imposição de categorias que ferem mais do que acolhem, compreender as dimensões sociais da opressão de gênero e, sobretudo, sustentar uma escuta que promova saúde e autenticidade. Exige também tolerar a ambiguidade, revisar nossos próprios pressupostos e manter formação contínua. A clínica também é sempre um lugar de atualização.

    No trabalho clínico, especialmente em temas tão atravessados por normas e expectativas sociais, precisamos observar cuidadosamente nossas reações. O modo como escutamos, perguntamos, interpretamos… tudo isso está permeado por nossa própria relação com o corpo, com gênero.

    Para quem está se perguntando ou vivendo essas questões, há muitos caminhos possíveis. Grupos de apoio, redes de acolhimento, espaços onde seja possível experimentar a expressão de gênero com segurança e liberdade. Não há um “lugar de chegada” obrigatório. Há trajetórias, nuances, descobertas. E há um potencial profundo de construção de si que precisa ser respeitado. O nosso trabalho, enquanto profissionais da saúde mental, é garantir que cada pessoa possa fazê-lo da maneira mais íntegra, respeitosa, autêntica e verdadeira possível.


  • Após mais de um ano de avaliação, meu filho de 7 anos foi diagnosticado com Transtorno Disruptivo da

    Após mais de um ano de avaliação, meu filho de 7 anos foi diagnosticado com Transtorno Disruptivo da Regulação do Humor (TDRH). Tem cura? Quais as implicações para a vida adulta?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Ramayana Mello

    Sua preocupação é legítima. O diagnóstico de Transtorno Disruptivo da Regulação do Humor (TDRH) em uma criança pode gerar muitas dúvidas e incertezas. É uma condição relativamente nova, o que explica a falta de informação generalizada e a necessidade de um diagnóstico cuidadoso e demorado, como o do seu filho.

    A palavra "cura" pode ser complexa no contexto de transtornos de saúde mental. O TDRH não é visto como uma condição que desaparece completamente por si só, como uma gripe. No entanto, o tratamento adequado e contínuo, que geralmente envolve psicoterapia e, em alguns casos, o uso de medicamentos, pode levar a uma melhora significativa dos sintomas.
    O principal objetivo do tratamento é possibilitar à criança possibilidades e habilidades para regular suas emoções, lidar com as frustrações e se comunicar. Com o tempo e o suporte necessário, as crianças com TDRH podem aprender a manejar suas crises de raiva e irritabilidade, levando a uma qualidade de vida muito melhor. É um processo de aprendizado e adaptação, não de eliminação total do transtorno.
    É importante também notar que o TDRH é um diagnóstico específico para a infância. Geralmente, os sintomas do transtorno não persistem da mesma forma na adolescência e na vida adulta. Em vez disso, o que os estudos mostram é que o transtorno pode evoluir para outras condições se não for tratado.
    Quais as implicações para a vida adulta?
    Quando o TDRH não é tratado na infância, as consequências podem se manifestar na vida adulta.
    Com o tratamento precoce e o suporte social contínuo, muitas dessas implicações podem ser minimizadas ou até evitadas. A intervenção desde cedo é fundamental para que a criança desenvolva as ferramentas emocionais necessárias para uma vida adulta mais saudável e funcional.
    Lembre-se, o diagnóstico é o primeiro passo para o tratamento e para oferecer ao seu filho o suporte que ele precisa para enfrentar esses desafios. O apoio familiar é crucial nesse processo.
    Não hesite em conversar com os profissionais de saúde do seu filho para tirar todas as suas dúvidas e sobre o plano de tratamento.


  • Olá, minha afilhada está sofrendo com pesadelos que ela não consegue esquecer, as vezes fica gritand

    Olá, minha afilhada está sofrendo com pesadelos que ela não consegue esquecer, as vezes fica gritando e chorando por causa desses pesadelos antigos, ela só tem 9 anos. Poderia me ajudar? O que aconselham?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Ramayana Mello

    Sinto muito que sua afilhada e a família estejam passando por essa situação. É muito difícil ver uma criança sofrendo com pesadelos que não entende bem, e o fato de eles continuarem a assombrá-la durante o dia é algo que merece atenção.
    Pesadelos persistentes em crianças podem ter diversas causas. É importante investigar o que pode estar gerando essa angústia. Alguns fatores comuns incluem mudanças e transformações na vida, ou até mesmo conflitos com familiares amigos podem ser experiências que estejam contribuindo para o sofrimento psíquico da criança.
    É crucial que ela se sinta segura para falar sobre o que está sentindo.
    Se os pesadelos forem muito frequentes e continuarem a afetar o bem-estar dela durante o dia, impedindo-a de se divertir e de interagir com outras crianças, é a hora de buscar a ajuda de um psicólogo infantil.
    O psicólogo é treinado para entender as emoções e preocupações da criança, ajudando a identificar o que está causando os pesadelos, criar um espaço acolhedor para que a criança possa expressar seus sentimentos e utilizar de técnicas que considerem a linguagem da criança, e muitas vezes o aspecto lúdico é de extrema importância para escutá-la e, em parceria com ela, buscar estratégias e soluções eficazes.


Perguntas frequentes

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