Perguntas do paciente (13)

  • O Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) tem cura?

    O Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) tem cura?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Raquel Araújo

    Embora o Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) não seja considerado "curável" no sentido de uma solução definitiva, ele é altamente tratável. Muitas pessoas diagnosticadas com TPB experimentam melhorias significativas em sua qualidade de vida com intervenções adequadas. O tratamento geralmente envolve terapia psicológica, sendo a Terapia Cognitivo Comportamental (TCC) uma das abordagens mais eficazes, pois ajuda no desenvolvimento de habilidades para lidar com emoções intensas, melhorar relacionamentos e reduzir comportamentos impulsivos.

    Além disso, em alguns casos, medicamentos podem ser usados para tratar sintomas específicos, como ansiedade, depressão ou impulsividade. É importante destacar que, com o tratamento contínuo e o apoio correto, muitas pessoas com TPB conseguem estabilizar suas emoções, construir relacionamentos saudáveis e levar vidas mais equilibradas.

    Portanto, embora o TPB não tenha cura no sentido tradicional, ele pode ser manejado com sucesso, e a perspectiva de recuperação é muito positiva para aqueles que buscam e aderem ao tratamento.


  • O Transtorno do Espectro Autista – TEA (autismo) pode prejudicar o desempenho escolar ou profissiona

    O Transtorno do Espectro Autista – TEA (autismo) pode prejudicar o desempenho escolar ou profissional?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Raquel Araújo

    Sim, o Transtorno do Espectro Autista (TEA) pode impactar o desempenho escolar ou profissional, mas isso depende da gravidade das manifestações e do suporte oferecido. O TEA é caracterizado por desafios na comunicação social, comportamentos repetitivos e interesses restritos, que podem dificultar a interação com colegas, a adaptação a mudanças e o cumprimento de tarefas em ambientes estruturados.

    Na escola, crianças com TEA podem enfrentar dificuldades em compreender normas sociais, seguir rotinas complexas ou processar informações de maneira convencional. Isso pode afetar habilidades como trabalho em grupo, organização e atenção. Contudo, muitas têm áreas de interesse intenso ou habilidades específicas que, quando bem direcionadas, tornam-se pontos fortes.

    No ambiente profissional, pessoas com TEA podem encontrar barreiras relacionadas à comunicação interpessoal, flexibilidade para lidar com imprevistos ou sensibilidade a estímulos sensoriais, como ruídos ou luzes. No entanto, com adaptações adequadas, como um ambiente de trabalho estruturado, tarefas claras e suporte emocional, muitas podem alcançar um alto nível de desempenho, especialmente em áreas que se alinhem com seus interesses ou habilidades específicas.

    O impacto do TEA pode ser minimizado com intervenções precoces, suporte terapêutico e adaptações personalizadas, tanto no ambiente escolar quanto no profissional, permitindo que cada pessoa explore seu potencial ao máximo.


  • Quais são as diferenças do Transtorno Afetivo Bipolar do tipo I e II?

    Quais são as diferenças do Transtorno Afetivo Bipolar do tipo I e II?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Raquel Araújo

    O Transtorno Afetivo Bipolar se divide em dois tipos principais, I e II, com diferenças relacionadas à intensidade e características dos episódios de humor:

    Bipolar tipo I: É caracterizado pela presença de pelo menos um episódio de mania, que é uma fase de humor extremamente elevado, expansivo ou irritável, acompanhado por energia excessiva, ideias grandiosas, impulsividade e comportamentos potencialmente prejudiciais, como gastos descontrolados ou envolvimento em atividades de risco. Os episódios maníacos podem ser tão intensos que frequentemente exigem hospitalização. Episódios depressivos também podem ocorrer, mas não são obrigatórios para o diagnóstico.

    Bipolar tipo II: Neste tipo, a pessoa apresenta episódios de hipomania, que têm sintomas semelhantes à mania, mas em intensidade menor, sem causar prejuízos graves no funcionamento ou necessidade de hospitalização. Além disso, o tipo II inclui episódios depressivos maiores, que são intensos e mais frequentes do que no tipo I. A depressão costuma ser o componente predominante neste tipo de bipolaridade.


  • É verdade que existem testes específicos neuropsicológicos para diagnosticar se uma pessoa é bipolar

    É verdade que existem testes específicos neuropsicológicos para diagnosticar se uma pessoa é bipolar?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Raquel Araújo

    Atualmente, não existem testes neuropsicológicos específicos para diagnosticar diretamente o Transtorno Bipolar. O diagnóstico é clínico e baseado nos critérios do DSM-5-TR (Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais) juntamente com os da CID-10/11, que avaliam a história clínica, sintomas atuais e episódios prévios de mania, hipomania e depressão.

    Tais critérios são utilizados em análise clínica no contexto de avaliações neuropsicológicas junto aos resultados de testes para identificar comprometimentos cognitivos associados ao Transtorno Bipolar, como dificuldades de memória, atenção, função executiva e tomada de decisão, que muitas vezes aparecem, especialmente nos períodos de estabilidade ou em episódios mais severos. Esses testes ajudam a mapear o impacto funcional do transtorno.

    A neuropsicologia, nesse contexto, contribui para compreender como o transtorno afeta a cognição e o funcionamento diário, auxiliando no planejamento de estratégias de manejo e reabilitação.


  • Existe alguma forma de prevenir o transtorno de adaptação?

    Existe alguma forma de prevenir o transtorno de adaptação?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Raquel Araújo

    Embora o Transtorno de Adaptação não possa ser completamente prevenido, é possível adotar estratégias que reduzam o risco de sua ocorrência ou minimizem seu impacto, especialmente diante de eventos estressores significativos. Algumas formas de prevenção incluem:

    Fortalecer a Resiliência Emocional: Desenvolver habilidades para lidar com desafios, como técnicas de enfrentamento (coping), ajuda a pessoa a se adaptar melhor a mudanças e adversidades.
    Construir uma Rede de Apoio: Ter relacionamentos saudáveis e suporte emocional de amigos, familiares ou grupos de apoio pode ajudar a pessoa a enfrentar situações difíceis de maneira mais equilibrada.
    Identificar e Gerenciar o Estresse Precoce: Reconhecer sinais iniciais de estresse e buscar formas de enfrentá-lo, como atividade física, hobbies, descanso adequado ou técnicas de relaxamento, pode reduzir a probabilidade de desenvolver sintomas mais graves.
    Psicoterapia Preventiva: Em situações previsíveis de alto estresse, como uma mudança de cidade, perda de emprego ou separação, a psicoterapia pode preparar a pessoa para lidar com a transição e minimizar o impacto emocional.
    Embora nem sempre seja possível evitar que situações adversas desencadeiem um Transtorno de Adaptação, intervenções precoces e estratégias de enfrentamento bem desenvolvidas podem reduzir significativamente o risco de sintomas mais intensos ou prolongados.


  • Gostaria de saber quais são os transtornos de adaptação?

    Gostaria de saber quais são os transtornos de adaptação?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Raquel Araújo

    De acordo com o DSM-5-TR, os Transtornos de Adaptação são classificados como respostas emocionais ou comportamentais desproporcionais a um ou mais estressores identificáveis. Esses sintomas aparecem dentro de três meses após a exposição ao estressor e causam sofrimento significativo ou prejuízo no funcionamento social, ocupacional ou em outras áreas importantes da vida. Abaixo estão os subtipos de Transtorno de Adaptação reconhecidos na literatura científica atual:

    Com Humor Depressivo: Caracterizado por tristeza, desesperança ou sentimentos de perda que são mais intensos do que seria esperado para o evento desencadeante.

    Com Ansiedade: Predomina a preocupação excessiva, nervosismo ou sensação de estar sobrecarregado, podendo incluir sintomas físicos de ansiedade, como tensão muscular ou agitação.

    Com Humor Depressivo e Ansiedade Mistas: Combinação de sintomas de tristeza e ansiedade de maneira significativa, sem que um deles predomine.

    Com Alteração de Comportamento: Manifesta-se por comportamentos problemáticos, como agressividade, impulsividade, ou desrespeito a normas e regras sociais.

    Com Alteração Emocional e Comportamental Mistas: Apresenta uma combinação de sintomas emocionais (como ansiedade ou depressão) e comportamentais (como irritabilidade ou impulsividade).

    Não Especificado: Inclui reações desadaptativas a estressores que não se encaixam claramente em nenhuma das categorias acima, mas que ainda causam prejuízo significativo.

    É importante destacar que, diferentemente de outros transtornos, os sintomas dos Transtornos de Adaptação tendem a desaparecer dentro de seis meses após a resolução do estressor ou após a pessoa se adaptar à situação. No entanto, em alguns casos, podem evoluir para condições mais graves, como Transtornos Depressivos ou de Ansiedade, caso não sejam tratados adequadamente.


  • Como é feito o diagnóstico do Transtorno de Adaptação?

    Como é feito o diagnóstico do Transtorno de Adaptação?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Raquel Araújo

    O diagnóstico do Transtorno de Adaptação é feito por um profissional de saúde mental, como um psicólogo ou psiquiatra, por meio de uma avaliação cuidadosa da história de vida e do momento atual da pessoa. O especialista busca entender se os sintomas emocionais ou comportamentais apareceram após um evento ou situação estressante, como uma mudança significativa, perda de um ente querido, dificuldades financeiras ou qualquer outra situação desafiadora.

    Durante a consulta, o profissional considera se os sintomas, como tristeza, ansiedade, irritabilidade ou dificuldades em lidar com o dia a dia, são mais intensos do que seria esperado para aquele tipo de situação. Além disso, avalia se esses sintomas estão prejudicando o funcionamento da pessoa, como no trabalho, nos estudos ou nos relacionamentos.

    É importante lembrar que o diagnóstico não envolve exames médicos ou testes específicos, mas sim uma conversa aberta, empática e acolhedora. O objetivo é entender como o estressor está afetando a pessoa e descartar outros transtornos que possam ter sintomas parecidos. Assim, o profissional pode indicar o tratamento mais adequado para ajudar a pessoa a lidar melhor com a situação e recuperar o equilíbrio emocional.


  • Fico incomodada com qualquer coisa que saia dos planos a muitos anos. Isso atrapalha o meu cotidiano

    Fico incomodada com qualquer coisa que saia dos planos a muitos anos. Isso atrapalha o meu cotidiano. Diagnosticada com TAG, tem haver?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Raquel Araújo

    Boa noite! Sim, pode haver relação entre esse incômodo com mudanças nos planos e o diagnóstico de Transtorno de Ansiedade Generalizada, embora seja importante avaliar outros fatores para entender melhor o que está acontecendo.
    Pessoas com TAG frequentemente apresentam uma necessidade de controle e uma preocupação excessiva com situações futuras, o que pode fazer com que mudanças inesperadas gerem desconforto, estresse ou até mesmo sensação de incapacidade de lidar com a situação, percebe essas características?

    Esse comportamento pode ser explicado pelo fato de que o TAG muitas vezes está associado a pensamentos automáticos negativos e um medo intenso de que algo "saia errado". Quando algo foge ao planejado, pode ativar esse sistema de alerta exagerado, levando ao incômodo e dificultando a adaptação a novas circunstâncias.

    No entanto, é importante também considerar outras possibilidades, como traços de personalidade mais rígidos ou até características de outros transtornos que podem coexistir, como Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC) ou Transtorno de Personalidade. A melhor forma de compreender essa relação é discutindo com o profissional que acompanhe seu caso, pois ele pode ajudar a identificar os gatilhos e propor estratégias terapêuticas que ajudem a lidar melhor com imprevistos no dia a dia.

    A boa notícia é que, com psicoterapia, especialmente abordagens como a Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC), é possível trabalhar esses padrões de pensamento e comportamento, ajudando você a se sentir mais tranquila e flexível diante de situações inesperadas.


  • Psicólogo pode indicar o uso de abafador ou deverá encaminhar para um médico neurologista?

    Psicólogo pode indicar o uso de abafador ou deverá encaminhar para um médico neurologista?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Raquel Araújo

    Um psicólogo pode sugerir o uso de abafadores como uma estratégia prática para gerenciar desconfortos sensoriais ou reduzir estímulos externos que possam estar agravando sintomas, como irritabilidade, dificuldade de concentração ou ansiedade. Essa recomendação é comum em casos de hipersensibilidade sensorial, como ocorre em condições do Transtorno do Espectro Autista (TEA), Transtorno de Processamento Sensorial ou até mesmo em transtornos de ansiedade.

    No entanto, se os sintomas sensoriais forem muito intensos, persistentes ou causarem prejuízo significativo no cotidiano, o psicólogo pode encaminhar o paciente para avaliação com um neurologista ou outro profissional de saúde. O neurologista investigará causas neurológicas ou condições médicas subjacentes que possam estar contribuindo para o desconforto, como enxaquecas, transtornos neurológicos ou audiológicos.


  • Quais as Características de uma criança superdotada?

    Quais as Características de uma criança superdotada?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Raquel Araújo

    Crianças superdotadas possuem habilidades ou potenciais acima da média em áreas como cognição, criatividade ou talentos específicos. Elas aprendem com rapidez e eficiência, têm um vocabulário avançado e costumam demonstrar uma curiosidade intensa, fazendo perguntas profundas e buscando compreender temas complexos para sua idade.
    Frequentemente, mostram memória excepcional, capacidade de resolver problemas abstratos e interesse intenso em temas específicos, nos quais se aprofundam de forma autodidata. Essas crianças também podem apresentar alta criatividade, propondo soluções originais, e uma sensibilidade emocional mais acentuada, sendo empáticas ou reflexivas. Muitas vezes preferem interagir com pessoas mais velhas, devido à maturidade de seus interesses.
    A identificação da superdotação exige avaliação especializada, que é essencial para oferecer o suporte necessário ao pleno desenvolvimento dessas capacidades. Fazemos esse tipo de identificação com o trabalho da neuropsicologia e esse direcionamento muitas vezes é o diferencial para auxiliar o bom desenvolvimento psicoemocional e regulação da criança.


  • Por que quando temos crise de ansiedade, ficamos preocupado excessivamente com a saúde, com medo de

    Por que quando temos crise de ansiedade, ficamos preocupado excessivamente com a saúde, com medo de passar mal, e ouvir sobre doenças é um gatilho para crise, achando que pode desenvolver essa doença a qualquer momento?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Raquel Araújo

    As crises de ansiedade estão intimamente relacionadas ao estado de alerta do organismo, como uma ativação para lidar com uma ameaça e a referência de sensações anteriormente experimentadas em situação de crise por si só trazem consigo o potencial de suscitar o medo de vivenciar as mesmas sensações novamente. Além disso, as crises desencadeiam sensações físicas, que podem ser associadas a formas orgânicas de adoecimento o que pode despertar a preocupação com essas doenças como possíveis explicações para o desconforto sentido.


  • Os tremores nas mãos pode ser relacionado a outra coisa,ser ser ansiedade?Tenho um filho de 13 anos,

    Os tremores nas mãos pode ser relacionado a outra coisa,ser ser ansiedade?Tenho um filho de 13 anos,e tem tremores nas mãos direto!

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Raquel Araújo

    Olá, boa tarde! Pode ser interessante observar em que contextos esses tremores ocorrem, às vezes é possível identificar a relação com o estado emocional dele. Em todo caso, a investigação mais aprofundada será benéfica, um médico neurologista é bem indicado para verificar aspectos orgânicos. Por outro lado, pode ser interessante uma avaliação neuropsicológica para compreender em maior profundidade as possíveis causas psíquicas e auxiliar a delinear um acompanhamento em terapia cognitivo comportamental para trazer bem-estar a ele.


  • Possuo insônia severa, ao ponto de nem remédios como Clonazepam e Zolpidem não estarem fazendo efeit

    Possuo insônia severa, ao ponto de nem remédios não estarem fazendo efeito. Estou ficando desesperado sem conseguir dormir direito. Existe alguma outra solução?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Raquel Araújo

    Olá, boa noite! Entendo bem como você se sente, privação de sono é uma das piores sensações que o organismo humano pode experimentar. Normalmente a insônia está atrelada a alguma outra causa, como ansiedade ou estresse, mas é difícil identificar sem uma investigação mais profunda e específica dos elementos que compõem a sua rotina. É interessante uma consulta a um psiquiatra da sua confiança, que pode te ajudar com uma medicação adequada para reduzir o seu desconforto de forma breve e iniciar terapia cognitivo comportamental para solucionar de forma mais assertiva as causas da sua insônia. Além desse suporte profissional, temos melhorias mais genéricas que podem ajudar, por exemplo: estabelecer horários fixos para dormir e acordar, fazer uma boa higiene do sono, reduzir o uso de telas à noite, fazer atividades que te causem relaxamento e diminuir a iluminação perto da hora de se deitar. Espero ter contribuído junto aos demais colegas.


Perguntas frequentes

Todos os conteúdos publicados no doctoralia.com.br, principalmente perguntas e respostas na área da medicina, têm caráter meramente informativo e não devem ser, em nenhuma circunstância, considerados como substitutos de aconselhamento médico.