Perguntas do paciente (51)

  • Estou passando por um casamento muito desgastado emocionalmente e gostaria de uma orientação do pont

    Estou passando por um casamento muito desgastado emocionalmente e gostaria de uma orientação do ponto de vista da psicanálise.

    Estou em um relacionamento em que há muitos conflitos, ofensas e perda de respeito mútuo. As brigas são frequentes e muitas vezes acontecem na frente dos nossos filhos. Já não existe mais convivência afetiva entre nós: não dormimos mais juntos e o carinho praticamente desapareceu.

    Sinto que, ao longo do relacionamento, houve um acúmulo de mágoas e quebra de confiança. Antes do casamento, minha esposa teve comportamentos que me geraram muita insegurança e desconfiança, o que fez com que eu entrasse no casamento já com o respeito e a admiração bastante abalados. Com o tempo, apesar de tentativas de reconstrução, o relacionamento foi se desgastando ainda mais.

    Hoje percebo um ciclo constante de conflito: eu reconheço meus erros e tento assumir responsabilidade pelas minhas atitudes durante as brigas, mas sinto que minha esposa não reconhece a própria participação nos problemas, o que me gera frustração e sensação de impotência. Isso acaba intensificando os conflitos entre nós.

    Também percebo em mim um grande desgaste emocional, sentimentos de baixa autoestima, medo de ficar sozinho e dúvida constante sobre se devo continuar tentando ou me afastar. Ao mesmo tempo, amo muito meus filhos e tenho muito medo de prejudicar a convivência com eles caso haja separação.

    Gostaria de entender, sob uma perspectiva psicanalítica, como esses padrões emocionais e relacionais podem estar se repetindo na minha vida e de que forma um processo terapêutico poderia me ajudar a compreender melhor minhas escolhas, meus vínculos afetivos e minha dificuldade em lidar com essa situação.

    Também gostaria de saber como a psicanálise enxerga situações em que há perda de respeito e repetição de conflitos dentro do casal, e quando isso pode indicar um limite emocional para a continuidade da relação.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Renata Bittencourt

    A psicanálise compreende que os conflitos recorrentes no casal muitas vezes expressam padrões emocionais que vão além das situações do dia a dia, envolvendo experiências anteriores, expectativas, medos e formas de se vincular. Quando o respeito se perde, as mágoas se acumulam e o diálogo deixa de ser possível, o sofrimento tende a se intensificar para ambos e também pode repercutir nos filhos. O processo terapêutico não tem como objetivo dizer se a separação é o melhor caminho, mas ajudá-lo a compreender sua participação nessa dinâmica, seus sentimentos, suas dificuldades e recursos emocionais, para que possa tomar decisões mais conscientes e coerentes com sua história e seus valores.


  • “Como se estrutura o manejo clínico do paciente com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) na

    “Como se estrutura o manejo clínico do paciente com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) na perspectiva psicanalítica, e qual a função da escuta analítica em articulação (ou não) com a psiquiatria?”

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Renata Bittencourt

    Na perspectiva psicanalítica, o trabalho clínico busca oferecer um espaço de escuta qualificada, no qual seja possível compreender o sofrimento psíquico, os conflitos inconscientes e os padrões de relacionamento que se repetem ao longo da vida. Em algumas situações, a articulação com a psiquiatria pode ser importante, especialmente quando a intensidade dos sintomas compromete o bem-estar ou a capacidade de o paciente se beneficiar do processo terapêutico. Quando indicada, essa atuação integrada favorece um cuidado mais amplo, sem substituir a função da escuta analítica e da elaboração psíquica.


  • Como a psicanálise explica a instabilidade dos relacionamentos no Transtorno de Personalidade Border

    Como a psicanálise explica a instabilidade dos relacionamentos no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Renata Bittencourt

    Na perspectiva psicanalítica, a instabilidade nos relacionamentos é compreendida como uma expressão de conflitos emocionais profundos relacionados à forma como a pessoa vivencia os vínculos afetivos, o medo de abandono, a dificuldade em integrar sentimentos ambivalentes e a regulação das emoções. Mais do que focar no diagnóstico, a psicanálise procura compreender a singularidade da história de cada pessoa, favorecendo a elaboração desses padrões relacionais e a construção de formas mais estáveis e satisfatórias de se relacionar.


  • Tenho sonhos com situações em que na vida real eu não quero que aconteça, os sonhos sempre são meio

    Tenho sonhos com situações em que na vida real eu não quero que aconteça, os sonhos sempre são meio confusos é uma mistura entre gostar e não gostar do sonho.


    As vezes quando acordo sinto uma sensação boa e culpa por isso, aí eu penso racionalmente se realmente quero que tal coisa aconteça e sempre chego a conclusão que não quero.


    Por que isso acontece? Tenho TOC sexual, muitos pensamentos durante o dia, medo, culpa e agora tenho sonhado com essas coisas. É angustiante.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Renata Bittencourt

    Os sonhos nem sempre expressam um desejo literal de que algo aconteça. Na perspectiva psicanalítica, eles podem representar conflitos, medos, fantasias, lembranças e emoções que buscam elaboração psíquica. Quando há muito sofrimento relacionado a pensamentos intrusivos, culpa e ansiedade, é comum que esses conteúdos também apareçam nos sonhos, sem que isso signifique que correspondam aos seus desejos ou intenções. O mais importante é compreender o contexto emocional em que esses sonhos surgem, em vez de interpretá-los como uma confirmação do que você realmente quer. Um processo terapêutico pode ajudar a compreender esses conflitos com mais profundidade e reduzir a angústia que eles provocam.


  • Estou passando pelo primeiro luto significativo da minha vida, primeira vez que perco alguém com gra

    Estou passando pelo primeiro luto significativo da minha vida, primeira vez que perco alguém com grande vínculo, que no caso foi a minha gatinha de 13 anos...a dor é tão dilacerante, que simplesmente não consigo suportar. Sinto muitas culpas, pelas decisões tomadas sobre os tratamentos, pelo tempo que não curti ela porque estava envolta em problemas do cotidiano, embora cuidei, amei, fiquei muito com ela, sinto que ainda sim, foi pouco, que eu era muito mas muito feliz com ela, eu tinha tudo, e agora ela se foi, a nova realidade me assola de tristeza, nunca mais terei a felicidade com ela. Não sei como lidar com tudo isso?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Renata Bittencourt

    Perder um animal de estimação com quem compartilhamos tantos anos de afeto pode ser uma experiência profundamente dolorosa. Na perspectiva psicanalítica, o luto envolve um processo gradual de elaboração da perda, em que sentimentos como tristeza, saudade, culpa e até a impressão de que "poderia ter feito mais" são frequentes. Com o tempo, esse trabalho psíquico permite que o vínculo seja ressignificado, sem apagar o amor vivido. Em vez de medir sua história pelo que acredita ter faltado, pode ser importante olhar também para tudo o que foi construído ao longo desses 13 anos de cuidado, convivência e afeto. Se essa dor permanecer muito intensa ou estiver dificultando sua vida cotidiana, buscar um espaço de escuta terapêutica pode ajudá-la a atravessar esse momento com mais acolhimento e compreensão.


  • Um narcisista pode melhorar se não beber álcool e se for acompanhado psicologicamente os surtos de c

    Um narcisista pode melhorar se não beber álcool e se for acompanhado psicologicamente os surtos de ciúmes e agressividade serão minimizados

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Renata Bittencourt

    O consumo de álcool pode intensificar comportamentos como impulsividade, agressividade e dificuldade no controle das emoções. Portanto, quando a pessoa deixa de beber, esses comportamentos podem diminuir. Da mesma forma, o acompanhamento psicológico pode favorecer maior compreensão de si, desenvolvimento de recursos emocionais e mudanças na forma de se relacionar. No entanto, não é possível afirmar que isso ocorrerá em todos os casos, pois cada pessoa é única e a evolução depende de diversos fatores, como o reconhecimento das próprias dificuldades, o compromisso com o tratamento e a presença de outros aspectos emocionais ou clínicos. Se houver episódios de agressividade, é importante que eles sejam levados a sério e que a segurança de todos os envolvidos seja sempre priorizada.


  • É normal não estar triste e nem feliz? Estou preocupada com minha neutralidade, só cumpro as obrigaç

    É normal não estar triste e nem feliz? Estou preocupada com minha neutralidade, só cumpro as obrigações com meus filhos e não quero mais nada.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Renata Bittencourt

    É possível passar por períodos em que a pessoa não se sente nem triste nem feliz. No entanto, quando essa sensação de neutralidade vem acompanhada de perda de interesse pelas atividades, falta de motivação e a impressão de estar apenas cumprindo as obrigações do dia a dia, vale a pena olhar para isso com atenção. Esse estado pode estar relacionado a diferentes formas de sofrimento psíquico e merece ser compreendido em sua singularidade. Um processo terapêutico pode ajudá-la a entender o que essa experiência representa em sua história e a encontrar caminhos para recuperar o contato com seus desejos e sua vitalidade.


  • Eu venho procurando uma resposta pra isso ao longo de minha vida eu sempre procurava algo que me fiz

    Eu venho procurando uma resposta pra isso ao longo de minha vida eu sempre procurava algo que me fizesse realizado e com propósito e encontrei o mercado financeiro, ser um negociador de ações isso me deu um foco e um objetivo, isso pode levar anos para me ter resultados.

    E nisso eu tenho problemas que afeta algumas áreas em minha vida que gostaria de ser resolvido, não consigo me adaptar em nenhum emprego e peço demissão muito rápido não consigo suportar e isso me prejudica nos relacionamentos não consigo me envolver com outras pessoas sinto que minha vida está uma bagunça, eu conseguisse resolver isso me sentiria livre desse peso

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Renata Bittencourt

    Encontrar um objetivo que dê sentido à vida pode ser muito importante, mas quando dificuldades persistentes para manter vínculos, permanecer em empregos ou construir relacionamentos causam sofrimento, é fundamental compreender o que pode estar por trás desses padrões. Na perspectiva psicanalítica, mais do que buscar eliminar os sintomas, procura-se entender como essas dificuldades se relacionam com a história de vida, os conflitos inconscientes e a forma de se vincular consigo mesmo e com os outros. Esse processo de autoconhecimento pode favorecer mudanças mais consistentes e ajudá-lo a construir uma vida mais alinhada aos seus desejos e possibilidades.


  • Boa tarde! Ultimamente meu marido tem muito fetiche por brinquedos eróticos, sempre usou em mim. Por

    Boa tarde! Ultimamente meu marido tem muito fetiche por brinquedos eróticos, sempre usou em mim. Porém ultimamente eu percebo que ele tá usando nele tbm , e isso antes nunca tinha acontecido com 8 anos juntos. Na hora da relação ele pega sem que eu veja um pênis de borracha e usa nele. E percebo que ele fica muito excitado. Isso é normal ou devo me preocupar? Será que ele tá tendo vontade de ter relação com homens?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Renata Bittencourt

    O uso de brinquedos eróticos, por si só, não permite concluir nada sobre a orientação sexual ou os desejos afetivos de uma pessoa. A sexualidade humana é bastante diversa, e práticas específicas podem ter significados diferentes para cada indivíduo. O mais importante é que exista diálogo, respeito e consentimento entre o casal. Se essa mudança despertou dúvidas ou insegurança, uma conversa aberta e sem julgamentos costuma ser o melhor caminho para compreender o que ela representa para o seu parceiro. Caso o tema esteja gerando sofrimento ou dificuldades na relação, um acompanhamento terapêutico pode ajudar o casal a lidar com essas questões de forma mais saudável.


  • Olá! Estou passando por um momento chato, tenho um namorado e vivemos uma relação boa, leve e tranqu

    Olá! Estou passando por um momento chato, tenho um namorado e vivemos uma relação boa, leve e tranquila, me sinto segura ao lado dele. Mas sonho direto com ele me terminando o relacionamento e há alguns dis sonhos com mãos frequência. O que fazer?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Renata Bittencourt

    Sonhar repetidamente com o fim de um relacionamento não significa, necessariamente, que isso irá acontecer ou que seu parceiro deseja terminar. Na perspectiva psicanalítica, os sonhos podem expressar medos, inseguranças, conflitos ou emoções que nem sempre estão relacionados à realidade objetiva. Mesmo em relações saudáveis, é possível que apareçam fantasias ligadas à perda ou ao abandono. Se esses sonhos têm causado sofrimento ou se repetem com frequência, um processo terapêutico pode ajudá-la a compreender o significado que eles assumem na sua história e na forma como você vivencia os vínculos afetivos.


  • Tenho muita insegurança e ciúmes do meu parceiro, tenho consciência que preciso mudar, mas não consi

    Tenho muita insegurança e ciúmes do meu parceiro, tenho consciência que preciso mudar, mas não consigo. Sendo parte da minha personalidade será que é possível mudar ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Renata Bittencourt

    Ter consciência das próprias dificuldades já é um passo importante. Embora algumas características possam fazer parte da maneira como cada pessoa se relaciona, isso não significa que elas sejam imutáveis. Na perspectiva psicanalítica, sentimentos como insegurança e ciúmes podem estar ligados a experiências, conflitos e formas de vínculo construídas ao longo da vida. Ao compreender a origem desses padrões, torna-se possível desenvolver novas formas de lidar com eles. A mudança costuma ser gradual, mas é possível quando existe disposição para esse processo de autoconhecimento.


  • O que seria uma pessoa que tem tendências depressivas?

    O que seria uma pessoa que tem tendências depressivas?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Renata Bittencourt

    Na perspectiva clínica, dizer que uma pessoa tem "tendências depressivas" não significa, necessariamente, que ela tenha um quadro de depressão. A expressão costuma ser usada para descrever alguém que apresenta uma maior propensão a vivenciar sentimentos como tristeza persistente, desânimo, autocrítica intensa, culpa, pessimismo ou dificuldade em sentir prazer diante de situações da vida. Essas características podem aparecer em diferentes intensidades e por diferentes motivos, sem que, por si só, configurem um diagnóstico.

    Na perspectiva psicanalítica, esses aspectos são compreendidos de forma singular, considerando a história de vida, os vínculos afetivos, as perdas e a maneira como cada pessoa lida com seus conflitos emocionais. Quando esse sofrimento é frequente ou interfere na qualidade de vida, um processo terapêutico pode ajudar a compreender seu significado e favorecer novas formas de enfrentá-lo.


  • O que é o desmentido e como ele pode afetar a pessoa?

    O que é o desmentido e como ele pode afetar a pessoa?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Renata Bittencourt

    Na psicanálise, o desmentido é um conceito que se refere à situação em que uma experiência emocional importante da pessoa não é reconhecida, validada ou é negada por alguém significativo. Por exemplo, quando uma criança expressa medo, tristeza ou relata uma situação vivida e recebe respostas como "isso não aconteceu", "você está exagerando" ou "você entendeu errado". Nesses casos, não é apenas o fato que é negado, mas também a experiência subjetiva da pessoa.

    Quando o desmentido ocorre de forma repetida, especialmente em relações importantes, ele pode gerar dúvidas sobre as próprias percepções e sentimentos, dificultar a confiança em si mesmo, favorecer sentimentos de culpa, insegurança e confusão emocional. Algumas pessoas passam a desacreditar das próprias emoções ou a buscar constantemente confirmação dos outros sobre aquilo que sentem ou vivenciam.

    Na perspectiva psicanalítica, compreender experiências de desmentido pode ser um aspecto importante do processo terapêutico, pois permite reconhecer e dar significado a vivências que, por muito tempo, podem ter permanecido sem validação, favorecendo uma relação mais segura consigo mesmo e com os outros.


  • Quais ferramentas a análise pode me dar para que eu pare de tentar 'curar' o abandono do meu pai no

    Quais ferramentas a análise pode me dar para que eu pare de tentar 'curar' o abandono do meu pai no passado através das minhas relações do presente?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Renata Bittencourt

    Na perspectiva psicanalítica, a análise não oferece ferramentas no sentido de técnicas para "apagar" ou controlar sentimentos, mas um espaço para compreender como experiências passadas podem continuar influenciando a forma de viver os vínculos atuais. Ao longo desse processo, torna-se possível reconhecer padrões que se repetem, diferenciar o que pertence à história passada do que faz parte da relação presente e atribuir novos significados às experiências de abandono e perda. Essa elaboração pode reduzir a necessidade de buscar, nas relações atuais, uma reparação para feridas antigas, favorecendo vínculos mais livres, construídos a partir da realidade do presente e não apenas das marcas do passado.


  • De que forma o vazio deixado pelo abandono do meu pai se transformou em uma insegurança constante de

    De que forma o vazio deixado pelo abandono do meu pai se transformou em uma insegurança constante de que serei deixada a qualquer momento?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Renata Bittencourt

    Na perspectiva psicanalítica, uma experiência de abandono na infância pode influenciar a maneira como a pessoa vive seus vínculos ao longo da vida, mas não determina, por si só, que isso acontecerá. Quando uma perda ou ausência significativa não encontra espaço para ser elaborada, é possível que ela deixe marcas na forma como a pessoa percebe a si mesma e aos outros. Em algumas situações, isso pode favorecer um medo persistente de rejeição ou abandono, levando a interpretar pequenas mudanças na relação como sinais de que será deixada. O processo analítico busca compreender como essas experiências se inscreveram na história de cada pessoa, permitindo que o passado seja elaborado e deixe de definir, de forma automática, a maneira de viver os relacionamentos no presente.


  • Olá, quanto tempo dura uma análise? Muito obrigada

    Olá, quanto tempo dura uma análise? Muito obrigada

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Renata Bittencourt

    Na psicanálise, não existe um tempo de duração que seja igual para todas as pessoas. A análise respeita a singularidade de cada paciente, seus objetivos, sua história e o momento de vida que está vivendo. Algumas questões podem ser elaboradas em menos tempo, enquanto outras demandam um processo mais longo. Ao longo do percurso, paciente e analista podem conversar sobre a evolução do tratamento e avaliar, juntos, quando o processo faz sentido para aquela pessoa.


  • E se eu não gostar do meu analista nas primeiras sessões? Devo insistir ou é melhor trocar logo de p

    E se eu não gostar do meu analista nas primeiras sessões? Devo insistir ou é melhor trocar logo de profissional?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Renata Bittencourt

    Na minha prática clínica, costumo deixar essa decisão inteiramente livre para meus pacientes. Por isso, antes de iniciarmos efetivamente o processo analítico, realizamos algumas entrevistas iniciais, para que eles possam conhecer meu modo de trabalhar e decidir, com tranquilidade, se desejam seguir comigo. Acredito que essa escolha precisa acontecer de forma espontânea, pois a confiança e a disponibilidade para construir esse vínculo são fundamentais para o desenvolvimento da análise.


  • Todo mundo hoje diz que tem TDAH ou burnout. A psicanálise acredita nesses diagnósticos ou busca ent

    Todo mundo hoje diz que tem TDAH ou burnout. A psicanálise acredita nesses diagnósticos ou busca entender o que está por trás do sintoma?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Renata Bittencourt

    Na psicanálise, o foco principal não é o diagnóstico, mas a compreensão da singularidade de cada pessoa e do significado que seus sintomas podem ter em sua história. O que a psicanálise propõe é ir além do rótulo, buscando compreender como aquele sofrimento se manifesta e qual função ele pode exercer na vida daquele indivíduo. Dessa forma, diagnóstico e escuta clínica não precisam ser excludentes, mas podem se complementar.


  • É verdade que na psicanálise o terapeuta quase não fala?

    É verdade que na psicanálise o terapeuta quase não fala?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Renata Bittencourt

    Essa é uma ideia bastante difundida, mas não corresponde à prática de todos os psicanalistas. Embora a escuta seja um elemento fundamental da psicanálise, isso não significa que o analista permaneça em silêncio durante toda a sessão. As intervenções acontecem nos momentos em que podem contribuir para o processo, por meio de perguntas, interpretações ou pontuações. Cada analista tem seu estilo de trabalho, mas o objetivo não é falar pouco por princípio, e sim favorecer que o paciente possa refletir sobre sua própria experiência.


  • Como funciona o papel de associação livre na prática da psicanálise?

    Como funciona o papel de associação livre na prática da psicanálise?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Renata Bittencourt

    Na psicanálise, a associação livre é o convite para que a pessoa fale livremente sobre pensamentos, lembranças, emoções, sonhos ou qualquer ideia que lhe venha à mente, mesmo que pareça sem importância ou sem relação com o assunto. A partir desse material, o analista busca compreender os significados que podem estar presentes por trás do que é dito, sempre respeitando a singularidade de cada paciente. Não se trata de conversar sem direção, mas de criar um espaço em que conexões e sentidos possam surgir ao longo do processo analítico.


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