Perguntas do paciente (129)

  • É possível desenvolver transtorno de estresse pós-traumático em decorrência de bullying e ambientes

    É possível desenvolver transtorno de estresse pós-traumático em decorrência de bullying e ambientes inóspitos?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Renan Vinicius Gnatkowski

    Olá, é sim.


  • Acho que eu estou com dependência emocional. Meu ex é tóxico? O que eu devo fazer para superar esse

    Acho que eu estou com dependência emocional. Meu ex é tóxico? O que eu devo fazer para superar esse término? Nós namoramos por 10 meses, ele é mais novo do que eu. Eu sempre orei a Deus pedindo um homem de tal aparência, de tal jeito, de tal pensamento, e foi quando ele apareceu. Do jeito que eu sempre pedi. Na verdade, era o que eu achava. Começamos a namorar rápido demais, ele não me pediu em namoro de forma formal, em menos de um mês conversando ele já queria namorar e pediu pra eu escolher uma data. Estranhei, mas escolhi. Infelizmente, escolhi a data do meu aniversário. Traumático. Ele sempre foi muito carinhoso, cuidadoso, cuidava de mim nos mínimos detalhes, se preocupava comigo, se esforçava pra me deixar na parada todos os dias e buscar, mesmo tão tarde da noite. Me dava flores e presentes quase todos os dias. Sonhávamos em nos casar formar uma família, crescer juntos. Eu amo muito ele, foi meu primeiro namorado. Acho que eu tenho uma visão distorcida de relacionamento porque eu sinto que as coisas que ele fazia, por mais que sejam raras, é o mínimo. Eu mais chorei nesse relacionamento do que fiquei feliz, mas nesse pós término eu estou muito apegada aos momentos bons, esquecendo os momentos ruins, porque: Ele não deixava eu usar biquíni; Ele não deixava eu usar calça skinny, saias coladas (mesmo que sejam saias longas), short, e eu só podia usar blusa de gola alta; Ele me proibiu de escutar certas músicas; Ele não deixava eu ir para eventos cristãos porque tinha muita gente; Ele não deixava eu levantar a perna porque, de acordo com ele, era antiético; Ele não deixava eu tomar refrigerante; Ele não deixava eu ficar de costas para ninguém; Ele não deixava eu andar em pé no ônibus, mesmo o próximo demorando muito, ele ainda queria que eu esperasse, sabendo que eu moro longe e que estava ficando tarde; Ele não deixava quase ninguém chegar perto de mim: Ele não ligava para minha família e para os meus amigos, me fez me afastar de todos eles; Ele não deixava eu correr ou fazer academia; Ele nunca me compreendeu, sabendo das minhas limitações emocionais e mesmo assim me forçava a fazer coisas que não me resumia como pessoa; Eu implorava pra ele parar e ele nunca parou, me forçando a mandar fotos e coisas que eu nunca quis. Eu fazia por ele, com medo dele terminar comigo; Ele sempre manipulou as situações pra eu sempre pedir desculpas e ceder, sempre foi assim. Eu sempre cedi. Meu relacionamento foi baseado mais nisso, em ceder, com medo dele ficar triste. Teve momentos que eu me exaltava e falava coisas horríveis, mas é porque ele me colocava naquela situação, naquela humilhação, eu chorando e implorando, eu recorria a defensiva. E ele terminou comigo do nada, dizendo que não me amava mais, que tínhamos divergências familiares (sou de família humilde e ele de família rica). Ele disse que os pais queriam que ele ficasse ao lado de alguém de boa família, porque meus pais nao tem profissão. Além disso, disse que ele obedece os pais e se os pais pedissem pra ele terminar comigo, ele terminaria sem pensar duas vezes. Foi quando eu percebi que ele nunca me colocou na posição de prioridade, de escolha. Nunca lutou por mim, nunca teve consideração. Ele não me escolheu. E eu larguei meu eu, minha família, meus amigos, meus hábitos, cedi em tudo, obedeci ele em tudo, pra no final ele me largar como se eu fosse nada. Acho que ele nunca me amou. Isso não é amor. E é tão difícil essa situação porque eu quero superar ele mas sinto que nunca vou achar alguém como ele. Mesmo que ele tenha errado com essas exigências, ele também tinha qualidades que eu sempre busquei em alguém. E eu sinto que nunca mais vou achar. Faz um mês que ele terminou e eu choro todos os dias. O que eu faço?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Renan Vinicius Gnatkowski

    Olá, percebo que há muito o que falar sobre este relacionamento, e mais do que sobre ele, tomar consciência da sua posição diante deste relacionamento, compreender o que é amor pra você e o que é isso que buscava no seu ex. Quando nos relacionamos, idealizamos muito ao outro e perder esse ideal também é sofrido, há muitas perdas para além da pessoa que nos relacionávamos e falar sobre essas perdas a fim de elaborar pode ser um início de tratamento para aprender sobre si, sua história e seu desejo. Se possível, busque uma psicoterapia ou psicanálise, trabalhar junto com um profissional pode lhe ajudar muito.


  • É normal casal de namorados falarem sobre problemas em suas partes intimas, sem ter tido relação ain

    É normal casal de namorados falarem sobre problemas em suas partes intimas, sem ter tido relação ainda? Casal adolescente, namoram a 10 meses.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Renan Vinicius Gnatkowski

    Olá! Quando pensamos de uma maneira geral em casal constituído, podemos entender que pode haver intimidade maior e conversas mais abertas, e ideal que isso aconteça. Mas pela descrição breve, falar sobre isso mesmo antes de uma relação sexual, pode indicar inseguranças e preparo para se ter a primeira relação, que pode envolver medos, receios, tentativa de saber como é, se está tudo bem, o que outro espera e tantos outros pensamentos de ordem ansiosa, também uma fase de descoberta, autoconhecimento e construções da identidade.


  • Olá, minha namorada sofreu abuso sexual pelo próprio irmão quando tinha 8 anos, nosso relacionamento

    Olá, minha namorada sofreu abuso sexual pelo próprio irmão quando tinha 8 anos, nosso relacionamento é bem complicado pois o abuso fez com que ela criasse uma visão de mundo errada sobre ela, sobre os homens e sobre a vida, queremos muito superar essa situação, como começamos?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Renan Vinicius Gnatkowski

    Olá, ideal é fortalecer a vontade e ação para uma psicoterapia ou psicanálise para trabalhar essas questões.


  • Como os psicólogos podem ajudar uma pessoa adulta a lidar com o ciúmes ?

    Como os psicólogos podem ajudar uma pessoa adulta a lidar com o ciúmes ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Renan Vinicius Gnatkowski

    Por meio da escuta e paciente se permitir falar sobre o ciúmes que sente, possível compreender as razões, a função do ciúmes na relação, trabalho de autoconhecimento, inseguranças, histórico das relações desde infância para construir como lidar, pois não se analisa o ciúmes descolado de outros fatores da vida, histórico e do funcionamento de cada pessoa.


  • Qual é a origem do ciúme patológico de um paciente adulto ?

    Qual é a origem do ciúme patológico de um paciente adulto ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Renan Vinicius Gnatkowski

    Olá, isso é muito relativo e depende da história de cada um, mas pode ter a ver com a construção do que é se relacionar com o outro, como se deram as primeiras relações na infância - familiares para hoje amorosas, o que se compreende por amor, apego, relacionamento, segurança, confiança, dentre outras.


  • Como um paciente adulto pode controlar o ciúmes possessivo ?

    Como um paciente adulto pode controlar o ciúmes possessivo ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Renan Vinicius Gnatkowski

    Olá, em uma psicoterapia ou análise a fala ajuda a compreender este ciúme, os motivos, função e relação com funcionamento e história de vida. Nessa compreensão é possível ir levantando maneiras de lidar diferente com ciúmes, a ponto de questioná-lo, não necessáriamente negar ou controlar, mas também saber o que fazer diante disso.


  • Num relacionamento conjugal, a opinião do outro é muito importante?

    Num relacionamento conjugal, a opinião do outro é muito importante?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Renan Vinicius Gnatkowski

    Olá, gosto muito de pensar, a partir de leituras psicanalíticas, que quando não há diferença (de opinião também) não há relação/relacionamento (dois...), alguém está se apagando para ficar apenas um. Então como nos relacionamos com alguém sem ouvir ao outro? Como conhecer o outro sem saber opinião deste?


  • Olá, recém entrei em um relacionamento e esses dias eu estava distraído quando de surpresa um conhec

    Olá, recém entrei em um relacionamento e esses dias eu estava distraído quando de surpresa um conhecido chegou muito perto de mim e eu achei q fosse me beijar, na mesma hora tive a sensação de que se acontecesse aquele beijo eu iria gostar e até sorri, segundos depois que percebi a situação lembrei que não sinto nada pela pessoa e que tenho namorada e nunca a trairia, estranhei a situação mas ignorei. No dia seguinte eu relembrei esse caso e ando me culpando imensamente pensando que não a mereço, estou me odiando por ter tido essa sensação involuntária e penso nisso o tempo todo... O que devo fazer?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Renan Vinicius Gnatkowski

    Imagino o prazer nessa fantasia que teve, mas ao mesmo tempo culpa e medo, causando assim um grande conflito, não?! Sentir desejo por outras pessoas é algo muito comum, mas pouco se admite e se fala atualmente. Mas me parece, na situação pode ter havido essa fantasia, mas ela não foi concretizada... sobre traição é algo que depende do que cada um compreende como tal. Diante dessa situação poderia ser trabalhado acerca de seus sentimentos, compreensão e o que fazer diante disso, sem deixar de se escutar ou acolher aquela parte nossa que as vezes aparece e nos surpreende, que vem de lógica inconsciente, mas não deixa de ser nosso.


  • Boa tarde! Eu tenho dificuldades de comunicação e expressão, no meu serviço se alguém discorda de mi

    Boa tarde! Eu tenho dificuldades de comunicação e expressão, no meu serviço se alguém discorda de mim eu não sei expor meu ponto de vista e fico quieta. Quando tenho interações sociais, converso apenas com pessoas com quem tenho intimidade na roda , me sinto muito inferior a todos. Não consigo manter muito contato visual, só falo se perguntarem ( me acho desinteressante) e tenho auto estima muitooooo baixa. Tentei iniciar a faculdade (que era meu sonho: psicologia ) e agora acho que já não condiz com minha realidade (quero trancar já). Principalmente pela minha comunicação, acho que talvez na minha cabeça se eu fizesse o curso conseguira me entender e hoje vejo que é completamente o oposto.( hoje vejo que eu tenho potencial como paciente e não psicóloga rs) Me comparo muito com tudo e todos, me sinto atrasada por ter 22 anos e já não saber mais o que quero da minha vida enquanto todos que estudaram comigo estão se formando já. Se fico nervosa durante interações sociais e algo me deixa nervosa minha mão começa tremer muito a ponto de não dar para disfarçar ( em situações rotineiras) e as pessoas sempre dizem que pareço tensa e que não falo nada. Não sei qual curso escolher( tenho medo de decepcionar meus pais) não sei como pedir ajuda neste momento, ou a quem recorrer. Tem algum calmante que possa tomar por conta?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Renan Vinicius Gnatkowski

    Nunca é tarde para começar, cada um de nós temos nosso próprio tempo e trajetória de vida, aquilo que diz de ser potencial paciente está certíssima, se escute e se proponha mergulhar em uma terapia ou análise, isso pode lhe ajudar na autoestima, inseguranças e desenvolver a capacidade de se expressar, lidando melhor com si mesma, se escutando e na relação com o outro (com o que acha que querem de você, comparações...) e você tomar suas decisões, descobrindo o que quer para sua vida e nessa relação com seu desejo. Falar para aCALMar


  • Por que a validação emocional é importante? .

    Por que a validação emocional é importante? .

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Renan Vinicius Gnatkowski

    É satisfatório nos sentir-mos amados e reconhecidos, não?! Também ajuda naquela parte de insegurança. Problema é quando isso sempre se volta ao outro quando adulto, ou seja precisa sempre de um outro para validar, não tendo autovalidação, construção de sua segurança. E isso diz muito sobre nossa história de vida, pois aprendemos a sentir-se ou não seguros a partir de um outro desde nascimento.


  • Não consigo demonstrar amor pela minha namorada com toque físico. Me sinto fraca, vulnerável e tenho

    Não consigo demonstrar amor pela minha namorada com toque físico. Me sinto fraca, vulnerável e tenho vontade de arrancar minha pele fora. Ela fica muito magoada com isso, mas não sei como mudar. Isso só acontece quando estamos em público. Por que isso acontece e tem nome para isso?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Renan Vinicius Gnatkowski

    Olá, acredito que não exista uma resposta única pra isso, pois depende de sua hisstória de vida que precisaria ser escutada e compreendida por você mesma. Mas ficam questões de como é pra você o toque físico, e porque incomoda em público. Refiro-me de levar em conta a história singular, pois é na infância que recebemos toque físico e temos nossa construção de amor e afeto, então, quais serão os motivos para aparecimento dessa barreira nessas situações?!


  • "Como Vencer a Crise Existencial? .

    "Como Vencer a Crise Existencial? .

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Renan Vinicius Gnatkowski

    Olá, Você usar a palavra vencer, me fez lembrar aquele ditado de conhecer o inimigo para vencê-lo. Mas se essa crise existencial é sua, é preciso respeitar, ter humildade com isso que sente e (se)conhecer, "vencer" não no sentido de matar (embora possa existir luto) mas de passar por ela, deixar pra trás e avançar em uma nova fase de vida.


  • Como lidar com as emoções negativas? .

    Como lidar com as emoções negativas? .

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Renan Vinicius Gnatkowski

    Olá, na psicanálise não compreende esses polos negativos e positivos, no sentido que referente as emoções, não existem emoções negativas, mas entendo que sim podem ser desprazerosas, mas elas tem sua função, necessitando as conhecer e se conhecer, sentir se necessário e isso passar, como acontece nos momentos de alegrias.


  • É possível transformar a angústia em algo positivo?

    É possível transformar a angústia em algo positivo?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Renan Vinicius Gnatkowski

    A angústia pode ser compreendida, ou seja ela tem muito o que nos dizer, podemos entender como nosso corpo tentando demonstrar incômodo com algo que não compreendemos muito bem e foi para o corpo, no aparecimento desse afeto. Após a compreensão do que está acontecendo, pode ser sim positivo. Mas angústia não é algo para ser calado ou transformado em outra coisa, ela tem sua importância.


  • O que provoca uma crise existencial em uma pessoa adulta ?

    O que provoca uma crise existencial em uma pessoa adulta ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Renan Vinicius Gnatkowski

    As provocações são muito únicas, do que cada um pode estar passando, não compreendendo, em falta de algo, precisando rever relação com próprio desejo e sentidos, seja a vida de modo geral, com si mesma ou com o outro.


  • O que fazer quando a crise existencial bate à porta?

    O que fazer quando a crise existencial bate à porta?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Renan Vinicius Gnatkowski

    Abra essa porta, sente-se com ela e se coloque a ouvir (falar e se escutar) compreendendo o que está acontecendo nesse período de vida, o que mudou e o que mais precisa mudar, rever relação com desejo e com a vida. Pode ser um momento de muita construção e transformação.


  • Preocupo-me em fazer algo bem feito ou faço o que é certo?

    Preocupo-me em fazer algo bem feito ou faço o que é certo?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Renan Vinicius Gnatkowski

    É uma decisão que pode ser difícil né?! Depende muito do contexto e singular. Mas esse questinamento pode ser possível ampliar compreensão do seu nível de cobrança, quais são as prioridades diante da situação, como se sente diante de fazer o que é o certo (compreendido como garantido e seguro). Espero que essa escrita reverbere em algo, frente a poucas informações informadas.


  • O que falar na terapia psicanalítica? .

    O que falar na terapia psicanalítica? .

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Renan Vinicius Gnatkowski

    Falar livremente o que vier a mente acerca de suas questões, sobre o sofrimento que lhe traz a análise, enfim, não há um roteiro, mas estar disposto a mergulhar em si e iniciar pelo que der conta em falar, do ponto que conseguir elaborar.


  • Tenho vários problemas para relacionar com a minha família, meus amigos e companheiros de trabalho.

    Tenho vários problemas para relacionar com a minha família, meus amigos e companheiros de trabalho. Sou muito estourada. Gostaria de saber o que é melhor para mim: psicanálise ou psicoterapia comportamental

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Renan Vinicius Gnatkowski

    Talvez não exista, a meu ver, o melhor, por não desconsiderar as abordagens da psicologia e a psicanálise. Depende da experiencia de cada um e a transferência com a abordagem e com terapeuta. Falando da minha, a psicanálise permite falar livremente, e com isso aprender a se escutar e contribuir com o falar ao outro, ajudando no relacionamento interpessoal, comunicação e conflitos.


Perguntas frequentes

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